Category: Telecomunicações

Você ainda tem? Brasil fecha 2025 com 20 milhões de telefones fixos

Você ainda tem? Brasil fecha 2025 com 20 milhões de telefones fixos

Brasil tem 20 milhões de linhas fixas (imagem: reprodução/Pixabay)

Resumo

O Brasil encerrou 2025 com 20 milhões de telefones fixos, uma queda de 3 milhões em relação a 2024. A Claro lidera com 30,5% das linhas.
O país possui 53,9 milhões de acessos de banda larga fixa, 79% via fibra óptica. A Starlink lidera acessos via satélite.
Vivo, Claro e TIM dominam 94,1% do mercado de telefonia móvel. O 4G representa 66,1% dos acessos móveis.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) concluiu o panorama do setor, com os resultados para 2025. A documentação permite saber como estão os segmentos de telefonia fixa (sim, ela ainda existe), banda larga e telefonia móvel.

O tradicional telefone fixo continua em queda, com 20 milhões de acessos no país, segundo os dados da Anatel. Houve uma queda de 3 milhões de linhas na comparação com 2024. Com isso, o resultado fica perto do registrado em 1998, quando o setor de telefonia foi privatizado.

A Claro lidera este segmento, com 30,5% das linhas, seguida pela Vivo (25%) e a Oi (19,1%). O restante fica pulverizado entre várias companhias.

A maioria dos telefones fixos continua nas mãos de pessoas físicas, que são 52,1% dos assinantes.

Banda larga fixa

Cabo de fibra óptica para rede de internet (ilustração: Vitor Pádua / Tecnoblog)

O Brasil encerrou 2025 com 53,9 milhões de acessos de banda larga fixa. Destes, 79% utilizam tecnologia de fibra óptica. Do restante, 14,9% são via cabo coaxial (a grande maioria da Claro); acessos via rádio somam 3,3%; satélite soma outros 1,5%, com a Starlink na liderança desta categoria; e 1,3% de cabos metálicos, concentrados na Vivo, Oi, Claro e provedores pequenos.

Apesar da promessa do 5G, o 4G ainda dominou o mercado, com 66,1% dos acessos, contra 21,5% da internet móvel de quinta geração. O 2G e o 3G combinados representam 12,3%, principalmente por causa dos aparelhos M2M, sigla para Machine-to-Machine, que permite a comunicação direta entre dispositivos.

Operadoras pequenas, fatia pequena

A Vivo, Claro e TIM continuam dominando o mercado de telefonia móvel: juntas elas somam 94,1% do total de linhas. O restante está dividido entre a Algar (que opera no Triângulo Mineiro e áreas próximas de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás, além de ter acordos de roaming e MVNO para o restante do país), com 1,9%; Arqia (1,3%); e Surf Telecom (1,1%).

As entrantes Brisanet (com licença nas regiões Nordeste e Centro-Oeste) e Unifique (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e futuramente Paraná) possuem 0,3% (852.265 linhas) e 0,1% (247.752) cada. A Ligga/Sercomtel soma 24 mil acessos.
Você ainda tem? Brasil fecha 2025 com 20 milhões de telefones fixos

Você ainda tem? Brasil fecha 2025 com 20 milhões de telefones fixos
Fonte: Tecnoblog

TIM supera Claro e lidera ranking de confiabilidade móvel

TIM supera Claro e lidera ranking de confiabilidade móvel

Claro, TIM e Vivo são as maiores operadoras de telefonia do país (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A TIM lidera em confiabilidade móvel e qualidade consistente, superando a Claro e vencendo pela quarta vez consecutiva.
A Vivo lidera em velocidade de download, especialmente no 5G, com 336,4 Mb/s, e supera a Claro em várias métricas.
O Brasil tem 64% de cobertura 5G, a segunda maior na América Latina, atrás apenas do Chile.

A empresa de análise de mercado Opensignal liberou o primeiro estudo de 2026 referente às operadoras de telefonia móvel. A TIM tomou o lugar da Claro num dos indicadores mais importantes: a chamada Experiência de Confiabilidade, que considera a frequência com que os usuários conseguem realizar tarefas básicas na rede. Em 2025, a prestadora de origem mexicana obteve essa vitória.

Além da confiabilidade, a TIM consolidou sua hegemonia no quesito Qualidade Consistente. A operadora venceu essa categoria pela quarta vez consecutiva, atingindo uma pontuação de 72,7% — uma alta expressiva em relação aos 68,3% registrados no relatório do ano anterior. Esse índice mede se a rede suporta bem aplicativos exigentes, como chamadas de vídeo em grupo e upload de arquivos.

Quem lidera em velocidade e cobertura 5G?

O relatório da Opensignal é muito completo, com diversas nuances, e não decreta uma operadora que seja “a melhor” em todos os atributos do serviço de telefonia. Quando o assunto é velocidade de download, a Vivo leva a melhor em três das quatro métricas consideradas pelo relatório. Ela está à frente da Claro inclusive na tecnologia 5G, com uma vantagem de 14 Mb/s.

Confira as principais medições abaixo:

Download em geral

Vivo: 51,3 Mb/s

Claro: 49,6 Mb/s

TIM: 42,2 Mb/s

Upload em geral

Vivo: 10,0 Mb/s

Claro: 9,7 Mb/s

TIM: 8,4 Mb/s

Download no 5G

Vivo: 336,4 Mb/s

Claro: 322,8 Mb/s

TIM: 316,0 Mb/s

Upload no 5G:

Claro: 28,4 Mb/s

Vivo: 27,6 Mb/s

TIM: 25,0 Mb/s

O estudo também traz um panorama positivo sobre a infraestrutura nacional. Segundo dados da Anatel citados no relatório, a cobertura 5G no Brasil já alcança cerca de 64% da população, superando com folga a meta regulatória prevista para 2027, que era de 58%. No cenário latino-americano, o Brasil já possui a segunda maior porcentagem de conexões 5G, ficando atrás apenas do Chile.

Quadro com resumo da telefonia brasileira em janeiro de 2026 (imagem: reprodução/Opensignal)

Equilíbrio na experiência de vídeo

De modo geral, a TIM e a Vivo são as duas empresas mais bem posicionadas, cada qual com seis prêmios dentre os 14 possíveis. No segmento de vídeo, houve uma mudança de liderança importante. Enquanto a TIM manteve o prêmio de Experiência de Vídeo geral, a Vivo desbancou a rival e assumiu o topo na Experiência de Vídeo 5G e Vídeo ao Vivo 5G.

Vale notar que, apesar das trocas de liderança, a corrida está cada vez mais técnica. Nas categorias de vídeo, por exemplo, a diferença entre a primeira e a terceira colocada é muitas vezes inferior a um ponto. Isso coloca todas as três grandes operadoras brasileiras na categoria de classificação “Boa”, indicando um nivelamento por cima da qualidade do serviço.
TIM supera Claro e lidera ranking de confiabilidade móvel

TIM supera Claro e lidera ranking de confiabilidade móvel
Fonte: Tecnoblog

Pesquisadores criam transceptor sem fio 24 vezes mais rápido que 5G

Pesquisadores criam transceptor sem fio 24 vezes mais rápido que 5G

Equipamento foi desenvolvido na Universidade da Califórnia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine criaram um transceptor sem fio que atinge 120 Gb/s, 24 vezes mais rápido que o 5G mmWave.
Tecnologia utiliza chip de silício de 22 nanômetros, reduzindo consumo de energia para 230 miliwatts e facilitando produção em massa.
No entanto, a principal limitação é o alcance de sinal, que é muito menor que o 5G mmWave.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine (EUA) desenvolveram um dispositivo de transmissão sem fio capaz de transmitir dados a 120 gigabits por segundo (Gb/s), que equivale a cerca de 15 gigabytes por segundo (GB/s). A velocidade é 24 vezes superior à do 5G mmWave e se aproxima das conexões de fibra óptica usadas em data centers, que geralmente operam a 100 Gb/s.

Para chegar a esse número, vale lembrar que um byte equivale a oito bits. Essa velocidade permitiria baixar cerca de três filmes em qualidade 4K (dependendo do nível de compressão dos arquivos) em um segundo, ou baixar um jogo pesado de 130 GB, como Black Myth: Wukong, em menos de nove segundos.

O equipamento desenvolvido pelos pesquisadores trabalha na faixa de 140 GHz e supera em larga margem as tecnologias sem fio disponíveis no mercado.

O Wi-Fi 7 atinge teoricamente até 30 Gb/s, enquanto o 5G mmWave chega a 5 Gb/s. A título de comparação, o 5G brasileiro, o mais rápido da América Latina, atinge velocidade média de 430,8 Mb/s. O novo transceptor opera a 15 GB/s, cerca de 277 vezes mais rápido que a melhor rede comercial do país.

O estudo foi publicado em dois artigos no periódico IEEE Journal of Solid-State Circuits (JSSC).

Como a tecnologia funciona?

A equipe liderada pelo pesquisador Zisong Wang substituiu os conversores digitais-analógicos (DAC) tradicionais por três sub-transmissores sincronizados, o que reduz drasticamente o consumo de energia.

O diferencial está no processamento analógico. O transceptor realiza operações complexas no domínio analógico, ao invés do digital, o que permite que o chip consuma apenas 230 miliwatts. Um DAC convencional capaz de processar 120 Gb/s demandaria vários watts de potência.

Segundo o diretor do Laboratório de Circuitos Integrados de Comunicação em Nanoescala da UC Irvine, Payam Heydari, se fossem usados métodos tradicionais, a bateria de dispositivos móveis de próxima geração duraria minutos.

Tecnologia demonstrou ser mais veloz que o 5G (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O chip é fabricado em silício com processo de 22 nanômetros, usando tecnologia de silício sobre isolante totalmente depletado. Esse processo é mais simples que os nós de 2 nanômetros ou 18 A usados por empresas como TSMC e Samsung, o que facilita a produção em massa e reduz custos.

Além disso, os pesquisadores destacam que a tecnologia pode substituir quilômetros de cabos em data centers, reduzindo custos de instalação e operação em ambientes com servidores.

Quais são as limitações da tecnologia?

A principal restrição está no alcance do sinal. O 5G mmWave atual, que opera a até 71 GHz, já tem alcance limitado a cerca de 300 metros. Como o novo transceptor opera em frequências ainda mais altas (140 GHz), o raio de cobertura tende a ser menor.

Wang comentou ao Tom’s Hardware que a Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos e os órgãos responsáveis pelos padrões 6G estão analisando o espectro de 100 GHz como a nova fronteira para comunicações sem fio.

No entanto, para adoção em larga escala, será necessário desenvolver métodos de extensão de alcance e gerenciamento de interferências, além de integrar o sistema às redes já existentes. Ou seja: sem inovações que melhorem o alcance do sinal, as cidades ficariam repletas de estações base de alta velocidade, tornando inviável.
Pesquisadores criam transceptor sem fio 24 vezes mais rápido que 5G

Pesquisadores criam transceptor sem fio 24 vezes mais rápido que 5G
Fonte: Tecnoblog

Medida do Brasil pode elevar custo da fibra óptica vinda da China

Medida do Brasil pode elevar custo da fibra óptica vinda da China

O preço final dos cabos de fibra óptica importados da China para prestadoras de pequeno porte pode subir mais de 170% (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A aplicação de direitos antidumping definitivos sobre cabos de fibra óptica importados da China acendeu um sinal de alerta no setor de telecomunicações no Brasil. A medida, aprovada pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) no fim de dezembro de 2025, prevê a cobrança adicional de US$ 2,42 por quilo do produto (cerca de R$ 12,99) e já começa a refletir nos preços praticados no mercado nacional.

Em nota conjunta, a TelComp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas) e a Abramulti (Associação Brasileira dos Operadores de Telecomunicações e Provedores de Internet) afirmam que a decisão pode elevar de forma relevante o custo de um insumo considerado estratégico para a expansão da conectividade no Brasil.

Segundo apuração do TeleSíntese, reajustes já foram observados e passaram a impactar os cálculos financeiros de prestadoras de serviços, especialmente as de menor porte.

Por que a medida preocupa o setor?

As entidades ressaltam que não defendem nem apoiam práticas de dumping. O posicionamento, segundo elas, busca chamar atenção para os efeitos econômicos e sociais do aumento de custos de importação de cabos e fibras ópticas, com reflexos diretos em pequenos provedores e na oferta de internet em regiões menos atendidas.

Estimativas preliminares indicam que o preço final dos cabos de fibra óptica importados da China para prestadoras de pequeno porte pode subir mais de 170%. Considerando a participação desses produtos no mercado, a avaliação é que o reajuste tende a pressionar também os preços de fabricantes nacionais e de cabos provenientes de outros países. Nesse cenário, o preço de equilíbrio de todos os cabos comercializados no Brasil poderia aumentar em torno de 50%.

Além dos cabos, foi aplicada medida antidumping sobre a importação de fibras ópticas, o que, segundo as associações, pode intensificar ainda mais os efeitos sobre a cadeia produtiva e o mercado de infraestrutura de telecomunicações.

Medida antidumping foi aplicada sobre a importação de fibras ópticas (imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Impactos sobre conectividade e políticas públicas

De acordo com a TelComp e a Abramulti, a elevação generalizada dos custos tende a desacelerar a expansão da banda larga, sobretudo em áreas menos atrativas do ponto de vista econômico e entre consumidores de menor renda. O risco é de aprofundamento do chamado abismo digital, em um momento em que o país ainda busca ampliar o acesso à internet de qualidade.

As entidades também destacam possíveis impactos sobre políticas públicas estruturantes. Programas de conectividade de escolas, como o Aprender Conectado, e obrigações relacionadas à implantação da infraestrutura do 5G podem ser afetados, com risco de redução no número de escolas atendidas e aumento significativo dos custos dos projetos.

Com informações do TeleSíntese

Medida do Brasil pode elevar custo da fibra óptica vinda da China

Medida do Brasil pode elevar custo da fibra óptica vinda da China
Fonte: Tecnoblog

Portabilidade numérica atinge maior patamar desde 2022

Portabilidade numérica atinge maior patamar desde 2022

Portabilidade bateu recorde em 2022, ano do fim da operação da Oi (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Em 2025, consumidores brasileiros fizeram cerca de 8,5 milhões de pedidos de portabilidade numérica, segundo a ABR Telecom.
São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul lideram os pedidos de portabilidade no Brasil.
Desde 2008, aproximadamente 104 milhões de consumidores brasileiros realizaram portabilidade numérica.

Clientes de telefonia fizeram cerca de 8,5 milhões de pedidos de portabilidade em 2025, segundo dados da Associação Brasileira de Recursos em Telecomunicações (ABR Telecom), entidade que administra as trocas de operadora no Brasil.

O assunto foi destaque no jornal O Globo. Esse é o maior número desde 2022, quando 10,1 milhões levaram seus números para outras empresas. Naquele ano, porém, houve um fator incomum: a Oi parou de operar, o que levou a uma reorganização do mercado. Antes disso, entre 2019 e 2021, a quantidade de solicitações ficou próxima a 8,5 milhões.

Desde 2008, foram 104 milhões de pedidos de portabilidade (foto: Breakingpic/Pexels)

A ABR Telecom não informa quais foram as operadoras envolvidas nas trocas. Segundo a entidade, a lista de estados que mais fazem pedidos de portabilidade é encabeçada por São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

O órgão informa também que, desde 2008, quando o sistema foi implementado, cerca de 104 milhões de consumidores já levaram seu número para outra empresa. Para efeito de comparação, há 270 milhões de números ativos hoje no Brasil, de acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Ao Globo, Abraão Balbino, presidente da ABR Telecom, declarou que as trocas de operadora vêm da necessidade do consumidor de melhorar sua experiência e conseguir preços melhores, inclusive aproveitando ofertas sazonais, como Black Friday e datas comemorativas.

Como fazer a portabilidade?

O método mais comum é procurar a operadora para a qual você deseja migrar. O processo muda de acordo com a empresa, podendo ser feito por telefone, SMS, internet, app ou na loja, dependendo da companhia.

Após contratar o novo serviço, você precisa confirmar a solicitação de portabilidade. Para isso, aguarde uma mensagem SMS enviada pelo número 7678.

O processo pode levar até três dias úteis para ser concluído, e a linha telefônica pode ficar sem serviço por até 24 horas.

Outra maneira, menos conhecida, é iniciar o processo a partir da linha atual, enviando um SMS para o número 7678 com a mensagem “portar” ou “portabilidade”. A partir daí, é só seguir as instruções e informar a operadora desejada.

Com informações do Globo
Portabilidade numérica atinge maior patamar desde 2022

Portabilidade numérica atinge maior patamar desde 2022
Fonte: Tecnoblog

Starlink mexe nos satélites para evitar colisões em órbita

Starlink mexe nos satélites para evitar colisões em órbita

Lançamento de satélites da Starlink (foto: divulgação/SpaceX)

Resumo

A SpaceX reconfigurará a constelação Starlink para 2026, reduzindo a altitude dos satélites de 550 km para 480 km, visando aumentar a segurança e evitar colisões em órbita baixa.
Após uma anomalia técnica que causou a perda de um satélite, a SpaceX decidiu pela mudança para evitar riscos em um ambiente orbital saturado.
A Anatel aprovou a expansão da Starlink no Brasil, permitindo adicionar 7.500 satélites não geoestacionários à frota existente.

A SpaceX decidiu remanejar a constelação de satélites da Starlink, de acordo com o vice-presidente de engenharia Michael Nicholls. A empresa deve baixar a altitude operacional dos equipamentos, movendo-os da faixa atual de 550 km para cerca de 480 km acima da Terra.

O objetivo da mudança é aumentar a segurança das operações na órbita baixa (também chamada de LEO, na sigla em inglês). Segundo uma postagem de Nicolls, essa redução resulta na “condensação” das órbitas da Starlink, diminuindo a probabilidade de colisões.

Starlink is beginning a significant reconfiguration of its satellite constellation focused on increasing space safety.  We are lowering all @Starlink satellites orbiting at ~550 km to ~480 km (~4400 satellites) over the course of 2026.  The shell lowering is being tightly…— Michael Nicolls (@michaelnicollsx) January 1, 2026

Falha pode ter motivado decisão

A decisão foi divulgada nesta quinta-feira (1º), poucas semanas após a companhia de Elon Musk informar a perda de controle de um satélite após uma “anomalia técnica”.

O monitoramento da empresa independente Leo Labs, indicou que o incidente foi provocado por uma “fonte energética interna” — possivelmente uma explosão ou falha catastrófica no sistema de propulsão — e não por uma colisão externa. O evento resultou na ejeção de material e fragmentos rastreáveis a cerca de 418 km de altitude.

Embora a SpaceX tenha garantido que o objeto se desintegraria na atmosfera, sem riscos para a Estação Espacial Internacional (ISS), o caso evidenciou a fragilidade das operações em um ambiente cada vez mais saturado.

A preocupação com o trânsito espacial é crescente. Atualmente, mais de 24 mil objetos são monitorados na órbita baixa, e estimativas sugerem que esse número pode chegar a 70 mil até o final da década, impulsionado por constelações como a da Starlink e da futura Amazon Leo.

Expansão no Brasil

Starlink teve autorização para expandir frota de satélites (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Enquanto ajusta os parâmetros de segurança da rede, a Starlink segue ampliando sua capacidade regulatória em mercados estratégicos. No Brasil, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou recentemente uma alteração no direito de exploração da empresa.

A decisão do órgão regulador permite que o serviço aumente o tamanho de sua frota no país. Pela nova regra, a Starlink poderá acrescentar mais 7.500 satélites não geoestacionários, somando-se aos 4.408 originalmente previstos na licença de 2022.

Com o afastamento, a ideia é que a megaconstelação saia dos espaços mais congestionados na órbita do planeta, onde o número de detritos e projetos de satélites concorrentes é maior do que abaixo da linha dos 500 km.
Starlink mexe nos satélites para evitar colisões em órbita

Starlink mexe nos satélites para evitar colisões em órbita
Fonte: Tecnoblog

É fake: telefone fixo da Vivo continua funcionando após 31 de dezembro

É fake: telefone fixo da Vivo continua funcionando após 31 de dezembro

Vivo prevê investimentos de R$ 4,5 bilhões (imagem via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

O telefone fixo da Vivo continuará funcionando após 31 de dezembro de 2025, apesar dos boatos.
A Vivo migra do regime de concessão para o modelo de autorização, eliminando certas obrigações e investindo R$ 4,5 bilhões em infraestrutura.
A infraestrutura de cobre será desativada gradualmente, mas o serviço de voz fixa continuará em regiões sem concorrência até, pelo menos, 2028.

Diversas páginas no Instagram dedicaram as últimas semanas a noticiar falsamente que o telefone fixo da Vivo acaba neste dia 31 de dezembro. De acordo com os boatos, a empresa focaria apenas em telefonia móvel e banda larga por fibra óptica a partir de 2026. Tudo não passa, porém, de um grande mal-entendido sobre as novas regras do setor.

Na verdade, a Vivo (assim como outras prestadoras de telefonia) está passando por uma mudança do ponto de vista regulatório. Em 11 de abril de 2025, a operadora e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) assinaram um acordo oficializando a migração do regime de concessão para o modelo de autorização. A medida impacta diretamente o Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) no estado de São Paulo.

Como será o regime de autorização?

Na prática, a mudança significa maior flexibilidade no fornecimento de um serviço que tem caído em desuso. O modelo de autorização remove obrigações pesadas que existiam desde a privatização, em 1998. A migração extingue a necessidade de manter e expandir a infraestrutura de orelhões (Telefones de Uso Público) e a obrigação de universalização, que exigia a instalação de linhas fixas em qualquer localidade, independentemente da viabilidade econômica ou demanda.

Por outro lado, a Vivo assumiu compromissos bilionários para efetivar essa transição. A empresa deverá investir cerca de R$ 4,5 bilhões em obrigações de interesse público. Esse montante será destinado à construção de redes de transporte de alta capacidade (backbone) em regiões desatendidas, além da expansão da cobertura móvel com tecnologia 4G ou superior em rodovias e localidades sem conectividade.

Slide detalha fim de regime de concessão na Vivo (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Ainda durante a apresentação dos resultados financeiros do primeiro trimestre, a companhia detalhou os próximos passos da mudança em São Paulo:

Migração de clientes de voz fixa da rede de cobre para tecnologias modernas, permitindo uma melhoria na qualidade do serviço e a liberação de ativos imobiliários e de infraestrutura.

Investimento em projetos nos próximos cinco a dez anos, focados na expansão da cobertura móvel e rede de fibra.

Manutenção do serviço de voz fixa em lugares onde a empresa é a operadora de “último recurso” até, pelo menos, 2028.

Qual o impacto para o consumidor final?

Apesar de pouca coisa mudar neste último dia de 2025, é importante notar que a Vivo poderá, no futuro, desligar o serviço de telefonia fixa nas localidades em que houver concorrência ampla. O compromisso assinado com a Anatel prevê a manutenção deste serviço somente nas regiões em que há apenas a Vivo, sem nenhuma outra opção de telefonia cabeada ou competitividade local.

Para o usuário residencial comum, o telefone fixo continua funcionando normalmente via fibra óptica ou rede móvel (WLL), mas a infraestrutura baseada nos antigos fios de cobre será progressivamente desativada. O objetivo é converter o custo de manutenção de uma rede obsoleta em investimentos para o 5G e fibra.
É fake: telefone fixo da Vivo continua funcionando após 31 de dezembro

É fake: telefone fixo da Vivo continua funcionando após 31 de dezembro
Fonte: Tecnoblog

Operadoras reforçam rede na virada e WhatsApp prevê 100 bilhões de mensagens

Operadoras reforçam rede na virada e WhatsApp prevê 100 bilhões de mensagens

Operadoras reforçaram rede para virada (imagem via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

O WhatsApp prevê 100 bilhões de mensagens trocadas na virada de 2026.
Claro, Vivo e TIM reforçaram redes 5G para atender à demanda de Ano Novo.
WhatsApp introduziu efeitos de fogos e confetes para chamadas de vídeo e notas de vídeo.

As operadoras brasileiras reforçaram a infraestrutura de rede para garantir a conectividade durante a virada de ano (31/12). A movimentação busca suportar o pico de tráfego de dados esperado para as festividades, especialmente em aplicativos de mensageria. O WhatsApp, principal serviço do gênero no Brasil, prevê que 100 bilhões de mensagens serão trocadas globalmente no réveillon, além de aproximadamente 2 bilhões de chamadas de voz e vídeo.

As prestadoras de telefonia confirmaram ao Tecnoblog que o monitoramento será intensificado para evitar instabilidades. O período é conhecido pelo alto volume de transmissões ao vivo e postagens em redes sociais, o que exige uma coordenação técnica específica para suportar a densidade de usuários em pontos turísticos.

Quais operadoras reforçaram o sinal para o Ano Novo?

Claro, TIM e Vivo manterão equipes de prontidão durante a virada (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Claro foi a prestadora que melhor detalhou a operação de fim de ano ao TB. A empresa explicou que houve adição de capacidade de rede em regiões turísticas de capitais como Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Florianópolis e Salvador. A operadora também destacou que a expansão do 5G ao longo de 2025 deve auxiliar na conectividade dos usuários, oferecendo maior largura de banda para quem estiver em áreas cobertas pela nova tecnologia.

Já a Vivo e a TIM informaram que manterão equipes de plantão para garantir a estabilidade e a disponibilidade dos serviços. Ambas as empresas admitem que o réveillon é marcado por uma intensificação drástica no uso da rede. O monitoramento será contínuo a partir de seus centros de operações, permitindo intervenções técnicas rápidas caso ocorra congestionamento em células específicas de sinal móvel.

As novidades do WhatsApp para a virada

WhatsApp liberou pacote de figurinhas e mais funções para o momento da virada (imagem: divulgação)

Além das estimativas de tráfego, o WhatsApp destacou recursos desenhados para a celebração. Entre as funções estão os efeitos de fogos de artifício e confetes para as chamadas de vídeo, além das notas de vídeo, que permitem registrar a contagem regressiva de forma rápida. O aplicativo reforçou que todas as comunicações, incluindo as 2 bilhões de chamadas previstas, contam com criptografia de ponta a ponta.

Para a organização de eventos, o serviço de mensagens enfatizou o uso de enquetes e a criação de eventos dentro dos chats, ferramentas que facilitam a confirmação de presença em festas. O pacote de figurinhas de 2026 e as reações animadas com confete também estarão disponíveis para os usuários até o dia dois de janeiro.
Operadoras reforçam rede na virada e WhatsApp prevê 100 bilhões de mensagens

Operadoras reforçam rede na virada e WhatsApp prevê 100 bilhões de mensagens
Fonte: Tecnoblog

Após alerta do Itaú, Anatel decide bloquear operadoras que facilitam spoofing

Após alerta do Itaú, Anatel decide bloquear operadoras que facilitam spoofing

Golpistas usam spoofing para fingir ligar da central do Itaú (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Anatel implementará regras rígidas contra operadoras que facilitam spoofing, bloqueando suas interconexões.
Empresas não poderão revender ou alugar números de telefone; centrais de atendimento devem contratar diretamente com operadoras.
Números de celular devem estar vinculados a um IMSI para evitar chamadas VoIP mascaradas.

A partir de 1º de janeiro, um novo despacho da Anatel prevê regras mais duras para as prestadoras de telefonia que facilitarem o chamado spoofing, técnica que adultera o número de origem de uma ligação telefônica. As empresas do setor poderão ser sancionadas com o bloqueio de suas interconexões. Na prática, elas ficam isoladas digitalmente, impedidas de completar ligações para clientes de outras operadoras.

O tema do spoofing ganhou destaque após um alerta emitido pelo banco Itaú nos últimos dias. Ele identificou que bandidos estavam utilizando os números oficiais, iniciados em 3004 ou 4004, para telefonar e enganar as vítimas em golpes bancários.

A nova sanção da Anatel tem prazo inicial de um mês e pode chegar a três meses em caso de reincidência. Para os clientes dessas empresas que forem flagrados cometendo a fraude, a regra é ainda mais rígida: a operadora deve rescindir o contrato e cortar o serviço imediatamente.

Despacho 978/2025 entra em vigor em 1º de janeiro (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Cabe explicar aqui que existem muitas etapas entre o início de uma chamada telefônica e o fim dela, quando toca no telefone do destinatário final. A medida da Anatel foca nesta camada intermediária, pressionando as operadoras a fiscalizarem o tráfego que passa por suas redes.

Outro ponto do despacho nº 978/2025 tem a ver com empresas detentoras de números de telefone. Elas não poderão mais fazer a revenda, repasse, aluguel ou cessão dos chamados recursos de numeração, tendo em vista que isso é uma irregularidade. Com isso, as centrais de atendimento terceirizadas terão que contratar os recursos diretamente com as operadoras.”

Combate ao VoIP irregular

Outro detalhe técnico importante do despacho ataca uma tática comum para fazer você atender ligações de estranhos. A Anatel determinou que todo número de celular (SMP) deve estar obrigatoriamente vinculado a um IMSI — a identidade única que existe dentro de cada chip (SIM Card ou eSIM).

Na prática, isso visa impedir que softwares de computador (VoIP) gerem chamadas massivas mascarando-se com números móveis aleatórios (xx) 9xxxx-xxxx sem que exista um chip real por trás daquela linha. Para o consumidor, a medida tenta garantir que, se o identificador de chamadas mostra um número de celular, a origem seja de fato uma linha móvel rastreável, e não um robô operando de um servidor anônimo.
Após alerta do Itaú, Anatel decide bloquear operadoras que facilitam spoofing

Após alerta do Itaú, Anatel decide bloquear operadoras que facilitam spoofing
Fonte: Tecnoblog

Claro libera bônus de até 25 GB de internet para clientes

Claro libera bônus de até 25 GB de internet para clientes

Resgate do bônus é realizado pelo aplicativo Minha Claro Móvel (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Claro liberou um bônus de até 25 GB de dados móveis para clientes dos planos Controle e Pós-pago.
O bônus é ativado pelo aplicativo Minha Claro Móvel ou site oficial, sem custo e sem uso de pontos acumulados.
O benefício tem validade de 30 dias e pode ser resgatado uma vez por ano.

A Claro liberou um pacote extra e gratuito de dados móveis para assinantes. A iniciativa integra o programa Presente Claro, que procura suprir o aumento da demanda por conectividade durante as festas de fim de ano e férias escolares.

O bônus oferece até 25 GB de internet sem custo adicional, servindo como uma “franquia de segurança”, mas a elegibilidade é restrita aos assinantes dos planos Controle e pós-pagos. Clientes pré-pagos ficam de fora.

Como funciona o benefício?

A oferta é gratuita e segmentada conforme o tipo de plano contratado. A divisão é a seguinte:

Tipo de planoBenefício disponível para resgateClaro Controle15 GBClaro Pós-pago25 GB

Usuários de planos pré-pagos (como o “Prezão”) não estão contemplados nesta ação. Segundo a operadora, a estratégia foi baseada em levantamentos internos que apontam que uma parcela relevante dos consumidores esgota 100% da franquia contratada ao menos uma vez ao ano, sendo dezembro e janeiro os meses mais críticos.

“A proposta é estar presente nos momentos em que o consumidor mais precisa de internet, entregando uma vantagem que realmente impacta sua experiência”, destaca o diretor de marketing de clientes da Claro, Fábio Nahoum.

Uma característica importante da promoção é a prioridade de uso. Ao ativar o presente, o tráfego de dados passa a ser descontado exclusivamente do bônus. A franquia principal do plano mensal do cliente fica “congelada” e só volta a ser utilizada após o esgotamento total do pacote extra (ou após o término de sua validade).

Como resgatar o pacote de internet?

Oferta busca atender aumento de consumo de dados no fim do ano (imagem: Dariuz Sankowski/Pixabay)

O procedimento de ativação é realizado digitalmente. O cliente deve acessar o Claro clube, plataforma de relacionamento da empresa, que está integrada ao aplicativo Minha Claro Móvel (disponível para Android e iPhone) e ao site oficial da operadora.

Diferente de outros resgates, não é necessário utilizar pontos acumulados para obter este pacote específico. Caso o usuário elegível ainda não participe do programa, o cadastro pode ser feito gratuitamente no momento do acesso.

Vale lembrar que o bônus tem validade de 30 dias corridos a partir da data de ativação e o resgate é limitado a uma vez por ano para cada linha elegível.
Claro libera bônus de até 25 GB de internet para clientes

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Fonte: Tecnoblog