Category: Telecomunicações

Starlink fecha parceria no Brasil para ampliar internet via satélite

Starlink fecha parceria no Brasil para ampliar internet via satélite

Starlink é o serviço de internet via satélite desenvolvido pela SpaceX (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Starlink firmou parceria com a Alares para venda conjunta de planos de internet no Brasil.
O acordo mira regiões sem fibra óptica, como áreas rurais e localidades mais afastadas, e deve ser divulgado em maio.
Os planos devem repetir as ofertas da Starlink no Brasil, com velocidades a partir de 100 Mb/s por R$ 149 por mês.

A Starlink firmou uma parceria com a Alares para ampliar a oferta de seus serviços no Brasil. O acordo prevê a venda conjunta de planos de internet, combinando a infraestrutura de satélites de Elon Musk com a operação comercial da operadora brasileira, segundo informações do jornal Estadão.

As empresas devem focar em regiões onde a fibra óptica não chega, como áreas rurais e localidades mais afastadas. Apuramos aqui no Tecnoblog que a Alares é o quinto maior provedor de internet do Brasil, e consta na Anatel como Giga Mais Fibra. 

De acordo com o jornal, o lançamento das ofertas está previsto para maio. Os planos devem replicar os mesmos já disponíveis diretamente pela Starlink no mercado brasileiro, com velocidades a partir de 100 Mb/s a R$ 149 por mês.

No final de janeiro, a Starlink bateu a marca de 1 milhão de clientes em solo nacional. Já a Alares possui 129 lojas físicas e tem mais de 820 mil clientes registrados na Anatel até fevereiro de 2026. A companhia é controlada pela Grain Management, gestora dos EUA de fundos de private equity.

Vale lembrar que a Amazon tem um projeto semelhante na América do Sul: a companhia de Jeff Bezos fechou um acordo com a Vrio em 2024 para oferecer internet por satélite do Amazon Leo na região. A Vrio controla a Sky no Brasil e a Directv em países vizinhos.
Starlink fecha parceria no Brasil para ampliar internet via satélite

Starlink fecha parceria no Brasil para ampliar internet via satélite
Fonte: Tecnoblog

Veja a posição do Brasil no ranking de preços de banda larga

Veja a posição do Brasil no ranking de preços de banda larga

Estudo global avaliou os custos de mais de 2.600 planos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A plataforma Broadband Genie analisou tarifas em 214 países e mais de 2.600 planos, com dados coletados do fim de janeiro ao início de fevereiro de 2026.
O Brasil ocupa a 47ª posição no ranking de preços de banda larga fixa com custo médio mensal de US$ 23,08 (cerca de R$ 114).
A banda larga mais barata é do Irã, com US$ 2,61 ao mês (R$ 13), enquanto a internet mais cara é em Wallis e Futuna: US$ 373,88/mês (mais de R$ 1.850).

O acesso à internet de alta velocidade facilita desde o trabalho remoto até serviços de saúde e educação. Para mapear o custo dessa conectividade ao redor do globo, a plataforma britânica de comparação de preços Broadband Genie fez uma classificação: o Brasil ocupa a 47ª posição da lista, próximo das regiões que cobram mais barato.

O levantamento analisou tarifas de banda larga fixa em 214 nações. Os dados, coletados entre o final de janeiro e o início de fevereiro de 2026, avaliaram mais de 2.600 planos de provedores locais para criar um cenário das tendências de precificação.

Provedores regionais baratearam os preços

O mercado brasileiro de telecomunicações passou por uma transformação nos últimos anos, impulsionada especialmente pelos provedores regionais de internet. O aumento da concorrência fora dos grandes centros e a substituição das antigas redes de cobre pela fibra óptica ajudaram a democratizar o acesso e a manter os preços em um patamar competitivo. O custo médio mensal, segundo o estudo, é de US$ 23,08 (cerca de R$ 114, na cotação atual).

Embora o usuário brasileiro ainda esbarre em questões de estabilidade e qualidade de atendimento, do ponto de vista financeiro, o valor médio cobrado por aqui é mais acessível do que em diversos mercados de primeiro mundo.

Expansão dos provedores regionais barateou a internet fixa no país (imagem: Glenn Carstens-Peters/Unsplash)

Estados Unidos e Canadá cobram mais caro

Outra constatação do estudo é que riqueza nacional não é sinônimo de internet mais barata. A América do Norte é a segunda sub-região mais cara do planeta para se contratar banda larga, com um custo médio mensal de US$ 98,40 (quase R$ 490).

Os Estados Unidos, por exemplo, amargam a 167ª posição na tabela geral, cobrando em média US$ 80 por mês de seus assinantes. O Canadá aparece um pouco melhor, em 130º lugar, com a tarifa na casa dos US$ 55,26. Segundo o especialista da Broadband Genie Alex Tofts, mercados consolidados sofrem com um custo de vida geral elevado, o que encarece a mão de obra, as operações técnicas e o repasse ao bolso do consumidor.

O Leste Europeu, por outro lado, trilhou um caminho diferente. A sub-região apresenta um custo médio de apenas US$ 15,76 (menos de R$ 80). “As redes de cobre existentes eram tão inadequadas que os provedores optaram diretamente pela fibra ótica, em vez de desperdiçar dinheiro tentando atualizar linhas obsoletas”, explica Tofts.

Qual país cobra mais barato (e mais caro)?

Quando olhamos para o topo do ranking, a banda larga mais barata do mundo está no Irã, com um custo médio de apenas US$ 2,61 (R$ 13). O baixo valor, no entanto, se deve à forte depreciação do rial iraniano frente ao dólar. O portal The Register destaca a ironia desse primeiro lugar, lembrando que o governo local costuma restringir o acesso à internet dos cidadãos durante tensões geopolíticas.

Logo atrás, aparece a Ucrânia (US$ 5,35), que mantém redes de fibra eficientes mesmo em meio ao conflito no país, seguida por Etiópia (US$ 6,46), Bangladesh (US$ 7,38) e Mongólia (US$ 7,41).

Na outra ponta da tabela, a fatura pesa para quem vive isolado. O território de Wallis e Futuna, no Pacífico Sul, tem a internet mais cara do planeta: US$ 373,88 por mês (mais de R$ 1.850). O valor no arquipélago, com cerca de 11 mil habitantes, mostra na prática a dificuldade logística de instalar e manter redes em ilhas remotas.

Metodologia

Para garantir a precisão da comparação, a pesquisa avaliou contratos em diversas faixas de velocidade. Planos corporativos, pacotes combinados (como combos de TV a cabo e telefonia) e taxas de instalação foram excluídos para encontrar o custo real da conexão.

No entanto, há uma ressalva importante: todos os preços foram simplesmente convertidos de moedas locais para dólares americanos. Isso significa que o levantamento não cruza o valor da fatura de internet com a renda média da população.

Portanto, embora a banda larga de US$ 15 no Leste Europeu seja, por exemplo, numericamente mais em conta que a de US$ 55 no Canadá, o impacto real dessa conta mensal no orçamento doméstico do trabalhador local pode contar uma história diferente.
Veja a posição do Brasil no ranking de preços de banda larga

Veja a posição do Brasil no ranking de preços de banda larga
Fonte: Tecnoblog

Amazon Leo: rival da Starlink chega em meados de 2026, diz CEO

Amazon Leo: rival da Starlink chega em meados de 2026, diz CEO

Project Kuiper passou a se chamar Amazon Leo em novembro de 2025 (imagem: divulgação/Amazon)

Resumo

Amazon Leo (antigo Project Kuiper) está nos preparativos finais para a estreia de seu serviço de internet por satélites de órbita terrestre baixa;
CEO da Amazon, Andy Jassy, afirmou a investidores que lançamento oficial está previsto para meados de 2026;
plano é oferecer taxas de download de até 1 Gb/s, mas serviço deve atender a empresas e governos inicialmente.

O Amazon Leo, serviço de acesso à internet via satélites que vem para concorrer com a Starlink, já tem data de lançamento. Ou quase isso: o CEO da empresa declarou recentemente que o início das operações da novidade está previsto para “meados de 2026”.

Convém relembrar que Amazon Leo é a atual denominação do Project Kuiper. A mudança de nome ocorreu em novembro de 2025, em parte para descrever a principal característica dessa divisão: LEO é uma sigla para Low Earth Orbit, ou Órbita Terrestre Baixa, que é o nível no qual os satélites do serviço operam.

A declaração sobre o início das operações do Amazon Leo foi dada pelo CEO da Amazon, Andy Jassy, em carta a acionistas. No documento, o executivo cita a previsão de lançamento de modo indireto, quando comentava que o serviço já tem acordos com governos e empresas:

Embora o lançamento oficial do Amazon Leo esteja previsto para meados de 2026, já temos compromissos de receita significativos vindos de empresas e governos.

Mais recentemente, a Delta Airlines, a companhia aérea com maior faturamento do mundo, anunciou que escolheu o Amazon Leo para seu futuro Wi-Fi e começará com 500 aeronaves em 2028. Ela se junta a outros clientes do Leo, como JetBlue, AT&T, Vodafone, Directv Latin America, Rede Nacional de Banda Larga da Austrália, NASA e outros.

Andy Jassy, CEO da Amazon

Antena Ultra da Amazon Leo que promete até 1Gb/s de download (imagem: divulgação/Amazon)

Amazon Leo promete ser mais rápido do que a Starlink

A carta de Jassy tende a ser bem recebida por investidores e futuros clientes porque sinaliza que finalmente o projeto virará realidade. A Amazon vinha (ou vem) enfrentando dificuldades para tirar o Leo do papel.

Mas a espera pode valer a pena. Em novembro, a Amazon anunciou uma antena que pode oferecer download de até 1 Gb/s. Para você ter ideia do que isso significa frente à concorrência, a Starlink trabalha atualmente com taxa de download máxima na casa dos 400 Mb/s.

Os planos para o Amazon Leo são audaciosos. Além de velocidades elevadas, a companhia quer oferecer cobertura global. Isso inclui a América do Sul e, com efeito, o Brasil: basta nos lembrarmos do acordo que a Amazon fechou com a Vrio em 2024 para oferecer internet por satélite na região. A Vrio controla a Sky no Brasil e a Directv em países vizinhos.

Mas os desafios continuam. Sabe-se, por exemplo, que o Amazon Leo tem cerca de 240 satélites em órbita atualmente, um número baixo para uma cobertura verdadeiramente global. Por conta disso, é provável que, na fase inicial, o serviço de internet do Amazon Leo seja oferecido somente a empresas e governos, tal como Andy Jassy dá a entender em sua carta.
Amazon Leo: rival da Starlink chega em meados de 2026, diz CEO

Amazon Leo: rival da Starlink chega em meados de 2026, diz CEO
Fonte: Tecnoblog

Empresa de MG compra telefonia fixa da Oi por R$ 60,1 milhões

Empresa de MG compra telefonia fixa da Oi por R$ 60,1 milhões

Negócio inclui orelhões e manutenção da base de clientes até 2028 (imagem: Barbara Eckstein/Flickr)

Resumo

Justiça do Rio de Janeiro aprovou a venda da telefonia fixa da Oi para a Método Telecom por R$ 60,1 milhões à vista.
A empresa de Minas Gerais assume a UPI Serviços Telefônicos da Oi, que inclui infraestrutura, base de clientes e operação de serviços de emergência.
O negócio, no entanto, depende da aprovação da Anatel, que tenta barrar a operação alegando que o edital do leilão viola uma lei federal.

A Justiça do Rio de Janeiro aprovou nesta quarta-feira (08/04) a venda da operação de telefonia fixa da Oi para a empresa mineira Método Telecom. A transação, avaliada em R$ 60,1 milhões, ocorreu por meio de um leilão conduzido pela 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), como parte do processo de falência da companhia de telecomunicações.

O certame contou com a participação de duas concorrentes. A Sercomtel Comunicações apresentou uma oferta de R$ 60 milhões, porém com a previsão de pagamento parcelado em dez vezes.

A Método Telecom, por sua vez, ofereceu R$ 60,1 milhões com pagamento à vista, cumprindo as exigências financeiras do edital. O formato de quitação imediata foi determinante para a escolha da vencedora, que recebeu o aval do Ministério Público e dos órgãos de fiscalização.

Com a homologação do leilão, a Justiça fluminense intimou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o Tribunal de Contas da União (TCU) e as Fazendas Públicas para acompanharem o resultado do negócio.

O que a Método Telecom leva na compra?

Ao vencer o leilão, a Método Telecom adquire a Unidade Produtiva Isolada (UPI) Serviços Telefônicos da Oi, assumindo infraestruturas críticas e obrigações de longo prazo. A nova operadora passa a ser a responsável pela gestão direta de serviços de utilidade pública, que inclui a operação das linhas de números de emergência, como o 190 (Polícia Militar), 192 (Samu) e 193 (Corpo de Bombeiros).

Como lembra o site Convergência Digital, a transação também engloba a transferência de toda a infraestrutura física remanescente da telefonia fixa da tele. O pacote é composto por postes, torres, cabos, mastros, bases de rádio e os tradicionais orelhões. A compradora também absorve a base de clientes atual que ainda paga por linhas fixas da Oi (cerca de 3,82 milhões, segundo dados da Anatel).

A companhia terá a obrigação de manter a continuidade da prestação desses serviços até, pelo menos, dezembro de 2028. Essa exigência é vital para o atendimento em mais de 7,4 mil localidades brasileiras onde a Oi opera como a única provedora de infraestrutura de telecomunicações.

Impasse com a Anatel

Agência quer suspender o leilão alegando violação de acordos (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Apesar da aprovação na Justiça estadual, a concretização da venda depende da Anatel. O problema é que a agência reguladora tenta barrar a transferência dos ativos, argumentando que as regras do edital violam as diretrizes da Lei Geral de Telecomunicações (LGT) e passam por cima de acordos previamente firmados.

O centro do questionamento é o Termo de Autocomposição. As regras do contrato proíbem a venda de equipamentos essenciais em municípios onde a operadora é a única prestadora disponível. A agência alega que o edital libera a transferência desses ativos sem um filtro rigoroso, gerando o risco de deixar milhares de cidadãos sem sinal. Devido ao que seria um desrespeito às regras, a Anatel pode mudar o curso do negócio.

Além das questões de infraestrutura, a agência aponta a ausência de garantias financeiras para assegurar a operação e defende que a competência para julgar o caso é da Justiça Federal, por envolver o Governo Federal e o Ministério das Comunicações.

Por fim, a autarquia reitera que nenhuma venda no setor pode ser finalizada sem a sua anuência prévia e exige a anulação do edital atual para participar da elaboração de novas regras.
Empresa de MG compra telefonia fixa da Oi por R$ 60,1 milhões

Empresa de MG compra telefonia fixa da Oi por R$ 60,1 milhões
Fonte: Tecnoblog

Claro faz mistério sobre novo plano pré-pago com anúncios

Claro faz mistério sobre novo plano pré-pago com anúncios

Novo plano libera uma hora de internet após visualização de anúncios (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Claro tem um novo e misterioso plano pré-pago: o Claro Prezão com Anúncio, que depende da exibição de publicidade para destravar a navegação na internet. A reportagem do Tecnoblog percebeu que um novo aplicativo dedicado ao Prezão com Anúncio surgiu nas lojas de aplicativos, onde ocorre o cadastro e gerenciamento da novidade.

Funciona da seguinte forma: o cliente paga R$ 15 para habilitar o plano pelo período de 30 dias. Mesmo assim, precisa assistir a cerca de um minuto de publicidades sempre que quiser garantir um período de 60 minutos de navegação na web. A documentação registrada junto à Anatel prevê uso das redes 3G, 4G e 5G.

A única exceção fica por conta do WhatsApp, que é ilimitado para envio e recebimento de mensagens de texto durante os 30 dias de validade do plano.

A oferta prevê SMS ilimitado para números da Claro e 150 mensagens de outras operadoras. Já as chamadas são ilimitadas para qualquer número do Brasil.

Claro Prezão com Anúncio custa R$ 15 (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Como fica o Prezão Free?

A Claro já oferece um plano pré-pago com anúncios desde a pandemia. Seria, portanto, uma evolução do Prezão Free? Nós entramos em contato com a operadora, mas não recebemos respostas satisfatórias até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.

Ainda não sabemos, por exemplo, se o Prezão Free e o novo Claro Prezão com Anúncio vão existir de forma paralela, ou se a Claro pretende fazer a migração de toda a base de clientes. O Prezão Free possui um aplicativo à parte, que segue funcionando até o presente momento.

Qual a abrangência do novo plano?

Outra dúvida diz respeito à abrangência do novo Prezão com Anúncio. O registro do plano na Anatel estabelece a abrangência nacional, mas alguns clientes já se queixaram de que, ao instalar o aplicativo, foram informados de que ele está habilitado somente nos DDDs 74 e 77, de cidades no interior da Bahia.
Claro faz mistério sobre novo plano pré-pago com anúncios

Claro faz mistério sobre novo plano pré-pago com anúncios
Fonte: Tecnoblog

O que é Wi-Fi Alliance? Conheça a organização responsável pela evolução do Wi-Fi

O que é Wi-Fi Alliance? Conheça a organização responsável pela evolução do Wi-Fi

Saiba o papel da Wi-Fi Alliance no avanço das tecnologias de conexão sem fio (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Wi-Fi Alliance é uma organização global sem fins lucrativos que detém a marca Wi-Fi e define as normas técnicas do uso da tecnologia. Sua função é garantir a interoperabilidade e a segurança entre dispositivos de fabricantes distintos.

A entidade é essencial para manter o funcionamento de bilhões de aparelhos que recebem o selo de certificação Wi-Fi (Wi-Fi CERTIFIED). Por meio de testes rigorosos, ela assegura que os produtos com o padrão IEEE 802.11 operem com máxima eficiência e proteção de dados.

Esse esforço colaborativo com mais de 900 empresas globais sustenta a infraestrutura digital e permite o avanço rápido da inovação no mundo. Enquanto isso, do outro lado, a conformidade técnica dos equipamentos gera confiança ao consumidor.

A seguir, conheça o que é a Wi-Fi Alliance, a história da organização e sua importância para o mercado mundial. Também saiba os principais padrões promovidos pela aliança.

ÍndiceO que é Wi-Fi Alliance?Para que serve a Wi-Fi Alliance?Qual é a história da Wi-Fi Alliance?Qual é a importância da Wi-Fi Alliance no mercado global?Quantas empresas fazem parte da Wi-Fi Alliance?Quais são os principais padrões promovidos pela Wi-Fi Alliance?Qual é a diferença entre Wi-Fi Alliance e IEEE?Qual é a diferença entre Wi-Fi Alliance e Bluetooth SIG?

O que é Wi-Fi Alliance?

A Wi-Fi Alliance é uma organização sem fins lucrativos que detém a marca Wi-Fi e certifica a conformidade de dispositivos aos padrões IEEE 802.11. Sua função é garantir a interoperabilidade e segurança entre diferentes fabricantes, assegurando que produtos diversos conectem-se entre si de forma universal e eficiente.

Para que serve a Wi-Fi Alliance?

A Wi-Fi Alliance estabelece padrões globais de interoperabilidade, garantindo que dispositivos de diferentes fabricantes conectem-se entre si de forma estável e segura. Ela é responsável por certificar produtos sob protocolos rigorosos, assegurando que as tecnologias sem fio operem com eficiência e proteção.

Pelo selo Wi-Fi CERTIFIED, a organização valida a conformidade técnica dos equipamentos, proporcionando confiança e facilidade de uso ao consumidor final. Além disso, ela fomenta a evolução do espectro de rede, impulsionando a adoção de novas frequências para expandir a conectividade sem fio mundial.

O selo Wi-Fi CERTIFIED indica que o dispositivo passou por testes de conformidade e atende os padrões da organização (imagem: Reprodução/Wi-Fi Alliance)

Qual é a história da Wi-Fi Alliance?

Fundada em 1999 como WECA por gigantes da tecnologia, como Apple e Nokia, a organização surgiu para solucionar a falta de interoperabilidade entre dispositivos sem fio. Seu foco era certificar o padrão IEEE 802.11b, garantindo que diferentes aparelhos funcionassem entre si com a mesma confiabilidade das redes cabeadas.

Em 2002, o grupo adotou o nome Wi-Fi Alliance e lançou a marca comercial Wi-Fi, simplificando o jargão técnico para o grande público. A criação do selo Wi-Fi CERTIFIED estabeleceu um padrão global de qualidade e segurança para os consumidores.

A entidade expandiu a atuação para além da conectividade básica, integrando tecnologias como Miracast e Wi-Fi Direct ao portfólio de testes de conformidade. Com mais de 900 membros globais, a aliança transformou-se no principal fórum de colaboração da indústria, validando dezenas de milhões de produtos.

Sediada em Austin (EUA), a organização Wi-Fi Alliance lidera o avanço do Wi-Fi 7 e coordena o uso de novas frequências, como a banda de 6 GHz. Com mais de 85 mil certificações emitidas, a missão permanece focada na evolução contínua da conectividade sem fio e na inovação digital.

Sede da Wi-Fi Alliance em Austin, no Texas (imagem: Syced2/Wikimedia Commons)

Qual é a importância da Wi-Fi Alliance no mercado global?

A Wi-Fi Alliance garante a interoperabilidade global por meio do selo Wi-Fi CERTIFIED, assegurando que bilhões de dispositivos operem em harmonia técnica. Essa padronização reduz custos de fabricação e impulsiona um valor econômico estimado em US$ 5 trilhões ao consolidar a confiança do consumidor em todo o mundo.

Ao definir normas para tecnologias como o Wi-Fi 7, a organização acelera a modernização de redes e suporte a demandas de alto desempenho. No cenário brasileiro, essas diretrizes globais auxiliam a Anatel a regulamentar o espectro alinhadamente às tendências internacionais de conectividade.

Composta por centenas de empresas, a aliança viabiliza o ecossistema wireless, de Internet das Coisas (IoT) e a expansão da banda larga fixa em escala massiva. Esse esforço colaborativo sustenta a infraestrutura digital moderna, permitindo que a inovação tecnológica alcance usuários de forma rápida, segura e universal.

Quantas empresas fazem parte da Wi-Fi Alliance?

A Wi-Fi Alliance reúne mais de 900 empresas globais, como Apple, Samsung, Intel, Qualcomm, Broadcom e Cisco, que colaboram na definição de padrões e certificações técnicas. Essa união estratégica é fundamental para o lançamento de novas gerações, como Wi-Fi 7 e o futuro Wi-Fi 8, garantindo a interoperabilidade mundial.

O esforço coletivo das empresas vinculadas ao Wi-Fi Alliance ajuda a manter a infraestrutura digital de conexões sem fio (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais são os principais padrões promovidos pela Wi-Fi Alliance?

Estes são os principais padrões Wi-Fi promovidos pela organização:

Wi-Fi 4, 5, 6, 6E, 7 (802.11n/ac/ax/be): representam a evolução das gerações para maior rendimento e eficiência, introduzindo tecnologias como OFDMA e a banda 6 GHz para ultravelocidade;

Wi-Fi CERTIFIED 8 (802.11bn): foca em Confiabilidade Ultra-Alta (UHR), visando latência mínima e estabilidade extrema em ambientes com altíssima densidade de dispositivos;

Camada de segurança WPA3: define o padrão atual de criptografia e autenticação, substituindo o WPA2 para oferecer proteções robustas contra ataques de força bruta e maior privacidade;

Wi-Fi for Matter: unifica a camada de conectividade para casas inteligentes, utilizando Wi-Fi 6 e WPA3 para garantir que dispositivos de Internet das Coisas (IoT) de diferentes marcas operem de forma segura e fluida;

Wi-Fi Enhanced Open: implementa Criptografia Sem Fio Oportunista (OWE) em redes públicas, protegendo os dados do usuário em hotspots abertos sem exigir a inserção de senhas manuais;

Wi-Fi Easy Connect: utiliza QR codes e NFC para simplificar o provisionamento e o emparelhamento de dispositivos com interface limitada, como IoT, de maneira rápida e segura;

Wi-Fi EasyMesh: padroniza redes em malha (mesh) de diferentes fabricantes, garantindo cobertura inteligente, uniforme e autogestionável em toda a infraestrutura local.

Ícones das conexões Wi-Fi exibidos em produtos compatíveis (imagem: Reprodução/Wi-Fi Alliance)

Qual é a diferença entre Wi-Fi Alliance e IEEE?

Wi-Fi Alliance é uma associação comercial que detém a marca Wi-Fi e certifica a interoperabilidade de produtos por meio do selo Wi-Fi CERTIFIED. Seu objetivo é transformar os padrões técnicos em soluções de mercado, desenvolvendo camadas de segurança, como a WPA3, e usabilidade para garantir que dispositivos de diferentes marcas funcionem entre si.

IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers) é uma organização técnica responsável por criar padrões fundamentais de engenharia, como a família 802.11, que define as especificações das camadas físicas e de rede. Seu foco é puramente acadêmico e normativo, estabelecendo os protocolos abertos que servem de base teórica para a indústria de telecomunicações.

Qual é a diferença entre Wi-Fi Alliance e Bluetooth SIG?

Wi-Fi Alliance é uma organização sem fins lucrativos que certifica a interoperabilidade de dispositivos baseados no padrão IEEE 802.11. Seu papel é garantir que roteadores e aparelhos de diferentes fabricantes operem em harmonia em redes locais (WLAN) de alta velocidade.

Bluetooth SIG é uma associação privada que gerencia a marca Bluetooth e desenvolve as especificações técnicas para redes de área pessoal (PAN). O grupo foca na conectividade de curto alcance e baixo consumo de energia, otimizando a comunicação entre periféricos, vestíveis e sensores de dispositivos de Internet das Coisas (IoT).
O que é Wi-Fi Alliance? Conheça a organização responsável pela evolução do Wi-Fi

O que é Wi-Fi Alliance? Conheça a organização responsável pela evolução do Wi-Fi
Fonte: Tecnoblog

Operação da Anatel contra internet pirata prende seis pessoas

Operação da Anatel contra internet pirata prende seis pessoas

Operação Provedor Legal prendeu seis pessoas (imagem: reprodução/Anatel)

Resumo

Anatel e forças policiais realizaram a Operação Provedor Legal em todo o país, visando provedores clandestinos de internet.
Do total, 52% dos provedores inspecionados eram ilegais, resultando em 15 empresas autuadas e seis pessoas presas.
As autoridades apreenderam R$ 200 mil em infraestrutura irregular, incluindo mais de 500 metros de cabos furtados.

A Anatel, em conjunto com as polícias Federal, Civil e Militar, deflagrou nesta quinta-feira (05/03) a Operação Provedor Legal. De âmbito nacional, a iniciativa mira empresas que comercializam banda larga fixa de forma clandestina.

Seis representantes de provedores piratas foram presos em flagrante e levados à sede da Polícia Federal. Eles responderão criminalmente pelo delito de desenvolvimento clandestino de atividades de telecomunicações, previsto no artigo 183 da Lei Geral de Telecomunicações.

A ação busca desarticular provedores clandestinos que prejudicam tanto a infraestrutura nacional quanto a concorrência no mercado de telecomunicações. O balanço oficial da agência mostra a dimensão do problema: mais da metade dos alvos operava fora da legalidade.

Segundo os fiscais, 52% dos provedores inspecionados eram clandestinos. Como resultado do pente-fino, 15 empresas foram autuadas por prestarem serviços de internet sem outorga (a licença exigida por lei) e por utilizarem roteadores e antenas sem homologação da Anatel.

O que foi apreendido na operação?

Mais da metade dos alvos visitados pelos agentes operava de forma clandestina (imagem: reprodução/Anatel)

Durante as buscas, as autoridades confiscaram cerca de R$ 200 mil em infraestrutura instalada em estações irregulares. O detalhe que chamou a atenção dos fiscais foi a origem de parte do material: foram recolhidos mais de 500 metros de cabos furtados de operadoras legalizadas.

Dos 48% restantes, segundo os dados do governo federal, 41% operavam integralmente dentro da lei, sem qualquer irregularidade. Outros 3% utilizavam equipamentos sem certificação, enquanto 4% das inspeções terminaram com laudos inconclusivos — casos que agora passarão por uma análise técnica e documental mais aprofundada da agência.

Proteção da infraestrutura e concorrência

A ofensiva foi coordenada pela Superintendência de Fiscalização (SFI) da Anatel e integra um plano maior de combate à concorrência desleal. Para o conselheiro da agência, Edson Holanda, a operação nacional é um marco necessário para dar estabilidade ao mercado.

Ele ressalta que a atuação pirata vai muito além de uma simples infração administrativa, sendo um ataque direto à segurança jurídica. “Empresas que investem em outorgas, equipamentos homologados e conformidade fiscal não podem ser prejudicadas por quem opera à margem da lei”, declarou.

A superintendente da SFI, Gesiléa Teles, explicou que as auditorias em campo são rigorosas. As equipes verificam desde as licenças de funcionamento e declarações de assinantes até a legalidade dos contratos de compartilhamento de postes e a origem de todo o maquinário.

Segundo Teles, esta rodada de fiscalizações é apenas o pontapé inicial. Novas fases da operação já estão programadas para manter a pressão contra a pirataria.
Operação da Anatel contra internet pirata prende seis pessoas

Operação da Anatel contra internet pirata prende seis pessoas
Fonte: Tecnoblog

Tecnologia da Anatel ajuda a orientar resgates após desastre em Minas Gerais

Tecnologia da Anatel ajuda a orientar resgates após desastre em Minas Gerais

Fortes chuvas provocaram desastres em Minas Gerais (imagem: divulgação/Governo Federal)

Resumo

A Anatel usa analisadores de espectro e antenas direcionais para rastrear sinais móveis em áreas de desastre em Minas Gerais.
A tecnologia permite localizar dispositivos móveis sob escombros, auxiliando equipes de resgate na busca por vítimas.
A Anatel colabora com o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil para aumentar a precisão e reduzir o tempo de resposta nas operações de resgate.

As fortes chuvas que atingiram Minas Gerais colocaram a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) no centro das operações de busca e salvamento. A agência passou a atuar de forma direta ao lado do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, oferecendo suporte técnico para localizar vítimas em meio aos escombros, em especial na Zona da Mata.

A estratégia não é inédita. A Anatel já havia recorrido ao mesmo tipo de tecnologia em desastres anteriores, como o ocorrido em São Sebastião, no litoral paulista. Agora, a experiência acumulada volta a ser aplicada em um cenário marcado por soterramentos, difícil acesso e alta urgência nas buscas.

Tecnologia adaptada para salvar vidas

O apoio da Anatel se baseia no uso de analisadores de espectro combinados com antenas direcionais de alta sensibilidade. Normalmente empregados para identificar interferências em redes de telecomunicações, esses equipamentos são ajustados para outra finalidade: captar emissões de radiofrequência de telefones celulares.

Mesmo quando os aparelhos estão sob camadas de terra ou estruturas destruídas, eles continuam tentando se conectar às Estações Rádio Base (ERB) da região. Essas tentativas geram sinais intermitentes que podem ser detectados. A partir dessas informações, técnicos da agência conseguem estimar a posição do dispositivo, permitindo que as equipes de resgate concentrem escavações em áreas mais promissoras.

Os primeiros resultados já influenciaram o trabalho em campo. Em um dos pontos indicados pelo rastreamento técnico, foram encontrados quatro corpos. Em outra área, três sinais distintos continuam sendo monitorados, direcionando frentes de trabalho que seguem ativas na tentativa de localizar novas vítimas.

Como a Anatel se integrou à operação?

Diante da complexidade da situação, a agência reuniu fiscais de diferentes unidades regionais para atuar diretamente na zona afetada. A integração com bombeiros e defesa civil busca reduzir o tempo de resposta e aumentar a precisão das buscas, algo crucial em cenários de calamidade.

“A participação da Anatel nessas missões reforça que o papel da agência transcende a regulação técnica do mercado, assumindo uma função humanitária e de proteção à vida em momentos de calamidade pública. O uso criativo e estratégico de nossos equipamentos de telecomunicações reafirma o compromisso da Agência em colocar sua excelência técnica a serviço da sociedade brasileira.”

Giséia Teles – Superintendente de Fiscalização da Anatel

Tecnologia da Anatel ajuda a orientar resgates após desastre em Minas Gerais

Tecnologia da Anatel ajuda a orientar resgates após desastre em Minas Gerais
Fonte: Tecnoblog

Anatel autoriza SpaceSail, rival chinesa da Starlink, a operar no Brasil

Anatel autoriza SpaceSail, rival chinesa da Starlink, a operar no Brasil

Com planos de lançar 15 mil satélites até 2030, SpaceSail recebe sinal verde da Anatel (imagem: reprodução/SapceSail)

Resumo

A Anatel concedeu o direito de exploração de satélites não geoestacionários para a empresa chinesa SpaceSail, conhecida em seu país de origem como Qianfan. A decisão autoriza a companhia a operar uma constelação de órbita baixa (LEO) no território brasileiro, estabelecendo concorrência direta com a Starlink, de Elon Musk, que domina o setor atualmente. A autorização foi concedida em 12/02.

O objetivo da licença é ampliar a oferta de banda larga de alta velocidade em áreas remotas e reforçar a infraestrutura de conectividade do país, conforma aponta o portal InfoMoney. O ato regulatório contempla a operação de até 324 satélites em uma fase inicial com validade até julho de 2031.

A SpaceSail possui um prazo de até dois anos para iniciar suas atividades comerciais no Brasil. Em seu cronograma enviado ao órgão regulador, a empresa indicou que pretende lançar o serviço no mercado nacional no quarto trimestre de 2026, coincidindo com o início das operações de sua constelação em solo chinês.

Como a chegada da SpaceSail impacta o mercado brasileiro?

A entrada de um novo player no segmento pode modificar a dinâmica de preços e a disponibilidade de serviços de rede no Brasil. Atualmente, a Starlink detém a liderança isolada deste nicho, sendo a principal escolha para produtores rurais, comunidades amazônicas e empresas de logística que operam em regiões sem cobertura de fibra óptica ou redes móveis tradicionais. São 1 milhão de consumidores. A chegada de uma alternativa quebra esse monopólio técnico.

Com a homologação da SpaceSail pela Anatel, a expectativa é que o aumento da oferta pressione a redução de custos de instalação de equipamentos e o valor das mensalidades. Além da questão comercial, a presença de uma segunda grande constelação LEO garante redundância para serviços públicos críticos. Em situações de falha técnica ou instabilidades em uma rede, o governo e empresas privadas passam a ter uma alternativa equivalente em termos de latência e velocidade.

A vinda da empresa também ocorre em um momento estratégico de estreitamento de relações tecnológicas entre Brasil e China. Recentemente, foram assinados memorandos de entendimento envolvendo a Telebras para cooperação em infraestrutura de telecomunicações.

Além do uso comercial para o consumidor final, a tecnologia de órbita baixa é vista com interesse pelo setor de Defesa e Segurança Pública pela capacidade de manter comunicações criptografadas e estáveis em áreas de fronteira e em alto-mar, onde a infraestrutura terrestre é inexistente.

Empresa chinesa quebra monopólio técnico da Starlink no país (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Planos de expansão

A SpaceSail não limita suas ambições ao lote inicial de 324 satélites. O projeto prevê colocar milhares de dispositivos em órbita até o final desta década. Segundo informações do portal especializado SpaceNews, a meta é atingir mais de 15 mil satélites até 2030, criando uma rede de cobertura global capaz de rivalizar com a infraestrutura da SpaceX.

Para que essa operação funcione no Brasil, no entanto, não basta apenas ter os satélites no céu. A operação exigirá a instalação de diversas estações terrestres, conhecidas como gateways, que conectam o sinal vindo do espaço ao backbone da internet nacional (os cabos de fibra óptica submarinos e terrestres). A empresa já iniciou estudos de viabilidade técnica para a implementação desses centros em pontos estratégicos do território nacional.

A licença da Anatel impõe que a SpaceSail siga normas rigorosas de coordenação de frequências. A agência precisa garantir que os sinais da empresa chinesa não causem interferências em outros serviços de radiocomunicação já existentes ou em satélites de outras operadoras.

A chegada da concorrente chinesa também antecipa a movimentação de outros gigantes do setor. A Amazon, por meio do Project Kuiper, também possui planos para o mercado brasileiro, embora ainda esteja em fases anteriores de implementação regulatória.
Anatel autoriza SpaceSail, rival chinesa da Starlink, a operar no Brasil

Anatel autoriza SpaceSail, rival chinesa da Starlink, a operar no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Vivo libera cancelamento sem multa após mudar regra do Wi-Fi

Vivo libera cancelamento sem multa após mudar regra do Wi-Fi

Modem da Vivo vai cortar Wi-FI de inadimplentes (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

A Vivo permitirá que clientes insatisfeitos com o Wi-Fi Bônus cancelem o serviço sem multa, após atender a Anatel.
A mudança nos planos de fibra óptica começou em fevereiro e inclui o corte do Wi-Fi para clientes inadimplentes.
Clientes têm 90 dias para cancelar sem multa, mas a Vivo não esclareceu o impacto para quem usa roteadores próprios.

A Vivo atendeu a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e vai permitir que clientes insatisfeitos com a recente mudança nos planos de fibra óptica cancelem o serviço sem pagar multa. Conforme revelado com exclusividade pelo Tecnoblog, a operadora decidiu adotar o conceito de Wi-Fi Bônus. Isso significa que o roteador libera a rede sem fio de quem está adimplente e corta o sinal de quem atrasa a fatura.

Essa mudança começou a valer em fevereiro. Todos os contratos do Vivo Fibra estão sendo reajustados para incluir as novas condições, após rodadas de conversas com a agência reguladora, segundo pessoas com conhecimento do assunto.

Sem multa nem fidelização

Para chegar a este resultado, a Vivo entregou um Plano de Conformidade que prevê o abono da multa para os consumidores que desejem deixar a prestadora. Ela deve fazer uma comunicação massiva destacando as novas ofertas e explicando que “não haverá cobrança de multa em caso de rescisão ou alteração do plano quanto à taxa de adesão”.

É praxe do setor fechar contratos com fidelidade de 12 meses. Com a alteração, os clientes têm prazo de 90 dias para exercer esse direito, caso queiram, ainda de acordo com a documentação remetida à Anatel.

Plano de Conformidade retira multa de fidelização (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Algumas perguntas sobre o assunto continuam sem resposta. A Vivo ainda não explicou, por exemplo, o que acontecerá com os consumidores que utilizam o próprio roteador para acesso à internet.

Será que o Wi-Fi Bônus vira moda?

Por enquanto, somente a Vivo adotou o mecanismo de Wi-Fi Bônus como forma de incentivar o pagamento das faturas em dia. Antes disso, a operadora causou polêmica ao tentar considerar 99% da velocidade contratada como bônus, também conforme revelado em primeira mão pelo Tecnoblog. A postura da empresa de origem espanhola causou revolta na Anatel.

Nos bastidores do setor, comenta-se que outras empresas começaram a ensaiar a adoção da velocidade bônus, com o objetivo de repetir os passos da Vivo e dificultar a vida dos consumidores inadimplentes.

Agora, resta a dúvida se o Wi-Fi Bônus, que foi adotado com o aval da agência reguladora, será replicado por outros provedores de acesso. Os sites da Claro e da TIM por ora não trazem qualquer menção a isso, o que significa que o Wi-Fi no roteador fornecido pela empresa é tratado como parte fundamental do serviço, não como um benefício para os bons pagadores.

O Wi-Fi será desativado 20 dias após o vencimento da fatura. Já o serviço como um todo poderá ser suspenso após um atraso de 50 dias.
Vivo libera cancelamento sem multa após mudar regra do Wi-Fi

Vivo libera cancelamento sem multa após mudar regra do Wi-Fi
Fonte: Tecnoblog