Category: Serviços Financeiros

Nubank passa a mostrar Netflix e outras assinaturas recorrentes

Nubank passa a mostrar Netflix e outras assinaturas recorrentes

Clientes do Nubank gastam média de R$ 92 por mês com assinaturas recorrentes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Nubank lançou o Gerenciador de Assinaturas, que centraliza cobranças recorrentes como streaming e academias.
Cerca de 21 milhões de clientes têm assinaturas ativas, com gasto médio mensal de R$ 92 e ticket médio de R$ 38.
A ferramenta permite visualizar pagamentos, histórico e previsão de cobranças, mas não cancela serviços diretamente.

O Nubank lançou nesta terça-feira (9) o Gerenciador de Assinaturas, ferramenta que centraliza em um único lugar todas as cobranças recorrentes dos clientes, como serviços de streaming, academias e aplicativos.

A funcionalidade está sendo liberada de forma gradual para a base de clientes do Nubank no Brasil. Para acessar, é necessário entrar na seção de cartão de crédito e buscar pela área Minhas Assinaturas. Nela, é possível ver valores e nomes como Globoplay, Netflix, Vivo, Smart Fit e Spotify.

Cerca de 21 milhões de clientes têm alguma assinatura ativa, segundo dados internos coletados de outubro de 2024 a outubro de 2025. O gasto médio mensal é de R$ 92 por pessoa, com ticket médio de R$ 38 por transação. Os serviços como streaming, telecomunicações, bem-estar, academias, planos de saúde, ensino a distância e gaming lideram o ranking das diferentes categorias.

Gerenciador de Assinaturas do Nubank (imagem: Tecnoblog)

No período analisado, os clientes gastaram aproximadamente R$ 24 bilhões em assinaturas recorrentes utilizando cartão de crédito, débito e Pix, os meios de pagamento mais utilizados. Mais de 627 milhões de transações foram registradas nos últimos 12 meses.

A ferramenta permite visualizar no celular todos os pagamentos e assinaturas ativas e recorrentes no cartão de crédito, o valor de cada uma, histórico recente de pagamentos e previsão das próximas cobranças. É possível acessar o cartão cadastrado em cada assinatura (virtual, adicional ou físico), caso o cliente precise bloquear, trocar ou reutilizar.

O sistema oferece recursos de personalização, como opção de esconder assinaturas, editar frequência e submeter feedbacks para maior precisão dos gastos.

Apesar do nome, o Gerenciador de Assinaturas não permite cancelar serviços diretamente pelo aplicativo. A ferramenta funciona como uma planilha dos compromissos financeiros, para auxiliar no planejamento e evitar surpresas na fatura. Segundo Emilia Lopes, diretora-geral do Nubank, a funcionalidade traz transparência a uma área que muitos clientes consideram um “ponto cego” em suas finanças, de modo a eliminar a necessidade de planilhas ou aplicativos de terceiros.
Nubank passa a mostrar Netflix e outras assinaturas recorrentes

Nubank passa a mostrar Netflix e outras assinaturas recorrentes
Fonte: Tecnoblog

No fim das contas, Nubank deve manter nome inalterado no Brasil

No fim das contas, Nubank deve manter nome inalterado no Brasil

Sede do Nubank em São Paulo (foto: divulgação)

O Nubank anunciou hoje que tomará medidas para manter o nome no Brasil. Existe a dúvida sobre o que irá acontecer com a empresa, já que uma decisão do Banco Central impede que empresas que não sejam bancos mantenham nomes que possa confundir os consumidores.

De acordo com o Nubank, o objetivo é obter uma licença bancária no país em 2026, o que poderia ocorrer via solicitação direta ao Banco Central ou, conforme apurado pelo Tecnoblog, a partir da aquisição de alguma instituição financeira que possua a autorização. O caminho a ser seguido ainda não está definido.

Com isso, a instituição financeira mais valiosa da América Latina poderia continuar se chamando Nubank no país de origem, sem ter de migrar para algo como Nu, nome utilizado na Colômbia e no México. A marca também continuaria a mesma.

“A mudança pretendida não tem qualquer impacto para os clientes e todas as operações seguem normalmente. Hoje o Nubank tem mais de 110 milhões de clientes no país.”

O conglomerado declarou em comunicado que “segue sendo uma fintech, com a mesma missão de sempre, mas agora buscando a quarta licença de operação”. Hoje, ela tem autorização para atuar como instituição de pagamento, sociedade de crédito e corretora de valores.

A Resolução Conjunta n° 17 de 28 de novembro de 2025 deu um prazo de 120 dias para que as instituições afetadas apresentem um plano de adequação de nomenclatura, o que deverá incluir um cronograma de implementação.

No fim das contas, Nubank deve manter nome inalterado no Brasil

No fim das contas, Nubank deve manter nome inalterado no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Operadora mineira adota Pix Automático para pagamentos recorrentes

Operadora mineira adota Pix Automático para pagamentos recorrentes

Algar Telecom anuncia Pix Automático para pagamento de faturas (imagem: divulgação)

Resumo

A Algar adotou o Pix Automático para pagamentos recorrentes, permitindo configuração única via QR Code nas faturas e no app.
A solução oferece controle sobre faturas, com definições de limites, vigência e bloqueios, beneficiando 1,2 milhão de clientes.
O Pix Automático realiza pagamentos automaticamente após autorização inicial, com notificação prévia ao cliente, e é válido para qualquer instituição financeira.

A operadora de telefonia Algar começou a oferecer a função de Pix Automático, nova modalidade de pagamento recorrente do Banco Central lançada em junho. Os clientes agora podem configurar o pagamento única vez via QR Code nas faturas e no app. A solução também permite definir limites de valores, vigência e bloqueios. A empresa explicou ao Tecnoblog que a novidade vai beneficiar 1,2 milhão de clientes.

O Banco Central lançou o Pix Automático como nova opção de pagamento recorrente e a funcionalidade permite que usuários autorizem uma única vez a cobrança automática de faturas, como contas de energia, água ou serviços de telefone e internet, sem precisar repetir o pagamento manualmente todo mês.

O que é o Pix Automático?

A função do Pix Automático funciona mais ou menos como um débito automático tradicional, mas usa o sistema do Pix para realizar as transações. Depois da primeira autorização feita pelo usuário, o pagamento ocorre automaticamente nas datas pré-definidas.

Além disso, o banco do pagador notifica o cliente antes da cobrança, permitindo conferência do valor.

Boletos bancários agora podem ser pagos via Pix (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Serviços digitais como streamings de vídeos foram os primeiros a aderir ao Pix Automático, mas o recurso também permite o pagamento de boletos de contas – o que deve deixá-lo mais popular com o passar do tempo.

Como funciona o Pix Automático na Algar?

Os clientes da operadora Algar podem aderir ao Pix Automático escaneando o QR Code do pagamento Pix localizado fatura. Já com o primeiro pagamento via Pix e confirmação no app da Algar e no banco, os débitos subsequentes são realizados automaticamente.

Vale destacar que a solução é válida para clientes de qualquer instituição financeira, incluindo bancos tradicionais ou digitais.

Algar oferece Pix Automático para seus clientes (imagem: divulgação)

Gustavo Matsumoto, diretor da companhia mineira, disse em nota que o Pix Automático cria uma “alternativa para nossos clientes efetuarem o pagamento de contas, totalmente digital e livre de fricção”. Ele também realiza a baixa instantânea das faturas, de modo a atualizar o saldo e evitar atrasos de pagamento.
Operadora mineira adota Pix Automático para pagamentos recorrentes

Operadora mineira adota Pix Automático para pagamentos recorrentes
Fonte: Tecnoblog

Pix Parcelado gera impasse entre bancos e Banco Central

Pix Parcelado gera impasse entre bancos e Banco Central

Idec alerta para risco de superendividamento com a nova funcionalidade (imagem: Bruno Peres/Agência Brasil)

Resumo

O Banco Central (BC) e as principais instituições financeiras do país discordam sobre o modelo técnico e operacional para o uso do chamado Pix Parcelado, próxima novidade do sistema de pagamentos instantâneos que pode ficar para 2026. O obstáculo seria a infraestrutura que processará o financiamento: os bancos defendem a utilização do cartão de crédito, enquanto a autarquia prefere que a cobrança seja direto na conta corrente do usuário.

Embora diversos bancos e fintechs já ofereçam versões próprias de parcelamento via Pix, o plano do Banco Central é unificar essas regras para criar uma experiência mais uniforme e padronizada. A informação foi divulgada pelo portal Mobile Time nesta quinta-feira (22/10),

Quais são as propostas dos bancos e do BC?

A ideia dos bancos é permitir que o consumidor escolha por lançar as parcelas futuras da compra em sua fatura de cartão de crédito. Eles citam pesquisas internas que indicam uma preferência do consumidor por esse modelo, dada a familiaridade com a mecânica de pagamento das faturas.

Diante da resistência do Banco Central, os bancos teriam apresentado uma contraproposta: permitir a coexistência das duas modalidades. Desta forma, o consumidor poderia escolher se o parcelamento seria debitado mensalmente da conta corrente associada à chave Pix ou se seria lançado na fatura do cartão.

Bancos citam preferência do consumidor pelo cartão (imagem: rupixen.com/Unsplash)

O Banco Central, contudo, tem se mantido firme na preferência pelo débito em conta. A autarquia entende que vincular a operação diretamente à conta corrente mantém a arquitetura original do Pix. Segundo o BC, o consumidor tomaria o crédito diretamente com a instituição onde possui a chave Pix.

O recebedor (lojista ou outra pessoa física) receberia o valor total da transação instantaneamente. O pagador, por sua vez, quitaria o valor em parcelas junto à sua instituição. Caberia a cada banco ou fintech definir os juros, encargos e procedimentos em caso de inadimplência, com base no perfil de risco de cada cliente, assim como ocorre em outras linhas de crédito pessoal.

Preocupações com endividamento

Além da discussão técnica, o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) se posicionou contra a proposta e solicitou a divulgação das regras que estão sendo estudadas. Para a entidade, o Pix Parcelado ameaça “descaracterizar o Pix, expor consumidores ao superendividamento e confundir o meio de pagamento gratuito com um produto financeiro”.

O Idec ainda argumenta que a marca Pix foi consolidada com base nos pilares da instantaneidade, simplicidade e gratuidade. A associação dessa marca a um produto de crédito, que envolve juros, encargos e contratos, colocaria em risco a confiança do usuário.

O instituto alerta que a mudança pode induzir o consumidor a acreditar que está realizando uma simples transferência parcelada, quando, na verdade, está contratando um crédito e assumindo uma dívida.

Principal entrave é a divergência sobre mecanismo de cobrança (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Outra preocupação da entidade é o contexto econômico. O Idec aponta que o Pix Parcelado chega em um “cenário crítico de endividamento no país”. O instituto cita dados do próprio Banco Central que evidenciam o aumento da inadimplência, especialmente entre famílias de baixa renda.

“É justamente esse público, com menor acesso a cartões de crédito e histórico bancário, que será mais impactado — e potencialmente explorado — pela nova funcionalidade. O que se apresenta como ‘acesso ampliado ao crédito’ pode, na prática, significar armadilhas financeiras e aprofundamento da desigualdade”, pontuou a entidade.

Idec cobra regras claras

O Idec sugeriu algumas medidas caso o BC decida prosseguir com a padronização:

Que o produto não utilize a marca Pix, adotando nome e identidade visual próprios

Que siga as mesmas exigências regulatórias de outros produtos de crédito, com regras padronizadas, contratos claros e direitos garantidos

Que preveja seguranças reais contra o superendividamento, como análise de risco proporcional e limites de contratação

Que a funcionalidade seja ativada exclusivamente por iniciativa do usuário

Que a implementação seja precedida por ampla consulta e debate público, com foco na proteção do consumidor

Pix Parcelado gera impasse entre bancos e Banco Central

Pix Parcelado gera impasse entre bancos e Banco Central
Fonte: Tecnoblog

Mercado Pago anuncia IA que faz transações financeiras para o usuário

Mercado Pago anuncia IA que faz transações financeiras para o usuário

Mercado Pago anuncia assistente de IA que faz operações financeiras para o usuário (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Resumo

Mercado Pago anunciou um Assistente Pessoal com IA que realiza mais de 60 funções financeiras, como pagamentos e transferências;
O assistente aprenderá a rotina do usuário para atuar como consultor financeiro, sugerindo valores para Cofrinhos e ajudando em pagamentos recorrentes, por exemplo;
O recurso está sendo liberado gradativamente no Brasil, o primeiro país da América Latina a receber a novidade.

Em breve, todos os usuários do Mercado Pago poderão acionar o novo Assistente Pessoal no aplicativo do serviço. Trata-se de um mecanismo de inteligência artificial que pode realizar mais de 60 funções diferentes a partir de instruções digitadas ou faladas.

Por meio de interações conversacionais, o cliente do Mercado Pago poderá, por exemplo, pedir para que o Assistente Pessoal realize o pagamento de um boleto, faça uma transferência via Pix, deposite valores nos Cofrinhos ou forneça detalhes do saldo da conta.

Mais do que reconhecer e executar as tarefas ordenadas pelo usuário, o Assistente Pessoal terá a missão de aprender a rotina do usuário dentro do aplicativo para atuar como um consultor financeiro pessoal. Com isso, a IA poderá sugerir valores paras os Cofrinhos ou ajudar o usuário a fazer pagamentos recorrentes, entre outras ações mais avançadas.

Essa primeira versão do assistente foca em serviços de conveniência e agora que começa a ser disponibilizada para toda a base de usuários do Mercado Pago, vai evoluir rapidamente para serviços mais sofisticados, até se tornar o novo ‘gerente de banco’ de cada cliente, aprimorando o relacionamento e personalizando as interações e recomendações.

[Trata-se de] Um atendimento de ponta disponível para todos, não somente para um segmento específico, como o de alta renda.

André Chaves, líder do Mercado Pago no Brasil

Assistente Pessoal do Mercado Pago baseado em IA (imagem: reprodução/Mercado Livre)

Disponibilidade do Assistente Pessoal no Mercado Pago

Não se estranhe se você abrir o aplicativo do Mercado Pago agora e não encontrar o Assistente Pessoal. O recurso está sendo liberado gradativamente. O Mercado Livre não deu um prazo para a novidade chegar a todos os usuários, mas prevê que toda a sua base de clientes será atendida pelo mecanismo de IA nos próximos meses.

A companhia destaca que, entre os países da América Latina onde o Mercado Pago está disponível, o Brasil é o primeiro a contar com o assistente de IA. “O Brasil é um mercado estratégico na nossa operação e os clientes locais se mostram engajados na adoção de soluções inovadoras”, complementa André Chaves.
Mercado Pago anuncia IA que faz transações financeiras para o usuário

Mercado Pago anuncia IA que faz transações financeiras para o usuário
Fonte: Tecnoblog