Category: OpenAI

Daybreak: OpenAI lança IA que prevê ataques cibernéticos

Daybreak: OpenAI lança IA que prevê ataques cibernéticos

Daybreak deve rivalizar com o Claude Mythos, da Anthropic (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

OpenAI lançou o Daybreak, uma inteligência artificial projetada para prever e prevenir ataques cibernéticos.
O Daybreak analisa o código-fonte de uma organização, simula ataques e identifica vulnerabilidades para aplicar correções automatizadas.
A novidade é uma resposta ao lançamento do Claude Mythos pela Anthropic, uma IA considerada “perigosa demais” pela própria empresa.

A OpenAI anunciou ontem (11/05) a chegada do Daybreak, uma inteligência artificial desenvolvida especialmente para o setor de segurança da informação corporativa. A ferramenta promete antecipar ameaças digitais, vasculhando sistemas em busca de vulnerabilidades e aplicando correções antes que cibercriminosos tenham a chance de explorá-las.

Não é uma novidade voltada para o público geral, mas preenche um vazio importante no portfólio da companhia liderada por Sam Altman, que até então não contava com uma solução dedicada à proteção de grandes infraestruturas. De quebra, o lançamento coloca a criadora do ChatGPT em disputa direta com a rival Anthropic, que há pouco lançou o Claude Mythos — IA considerada “perigosa demais” pela própria empresa.

Como o Daybreak funciona?

Segundo a OpenAI, a novidade vai além de um modelo de linguagem comum. Na verdade, é um pacote que une as versões mais recentes das IAs da empresa. Seu grande trunfo é a criação de um modelo feito sob medida para cada organização que contrata o serviço.

O processo começa com a leitura do código-fonte do cliente. Para isso, a ferramenta utiliza o agente do Codex Security — sistema voltado para revisão de programação lançado em março. Após essa varredura profunda, a IA veste o chapéu de um invasor: ela simula o pensamento hacker e mapeia as rotas com maior probabilidade de sucesso em um ataque real.

Nova IA da OpenAI foca em proteger infraestruturas corporativas (imagem: reprodução/OpenAI)

Com as vulnerabilidades identificadas, o Daybreak valida rapidamente quais delas representam riscos práticos no dia a dia da empresa. A etapa final é a ação corretiva automatizada. O sistema isola a ameaça, dispara alertas precisos para a equipe de TI e aplica as correções prioritárias.

Todo esse motor é alimentado por uma nova geração de modelos focados em lógica de programação e defesa de redes, incluindo o recém-anunciado GPT-5.5 e o modelo especializado GPT-5.5-Cyber.

Empresa quer rival para o Claude Mythos

Há pouco mais de um mês, a Anthropic agitou o mercado ao revelar o Claude Mythos. O modelo seria capaz de realizar capacidades analíticas tão impressionantes que a própria desenvolvedora o considerou perigoso demais para o público geral, temendo sua utilização na criação de malwares devastadores.

A estratégia da Anthropic foi restringir o Mythos a um grupo corporativo seleto. O plano de isolamento, porém, falhou. Investigações posteriores revelaram que a infraestrutura da companhia sofreu violações, concedendo acesso não autorizado aos recursos da ferramenta e gerando um enorme constrangimento.

Ciente do tropeço da concorrência, a OpenAI adotou um tom bem cauteloso. A dona do ChatGPT destacou que o desenvolvimento e a implementação do Daybreak estão sendo conduzidos em parceria estreita com especialistas da indústria e agências governamentais.

O objetivo central é garantir proteções rigorosas para que os modelos permaneçam exclusivamente nas mãos de defensores, evitando que a solução se transforme em um novo problema de segurança.
Daybreak: OpenAI lança IA que prevê ataques cibernéticos

Daybreak: OpenAI lança IA que prevê ataques cibernéticos
Fonte: Tecnoblog

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA

Tinder ganha nova camada de segurança, mas serviço é proibido no Brasil (imagem: Unsplash/Good Faces Agency)

Resumo

Tinder anuncia reconhecimento de íris para combater perfis falsos com IA.
O reconhecimento de íris ocorre via World ID, parceria com a Tools for Humanity, empresa cofundada por Sam Altman, CEO da Open AI.
A novidade foi testada no Japão e chega em outras partes do mundo em breve, com bônus e selo de verificação para usuários que fizerem a checagem.
No Brasil, o World ID foi proibido em janeiro de 2025 pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

O Tinder anunciou uma nova ferramenta para combater casos de catfish utilizando inteligência artificial na plataforma: o reconhecimento de íris via World ID. A novidade fica disponível a partir do serviço World graças a uma parceria com a Tools for Humanity, empresa cofundada por Sam Altman, CEO da Open AI.

Nos países em que estará disponível, o reconhecimento de íris do Tinder será no próprio app, com direito a bônus para usados os usuários que fizerem a checagem. Eles ganharão selo de verificado. Não há informações sobre banimento de contas sem essa confirmação.

O recurso foi testado no Japão e chega em outras partes do mundo “em breve”. Essa tecnologia, vale lembrar, está proibida no Brasil, após decisão da ANPD. Ou seja: nada de World ID no Tinder BR, pelo menos por enquanto.

Dispositivo da World é uma das opções para criar World ID, disponível também via app (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

IA em golpes de namoro

O reconhecimento de íris é um “passo natural” da plataforma, de acordo com o Match Group, dono do Tinder. Vale lembrar que o app de namoro já exige um vídeo de verificação de humanidade para seus usuários, e o World ID vem como uma camada extra de combate a golpes.

Segundo a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, usuários de apps de namoro perderam US$ 1 bilhões em fraudes somente em 2025, o que dá cerca de R$ 5 bilhões. Além disso, trazendo para a realidade brasileira, a Meta processou duas empresas e duas pessoas por produzirem deepfakes do médico Drauzio Varella para vender medicamentos falsos na internet.

Deepfakes com IA levam empresas a buscarem novas soluções de segurança (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo a BBC, uma usuária do Tinder no Reino Unido afirmou que 30% das contas visualizadas ao navegar pelo app são de bots, com descrições, melhorias e até mesmo chat com IA. Um levantamento da Norton divulgado em janeiro também reforça esse relato, apontando que mais da metade dos usuários de aplicativos de namoro nos EUA já se encontraram em situações do tipo.

Por que o World ID foi proibido no Brasil?

No Brasil, o serviço que oferece a criação da World ID não está disponível desde o início de 2025, por decisão da ANPD. Isso porque a proposta do então Worldcoin era oferecer dinheiro aos participantes do projeto que fizessem a leitura de íris. A Coordenação-Geral de Fiscalização CGF) da autarquia federal entendeu que essa oferta “interfere na livre manifestação da vontade do indivíduo” e pode influenciar pessoas em posição de vulnerabilidade.

Por aqui, continua valendo o Face Check, verificação facial anunciada em dezembro de 2025. A ferramenta funciona de forma semelhante ao reconhecimento feito em apps de banco, e promete reforçar a segurança contra perfis falsos, deepfakes e entrada de menores de idade.

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA
Fonte: Tecnoblog

Novo modelo do Claude é tão poderoso que será restrito até que o mundo se prepare

Novo modelo do Claude é tão poderoso que será restrito até que o mundo se prepare

Claude Mythos Preivew é nova Inteligência Artificial da Anthropic, ainda restrita a consórcio de big techs por alto potencial para evoluir ciberataques (imagem: divulgação/Anthropic)

Resumo

A Anthropic anunciou o modelo Claude Mythos Preview em 07/04.
A empresa restringiu o acesso ao consórcio Project Glasswing. O motivo foi a capacidade do modelo de identificar vulnerabilidades e apoiar ciberataques.
A Anthropic afirmou que o Mythos encontrou brechas nos maiores sistemas operacionais e navegadores.
O consórcio inclui a Apple, o Google, a Amazon Web Services e a Cisco. O objetivo é reforçar tecnologias de cibersegurança antes de ampliar o acesso.

A Anthropic, empresa por trás do Claude, anunciou nesta terça-feira (07/04) seu novo modelo Mythos, que inicialmente está em beta e terá acesso restrito a um consórcio de empresas de tecnologia. O motivo, segundo seus desenvolvedores, é o alto poderio para identificar vulnerabilidades e contribuir para possíveis ciberataques.

O Mythos foi capaz de encontrar brechas de segurança “em todos os maiores sistemas operacionais e todos os maiores navegadores quando instruído por usuário a fazer isso”, segundo a companhia, o que acendeu um novo sinal de alerta no Vale do Silício.

A empresa limitou o acesso da nova ferramenta aos integrantes do chamado Project Glasswing, que inclui nomes como Apple, Google, Amazon Web Services, Cisco, entre outros. O objetivo é reforçar as tecnologias atuais de cibersegurança antes de oferecer a novidade em maior escala.

Vale lembrar que as ameaças virtuais envolvendo uso de inteligência artificial têm sido uma preocupação recorrente das big techs. Recentemente, a OpenAI divulgou um documento alertando sobre o crescente risco de segurança devido aos modelos de IA mais recente. Antes disso, a própria Anthropic já havia alertado sobre a situação em novembro de 2025.

Mythos é avançado demais para ser lançado

A posição da Anthropic chama atenção. A novidade vem em meio à crescente preocupação com o uso de IA em ciberataques, levantada pela própria empresa, além de outros players do mercado, como a OpenAI. Com o Project Glasswing, a ideia é reforçar as tecnologias de cibersegurança oferecidas para o público em diferentes plataformas.

O anúncio, inclusive, veio apenas após um vazamento de informações sobre o projeto, chamado internamente de “Capybara”. Segundo o The New York Times, foi a partir disso que a empresa decidiu pela divulgação da novidade, destacando o motivo por trás da cautela extrema. Até o momento, a Anthropic não revelou muitos detalhes de seu funcionamento, limitando a informação à restrição de uso pelas big techs.

Em novembro de 2025, a desenvolvedora da Claude AI registrou o primeiro ciberataque com uso de IA, demonstrando a capacidade da tecnologia de orquestrar toda a estratégia para derrubar sistemas de segurança online.

Ciberataques com Inteligência Artificial acendem alerta de desenvolvedoras (Imagem: DC Studio/Freepik)

De acordo com levantamento feito pela empresa de cibersegurança CrowdStrike, o papel da inteligência artificial nesses ataques vai além: desde a detecção de vulnerabilidades até a automação dessas ações, passando também pela customização de golpes e mesmo na identificação dos melhores alvos a serem explorados. Por fora, vale ainda a preocupação com a capacidade de desenvolver novas técnicas graças ao aprendizado de máquina cada vez mais acelerado.

Alerta vai além do novo modelo da Anthropic

Enquanto a Anthropic anunciou a Claude Mythos como solução dentro do consórcio Project Glasswing, a OpenAI sugeriu um canal direto com desenvolvedores de tecnologia para levantar sugestões e facilitar o acesso aos serviços de Inteligência Artificial da empresa com esse objetivo, incluindo a disponibilização de créditos de IA para utilizar as ferramentas mais recentes do ChatGPT – algo que também foi anunciado pela dona da Claude.

A preocupação também não é uma novidade no segmento. A OpenAI também travou a chegada do GPT-2 ao mercado, ainda em 2019, alegando que seria perigoso entregar a tecnologia de IA generativa em meio às preocupações com desinformação e produção massiva de propaganda. A atualização do ChatGPT foi disponibilizada progressivamente até o final daquele ano.
Novo modelo do Claude é tão poderoso que será restrito até que o mundo se prepare

Novo modelo do Claude é tão poderoso que será restrito até que o mundo se prepare
Fonte: Tecnoblog

OpenAI decide acabar com o Sora, ferramenta que gera vídeos por IA

OpenAI decide acabar com o Sora, ferramenta que gera vídeos por IA

Sora será descontinuado pela OpenAI (imagem: reprodução/OpenAI)

Resumo

OpenAI decidiu descontinuar o Sora e suas APIs para focar em outros projetos, sobretudo de robótica;
ferramenta de IA foi anunciada em 2024 para permitir a criação de vídeos a partir de instruções digitadas;
cronograma de descontinuação do Sora ainda será divulgado pela OpenAI.

Em um anúncio repentino e surpreendente, a OpenAI anunciou a decisão de encerrar o Sora, ferramenta de inteligência artificial que gera vídeos a partir das instruções digitadas pelo usuário. As APIs que permitem que desenvolvedores integrem o Sora a seus aplicativos também serão descontinuadas.

A OpenAI anunciou o Sora em fevereiro de 2024, mas somente em setembro de 2025, com o lançamento do Sora 2, é que a ferramenta conquistou um público expressivo, não só por conta dos aprimoramentos trazidos com essa versão (vide o vídeo mais abaixo), mas também devido ao lançamento de um app móvel cuja dinâmica de funcionamento lembra a do TikTok.

Mas eis que, por meio do X, a OpenAI revelou que está dando adeus ao Sora:

Estamos nos despedindo do aplicativo do Sora. A todos que criaram com o Sora, compartilharam e construíram uma comunidade em torno dele: obrigado. O que vocês criaram com o Sora foi importante, e sabemos que esta notícia é desapontadora.

Em breve, compartilharemos mais informações, incluindo cronogramas [de descontinuação] para o aplicativo e a API, além de detalhes sobre como preservar seu trabalho.

Por que o Sora vai ser descontinuado pela OpenAI?

A veículos como o VentureBeat, a OpenAI informou apenas que decidiu encerrar o Sora para se concentrar no desenvolvimento de outros projetos, principalmente no campo da robótica:

Decidimos descontinuar o Sora no aplicativo para consumidores e na API. À medida que nos concentramos e a demanda por computação aumenta, a equipe de pesquisa do Sora continua focada em pesquisas de simulação do mundo real para avançar na robótica, ajudando as pessoas a resolver tarefas físicas do mundo real.

OpenAI

Parece ter sido uma decisão tomada abruptamente, pois não havia nada sugerindo uma descontinuação. Era o contrário: rumores recentes indicavam que o Sora seria integrado ao ChatGPT.

A decisão teve outro efeito: pôs fim à parceria da OpenAI com a Disney firmada para permitir aos usuários do Sora criar vídeos usando mais de 200 personagens de franquias como Marvel, Pixar e Star Wars.

No momento, segue sendo possível usar o Sora. Como a própria OpenAI informou em seu comunicado, o cronograma de descontinuação ainda será divulgado.
OpenAI decide acabar com o Sora, ferramenta que gera vídeos por IA

OpenAI decide acabar com o Sora, ferramenta que gera vídeos por IA
Fonte: Tecnoblog

GPT-5.4 chega com capacidade nativa de usar computadores

GPT-5.4 chega com capacidade nativa de usar computadores

ChatGPT começou a liberar acesso ao GPT-5.4, mas só para quem paga (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O GPT-5.4 da OpenAI executa tarefas em programas de computador capturando imagens da tela e enviando comandos de mouse e teclado. Ele também escreve códigos e conecta-se a APIs.
Disponível no ChatGPT para assinantes dos planos Plus, Team e Pro, o GPT-5.4 oferece um plano de raciocínio antes de executar tarefas. Ele também está no Codex e via API.
A OpenAI está em disputa com a Anthropic, com desentendimentos públicos e diferenças em parcerias, como a colaboração da OpenAI com o Departamento de Defesa dos EUA.

A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (05/02) o modelo de inteligência artificial GPT-5.4. Pela primeira vez, um modelo da companhia vem com capacidade nativa de uso de computadores, o que significa que ele consegue executar tarefas em diferentes programas.

Para conseguir isso, o agente captura imagens da tela, entende as interfaces e envia comandos de mouse e teclado. Assim, ele pode resolver tarefas envolvendo, por exemplo, planilhas, documentos e apresentações.

Outra solução é escrever códigos para lidar com as tarefas — o GPT-5.4 também faz isso. A IA conta ainda com a capacidade de escolher a ferramenta certa para cada ocasião e, se for necessário, fazer a conexão com APIs.

Segundo a empresa, o GPT-5.4 é um modelo de raciocínio, o que significa que ele leva um tempo extra até chegar a uma resposta. Isso pode ser útil para agentes de IA, que receberiam um passo a passo com instruções mais precisas.

Como usar o GPT-5.4?

O GPT-5.4 já está disponível no ChatGPT para assinantes dos planos Plus, Team e Pro — usuários que não pagam vão ter que esperar, por enquanto. Ele aparece com a denominação GPT-5.4 Thinking. Ele também será oferecido na ferramenta de programação Codex e via API.

No chatbot, a interação é um pouco mais detalhada do que o habitual. O GPT-5.4 oferece primeiro um plano de raciocínio, descrevendo o que pretende fazer para chegar à resposta desejada. O usuário, então, pode fazer alterações no raciocínio, evitando ter que esperar uma resposta e não receber o resultado desejado.

O modelo também recebeu melhorias nos recursos para buscar e reunir informações de diversas fontes e, como em toda atualização, a promessa é que as respostas sejam mais factuais e haja menos alucinações.

OpenAI está em disputa com a Anthropic

Em dezembro de 2025, a OpenAI lançou o GPT-5.2 em tempo recorde. Na ocasião, rumores indicavam que a companhia estava trabalhando em “código vermelho” para barrar o crescimento do Gemini 3, que despontava como um competidor relevante para o ChatGPT.

Existem alguns paralelos possíveis entre aquele episódio e o lançamento desta quinta. O contexto, porém, é bem diferente.

Desta vez, a OpenAI está em uma briga com a Anthropic, e os motivos são diversos. As primeiras semanas tiveram provocações, como o comercial que satirizava as propagandas no ChatGPT. Depois, em um evento na Índia, Sam Altman, da OpenAI, e Dario Amodei, da Anthropic, se recusaram a dar as mãos durante uma foto com líderes do setor e o primeiro-ministro do país, Narendra Modi.

Os capítulos mais recentes, porém, são de outra ordem de importância. A OpenAI anunciou uma parceria com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, enquanto a Anthropic se recusou a fornecer ferramentas de IA para vigilância doméstica ou armas autônomas.

A discordância pública entre as companhias fez alguns usuários deixarem o ChatGPT como forma de protesto — não deve ser um movimento relevante em termos de quantidade, mas faz barulho nas redes sociais. O Claude, da Anthropic, recebeu de braços abertos os insatisfeitos.

Com informações da OpenAI e CNET
GPT-5.4 chega com capacidade nativa de usar computadores

GPT-5.4 chega com capacidade nativa de usar computadores
Fonte: Tecnoblog

Usuários abandonam ChatGPT e migram para Claude após polêmica nos EUA

Usuários abandonam ChatGPT e migram para Claude após polêmica nos EUA

ChatGPT sofre debandada de usuários após acordo com governo dos EUA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Após a parceria da OpenAI com o Departamento de Defesa dos EUA, as desinstalações do ChatGPT aumentaram 295%, segundo a Sensor Tower.
O Claude, da Anthropic, subiu para o primeiro lugar na App Store americana, superando o ChatGPT, após a Anthropic recusar colaboração com o DoD.
O Claude liderou downloads em sete países e os cadastros diários quebraram recordes, com crescimento de mais de 60% nos usuários gratuitos desde janeiro.

Depois que a OpenAI anunciou uma parceria com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD), as desinstalações do app ChatGPT cresceram 295%, segundo dados da plataforma de análise de mercado Sensor Tower. No mesmo período, o Claude, da Anthropic, escalou o ranking da App Store americana e chegou ao primeiro lugar, ultrapassando o maior concorrente.

A movimentação ocorre durante um impasse das duas empresas sobre fornecer tecnologia para o governo norte-americano. Dias antes do anúncio da OpenAI, a Anthropic havia se recusado a permitir que suas IAs fossem usadas pelo DoD para vigilância doméstica em massa ou para armas autônomas — sistemas que disparariam sem intervenção humana.

Pouco depois, a OpenAI foi na direção oposta e fechou seu próprio acordo com o Pentágono. O CEO Sam Altman disse que o contrato inclui salvaguardas relacionadas às preocupações de Dario Amodei, chefe da Anthropic.

Claude no topo

Claude cresceu nas lojas de App (imagem: divulgação)

Segundo dados da Sensor Tower, o Claude estava fora do top 100 no final de janeiro e passou parte do mês de fevereiro entre os 20 mais baixados. Entretanto, na última semana, a escalada foi rápida: sexto na quarta-feira, quarto na quinta, e primeiro na noite de sábado.

Já dados do Appfigures apontam que o total diário de downloads do Claude no sábado superou o do ChatGPT pela primeira vez, com um salto de 88% de um dia para o outro. Além do mercado norte-americano, o aplicativo da Anthropic também assumiu a primeira posição entre os apps gratuitos para iPhone em seis outros países: Alemanha, Bélgica, Canadá, Luxemburgo, Noruega e Suíça.

De acordo com a Anthropic, os cadastros diários quebraram o recorde histórico todos os dias durante a semana, o número de usuários gratuitos cresceu mais de 60% desde janeiro e os assinantes pagos mais que dobraram.

Com a mudança de plataforma, muitos ex-usuários da OpenAI têm recorrido ao novo processo de transferir dados do ChatGPT para o Claude.

O que aconteceu?

Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA (Imagem: Thomas Hawk / Flickr)

A disputa entre a Anthropic e o Pentágono não era sobre se a empresa deveria ou não trabalhar com o governo, mas sobre os termos. De acordo com a desenvolvedora do Claude, as IAs da empresa ainda não têm capacidade para operar com segurança em cenários de lethal autonomy, nome dado a sistemas que tomam decisões de ataque sem supervisão humana.

Pete Hegseth, secretário de Defesa dos EUA, rebateu que o DoD não deveria ser limitado pelas políticas internas de um fornecedor, e que qualquer “uso legal” da tecnologia deveria ser permitido. Após o posicionamento da companhia, o presidente Donald Trump ordenou que agências do governo parassem de usar produtos da Anthropic.

A OpenAI diz em comunicado que também determinou áreas nas quais a IA não poderá ser usada, entre elas vigilância doméstica, sistemas de armas autônomas e sistemas como os de crédito social. Altman, no entanto, admitiu no X que o acordo foi apressado.
Usuários abandonam ChatGPT e migram para Claude após polêmica nos EUA

Usuários abandonam ChatGPT e migram para Claude após polêmica nos EUA
Fonte: Tecnoblog

Google não tem planos para anúncios no Gemini, diz executivo

Google não tem planos para anúncios no Gemini, diz executivo

Demis Hassabis, CEO do Google DeepMind (foto: John Sears/Wikimedia)

Resumo

O Google não planeja inserir anúncios no Gemini, focando no aprimoramento do assistente.
OpenAI testa anúncios no ChatGPT para gerar receita, enquanto o Google prioriza a experiência do usuário.
Demis Hassabis afirma que empresas chinesas de IA estão seis meses atrás dos laboratórios ocidentais.

O Google não tem pretensão de inserir anúncios no Gemini tão cedo, ao contrário do que foi anunciado pelo ChatGPT nos últimos dias. A confirmação veio de Demis Hassabis, CEO da Google DeepMind, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

Em entrevista ao portal Sources, o executivo afirmou que a empresa “não tem planos” de monetizar o chatbot via publicidade no momento, priorizando o desenvolvimento da tecnologia.

Como noticiamos aqui no Tecnoblog dias atrás, a OpenAI anunciou que começará a testar anúncios nas versões gratuita e Go do ChatGPT nos Estados Unidos. Para o chefe da DeepMind, “é interessante que eles tenham ido por esse caminho tão cedo. Talvez eles sintam que precisam gerar mais receita”.

Antes do anúncio da nova fonte de receita, um colunista do New York Times analisou a situação da companhia de Sam Altman e sugeriu que, em 18 meses, a empresa poderia enfrentar dificuldades. Ainda que não seja uma previsão oficial, tudo indica que o mercado está receoso com as finanças da OpenAI neste prazo.

Publicidade pode “contaminar” IA

Para o Google, a estratégia atual é transformar o Gemini num assistente melhor e onipresente. Hassabis demonstrou ceticismo sobre como a publicidade pode conviver com a proposta de uma inteligência artificial pessoal.

Durante a entrevista, o executivo explicou que o usuário espera que um assistente universal confiável tenha recomendações “genuinamente boas para você, imparciais e não contaminadas”. Segundo ele, misturar essa dinâmica com publicidade exige um cuidado extremo, pois “há muitas maneiras de fazer isso de forma errada”.

ChatGPT, rival do Gemini, começou a incluir anúncios na conversa com o chatbot (imagem: divulgação/OpenAI)

China: “seis meses atrás do Ocidente”

Além da alfinetada na rival, Hassabis também avaliou que as empresas de IA da China, como a startup DeepSeek, estão cerca de seis meses atrás dos principais laboratórios ocidentais em termos de tecnologia de ponta.

Segundo a Bloomberg, Hassabis classificou a reação do mercado ao modelo R1 da DeepSeek, lançado há um ano, como uma “reação exagerada e massiva”, mas reconheceu a qualidade dos avanços, em especial considerando as restrições de hardware impostas pelos Estados Unidos.

Para ele, embora as empresas chinesas sejam extremamente competentes em “alcançar a fronteira” tecnológica, elas “ainda precisam mostrar que conseguem inovar além dessa fronteira”.

Google não tem planos para anúncios no Gemini, diz executivo

Google não tem planos para anúncios no Gemini, diz executivo
Fonte: Tecnoblog

É oficial: ChatGPT vai exibir anúncios em breve

É oficial: ChatGPT vai exibir anúncios em breve

Após anos refletindo implementação, ChatGPT deve ganhar anúncios (imagem: divulgação/OpenAI)

Resumo

OpenAI anunciou que o ChatGPT exibirá anúncios na versão gratuita e no plano básico nos EUA.
Ainda em testes, as propagandas aparecerão no final das respostas, sem influenciar o conteúdo gerado pela IA.
A empresa afirma que os dados das conversas não serão vendidos e a personalização poderá ser desativada pelos usuários.

Não demorou tanto para a OpenAI encontrar um meio de exibir anúncios no ChatGPT. Para sustentar os custos de processamento de IA, a empresa anunciou, nesta sexta-feira (16/01), que iniciará testes nas próximas semanas para incluir publicidade no chatbot.

A confirmação encerra um ciclo de quase dois anos de discussões internas que vazaram para a imprensa. Em dezembro de 2024, a diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar, já havia sinalizado que a empresa estudava “quando e onde” implementar anúncios, citando a necessidade de justificar os investimentos recebidos.

Um ano depois, em dezembro de 2025, o The Information reportou que a companhia testava formatos nos quais a IA poderia sugerir produtos dentro das respostas. Agora, a OpenAI formaliza como isso deve acontecer.

Como os anúncios vão aparecer?

A proposta da OpenAI é integrar a publicidade ao contexto da conversa. De acordo com a empresa, os anúncios aparecerão no final das respostas, quando houver um produto ou serviço relevante relacionado ao que foi perguntado pelo usuário. Ou seja, por enquanto, não devemos ver trechos patrocinados no próprio conteúdo das respostas.

Preocupada com a recepção dos usuários, a empresa estabeleceu alguns princípios para a proposta de anúncios:

Eles não influenciarão o conteúdo das respostas geradas pela IA;

Os dados das conversas não serão vendidos aos anunciantes;

Usuários poderão desativar a personalização de anúncios nas configurações.

Segundo um exemplo do próprio comunicado, se o usuário perguntar sobre dicas de viagem, o chatbot poderá exibir, após a resposta textual, um bloco patrocinado de uma agência de turismo ou companhia aérea. Ainda assim, todo o conteúdo publicitário deve ser rotulado e separado da resposta da IA.

Anúncios aparecerão em espaços convenientes na conversa (imagem: divulgação/OpenAI)

Quem deve ver os anúncios?

Inicialmente, a companhia deve seguir a abordagem de plataformas de streaming: a novidade deve começar a aparecer para usuários do plano gratuito e da assinatura de baixo custo ChatGPT Go. Segundo o comunicado oficial, assinantes dos planos Plus, Pro, Business e Enterprise não verão propagandas.

Por enquanto a empresa menciona apenas os Estados Unidos como mercado que começará a ver esses anúncios, portanto, ainda não há previsão de quando o novo formato chegará ao Brasil ou outros mercados.

Dinheiro para pagar expansão

Os anúncios seriam uma forma de financiar os movimentos de expansão da companhia, que segue construindo data centers e evoluindo o poder de processamento dos modelos de IA. Hoje, o ChatGPT conta com um plano gratuito bastante limitado, e as assinaturas que ampliam os limites de acessos às funcionalidades do serviço.

A OpenAI, junto à Amazon, Google, Meta e Microsoft, devem gastar mais de US$ 325 bilhões (R$ 1,7 trilhão) na construção de data centers apenas em 2026, segundo o New York Times. Uma das obras que devem se iniciar neste ano está na Argentina: a empresa de Sam Altman fechou uma joint venture com a sul-americana Sur Energy para um projeto de 500 megawatts na Patagônia.

É oficial: ChatGPT vai exibir anúncios em breve

É oficial: ChatGPT vai exibir anúncios em breve
Fonte: Tecnoblog

Quem é Sam Altman? Conheça a trajetória do criador da OpenAI, dona do ChatGPT

Quem é Sam Altman? Conheça a trajetória do criador da OpenAI, dona do ChatGPT

Sam Altman, CEO da OpenAI, foi responsável por popularizar a IA generativa (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Sam Altman é um empreendedor americano e atual CEO da OpenAI, sendo o principal rosto do avanço da inteligência artificial generativa. Sua liderança foi fundamental para o lançamento do ChatGPT, posicionando-o como uma das figuras mais poderosas da tecnologia atual.

Sua trajetória de sucesso ganhou força ao presidir a aceleradora Y Combinator, onde impulsionou o crescimento de empresas como Airbnb e Reddit. Hoje, ele concentra os esforços na gestão da OpenAI, moldando o futuro da inovação digital e da automação.

O executivo também é um influente investidor no Vale do Silício, com participações em setores de energia nuclear e biotecnologia. Assim, Altman construiu sua fortuna mediante uma visão apurada sobre startups que prometem transformar a humanidade a longo prazo.

A seguir, conheça mais sobre o cofundador da OpenAI, sua trajetória profissional e empresas nas quais ele investe. Também descubra qual é a sua fortuna e sua influência no mercado tecnológico.

ÍndiceQuem é Sam Altman?Qual é a formação de Sam Altman?Qual é a carreira profissional de Sam Altman?Quais são as empresas de Sam Altman?Quais empresas Sam Altman investe?Qual é o patrimônio de Sam Altman?De onde vem a fortuna de Sam Altman?Qual é a importância de Sam Altman para o mercado tecnológico?

Quem é Sam Altman?

Samuel Altman, nascido em 22 de abril de 1985, é um influente empreendedor, investidor americano e atual CEO da OpenAI. Referência no desenvolvimento da inteligência artificial generativa, ele lidera debates sobre segurança tecnológica, regulação e os impactos socioeconômicos dessa inovação.

Qual é a formação de Sam Altman?

Altman ingressou na Universidade de Stanford em 2003 para cursar Ciências da Computação, mas desistiu da graduação após dois anos. Ele abandonou o curso em 2005 para fundar a Loopt, sua primeira startup focada em tecnologia.

O empresário atribui seu aprendizado estratégico mais às partidas de pôquer com colegas do que à sala de aula tradicional. Para Altman, deixar a faculdade foi um risco calculado e reversível diante das oportunidades do setor tecnológico.

Altman abandonou o curso de Ciências da Computação em Stanford para apostar no empreendedorismo (imagem: Lance Ulanoff/Future)

Qual é a carreira profissional de Sam Altman?

A trajetória de Sam Altman começou com a criação da startup Loopt em 2005, quando abandonou os estudos em Stanford. Após vender a empresa em 2012, passou a focar em investimentos e teve uma breve experiência – somente oito dias – como CEO do Reddit em 2014.

Assumiu a presidência da aceleradora Y Combinator de 2014 até 2019, onde impulsionou o crescimento de unicórnios como Airbnb, Reddit e Stripe. Sob sua liderança, a companhia expandiu sua escala global e o valor de mercado de seu portfólio ultrapassou US$ 65 bilhões.

Altman foi um dos cofundadores da OpenAI em 2015, assumindo o cargo de CEO a partir de 2019 para liderar a revolução da inteligência artificial generativa com o ChatGPT. Em 2023, superou uma breve crise de governança, sendo reintegrado ao cargo após massivo apoio interno e externo.

Além da IA, o empreendedor foi cofundador e presidiu empresas de energia nuclear, como a Helion Energy e a Oklo. Sua trajetória reflete a busca contínua por inovação, conectando avanços em softwares e hardware para moldar o futuro tecnológico mundial.

Quais são as empresas de Sam Altman?

Altman é o CEO e dono da OpenAI, onde lidera o desenvolvimento de tecnologias como ChatGPT e o modelo Sora. Sua gestão foca na expansão global da inteligência artificial generativa e na captação de investimentos multimilionários.

Embora tenha sido cofundador das empresas de energia nuclear Helion Energy e Oklo, ele não detém cargos de presidência ou liderança desde 2025. O mesmo ocorre com a empresa de biometria Tools for Humanity e a companhia de capital de risco Hydrazine Capital, ambas fundadas com seu irmão Jack Altman.

Sam Altman é cofundador e atual CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais empresas Sam Altman investe?

Altman é um dos investidores mais estratégicos do Vale do Silício, usando veículos como a Hydrazine Capital e Apollo Projects para financiar empresas de tecnologia com alto potencial. Estas são algumas das companhias nas quais ele investe:

Helion Energy e Oklo: lidera aportes em fusão nuclear e fissão avançada para viabilizar energia limpa, barata e abundante em escala global;

Retro Biosciences: foca em biotecnologia para estender a longevidade humana saudável por meio de engenharia celular e terapias inovadoras contra o envelhecimento;

Neuralink e Humane: apoia interfaces cérebro-computador e dispositivos vestíveis de inteligência artificial, visando uma integração profunda entre a IA e o cotidiano humano;

World (Worldcoin): cofundou o projeto que usa biometria para criar um sistema de identidade digital global e uma rede financeira baseada em criptografia;

Wave Mobile Money: investe no setor de fintech para democratizar o acesso a serviços financeiros e transferências em dispositivos móveis em mercados emergentes na África;

Hermes: financia o desenvolvimento de aeronaves hipersônicas destinadas a mudar a velocidade do transporte aéreo comercial;

Rescale e Apex: apoia empresas voltadas para simulações de engenharia em nuvem e segurança cibernética baseada em inteligência artificial;

Aspire e Rain AI: investe no design de chips de IA e computação neuromórfica para otimizar o processamento de modelos de linguagem de próxima geração;

Airbnb, Reddit e Stripe: participou de rodadas de investimentos dessas empresas que se tornaram pilares no setor de hotelaria, comunicação social e processamento de pagamentos online.

Sam Altman foi um dos principais investidores do Airbnb (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Qual é o patrimônio de Sam Altman?

O patrimônio de Sam Altman é estimado em cerca de US$ 2,2 bilhões, segundo dados da Forbes em janeiro de 2026. Isso coloca o empreendedor e investidor na posição 1860 entre os indivíduos mais ricos do mundo.

De onde vem a fortuna de Sam Altman?

A fortuna de Altman provém de antigos aportes em empresas atualmente gigantes como Airbnb, Stripe e Reddit, além de participações em empresas de energia como Helion Energy. Ele diversificou seu capital por meio da Hydrazine Capital e da presidência da Y Combinator, consolidando bilhões em ativos.

Embora tenha tido suporte familiar para estudar em Stanford, Altman não herdou patrimônio e construiu sua riqueza como um investidor de risco. Seu sucesso financeiro não tem ligação com o salário na OpenAI, vindo quase integralmente de seu portfólio pessoal de startups.

Altman é considerado um exemplo de “self-made man” do Vale do Silício (imagem: Reprodução/Vjeran Pavic)

Qual é a importância de Sam Altman para o mercado tecnológico?

Altman é uma importante figura na evolução da inteligência artificial (IA), liderando a OpenAI rumo à popularização de ferramentas generativas. Sua visão estratégica dita o ritmo da inovação contemporânea, transformando como a sociedade e as empresas interagem com sistemas autônomos.

O sucesso de suas iniciativas forçou uma reorganização nas big techs, que aceleram os ciclos de desenvolvimento para competir com a OpenAI. Esse movimento consolidou novos padrões de produtividade e intensificou o debate sobre a segurança de modelos de larga escala.

Como ex-líder da Y Combinator, Altman moldou o ecossistema de startups ao impulsionar unicórnios e democratizar o acesso ao financiamento de alto risco. Ele direciona capital para setores de fronteira, conectando o desenvolvimento de softwares avançados a avanços reais em energia e biotecnologia.

Sua influência estende-se à esfera política, onde atua como interlocutor essencial na criação de normas globais para governança tecnológica e ética. Ao equilibrar progresso técnico com visão social, Altman posiciona-se como o “arquiteto da nova economia digital”.
Quem é Sam Altman? Conheça a trajetória do criador da OpenAI, dona do ChatGPT

Quem é Sam Altman? Conheça a trajetória do criador da OpenAI, dona do ChatGPT
Fonte: Tecnoblog

ChatGPT ganha versão focada em perguntas médicas e de saúde

ChatGPT ganha versão focada em perguntas médicas e de saúde

ChatGPT ganha versão focada em perguntas médicas e de saúde (imagem: reprodução/OpenAI)

Resumo

ChatGPT Health foi criado para consultas de saúde, com proteções adicionais de privacidade e colaboração de mais de 260 médicos;
Serviço permite conexão com prontuários eletrônicos e ferramentas de saúde, como Apple Health e MyFitnessPal;
Novidade ainda não está disponível globalmente; é necessário se cadastrar em uma lista de espera.

Se você nunca usou o ChatGPT para analisar um exame médico ou esclarecer dúvidas sobre doenças, há boas chances de que um dia você faça isso. Não surpreende, portanto, que a OpenAI tenha anunciado uma versão do serviço direcionada especificamente para consultas de saúde: o ChatGPT Health.

A própria OpenAI admite que o ChatGPT é muito acessado dentro de contextos médicos, “com centenas de milhões de pessoas fazendo perguntas sobre saúde e bem-estar toda semana”.

São consultas em que o usuário descreve sintomas e pede para o ChatGPT apontar as possíveis causas ou em que pede para o serviço de IA explicar resultados de exames médicos que, muitas vezes, têm termos técnicos pouco claros para o público leigo, só para dar alguns exemplos.

Para atender a essas demandas, o ChatGPT Health é capaz até de se conectar a prontuários eletrônicos e a ferramentas de saúde, como Apple Health e MyFitnessPal, para ter dados atualizados do usuário.

Por que o ChatGPT Health foi criado?

Se o ChatGPT já é capaz de funcionar como um “consultor médico” ou algo nesse sentido, por que a OpenAI anunciou uma variação do serviço focada em saúde?

Uma explicação é o fator privacidade. Frequentemente, consultas sobre saúde no ChatGPT envolvem dados sensíveis do usuário. Por isso, o ChatGPT Health foi criado com proteções adicionais para informações de saúde, de acordo com a OpenAI:

O Health fica em um espaço próprio dentro do ChatGPT, onde suas conversas, aplicativos conectados e arquivos ficam armazenados separadamente de suas outras conversas. O Health tem memórias separadas, garantindo que seu contexto de saúde permaneça contido nesse espaço.

Outro objetivo é oferecer resultados mais precisos, até porque orientações equivocadas ou incoerentes sobre saúde podem ser prejudiciais ao usuário. Para tanto, a OpenAI desenvolveu o ChatGPT Health em colaboração com mais de 260 médicos de variadas especialidades.

Dentro desse aspecto, o objetivo também é o de indicar, com mais precisão, o quão urgente o usuário deve procurar um médico ou outro profissional de saúde para tratar de alguma condição.

Nesse sentido, a OpenAI esclarece que, apesar de os recursos do ChatGPT Health serem focados especificamente em saúde e bem-estar, o serviço não substitui o atendimento médico.

ChatGPT Health no celular (imagem: reprodução/OpenAI)

Como acessar o ChatGPT Health?

O ChatGPT Health ainda não foi liberado globalmente. Por ora, é preciso se cadastrar em uma lista de espera. Quando estiver disponível em sua conta, o Health poderá ser acessado a partir da coluna à esquerda da versão web do serviço, bem como nos aplicativos móveis oficiais.

A liberação oficial deve ocorrer nas próximas semanas, no mundo todo. Contudo, a integração com determinadas ferramentas de saúde só estará disponível nos Estados Unidos ou exigirá o uso de um iPhone.
ChatGPT ganha versão focada em perguntas médicas e de saúde

ChatGPT ganha versão focada em perguntas médicas e de saúde
Fonte: Tecnoblog