Category: OpenAI

OpenAI corta preço de IA recém-lançada para rivalizar com modelos chineses

OpenAI corta preço de IA recém-lançada para rivalizar com modelos chineses

Família GPT-5.6 foi liberada em 9 de julho (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

OpenAI anunciou redução de até 80% nos preços dos modelos GPT-5.6 Terra e GPT-5.6 Luna, lançados há três semanas.
GPT-5.6 Luna tem preço de US$ 0,20 por milhão de tokens de entrada e US$ 1,20 por milhão de tokens de saída; GPT-5.6 Terra, US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 12 por milhão de tokens de saída.
A decisão da OpenAI é atribuída a melhorias na eficiência de seus sistemas e à concorrência de modelos de IA mais baratos, como o Kimi K3, da startup chinesa Moonshot AI.

A OpenAI anunciou, nesta quinta-feira (30/07), uma redução nos preços dos modelos de inteligência artificial GPT-5.6 Terra e GPT-5.6 Luna, lançados há três semanas. Os descontos chegam a 80%, no caso do Luna.

A empresa atribui os novos preços a melhorias na eficiência de seus sistemas. Nos últimos meses, tecnologias de IA mais baratas ganharam espaço no mercado corporativo, o que também deve ter influenciado a decisão da OpenAI.

A família GPT-5.6 foi lançada em 9 de julho e é composta por três modelos, do mais avançado ao mais leve: Sol, Terra e Luna.

Quais são os novos preços do GPT-5.6?

GPT-5.6 Luna: redução de 80%, para US$ 0,20 (R$ 1,02) por milhão de tokens de entrada e US$ 1,20 (R$ 6,09) por milhão de tokens de saída.

GPT-5.6 Terra: redução de 20%, para US$ 2 (R$ 10,16) por milhão de tokens de entrada e US$ 12 (R$ 60,95) por milhão de tokens de saída.

GPT-5.6 Sol: sem alteração; US$ 5 (R$ 25,39) por milhão de tokens de entrada e US$ 30 (R$ 152,37) por milhão de tokens de saída.

Esses são os preços para uso via API, modelo usado por empresas e desenvolvedores. As assinaturas do ChatGPT e do Codex não tiveram reduções, e as cotas de tokens permanecem as mesmas. Mesmo assim, a OpenAI destaca que usar os modelos Terra e Luna vai consumir menos créditos.

Modelos mais baratos ganham espaço

Nos últimos meses, OpenAI e Anthropic passaram a contar com a concorrência de modelos de IA desenvolvidos na China, que oferecem preços muito mais baixos. Um exemplo é o Kimi K3, criado pela startup chinesa Moonshot AI, que promete desempenho similar aos serviços mais avançados das empresas americanas.

Mercado de IA está ficando mais concorrido (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Além disso, os desenvolvedores do país asiático fornecem suas soluções em um formato de pesos abertos, o que facilita sua implementação — ao menos teoricamente, já que é necessário um poder computacional robusto para rodar um modelo desse tipo.

O cenário ainda conta com Google e Microsoft praticando políticas de preço bastante agressivas em seus modelos de IA.

Com a popularização de agentes de IA, que executam tarefas em alta velocidade de modo contínuo, o dinheiro gasto no consumo de tokens vem se tornando uma preocupação entre gestores. Sem ter certeza do retorno dessas despesas, a ordem do dia é ser eficiente e economizar.

Com informações do Axios e da CNBC.
OpenAI corta preço de IA recém-lançada para rivalizar com modelos chineses

OpenAI corta preço de IA recém-lançada para rivalizar com modelos chineses
Fonte: Tecnoblog

EUA barram entrada de robôs humanoides chineses

EUA barram entrada de robôs humanoides chineses

EUA barram robôs humanoides fabricados em países estrangeiros – sobretudo na China (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, proibiu a importação de robôs humanoides produzidos fora do país, citando “riscos inaceitáveis” à segurança nacional.
A medida também se aplica a robôs de quatro patas e inversores de energia, peças importantes para painéis solares e servidores, devido a preocupações com segurança cibernética e proteção de dados.
A China afirmou que as decisões dos EUA são baseadas em pretextos infundados e têm uma forte politização, prejudicando a cooperação entre os países no desenvolvimento de inteligência artificial.

O governo dos Estados Unidos barrou a importação de robôs humanoides produzidos fora do país. A medida foi anunciada nesta terça-feira (28/07) com a justificativa de proteção da segurança nacional. Segundo a administração de Donald Trump, há “riscos inaceitáveis” na presença dessas IAs físicas estrangeiras nos EUA. O mercado que tem sido dominado por fabricantes chinesas.

A proibição também vale para robôs de quatro patas, que chegaram a ser utilizados no esquema de segurança da Copa do Mundo. A FCC, órgão análogo à Anatel, também baniu importações de inversores de energia, peças importantes para painéis solares e servidores, também sob a justificativa de risco econômico para os EUA.

Vale lembrar que China e Estados Unidos têm travado uma forte concorrência no mercado de inteligência artificial, com diversas fabricantes chinesas apostando nas IAs físicas recentemente, com mais de 150 empresas investindo na área. Segundo a BBC, a embaixada do país asiático em Washington afirmou que as decisões têm como base pretextos infundados e há uma forte politização direcionando as sanções anunciadas.

Mercado de IA física é visto como um risco nacional

Principal rival econômico dos EUA, a China está cada vez mais inserida no novo mercado de robôs humanoides. Montadoras como BYD e Geely, além de fabricantes como Unitree e UBTech, são algumas das empresas que têm apostado neste mercado atualmente. Do lado norte-americano, vale destacar a Figure AI, Boston Dynamics e Tesla.

Protótipo de robô humanoide da BYD (imagem: reprodução/CnEVPost)

Segundo a FCC, as medidas são necessárias para “proteger cadeias de suprimentos críticas para os EUA”, e produtos relacionados agora entram na lista de bens e serviços considerados um risco de segurança nacional por lá. Mas, é importante ressaltar: serão considerados apenas novos produtos, ou seja, modelos já existentes e autorizados pelo órgão seguem liberados.

A decisão vem acompanhada de preocupações. Sobre os inversores de energia produzidos fora dos Estados Unidos, por exemplo, o uso dessas peças no país daria plenos controles a empresas estrangeiras, que poderiam roubar dados ou acessá-los remotamente, sob riscos de ciberataques. Já os robôs poderiam ser usados por “agentes maliciosos para vigiar americanos”, entre outras questões.

China fala em cooperação e condena “mindset hegemônico”

A embaixada chinesa respondeu às medidas afirmando que o país tomará as medidas cabíveis, e considerou o banimento um movimento que prejudica o trabalho conjunto dos países para desenvolver as IAs “para o bem”. Também pediu que os EUA “abandonem seu mindset hegemônico” contra empresas chinesas.

Esse não é o primeiro movimento estadunidense contra tecnologias do rival econômico. Desde o início de 2025, quando começou seu segundo mandato na Casa Branca, Trump oficializou diversos embargos e tarifas para produtos chineses, inclusive prejudicando big techs nacionais nesse processo. Semicondutores produzidos nos EUA também tiveram sua exportação proibida para a China sob o mesmo argumento de segurança nacional, como forma de “manter a liderança em IA”.

China fala em cooperação no desenvolvimento de IA e acusa EUA de “mindset hegemônico” (imagem: reprodução/Reuters)

A China, por sua vez, respondeu com tarifas sobre produtos estadunidenses e aproximação de outras economias, principalmente no Sul Global. Recentemente, um acordo internacional de cooperação para desenvolvimento de IA foi firmado em Xangai: o WAICO, do qual o Brasil também faz parte.

Conforme noticiado pelo portal China Daily, o Ministério das Relações Exteriores da China também se manifestou sobre o banimento mais recente, apontando um exagero no conceito de segurança nacional como justificativa para prejudicar empresas chinesas. Segundo o comunicado, o “protecionismo não vai melhorar a competitividade dos EUA”, e sim afetar os próprios consumidores americanos e suas empresas.
EUA barram entrada de robôs humanoides chineses

EUA barram entrada de robôs humanoides chineses
Fonte: Tecnoblog

IAs chinesas superam rivais humanos em olimpíada de matemática

IAs chinesas superam rivais humanos em olimpíada de matemática

Modelos de IA gabaritam prova da Olimpíada Internacional de Matemática pela primeira vez (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Modelos de IA de Huawei e Xiaohongshu acertaram 100% das questões na Olimpíada Internacional de Matemática (IMO) em julho, superando competidores humanos.
A prova foi realizada sem intervenção humana e as questões só foram liberadas após a finalização da prova por parte dos estudantes inscritos.
Outras IAs, incluindo ChatGPT e Claude, também testaram as questões da IMO, com resultados positivos, mas não oficiais.

Os modelos de IA Celia, da Huawei, e dots-node-3.0, da Xiaohongshu gabaritaram a prova da Olimpíada Internacional de Matemática (IMO, na sigla em inglês), superando os competidores humanos. Esse é o primeiro registro da tecnologia de inteligência artificial acertando 100% das questões em desafios do tipo. No ano passado, Google e OpenAI haviam divulgado seus resultados, que foram muito positivos, mas não perfeitos.

Segundo a Xiaohongshu, chegar aos 100% é extremamente difícil, o que fica comprovado pelo resultado entre humanos: dos 666 participantes em Xangai, apenas sete conseguiram gabaritar a prova. A empresa afirma que é a primeira vez que seu modelo é testado com questões da IMO.

Segundo o Taipei Times, as questões só foram liberadas para o teste com os modelos de IA depois de concluídas entre os estudantes reais. Além disso, nenhuma intervenção humana foi permitida durante as resoluções.

A empresa de capital de risco Menlo Ventures, dos Estados Unidos, realizou testes próprios com o auxílio de um parceiro para verificar a taxa de acerto de IAs americanas, já que elas não participariam oficialmente da prova. O ChatGPT na versão GPT-5.6 Sol (OpenAI), o Claude Fable 5 (Anthropic) e a ferramenta da Axiom Math também gabaritaram o teste.

Claude Fable 5 também foi testada de forma extraoficial (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Essa não é a primeira vez que modelos de IA são testados em provas da Olimpíada Internacional de Matemática. Em 2024, o Google “conquistou” a medalha de prata com o modelo da DeepMind, que acertou quatro de seis questões. A resolução, no entanto, demorou cerca de três dias.

Já em 2025, o modelo ficou com nota suficiente para ganhar o ouro, assim como o ChatGPT, mas não chegou à nota máxima. É importante destacar que não foram revelados os modelos exatos usados nos testes anteriores.
IAs chinesas superam rivais humanos em olimpíada de matemática

IAs chinesas superam rivais humanos em olimpíada de matemática
Fonte: Tecnoblog

Brasil se junta a 28 países em acordo internacional de inteligência artificial

Brasil se junta a 28 países em acordo internacional de inteligência artificial

Brasil oficializa acordo com outros 28 países para cooperação em IA (imagem: reprodução/Reuters)

Resumo

Brasil e outros 28 países oficializaram a Organização Internacional de Cooperação em Inteligência Artificial (WAICO) em Xangai, China.
O objetivo do acordo internacional é garantir o desenvolvimento ético da IA, segundo o governo brasileiro.
O país participará da WAICO em governança da IA e cooperação tecnológica, com o objetivo de se tornar uma referência global no setor.

A Organização Internacional de Cooperação em Inteligência Artificial (WAICO, em inglês) foi oficializada nesta quinta-feira (16/07) em Xangai, na China, e tem o Brasil como um dos países participantes. O acordo vai direcionar o desenvolvimento das IAs, assim como sua implementação e acesso pelo mundo. Segundo o Governo Federal, a tecnologia precisa ser oferecida “de forma benéfica, segura, ética, confiável e orientada ao ser humano”.

Além do Brasil, participam da iniciativa a China, Rússia, Indonésia, Cazaquistão e outros países do chamado sul global – são 29 no total. Atualmente, empresas como OpenAI e Anthropic, ambas dos Estados Unidos, dominam o mercado de inteligência artificial, inclusive tendo trabalhado junto ao governo no aprimoramento de seus modelos de IA recém-lançados, GPT-5.6 e Claude Fable/Mythos 5, respectivamente.

De acordo com o portal estatal chinês Xinhua, a WAICO seguirá a cartilha da ONU e trabalhará junto à organização. O próprio António Guterres, secretário geral das Nações Unidas, esteve presente na cerimônia de oficialização. Além de garantir uma abordagem humana à tecnologia, o objetivo do acordo também é facilitar o acesso às IAs ao redor do mundo.

Acordo também traz recado político

Modelo mais poderoso da Anthropic foi lançado no começo de junho, mas sofreu restrições (imagem: divulgação)

O mercado de inteligência artificial passa, necessariamente, por empresas sediadas nos Estados Unidos. Recentemente, OpenAI e Anthropic destacaram a importância de melhorar tecnologias de cibersegurança em meio aos avanços de suas próprias IAs, trazendo a público seus modelos mais recentes de forma gradativa.

Essa preocupação com o alto potencial das novas IAs não foi exclusiva das empresas, passando diretamente por um receio da administração de Donald Trump. Nos últimos meses, o governo estadunidense solicitou a retirada do Claude Fable/Mythos 5 do ar, da mesma forma que sugeriu o adiamento do GPT-5.6. Alguns analistas afirmam que um dos motivos seria o acesso deliberado de hackers chineses à tecnologia mais avançada.

Dessa forma, a WAICO surge com uma proposta de descentralizar o desenvolvimento e o acesso às IAs, além de reforçar o direcionamento da tecnologia ao benefício humano. A proposta passa inclusive pelo estímulo da cooperação em “ecossistemas de código aberto”, conforme comunicado pelo governo brasileiro.

Qual o papel do Brasil no acordo?

PBIA é projeto do Governo Federal para transformar Brasil em referência em IA (imagem: reprodução)

De acordo com o Ministério de Ciência, Tecnologia e Informação, o Brasil participará da WAICO em assuntos como governança da IA e cooperação tecnológica. Vale lembrar que, atualmente, está em vigor no país o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, o PBIA, que prevê um investimento de R$ 23 milhões até 2028.

Entre os objetivos do projeto está a criação de um supercomputador que permita processar um grande volume de dados e dar conta de LLMs em português com dados nacionais. A partir disso, a ideia é transformar o Brasil em referência global de inteligência artificial.
Brasil se junta a 28 países em acordo internacional de inteligência artificial

Brasil se junta a 28 países em acordo internacional de inteligência artificial
Fonte: Tecnoblog

OpenAI treinou IA para atacar outras inteligências artificiais

OpenAI treinou IA para atacar outras inteligências artificiais

IA da OpenAI descobre vulnerabilidades sozinha (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

OpenAI desenvolveu o GPT-Red, um modelo de IA projetado para simular ataques contra grandes modelos de linguagem.
O objetivo é identificar vulnerabilidades e reforçar a segurança dos modelos de IA da própria empresa.
Ferramenta será usada exclusivamente pela OpenAI para proteger sua infraestrutura e não será liberada para clientes.

A OpenAI revelou ontem (15/07) o GPT-Red, um novo modelo de IA criado com um propósito inusitado: atacar e encontrar vulnerabilidades nos próprios sistemas da empresa. A ferramenta simplifica os testes de segurança para blindar as novas gerações de modelos de linguagem contra ameaças antes de chegarem ao mercado.

A desenvolvedora destacou o avanço rápido na capacidade de suas tecnologias e a necessidade dessa nova abordagem defensiva, afirmando que “a simulação de ataques cibernéticos é essencial”. O foco principal do GPT-Red é combater a injeção de comandos. Na prática, são textos criados para “enganar” uma IA, forçando o sistema a contornar suas regras de segurança.

Como os assistentes estão cada vez mais integrados a arquivos locais, navegadores e aplicativos de terceiros, uma instrução perigosa pode ser camuflada no meio de um e-mail comum ou em uma página da web, agindo em segundo plano, sem que o usuário perceba — um tipo de invasão que está em alta no setor de tecnologia.

Introducing GPT-RedAn internal automated red teamer on a mission to find our models’ prompt injection vulnerabilities at scale, helping us build stronger defenses before wider deployment.https://t.co/GxnmxxcpSk— OpenAI (@OpenAI) July 15, 2026

Como o GPT-Red funciona?

O modelo atua como se fosse um hacker humano. Ele envia um comando inicial para a inteligência artificial que está sendo testada, avalia a resposta gerada e ajusta as mensagens seguintes sozinho. Esse ciclo se repete até a ferramenta atingir um objetivo pré-determinado, como forçar o vazamento de dados confidenciais para um servidor externo.

Para ficar mais experiente, a OpenAI utiliza o método de aprendizado por reforço. Nessa técnica, o sistema aprende a tomar decisões por tentativa e erro, recebendo “recompensas” ao acertar um ataque e “penalidades” ao falhar, até descobrir a estratégia invasiva mais eficiente.

Como observado em discussões no Reddit, isso cria um ecossistema de evolução contínua: conforme as IAs de defesa ficam mais robustas, o GPT-Red é obrigado a inventar mecanismos de invasão mais complexos e criativos.

Os números divulgados mostram que a abordagem automatizada já supera com folga o trabalho manual. Em testes internos focados em injeção indireta, o GPT-Red obteve sucesso em 84% dos cenários propostos. Em comparação, especialistas humanos superaram os bloqueios em apenas 13% das tentativas.

Testes no mundo real

Para confirmar a eficiência da ferramenta, a desenvolvedora colocou o GPT-Red contra aplicações usadas no mercado. Um dos alvos foi o software de uma máquina de venda automática gerenciada por inteligência artificial.

O modelo da OpenAI cumpriu todos os objetivos do teste: reduziu o preço de um produto caro para o valor mínimo permitido de US$ 0,50, comprou um item de US$ 100 por esse mesmo preço irrisório e chegou a cancelar o pedido de um cliente legítimo. Após o experimento, as brechas foram comunicadas e corrigidas pelos responsáveis.

GPT-Red age como um hacker para encontrar brechas (imagem: reprodução/OpenAI)

Em outro teste, o GPT-Red atacou um agente de programação baseado no GPT-5.4 mini para avaliar a segurança contra a extração de dados. A ferramenta invasora conseguiu forçar o sistema a vazar informações sensíveis com facilidade. A IA também descobriu uma nova tática de ataque com uma taxa de sucesso superior a 95% contra o antigo modelo GPT-5.1.

Agora, ao incorporar os dados gerados pelo GPT-Red no treinamento de produtos recentes, a OpenAI garante que o recém-lançado GPT-5.6 Sol falha em apenas 0,05% das tentativas de injeção direta.

Quem pode usar o GPT-Red?

Devido ao alto poder de manipulação, a OpenAI confirmou que o GPT-Red não será liberado para clientes e desenvolvedores independentes. A medida é uma precaução para evitar que agentes mal-intencionados tenham acesso às capacidades do programa e automatizem ataques cibernéticos contra outras plataformas.

O plano da companhia é manter a nova inteligência artificial operando exclusivamente nos bastidores para proteger sua própria infraestrutura.

OpenAI treinou IA para atacar outras inteligências artificiais

OpenAI treinou IA para atacar outras inteligências artificiais
Fonte: Tecnoblog

OpenAI anuncia novo hardware para programação

OpenAI anuncia novo hardware para programação

Dispositivo promete facilitar a vida dos desenvolvedores (imagem: reprodução/OpenAi)

Resumo

OpenAI e Work Louder revelaram um novo hardware para programação.
Produto será lançado em 15 de julho e será dedicado ao Codex, modelo de linguagem para programação.
O dispositivo deve otimizar o fluxo de trabalho de desenvolvedores com comandos nativos da IA.

A OpenAI anunciou nesta segunda-feira (29/06) que está desenvolvendo um novo dispositivo dedicado ao Codex, seu modelo de linguagem voltado para programação. Em um breve teaser publicado no X, a empresa revelou uma parceria com a fabricante Work Louder para criar um hardware voltado a desenvolvedores.

Ainda não há muitos detalhes sobre ele, mas é esperado que seja um acessório para otimizar o fluxo de trabalho de quem escreve código diariamente. Todos os detalhes técnicos serão revelados no lançamento oficial, marcado para o dia 15 de julho.

Your favorite Codex shortcuts are getting an upgrade.July 15th. pic.twitter.com/xZ1ydZyt94— OpenAI Developers (@OpenAIDevs) June 29, 2026

Hardware pode reaproveitar design já conhecido

A Work Louder é uma fabricante que já possui bastante experiência no nicho de periféricos e teclados mecânicos modulares. O vídeo exibido pela OpenAI mostra a silhueta de um dispositivo quadrado bem parecido com o Creator Micro 2, um modelo popular no portfólio da marca.

O produto original vem equipado com 13 botões mecânicos, um sensor de toque integrado e um pequeno direcional analógico. A expectativa é que o hardware licenciado pela OpenAI aproveite essa mesma carcaça, mas substitua os atalhos por comandos nativos do ecossistema do Codex.

Creator Micro 2, da Work Louder, pode servir de base para o novo periférico (imagem: reprodução)

Como o dispositivo ajuda na programação?

A grande vantagem é evitar que o programador tenha que navegar por menus suspensos, decorar combinações de teclas ou fazer muitos cliques com o mouse. Ter um macropad físico na mesa resolve esse problema com botões dedicados que acionam comandos rotineiros.

Até o momento, informações como o preço oficial e a listagem de sistemas e plataformas de software suportados não foram divulgadas pelas companhias envolvidas. Os interessados na novidade precisarão aguardar até o lançamento para conhecerem a versão final do hardware.

Vale mencionar que, até então, o produto de nicho não possui qualquer relação com o misterioso dispositivo focado em IA que a OpenAI está desenvolvendo em parceria com Jony Ive, ex-designer chefe da Apple.
OpenAI anuncia novo hardware para programação

OpenAI anuncia novo hardware para programação
Fonte: Tecnoblog

IPO: OpenAI se prepara para negociar ações na bolsa

IPO: OpenAI se prepara para negociar ações na bolsa

Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

OpenAI enviou documentação inicial à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) para sua oferta inicial de ações (IPO);
estreia na bolsa da OpenAI ainda não foi marcada, mas analistas preveem que pode ocorrer até setembro deste ano;
OpenAI espera ser avaliada em um valor equivalente ao da Anthropic, de aproximadamente US$ 1 trilhão.

A OpenAI, organização que está por trás do ChatGPT, iniciou a semana se preparando para realizar uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos. Com esse movimento, a OpenAI segue os passos da rival Anthropic, que executou o mesmo procedimento no começo do mês.

Uma IPO consiste em um processo no qual uma empresa até então com capital fechado passa a negociar as suas ações em uma bolsa de valores. No caso da OpenAI, provavelmente, as ações serão negociadas na Nasdaq, embora isso ainda não tenha sido decidido.

Note, com isso, que a organização ainda não é uma companhia de capital aberto, ou seja, os seus papéis ainda não estão sendo comercializados. O que a OpenAI fez foi submeter, na segunda-feira (08/06), uma documentação inicial à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) para que a IPO ocorra em algum momento.

Quando? Essa decisão também não foi tomada. Na prática, a documentação que a OpenAI enviou à SEC serve para que a organização prepare o caminho para que a IPO seja realizada no momento mais apropriado, como a seguinte nota oficial deixa claro:

Recentemente, submetemos um formulário S-1 confidencial [à SEC]. Prevemos que ele vaze, por isso estamos apenas anunciando isso. Ainda não definimos um cronograma; pode demorar um pouco [para a IPO], pois há coisas que queremos fazer que provavelmente serão mais fáceis como empresa privada [ainda sem capital aberto].

OpenAI

Dona do ChatGPT espera ser avaliada em cerca de US$ 1 trilhão (imagem ilustrativa: reprodução/Focal Foto)

IPO da OpenAI pode não demorar por causa da Anthropic

Apesar de ainda não ter definido uma data para a sua IPO, é possível que a OpenAI não demore para tomar essa decisão. Isso porque os rivais avançam em ritmo acelerado. Basta levarmos em conta que a Anthropic, que controla os sistemas de IA Claude, submeteu a mesma documentação S-1 à SEC em 1º de junho de 2026.

Atualmente, a Anthropic tem valor de mercado de aproximadamente US$ 1 trilhão (R$ 5,2 trilhões, na conversão direta). De acordo com a Reuters, a OpenAI espera ser avaliada em um montante equivalente quando estrear na bolsa. Alguns analistas preveem que essa estreia deve ocorrer até setembro deste ano.

Esperemos pelos próximos capítulos.
IPO: OpenAI se prepara para negociar ações na bolsa

IPO: OpenAI se prepara para negociar ações na bolsa
Fonte: Tecnoblog

Daybreak: OpenAI lança IA que prevê ataques cibernéticos

Daybreak: OpenAI lança IA que prevê ataques cibernéticos

Daybreak deve rivalizar com o Claude Mythos, da Anthropic (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

OpenAI lançou o Daybreak, uma inteligência artificial projetada para prever e prevenir ataques cibernéticos.
O Daybreak analisa o código-fonte de uma organização, simula ataques e identifica vulnerabilidades para aplicar correções automatizadas.
A novidade é uma resposta ao lançamento do Claude Mythos pela Anthropic, uma IA considerada “perigosa demais” pela própria empresa.

A OpenAI anunciou ontem (11/05) a chegada do Daybreak, uma inteligência artificial desenvolvida especialmente para o setor de segurança da informação corporativa. A ferramenta promete antecipar ameaças digitais, vasculhando sistemas em busca de vulnerabilidades e aplicando correções antes que cibercriminosos tenham a chance de explorá-las.

Não é uma novidade voltada para o público geral, mas preenche um vazio importante no portfólio da companhia liderada por Sam Altman, que até então não contava com uma solução dedicada à proteção de grandes infraestruturas. De quebra, o lançamento coloca a criadora do ChatGPT em disputa direta com a rival Anthropic, que há pouco lançou o Claude Mythos — IA considerada “perigosa demais” pela própria empresa.

Como o Daybreak funciona?

Segundo a OpenAI, a novidade vai além de um modelo de linguagem comum. Na verdade, é um pacote que une as versões mais recentes das IAs da empresa. Seu grande trunfo é a criação de um modelo feito sob medida para cada organização que contrata o serviço.

O processo começa com a leitura do código-fonte do cliente. Para isso, a ferramenta utiliza o agente do Codex Security — sistema voltado para revisão de programação lançado em março. Após essa varredura profunda, a IA veste o chapéu de um invasor: ela simula o pensamento hacker e mapeia as rotas com maior probabilidade de sucesso em um ataque real.

Nova IA da OpenAI foca em proteger infraestruturas corporativas (imagem: reprodução/OpenAI)

Com as vulnerabilidades identificadas, o Daybreak valida rapidamente quais delas representam riscos práticos no dia a dia da empresa. A etapa final é a ação corretiva automatizada. O sistema isola a ameaça, dispara alertas precisos para a equipe de TI e aplica as correções prioritárias.

Todo esse motor é alimentado por uma nova geração de modelos focados em lógica de programação e defesa de redes, incluindo o recém-anunciado GPT-5.5 e o modelo especializado GPT-5.5-Cyber.

Empresa quer rival para o Claude Mythos

Há pouco mais de um mês, a Anthropic agitou o mercado ao revelar o Claude Mythos. O modelo seria capaz de realizar capacidades analíticas tão impressionantes que a própria desenvolvedora o considerou perigoso demais para o público geral, temendo sua utilização na criação de malwares devastadores.

A estratégia da Anthropic foi restringir o Mythos a um grupo corporativo seleto. O plano de isolamento, porém, falhou. Investigações posteriores revelaram que a infraestrutura da companhia sofreu violações, concedendo acesso não autorizado aos recursos da ferramenta e gerando um enorme constrangimento.

Ciente do tropeço da concorrência, a OpenAI adotou um tom bem cauteloso. A dona do ChatGPT destacou que o desenvolvimento e a implementação do Daybreak estão sendo conduzidos em parceria estreita com especialistas da indústria e agências governamentais.

O objetivo central é garantir proteções rigorosas para que os modelos permaneçam exclusivamente nas mãos de defensores, evitando que a solução se transforme em um novo problema de segurança.
Daybreak: OpenAI lança IA que prevê ataques cibernéticos

Daybreak: OpenAI lança IA que prevê ataques cibernéticos
Fonte: Tecnoblog

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA

Tinder ganha nova camada de segurança, mas serviço é proibido no Brasil (imagem: Unsplash/Good Faces Agency)

Resumo

Tinder anuncia reconhecimento de íris para combater perfis falsos com IA.
O reconhecimento de íris ocorre via World ID, parceria com a Tools for Humanity, empresa cofundada por Sam Altman, CEO da Open AI.
A novidade foi testada no Japão e chega em outras partes do mundo em breve, com bônus e selo de verificação para usuários que fizerem a checagem.
No Brasil, o World ID foi proibido em janeiro de 2025 pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

O Tinder anunciou uma nova ferramenta para combater casos de catfish utilizando inteligência artificial na plataforma: o reconhecimento de íris via World ID. A novidade fica disponível a partir do serviço World graças a uma parceria com a Tools for Humanity, empresa cofundada por Sam Altman, CEO da Open AI.

Nos países em que estará disponível, o reconhecimento de íris do Tinder será no próprio app, com direito a bônus para usados os usuários que fizerem a checagem. Eles ganharão selo de verificado. Não há informações sobre banimento de contas sem essa confirmação.

O recurso foi testado no Japão e chega em outras partes do mundo “em breve”. Essa tecnologia, vale lembrar, está proibida no Brasil, após decisão da ANPD. Ou seja: nada de World ID no Tinder BR, pelo menos por enquanto.

Dispositivo da World é uma das opções para criar World ID, disponível também via app (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

IA em golpes de namoro

O reconhecimento de íris é um “passo natural” da plataforma, de acordo com o Match Group, dono do Tinder. Vale lembrar que o app de namoro já exige um vídeo de verificação de humanidade para seus usuários, e o World ID vem como uma camada extra de combate a golpes.

Segundo a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, usuários de apps de namoro perderam US$ 1 bilhões em fraudes somente em 2025, o que dá cerca de R$ 5 bilhões. Além disso, trazendo para a realidade brasileira, a Meta processou duas empresas e duas pessoas por produzirem deepfakes do médico Drauzio Varella para vender medicamentos falsos na internet.

Deepfakes com IA levam empresas a buscarem novas soluções de segurança (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo a BBC, uma usuária do Tinder no Reino Unido afirmou que 30% das contas visualizadas ao navegar pelo app são de bots, com descrições, melhorias e até mesmo chat com IA. Um levantamento da Norton divulgado em janeiro também reforça esse relato, apontando que mais da metade dos usuários de aplicativos de namoro nos EUA já se encontraram em situações do tipo.

Por que o World ID foi proibido no Brasil?

No Brasil, o serviço que oferece a criação da World ID não está disponível desde o início de 2025, por decisão da ANPD. Isso porque a proposta do então Worldcoin era oferecer dinheiro aos participantes do projeto que fizessem a leitura de íris. A Coordenação-Geral de Fiscalização CGF) da autarquia federal entendeu que essa oferta “interfere na livre manifestação da vontade do indivíduo” e pode influenciar pessoas em posição de vulnerabilidade.

Por aqui, continua valendo o Face Check, verificação facial anunciada em dezembro de 2025. A ferramenta funciona de forma semelhante ao reconhecimento feito em apps de banco, e promete reforçar a segurança contra perfis falsos, deepfakes e entrada de menores de idade.

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA
Fonte: Tecnoblog

Novo modelo do Claude é tão poderoso que será restrito até que o mundo se prepare

Novo modelo do Claude é tão poderoso que será restrito até que o mundo se prepare

Claude Mythos Preivew é nova Inteligência Artificial da Anthropic, ainda restrita a consórcio de big techs por alto potencial para evoluir ciberataques (imagem: divulgação/Anthropic)

Resumo

A Anthropic anunciou o modelo Claude Mythos Preview em 07/04.
A empresa restringiu o acesso ao consórcio Project Glasswing. O motivo foi a capacidade do modelo de identificar vulnerabilidades e apoiar ciberataques.
A Anthropic afirmou que o Mythos encontrou brechas nos maiores sistemas operacionais e navegadores.
O consórcio inclui a Apple, o Google, a Amazon Web Services e a Cisco. O objetivo é reforçar tecnologias de cibersegurança antes de ampliar o acesso.

A Anthropic, empresa por trás do Claude, anunciou nesta terça-feira (07/04) seu novo modelo Mythos, que inicialmente está em beta e terá acesso restrito a um consórcio de empresas de tecnologia. O motivo, segundo seus desenvolvedores, é o alto poderio para identificar vulnerabilidades e contribuir para possíveis ciberataques.

O Mythos foi capaz de encontrar brechas de segurança “em todos os maiores sistemas operacionais e todos os maiores navegadores quando instruído por usuário a fazer isso”, segundo a companhia, o que acendeu um novo sinal de alerta no Vale do Silício.

A empresa limitou o acesso da nova ferramenta aos integrantes do chamado Project Glasswing, que inclui nomes como Apple, Google, Amazon Web Services, Cisco, entre outros. O objetivo é reforçar as tecnologias atuais de cibersegurança antes de oferecer a novidade em maior escala.

Vale lembrar que as ameaças virtuais envolvendo uso de inteligência artificial têm sido uma preocupação recorrente das big techs. Recentemente, a OpenAI divulgou um documento alertando sobre o crescente risco de segurança devido aos modelos de IA mais recente. Antes disso, a própria Anthropic já havia alertado sobre a situação em novembro de 2025.

Mythos é avançado demais para ser lançado

A posição da Anthropic chama atenção. A novidade vem em meio à crescente preocupação com o uso de IA em ciberataques, levantada pela própria empresa, além de outros players do mercado, como a OpenAI. Com o Project Glasswing, a ideia é reforçar as tecnologias de cibersegurança oferecidas para o público em diferentes plataformas.

O anúncio, inclusive, veio apenas após um vazamento de informações sobre o projeto, chamado internamente de “Capybara”. Segundo o The New York Times, foi a partir disso que a empresa decidiu pela divulgação da novidade, destacando o motivo por trás da cautela extrema. Até o momento, a Anthropic não revelou muitos detalhes de seu funcionamento, limitando a informação à restrição de uso pelas big techs.

Em novembro de 2025, a desenvolvedora da Claude AI registrou o primeiro ciberataque com uso de IA, demonstrando a capacidade da tecnologia de orquestrar toda a estratégia para derrubar sistemas de segurança online.

Ciberataques com Inteligência Artificial acendem alerta de desenvolvedoras (Imagem: DC Studio/Freepik)

De acordo com levantamento feito pela empresa de cibersegurança CrowdStrike, o papel da inteligência artificial nesses ataques vai além: desde a detecção de vulnerabilidades até a automação dessas ações, passando também pela customização de golpes e mesmo na identificação dos melhores alvos a serem explorados. Por fora, vale ainda a preocupação com a capacidade de desenvolver novas técnicas graças ao aprendizado de máquina cada vez mais acelerado.

Alerta vai além do novo modelo da Anthropic

Enquanto a Anthropic anunciou a Claude Mythos como solução dentro do consórcio Project Glasswing, a OpenAI sugeriu um canal direto com desenvolvedores de tecnologia para levantar sugestões e facilitar o acesso aos serviços de Inteligência Artificial da empresa com esse objetivo, incluindo a disponibilização de créditos de IA para utilizar as ferramentas mais recentes do ChatGPT – algo que também foi anunciado pela dona da Claude.

A preocupação também não é uma novidade no segmento. A OpenAI também travou a chegada do GPT-2 ao mercado, ainda em 2019, alegando que seria perigoso entregar a tecnologia de IA generativa em meio às preocupações com desinformação e produção massiva de propaganda. A atualização do ChatGPT foi disponibilizada progressivamente até o final daquele ano.
Novo modelo do Claude é tão poderoso que será restrito até que o mundo se prepare

Novo modelo do Claude é tão poderoso que será restrito até que o mundo se prepare
Fonte: Tecnoblog