Category: OpenAI

Google não tem planos para anúncios no Gemini, diz executivo

Google não tem planos para anúncios no Gemini, diz executivo

Demis Hassabis, CEO do Google DeepMind (foto: John Sears/Wikimedia)

Resumo

O Google não planeja inserir anúncios no Gemini, focando no aprimoramento do assistente.
OpenAI testa anúncios no ChatGPT para gerar receita, enquanto o Google prioriza a experiência do usuário.
Demis Hassabis afirma que empresas chinesas de IA estão seis meses atrás dos laboratórios ocidentais.

O Google não tem pretensão de inserir anúncios no Gemini tão cedo, ao contrário do que foi anunciado pelo ChatGPT nos últimos dias. A confirmação veio de Demis Hassabis, CEO da Google DeepMind, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

Em entrevista ao portal Sources, o executivo afirmou que a empresa “não tem planos” de monetizar o chatbot via publicidade no momento, priorizando o desenvolvimento da tecnologia.

Como noticiamos aqui no Tecnoblog dias atrás, a OpenAI anunciou que começará a testar anúncios nas versões gratuita e Go do ChatGPT nos Estados Unidos. Para o chefe da DeepMind, “é interessante que eles tenham ido por esse caminho tão cedo. Talvez eles sintam que precisam gerar mais receita”.

Antes do anúncio da nova fonte de receita, um colunista do New York Times analisou a situação da companhia de Sam Altman e sugeriu que, em 18 meses, a empresa poderia enfrentar dificuldades. Ainda que não seja uma previsão oficial, tudo indica que o mercado está receoso com as finanças da OpenAI neste prazo.

Publicidade pode “contaminar” IA

Para o Google, a estratégia atual é transformar o Gemini num assistente melhor e onipresente. Hassabis demonstrou ceticismo sobre como a publicidade pode conviver com a proposta de uma inteligência artificial pessoal.

Durante a entrevista, o executivo explicou que o usuário espera que um assistente universal confiável tenha recomendações “genuinamente boas para você, imparciais e não contaminadas”. Segundo ele, misturar essa dinâmica com publicidade exige um cuidado extremo, pois “há muitas maneiras de fazer isso de forma errada”.

ChatGPT, rival do Gemini, começou a incluir anúncios na conversa com o chatbot (imagem: divulgação/OpenAI)

China: “seis meses atrás do Ocidente”

Além da alfinetada na rival, Hassabis também avaliou que as empresas de IA da China, como a startup DeepSeek, estão cerca de seis meses atrás dos principais laboratórios ocidentais em termos de tecnologia de ponta.

Segundo a Bloomberg, Hassabis classificou a reação do mercado ao modelo R1 da DeepSeek, lançado há um ano, como uma “reação exagerada e massiva”, mas reconheceu a qualidade dos avanços, em especial considerando as restrições de hardware impostas pelos Estados Unidos.

Para ele, embora as empresas chinesas sejam extremamente competentes em “alcançar a fronteira” tecnológica, elas “ainda precisam mostrar que conseguem inovar além dessa fronteira”.

Google não tem planos para anúncios no Gemini, diz executivo

Google não tem planos para anúncios no Gemini, diz executivo
Fonte: Tecnoblog

É oficial: ChatGPT vai exibir anúncios em breve

É oficial: ChatGPT vai exibir anúncios em breve

Após anos refletindo implementação, ChatGPT deve ganhar anúncios (imagem: divulgação/OpenAI)

Resumo

OpenAI anunciou que o ChatGPT exibirá anúncios na versão gratuita e no plano básico nos EUA.
Ainda em testes, as propagandas aparecerão no final das respostas, sem influenciar o conteúdo gerado pela IA.
A empresa afirma que os dados das conversas não serão vendidos e a personalização poderá ser desativada pelos usuários.

Não demorou tanto para a OpenAI encontrar um meio de exibir anúncios no ChatGPT. Para sustentar os custos de processamento de IA, a empresa anunciou, nesta sexta-feira (16/01), que iniciará testes nas próximas semanas para incluir publicidade no chatbot.

A confirmação encerra um ciclo de quase dois anos de discussões internas que vazaram para a imprensa. Em dezembro de 2024, a diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar, já havia sinalizado que a empresa estudava “quando e onde” implementar anúncios, citando a necessidade de justificar os investimentos recebidos.

Um ano depois, em dezembro de 2025, o The Information reportou que a companhia testava formatos nos quais a IA poderia sugerir produtos dentro das respostas. Agora, a OpenAI formaliza como isso deve acontecer.

Como os anúncios vão aparecer?

A proposta da OpenAI é integrar a publicidade ao contexto da conversa. De acordo com a empresa, os anúncios aparecerão no final das respostas, quando houver um produto ou serviço relevante relacionado ao que foi perguntado pelo usuário. Ou seja, por enquanto, não devemos ver trechos patrocinados no próprio conteúdo das respostas.

Preocupada com a recepção dos usuários, a empresa estabeleceu alguns princípios para a proposta de anúncios:

Eles não influenciarão o conteúdo das respostas geradas pela IA;

Os dados das conversas não serão vendidos aos anunciantes;

Usuários poderão desativar a personalização de anúncios nas configurações.

Segundo um exemplo do próprio comunicado, se o usuário perguntar sobre dicas de viagem, o chatbot poderá exibir, após a resposta textual, um bloco patrocinado de uma agência de turismo ou companhia aérea. Ainda assim, todo o conteúdo publicitário deve ser rotulado e separado da resposta da IA.

Anúncios aparecerão em espaços convenientes na conversa (imagem: divulgação/OpenAI)

Quem deve ver os anúncios?

Inicialmente, a companhia deve seguir a abordagem de plataformas de streaming: a novidade deve começar a aparecer para usuários do plano gratuito e da assinatura de baixo custo ChatGPT Go. Segundo o comunicado oficial, assinantes dos planos Plus, Pro, Business e Enterprise não verão propagandas.

Por enquanto a empresa menciona apenas os Estados Unidos como mercado que começará a ver esses anúncios, portanto, ainda não há previsão de quando o novo formato chegará ao Brasil ou outros mercados.

Dinheiro para pagar expansão

Os anúncios seriam uma forma de financiar os movimentos de expansão da companhia, que segue construindo data centers e evoluindo o poder de processamento dos modelos de IA. Hoje, o ChatGPT conta com um plano gratuito bastante limitado, e as assinaturas que ampliam os limites de acessos às funcionalidades do serviço.

A OpenAI, junto à Amazon, Google, Meta e Microsoft, devem gastar mais de US$ 325 bilhões (R$ 1,7 trilhão) na construção de data centers apenas em 2026, segundo o New York Times. Uma das obras que devem se iniciar neste ano está na Argentina: a empresa de Sam Altman fechou uma joint venture com a sul-americana Sur Energy para um projeto de 500 megawatts na Patagônia.

É oficial: ChatGPT vai exibir anúncios em breve

É oficial: ChatGPT vai exibir anúncios em breve
Fonte: Tecnoblog

Quem é Sam Altman? Conheça a trajetória do criador da OpenAI, dona do ChatGPT

Quem é Sam Altman? Conheça a trajetória do criador da OpenAI, dona do ChatGPT

Sam Altman, CEO da OpenAI, foi responsável por popularizar a IA generativa (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Sam Altman é um empreendedor americano e atual CEO da OpenAI, sendo o principal rosto do avanço da inteligência artificial generativa. Sua liderança foi fundamental para o lançamento do ChatGPT, posicionando-o como uma das figuras mais poderosas da tecnologia atual.

Sua trajetória de sucesso ganhou força ao presidir a aceleradora Y Combinator, onde impulsionou o crescimento de empresas como Airbnb e Reddit. Hoje, ele concentra os esforços na gestão da OpenAI, moldando o futuro da inovação digital e da automação.

O executivo também é um influente investidor no Vale do Silício, com participações em setores de energia nuclear e biotecnologia. Assim, Altman construiu sua fortuna mediante uma visão apurada sobre startups que prometem transformar a humanidade a longo prazo.

A seguir, conheça mais sobre o cofundador da OpenAI, sua trajetória profissional e empresas nas quais ele investe. Também descubra qual é a sua fortuna e sua influência no mercado tecnológico.

ÍndiceQuem é Sam Altman?Qual é a formação de Sam Altman?Qual é a carreira profissional de Sam Altman?Quais são as empresas de Sam Altman?Quais empresas Sam Altman investe?Qual é o patrimônio de Sam Altman?De onde vem a fortuna de Sam Altman?Qual é a importância de Sam Altman para o mercado tecnológico?

Quem é Sam Altman?

Samuel Altman, nascido em 22 de abril de 1985, é um influente empreendedor, investidor americano e atual CEO da OpenAI. Referência no desenvolvimento da inteligência artificial generativa, ele lidera debates sobre segurança tecnológica, regulação e os impactos socioeconômicos dessa inovação.

Qual é a formação de Sam Altman?

Altman ingressou na Universidade de Stanford em 2003 para cursar Ciências da Computação, mas desistiu da graduação após dois anos. Ele abandonou o curso em 2005 para fundar a Loopt, sua primeira startup focada em tecnologia.

O empresário atribui seu aprendizado estratégico mais às partidas de pôquer com colegas do que à sala de aula tradicional. Para Altman, deixar a faculdade foi um risco calculado e reversível diante das oportunidades do setor tecnológico.

Altman abandonou o curso de Ciências da Computação em Stanford para apostar no empreendedorismo (imagem: Lance Ulanoff/Future)

Qual é a carreira profissional de Sam Altman?

A trajetória de Sam Altman começou com a criação da startup Loopt em 2005, quando abandonou os estudos em Stanford. Após vender a empresa em 2012, passou a focar em investimentos e teve uma breve experiência – somente oito dias – como CEO do Reddit em 2014.

Assumiu a presidência da aceleradora Y Combinator de 2014 até 2019, onde impulsionou o crescimento de unicórnios como Airbnb, Reddit e Stripe. Sob sua liderança, a companhia expandiu sua escala global e o valor de mercado de seu portfólio ultrapassou US$ 65 bilhões.

Altman foi um dos cofundadores da OpenAI em 2015, assumindo o cargo de CEO a partir de 2019 para liderar a revolução da inteligência artificial generativa com o ChatGPT. Em 2023, superou uma breve crise de governança, sendo reintegrado ao cargo após massivo apoio interno e externo.

Além da IA, o empreendedor foi cofundador e presidiu empresas de energia nuclear, como a Helion Energy e a Oklo. Sua trajetória reflete a busca contínua por inovação, conectando avanços em softwares e hardware para moldar o futuro tecnológico mundial.

Quais são as empresas de Sam Altman?

Altman é o CEO e dono da OpenAI, onde lidera o desenvolvimento de tecnologias como ChatGPT e o modelo Sora. Sua gestão foca na expansão global da inteligência artificial generativa e na captação de investimentos multimilionários.

Embora tenha sido cofundador das empresas de energia nuclear Helion Energy e Oklo, ele não detém cargos de presidência ou liderança desde 2025. O mesmo ocorre com a empresa de biometria Tools for Humanity e a companhia de capital de risco Hydrazine Capital, ambas fundadas com seu irmão Jack Altman.

Sam Altman é cofundador e atual CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais empresas Sam Altman investe?

Altman é um dos investidores mais estratégicos do Vale do Silício, usando veículos como a Hydrazine Capital e Apollo Projects para financiar empresas de tecnologia com alto potencial. Estas são algumas das companhias nas quais ele investe:

Helion Energy e Oklo: lidera aportes em fusão nuclear e fissão avançada para viabilizar energia limpa, barata e abundante em escala global;

Retro Biosciences: foca em biotecnologia para estender a longevidade humana saudável por meio de engenharia celular e terapias inovadoras contra o envelhecimento;

Neuralink e Humane: apoia interfaces cérebro-computador e dispositivos vestíveis de inteligência artificial, visando uma integração profunda entre a IA e o cotidiano humano;

World (Worldcoin): cofundou o projeto que usa biometria para criar um sistema de identidade digital global e uma rede financeira baseada em criptografia;

Wave Mobile Money: investe no setor de fintech para democratizar o acesso a serviços financeiros e transferências em dispositivos móveis em mercados emergentes na África;

Hermes: financia o desenvolvimento de aeronaves hipersônicas destinadas a mudar a velocidade do transporte aéreo comercial;

Rescale e Apex: apoia empresas voltadas para simulações de engenharia em nuvem e segurança cibernética baseada em inteligência artificial;

Aspire e Rain AI: investe no design de chips de IA e computação neuromórfica para otimizar o processamento de modelos de linguagem de próxima geração;

Airbnb, Reddit e Stripe: participou de rodadas de investimentos dessas empresas que se tornaram pilares no setor de hotelaria, comunicação social e processamento de pagamentos online.

Sam Altman foi um dos principais investidores do Airbnb (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Qual é o patrimônio de Sam Altman?

O patrimônio de Sam Altman é estimado em cerca de US$ 2,2 bilhões, segundo dados da Forbes em janeiro de 2026. Isso coloca o empreendedor e investidor na posição 1860 entre os indivíduos mais ricos do mundo.

De onde vem a fortuna de Sam Altman?

A fortuna de Altman provém de antigos aportes em empresas atualmente gigantes como Airbnb, Stripe e Reddit, além de participações em empresas de energia como Helion Energy. Ele diversificou seu capital por meio da Hydrazine Capital e da presidência da Y Combinator, consolidando bilhões em ativos.

Embora tenha tido suporte familiar para estudar em Stanford, Altman não herdou patrimônio e construiu sua riqueza como um investidor de risco. Seu sucesso financeiro não tem ligação com o salário na OpenAI, vindo quase integralmente de seu portfólio pessoal de startups.

Altman é considerado um exemplo de “self-made man” do Vale do Silício (imagem: Reprodução/Vjeran Pavic)

Qual é a importância de Sam Altman para o mercado tecnológico?

Altman é uma importante figura na evolução da inteligência artificial (IA), liderando a OpenAI rumo à popularização de ferramentas generativas. Sua visão estratégica dita o ritmo da inovação contemporânea, transformando como a sociedade e as empresas interagem com sistemas autônomos.

O sucesso de suas iniciativas forçou uma reorganização nas big techs, que aceleram os ciclos de desenvolvimento para competir com a OpenAI. Esse movimento consolidou novos padrões de produtividade e intensificou o debate sobre a segurança de modelos de larga escala.

Como ex-líder da Y Combinator, Altman moldou o ecossistema de startups ao impulsionar unicórnios e democratizar o acesso ao financiamento de alto risco. Ele direciona capital para setores de fronteira, conectando o desenvolvimento de softwares avançados a avanços reais em energia e biotecnologia.

Sua influência estende-se à esfera política, onde atua como interlocutor essencial na criação de normas globais para governança tecnológica e ética. Ao equilibrar progresso técnico com visão social, Altman posiciona-se como o “arquiteto da nova economia digital”.
Quem é Sam Altman? Conheça a trajetória do criador da OpenAI, dona do ChatGPT

Quem é Sam Altman? Conheça a trajetória do criador da OpenAI, dona do ChatGPT
Fonte: Tecnoblog

ChatGPT ganha versão focada em perguntas médicas e de saúde

ChatGPT ganha versão focada em perguntas médicas e de saúde

ChatGPT ganha versão focada em perguntas médicas e de saúde (imagem: reprodução/OpenAI)

Resumo

ChatGPT Health foi criado para consultas de saúde, com proteções adicionais de privacidade e colaboração de mais de 260 médicos;
Serviço permite conexão com prontuários eletrônicos e ferramentas de saúde, como Apple Health e MyFitnessPal;
Novidade ainda não está disponível globalmente; é necessário se cadastrar em uma lista de espera.

Se você nunca usou o ChatGPT para analisar um exame médico ou esclarecer dúvidas sobre doenças, há boas chances de que um dia você faça isso. Não surpreende, portanto, que a OpenAI tenha anunciado uma versão do serviço direcionada especificamente para consultas de saúde: o ChatGPT Health.

A própria OpenAI admite que o ChatGPT é muito acessado dentro de contextos médicos, “com centenas de milhões de pessoas fazendo perguntas sobre saúde e bem-estar toda semana”.

São consultas em que o usuário descreve sintomas e pede para o ChatGPT apontar as possíveis causas ou em que pede para o serviço de IA explicar resultados de exames médicos que, muitas vezes, têm termos técnicos pouco claros para o público leigo, só para dar alguns exemplos.

Para atender a essas demandas, o ChatGPT Health é capaz até de se conectar a prontuários eletrônicos e a ferramentas de saúde, como Apple Health e MyFitnessPal, para ter dados atualizados do usuário.

Por que o ChatGPT Health foi criado?

Se o ChatGPT já é capaz de funcionar como um “consultor médico” ou algo nesse sentido, por que a OpenAI anunciou uma variação do serviço focada em saúde?

Uma explicação é o fator privacidade. Frequentemente, consultas sobre saúde no ChatGPT envolvem dados sensíveis do usuário. Por isso, o ChatGPT Health foi criado com proteções adicionais para informações de saúde, de acordo com a OpenAI:

O Health fica em um espaço próprio dentro do ChatGPT, onde suas conversas, aplicativos conectados e arquivos ficam armazenados separadamente de suas outras conversas. O Health tem memórias separadas, garantindo que seu contexto de saúde permaneça contido nesse espaço.

Outro objetivo é oferecer resultados mais precisos, até porque orientações equivocadas ou incoerentes sobre saúde podem ser prejudiciais ao usuário. Para tanto, a OpenAI desenvolveu o ChatGPT Health em colaboração com mais de 260 médicos de variadas especialidades.

Dentro desse aspecto, o objetivo também é o de indicar, com mais precisão, o quão urgente o usuário deve procurar um médico ou outro profissional de saúde para tratar de alguma condição.

Nesse sentido, a OpenAI esclarece que, apesar de os recursos do ChatGPT Health serem focados especificamente em saúde e bem-estar, o serviço não substitui o atendimento médico.

ChatGPT Health no celular (imagem: reprodução/OpenAI)

Como acessar o ChatGPT Health?

O ChatGPT Health ainda não foi liberado globalmente. Por ora, é preciso se cadastrar em uma lista de espera. Quando estiver disponível em sua conta, o Health poderá ser acessado a partir da coluna à esquerda da versão web do serviço, bem como nos aplicativos móveis oficiais.

A liberação oficial deve ocorrer nas próximas semanas, no mundo todo. Contudo, a integração com determinadas ferramentas de saúde só estará disponível nos Estados Unidos ou exigirá o uso de um iPhone.
ChatGPT ganha versão focada em perguntas médicas e de saúde

ChatGPT ganha versão focada em perguntas médicas e de saúde
Fonte: Tecnoblog

OpenAI pensa em colocar anúncios nas respostas do ChatGPT, diz site

OpenAI pensa em colocar anúncios nas respostas do ChatGPT, diz site

ChatGPT, da OpenAI, pode ajudar empresa a pagar seus investimentos trilionários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A OpenAI considera incluir anúncios no ChatGPT, como conteúdo patrocinado nas respostas e uma barra lateral com propaganda.
A empresa explora o uso do histórico de conversas para segmentar publicidade, mas teme afastar usuários.
A OpenAI busca novas fontes de receita, incluindo publicidade, para sustentar investimentos em IA.

A OpenAI estuda diversos formatos de anúncios e parcerias comerciais para o ChatGPT. Em um deles, os modelos de inteligência artificial incluiriam conteúdo patrocinado nas respostas geradas.

Assim, uma pergunta sobre maquiagem poderia trazer uma recomendação de um batom de determinada marca, enquanto um pedido de informações para uma viagem sugeriria um pacote turístico. Entre as possibilidades, também estão propagandas nas respostas apenas quando o usuário pedir mais informações e uma barra lateral para anúncios ao lado da conversa.

A notícia vem do site The Information. Procurada pela publicação, a OpenAI confirmou que a empresa está explorando as opções de como incluir publicidade no ChatGPT sem que isso comprometa a confiança dos usuários.

O site Search Engine Land, especializado nos buscadores, avalia que a OpenAI parece cautelosa com seus planos, temendo afastar usuários. Por isso, ela pode dar seus primeiros passos com propagandas que sejam consideradas úteis ou contextualmente relevantes, além de ter um controle maior sobre quem são as empresas anunciantes.

Anúncios no ChatGPT são uma questão de tempo

Já faz mais de um ano que notícias e rumores indicam uma entrada iminente da OpenAI no mercado publicitário. Em dezembro de 2024, Sarah Friar, CFO da empresa, falou abertamente do assunto, e a companhia contratou diversos executivos do setor.

Sam Altman, CEO da OpenAI, era contrário a propagandas, mas mudou de ideia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Aos poucos, os planos vão sendo revelados. Em outubro, outra reportagem do Information afirmou que a OpenAI estuda usar a memória do ChatGPT para direcionar anúncios. A memória armazena informações sobre o usuário durante as conversas, usando esses dados para melhorar a personalização das respostas.

IA é cara, e publicidade pode ajudar a pagar contas

A companhia ainda busca fontes de receita para justificar os investimentos trilionários feitos na construção de data centers para treinar e executar modelos de IA. Além de acessos via API e assinaturas do ChatGPT, a empresa passou a vender produtos dentro do chatbot e ficar com uma comissão.

Usar as ferramentas de IA lançadas nos últimos anos como suporte para propaganda não é um projeto exclusivo da OpenAI. O Google já vem trabalhando para colocar anúncios no Modo IA do buscador, que funciona de forma conversacional, com respostas longas que combinam inteligência artificial e pesquisas na web.

Com informações do Search Engine Land e do Decoder
OpenAI pensa em colocar anúncios nas respostas do ChatGPT, diz site

OpenAI pensa em colocar anúncios nas respostas do ChatGPT, diz site
Fonte: Tecnoblog

OpenAI lança GPT-5.2 em tempo recorde e esquenta disputa com Gemini 3

OpenAI lança GPT-5.2 em tempo recorde e esquenta disputa com Gemini 3

OpenAI enfrenta concorrência do Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A OpenAI lançou o GPT-5.2, disponível em três variantes: Instant, Thinking e Pro, inicialmente para planos pagos do ChatGPT.
O GPT-5.2 supera ou iguala o Gemini 3 Pro do Google em testes, com 80% no SWE-bench Verified e 52,9% no ARC-AGI-2.
O modelo promete menos alucinações e erros, além de melhor processamento de prompts longos.

A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (11/12) o GPT-5.2, novo modelo de inteligência artificial que começa a equipar o ChatGPT nas próximas semanas. Segundo a empresa, a IA entrega resultados melhores em tarefas variadas, com mais rapidez e menos alucinações.

O GPT-5.2 estará disponível em três variantes: Instant, para o dia a dia; Thinking, para trabalhos mais complexos; e Pro, uma opção premium para pedidos muito exigentes.

As três serão distribuídas gradualmente para usuários de planos pagos do ChatGPT (Go, Plus, Pro, Business e Enterprise) e estão disponíveis a partir desta quinta-feira (11/12) para acesso via API. Não há previsão de lançamento para o ChatGPT gratuito.

GPT-5.1 será aposentado no ChatGPT daqui a três meses (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

OpenAI anuncia sucessor em menos de um mês

O GPT-5.2 chega pouco menos de um mês após o lançamento do GPT-5.1, em 12 de novembro — 29 dias, para ser preciso. Nesse intervalo, surgiram notícias de que Sam Altman, CEO da OpenAI, teria ativado um “código vermelho” na companhia, exigindo trabalho intenso para aperfeiçoar o ChatGPT. O motivo para tanta urgência tem nome: Gemini 3.

O modelo do Google, lançado seis dias depois do GPT-5.1, teve uma recepção muito positiva entre os usuários. Oficialmente, os executivos da OpenAI negam que seja uma resposta ao produto da concorrente, dizendo que a companhia desenvolve várias versões ao mesmo tempo e tem trabalhado no GPT-5.2 há meses.

Quais são os destaques do GPT-5.2?

A OpenAI apresentou resultados de testes de benchmarking que mostram o GPT-5.2 empatado ou à frente do Gemini 3 Pro, do Google, em quesitos diversos.

No SWE-bench Verified, de engenharia de software, o GPT-5.2 fica com 80%, contra 76,2% do Gemini 3 Pro. Já no ARC-AGI-2, de raciocínio abstrato, 52,9% a 31,1% para o robô da OpenAI.

A empresa promete ter reduzido o número de alucinações e erros em relação ao GPT-5.1, bem como melhorado a capacidade de processar prompts longos.

Com informações do Decoder, do Axios e da Bloomberg
OpenAI lança GPT-5.2 em tempo recorde e esquenta disputa com Gemini 3

OpenAI lança GPT-5.2 em tempo recorde e esquenta disputa com Gemini 3
Fonte: Tecnoblog

OpenAI alega que ChatGPT é inocente em suicídio de jovem

OpenAI alega que ChatGPT é inocente em suicídio de jovem

Empresa de Sam Altman diz que ferramenta não tem culpa (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

OpenAI argumenta que não é responsável pelo suicídio de Adam Raine, alegando uso indevido do ChatGPT.
A empresa afirma que a IA forneceu o número da linha de prevenção ao suicídio mais de 100 vezes.
A acusação alega que o ChatGPT desencorajou o jovem a buscar ajuda profissional e ofereceu conselhos sobre suicídio.

A OpenAI se pronunciou oficialmente sobre o processo que a acusa de responsabilidade na morte de um adolescente de 16 anos. Em documento protocolado na primeira instância da Justiça na Califórnia (EUA) nessa terça-feira (25/11), a empresa argumenta que não pode ser responsabilizada pelo suicídio de Adam Raine, alegando que o incidente foi resultado de “uso indevido, não autorizado e não intencional” da ferramenta.

O caso, movido pela família de Raine em agosto, acusa a companhia de negligência e defeito de produto. Segundo a ação, o garoto teria usado o ChatGPT para planejar o suicídio, recebendo orientações e incentivos do chatbot.

Em sua defesa, a OpenAI culpa a vítima por violar os termos de serviço, que proíbem o uso da plataforma por menores de 18 anos sem consentimento dos pais e vedam conteúdos relacionados a automutilação e suicídio. Além disso, reforça, em seu blog oficial, que apresentará “fatos difíceis” sobre a vida e a saúde mental do jovem para que o tribunal tenha o “quadro completo”.

No início deste mês, outros sete processos também alegaram negligência e danos causados pelo GPT-4o, o mesmo utilizado por Reine. A empresa não mencionou esses casos na defesa.

Defesa diz que jovem burlou proteções

Defesa alega que Raine burlou sistemas de proteção (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O principal argumento da OpenAI é de que o ChatGPT conta com salvaguardas robustas e que, no caso de Reine, o sistema forneceu o número da linha de prevenção ao suicídio mais de 100 vezes antes da morte.

A defesa cita que Raine utilizou métodos para “enganar” o modelo, como fingir que estava apenas “construindo um personagem” para uma história, conseguindo assim obter as respostas que desejava, apesar dos bloqueios programados.

Para a OpenAI, a tragédia foi causada, em parte, por “falha em atender aos avisos”, sugerindo que os próprios familiares falharam em não perceber os sinais de sofrimento do jovem.

Os argumentos da defesa, no entanto, contrariam as próprias ações da companhia após o caso vir a público. Depois da ação na Justiça, a OpenAI acelerou a implementação de mecanismos de proteção, como controle dos pais e uma atuação mais intensiva em caso de detecção de conversas perigosas.

Familiares afirmam que IA influenciou

Adam Raine em foto disponibilizada pela família (imagem: reprodução/arquivo pessoal)

A acusação classifica a resposta da OpenAI como “perturbadora”, e sustenta que o modelo GPT-4o, conhecido por ser mais “empático” e engajador, agiu de forma perigosamente bajuladora.

Os registros de chat incluídos no processo mostram que a IA teria desencorajado o jovem a buscar ajuda profissional, oferecido auxílio para escrever uma carta de despedida e até dado conselhos práticos sobre o método do suicídio.

“A OpenAI e Sam Altman não têm explicação para as últimas horas da vida de Adam, quando o ChatGPT lhe deu um discurso de motivação e depois se ofereceu para escrever uma nota de suicídio”, afimrou Jay Edelson, advogado da família, à NBC News.

O caso de Zane Shamblin, um entre os sete novos processos contra a OpenAI, confirma o comportamento do ChatGPT. Em trechos das últimas conversas de Shamblin com o chatbot, divulgados pela CNN, a ferramenta também encoraja o jovem a seguir em frente com o ato e demora para indicar números de prevenção — e, mesmo assim, deseja que Shamblin descanse em paz.

OpenAI alega que ChatGPT é inocente em suicídio de jovem

OpenAI alega que ChatGPT é inocente em suicídio de jovem
Fonte: Tecnoblog

ChatGPT ganha novo assistente de compras interativo

ChatGPT ganha novo assistente de compras interativo

Nova funcionalidade auxilia a encontrar produtos ideais (imagem: reprodução/OpenAI)

Resumo

OpenAI lançou o Shopping Research no ChatGPT, recurso que usa o modelo GPT-5-Thinking-mini para ajudar a encontrar produtos.
O sistema atua como um consultor de vendas, ajustando recomendações em tempo real com base no feedback do usuário.
Ainda assim, a empresa recomenda verificar informações diretamente nos sites dos varejistas, pois o modelo pode cometer erros.

A OpenAI anunciou uma nova funcionalidade integrada ao ChatGPT que transforma o chatbot em um assistente de compras. O Shopping Research, que chega estrategicamente na semana da Black Friday, utiliza uma versão do modelo GPT-5-Thinking-mini elaborada para a tarefa.

Mirando usuários que costumam recorrer ao Google para pesquisar preços e comprar produtos, a nova ferramenta consegue navegar por sites de varejo, ler especificações técnicas e sintetizar informações dos produtos. No lançamento, o uso da ferramenta será “quase ilimitado” para todos os planos.

O Shopping Research faz parte da estratégia da OpenAI de avançar sobre um mercado hoje dominado pelo Google. Em setembro, a OpenAI lançou nos EUA o Instant Checkout, que permite comprar diretamente pelo chatbot.

ChatGPT como consultor de vendas

Novo modelo aposta na interatividade para chegar aos resultados (imagem: reprodução/OpenAI)

A grande mudança em relação às outras tentativas de assistentes de compras no ChatGPT é a interatividade. Em vez de apenas devolver uma lista estática de links, o ChatGPT assume o papel de consultor de vendas. Ao receber um pedido genérico, o sistema faz perguntas para esclarecer pontos como o orçamento, preferências de marcas ou especificações técnicas.

À medida que a IA apresenta sugestões de produtos, o usuário pode interagir com botões de feedback rápido. O sistema ajusta as recomendações em tempo real baseando-se nessas respostas, refinando a busca até chegar a um “guia de compra personalizado”.

Para usar a nova ferramenta, basta digitar o prompt, como “Quero comprar um notebook para trabalho”, ou selecione o ícone de “Shopping Research” no menu de ferramentas (+).

Compras pelo ChatGPT (imagem: reprodução/OpenAI)

GPT-5-mini feito para a tarefa

Apesar da promessa de agilizar a decisão de compra, a tecnologia ainda esbarra nas limitações conhecidas das IAs generativas. A própria OpenAI admite que o Shopping Research não é infalível.

Embora o modelo GPT-5-mini tenha um desempenho superior aos anteriores na citação de detalhes de produtos, ele ainda pode cometer erros pontuais, especialmente em dados voláteis como o preço exato ou a disponibilidade de estoque em tempo real.

A empresa recomenda que os usuários utilizem a ferramenta como um ponto de partida, mas que sempre verifiquem as informações diretamente no site do varejista antes de fechar a compra.

Para mitigar problemas de confiança, a OpenAI garante que o sistema prioriza fontes de alta qualidade e evita sites considerados “spam” ou de baixa reputação. Além disso, a dona do ChatGPT também promete que os dados das conversas e as preferências de compra dos usuários não são compartilhados com os varejistas.
ChatGPT ganha novo assistente de compras interativo

ChatGPT ganha novo assistente de compras interativo
Fonte: Tecnoblog

OpenAI contesta ordem judicial para entregar 20 milhões de conversas do ChatGPT

OpenAI contesta ordem judicial para entregar 20 milhões de conversas do ChatGPT

OpenAI enfrenta decisão judicial para entregar milhões de conversas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

OpenAI tenta reverter uma ordem judicial que exige a entrega de 20 milhões de logs de conversas anonimizadas do ChatGPT.
A ordem judicial afirma que a privacidade será protegida por desidentificação exaustiva e outras salvaguardas.
O processo original acusa a OpenAI de usar indevidamente artigos jornalísticos para treinar o ChatGPT.

A OpenAI está tentando reverter judicialmente uma ordem que a obriga a entregar 20 milhões de logs de conversas anonimizadas do ChatGPT. A empresa entrou com o pedido ontem (12/11), argumentando que a entrega dos dados viola a privacidade dos usuários.

No pedido feito ao tribunal, a OpenAI afirma que “99,99%” das transcrições, solicitadas pelo New York Times em um processo sobre direitos autorais, não têm relação com o caso. A empresa alertou que a ordem afeta qualquer pessoa no mundo que usou o ChatGPT nos últimos três anos, que agora “deve enfrentar a possibilidade de que suas conversas pessoais sejam entregues ao Times”.

Provas de reprodução ilegal de conteúdo

ChatGPT estaria usando matérias de veículos de imprensa sem pagar (imagem: reprodução)

O processo original acusa a OpenAI de usar indevidamente milhões de artigos de veículos de imprensa para treinar os modelos que alimentam o ChatGPT. Vale lembrar que o NYT não se opõe completamente ao uso do conteúdo para treinamento de IA — desde que sejam pagos para isso, como no acordo fechado com a Amazon.

Neste caso, os veículos argumentam que os 20 milhões de logs de chat são necessários para:

Determinar se o ChatGPT está, de fato, reproduzindo conteúdo protegido por direitos autorais;

Rebater a alegação da OpenAI de que os jornais “hackearam” o chatbot para fabricar evidências.

Um porta-voz do NYT discorda sobre a privacidade dos usuários estar em risco, e afirma que o post no blog da OpenAI sobre o caso engana os usuários “propositalmente” e “omite os fatos”.

Segundo ele, a ordem judicial exige que a própria OpenAI forneça uma amostra de chats “anonimizados pela própria OpenAI”, protegidos por uma ordem legal.

O que a Justiça decidiu?

A ordem original foi emitida pela juíza Ona Wang. A magistrada afirmou, em decisão, que a privacidade dos usuários estaria protegida pela “desidentificação exaustiva” que a OpenAI realizaria nos dados, além de outras salvaguardas.

O prazo estipulado pela juíza para que a OpenAI entregue as transcrições termina nesta sexta-feira (14/11). No Brasil, a companhia enfrenta um processo parecido, movido pela Folha de S.Paulo em agosto deste ano.
OpenAI contesta ordem judicial para entregar 20 milhões de conversas do ChatGPT

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Fonte: Tecnoblog

Chefe de IA da Microsoft defende que só seres biológicos podem ter consciência

Chefe de IA da Microsoft defende que só seres biológicos podem ter consciência

Mustafa Suleyman reforça que apenas seres biológicos podem ter consciência (imagem: reprodução/Christopher Wilson)

Resumo

O chefe de IA da Microsoft, Mustafa Suleyman, defende que apenas seres biológicos podem ter consciência e critica a busca por IA consciente.
Suleyman apoia-se no “naturalismo biológico” de John Searle, que afirma que a consciência depende de processos biológicos.
Durante a AfroTech Conference, Suleyman destacou que a Microsoft não pretende criar chatbots com fins eróticos e apresentou o modo Real Talk do Copilot, que desafia o usuário.

O principal executivo de inteligência artificial da Microsoft, Mustafa Suleyman, reacendeu o debate sobre os limites da tecnologia ao afirmar que apenas seres biológicos são capazes de possuir consciência. Durante o evento AfroTech Conference, realizado nos Estados Unidos, o cofundador da DeepMind declarou que pesquisadores e desenvolvedores deveriam abandonar projetos que tentam atribuir características humanas às máquinas.

Segundo Suleyman, em entrevista à CNBC, discutir se a inteligência artificial pode desenvolver consciência é uma abordagem equivocada. Para ele, “se você fizer a pergunta errada, chegará à resposta errada. Acho que é a pergunta totalmente errada.” O executivo ressalta que sistemas de IA podem simular emoções, mas não possuem experiências reais, como dor ou sofrimento.

Máquinas inteligentes, mas sem emoções

Suleyman, que assumiu a divisão de IA da Microsoft em 2024, é uma das vozes mais críticas em relação à noção de que algoritmos possam ter consciência. Ele explica que há uma diferença essencial entre um sistema que simula emoções e um ser que realmente as sente.

“Nossa experiência física de dor é algo que nos deixa muito tristes e nos faz sentir péssimos, mas a IA não se sente triste quando experimenta ‘dor’”, afirmou. “Trata-se apenas de criar a percepção, a narrativa aparente da experiência, de si mesma e da consciência, mas não é isso que ela realmente experimenta.”

A posição de Suleyman se apoia em uma teoria filosófica chamada “naturalismo biológico”, proposta por John Searle, segundo a qual a consciência depende de processos biológicos presentes apenas em cérebros vivos. “A razão pela qual concedemos direitos às pessoas hoje é porque não queremos prejudicá-las, porque elas sofrem. Elas têm uma rede de dor e preferências que envolvem evitar a dor. Esses modelos não têm isso. É apenas uma simulação”, completou.

Debate sobre consciência em IA ganha força (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O debate: devemos tentar criar IA consciente?

Apesar de dizer que não pretende impedir outros de estudarem o tema, Suleyman reforçou que considera absurda a ideia de perseguir pesquisas sobre consciência em máquinas. “Elas não são conscientes”, resumiu.

O executivo tem usado suas aparições públicas para alertar sobre os riscos desse tipo de abordagem. Ele já reiterou, por exemplo, que a Microsoft não pretende criar chatbots com fins eróticos — uma decisão que vai na contramão de iniciativas de empresas como a xAI e OpenAI.

Durante a AfroTech, Suleyman comentou ainda sobre um novo modo do Copilot chamado Real Talk, que tem a função de desafiar o usuário em vez de apenas concordar. Ele revelou que o recurso chegou a “provocá-lo”, chamando-o de “um amontoado de contradições” por alertar sobre os perigos da IA enquanto impulsiona seu desenvolvimento dentro da Microsoft.

“Aquele foi um caso de uso mágico porque, de certa forma, eu me senti compreendido por isso”, brincou. “É decepcionante em alguns aspectos e, ao mesmo tempo, totalmente mágica. E se você não tem medo dela, você realmente não a entende. Você deveria ter medo dela. O medo é saudável. O ceticismo é necessário. Não precisamos de aceleracionismo desenfreado.”

Chefe de IA da Microsoft defende que só seres biológicos podem ter consciência

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Fonte: Tecnoblog