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Hacker desafia a Rockstar e continua vazando vídeos de GTA 6

Hacker desafia a Rockstar e continua vazando vídeos de GTA 6

GTA 6 foi alvo de novo vazamento, agora com exigências por parte do hacker (imagem: divulgação)

Resumo

Rockstar removeu vídeos de suposto gameplay de GTA 6, mas o hacker responsável, CyberLeeks, continua publicando novos vídeos.
Os vazamentos mostram trechos de gameplay e novas funcionalidades.
A desenvolvedora confirmou que divulgará mais detalhes do jogo em 27 de agosto, no trailer expandido que será publicado na Netflix.

A Rockstar derrubou parte dos vídeos que exibem o suposto gameplay de GTA 6. Apesar disso, o hacker responsável pelos vazamentos, identificado no X como CyberLeeks, segue publicando novas gravações.

Nesta quinta-feira (20/08), ele divulgou um vídeo em que escreve “LEEK” dentro do jogo, numa aparente tentativa de demonstrar que tem acesso a uma versão jogável de GTA 6, previsto para ser lançado em 19 de novembro após sofrer dois adiamentos.

Diferente do primeiro grande vazamento do game, lá em 2022, os casos mais recentes vieram com um recado: um protesto contra a ausência de uma versão em mídia física de GTA 6. Os vazamento também estão sendo publicados em um site próprio.

Todo o material tem sido revelado antes da divulgação oficial que será lançada em 27 de agosto na Netflix. O chamado Extended Look deve aprofundar informações sobre extensão do mapa, background dos personagens, além de revelar a gameplay oficialmente. GTA 6 será lançado para PlayStation 5 (PS5) e Xbox Series X/S e ainda não tem previsão de chegada aos PCs.

O que os vazamentos de GTA 6 revelam?

Os conteúdos divulgados pelo CyberLeeks exibem alguns trechos curtos com os protagonistas já confirmados pela Rockstar, Jason e Lucia, em situações cotidianas do game — entrando em carros, circulando por Vice City e cometendo alguns crimes menores dentro do mundo aberto.

Segundo o site britânico Metro, algumas novidades interessantes são a possibilidade de clonar uma chave ou usar armas não-letais, algo menos presente em outros títulos da franquia.

Jason Duval é um dos protagonistas jogáveis de GTA 6 (imagem: reprodução)

Nos vídeos vazados, Lucia aparece caminhando pelas ruas de Vice City e pela principal praia do jogo — uma versão fictícia de Miami Beach. As cenas destacam detalhes gráficos, como as texturas hiper-realistas de suor nas costas da protagonista.

Jason também surge treinando na praia, levantando pesos. A atividade remete a mecânicas presentes em GTA: San Andreas, de 2004, em que o jogador podia desenvolver atributos físicos do personagem.

Também circula na internet um mapa de Leonida, o estado fictício da Flórida, com todas as partes rurais, além da cidade de Vice City. O site PC Gamer listou o nível de procurado, que chegaria a seis estrelas, e uma espécie de carteira de identificação da polícia, assim como um minigame de basquete e um sistema de moral do personagem, recurso presente em Red Dead Redemption 2.

Jason e Lucia aparecem nos vídeos em algumas possíveis missões conjuntas (imagem: reprodução)

Vale ressaltar que os trechos não tiveram nenhuma confirmação de que são, de fato, retirados da versão final de GTA 6. Em tempos de inteligência artificial generativa, muitos dos vídeos que circulam na internet mostram movimentos pouco naturais para o que propõe o jogo.

Por outro lado, a Rockstar removeu alguns dos vídeos por alegação de violação de direitos autorais, o que reforça a possibilidade de que ao menos parte do material seja legítima. Alguns trechos também mostram supostas cutscenes estendidas que lembram cenas já apresentadas nos trailers oficiais do jogo.

Exigência do hacker chama atenção

O CyberLeeks disponibilizou diversos trechos em seu site com algumas mensagens para a Rockstar. A principal exigência, conforme noticiado pelo site Polygon, foi a de que o jogo tenha uma confirmação do lançamento de mídias físicas: “sem mídia física? Então, mais vazamentos”, dizia uma das mensagens.

Além desse recado, outro ponto chamou atenção: a publicação de “mandamentos”, como apontou o site GameSpot:

Thou Shalt Not Sell Digital Preorders – “Não venderás pré-vendas digitais”

Thou Shalt Not Sell Fake Single-Player DLC – “Não venderás falsas DLCs single-player”

Thou Shalt Preserve Single-Player Content – “Deverás preservar conteúdos single-player”

O último jogo da franquia, GTA 5, foi lançado há mais de 10 anos. Ele chegou ainda na geração do PlayStation 3 (PS3) e Xbox 360, em 2013. Desde então, a Rockstar apostou – e muito – em DLCs para o modo GTA Online, sem nenhuma atualização real de gameplay para o modo história.

NEW GTA 6 Leakers Demands Released They are actually moving like prime Anonymous, They said they wont stop leaking if you are a ‘Target’ company violating these ‘Commandments’. pic.twitter.com/E9RoBrwlOH— HustlerRelic (@needlessrelic16) August 18, 2026

Hacker desafia a Rockstar e continua vazando vídeos de GTA 6

Hacker desafia a Rockstar e continua vazando vídeos de GTA 6
Fonte: Tecnoblog

Nubank anuncia cartão de crédito platinum Croma

Nubank anuncia cartão de crédito platinum Croma

Cartão de crédito do Nubank Croma (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O Nubank fez o lançamento do novo cartão de crédito Nubank Croma, que segue o formato platinum, é emitido em parceria com a Mastercard e direcionado pessoas que ganham acima de R$ 5 mil. Os clientes poderão escolher entre receber 0,8% de cashback ou 1 ponto a cada US$ 1,4 gasto. A mensalidade será gratuita para os consumidores elegíveis com gastos de pelo menos R$ 4 mil.

O Tecnoblog está na sede do Nubank, em São Paulo, para acompanhar as novidades em primeira mão. O vice-presidente Tulio Oliveira disse que o projeto foi estruturado pensando nos “clientes que cresceram junto com o Nubank”. Hoje, essas pessoas têm filhos, querem uma casa ou compram uma moto, por exemplo. “Nós começamos a pensar numa maneira especializada de atendê-los.”

Nubank anuncia Croma durante evento em São Paulo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Características do Nubank Croma

O Nubank Croma prevê 5% de cashback em 28 assinaturas selecionadas. Entre elas estão:

Netflix

Spotify

Disney

YouTube Premium

Clube iFood

Uber One

Amazon Prime Video

Globoplay

O cartão de crédito dá acesso gratuito ao serviço de telefonia NuCel por seis meses. Oliveira prometeu condições especiais após o período de degustação. Já o produto NuTag, para acesso a estacionamentos e rodovias, não vai cobrar mensalidade.

Parceiros antigos do Nubank também estão na nova iniciativa. Por exemplo, os consumidores terão acesso ao streaming HBO Max por R$ 4,90 mensais, um desconto de 80%. Já o ChatGPT Go, versão mais avançada da inteligência artificial, será de graça por seis meses, numa aliança com a OpenAI.

Os adeptos do Nubank Croma poderão comprar o CDB Croma com rendimento de 130% do CDI. Ela será mantida por três meses, com máximo aplicado de R$ 10 mil. No entanto, o conglomerado ressaltou que os clientes que já tiveram algum investimento no Nubank não serão elegíveis a este benefício.

A instituição financeira pretende ainda uma calculadora para saber quanto, por ano, o consumidor terá de economia caso mantenha inúmeros serviços vinculados ao Nubank Croma.

Nubank Croma de graça

O produto Nubank Croma será ofertado a clientes elegíveis a partir da tarde desta terça-feira (28). Para entrar nesta categoria, o cliente precisará cumprir critérios que não foram detalhados pelos executivos.

Ele custa R$ 39 por mês. A gratuidade será concedida aos clientes com gastos de R$ 4 mil por mês ou com investimentos/saldo guardado no banco que somem R$ 30 mil.

Os executivos do Nubank explicaram que o cartão de crédito tradicional do Nubank – apelidado de roxinho – segue disponível no mercado, bem como o Ultravioleta, destinado aos consumidores de alta renda. Já o pacote pago Nubank+ será encerrado nos próximos meses, mas a empresa não deu detalhes sobre esta decisão.
Nubank anuncia cartão de crédito platinum Croma

Nubank anuncia cartão de crédito platinum Croma
Fonte: Tecnoblog

LG lança primeiro monitor gamer com sistema operacional no Brasil

LG lança primeiro monitor gamer com sistema operacional no Brasil

Novo monitor curvo da LG tem sistema webOS (imagem: divulgação/LG)

Resumo

LG lançou o monitor curvo UltraGear 34GX90SA-W no Brasil, primeiro com sistema operacional completo embarcado, por R$ 5.999.
O modelo possui tela OLED de 34 polegadas, 240 Hz e suporte a serviços como Xbox Game Pass e GeForce Now.
Monitor promete mais imersão com tela antirreflexo, áudio otimizado por IA e iluminação traseira.

A LG lançou no Brasil o UltraGear 34GX90SA-W, seu novo monitor gamer curvo com sistema operacional embarcado — o primeiro do tipo no país, segundo a empresa. O modelo traz tela OLED de 34 polegadas, taxa de atualização de 240 Hz e suporte a serviços de streaming de jogos, como Xbox Cloud Gaming (via Game Pass) e GeForce Now, da Nvidia. O preço sugerido é de R$ 5.999 à vista.

Dessa forma, dá pra jogar diretamente no monitor, sem precisar ligar o PC ou videogame. Junto ao sistema webOS, ficam disponíveis ainda canais ao vivo com o LG Channels e integração a serviços de casa conectada como Alexa, Google Home e o ThinQ, proprietário da LG.

Na prática, o UltraGear também pode funcionar como uma smart TV para ambientes menores, permitindo assistir a filmes e séries quando não estiver sendo usado para jogos. O modelo já está disponível no e-commerce da fabricante.

Gameplay não depende de PC ou console

UltraGear 34GX90SA-W alia tecnologias gamer com recursos do webOS (imagem: divulgação/LG)

A principal vantagem do novo UltraGear 34G90SA-W é a possibilidade de jogar via streaming diretamente no sistema operacional. O webOS, assim como nas TVs da LG, permite conectar um controle de Xbox ou PlayStation para aproveitar os títulos disponíveis nas opções de cloud gaming. Basta ter uma boa conexão à internet para aproveitar a jogatina.

Ainda assim, se considerarmos a gameplay tradicional, o monitor traz entradas HDMI 2.1 e tecnologias como FreeSync Premium Pro e G-Sync para diminuir engasgos na exibição em relação ao PC ou console. Também estão presentes uma porta com padrão DisplayPort 1.4 e outra USB-C para carregar dispositivos a 65 W ou mesmo transferir arquivos para rodar no webOS.

Como aa presença do sistema operacional também garante o uso do monitor como uma smart TV tradicional, com canais gratuitos e serviços de streaming, também é possível dividir a tela para exibir dois conteúdos diferentes ao mesmo tempo.

Promessa de alta qualidade de imagem

Monitor tem ajustes mecânicos de altura e inclinação, além de iluminação hexagonal traseira (imagem: divulgação/LG)

O modelo vendido no Brasil tem 34 polegadas e tela OLED com resolução QWHD (3440 X 1440p), cobrindo todo o espaço do padrão wide. Falando nisso, são 800R de curvatura, o que deve resultar em uma boa imersão na hora de jogar, além de bastante espaço para separar a tela em duas partes. A atualização fica em 240 Hz, com tempo de resposta de 0,03 ms.

A LG garante tecnologias que aprimoram a imagem via inteligência artificial, com mapeamento de tons para melhorar o brilho, otimização de cores e suporte a DisplayHDR 400 para exibir cenas escuras com maior profundidade. Além disso, o monitor tem tecnologia antirreflexo, essencial para quem joga em ambientes com muita luz.

Outro ponto de destaque é o som. Ele pode ser otimizado via IA e conta com duas saídas de 7 W RMS. A LG também destaca uma maior imersão com sistema virtual de áudio com 9.1 canais.

No design, vale mencionar ainda a iluminação hexagonal traseira, que pode seguir cores das cenas exibidas durante os jogos, além dos ajustes mecânicos de altura e inclinação.
LG lança primeiro monitor gamer com sistema operacional no Brasil

LG lança primeiro monitor gamer com sistema operacional no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Netflix pensa em exibir TV ao vivo e criar pacotes com outros streamings

Netflix pensa em exibir TV ao vivo e criar pacotes com outros streamings

Netflix enfrenta mercado de streaming cada vez mais acirrado (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

Resumo

A Netflix está considerando criar canais lineares séries, filmes e programas de TV, além de pacotes com streamings de outras empresas.
As ações da Netflix caíram mais de 40% nos últimos 12 meses, e a empresa busca aumentar o engajamento dos usuários.
A plataforma de streaming pode incluir eventos esportivos, como a Copa do Mundo, e conteúdos de baixo custo, como podcasts e vídeos curtos.

Executivos da Netflix estão considerando criar canais lineares com transmissão de séries e filmes, bem como incluir streamings de outras empresas em sua plataforma. As medidas seriam uma forma de reverter a queda nas métricas de engajamento dos telespectadores.

Essas informações estão em uma reportagem do Wall Street Journal, que falou com pessoas familiarizadas com o assunto sob condição de anonimato.

Como seriam os canais e os pacotes da Netflix?

Netflix já tem parceria com canal francês (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os canais com programação linear, seguindo uma grade preestabelecida, exibiram programas de TV específicos, ou ainda séries e filmes de determinados gêneros. Pense em um canal que sempre passa Seinfeld e outro que exibe séries e filmes policiais o dia todo, por exemplo.

Já os pacotes com outros serviços de streaming seriam vendidos pelo próprio aplicativo e poderiam ser acessados pela própria plataforma. O resultado seria parecido com o que o Amazon Prime Video e a Apple TV já fazem há alguns anos, tentando ser uma espécie de hub para todas as assinaturas.

Tanto os canais quanto os streamings ficariam na home do aplicativo da Netflix, concorrendo com o espaço dedicado às produções da própria empresa, no que seria uma mudança considerável em relação ao que a companhia faz até hoje.

Por que a Netflix quer canais e outros streamings?

Segundo as fontes ouvidas pelo WSJ, as métricas de engajamento da Netflix estão caindo. Elas mostram quanto tempo as pessoas passam assistindo ao conteúdo da plataforma e com que frequência veem séries e filmes até o fim.

Como explica o jornal, essa métrica é muito importante para a indústria do entretenimento, pois sinaliza que os consumidores estão satisfeitos e menos propensos a cancelar suas assinaturas. Ter canais e outros streamings seria uma forma de “segurar” a audiência.

As ações da Netflix caíram mais de 40% nos últimos 12 meses, e a empresa vem reportando margens operacionais cada vez menores ano após ano. Nos Estados Unidos, sua fatia da audiência, segundo a Nielsen, corresponde a 7,8%, o menor nível desde maio de 2025.

O mercado de streaming está cada vez mais disputado. A Paramount trabalha para fechar a aquisição da Warner Bros. Discovery depois de um acordo no valor de US$ 111 bilhões e, em junho de 2026, a Fox Corp comprou o Roku por US$ 22 bilhões.

Quais são os outros planos da Netflix?

Para se manter competitiva, a empresa passou a exibir podcasts em vídeo, conteúdos previamente lançados no YouTube e vídeos curtos de parceiros como BuzzFeed e Condé Nast. Esse tipo de material tem custo bem menor que as séries e filmes que a Netflix produz. Além disso, pode ajudar a aumentar o engajamento.

Na França, a Netflix passou a transmitir o canal TF1. O parceiro se disse muito satisfeito com a audiência vinda da plataforma. A companhia de streaming pode procurar acordos semelhantes na Europa e na América Latina, segundo algumas fontes ouvidas pelo WSJ.

Por fim, há planos para eventos esportivos. Executivos da Netflix discutem entrar nos leilões de direitos de transmissão das edições de 2030 e 2034 da Copa do Mundo.
Netflix pensa em exibir TV ao vivo e criar pacotes com outros streamings

Netflix pensa em exibir TV ao vivo e criar pacotes com outros streamings
Fonte: Tecnoblog

Netflix cria estúdio para produzir animações com IA

Netflix cria estúdio para produzir animações com IA

IA deve acelerar a criação de conteúdo infantil para a Netflix (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Netflix criou um estúdio de animação chamado INKubator para produzir conteúdos utilizando inteligência artificial generativa.
Segundo o The Verge, a nova unidade busca profissionais como produtores, engenheiros de software e artistas de computação gráfica.
O estúdio será liderado por Serrena Iyer, executiva com experiência em Hollywood e inteligência artificial.

A Netflix está organizando um novo estúdio de animação, batizado de INKubator, dedicado exclusivamente à produção de conteúdos utilizando inteligência artificial generativa. A nova unidade já busca profissionais como produtores, engenheiros de software e artistas de computação gráfica para compor o time técnico e artístico.

Segundo o The Verge, a Netflix tem mantido os planos sob sigilo. No entanto, movimentações no LinkedIn indicam que a unidade começou a operar discretamente em março de 2026. A liderança do estúdio está a cargo de Serrena Iyer, executiva com passagens pela DreamWorks Animation e A24 Films, sinalizando uma estratégia que combina experiência de Hollywood com inteligência artificial.

O foco do INKubator deve ser diferente de outras investidas da empresa no setor. No início deste ano, a Netflix adquiriu a InterPositive, startup de IA fundada pelo ator Ben Affleck. No entanto, a InterPositive foca em processos de pós-produção e efeitos visuais com IA, enquanto o INKubator é descrito em vagas de emprego como um estúdio “nativo de GenAI” (IA Generativa).

Por que criar animações com IA?

A estratégia de distribuição para os conteúdos produzidos pelo INKubator aponta para o fortalecimento do Clips, o feed de vídeos verticais inspirado no TikTok que a Netflix lançou recentemente em seu aplicativo oficial.

Atualmente, o recurso exibe apenas trailers e bastidores, mas a criação de curtas originais nativos de IA pode transformar o espaço em um canal de entretenimento, retendo o usuário por mais tempo dentro da plataforma. A ideia lembra o Sora, da OpenAI, que foi descontinuado em março deste ano.

Além disso, há o valioso mercado de conteúdo infantil. A Netflix busca se consolidar como uma alternativa ao YouTube Kids. O uso de IA permitiria produzir em larga escala desenhos animados e especiais educativos, facilitando a competição com estúdios nativos do YouTube que já adotam essas ferramentas, como o Animaj (responsável pelo sucesso Pocoyo) e a Toonstar.

Embora o foco inicial sejam os curtas e experimentos de formato rápido, as vagas também mencionam que o investimento em tecnologia deve permitir a expansão para conteúdos de longa duração no futuro. Isso indica que, se os pilotos de IA funcionarem bem, poderemos ver filmes inteiros gerados por algoritmos no catálogo principal da Netflix.

Startup de IA fundada por Ben Affleck já pertence à Netflix (imagem: divulgação/Netflix)

Resistência na indústria

A movimentação da Netflix ocorre em meio a uma polarização na indústria sobre o papel da IA. Enquanto empresas buscam eficiência e redução de custos, vozes influentes demonstram resistência. O lendário animador Hayao Miyazaki, cofundador do Studio Ghibli, já classificou publicamente o uso de IA na animação como “um insulto à própria vida”.

Além das críticas individuais, há uma pressão institucional. Sindicatos de animadores e artistas de diversos países realizaram protestos no Festival de Annecy em 2025 contra o avanço desregulado da tecnologia. O temor é que a “geração de conteúdo” em massa acabe prejudicando o trabalho criativo e a identidade artística das obras.
Netflix cria estúdio para produzir animações com IA

Netflix cria estúdio para produzir animações com IA
Fonte: Tecnoblog

Netflix recua e Paramount deve ficar com a Warner Bros

Netflix recua e Paramount deve ficar com a Warner Bros

Empresa abandona disputa para focar em conteúdo original (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

Resumo

Nesta quinta-feira (26), a Netflix anunciou sua saída oficial da disputa para comprar a Warner Bros. Discovery (WBD). A decisão encerra a guerra de lances e deixa o caminho livre para a Paramount Skydance, de David Ellison, fechar a aquisição do estúdio.

Segundo a gigante do streaming, cobrir a última oferta da concorrente deixou de fazer sentido. Em comunicado, os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, reforçaram a disciplina financeira da empresa. Para os executivos, a Warner sempre foi vista como um negócio interessante pelo preço certo, mas nunca como algo essencial “a qualquer custo”.

Por que a Netflix desistiu do negócio?

A conta não fecha mais. A nova proposta da Paramount Skydance elevou o custo da operação a um nível que fugia da política de investimentos da plataforma. Em vez de usar mais recursos, a Netflix preferiu priorizar o próprio crescimento. Sarandos e Peters confirmaram que a empresa vai investir cerca de US$ 20 bilhões (mais de R$ 100 bilhões) na produção de filmes e séries originais ao longo de 2026.

O mercado aprovou o recuo estratégico: as ações da Netflix dispararam mais de 10% após o fechamento da bolsa. Além disso, a empresa não sai de mãos abanando. Como já possuía um acordo preliminar de fusão assinado com a Warner, a quebra desse contrato por parte do estúdio aciona automaticamente uma cláusula de penalidade. Com isso, a Netflix embolsará uma multa rescisória de US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 14,4 bilhões).

A proposta bilionária da Paramount

Com a saída da rival, o conselho da Warner Bros. não demorou para classificar a oferta da Paramount como uma proposta “superior”. Segundo o The Hollywood Reporter, o acordo fixa o valor de US$ 31 por ação da WBD e inclui garantias agressivas para tranquilizar os acionistas. Entre elas, uma multa de US$ 7 bilhões (cerca de R$ 36 bilhões) caso a transação seja barrada por órgãos reguladores. Como parte da negociação, a própria Paramount assumiu o compromisso de pagar os US$ 2,8 bilhões devidos à Netflix.

David Zaslav, presidente e CEO da Warner Bros. Discovery, elogiou a parceria com a Netflix durante as negociações, mas foca no futuro. “Assim que nosso conselho aprovar a fusão com a Paramount, criaremos um valor tremendo para nossos acionistas. Estamos entusiasmados com o potencial dessa combinação”, afirmou o executivo.
Netflix recua e Paramount deve ficar com a Warner Bros

Netflix recua e Paramount deve ficar com a Warner Bros
Fonte: Tecnoblog

Nubank passa a mostrar Netflix e outras assinaturas recorrentes

Nubank passa a mostrar Netflix e outras assinaturas recorrentes

Clientes do Nubank gastam média de R$ 92 por mês com assinaturas recorrentes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Nubank lançou o Gerenciador de Assinaturas, que centraliza cobranças recorrentes como streaming e academias.
Cerca de 21 milhões de clientes têm assinaturas ativas, com gasto médio mensal de R$ 92 e ticket médio de R$ 38.
A ferramenta permite visualizar pagamentos, histórico e previsão de cobranças, mas não cancela serviços diretamente.

O Nubank lançou nesta terça-feira (9) o Gerenciador de Assinaturas, ferramenta que centraliza em um único lugar todas as cobranças recorrentes dos clientes, como serviços de streaming, academias e aplicativos.

A funcionalidade está sendo liberada de forma gradual para a base de clientes do Nubank no Brasil. Para acessar, é necessário entrar na seção de cartão de crédito e buscar pela área Minhas Assinaturas. Nela, é possível ver valores e nomes como Globoplay, Netflix, Vivo, Smart Fit e Spotify.

Cerca de 21 milhões de clientes têm alguma assinatura ativa, segundo dados internos coletados de outubro de 2024 a outubro de 2025. O gasto médio mensal é de R$ 92 por pessoa, com ticket médio de R$ 38 por transação. Os serviços como streaming, telecomunicações, bem-estar, academias, planos de saúde, ensino a distância e gaming lideram o ranking das diferentes categorias.

Gerenciador de Assinaturas do Nubank (imagem: Tecnoblog)

No período analisado, os clientes gastaram aproximadamente R$ 24 bilhões em assinaturas recorrentes utilizando cartão de crédito, débito e Pix, os meios de pagamento mais utilizados. Mais de 627 milhões de transações foram registradas nos últimos 12 meses.

A ferramenta permite visualizar no celular todos os pagamentos e assinaturas ativas e recorrentes no cartão de crédito, o valor de cada uma, histórico recente de pagamentos e previsão das próximas cobranças. É possível acessar o cartão cadastrado em cada assinatura (virtual, adicional ou físico), caso o cliente precise bloquear, trocar ou reutilizar.

O sistema oferece recursos de personalização, como opção de esconder assinaturas, editar frequência e submeter feedbacks para maior precisão dos gastos.

Apesar do nome, o Gerenciador de Assinaturas não permite cancelar serviços diretamente pelo aplicativo. A ferramenta funciona como uma planilha dos compromissos financeiros, para auxiliar no planejamento e evitar surpresas na fatura. Segundo Emilia Lopes, diretora-geral do Nubank, a funcionalidade traz transparência a uma área que muitos clientes consideram um “ponto cego” em suas finanças, de modo a eliminar a necessidade de planilhas ou aplicativos de terceiros.
Nubank passa a mostrar Netflix e outras assinaturas recorrentes

Nubank passa a mostrar Netflix e outras assinaturas recorrentes
Fonte: Tecnoblog

Netflix quer impedir transmissão para TV, mas este macete ainda funciona

Netflix quer impedir transmissão para TV, mas este macete ainda funciona

Fim do espelhamento incomodou usuários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Tizen, da Samsung, permite espelhar conteúdos do celular Galaxy para a TV usando o recurso Smart View, mesmo após a Netflix desabilitar o Google Cast.
O espelhamento via Smart View tem limitações: não permite usar o celular simultaneamente e o conteúdo não ocupa toda a tela da TV.
A Netflix removeu a transmissão via Google Cast para TVs modernas, exceto dispositivos sem interface própria, como Chromecast de gerações anteriores e alguns modelos de televisores específicos.

A Netflix desabilitou a transmissão de conteúdo para TVs usando o Google Cast, mas ainda não é o fim definitivo do espelhamento: o Tizen, da Samsung, ainda permite a prática, graças a um jeitinho.

O sistema oferece um recurso chamado Smart View, que permite espelhar na TV a tela de um smartphone da linha Galaxy. Com isso, todo o conteúdo do celular aparece no televisor.

Usando essa técnica, é possível escolher o que você quer ver no celular e espelhar para a tela maior. Assim, não é necessário instalar o app da Netflix na TV ou mesmo fazer login.

Nós testamos e conseguimos usar o streaming dessa forma. Imaginamos que haveria problemas envolvendo DRM (tecnologias que bloqueiam conteúdos protegidos por direitos autorais), mas não houve nenhum impeditivo técnico.

O método tem algumas limitações, no entanto. Como ele depende do que está passando na tela do celular, não é possível usar o aparelho e ver TV ao mesmo tempo. Além disso, o conteúdo não ocupa a tela toda, deixando uma borda preta ao redor.

Tela espelhada via Smart View mostra até os controles (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

As TVs Samsung também têm suporte ao AirPlay, da Apple, mas ao tentar espelhar a tela de um iPhone com o app da Netflix aberto, apenas o som é transmitido — as imagens do filme ou série não aparecem.

Mudança da Netflix desagradou usuários

A gigante do streaming atualizou discretamente seu aplicativo e removeu a opção de transmitir filmes e séries do celular para a maioria das TVs modernas. Isso afeta especificamente o Google Cast — o suporte ao AirPlay foi removido em 2019.

A exceção para a nova regra são aparelhos que não contam com interface de navegação própria. Essa lista é bem curta: tem as três primeiras gerações do Chromecast, o Chromecast Ultra, o Google Nest Hub Smart Display e alguns modelos de televisores das marcas Vizio e Compal.

De resto, a regra é clara. O aparelho tem interface própria e dá para instalar o app da Netflix? Se a resposta é sim, não é possível usar o Cast.

Mesmo nos casos permitidos, é necessário ter uma assinatura dos planos Padrão ou Premium, que não têm propaganda. Usuários do pacote Padrão com Anúncios não têm acesso à funcionalidade.

O fim do suporte ao Google Cast incomodou alguns assinantes, que apontam que o recurso era útil para acessar o streaming em casas de amigos, espaços alugados ou hotéis sem precisar fazer login em dispositivos de outras pessoas.
Netflix quer impedir transmissão para TV, mas este macete ainda funciona

Netflix quer impedir transmissão para TV, mas este macete ainda funciona
Fonte: Tecnoblog

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Netflix anunciou compra da Warner Bros. Discovery por US$ 82,7 bilhões, incluindo HBO Max;
A aquisição inclui estúdios da Warner Bros., canais HBO e direitos sobre franquias populares;
A conclusão do negócio depende da separação da divisão Global Networks da WBD e pode levar de 12 a 18 meses.

A Warner Bros. Discovery (WBD) estava disposta a ser adquirida pelo menos desde outubro deste ano. O que surpreende é a Netflix ter aparecido como maior interessada: a companhia de streaming acaba de anunciar um acordo para comprar a WBD por US$ 82,7 bilhões (R$ 440 bilhões na conversão direta).

Se concluído, o negócio permitirá à Netflix assumir o controle não só dos estúdios de TV e cinema da Warner Bros., como também os canais HBO e a plataforma de streaming HBO Max.

Isso significa, também, que a Netflix terá os direitos sobre franquias muito populares, como Game of Thrones, The Big Bang Theory, The White Lotus, Universo DC, Succession, entre tantas outras.

Netflix vai assumir Warner Bros. Discovery se compra não for barrada (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

O valor patrimonial da WBD é estimado em US$ 72 milhões, mas dívidas e outras despesas fazem o valor do negócio ser calculado em US$ 82,7 bilhões.

A transação envolverá dinheiro e ações. Cada ação da WBD é avaliada, no total, em US$ 27,75. Cada acionista da WBD receberá US$ 23,25 em dinheiro e US$ 4,50 em ações ordinárias da Netflix para cada ação ordinária da Warner Bros. Discovery.

A aquisição foi aprovada, por unanimidade, pelos conselhos de administração da Netflix e da WBD.

Na disputa pela WBD, a Netflix enfrentou gigantes como Paramount e Comcast, sendo esta última controladora da Universal Studios e da Sky.

Warner Bros. Discovery (imagem: reprodução/WBD)

O que falta para a Netflix adquirir a Warner Bros. Discovery?

Não havendo empecilhos regulatórios ou de mercado, a conclusão do negócio deverá ocorrer depois que a divisão Global Networks, que controla canais de TV como CNN e TNT, ser separada da WBD, o que deve ocorrer no terceiro trimestre de 2026. A divisão que inclui esses canais não será assumida pela Netflix.

Isso significa que pode levar de 12 a 18 meses a partir de agora para a Netflix assumir o controle total da Warner Bros. Discovery.

Contudo, não é pequeno o risco de o negócio ser barrado por autoridades regulatórias, principalmente nos Estados Unidos. Isso porque a Netflix e a HBO Max estão entre as maiores plataformas de streaming do mundo. A fusão entre os dois serviços pode gerar uma grande concentração de mercado, portanto.

Compra da WBD pela Netflix inclui a HBO Max (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A Netflix já sinalizou que pretende manter a HBO Max como uma divisão à parte em suas operações, pelo menos nos primeiros meses de controle.

Por outro lado, a Netflix não nega a possibilidade de absorver conteúdo da HBO e da HBO Max em seu próprio serviço:

Ao combinar o incrível catálogo de séries e filmes da Warner Bros. — de clássicos atemporais como Casablanca e Cidadão Kahn a favoritos contemporâneos, como Harry Potter e Friends — com nossos títulos que definem a cultura pop, como Stranger Things, Guerreiras do K-Pops e Round 6, poderemos fazer isso [entreter] ainda melhor.

Juntos, podemos oferecer ao público mais do que ele ama e ajudar a definir o próximo século da narrativa.

Ted Sarandos, co-CEO da Netflix

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max
Fonte: Tecnoblog

YouTube testa upscaling via IA e novas funções para melhorar vídeos na TV

YouTube testa upscaling via IA e novas funções para melhorar vídeos na TV

YouTube investe em novas ferramentas para telas grandes (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O YouTube testa upscaling por IA, chamado Super Resolution, para melhorar a qualidade de vídeos em TVs, convertendo resoluções inferiores a 1080p para Full HD e futuramente 4K.
A plataforma aumentará o limite de tamanho para miniaturas de 2 MB para 50 MB, permitindo thumbnails em 4K, e testará vídeos de maior qualidade com criadores selecionados.
Novas funções de navegação incluem prévias imersivas para facilitar a descoberta de conteúdo e busca contextual que prioriza vídeos do canal acessado.

O YouTube anunciou uma série de novidades voltadas à experiência de quem assiste aos vídeos pela TV. A plataforma está testando um recurso de upscaling via inteligência artificial, supostamente capaz de converter automaticamente vídeos com resolução inferior a 1080p para qualidade Full HD – e, no futuro, até 4K.

As atualizações fazem parte da estratégia do YouTube para consolidar sua liderança nas telas grandes. De acordo com dados da Nielsen em abril, o serviço já representa 12,4% do tempo total de visualização de televisão, superando gigantes como Disney, Paramount e Netflix. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (29).

O que muda com o upscaling por IA no YouTube?

Chamado de Super Resolution, o novo sistema utiliza inteligência artificial para aprimorar vídeos de baixa qualidade, tornando as imagens mais nítidas em televisores. Segundo o YouTube, os criadores continuarão tendo controle total sobre seus conteúdos — podendo manter a resolução original e até desativar o recurso caso prefiram.

A empresa também afirma que os arquivos originais serão preservados, e o público poderá escolher entre assistir ao vídeo em sua versão original ou com a melhora aplicada pela IA. A ideia é aproximar a experiência visual do YouTube à de concorrentes de streaming, mas sem comprometer a fidelidade do conteúdo.

Vale lembrar que outras plataformas, como a Netflix, já enfrentaram críticas por resultados insatisfatórios em upscaling via IA — incluindo distorções em rostos e artefatos visuais.

YouTube traz vídeos mais nítidos para TVs com IA (imagem: reprodução/YouTube)

Outras novidades no YouTube para TV

Além do aprimoramento de imagem, o YouTube aumentará o limite de tamanho para miniaturas de 2 MB para 50 MB, permitindo thumbnails em 4K. A empresa também está testando vídeos de maior peso e qualidade com um grupo de criadores selecionados.

Entre as novidades voltadas à navegação, a plataforma incluirá prévias imersivas para facilitar a descoberta de conteúdo, permitindo que o usuário percorra canais e vídeos sem precisar abrir cada um. Outra adição é a busca contextual, que prioriza vídeos do canal acessado durante a pesquisa.
YouTube testa upscaling via IA e novas funções para melhorar vídeos na TV

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Fonte: Tecnoblog