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Quem foi Steve Jobs? Confira a biografia do cofundador da Apple

Quem foi Steve Jobs? Confira a biografia do cofundador da Apple

Conheça a história por trás do legado de Steve Jobs (imagem: Reprodução/Albert Watson)

Steve Jobs foi o visionário cofundador da Apple que transformou a computação pessoal e moldou os eletrônicos modernos. Além da tecnologia, ele revolucionou o cinema de animação ao liderar e expandir os estúdios da Pixar.

Entre seus maiores feitos estão a criação do PC Macintosh em 1984 e a revitalização do mercado de computadores com o iMac nos anos 1990. Ele também mudou o consumo de música com o iPod nos anos 2000 e foi responsável pelo lançamento do iPhone em 2007. 

O lendário executivo faleceu em 5 de outubro de 2011, aos 56 anos, na Califórnia, em decorrência de complicações de um câncer. No entanto, seu legado permanece vivo como um dos principais ícones da inovação e do design minimalista.

A seguir, saiba mais sobre a carreira profissional de Steve Jobs e seu impacto na tecnologia moderna. Também descubra as ações que fizeram ele ser considerado um executivo visionário. 

ÍndiceQuem foi Steve Jobs?Qual era a formação de Steve Jobs?Como foi a carreira profissional de Steve JobsQuais foram os principais feitos de Steve Jobs?Quando Steve Jobs faleceu?Qual foi a causa da morte de Steve Jobs?Qual era a fortuna de Steve Jobs ao falecer?Por que Steve Jobs foi considerado um visionário?

Quem foi Steve Jobs?

Steve Jobs, nascido em 24 de fevereiro de 1955, foi um inventor e cofundador da Apple que revolucionou a computação pessoal e moldou os eletrônicos de consumo modernos. Além de ser o CEO da Apple, ele atuou como principal investidor e presidente do conselho dos estúdios de animação Pixar.

Qual era a formação de Steve Jobs?

Jobs frequentou a Reed College, em Portland, no Oregon (EUA), por apenas seis meses antes de abandonar a graduação de Artes Liberais em 1972. Ele optou por permanecer como aluno ouvinte em aulas de caligrafia e artes, moldando sua visão estética única.

Essa base humanística permitiu que ele integrasse design tipográfico e simplicidade funcional aos computadores da Apple anos depois. Jobs priorizou o aprendizado autodidata e a criatividade técnica em vez de seguir currículos acadêmicos tradicionais.

Steve Jobs na West Coast Computer Faire, em São Francisco, evento onde o computador Apple II foi apresentado em 1977 (imagem: Tom Munnecke/Getty Images)

Como foi a carreira profissional de Steve Jobs

A trajetória de Steve Jobs começou em 1976 ao fundar a empresa Apple Inc. com Steve Wozniak, lançando o importante computador Apple II em 1977. Apesar do seu papel único, conflitos internos com a diretoria levaram à sua saída forçada da própria companhia em 1985.

Fora da Apple, ele fundou a empresa de softwares NeXT Computer em 1985 e adquiriu a divisão gráfica da Lucasfilm em 1986, que se tornaria os estúdios Pixar. Essas iniciativas consolidaram sua reputação como visionário tanto na computação quanto no cinema de animação digital.

O retorno triunfal ocorreu em 1997, quando a Apple adquiriu a NeXT e Jobs reassumiu o comando como CEO. Ele reestruturou a operação e usou o sistema operacional NeXTSTEP como base para o desenvolvimento do moderno macOS.

Sob sua liderança, a marca lançou o icônico iMac em 1998 e diversificou o mercado com o iPod em 2001, integrando música e tecnologia por meio do iTunes. Essas inovações salvaram a empresa da falência, transformando-a em uma referência de design e integração entre hardware e software.

A consagração definitiva veio com o lançamento do iPhone (2007) e do iPad (2010), dispositivos que redefiniram a computação móvel e a comunicação digital. Jobs deixou o comando da Apple em 2011 por motivos de saúde, consolidando um legado de liderança incomparável.

Steve Jobs nos escritórios da Apple em 1984, um ano antes de ser forçado a sair da própria empresa (imagem: Reprodução/Norman Seeff)

Quais foram os principais feitos de Steve Jobs?

Os principais feitos de Steve Jobs auxiliaram a Apple a se tornar uma das maiores big techs do mundo, unindo design intuitivo a modelos de negócios disruptivos. Sua trajetória é marcada pela transformação de setores inteiros, da computação ao entretenimento digital:

Cofundação da Apple e o Apple II: criou a empresa ao lado de Steve Wozniak em 1976 e lançou o Apple II em 1977, o primeiro microcomputador de sucesso produzido em escala industrial para o consumidor comum;

Pioneirismo com o Macintosh original: introduziu o primeiro computador comercial bem-sucedido com interface gráfica e mouse em 1984, substituindo linhas de comando por ícones visuais acessíveis;

Revolução na animação com a Pixar: adquiriu o que viria a ser a Pixar em 1986, financiando o primeiro longa-metragem totalmente digital, Toy Story (1995), e mudando para sempre a indústria do cinema;

Recuperação estratégica da Apple: retornou à empresa que fundou em 1997 para salvá-la da falência iminente, eliminando produtos obsoletos e restaurando a rentabilidade com foco em inovação;

Revitalização com o iMac: lançou o computador “tudo em um” com design colorido e transparente em 1998, reafirmando a Apple como líder em estética e conectividade simples;

Transformação da música com o iPod e iTunes: redefiniu o consumo fonográfico ao integrar hardware portátil e uma loja virtual eficiente, reduzindo o domínio do CD físico no mercado;

Criação do iPhone e a era mobile: foi o inventor do iPhone em 2007, dispositivo que fundiu celular, navegador de internet e player de mídia, além de estabelecer o padrão para todos os smartphones modernos;

Ecossistema da App Store: em 2008, introduziu a loja de aplicativos que permitiu a desenvolvedores terceiros expandirem as funcionalidades do celular, criando uma economia digital;

Popularização dos tablets com o iPad: lançou uma categoria intermediária de dispositivos em 2010, otimizando o consumo de conteúdo e a produtividade móvel em telas grandes;

Integração entre hardware e software: implementou uma filosofia de ecossistema fechado onde o controle total sobre o design e o sistema garante uma experiência de usuário fluida.

Steve Jobs apresentando o primeiro iPhone, em 2007 (imagem: reprodução/Getty Images)

Quando Steve Jobs faleceu?

Steve Jobs morreu em 5 de outubro de 2011, aos 56 anos, em Palo Alto, na Califórnia (EUA).

Qual foi a causa da morte de Steve Jobs?

A causa da morte de Jobs foi uma parada respiratória decorrente de complicações de um tumor neuroendócrino de pâncreas, uma variante rara e de crescimento lento. A doença progrediu ao longo de anos, resultando em metástase e falência múltipla de órgãos.

Segundo a biografia de Steve Jobs, escrita por Walter Isaacson, o executivo recusou inicialmente a cirurgia recomendada em favor de terapias alternativas. Ele se arrependeu do atraso e, posteriormente, submeteu-se a um transplante de fígado e tratamentos genéticos avançados, porém sem sucesso.

Qual era a fortuna de Steve Jobs ao falecer?

Ao falecer em 2011, a fortuna de Steve Jobs era estimada em cerca de US$ 10 bilhões. Esse patrimônio provinha majoritariamente de sua participação na Disney após a venda da Pixar, além de ações remanescentes da Apple.

A herança foi transferida integralmente para sua viúva, Laurene Powell Jobs, que direcionou os recursos para projetos filantrópicos. Segundo a filosofia do casal, os filhos não receberam fatias diretas ou bilionárias desses ativos.

Steve Jobs construiu um legado único no mundo da tecnologia, inspirando diversos inventores e empresários (imagem: AB/Unsplash)

Por que Steve Jobs foi considerado um visionário?

Steve Jobs antecipou necessidades humanas antes mesmo de existirem, criando produtos que moldaram comportamentos e modelos de negócios. Ele transformou dispositivos em ferramentas intuitivas e integradas, estabelecendo o padrão de ecossistemas seguido pelas empresas de tecnologia atuais.

A obsessão pelo design e experiência do usuário elevou a estética e a simplicidade acima de especificações técnicas de hardware. Essa filosofia das empresas de Steve Jobs obrigou a indústria a tratar a beleza e a facilidade de uso como pilares no desenvolvimento de qualquer inovação.

O executivo rompeu paradigmas ao apostar na interação multitoque e em interfaces minimalistas. Ele ignorou tendências passageiras para focar em soluções disruptivas que criaram mercados e garantiram a longevidade competitiva de suas marcas.

Ao unir tecnologia e narrativa, ele revolucionou os setores de computação pessoal, telefonia móvel, música e animação digital. Seu legado como dono da Apple e da Pixar provou que a inovação radical pode redefinir permanentemente o consumo de entretenimento e eletrônicos.
Quem foi Steve Jobs? Confira a biografia do cofundador da Apple

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Fonte: Tecnoblog

O que é Alphabet Inc.? Saiba por que a dona do Google foi criada

O que é Alphabet Inc.? Saiba por que a dona do Google foi criada

Conheça as subsidiárias da Alphabet e qual é a influência do conglomerado nos negócios de tecnologia e inovação (imagem: Reprodução/Alphabet)

A Alphabet Inc. é uma holding global que atua como a empresa-mãe de diversos negócios de tecnologia e inovação. Ela foi criada em 2015 pelos fundadores Larry Page e Sergey Brin para trazer mais foco e autonomia ao grupo.

A dona do Google surgiu para separar os serviços de internet de projetos ambiciosos de ciência e robótica, as chamadas “moonshots”. A reestruturação permitiu que cada unidade operasse de forma independente, acelerando o desenvolvimento de novas tecnologias.

Além do Google, a Alphabet supervisiona subsidiárias como a Waymo, de veículos autônomos, e a Verily, da área da saúde. O grupo também inclui a DeepMind, focada em inteligência artificial, e a Wing, de Drones.

A seguir, saiba mais sobre a Alphabet, sua criação e suas principais subsidiárias. Também conheça quem são os donos e a estrutura acionária da companhia.

ÍndiceO que é Alphabet?O que significa Alphabet?Quem criou a Alphabet?Por que a Alphabet foi criada?O que a Alphabet Inc. faz?Quais são as subsidiárias da Alphabet?Quem são os donos da Alphabet?Quais são as ações da Alphabet na bolsa?Qual é o valor de mercado da Alphabet?Qual é a diferença entre Alphabet e Google?

O que é Alphabet?

A Alphabet Inc. é uma holding multinacional criada em 2015 para reestruturar o Google, separando os serviços de internet de outras frentes de inovação. Essa estrutura permite que o conglomerado gerencie de forma independente subsidiárias em setores diversos, como biotecnologia, inteligência artificial e direção autônoma.

O que significa Alphabet?

A palavra Alphabet (alfabeto, em português) significa o conjunto de letras essencial à comunicação humana. Para a empresa, o termo representa a vasta coleção de serviços, refletindo a essência do seu índice de busca e organização de informações do Google.

O nome também traz o trocadilho “Alpha-bet” (aposta no Alfa), indicando o objetivo de gerar retornos financeiros acima da média do mercado. Segundo o fundador Larry Page, a escolha reforça o compromisso da holding com investimentos ambiciosos e o desenvolvimento de novas tecnologias independentes.

A Alphabet surgiu a partir de uma reestruturação do Google em 2015 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quem criou a Alphabet?

A Alphabet Inc. foi criada por Larry Page e Sergey Brin, os fundadores do Google, em 2015. Ambos os executivos lideraram a transição estrutural até 2019, quando entregaram a gestão de ambas as companhias ao atual CEO Sundar Pichai.

Por que a Alphabet foi criada?

A Alphabet foi criada para segmentar o ecossistema do Google, separando os serviços de internet de iniciativas experimentais e de longo prazo. Essa reestruturação estratégica visava aumentar a transparência financeira e o foco operacional em cada unidade de negócio.

A holding permitiu que projetos como Waymo (veículos autônomos) e Verily (biotecnologia) ganhassem autonomia administrativa e orçamentária sob CEOs próprios. Isso isolou os riscos regulatórios das “moonshots” e simplificou a gestão de um portfólio vasto e tecnicamente diverso.

O modelo de conglomerado da Alphabet otimizou a alocação de capital, protegendo os lucros estáveis da publicidade enquanto financia inovações. Com isso, os fundadores preservaram o controle estratégico e a agilidade necessárias para escalar futuras frentes de receita.

Larry Page e Sergey Brin, fundadores do Google, foram responsáveis pela criação da Alphabet (imagem: AP Photo/Paul Sakuma)

O que a Alphabet Inc. faz?

A Alphabet funciona como uma holding que separa os serviços digitais consolidados do Google de seus projetos experimentais. Sua estrutura centraliza a gestão de dados, publicidade e inovação tecnológica em três divisões fundamentais:

Google Services: concentra plataformas líderes, como Busca, YouTube, Android e Maps, gerando receita principalmente por meio de anúncios e venda de hardware;

Google Cloud: provê infraestrutura de computação e armazenamento em nuvem, além de ferramentas avançadas de inteligência artificial para transformação digital de empresas e governos;

Other bets (Outras apostas): reúne projetos experimentais e futuristas, como os veículos autônomos Waymo e serviço de entrega por drones Wing, que recebem altos investimentos em pesquisa para criar mercados disruptivos.

A busca do Google ainda é uma importante plataforma para os negócios da Alphabet (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais são as subsidiárias da Alphabet?

A Alphabet Inc. supervisiona centenas de subsidiárias, organizadas entre Google Company e o segmento conhecido como “Other Bets” (Outras apostas). Estas são as principais empresas da Alphabet:

Google LLC e serviços relacionados:

Google: concentra os produtos principais como Busca, YouTube, Android e Maps, gerando a maioria da receita publicitária global;

Google Cloud: oferece infraestrutura de computação em nuvem, ferramentas de produtividade empresarial e plataformas avançadas de inteligência artificial;

Other Bets (Inovações e pesquisas):

Waymo: lidera o desenvolvimento de tecnologia para direção autônoma e opera serviços comerciais de robotáxis;

Verily: foca em ciências da vida e saúde de precisão, desenvolvendo tecnologias para coleta e análise de dados clínicos complexos;

Calico: dedica-se à biotecnologia e pesquisa básica sobre mecanismos do envelhecimento para promover o aumento da longevidade humana;

Wing: desenvolve a infraestrutura logística e opera serviços de entrega por drones para o transporte rápido de mercadorias leves;

X (The Moonshot Factory): funciona como um laboratório de inovação radical, incubando tecnologias disruptivas que buscam resolver grandes problemas globais;

DeepMind: atua na vanguarda da pesquisa em inteligência artificial generativa e modelos científicos voltados para a biologia e física.

Empresas de holding e investimento:

XXVI Holdings Inc: atua como a entidade legal que detém a propriedade das “Other Bets” e isola as responsabilidades financeiras entre divisões;

Alphabet Holdings LLC: operam como os braços de investimento em capital de risco e equidade de crescimento para empresas em diversos estágios.

O sistema de veículo autônomo da Waymo é uma das “Other Bets” da Alphabet (imagem: Reprodução/Waymo)

Quem são os donos da Alphabet?

A Alphabet é controlada por uma estrutura de três classes de ações que distribui o capital entre investidores e gestores. Grandes instituições financeiras, como Vanguard e BlackRock, detêm a maioria das ações públicas voltadas ao mercado (Classe A e C).

Contudo, Larry Page e Sergey Brin, fundadores do Google, retêm o controle majoritário através das ações de Classe B. Essas cotas exclusivas possuem superpoder de voto, garantindo a eles 51,7% do poder de decisão na empresa.

Em resumo, enquanto o mercado provê o capital, os criadores ditam a visão estratégica global. Essa governança protege a autonomia da diretoria contra pressões externas, assegurando a continuidade do modelo de gestão.

Quais são as ações da Alphabet na bolsa?

As ações da Alphabet Inc. são negociadas na Nasdaq e dividem-se em duas categorias acessíveis ao público. Elas são diferenciadas essencialmente pelo poder de decisão dos investidores:

GOOGL (Classe A): representa as ações ordinárias, que garante ao acionista o direito a voto em assembleias da empresa;

GOOG (Classe C): refere-se a ações preferenciais que, embora deem direito à participação nos lucros, não oferecem direito a voto.

Além dessas, existem as ações de Classe B detidas exclusivamente pelos fundadores Larry Page e Sergey Brin para assegurar o controle majoritário. Essa estrutura permite que a gestão mantenha o direcionamento estratégico da companhia, mesmo com a diluição do capital no mercado financeiro.

A Alphabet possui três categorias de ações, determinando o poder de voto dos investidores no conglomerado (imagem: Mark Lennihan/AP)

Qual é o valor de mercado da Alphabet?

O valor de mercado da Alphabet é de aproximadamente US$ 3,80 trilhões, segundo dados da Companies Market Cap em janeiro de 2026. A companhia superou a marca de US$ 3 trilhões de capitalização de mercado pela primeira vez em setembro de 2025.

Qual é a diferença entre Alphabet e Google?

A Alphabet Inc. é a holding criada em 2015 para separar os serviços de internet do Google de projetos experimentais e de longo prazo. Ela gerencia o portfólio de empresas do grupo, garantindo autonomia operacional e transparência financeira entre as diferentes subsidiárias.

O Google LLC é a maior subsidiária da Alphabet, concentrando as operações de tecnologia de consumo, publicidade digital e infraestrutura. Sob seu guarda-chuva estão produtos como Busca, YouTube, Android, Cloud e o desenvolvimento de modelos de inteligência artificial.
O que é Alphabet Inc.? Saiba por que a dona do Google foi criada

O que é Alphabet Inc.? Saiba por que a dona do Google foi criada
Fonte: Tecnoblog

Funcionários da Samsung têm um bom motivo para comemorar

Funcionários da Samsung têm um bom motivo para comemorar

Samsung paga até 50% do salário anual como bônus (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Funcionários da divisão de semicondutores da Samsung receberão bônus de 43% a 48% dos salários anuais devido à alta demanda por memória RAM.
A crise dos chips de memória impulsionou a demanda e os preços, beneficiando a Samsung, que fornece memória de alta largura de banda e DRAM.
A divisão de smartphones também terá bônus elevados, enquanto quem trabalha com TVs terá pagamentos menores em comparação ao ano anterior.

Trabalhadores da divisão de semicondutores da Samsung vão receber entre 43% e 48% de seus salários anuais como bônus por desempenho. O dinheiro, que deve entrar na conta em janeiro, vem do bom desempenho comercial de memórias RAM e outros componentes.

O bônus foi noticiado por sites da imprensa sul-coreana. Na Samsung, esse tipo de pagamento pode chegar a 50% do salário anual, limitado a 20% dos lucros em excesso da divisão. Além da curiosidade, esse tipo de informação também serve como um indicador de como os diferentes setores da companhia estão indo.

A cifra é bastante superior à que foi distribuída em anos recentes. Em 2023, por exemplo, os funcionários não receberam nenhum bônus, devido ao ambiente de negócios desafiador. Naquele ano, a divisão teve prejuízos da ordem de 14,88 trilhões de won (na cotação atual, isso dá cerca de US$ 10 bilhões). Já em 2024, com o início da recuperação do setor, a companhia deu um agrado de 14% do salário.

Por que o bônus será tão alto?

O motivo para um pagamento extra tão gordo tem relação justamente com o que tem causado preocupação em empresas e consumidores: a crise dos chips de memória. O problema ocorre porque grandes companhias estão fazendo investimentos trilionários na construção de data centers para inteligência artificial, e essas instalações precisam de muita memória.

A consequência negativa disso é que a RAM e o armazenamento estão mais caros e escassos, o que deve encarecer smartphones e computadores, bem como causar queda nas vendas. Porém, como diz o ditado, enquanto alguns choram, outros vendem lenços.

Fornecimento de RAM para eletrônicos está mais restrito (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Fabricantes de eletrônicos sofrem, mas companhias que atuam na área de semicondutores comemoram a alta demanda e os preços elevados. No caso da Samsung, a unidade de memórias começou a entregar memória de alta largura de banda, usada nos data centers, de quinta geração (HBM3E). Além disso, a DRAM, de uso geral, está mais cara, levando a margens maiores.

Contratos de fornecimento de outros tipos de semicondutores para grandes empresas, como Tesla e Apple, também impulsionaram o desempenho financeiro da divisão. Curiosamente, a divisão de memórias negou um pedido de memória RAM da… própria Samsung.

E os outros funcionários?

Trabalhadores da divisão de smartphones também devem estar felizes, já que receberão um bônus entre 45% e 50% — em 2024, o pagamento foi de 42%. O Galaxy S25 e o Galaxy Z Fold 7 venderam bem, ajudando nos lucros.

Já as divisões de TV e eletrodomésticos devem pagar um extra de 9% a 12%. No caso da segunda, é praticamente a mesma coisa do ano passado, mas na primeira, é uma queda considerável — no ano passado, o bônus foi de 27%.

Com informações do Chosun
Funcionários da Samsung têm um bom motivo para comemorar

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Fonte: Tecnoblog

Preços de smartphones e PCs podem subir até 8% em 2026 por crise da RAM

Preços de smartphones e PCs podem subir até 8% em 2026 por crise da RAM

Memória representa até 20% do custo de um smartphone (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Smartphones e PCs devem ficar até 8% mais caros em 2026 devido à crise da RAM, com queda nas vendas de até 5,2% e 8,9%, respectivamente, segundo a IDC.
A crise é causada pela construção de data centers de IA, levando a um aumento nos preços de RAM e armazenamento, afetando fabricantes de diferentes maneiras.
O mercado de PCs enfrenta desafios adicionais, como o fim do ciclo do Windows 10 e a demanda por AI PCs, com a crise prevista para durar até 2027.

Smartphones e computadores podem ficar, em média, até 8% mais caros em 2026. Enquanto isso, as duas categorias de produtos devem passar por queda nas vendas: o mercado de smartphones pode retrair até 5,2%, e o de computadores, 8,9%. O motivo é a crise da RAM, causada pela construção acelerada de data centers para inteligência artificial.

Esses dados são da consultoria IDC e foram divulgados na terça-feira (30/12), em uma atualização do relatório divulgado em novembro de 2025. Os números citados se referem ao cenário mais pessimista para o ano que vem. A previsão mais otimista ainda vê possibilidade de altas de 3% e 4% nos preços de smartphones e PCs, respectivamente.

Mesmo assim, a contração é praticamente uma certeza: nas projeções mais moderadas, a queda de vendas de smartphones é de 2,9%, e a de PCs, 4,9%.

Como a crise da RAM impacta os smartphones?

A IDC avalia que o preço médio de venda pode subir entre 3% e 5%, em um cenário moderado, e entre 6% e 8%, em um cenário pessimista.

Os preços altos de RAM e armazenamento devem ter impactos variados em diferentes fabricantes. Marcas chinesas, que trabalham com margens de lucro menores, podem ser obrigadas a repassar os custos para clientes.

Marcas chinesas, como a Xiaomi, trabalham com margens menores (imagem: divulgação/Xiaomi)

Já empresas mais voltadas ao mercado premium, como Apple e Samsung, têm mais reservas para atravessar a crise. Mesmo assim, os aparelhos de topo de linha de 2026 não devem trazer mais RAM do que a geração passada.

Qual será o cenário para os PCs?

A consultoria aponta que o mercado de computadores pessoais passa por uma “tempestade perfeita”, já que a crise será agravada por outros fatores. Além da falta e dos altos preços da RAM, o setor vive o fim do ciclo de vida do Windows 10 e o discurso de marketing em torno dos AI PCs, com recursos de inteligência artificial generativa.

A combinação entre demanda aquecida e custos mais altos deve levar a produtos mais caros. O cenário moderado é de uma alta de 4% a 6% no preço médio de venda, enquanto a projeção pessimista é de alta de 6% a 8%.

Dell já considera aumentar preços (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

A IDC também prevê que grandes marcas devem aumentar seu market share ao longo do ano, já que dispõem de maior capacidade de negociação com fornecedores e estoques maiores de componentes.

Outra questão envolve os AI PCs — a IDC usa a classificação para qualquer computador com uma NPU. Essas máquinas precisam de mais RAM para rodar modelos de IA localmente, sem depender da nuvem. Com os problemas de preços e fornecimento, a oferta de computadores com mais de 16 GB de RAM deve passar por sérias restrições.

Crise deve durar até 2027

A IDC afirma também que a crise de RAM e armazenamento provavelmente chegará a 2027. O ritmo acelerado de construção de data centers fez fabricantes concentrarem a produção nas memórias de alta largura de banda, deixando de lado componentes usados em eletrônicos de consumo.

O documento reforça o que outras consultorias e empresas já vêm dizendo há algum tempo. A Samsung, por exemplo, prevê smartphones até 20% mais caros no Brasil em 2026. Dell e Lenovo, por sua vez, reajustaram contratos no mundo todo.

Já a fabricante de memórias Micron considera que a crise não será resolvida tão cedo, uma vez que a indústria não está disposta a se arriscar para aumentar a capacidade de produção. A consultoria TrendForce, por sua vez, diz que os eletrônicos devem ter especificações técnicas piores no ano que vem.
Preços de smartphones e PCs podem subir até 8% em 2026 por crise da RAM

Preços de smartphones e PCs podem subir até 8% em 2026 por crise da RAM
Fonte: Tecnoblog

Quem fundou o Google? Conheça a história de Larry Page e Sergey Brin

Quem fundou o Google? Conheça a história de Larry Page e Sergey Brin

Larry Page e Sergey Brin na garagem onde foi fundado o Google (imagem: Reprodução/Google)

O Google foi fundado por Larry Page e Sergey Brin em 1998, enquanto realizavam doutorado na Universidade de Stanford. Eles desenvolveram o algoritmo PageRank, mudando para sempre a maneira como a informação é organizada e acessada na internet.

A dupla de empreendedores é formada em ciência da computação. Ambos tiveram importantes papeis de liderança de inovação na companhia e durante o período de transição para Alphabet Inc, holding do Google.

Hoje, eles permanecem como acionistas controladores da Alphabet e detêm a maioria do poder de voto. Mesmo sem gerenciar o cotidiano, Page e Brin mantém cadeiras no conselho administrativo e influência decisiva nas grandes estratégias e aquisições da big tech.

A seguir, saiba um pouco da história dos cofundadores do Google, seus patrimônios e empresas nas quais eles investem.

ÍndiceQuem criou o Google?Quem é Larry Page?Quem é Sergey Brin?Qual é a história de Larry Page?Qual é a história de Sergey Brin?Qual é o patrimônio dos cofundadores do Google?Larry Page e Sergey Brin ainda são donos do Google?Larry Page e Sergey Brin têm outros negócios além do Google?

Quem criou o Google?

Larry Page e Sergey Brin fundaram o Google em 1998, enquanto eles cursavam doutorado na Universidade de Stanford, na Califórnia. A dupla desenvolveu o algoritmo PageRank, que mudou a busca na web ao organizar informações por relevância.

Página original do Google no lançamento em 1998 (imagem: Reprodução/Google)

Quem é Larry Page?

Larry Page é um cientista da computação e empreendedor americano, reconhecido como um dos fundadores do Google e ex-CEO da Alphabet. Nascido em 26 de março de 1973, ele se graduou em engenharia da computação na Universidade de Michigan antes de realizar o doutorado em Stanford.

Além de criar o algoritmo PageRank, Page liderou a expansão de serviços essenciais como o Android e o Gmail antes de se afastar do cotidiano corporativo em 2019. Hoje, ele se dedica a projetos de filantropia e ao investimento em tecnologias voltadas para a sustentabilidade e energia limpa.

Quem é Sergey Brin?

Sergey Brin é um cientista da computação e empreendedor americano, conhecido por ser um dos criadores do Google. Nascido em Moscou no dia 21 de agosto de 1973, ele imigrou para os EUA ainda criança, onde se formou em matemática e ciência da computação antes de iniciar o doutorado em Stanford.

O executivo exerceu cargos de liderança no Google e Alphabet até 2019, mas se mantém influente no conselho administrativo e supervisiona avanços em inteligência artificial. Ele também é um importante filantropo, investindo em pesquisas sobre o Mal de Parkinson e iniciativas climáticas.

Sergey Brin (à esquerda) e Larry Page são as mentes por trás da criação do Google (imagem: Paul Sakuma/AP Photo)

Qual é a história de Larry Page?

Filho de professores, Larry Page se formou em engenharia da computação na Universidade de Michigan antes de ingressar no doutorado em Stanford. Foi nesse ambiente acadêmico que ele idealizou um sistema para mapear e organizar os links de toda a web, fundamentando o futuro da tecnologia.

Ao lado de Sergey Brin, ele desenvolveu o algoritmo PageRank e fundou a Google Company em 1998. O projeto revolucionou a indexação de dados, tornando as buscas na internet rápidas, precisas e extremamente eficientes.

Como CEO, Page liderou aquisições estratégicas, como o Android e o YouTube, além de supervisionar a criação do Google Maps e do Gmail. Sua visão transformou o motor de busca em um ecossistema tecnológico diversificado, presente no cotidiano de bilhões de usuários.

Em 2015, ele reorganizou a estrutura corporativa ao fundar a Alphabet Inc., buscando focar em projetos ambiciosos e tecnologias experimentais. Anos mais tarde, em 2019, ele deixou o comando da empresa, mas mantém sua posição de acionista controlador.

Larry Page foi CEO da Alphabet até 2019 (imagem: Reprodução)

Qual é a história de Sergey Brin?

Nascido em Moscou, Sergey Brin imigrou para os Estados Unidos na infância para escapar do antissemitismo soviético. Formado em matemática e ciência da computação, ele iniciou o doutorado em Stanford, onde conheceu seu sócio Larry Page.

Juntos, desenvolveram o PageRank, algoritmo que priorizava a relevância de links para organizar a internet. Essa inovação foi a base para a fundação do Google em 1998, transformando a busca de informações em escala global.

Brin liderou projetos experimentais do Google e presidiu a Alphabet até 2019, supervisionando o crescimento de plataformas como YouTube. Durante sua gestão, a empresa diversificou-se em inteligência artificial, computação em nuvem e hardware.

Mesmo afastado do cotidiano executivo, ele permanece como membro influente do conselho administrativo da big tech. Com isso, o executivo continua moldando a visão de longo prazo da companhia de tecnologia.

Sergey Brin durante a apresentação do Google Glass em 2013 (imagem: Reprodução)

Qual é o patrimônio dos cofundadores do Google?

Larry Page possui uma fortuna estimada em US$ 256 bilhões, conforme dados da Forbes. Grande parte do patrimônio deriva da sua participação acionária e controle de votos na Alphabet, holding do Google, tornando-o a segunda pessoa mais rica do mundo.

Sergey Brin acumula cerca de US$ 236 bilhões, segundo as informações da Forbes. Assim como Page, seu patrimônio provém das ações da Alphabet e, por isso, ocupa a quinta posição entre as pessoas mais ricas do mundo.

Larry Page e Sergey Brin ainda são donos do Google?

Sim, Page e Brin ainda controlam a empresa Google por meio de ações de Classe B, que garantem a maioria do poder de voto. Embora cada um possua apenas 6% das ações totais, essa estrutura de controle assegura que os fundadores mantenham a direção estratégica final.

Como principais acionistas da Alphabet, dona do Google, eles exercem influência decisiva em grandes investimentos e novas tecnologias. O atual CEO, Sundar Pichai, lidera as operações, mas é a dupla que detém a autoridade máxima sobre os rumos da organização.

Larry Page e Sergey Brin têm outros negócios além do Google?

Page e Brin diversificam seus interesses para além do Google (Alphabet), investindo em setores de tecnologia de ponta. Embora não operem novos conglomerados, eles financiam e orientam projetos que buscam solucionar desafios globais complexos.

Aqui estão os principais empreendimentos vinculados aos fundadores do Google:

Waymo: lidera o desenvolvimento de tecnologia para veículos 100% autônomos, operando frotas de robotáxis que usam inteligência artificial avançada para navegação urbana sem motorista;

Kitty Hawk e Opener: projetos de aviação pessoal financiados majoritariamente por Page, que exploram aeronaves elétricas de decolagem vertical (eVTOL) para revolucionar a mobilidade urbana aérea;

LTA Research: focada em engenharia aeroespacial, a empresa desenvolve dirigíveis elétricos de última geração projetados para transporte de carga pesada e missões de ajuda humanitária rápida;

Verify: atua na convergência entre saúde e tecnologia, utilizando ciência de dados e dispositivos vestíveis para aprimorar o monitoramento de pacientes e a gestão de doenças;

Calico Life Sciences: companhia dedicada à biotecnologia e pesquisa genômica para combater o envelhecimento, buscando terapias que prolonguem a vida humana de forma saudável e sustentável;

Planetary Resources: iniciativa que contou com o aporte de ambos os executivos para explorar a mineração de asteroides, visando a extração de recursos naturais fora do planeta Terra.

Quem fundou o Google? Conheça a história de Larry Page e Sergey Brin

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Fonte: Tecnoblog

Quem é Mark Zuckerberg? Conheça a carreira do cofundador do Facebook

Quem é Mark Zuckerberg? Conheça a carreira do cofundador do Facebook

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mark Zuckerberg é o programador e empresário conhecido por ser o cocriador do Facebook em 2004. Ele iniciou sua formação em Harvard, onde cursava Ciências da Computação e Psicologia, mas abandonou os estudos para focar na expansão da rede social.

Atualmente, ele comanda a Meta, empresa que detém o controle de grandes plataformas como o Instagram e o WhatsApp. A carreira de Zuckerberg é focada na evolução das redes sociais e no desenvolvimento de tecnologias voltadas para o futuro do metaverso.

Como CEO da Meta, Zuckerberg é um dos responsáveis por moldar o futuro da tecnologia e liderar iniciativas de inovação que conectam bilhões de usuários ao redor do mundo. Além disso, ele investe em filantropia e ciência por meio da Chan Zuckerberg Initiative.

A seguir, saiba mais sobre a história de Mark Zuckerberg, sua trajetória profissional e as empresas que fazem parte da Meta. Também descubra a importância do executivo para o mercado tecnológico.

ÍndiceQuem é Mark Zuckerberg?Qual é a formação de Mark Zuckerberg?Qual é a carreira profissional de Mark Zuckerberg?Quais são as empresas de Mark Zuckerberg?Qual é o patrimônio de Mark Zuckerberg?De onde vem a fortuna de Mark Zuckerberg?Qual é a importância de Mark Zuckerberg para o mercado tecnológico?

Quem é Mark Zuckerberg?

Mark Zuckerberg é o cofundador e CEO da Meta, conglomerado que controla plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp. O programador norte-americano é uma das figuras mais influentes na evolução da conectividade e do metaverso.

Nascido em 14 de maio de 1984, em White Plains (Nova York), ele se destacou precocemente em Harvard ao demonstrar talento precoce para a computação desde a juventude. Atualmente, foca sua atuação no desenvolvimento de inteligência artificial e em projetos filantrópicos por meio da Chan Zuckerberg Initiative.

Qual é a formação de Mark Zuckerberg?

Zuckerberg estudou na Phillips Exeter Academy e ingressou em Harvard em 2002 para cursar Ciências da Computação e Psicologia. Durante o segundo ano na faculdade, desenvolveu o Facebook e decidiu abandonar a graduação para focar na empresa.

Apesar de não ter concluído o currículo acadêmico regular, ele se dedicou integralmente à expansão da rede social. Em 2017, Harvard lhe concedeu um doutorado honorário, simbolizando seu reconhecimento e sucesso profissional.

Mark Zuckerberg abandonou a faculdade de Ciências da Computação para focar no Facebook, hoje chamado de Meta (imagem: Reprodução/Meta)

Qual é a carreira profissional de Mark Zuckerberg?

A trajetória profissional de Zuckerberg começou em 2004 com a criação do Facebook no campus de Harvard, expandindo-se rapidamente após aportes de capital de risco. Sob sua liderança, a startup recusou propostas de aquisição e transferiu a sede para o Vale do Silício.

Ele comandou a abertura de capital da rede social em maio de 2012, seguida da agressiva estratégia de expansão por meio de fusões. Assim, Zuckerberg consolidou o domínio do mercado ao adquirir plataformas fundamentais como a rede social Instagram e o mensageiro WhatsApp.

Em 2021, o executivo reposicionou a holding como Meta Platforms para liderar a tecnologia do metaverso e de inteligência artificial. O foco atual reside na integração de hardware de realidade virtual e no desenvolvimento de modelos de linguagem de código aberto.

Atualmente, Zuckerberg exerce os cargos de CEO e presidente da Meta, sendo uma das figuras mais influentes da tecnologia mundial. Paralelamente, ele gerencia a Chan Zuckerberg Initiative, organização voltada para o avanço da ciência e da educação mundial.

Desde que alterou o nome para Meta em 2021, Zuckerberg tem guiado a empresa pelo caminho do metaverso e inteligência artifícial (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais são as empresas de Mark Zuckerberg?

As empresas de Mark Zuckerberg estão centralizadas na Meta Platforms, conglomerado com foco na inovação em redes sociais, inteligência artificial e tecnologia de realidade virtual:

Facebook: plataforma de rede social com bilhões de usuários que permite às pessoas criar perfis para se conectar com amigos, familiares e comunidades, funcionando como um centro de compartilhamento pessoal;

Messenger: mensageiro instantâneo gratuito da Meta que conecta contatos pessoais e profissionais por meio de mensagens de texto, chamadas de voz e vídeo;

Instagram: a rede social Instagram é focada no compartilhamento visual de fotos e vídeos, sendo um pilar fundamental para criadores de conteúdo e e-commerce mundial;

WhatsApp: o WhatsApp é um mensageiro instantâneo essencial para a comunicação privada e corporativa, oferecendo criptografia de ponta a ponta e ferramentas de negócios;

Threads: a plataforma Threads do Instagram foca em interações baseadas em texto e conversas públicas, competindo diretamente no mercado de microblogs com atualizações em tempo real;

Meta AI: a assistente Meta AI integra recursos de IA generativa aos aplicativos e dispositivos da Meta, sendo alimentado por modelos Llama para responder perguntas, criar conteúdo e aprimorar experiências digitais;

Reality Labs: divisão dedicada ao desenvolvimento do metaverso e hardwares avançados, como os óculos de realidade virtual Quest e os dispositivos de realidade aumentada.

Qual é a diferença entre Meta e Facebook?

A Meta Platforms é a empresa-mãe que detém e coordena tecnologias focadas em redes sociais, inteligência artificial e o desenvolvimento do metaverso. Ela funciona como a estrutura corporativa superior que gerencia marcas globais e define a visão estratégica de todo o grupo.

O Facebook é o serviço de rede social e a plataforma original criada em 2004, agora operando como uma subsidiária. Atualmente, ele é apenas um dos diversos produtos oferecidos pela Meta, coexistindo ao lado de outros aplicativos como Instagram e WhatsApp.

A principal diferença entre Meta e Facebook reside na hierarquia: a Meta é a organização que toma as decisões financeiras e de infraestrutura, enquanto o Facebook é a plataforma onde os usuários interagem diretamente.

Liderada por Zuckerberg, a Meta abrange vários outros serviços como Instagram e WhatsApp (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Qual é o patrimônio de Mark Zuckerberg?

O patrimônio de Mark Zuckerberg é estimado em cerca de US$ 229 bilhões, de acordo com dados da Forbes. Essa fortuna provém majoritariamente da participação na Meta, consolidando-o como a sexta pessoa mais rica do mundo.

De onde vem a fortuna de Mark Zuckerberg?

A fortuna de Mark Zuckerberg provém de sua participação na Meta Platforms, valorizadas por receitas publicitárias e pelo desempenho das ações. Com cerca de 13% da empresa, ele mantém o controle acionário e concentra a riqueza no crescimento da big tech.

O executivo não possui riqueza herdada, pois vem de uma família de classe média onde os pais eram dentista e psiquiatra. Sua ascensão é puramente empreendedora, sem suporte de heranças significativas ou capitais familiares preexistentes.

Qual é a importância de Mark Zuckerberg para o mercado tecnológico?

Zuckerberg moldou a comunicação global ao fundar o ecossistema que integra bilhões de usuários, definindo padrões mundiais de conectividade e publicidade. Como dono da Meta, ele dita o ritmo da inovação ao priorizar o desenvolvimento de infraestrutura de realidade aumentada e modelos de linguagem.

Sua liderança é estratégica ao democratizar o acesso à inteligência artificial com o projeto Llama, desafiando o monopólio de outras gigantes do setor. Essa movimentação acelera a competição no mercado, forçando a evolução constante de assistente digitais e novas interfaces de hardware vestível.

Ao integrar “superinteligência” em suas plataformas, Zuckerberg consolida a Meta como um pilar econômico indispensável para o marketing digital e desenvolvedores. Suas decisões não apenas valorizam as ações da empresa, mas moldam os aspectos técnicos da próxima década de interação humana.
Quem é Mark Zuckerberg? Conheça a carreira do cofundador do Facebook

Quem é Mark Zuckerberg? Conheça a carreira do cofundador do Facebook
Fonte: Tecnoblog

OpenAI pensa em colocar anúncios nas respostas do ChatGPT, diz site

OpenAI pensa em colocar anúncios nas respostas do ChatGPT, diz site

ChatGPT, da OpenAI, pode ajudar empresa a pagar seus investimentos trilionários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A OpenAI considera incluir anúncios no ChatGPT, como conteúdo patrocinado nas respostas e uma barra lateral com propaganda.
A empresa explora o uso do histórico de conversas para segmentar publicidade, mas teme afastar usuários.
A OpenAI busca novas fontes de receita, incluindo publicidade, para sustentar investimentos em IA.

A OpenAI estuda diversos formatos de anúncios e parcerias comerciais para o ChatGPT. Em um deles, os modelos de inteligência artificial incluiriam conteúdo patrocinado nas respostas geradas.

Assim, uma pergunta sobre maquiagem poderia trazer uma recomendação de um batom de determinada marca, enquanto um pedido de informações para uma viagem sugeriria um pacote turístico. Entre as possibilidades, também estão propagandas nas respostas apenas quando o usuário pedir mais informações e uma barra lateral para anúncios ao lado da conversa.

A notícia vem do site The Information. Procurada pela publicação, a OpenAI confirmou que a empresa está explorando as opções de como incluir publicidade no ChatGPT sem que isso comprometa a confiança dos usuários.

O site Search Engine Land, especializado nos buscadores, avalia que a OpenAI parece cautelosa com seus planos, temendo afastar usuários. Por isso, ela pode dar seus primeiros passos com propagandas que sejam consideradas úteis ou contextualmente relevantes, além de ter um controle maior sobre quem são as empresas anunciantes.

Anúncios no ChatGPT são uma questão de tempo

Já faz mais de um ano que notícias e rumores indicam uma entrada iminente da OpenAI no mercado publicitário. Em dezembro de 2024, Sarah Friar, CFO da empresa, falou abertamente do assunto, e a companhia contratou diversos executivos do setor.

Sam Altman, CEO da OpenAI, era contrário a propagandas, mas mudou de ideia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Aos poucos, os planos vão sendo revelados. Em outubro, outra reportagem do Information afirmou que a OpenAI estuda usar a memória do ChatGPT para direcionar anúncios. A memória armazena informações sobre o usuário durante as conversas, usando esses dados para melhorar a personalização das respostas.

IA é cara, e publicidade pode ajudar a pagar contas

A companhia ainda busca fontes de receita para justificar os investimentos trilionários feitos na construção de data centers para treinar e executar modelos de IA. Além de acessos via API e assinaturas do ChatGPT, a empresa passou a vender produtos dentro do chatbot e ficar com uma comissão.

Usar as ferramentas de IA lançadas nos últimos anos como suporte para propaganda não é um projeto exclusivo da OpenAI. O Google já vem trabalhando para colocar anúncios no Modo IA do buscador, que funciona de forma conversacional, com respostas longas que combinam inteligência artificial e pesquisas na web.

Com informações do Search Engine Land e do Decoder
OpenAI pensa em colocar anúncios nas respostas do ChatGPT, diz site

OpenAI pensa em colocar anúncios nas respostas do ChatGPT, diz site
Fonte: Tecnoblog

Daqui a 5 anos? CEO do LinkedIn diz que pergunta clássica está desatualizada

Daqui a 5 anos? CEO do LinkedIn diz que pergunta clássica está desatualizada

CEO do LinkedIn defende planos mais curtos, com foco em aprendizado e experiência (imagem: reprodução/No One Knows What They’re Doing)

Resumo

O CEO do LinkedIn, o Ryan Roslansky, considera o plano de carreira de cinco anos desatualizado devido às rápidas mudanças tecnológicas e do mercado de trabalho.
Roslansky sugere focar em objetivos de curto prazo, como aprendizado e experiências, em vez de um plano fixo de cinco anos.
Dados indicam que 39% das habilidades serão transformadas até 2030, e trabalhadores da Geração Z mudam de emprego a cada 1,1 ano.

Ryan Roslansky, CEO do LinkedIn, diz que uma das perguntas mais comuns em entrevistas de emprego se tornou “um pouco boba”. Para ele, a ideia de pensar onde você quer estar daqui a cinco anos e traçar um plano para chegar lá está desatualizada.

“Você frequentemente ouve pessoas dizendo, ‘Ei, você precisa ter um plano de cinco anos, escreva como quer que os próximos cinco anos da sua vida sejam, siga esse caminho e siga esse plano’”, afirma o executivo ao podcast No One Knows What They’re Doing.

“E na verdade, quando você sabe que a tecnologia, o mercado de trabalho e tudo mais está se mexendo, acho que ter um plano de cinco anos é um pouco bobo”, completa o CEO.

O que pode substituir o plano de cinco anos?

Roslansky acha que o futuro da carreira pode ser definido por outras perguntas, mais focadas em um horizonte próximo. Elas seriam mais adequadas a um ambiente que está mudando muito rápido — graças, em grande parte, à inteligência artificial.

“Eu recomendaria que as pessoas se concentrem, talvez, nos próximos meses e em algumas coisas que não são um plano”, explica. “O que você quer aprender? Quais tipos de experiências você quer? Isso, eu acho, é o modelo mental correto para o cenário atual.”

O executivo também alerta para a ilusão de um caminho linear na carreira, passando por se formar na faculdade, conseguir um emprego, se tornar um consultor e fazer um MBA. “As pessoas acham que é assim que funciona”, adverte.

“Se você se concentrar nesses passos pequenos, aprender, ganhar experiência, o caminho profissional vai se abrir para você”, defende Roslansky.

Mesmo com mudanças frequentes, especialistas defendem plano

A Fortune observa que algumas informações endossam a ideia do CEO do LinkedIn. Dados do Fórum Econômico Mundial, por exemplo, apontam que 39% das habilidades dos trabalhadores serão transformadas ou se tornarão obsoletas já em 2030 — ou seja, no fim de um plano de cinco anos feito hoje.

A revista também menciona um relatório da empresa educacional TAFE Gippsland, que afirma que, em média, as pessoas passam por três a sete mudanças de carreira na vida, além de 16 trocas de emprego.

Já a empresa de recrutamento Randstad observa que essa tendência tem se intensificado entre os mais jovens. Trabalhadores da Geração Z mudam de emprego, em média, a cada 1,1 ano. A companhia diz que eles mudam quando sentem que não estão progredindo no cargo atual.

Mesmo assim, nem todo mundo descarta o método tradicional. “Planos de cinco anos também dão a flexibilidade para mudar o que não é mais relevante para suas metas de longo prazo, sem que isso atrapalhe seu progresso”, diz Mary McNevin, executiva de talentos. “Desse modo, você está sempre trabalhando em direção ao que realmente quer conquistar.”

Com informações da Fortune
Daqui a 5 anos? CEO do LinkedIn diz que pergunta clássica está desatualizada

Daqui a 5 anos? CEO do LinkedIn diz que pergunta clássica está desatualizada
Fonte: Tecnoblog

Meta pausa projeto que levaria sistema do Quest a headsets de outras marcas

Meta pausa projeto que levaria sistema do Quest a headsets de outras marcas

Projeto para abrir Horizons OS beneficiaria fabricantes e desenvolvedores (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Meta pausou o projeto Horizon OS, que permitiria o uso do sistema dos headsets Quest por outras marcas, incluindo Asus e Lenovo.
A Meta cortará 30% do orçamento do metaverso, afetando o Meta Horizon Worlds e a divisão de headsets Quest.
A divisão Reality Labs teve prejuízo acumulado de mais de US$ 70 bilhões desde 2021.

A Meta pausou o projeto para abrir o Horizon OS, sistema operacional dos headsets Quest, que permitiria a outras marcas usá-lo em seus produtos.

A notícia foi dada em primeira mão pelo site Road to VR e confirmada por Engadget e TechCrunch. Segundo a Meta, a decisão foi tomada para poder se concentrar em construir seus próprios aparelhos e software para avançar no mercado de realidade virtual.

Asus e Lenovo são parceiras no projeto

A companhia comandada por Mark Zuckerberg anunciou seus planos de abrir o Meta Horizon OS em abril de 2024. Segundo informações divulgadas na época, os desenvolvedores passariam a ter acesso a tecnologias de rastreio e de reprodução do mundo real em alta resolução.

Na ocasião, também foram anunciadas parcerias com a Asus e a Lenovo. A primeira lançaria um headset gamer de alto desempenho com a marca Republic of Gamers (também conhecida como ROG). Já a segunda estaria preparando um aparelho com foco em produtividade, ensino e entretenimento.

Dispositivo da Lenovo teria foco em produtividade (imagem: divulgação/Meta)

Com a pausa no projeto Horizon OS, o futuro desses dois produtos é incerto. Em setembro de 2025, a Meta disse que eles seriam lançados. Mesmo assim, as duas marcas praticamente não tocaram no assunto desde então.

Por isso, é possível que os aparelhos nem mesmo sejam lançados. No momento, a Meta diz apenas que “revisitará oportunidades para parcerias voltadas a dispositivos de terceiros à medida que a categoria evolui”.

Meta vai cortar gastos no metaverso

Para quem acompanha as notícias sobre a gigante das redes sociais, a pausa de um projeto de realidade virtual não surpreende.

No início de dezembro de 2025, a Bloomberg apurou que a Meta pretende cortar 30% do orçamento destinado a projetos relacionados ao metaverso. Isso inclui a plataforma de mundos virtuais Meta Horizon Worlds e a divisão responsável pelos headsets Quest.

A avaliação é de que esse setor não evoluiu como o esperado. A divisão Reality Labs, que abriga projetos de realidade virtual (VR) e realidade aumentada (AR), teve prejuízo acumulado de mais de US$ 70 bilhões desde 2021 (cerca de R$ 387 bilhões, em conversão direta).

Parte dos recursos será direcionada aos modelos de óculos com inteligência artificial, como o Ray-Ban Meta e o Oakley Meta. Eles têm sido o destaque nos eventos recentes da empresa.

Com informações do Engadget e do TechCrunch
Meta pausa projeto que levaria sistema do Quest a headsets de outras marcas

Meta pausa projeto que levaria sistema do Quest a headsets de outras marcas
Fonte: Tecnoblog

iRobot: fabricante do Roomba entra com pedido de falência

iRobot: fabricante do Roomba entra com pedido de falência

Roomba, robô aspirador da iRobot, foi lançado em 2002 (imagem: divulgação)

Resumo

A iRobot entrou com pedido de falência e negocia venda para a fabricante chinesa Picea Robotics.
A criadora do robô aspirador Roomba enfrenta dificuldades financeiras devido a tarifas comerciais dos EUA e concorrência de marcas chinesas.
A companhia afirma que clientes não serão afetados.

A iRobot, criadora do famoso e pioneiro robô aspirador Roomba, entrou com um pedido de proteção à falência nesse domingo (14/12). A companhia norte-americana comunicou que pretende ser adquirida pela empresa chinesa Picea Robotics, atual fabricante terceirizada dos robôs. O acordo prevê a continuidade das operações sem interrupções para usuários e parceiros comerciais.

Fundada em 1990 por pesquisadores do MIT, a iRobot revolucionou o setor com o lançamento do Roomba, em 2002. Ele não foi exatamente o primeiro robô aspirador a ser lançado, mas foi o primeiro a ter sucesso comercial, tornando-se referência no mercado.

Apesar de ainda comandar 42% do mercado norte-americano e 65% no Japão, a iRobot enfrentou uma queda íngreme de receita nos últimos anos devido à concorrência de outras marcas, como a Roborock e a Ecovacs.

Por que a iRobot chegou à falência?

Segundo a Reuters, o principal golpe para a empresa veio das tarifas comerciais dos EUA: o governo estabeleceu uma cobrança de 46% sobre produtos importados do Vietnã, onde a iRobot fabricava a maior parte dos Roombas para o mercado doméstico. As taxas elevaram os custos em US$ 23 milhões apenas em 2025.

Essa medida, em paralelo à concorrência acirrada das fabricantes chinesas, forçou cortes de preços e investimentos caros em tecnologia, o que teria afetado diretamente os lucros.

Vale lembrar que, em 2022, a Amazon anunciou a aquisição da empresa por US$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 9,1 bilhões, na conversão atual). Porém, o acordo não foi concluído devido a investigações antitruste da União Europeia, deixando a iRobot com uma dívida de US$ 190 milhões (R$ 1 bilhão) de um empréstimo emergencial feito para manter as operações durante o impasse.

Picea Robotics deve assumir a iRobot

iRobot se tornou referência com os modelos Roomba (imagem: divulgação)

Sem caixa, a empresa atrasou pagamentos à Picea Robotics, sua principal fabricante na China. A relação estratégica foi iniciada em 2023 para desenvolver novos modelos mais competitivos.

A Picea, porém, se tornou credora majoritária ao adquirir a dívida da iRobot, deixando de ser apenas fornecedora. Como lembra a Reuters, isso fez com que a fabricante chinesa transformasse crédito em capital, assumindo 100% do controle acionário e apagando os US$ 264 milhões em dívidas (US$ 190 milhões do empréstimo e US$ 74 milhões de contas não pagas).

O que muda para os usuários do Roomba?

Segundo a empresa, nada. A iRobot garante que aplicativos, suporte técnico e programas de clientes permanecerão inalterados para seus usuários, pelo menos por enquanto. Os 274 funcionários atuais e cadeias de suprimentos globais também não sofrerão alterações imediatas.

A Picea Robotics não detalhou planos para futuros desenvolvimentos de produtos.
iRobot: fabricante do Roomba entra com pedido de falência

iRobot: fabricante do Roomba entra com pedido de falência
Fonte: Tecnoblog