Category: Negócios e Mercado

“ A Apple ainda é a empresa de Steve Jobs”, diz Tim Cook

“ A Apple ainda é a empresa de Steve Jobs”, diz Tim Cook

Apple foi incorporada em 1º de abril de 1976 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Tim Cook afirma que a Apple ainda reflete a influência de Steve Jobs, destacando a presença contínua do cofundador na cultura de inovação da empresa.
Cook defende o diálogo com o governo de Trump como estratégia para combater a polarização e garantir que a Apple seja ouvida.
A Apple mantém uma política de diálogo global com governos, visando consistência nos valores e adaptação às regulamentações locais.

Aproveitando as comemorações do cinquentenário da Apple, o CEO Tim Cook concedeu uma entrevista à revista Esquire para discutir o passado e o futuro da gigante de Cupertino. O marco histórico serviu para o executivo refletir sobre a influência duradoura do cofundador Steve Jobs no DNA e na cultura de inovação da empresa.

Além da nostalgia, Cook usou o espaço para abordar o atual cenário político e responder a críticas. O líder da maçã justificou os diálogos frequentes de sua gestão com o governo de Trump, defendendo que a aproximação é a melhor via para combater a polarização.

Influência e ideais do executivo continuam guiando a empresa meio século depois (imagem: reprodução/Albert Watson)

A influência de Steve Jobs

A Apple completou meio século de estrada consolidada como uma das empresas mais valiosas do planeta. É quase impossível olhar para o histórico de produtos que redefiniram a tecnologia e não pensar em Steve Jobs. Para Tim Cook, a figura do amigo e ex-chefe continua onipresente. “Penso nele com frequência — e nos últimos meses, pensando no 50º aniversário, ainda mais. A gente sempre pensa nas coisas em que ele acreditava”, revelou.

Trabalhando ao lado de Jobs desde 1998, Cook confessou que demorou a aceitar a gravidade da doença do cofundador antes de seu falecimento, em 2011. Na época, a expectativa pessoal do atual CEO era de que Jobs continuasse como presidente do conselho para sempre. Sobre a identidade da empresa hoje, ele não hesita: “Com certeza, ainda é a empresa dele”.

Por que a Apple se aproximou de Trump?

Tim Cook tem sido alvo de críticas pela proximidade com Donald Trump. A justificativa do executivo é combater a polarização e garantir que a voz da Apple seja ouvida. Para Cook, evitar o contato com líderes políticos por diferenças ideológicas acaba agravando os problemas da sociedade.

Ele classifica a atual administração dos EUA como “acessível”, o que permite à empresa apresentar seus pontos de vista diretamente. “Eles podem não concordar, mas você pode dialogar e ser ouvido. No fim, talvez você não consiga convencê-los, mas o engajamento é essencial”, pontuou.

Essa política de “portas abertas” não é exclusividade americana. O CEO ressalta que a Apple conversa com governos do mundo todo para lidar com leis e regulamentações locais. A ideia central, segundo ele, é manter os valores da empresa consistentes e não “mudar de acordo com o vento”.

Cultura do “não” e debates internos

Tim Cook defende diálogo político e cultura de debates (imagem: reprodução/Apple)

Fiel a um dos grandes lemas da era Jobs, o atual CEO garante que a maçã continua dizendo “não a mil coisas para chegar àquela única coisa brilhante”. Esse filtro rigoroso exige muito debate interno que, segundo Cook, seria “inacreditável” para quem visse de fora.

Há mais de uma década no comando da empresa, o ex-diretor de operações costuma ver seu nome envolvido em rumores sobre quem será o seu sucessor. Mas, para acabar com as especulações dos analistas de mercado, Tim Cook disse à Esquire que, pelo menos por enquanto, não tem nenhum plano formal para se aposentar ou deixar a gigante que ajudou a erguer nas últimas décadas.
“ A Apple ainda é a empresa de Steve Jobs”, diz Tim Cook

“ A Apple ainda é a empresa de Steve Jobs”, diz Tim Cook
Fonte: Tecnoblog

Em vitória da Epic Games, Google reduz taxas da Play Store; veja como ficou

Em vitória da Epic Games, Google reduz taxas da Play Store; veja como ficou

Em vitória da Epic Games, Google reduz taxas da Play Store (imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Google Play Store reduziu taxa padrão de transações de 30% para 20%;
Desenvolvedores podem usar sistemas de pagamento próprios, mas pagarão uma taxa adicional de 5% se mantiverem sistema de faturamento da Google;
mudanças entram em vigor até 2027, variando por região, como parte de um acordo entre Google e Epic Games.

A guerra entre Google e Epic Games caminha para um desfecho que afeta toda a indústria de aplicativos no ecossistema do Android. A principal mudança oriunda de um acordo entre as partes está na redução de 30% para 20% na taxa que a Google Play Store cobra para transações feitas em apps distribuídos pela loja.

Na prática, as mudanças reduzirão os custos dos desenvolvedores referentes à distribuição de software na Google Play Store, o que pode resultar em aplicativos mais baratos para o usuário, bem como em assinaturas ou compras mais acessíveis.

Para entendermos como, é preciso, antes, conhecermos cada mudança na plataforma.

O que muda na Google Play Store, de fato?

Comecemos pela taxa sobre compras dentro do aplicativo (IAP, na sigla em inglês). Para novas instalações (app instalado pela primeira vez em um dispositivo), a taxa caiu de 30% para 20%.

Para desenvolvedores que participarem das iniciativas Apps Experience Program (novidade) e Google Play Games Level Up (programa reformulado), as taxas de IAP serão de 20% em aplicativos já instalados e de 15% para novas instalações.

Outra mudança está nas assinaturas recorrentes (para aplicativos que exigem pagamento mensal, por exemplo), cuja taxa caiu de 15% para 10%.

No centro de todas essas reduções de taxas está outra mudança importante: cada pagamento realizado dentro de um aplicativo ou jogo distribuído via Google Play Store só podia ser executado por meio do sistema de faturamento da própria plataforma; isso deixará de ser obrigatório.

Seguindo uma mudança iniciada há alguns meses, a loja permitirá que os desenvolvedores usem sistemas de pagamento próprios ou de terceiros para efetuar cobranças.

Porém, o desenvolvedor que preferir usar o sistema de faturamento da Google Play Store deverá pagar uma taxa adicional de 5% sobre o valor de cada transação. Essa porcentagem foi confirmada para os Estados Unidos, países do Espaço Econômico Europeu (EEE) e Reino Unido. Em outros mercados, essa porcentagem poderá ser diferente.

Aliás, os usuários estarão menos dependentes da própria Play Store. Outra decisão oriunda do acordo é a criação do programa Lojas de Aplicativos Registradas (em tradução livre), que permitirá que usuários de Android lidem com um processo de instalação mais simples de apps que são distribuídos por outras plataformas.

Play Store passa por mudanças importante após acordo (imagem: reprodução/Google)

Quando as mudanças na Play Store entram em vigor?

As novas políticas da Google Play Store entrarão em vigor em datas diferentes, de acordo com cada país. O cronograma de implementação ficou assim:

até 30 de junho de 2026: países do EEE, Estados Unidos e Reino Unido;

até 30 de setembro de 2026: Austrália;

até 31 de dezembro de 2026: Coreia do Sul e Japão;

até 30 de setembro de 2027: demais países.

Epic Games comemora mudanças na Play Store

É importante relembrar que essas mudanças são consequência de um processo antitruste que a Epic Games move contra o Google desde 2020. A desenvolvedora de títulos como Fortnite acusa o Google de práticas anticompetitivas.

Na ação, a Epic Games se queixa principalmente da taxa padrão de 30% cobrada até então pelo Google sobre compras feitas em aplicativos distribuídos via Play Store, e de dificuldades de acesso a serviços de pagamento que cobram porcentagens mais baixas.

As disputas nos tribunais começaram a caminhar para o fim em novembro de 2025, quando Google e Epic Games anunciaram um acordo que resultou nas mudanças descritas aqui. No X, o CEO da Epic celebrou esta, digamos, vitória:

O Google está abrindo o Android completamente, com suporte robusto para lojas concorrentes, sistemas de pagamento de terceiros e melhores condições para todos os desenvolvedores. Portanto, resolvemos todas as nossas disputas no mundo todo. OBRIGADO, GOOGLE!

Fortnite retornará à Google Play Store em breve, no mundo todo. A Epic Games Store continuará oferecendo suporte ao Android globalmente, além do Windows e do Mac, e a instalação no Android ficará muito mais fácil ainda em 2026.

Tim Sweeney, CEO da Epic Games

Em vitória da Epic Games, Google reduz taxas da Play Store; veja como ficou

Em vitória da Epic Games, Google reduz taxas da Play Store; veja como ficou
Fonte: Tecnoblog

Amazon Now estreia no Brasil com entregas em até 15 minutos

Amazon Now estreia no Brasil com entregas em até 15 minutos

Amazon Now entrega em 15 minutos (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Resumo

Amazon Now no Brasil entrega em até 15 minutos e oferece frete grátis para assinantes Prime em compras acima de R$ 15;
não assinantes Prime pagam taxa de R$ 5,49; serviço disponível em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte;
Mais de 5.000 produtos estão disponíveis, principalmente de supermercado, com rastreamento em tempo real.

A Amazon escolheu esta terça-feira (03/03) para a estreia oficial do serviço Amazon Now no Brasil. A novidade permite que compras realizadas na plataforma cheguem em até 15 minutos. Nesta fase inicial, são mais de 5.000 produtos disponíveis (o objeto é expandir esse número), quase todos itens de “supermercado”.

A parte mais interessante é que a taxa de entrega é gratuita para compras acima de R$ 15 para quem é assinante do Amazon Prime. Para não assinantes, a taxa de entrega tem um valor interessante: R$ 5,49.

Em ambos os casos, o comprador tem a opção de dar uma gorjeta ao entregador ao receber o pedido. É possível acompanhar o status da entrega via notificações por WhatsApp. Também há a opção de rastreamento em tempo real da entrega.

Como esperado, é preciso informar um código de entrega para o procedimento ser finalizado com segurança, informação que só deve ser fornecida ao entregador se o pedido tiver chegado como o esperado.

Amazon Now já funciona no Brasil (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Onde o Amazon Now está disponível?

Nesta fase inicial, o Amazon Now cobrirá oito cidades brasileiras, a começando de São Paulo. Porém, mesmo nos municípios cobertos, é preciso checar se o seu CEP é atendido. As cidades cobertas são estas:

São Paulo (SP)

Campinas (SP)

Rio de Janeiro (RJ)

Belo Horizonte (MG)

Porto Alegre (RS)

Curitiba (PR)

Fortaleza (CE)

Recife (PE)

O serviço já começou a funcionar em São Paulo. Nos demais locais, o serviço será implementado de modo gradual até 8 de março. Para usá-lo, basta acessar a página do Amazon Now.

Como já informado, os produtos disponíveis no novo serviço são quase todos de “supermercado”. Há categorias como laticínios, feira (frutas e legumes), padaria, bebidas, suplementos, limpeza, cuidados pessoais, entre tantas outras.

Todos os produtos vendidos via Amazon Now são identificados com um selo que leva o nome da modalidade.

A Amazon destaca a oferta de produtos congelados, categoria que não é oferecida ou é muito limitada em plataformas concorrentes.

Assinantes do Amazon Prime podem ter, além do frete gratuito, acesso a ofertas exclusivas.

Em desenvolvimento
Texto em elaboração. Atualize a página dentro de alguns instantes para obter mais detalhes.

Amazon Now estreia no Brasil com entregas em até 15 minutos

Amazon Now estreia no Brasil com entregas em até 15 minutos
Fonte: Tecnoblog

Notebooks baratos vão sumir até 2028, prevê consultoria

Notebooks baratos vão sumir até 2028, prevê consultoria

Mercado de celulares de entrada também será atingido (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A crise dos chips aumentará os preços das memórias RAM e SSDs, impactando PCs e smartphones até 2028.
Notebooks baratos desaparecerão do mercado em até dois anos devido ao aumento dos custos de produção.
A demanda dos data centers de IA por memória afetará a disponibilidade de celulares e consoles, atrasando lançamentos.

O segmento de PCs de entrada deve desaparecer do mercado em até dois anos. A previsão drástica é de um novo relatório da consultoria Gartner, que detalha como o boom dos preços de memória em nível global afetará toda a cadeia de produção. Segundo a análise, esse fenômeno reduzirá as remessas globais de computadores em 10,4% e de smartphones em 8,4% já ao longo de 2026.

O que está causando essa crise?

A resposta direta está na estimativa de um aumento de 130% nos preços de memória DRAM e armazenamento SSD ainda este ano. Esse salto astronômico resultará num reajuste inevitável aos consumidores, encarecendo a fabricação de PCs em 17% e de smartphones em 13%, na comparação com 2025.

Toda a indústria tecnológica já se prepara para o que algumas publicações estão chamando de RAMmageddon, impulsionado por uma escassez severa na produção e a fome insaciável dos data centers de inteligência artificial por mais memória.

Historicamente, a memória de um PC representava cerca de 16% do custo total da lista de materiais. Com a crise atual, esse número atingirá 23%. O analista da Gartner Ranjit Atwal explica que essa margem elimina a capacidade das fabricantes e dos fornecedores de absorverem os custos. Como as máquinas de entrada já possuem uma margem de lucro extremamente baixa, produzi-las se tornará um negócio financeiramente inviável.

O resultado? O fim do segmento de computadores baratos e a maior contração nas remessas de dispositivos em mais de uma década.

Fim do notebook “baratinho” no Brasil

Comprar um notebook no Brasil exigirá um investimento maior (imagem: Rupixen/Unsplash)

Trazendo essa realidade para o mercado brasileiro, o cenário acende um alerta para o varejo e para o consumidor. Atualmente, é possível encontrar notebooks básicos de entrada no país — geralmente equipados com processadores modestos, 8 GB de RAM e algum SSD — abaixo dos R$ 2 mil.

Se aplicarmos o repasse projetado de 17%, esse equipamento subiria mais de R$ 300. Contudo, no Brasil o cenário é mais complicado. O repasse gringo é focado apenas no custo de fabricação. Por aqui, entram na conta a flutuação do dólar e o efeito cascata dos impostos.

Vale lembrar que, no final de fevereiro, o governo federal chegou a propor o aumento da tarifa de importação de notebooks e smartphones de 16% para 20%. O governo recuou após pressão popular, mas, como os impostos são cobrados sobre o valor do produto importado, uma máquina cuja base já é mais cara em dólar gerará um tributo final maior em reais. Somando a isso a margem de lucro das varejistas, o salto no preço final de prateleira será relevante. Na prática, a barreira financeira para comprar um computador novo deve subir.

Além da alta nos preços, a consultoria aponta para o desinteresse comercial. Em vez de produzir e vender um notebook básico encarecido, as marcas preferem direcionar as memórias escassas para laptops premium, onde as margens de lucro justificam o investimento.

Celulares e consoles também vão sofrer

A demanda dos data centers de IA por chips e memórias também causará um tombo nas vendas de celulares. A Gartner alerta que os usuários de smartphones básicos serão os mais afetados, precisando recorrer cada vez mais a aparelhos de segunda mão.

O setor de games também começa a sentir o baque. A Valve relatou que o Steam Deck tem ficado indisponível com frequência, alertando que o problema se tornará rotineiro devido à falta de componentes. Já a nova geração de consoles pode demorar mais para chegar. Informações divulgadas pela Bloomberg indicam que a Sony avalia adiar o lançamento do PlayStation 6 para 2028 ou 2029. Lançar o hardware nos próximos dois anos significaria esbarrar na escassez de peças ou ter que anunciar um preço final inviável para os compradores.

Notebooks baratos vão sumir até 2028, prevê consultoria

Notebooks baratos vão sumir até 2028, prevê consultoria
Fonte: Tecnoblog

Netflix recua e Paramount deve ficar com a Warner Bros

Netflix recua e Paramount deve ficar com a Warner Bros

Empresa abandona disputa para focar em conteúdo original (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

Resumo

Nesta quinta-feira (26), a Netflix anunciou sua saída oficial da disputa para comprar a Warner Bros. Discovery (WBD). A decisão encerra a guerra de lances e deixa o caminho livre para a Paramount Skydance, de David Ellison, fechar a aquisição do estúdio.

Segundo a gigante do streaming, cobrir a última oferta da concorrente deixou de fazer sentido. Em comunicado, os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, reforçaram a disciplina financeira da empresa. Para os executivos, a Warner sempre foi vista como um negócio interessante pelo preço certo, mas nunca como algo essencial “a qualquer custo”.

Por que a Netflix desistiu do negócio?

A conta não fecha mais. A nova proposta da Paramount Skydance elevou o custo da operação a um nível que fugia da política de investimentos da plataforma. Em vez de usar mais recursos, a Netflix preferiu priorizar o próprio crescimento. Sarandos e Peters confirmaram que a empresa vai investir cerca de US$ 20 bilhões (mais de R$ 100 bilhões) na produção de filmes e séries originais ao longo de 2026.

O mercado aprovou o recuo estratégico: as ações da Netflix dispararam mais de 10% após o fechamento da bolsa. Além disso, a empresa não sai de mãos abanando. Como já possuía um acordo preliminar de fusão assinado com a Warner, a quebra desse contrato por parte do estúdio aciona automaticamente uma cláusula de penalidade. Com isso, a Netflix embolsará uma multa rescisória de US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 14,4 bilhões).

A proposta bilionária da Paramount

Com a saída da rival, o conselho da Warner Bros. não demorou para classificar a oferta da Paramount como uma proposta “superior”. Segundo o The Hollywood Reporter, o acordo fixa o valor de US$ 31 por ação da WBD e inclui garantias agressivas para tranquilizar os acionistas. Entre elas, uma multa de US$ 7 bilhões (cerca de R$ 36 bilhões) caso a transação seja barrada por órgãos reguladores. Como parte da negociação, a própria Paramount assumiu o compromisso de pagar os US$ 2,8 bilhões devidos à Netflix.

David Zaslav, presidente e CEO da Warner Bros. Discovery, elogiou a parceria com a Netflix durante as negociações, mas foca no futuro. “Assim que nosso conselho aprovar a fusão com a Paramount, criaremos um valor tremendo para nossos acionistas. Estamos entusiasmados com o potencial dessa combinação”, afirmou o executivo.
Netflix recua e Paramount deve ficar com a Warner Bros

Netflix recua e Paramount deve ficar com a Warner Bros
Fonte: Tecnoblog

Meta decide que futuro do metaverso não está na realidade virtual

Meta decide que futuro do metaverso não está na realidade virtual

VR não emplacou como o esperado, diz Meta (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Meta separou o Horizon Worlds dos projetos de realidade virtual Quest, focando em smartphones e tablets.
O mercado de realidade virtual não cresceu como esperado, levando ao fechamento do Horizon Workrooms.
Horizon Worlds se tornará concorrente do Roblox, com foco em monetização e crescimento em plataformas móveis.

A Meta anunciou que vai separar o Horizon Worlds, seu ambiente virtual, dos projetos da plataforma de realidade virtual Quest, que inclui a linha de headsets de mesmo nome. Com isso, o foco do mundo digital agora é ter uma presença mais forte em smartphones. Enquanto isso, as equipes que trabalham no sistema de VR vão se concentrar em ferramentas para desenvolvedores.

É um sinal de que a proposta apresentada em 2021 não vingou como o esperado. Na ocasião, a empresa então conhecida como Facebook mudou de nome para sinalizar que seu futuro passava pela construção de, nas palavras de Mark Zuckerberg, “uma internet corpórea, em que você está na experiência, não apenas olhando para ela”.

Por que a Meta mudou seus planos?

O comunicado divulgado pela Meta repete uma afirmação bastante direta: o mercado de realidade virtual não cresceu tanto quanto o esperado. Mais do que isso, ele não emplacou em todos os públicos-alvo como a empresa gostaria.

Os headsets fazem algum sucesso com crianças e adolescentes interessados em jogos casuais, mas jovens e adultos não aderiram à novidade para fazer reuniões ou participar de espaços profissionais colaborativos — tanto que a Meta encerrou o Horizon Workrooms, espécie de metaverso corporativo que ela oferecia.

Horizon Workrooms permitia reuniões de trabalho em realidade virtual (imagem: divulgação)

“Para continuar impulsionando o crescimento da plataforma VR no futuro, estamos focados em apoiar a comunidade de desenvolvedores terceirizados e sustentar nosso investimento em VR a longo prazo”, dia a publicação.

Qual o futuro do metaverso?

Se quase ninguém tem headsets de realidade virtual, por que continuar investindo em criar um ambiente digital com essas características? Essa parece ter sido a pergunta na cabeça dos executivos da Meta.

Com o anúncio, a empresa declara algo que já era esperado: o Horizon Worlds vai, aos poucos, deixar de ser um espaço imersivo para se tornar uma plataforma de mundos virtuais com foco em smartphones e tablets.

Horizon Worlds será espaço de joguinhos e mundos virtuais (imagem: divulgação)

“Tivemos um crescimento de mundos exclusivos para plataformas móveis de 0 para mais de 2 mil [em 2025]”, diz o comunicado, que também sublinha um aumento de quatro vezes nos usuários ativos mensalmente em smartphones e tablets ao longo do ano passado.

O Horizon Worlds, então, passa de um metaverso para um concorrente de plataformas como o Roblox, que também tem mundos e jogos criados por usuários. Esse tipo de plataforma também permite monetização, e a Meta já vê sinais positivos nisso, com quatro criadores atingindo a marca de US$ 1 milhão em receitas.

Com informações do Engadget
Meta decide que futuro do metaverso não está na realidade virtual

Meta decide que futuro do metaverso não está na realidade virtual
Fonte: Tecnoblog

Investidores criticam gasto excessivo das big techs com IA

Investidores criticam gasto excessivo das big techs com IA

O avanço dos investimentos em IA por grandes empresas de tecnologia começa a gerar ceticismo em Wall Street (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O ritmo acelerado de investimentos das grandes empresas de tecnologia em inteligência artificial começa a gerar incômodo entre investidores. Mesmo após as principais big techs deixarem claro, na temporada mais recente de balanços, que não pretendem reduzir os aportes em infraestrutura e modelos de IA, o mercado financeiro demonstra sinais crescentes de ceticismo.

Uma nova pesquisa do Bank of America indica que parte relevante de gestores de fundos e executivos financeiros já considera esses gastos excessivos.

A avaliação sugere que, para Wall Street, o entusiasmo com IA segue alto, mas a tolerância a investimentos sem retorno claro começa a diminuir.

Wall Street vê exagero nos aportes em IA

O levantamento ouviu 162 gestores responsáveis por cerca de US$ 440 bilhões em ativos (R$ 2,24 trilhões). Um percentual recorde desses profissionais afirmou que as empresas estão “investindo demais” em despesas de capital, especialmente ligadas à expansão de data centers, chips e infraestrutura voltada à IA.

O resultado vem acompanhado de uma mudança importante no humor dos executivos de tecnologia. Apenas 20% dos CIOs ouvidos disseram defender o aumento dos gastos de capital, o chamado capex, uma queda relevante em relação aos 34% registrados na pesquisa anterior. Para muitos, o momento agora é de cautela.

Esse freio no entusiasmo pode ser explicado pela percepção de risco. Um quarto dos participantes apontou uma possível “bolha de IA” como o principal risco para o mercado em 2026, superando preocupações tradicionais como inflação, conflitos geopolíticos ou alta desordenada dos juros.

Investimentos em tecnologia seguem altos, enquanto o mercado avalia riscos e retorno (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A bolha de IA pode virar um problema maior?

Além do temor de excesso de otimismo, parte dos investidores enxerga um risco ainda mais estrutural. Cerca de 30% dos entrevistados consideram os gastos massivos dos chamados hyperscalers de IA como a fonte mais provável de um evento sistêmico de crédito. Em outras palavras, o medo não é apenas de perdas pontuais, mas de impactos mais amplos no sistema financeiro.

Esse tipo de avaliação seria impensável há um ano, quando a corrida por IA parecia justificar praticamente qualquer nível de investimento. Desde então, no entanto, o mercado passou a exigir resultados mais concretos.

Com informações do Business Insider
Investidores criticam gasto excessivo das big techs com IA

Investidores criticam gasto excessivo das big techs com IA
Fonte: Tecnoblog

Meta obtém resultado robusto, mas continua perdendo bilhões com metaverso

Meta obtém resultado robusto, mas continua perdendo bilhões com metaverso

Meta planeja investir até US$ 135 bilhões em infraestrutura de IA em 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Meta registrou receita de US$ 59,8 bilhões no quarto trimestre de 2025, mas divisão Reality Labs registrou um prejuízo operacional de US$ 6 bilhões.
O resultado reflete a mudança de foco da empresa, que redirecionou investimentos para inteligência artificial e dispositivos vestíveis.
A Meta projeta gastar entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões em infraestrutura de IA em 2026.

A Meta divulgou nesta quarta-feira (28/01) os resultados financeiros referentes ao quarto trimestre de 2025, revelando o contraste acentuado entre o lucro recorde da operação principal e as perdas na divisão de hardware. Enquanto a receita global da companhia subiu 24%, atingindo US$ 59,89 bilhões (aproximadamente R$ 311 bilhões), a unidade Reality Labs, responsável pelo desenvolvimento do metaverso, registrou um prejuízo operacional de US$ 6,02 bilhões (R$ 31 bilhões).

O desempenho negativo da divisão de realidade virtual (VR) e aumentada (AR) superou as estimativas mais pessimistas de Wall Street. Analistas previam um prejuízo de US$ 5,67 bilhões para o setor. Apesar do déficit, a receita do segmento foi de US$ 955 milhões, acima das expectativas de US$ 940,8 milhões. Com a atualização dos dados, o Reality Labs agora acumula perdas que somam quase US$ 80 bilhões desde o final de 2020 (R$ 415 bilhões).

A publicidade, por sua vez, continua sendo a principal força da empresa, gerando US$ 58,1 bilhões e representando 97% do faturamento total do trimestre.

O CEO Mark Zuckerberg buscou tranquilizar o mercado. Ele espera que os prejuízos da unidade em 2026 permaneçam em patamares semelhantes aos registrados no último ano, sinalizando que a empresa pode ter atingido o “teto” das perdas antes de iniciar uma redução gradual nos gastos.

Qual é o novo foco da Meta?

Diante do crescimento mais lento do que o esperado para o metaverso, a Meta iniciou uma reestruturação profunda de seus recursos humanos e financeiros. No início de janeiro de 2026, a companhia demitiu mais de mil funcionários do Reality Labs que trabalhavam em projetos de VR e em jogos.

O movimento visa redirecionar o capital para a inteligência artificial (IA) e novos dispositivos vestíveis (wearables). A mudança de rumo ficou evidente no fim de 2025: pela primeira vez em anos, a Meta não lançou um novo headset da linha Quest. Em vez disso, a empresa apostou no Meta Ray-Ban Display, óculos inteligentes desenvolvidos em parceria com a EssilorLuxottica.

O dispositivo, comercializado por US$ 799 (R$ 4.150), incorpora telas digitais a uma das lentes. Ele traz assistente de IA, de modo a refletir uma busca por aparelhos mais leves e úteis no cotidiano, em vez de dispositivos de imersão total.

Investimentos em IA e novos riscos

Enquanto o Reality Labs amarga prejuízos, a infraestrutura de IA da Meta recebe investimentos sem precedentes. Para 2026, a empresa projeta gastos entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões, destinados majoritariamente a centros de dados e chips de processamento. O montante é quase o dobro dos US$ 72,2 bilhões investidos em 2025.

Zuckerberg também confirmou que modelos de linguagem mais robustos serão lançados no primeiro semestre deste ano. O mercado aguarda o modelo de codinome Avocado, que deve suceder a linha Llama 4.

Apesar do otimismo financeiro, com ações subindo 10% após a divulgação dos resultados, a diretora financeira Susan Li alertou para possíveis obstáculos. Processos judiciais de grande repercussão e novos marcos legais antitruste nos Estados Unidos e na União Europeia têm julgamentos previstos para este ano. Segundo a empresa, os embates jurídicos podem resultar em impactos nos próximos balanços da empresa.
Meta obtém resultado robusto, mas continua perdendo bilhões com metaverso

Meta obtém resultado robusto, mas continua perdendo bilhões com metaverso
Fonte: Tecnoblog

Nova Launcher ressuscita sob nova direção

Nova Launcher ressuscita sob nova direção

Nova Laucher está disponível para Android (foto: André Fogaça/Tecnoblog)

Resumo

O Nova Launcher foi adquirido pela empresa sueca Instabridge, que promete manter o app atualizado e compatível com versões modernas do Android.
A Instabridge considera exibir anúncios na versão gratuita e criar novos planos pagos, enquanto o Nova Launcher Prime continuará sem anúncios por US$ 3,99.
A empresa avalia abrir o código do Nova Launcher, enquanto usuários relatam a presença de rastreadores de anúncios do Facebook e Google no aplicativo.

O Nova Launcher, um dos aplicativos de personalização mais populares do Android, ganhou uma inesperada sobrevida. Depois de ter seu fim decretado em setembro de 2025, o app foi adquirido pela empresa sueca Instabridge, que agora assume o controle do projeto e promete mantê-lo atualizado.

A mudança ocorre meses após a saída de Kevin Barry, criador e único desenvolvedor do Nova Launcher, da Branch Metrics, empresa de análise de dados que havia comprado o aplicativo em julho de 2022. Com a desaceleração no desenvolvimento e a demissão da maior parte da equipe, o futuro do launcher parecia encerrado para boa parte da comunidade.

Do anúncio de encerramento à venda do Nova Launcher

Em setembro de 2025, Barry informou publicamente sua saída da Branch e confirmou que havia sido instruído a interromper os trabalhos de código aberto do Nova Launcher — algo que, segundo ele, havia sido prometido no momento da aquisição. Sem um desenvolvedor ativo e com o código-fonte em situação indefinida, sites especializados chegaram a tratar o app como descontinuado.

Poucos meses depois, porém, a Instabridge anunciou a compra do Nova Launcher. A empresa se descreve como focada em “criar produtos que ajudam as pessoas a se conectarem à internet” e afirmou que sua prioridade inicial é garantir a compatibilidade do launcher com versões modernas do Android, além de corrigir falhas e manter a estabilidade do aplicativo.

“O Nova não vai ser desativado. Nosso foco imediato é simples: manter o Nova estável, compatível com o Android moderno e com manutenção ativa”, afirmou a Instabridge.

Nova Launcher traz opções de customização para a tela inicial do Android (imagem: reprodução/Google Play Store)

O que muda para os usuários do Nova Launcher?

Apesar da promessa de continuidade, a nova fase do Nova Launcher levanta dúvidas. A Instabridge deixou claro que não pretende reformular o app no curto prazo nem lançar recursos de forma acelerada. A ideia é adotar uma abordagem focada em manutenção, desempenho e qualidade.

Ao mesmo tempo, a empresa confirmou que avalia alternativas para tornar o projeto financeiramente sustentável. Entre elas, está a possibilidade de exibição de publicidade na versão gratuita e a criação de novos planos pagos. O Nova Launcher Prime seguirá sem anúncios, com preço reduzido para US$ 3,99 (cerca de R$ 21). As licenças já adquiridas continuarão válidas.

Relatos de usuários e análises de código apontam que rastreadores de anúncios do Facebook e do Google já foram adicionados ao aplicativo. Embora a Instabridge não tenha confirmado oficialmente a exibição de anúncios, usuários no Reddit afirmam já terem visto propagandas.

A empresa também diz estar “avaliando ativamente” a abertura do código do Nova Launcher.
Nova Launcher ressuscita sob nova direção

Nova Launcher ressuscita sob nova direção
Fonte: Tecnoblog

A disputa de R$ 72 milhões entre Dell, Broadcom e mais empresas

A disputa de R$ 72 milhões entre Dell, Broadcom e mais empresas

Dell usa fim do contrato de distribuição como principal defesa (imagem: reprodução/Dell)

Resumo

A Dell Technologies formalizou um processo contra a VMware no Reino Unido, exigindo o pagamento de pelo menos 10 milhões de libras (cerca de R$ 72 milhões na cotação atual). A ação é o mais recente desdobramento de uma complexa batalha jurídica iniciada pela Tesco, a maior rede de supermercados britânica, contra a Broadcom – dona da VMware – e a revendedora Computacenter.

O caso expõe tensões decorrentes da mudança no modelo de negócios imposta pela Broadcom após adquirir a gigante de virtualização. O que começou como uma reclamação de contrato virou um “efeito dominó” jurídico envolvendo algumas das principais empresas de software.

Como a Dell foi parar no tribunal?

Para entender o papel da Dell no caso, é preciso olhar para a origem do conflito: o fim das licenças perpétuas. A Tesco alega que adquiriu licenças de software da VMware em 2021 com garantia de renovação de suporte. No entanto, após assumir o controle da empresa, a Broadcom eliminou essa modalidade, forçando a migração para assinaturas recorrentes (e mais caras). Sentindo-se lesada, a rede de supermercados processou a revendedora Computacenter e a Broadcom, pedindo mais de 100 milhões de libras em indenizações.

Nessa hora a Dell foi arrastada para a confusão. A Computacenter alega que não pode entregar o que as fabricantes se recusam a vender e processou seus fornecedores para se resguardar. A revendedora argumenta que, em 2021, a Dell – então distribuidora da VMware – enviou uma proposta que garantia preços e condições de suporte por longo prazo. Para a Computacenter, é a Dell que deve honrar essa oferta.

Antiga dona da VMware, Dell agora enfrenta a ex-subsidiária no tribunal (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Na ação recém-aberta, a gigante dos PCs sustenta que sua obrigação contratual se limitava a “comunicar à VMware qualquer solicitação de renovação”, e que essa responsabilidade dependia da companhia continuar sendo uma distribuidora autorizada. Como a Dell encerrou a parceria de distribuição com a VMware em janeiro de 2024, a empresa alega incapacidade técnica e legal de fornecer os softwares sem a cooperação da Broadcom.

Basicamente, a Dell – que agora exige indenização para cobrir eventuais perdas se o veredito for desfavorável – diz ao tribunal que se a Computacenter vencer a ação, a VMware deve pagar a conta.

Fim das licenças perpétuas e risco de desabastecimento

Tesco alerta que falta de suporte da VMware pode afetar abastecimento (imagem: reprodução)

A base da disputa é a decisão da Broadcom de encerrar o suporte a licenças antigas. Nos autos do processo, a Tesco afirma que o software da VMware é “essencial para as operações e a resiliência dos negócios”, gerenciando cerca de 40 mil cargas de trabalho em servidores. Isso inclui desde os caixas das lojas até a logística de fornecimento de alimentos em todo o Reino Unido e Irlanda.

O alerta da varejista é grave: sem as atualizações e o suporte contratado, pode haver interrupções no abastecimento de produtos alimentícios para milhões de consumidores.

A Broadcom, por sua vez, não parece disposta a recuar. A gigante dos chips sustenta que os produtos solicitados pela Tesco foram descontinuados e não são mais comercializados. A empresa argumenta ainda que não pode ser obrigada a dar suporte a softwares obsoletos e que tentou negociar um novo acordo de assinatura com a rede de supermercados, que teria ignorado as propostas.

O impasse criou uma situação inusitada, onde Tesco, Broadcom, Computacenter e Dell tentam empurrar a responsabilidade financeira uns para os outros.
A disputa de R$ 72 milhões entre Dell, Broadcom e mais empresas

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Fonte: Tecnoblog