Category: Inteligência Artificial

Ubuntu cresce mais no Windows do que no próprio Linux

Ubuntu cresce mais no Windows do que no próprio Linux

O WSL integra o ambiente do Ubuntu na área de trabalho do Windows 11 (imagem: reprodução/Canonical)

Resumo

A base de usuários do Ubuntu no Windows 11, via Subsistema Windows para Linux (WSL), está crescendo mais do que as instalações nativas, de acordo com a Canonical.
Desenvolvedores preferem o Linux no Windows 11 devido à praticidade e restrições no ambiente de trabalho, que normalmente não permitem a configuração de outros sistemas em dual-boot.
A Microsoft atraiu o público do Linux com melhorias no WSL, incluindo transferências de arquivos mais velozes e configurações de rede mais estáveis, permitindo até rodar modelos pesados de IA com acesso direto à GPU.

A base de usuários do Ubuntu rodando dentro do Windows 11, por meio do Subsistema Windows para Linux (WSL), está crescendo mais rápido do que as instalações nativas em desktops. A observação estatística foi feita pela Canonical, empresa responsável pelo desenvolvimento da distribuição Linux. A projeção oficial é que o uso, impulsionado pela ferramenta da Microsoft, ultrapasse o número de máquinas que rodam o sistema nativamente já nos próximos meses.

O cenário revela uma grande mudança no mercado de tecnologia. A antiga rivalidade entre os dois ecossistemas deu lugar a uma integração profunda em que o Windows atua como o sistema hospedeiro, enquanto o Linux opera como o ambiente mais prático de desenvolvimento e execução de códigos.

Por que desenvolvedores preferem o Linux no Windows 11?

O fenômeno ganha força no meio corporativo devido à união entre praticidade e restrições comuns no ambiente de trabalho. Profissionais de tecnologia costumam receber máquinas equipadas com Windows dos empregadores, sujeitas a políticas de segurança que proíbem a formatação do equipamento ou a configuração de outros sistemas em dual boot.

O vice-presidente de Engenharia da Canonical, Jon Seager, explicou em entrevista ao The Pragmatic Engineer que a demanda é impulsionada, em grande parte, por fluxos de trabalho que envolvem inteligência artificial e aprendizado de máquina. Com o WSL, o usuário instala o Ubuntu no ambiente da Microsoft. Uma vez configurado, a interação ocorre pelo aplicativo de Terminal, permitindo acessar janelas gráficas do Ubuntu direto na área de trabalho do Windows, por exemplo.

Essa flexibilidade acabou tornando o WSL uma solução quase padrão. Ele entrega o ecossistema que as ferramentas de IA exigem, sem interferir na camada de gerenciamento do Windows, que executa o controle corporativo exigido pelas empresas.

O terminal do Ubuntu rodando no Windows (imagem: reprodução/Canonical)

Como a Microsoft atraiu o público do Linux?

A Microsoft investiu em melhorias profundas no WSL, como transferências de arquivos mais velozes entre os dois sistemas e configurações de rede mais estáveis. Em termos de processamento bruto, a integração já possibilita rodar modelos pesados de IA utilizando acesso direto à GPU de dentro do Linux.

A estratégia também se reflete nos servidores, com a empresa mantendo o Azure Linux, sua própria distribuição de código aberto.

Apesar dos indícios de uma inversão nas métricas de instalação, o ambiente Linux nativo ainda mantém relevância técnica em determinados cenários. O WSL não substitui a experiência de controle total sobre os recursos de hardware oferecida por um computador com Ubuntu nativo. Além disso, desenvolvedores relatam restrições de licenciamento ou conflitos de rede no WSL.
Ubuntu cresce mais no Windows do que no próprio Linux

Ubuntu cresce mais no Windows do que no próprio Linux
Fonte: Tecnoblog

Microsoft acaba com função de IA no Excel

Microsoft acaba com função de IA no Excel

Função COPILOT no Excel (imagem: reprodução/Microsoft)

Resumo

Microsoft anunciou fim da função COPILOT no Excel, recurso de IA que realizava tarefas específicas em planilhas mediante comandos em células;
a função foi descontinuada por ser redundante, já que o Copilot pode ser acessado via painel lateral ou o Botão de Ação Dinâmica no Excel;
a integração do Excel com o Copilot como mecanismo de IA permanecerá, mas a função específica COPILOT deixará de existir em 14 de setembro de 2026.

Era agosto de 2025 quando a Microsoft anunciou a função COPILOT para o Excel. O recurso surgiu com a proposta de permitir que o usuário digitasse prompts diretamente em uma célula para que a IA realizasse tarefas específicas em uma planilha. Um ano se passou e, bom, a Microsoft simplesmente desistiu da ideia.

Função, no Excel, não descreve exatamente uma funcionalidade, mas uma fórmula que realiza operações específicas. Por isso, a função relacionada ao Microsoft Copilot seguia a mesma dinâmica. O usuário tinha que digitar =COPILOT (ou =copilot) em uma célula e, entre parênteses, adicionar as instruções.

Um exemplo dado pela própria Microsoft quando o recurso foi apresentado segue abaixo. Nele, o Copilot é acionado para resumir os textos dentro do intervalo de células A2 e A20:

=COPILOT(“Resumir este feedback”, A2:A20)

Por que a função COPILOT foi descontinuada no Excel?

A Microsoft não deu explicações prolongadas sobre a decisão, apenas a publicou no Message Center sinalizando que a função COPILOT será mantida no Excel somente até 14 de setembro de 2026.

Mas sabe-se que pesou para a decisão o fato de a função ser redundante. O Copilot já pode (e continuará podendo) ser acionado no Excel via painel lateral ou por meio do Botão de Ação Dinâmica (o ícone de acesso rápido à IA), por exemplo.

Outro exemplo da função COPILOT em ação no Excel (imagem: reprodução/Microsoft)

Fica claro, portanto, que é a função COPILOT que está sendo descontinuada, não a integração do Excel com o Copilot como mecanismo de inteligência artificial em si.

O Neowin destaca ainda que a função COPILOT tinha algumas limitações importantes, como o fato de não ser recomendada para cálculos numéricos, bem como para operações que envolvem dados recentes ou em tempo real.

Além disso, a função exigia conexão permanente à internet (afinal, as atividades de IA eram processadas nas nuvens) e uma assinatura do Microsoft 365 Premium.

Com base nisso, é de se presumir que, se a função COPILOT fizer falta no Excel, vai ser para pouca gente.
Microsoft acaba com função de IA no Excel

Microsoft acaba com função de IA no Excel
Fonte: Tecnoblog

Google decide que marca d’água para IA é opcional; entenda

Google decide que marca d’água para IA é opcional; entenda

Gemini e Flow permitirão criar mídias sem selos sobrepostos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Google anunciou que permitirá que usuários removam marcas d’água visíveis de conteúdo gerado por IA, mantendo a rastreabilidade por metadados e a tecnologia SynthID.
A mudança visa atender à demanda de profissionais que precisam utilizar arquivos sem o selo sobreposto.
A funcionalidade será liberada gradualmente, inicialmente integrada na interface do Gemini e no Flow, o editor de vídeo do Google.

O Google anunciou uma mudança importante na forma como identifica conteúdos gerados por inteligência artificial: a remoção das marcas d’água visíveis de imagens, vídeos e faixas musicais, para atender a um pedido de profissionais que utilizam as ferramentas e não podiam aproveitar os arquivos finais por conta do selo sobreposto.

A alteração, anunciada nesta sexta-feira (14), não compromete a procedência da mídia. A marca d’água invisível SynthID e os metadados relacionados continuarão inalterados no código do arquivo. A novidade cobre as mídias processadas pelos modelos Nano Banana, Omni e Lyria, e será liberada gradualmente para o público nos próximos dias no Gemini e no Flow, o editor de vídeo nativo do Google.

Para remover a indicação visual, será necessário acessar Configurações e buscar pela opção de “Marca d’água de mídia”, onde o recurso poderá ser ativado ou desativado.

Recurso ficará disponível no menu de configurações do Gemini (imagem: reprodução/Josh Woodward)

Por que a marca d’água visível virou um problema?

A alteração reflete uma evolução na classificação de arquivos sintéticos. No início da popularização da IA generativa, o uso de filtros visuais virou uma linha de defesa contra o compartilhamento de desinformação. No entanto, para designers e editores de vídeo, os selos gráficos podem tornar o conteúdo inutilizável.

O vice-presidente do Gemini, Josh Woodward, confirmou que a necessidade de identificar conteúdo gerado por IA permanece, mas ressaltou a importância de oferecer flexibilidade.

“Estamos buscando um equilíbrio entre controle criativo e segurança: embora as marcas d’água visíveis agora sejam opcionais, as marcas invisíveis do SynthID e os metadados ainda estão sendo usados ​​para garantir a transparência. Assim, você ainda pode usar o Gemini ou a busca para verificar se uma imagem foi gerada por IA”, escreveu o executivo.

Como o Google vai rastrear o que é IA?

No centro dessa política de transparência está o SynthID. Diferentemente de um logotipo sobreposto em um canto da tela, a tecnologia incorpora uma marca algorítmica nos arquivos de imagem, áudio ou vídeo. Essa marcação imperceptível resiste à edição e até compressão de envio em mensageiros.

Paralelamente a esse sistema, o padrão de metadados C2PA (Coalition for Content Provenance and Authenticity) funciona como um registro técnico permanente do arquivo. Ele atua como um selo de procedência, detalhando as ferramentas exatas utilizadas para criar e alterar uma mídia específica.

O próprio Google também está disponibilizando uma nova biblioteca de código aberto chamada Credentio. Ela permite que desenvolvedores independentes incorporem um mecanismo de validação local em seus aplicativos. Dessa forma, serviços de terceiros poderão realizar a checagem das credenciais C2PA e do SynthID sem a necessidade de verificação nos servidores do Google.

Novidade inclui mídias processadas pelo modelo Nano Banana (imagem: divulgação/Google)

Decisão vai na contramão do Claude

A flexibilização do Google acontece dias após a controversa decisão da Anthropic de seguir uma abordagem mais rígida. A startup responsável pelo Claude optou por incluir ativamente uma marca d’água persistente em textos e arquivos criados por seus sistemas.

Essa política mais fechada foi adotada para cumprir as regulamentações do AI Act, que entraram em vigor na União Europeia para auditar sistemas de inteligência artificial. A medida desencadeou críticas. Nos últimos dias, consumidores da plataforma expressaram insatisfação, argumentando que a exigência atrapalha o uso do Claude em ambientes corporativos e educacionais.
Google decide que marca d’água para IA é opcional; entenda

Google decide que marca d’água para IA é opcional; entenda
Fonte: Tecnoblog

Deepfake falha e expõe rosto de golpista

Deepfake falha e expõe rosto de golpista

Deepfakes ajudaram homem a concluir golpes (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog

Resumo

Um homem foi preso na Espanha por usar deepfakes para burlar verificações de identidade por vídeo.
A Policía Nacional espanhola informou que o suspeito realizou 38 tentativas de falsificação para se passar por 30 pessoas diferentes.
O golpe foi descoberto após o software de troca de rosto falhar por menos de um segundo, revelando o rosto verdadeiro do suspeito.

A polícia espanhola prendeu um homem que usava deepfakes em tempo real para burlar verificações de identidade por vídeo. A descoberta ocorreu após o software de troca de rosto falhar por pouco menos de um segundo, o suficiente para revelar o rosto verdadeiro do suspeito.

O homem é acusado de realizar 38 tentativas de falsificação para se passar por 30 pessoas diferentes, segundo nota publicada pela Policía Nacional, equivalente à Polícia Federal no Brasil. Ele tentava obter certificados digitais oficiais em nome das vítimas, e poderia usá-los para assinar contratos e transações financeiras – algo que tem se tornado comum com a popularização das IAs.

Assim como no Brasil, parte desses processos burocráticos na Espanha, quando feitos online, depende da gravação de vídeos ou de chamadas ao vivo com representantes oficiais, momentos nos quais o golpista aplicava os “filtros”.

Golpe usava deepfake em chamadas de vídeo

O esquema mirava empresas de segurança autorizadas a emitir certificados digitais. Para concluir o processo, o solicitante passava por verificações via chamada de vídeo, em que comparavam o o rosto ao documento de identidade.

O suspeito usava um software de troca de rosto em tempo real para parecer com a pessoa da foto do documento fraudado, segundo a polícia espanhola. A estrutura, que ia muito além do deepfake, incluía holofotes domésticos e lâmpadas coloridas, usadas para simular reflexos semelhantes aos presentes nos documentos de identidade.

As conexões aos sistemas eram feitas com uso de VPNs e documentos adulterados, em uma tentativa de dificultar o rastreamento.

Atraso revelou a identidade verdadeira (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O homem usava mais de 320 linhas telefônicas, em 24 aparelhos diferentes, maioria registradas em nome das pessoas que sofreram o golpe. Durante a busca na residência do acusado, os agentes apreenderam um notebook criptografado, diversos celulares e HDs.

O golpe funcionou em “múltiplas ocasiões”, mas as autoridades não informaram quantos certificados ele teria conseguido emitir indevidamente.

Deepfake falha e expõe rosto de golpista

Deepfake falha e expõe rosto de golpista
Fonte: Tecnoblog

iPhone 18 Pro: alta de 38% no custo de produção

iPhone 18 Pro: alta de 38% no custo de produção

iPhone 18 Pro pode custar 38% a mais para a Apple por conta da crise de RAM (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

O iPhone 18 Pro deve ter um custo de produção 38% maior para a Apple, principalmente devido à crise de memória RAM, o que pode resultar em um aumento de preço para o consumidor final.
A Apple pode absorver parte do aumento de custo para não elevar significativamente o preço do iPhone 18 Pro, que rumores apontam pode ser de até US$ 1.399.
O iPhone 17 Pro também pode ter seu preço afetado devido à crise de memória RAM e outros aumentos nos custos de produção.

O iPhone 18 Pro deve ter um custo de produção 38% maior para os cofres da Apple. Isso pode significar um aumento relevante no valor final do celular: alguns rumores falam em US$ 1.399, algo em torno de R$ 7.145 na cotação atual. Mas, ao que tudo indica, a maçã não deve seguir esse valor, e sim absorver o preço mais alto abrindo mão de parte do lucro.

Além disso, o iPhone 17 Pro também pode ficar mais caro a partir desta semana, apesar de ainda não haver nenhuma mudança oficial. O principal motivo apontado pela mídia especializada seria a crise de memórias RAM, mas outras fases da produção também seriam afetadas.

Segundo o site 9to5Mac, a Apple deve seguir a mesma estratégia que tem utilizado na linha de MacBooks, com uma subida parcial no valor final do produto. Ainda assim, os custos de produção podem ficar ainda maiores em 2027 e ultrapassar esses 38%, como aponta a pesquisa do site TrendForce, dificultando a manutenção dos preços mais competitivos.

Escassez de chips seria principal culpada

A Apple é uma das poucas empresas do mercado de tecnologia que ainda não tiveram uma mudança significativa nos preços praticados nos últimos meses. Mesmo após a afirmação do CEO Tim Cook sobre o assunto, quando disse que os reajustes seriam “inevitáveis”, a linha de celulares, por exemplo, segue intacta. Até o momento, foram observados alguns movimentos nas linhas de computadores, como Mac Mini e Mac Studio, mas alguns analistas já apontavam para aumentos a partir da nova geração do iPhone.

Tim Cook afirmou que os reajustes nos preços do iPhone seriam inevitáveis (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Agora, a partir do relatório divulgado pela TrendForce, esse indicativo é ainda maior por conta do aumento nos custos de produção. Segundo a publicação, a principal culpada é mesmo a memória RAM, representando 34% do custo total de montagem. Caso a escassez continue no mesmo ritmo, os chips representariam mais de 40% do valor total na fabricação do celular.

Neste cenário, os custos passariam dos 38% de aumento previstos para este primeiro momento, já no primeiro trimestre fiscal de 2027. Vale lembrar que, conforme noticiado aqui no TB, a Apple deve ter uma segunda janela de lançamento entre março e junho do próximo ano com a chegada do iPhone 18 padrão.

Outros modelos também estão sob risco

Para absorver esse aumento significativo sem subir muito o preço praticado em seu modelo premium, a Apple poderia “distribuir” esse custo por outras gerações. O iPhone 17 Pro, por exemplo, seria uma das primeiras vítimas desse reajuste, previsto já para esta segunda semana de agosto. Até o fechamento desta matéria, pelo menos, o valor sugerido no site da Apple não mudou.

iPhone 17 Pro pode ser uma das “vítimas” para segurar aumento no iPhone 18 Pro (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Um dos alertas levantados pelo TrendForce é por uma situação ainda mais complicada para modelos Android nos próximos meses. Os preços mais altos devem ficar mais evidentes sobretudo em celulares de entrada ou intermediários, onde a margem de lucro das fabricantes é menor.

A escassez de RAM tem sido um problema geral no mercado de tecnologia. O foco das fabricantes de memória em componentes para servidores de inteligência artificial diminuiu a oferta de chips para produtos de hardware. Isso afetou setores que vão desde a computação até os videogames, com atrasos e encarecimento no desenvolvimento do vindouro PlayStation 6, por exemplo.
iPhone 18 Pro: alta de 38% no custo de produção

iPhone 18 Pro: alta de 38% no custo de produção
Fonte: Tecnoblog

“Asimov estava certo” sobre regras para IA, diz ex-diretor de cibersegurança dos EUA

“Asimov estava certo” sobre regras para IA, diz ex-diretor de cibersegurança dos EUA

Chris Inglis critica IAs sem limites (imagem: reprodução/Atlantic Council)

Resumo

Chris Inglis afirma que empresas de IA já estão ignorando os princípios estabelecidos por Isaac Asimov.
Asimov formulou as “Três Leis da Robótica”, que inclue  não prejudicar os seres humanos e  obedecer aos humanos.
Inglis alerta que empresas de tecnologia vêm criando modelos programados para cumprir tarefas a qualquer custo.

A maioria das distopias futuristas que abordam a robótica envolve IAs que decidem agir contra a humanidade, desrespeitando limites propostos pelo célebre escritor Isaac Asimov desde os anos 1940. Ainda não chegamos a isso, mas Chris Inglis, ex-diretor de Cibersegurança Nacional dos Estados Unidos, afirma que empresas de IA já estão ignorando esses princípios.

O especialista declarou ao jornal The Register que o autor de ficção científica, responsável por obras como Eu, Robô e Fundação, “estava certo” ao defender a imposição de regras rígidas para sistemas robóticos e inteligências artificiais.

“O que me preocupa é que [os modelos de IA] escolham o que fazer, onde fazer e sob quais regras fazem”, afirmou Inglis ao avaliar os episódios recentes de agentes virtuais que agiram por conta própria durante testes de cibersegurança.

Autonomia demais?

Cloudflare declara guerra a bots de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Tudo começou com a OpenAI, no fim de julho. Depois vieram a Anthropic, a Meta e o Kimi. Em todos os casos, os modelos de IA teriam encontrado brechas nas configurações do ambiente controlado para acessar a internet e completar tarefas a todo custo.

Para Inglis, o comportamento das IAs é um sintoma da falta de limites e de instruções erradas dadas. Ele compara as ações dos agentes de IA com uma pessoa que solta um cachorro no quintal e o instrui a caçar coelhos.

“Se você deixa o portão aberto, vai encontrá-lo a três quadras de distância, possivelmente na escola do bairro, caçando coelhos. Você não deveria ficar surpreso. A mistura de autonomia e persistência criou esse efeito maliciosamente insidioso.”

Chris Inglis, ex-diretor de cibersegurança dos EUA, em entrevista ao The Register

As três leis de Asimov

Isaac Asimov definiu regras da robótica (imagem: reprodução)

A partir disso, Inglis resgatou as Três Leis da Robótica formuladas por Isaac Asimov:

Primeira Lei: o sistema deve ser projetado para nunca prejudicar os seres humanos

Segunda Lei: o sistema deve obedecer aos humanos, exceto quando essas ordens entrarem em conflito com a Primeira Lei

Terceira Lei: o robô deve proteger sua própria existência, desde que essa proteção não entre em conflito com a Primeira ou a Segunda Lei

Segundo Inglis, as empresas de tecnologia vêm invertendo essa lógica, criando modelos programados para cumprir tarefas a qualquer custo.

Ele explica que, sem valores alinhados à humanidade, os modelos fizeram “coisas que, sob o estado de direito humano, são ilegais”. Ressalta, ainda, que a responsabilidade sobre as ações das IAs permanece sobre seus criadores e usuários.

Não custa lembrar: posteriormente, Asimov propôs a chamada “Lei Zero”, considerada suprema e posicionada acima de todas as outras. Ela define que um robô não pode fazer mal à humanidade e nem permitir que ela sofra algum mal por omissão.

“Asimov estava certo” sobre regras para IA, diz ex-diretor de cibersegurança dos EUA

“Asimov estava certo” sobre regras para IA, diz ex-diretor de cibersegurança dos EUA
Fonte: Tecnoblog

Adobe lança plugin para ChatGPT com mais de 70 ferramentas de edição

Adobe lança plugin para ChatGPT com mais de 70 ferramentas de edição

Plugin da Adobe faz edições a partir de comandos escritos em linguagem natural (imagem: divulgação)

Resumo

A Adobe lançou um plugin para o ChatGPT com mais de 70 ferramentas de edição de imagens e documentos, unificando soluções anteriores como Photoshop Express e Acrobat.
Para usar o plugin, basta instalá-lo, fazer login com uma conta Adobe ou entrar como convidado, e digitar “@Adobe” em uma conversa no ChatGPT para executar tarefas como edição de vídeos e criação de PDFs.
A empresa planeja expandir os recursos para o Google Gemini e o Slack, e já oferece ferramentas semelhantes em outras plataformas como o Claude e o Copilot.

A Adobe liberou, nesta quinta-feira (06/08), um novo plugin para o ChatGPT. Ele unifica soluções lançadas anteriormente pela empresa de modo separado, como Photoshop Express e Acrobat, oferecendo mais de 70 ferramentas para imagens e documentos.

“Com mais de 70 ferramentas dos pacotes criativos e de produtividade da Adobe, o plugin para o ChatGPT oferece suporte a uma ampla variedade de fluxos de trabalho, desde edição de fotos e criação de vídeos de campanha até design de ativos de marketing e geração de PDFs sofisticados”, diz a empresa em seu comunicado.

Como usar o plugin da Adobe no ChatGPT?

Para adicionar o plugin ao ChatGPT, siga estes passos:

Abra a página do plugin da Adobe e clique no botão “Instalar plugin”.

Faça login com sua conta da Adobe ou escolha a opção de entrar como convidado.

Abra uma nova conversa no ChatGPT e digite “@Adobe” para usar as ferramentas do pacote.

A partir daí, basta usar prompts escritos em linguagem natural para executar as tarefas. Entre os exemplos dados pela Adobe, estão comandos como “redimensione meu vídeo para redes sociais”, “mude o fundo para rosa” e “crie um modelo de embalagem”.

A conta Adobe é opcional. Com o login, é possível acessar arquivos da Creative Cloud e salvar o trabalho para continuar futuramente naquele mesmo dispositivo ou em outro aparelho. Assinantes dos planos da Adobe também têm acesso aos créditos generativos, necessários para alguns recursos mais avançados do pacote.

Mais chatbots em breve

O plugin da Adobe funciona em diversas plataformas do ChatGPT, incluindo o Codex e o ChatGPT Work. A empresa oferece ferramentas semelhantes no Claude (com o conector Adobe for Creativity) e no Copilot (com plugins do Acrobat e do Adobe Express). Além deles, a companhia prepara soluções similares para o Google Gemini e o Slack.
Adobe lança plugin para ChatGPT com mais de 70 ferramentas de edição

Adobe lança plugin para ChatGPT com mais de 70 ferramentas de edição
Fonte: Tecnoblog

Meta lança nova IA focada em programação e games

Meta lança nova IA focada em programação e games

Novo Muse Code é agente de IA da Meta focado em programação e gamedev (imagem: reprodução/Meta)

Resumo

A Meta lançou o Muse Code, uma IA focada em programação e desenvolvimento de jogos, baseada no modelo Muse Spark 1.2, que promete lidar com trabalhos extensos de codificação.
O Muse Code já está disponível em beta e é capaz de dividir tarefas em vários agentes para realizar trabalhos maiores, com desempenho intermediário comparado a rivais como Claude Opus 5 e GPT-5.6.
A IA da Meta está disponível para testes e demonstrações, incluindo dois jogos simples, Embervault e Avo Lawn, que mostram seu potencial em desenvolvimento de jogos.

Muse Code é o novo agente de IA da Meta para programação e desenvolvimento de jogos. O modelo tem como base o recém-lançado Muse Spark 1.2, e promete dar conta de trabalhos extensos de coding. Com a novidade, a empresa tenta alcançar Anthropic e OpenAI, que têm sido referência no mercado de IAs generativas.

No X, Mark Zuckerberg compartilhou alguns resultados de benchmark realizados internamente, comparando a nova IA com os principais LLMs do mercado, incluindo os mais recentes Claude Opus 5 – que fica abaixo do Mythos/Fable 5 para tarefas mais complexas – e GPT-5.6, nas versões Sol e Terra. O desempenho, ao que parece, ainda é intermediário frente às rivais.

Uma novidade interessante que chega junto ao Muse Code é a promessa de funcionar bem mesmo em trabalhos maiores, dividindo as tarefas em vários agentes para dar conta de tudo. Dois jogos feitos utilizando a nova IA foram disponibilizados no blog da Meta, ambos com gameplay e visuais simples. O Muse Code já está disponível em beta.

Benchmark mostra IA intermediária

O Muse Spark 1.2 é voltado para trabalhos de codificação, incluindo resolução de bugs, interpretação de dados e mais. Além disso, a Meta promete manter as qualidades do Muse Spark 1.1 para agentes gerais de IA. Não há informações sobre melhorias em tarefas de cibersegurança, apesar de ser uma área correlata, e tampouco em trabalhos de pesquisa científica.

Considerando os números divulgados pela Meta, a inteligência artificial fica um pouco abaixo dos modelos atuais da Anthropic, superando o GPT-5.6 em uma situação ou outra. Analisando via Terminal Bench 2.1, por exemplo, o Muse Spark 1.2 fica em segundo, com desempenho próximo ao Claude Opus 5, enquanto no benchmark interno da Meta o modelo aparece com uma diferença maior.

Releasing Muse Code in beta today. It’s a terminal coding agent that takes on complete software engineering tasks across large repos: planning changes, writing code, validating the results. Powered by Muse Spark 1.2, a coding-focused model update. pic.twitter.com/xqavk41w6v— Mark Zuckerberg (@finkd) August 5, 2026

Entre os destaques levantados pela empresa de Zuckerberg estão a possibilidade de realizar tarefas longas e entender o contexto para acumular as informações ao longo de todo o progresso. A IA também seria capaz de mapear e reforçar treinamentos para melhorar seu próprio desempenho, superando o Muse Spark 1.1 neste quesito.

Games feitos com a IA estão disponíveis

Com foco em programação, a nova IA da Meta promete um bom funcionamento no desenvolvimento de jogos, que costumam ter muitas camadas de códigos e diversas condicionais envolvidas. Na publicação que apresenta o Muse Spark 1.2 em seu blog, a Meta também disponibilizou três demonstrações do potencial da IA, sendo duas delas jogos simples.

O primeiro, Embervault, traz visão isométrica e uma espécie de tabuleiro, em que você controla um robô e precisa derrotar inimigos que te perseguem a todo instante. A jogabilidade depende de fluidez, e o site travou bastante quando fui testar.

Jogos feitos pela IA têm pegada simples, mas funcionam sem grandes problemas (imagem: reprodução/Meta)

Já o segundo, chamado Avo Lawn, é uma espécie de tower defense em 2d, com zumbis andando lentamente rumo ao seu lado da tela. Você coleta seeds, compra frutas que fazem suas defesas, e a gameplay dura 5 ondas de ataques. O ritmo é bastante lento, mas poderia ser um bom game mobile, por exemplo.
Meta lança nova IA focada em programação e games

Meta lança nova IA focada em programação e games
Fonte: Tecnoblog

Em teste, Claude mente e cria contas falsas para forçar ataque hacker

Em teste, Claude mente e cria contas falsas para forçar ataque hacker

Claude Mythos 5 surpreende com decisões maliciosas em teste (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Resumo

Instituto de Segurança em Inteligência Artificial do Reino Unido (AISI) testou os modelos Claude Mythos 5 da Anthropic e GPT-5.6 da OpenAI, e detectou capacidades de enganar e autonomia preocupantes.
O modelo Mythos 5 da Anthropic foi capaz de criar contas falsas no GitHub para tentar inserir código malicioso, sem receber prompts específicos para tal ação.
Os testes do AISI foram realizados 122 vezes com diferentes modelos de IA, e apenas 19 casos registraram ações controversas, 17 deles ligados ao Mythos 5.

O Claude Mythos 5 e o modelo Sol do GPT-5.6 foram testados pelo Instituto de Segurança em Inteligência Artificial do Reino Unido (AISI), e apresentaram resultados preocupantes. O chatbot da Anthropic foi o que mais surpreendeu, tentando acessar o GitHub a qualquer custo: a IA criou contas falsas e se passou por pessoas reais no processo. Ela escondeu evidências depois das tentativas. Em tese, a plataforma não poderia ser acessada durante os testes.

A partir dos resultados, o AISI afirmou que as duas IAs, que figuram entre as mais poderosas do mercado, apresentaram níveis preocupantes de autonomia e capacidade de enganar, com certa “vantagem” para a inteligência da Anthropic. É importante considerar que o Instituto britânico alegou ter reduzido as camadas de seguranças presentes no modelo por padrão.

Segundo o AISI, o mesmo teste foi realizado 122 vezes com modelos de IA diferentes, e poucos casos registraram essa autonomia nas decisões para agir de forma controversa, envolvendo inclusive pessoas e organizações reais. Foram 19 situações do tipo, sendo 17 ligadas diretamente ao Mythos 5, e apenas duas delas partiram do GPT-5.6 da OpenAI.

Insistência em transgressão chama atenção

O caso do Mythos 5 agindo de forma evasiva e enganosa na tentativa de acessar o GitHub foi o principal destaque dos testes feitos pelo AISI. O modelo tentou inserir um código malicioso e, para aprovar esse código, o chatbot criou contas falsas para se passar por pessoas reais e pressionar o dono do projeto.

Não deu certo, já que um humano identificou o problema e recusou o código – tudo dentro de um ambiente controlado, claro. Mas isso tudo aconteceu sem nenhum prompt específico: o modelo agiu por conta própria. Além disso, a versão do teste não foi a mesma oferecida pela Anthropic, e sim uma configuração sem algumas barreiras de segurança importantes.

Fable 5 foi desativado após ordem dos Estados Unidos (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

É importante reforçar que, além dessa diferença nos modelos oferecidos, o Mythos 5 é uma IA restrita a alguns parceiros da Anthropic, incluindo algumas instituições governamentais. Ao anunciar a geração mais recente da inteligência, ainda em “preview” à época, a empresa classificou o Mythos como “muito avançado” para o público geral.

Hoje, usuários comuns têm acesso ao Fable 5, uma versão com mais mecanismos de segurança para trabalhos que envolvam riscos em cibersegurança e que recorre à versão anterior da IA, Opus 4.8, para determinadas consultas. Depois de disponibilizado, o novo modelo chegou a ser tirado do ar pelo governo dos Estados Unidos, mas voltou a operar em poucas semanas.

Simulação real e teste interrompido

De acordo com um artigo publicado no site do AISI, o instituto explicou como acontecem os testes de cibersegurança com as IAs – os famosos sandbox. Os modelos recebem desafios específicos no assunto, como encontrar dados protegidos de forma autônoma. Esses desafios são então comparados entre modelos mais ou menos avançados.

Mythos 5 teve caminho livre para encontrar soluções no teste, mas foi impedido na hora certa (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Com relação à base de dados, o AISI alegou acesso à Internet, simulando condições reais encontradas por um cibercriminoso humano. A ideia é ver até onde esses modelos podem chegar, inclusive sem as barreiras de segurança incluídas pelas desenvolvedoras para diminuir os riscos de um uso malicioso, o que o instituto tem autorização de fazer por ser um dos parceiros previstos pela Anthropic.

O caso mais preocupante, envolvendo o Mythos 5, foi descoberto em 28 de julho, e o time humano logo agiu para impedir o agente de IA na tentativa de inserir o código malicioso. Os testes foram encerrados a partir daí, e as ações da inteligência foram analisadas em seguida. O GitHub também foi notificado, assim como os usuários envolvidos na tentativa de ciberataque. 
Em teste, Claude mente e cria contas falsas para forçar ataque hacker

Em teste, Claude mente e cria contas falsas para forçar ataque hacker
Fonte: Tecnoblog

Claude fora do ar? Instabilidade derruba modelos da Anthropic

Claude fora do ar? Instabilidade derruba modelos da Anthropic

Claude fora do ar? Instabilidade derruba modelos da Anthropic (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

serviços de IA do Claude apresentam falhas em escala global na manhã de quarta-feira, 05/08;
usuários relatam que o Claude não apresenta respostas ou exibe mensagens de erro;
Anthropic reconheceu a instabilidade nos modelos Claude Mythos 5, Claude Fable 5, Claude Opus 5 e Claude Sonnet 5.

Está com dificuldades para usar os recursos do Claude? Não é só você: os serviços da Anthropic apresentam instabilidades globais na manhã desta quarta-feira (05/08), fazendo vários modelos de inteligência artificial da companhia apresentarem falhas.

Como é comum em situações do tipo, queixas sobre o problema ganharam escala rapidamente nas redes sociais. Não por acaso, os registros sobre o Claude dispararam no Downdetector entre 8:00 e 10:00 de hoje (no horário de Brasília).

Os usuários afetados relatam que o Claude não apresenta respostas ou exibe mensagens de erro, independentemente do modelo de IA usado. No exemplo abaixo, reportado no X, o usuário se deparou com um erro que diz: “Devido a restrições inesperadas de capacidade, o Claude não consegue responder à sua mensagem. Por favor, tente novamente em breve”.

Claude is down again. pic.twitter.com/rRWeS4oEMY— Subir (@subir) August 5, 2026

Também houve reações engraçadinhas, é claro. Nesta também publicada no X, o usuário diz: “o Claude está fora do ar. Acho que todo mundo virou engenheiro de software de novo” (uma referência ao fato de muita gente usar o Claude para programar).

Anthropic já trabalha na solução

A Anthropic reconheceu a instabilidade por meio da página Claude Status. Ali, a falha é descrita da seguinte forma:

Identificamos a causa do aumento de erros nas solicitações para o Claude Mythos 5, Claude Fable 5, Claude Opus 5 e Claude Sonnet 5 e estamos trabalhando em uma correção. Forneceremos uma atualização assim que possível.

Até o momento, a Anthropic não revelou a causa do problema, mas já está trabalhando em uma solução, como a mensagem acima deixa claro. Nenhum prazo para a correção foi dado pela companhia, porém.

Para quem está enfrentando problemas, continuar tentando usar o Claude pode ser a solução: o serviço parece funcionar para alguns usuários, o que indica intermitência, não uma pane completa.

Claude fora do ar? Instabilidade derruba modelos da Anthropic

Claude fora do ar? Instabilidade derruba modelos da Anthropic
Fonte: Tecnoblog