Category: Inteligência Artificial

Spotify publica música com IA em perfil de artista já falecido (e sem permissão)

Spotify publica música com IA em perfil de artista já falecido (e sem permissão)

Após a repercussão, o Spotify afirmou que removeu o conteúdo de sua plataforma (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Spotify publicou música feita por IA no perfil oficial de Blaze Foley.
Canção foi criada sem autorização da família ou do selo do artista.
Spotify removeu a faixa após repercussão negativa e críticas públicas.

O Spotify se tornou alvo de polêmica após disponibilizar, em perfis oficiais de artistas falecidos, canções geradas por inteligência artificial sem o aval da família ou de representantes legais desses músicos. O caso mais recente envolve Blaze Foley, cantor e compositor de música country que morreu há mais de três décadas.

Na última semana, uma faixa intitulada “Together” apareceu como lançamento em seu perfil, mesmo sem qualquer ligação com o estilo do artista. O conteúdo, que ainda traz uma imagem fictícia criada por IA, levantou questionamentos sobre como esse tipo de publicação está sendo permitido dentro da plataforma.

IA simula música inédita de artista morto

A cancão “Together” traz elementos típicos da country music, como piano, guitarra elétrica e voz masculina. A imagem que acompanha a faixa mostra um homem que não se assemelha ao músico, cantando em frente a um microfone. A criação visual, assim como a canção, é fruto de inteligência artificial.

Craig McDonald, responsável pelo selo que detém os direitos de distribuição das obras de Foley, afirmou que qualquer fã perceberia que a música não pertence ao cantor. “Posso afirmar com certeza que essa faixa não tem nada a ver com o Blaze. Nem estilo, nem timbre, nem essência”, declarou. Ele classificou a produção como uma “versão genérica feita por robô” e disse que o conteúdo “não tem qualquer autenticidade”.

Segundo McDonald, a música apareceu de forma inesperada no último fim de semana. Ele e sua esposa notaram a publicação, mas ainda não haviam contatado o Spotify no momento da entrevista concedida ao site 404 Media. A gravadora parceira na distribuição, Secretly Distribution, foi informada do caso, mas não respondeu até então.

Música feita com IA é publicada no perfil do Spotify do cantor falecido Blaze Foley (imagem: Spotify)

Como o conteúdo foi parar no Spotify?

A faixa teria sido distribuída por meio da plataforma SoundOn, que pertence ao TikTok e é utilizada principalmente para o upload direto de músicas na rede social. Ela também possibilita distribuição em outros serviços, como o Spotify.

Após a repercussão, o Spotify afirmou que removeu o conteúdo por violar sua política contra publicações enganosas.

Craig McDonald lamentou a situação e disse que jamais imaginou que algo assim poderia acontecer. Para ele, a plataforma deveria assumir responsabilidade. “Isso prejudica a imagem do Blaze. O Spotify poderia evitar esse tipo de situação. Com uma atualização de segurança ou verificação mais rígida, eles conseguiriam impedir que esse tipo de fraude chegasse ao público”, avaliou.

Com informações da 404 Media
Spotify publica música com IA em perfil de artista já falecido (e sem permissão)

Spotify publica música com IA em perfil de artista já falecido (e sem permissão)
Fonte: Tecnoblog

Programador vence IA da OpenAI em maratona mundial de 10 horas

Programador vence IA da OpenAI em maratona mundial de 10 horas

Przemysław Dębiak (à direita) venceu modelo de IA da OpenAI (imagem: reprodução/X/@FakePsyho)

Resumo

O programador polonês Przemysław Dębiak venceu um modelo de IA da OpenAI em uma maratona de 10 horas no AtCoder World Tour Finals 2025.
A IA ficou em segundo lugar, à frente de outros 10 programadores, com uma diferença de 9,5% para o vencedor.
Apesar da derrota, a OpenAI considera o resultado um marco, destacando avanços no raciocínio estratégico e no planejamento a longo prazo dos seus modelos.

A humanidade venceu, pelo menos desta vez. Em uma disputa de resistência e estratégia, o programador polonês Przemysław Dębiak, conhecido como “Psyho”, conseguiu bater um modelo de inteligência artificial da OpenAI em um campeonato mundial de programação.

Segundo o campeão, a maratona de 10 horas realizada em Tóquio, no Japão, o deixou “completamente exausto”. O feito aconteceu na final do AtCoder World Tourl Finals 2025, torneio que reúne os 12 melhores programadores do mundo, selecionados com base em seus desempenhos ao longo do ano.

A OpenAI, criadora do ChatGPT, inscreveu um modelo de IA customizado, similar ao o3, em uma partida especial de exibição “Humanos vs. IA”.

Maratona contra a máquina

Na categoria Heuristic, a competição colocou todos os participantes diante de um único problema de otimização do tipo NP-difícil. Em programação, a heurística é uma técnica focada em encontrar soluções que sejam “boas o suficiente” por meio de atalhos e aproximações, já que uma resposta perfeita seria computacionalmente inviável.

Durante 600 minutos ininterruptos, os competidores precisaram refinar suas soluções em busca da maior pontuação. Para garantir igualdade na disputa, todos usaram o mesmo hardware fornecido pela organização.

Ao final da maratona, Psyho, que é ex-funcionário da própria OpenAI, alcançou a primeira posição com a pontuação de 1.812.272.558.909, garantindo o prêmio de 500.000 ienes (cerca de R$ 18.926, na cotação atual).

Polonês superou pontuação da IA nas últimas horas de competição (imagem: reprodução/X/@FakePsyho)

O modelo de IA, listado como “OpenAIAHC”, ficou em segundo lugar, com 1.654.675.725.406 pontos — uma margem de aproximadamente 9,5% para o programador humano —, superando os outros 10 competidores.

Psyho compartilhou a tabela nas redes sociais. “A humanidade prevaleceu (por enquanto!)”, escreveu o vencedor no X/Twitter. Ele ainda comentou que estava com poucas horas de sono, “completamente exausto… quase morto”.

OpenAI celebra avanço

Apesar da derrota, a OpenAI classifica o resultado como um marco positivo. Um representante da empresa disse ao site Ars Technica que, até onde sabem, “esta é a primeira vez que [uma IA] fica entre os 3 primeiros em uma competição de programação de ponta”.

Para a companhia — que lançou em abril o GPT-4.1, focado em programação —, o evento serve como um campo de testes para a capacidade de seus modelos em raciocínio estratégico e planejamento a longo prazo.

Além disso, o desempenho da IA reflete a evolução acelerada do setor. Dados do AI Index Report de 2025, da Universidade de Stanford, mostram que a capacidade de sistemas de IA para resolver problemas de programação disparou: no benchmark SWE-bench, o desempenho saltou de 4,4% em 2023 para 71,7% em 2024.

Fora das competições, a IA tem sido cada vez mais usada por profissionais para acelerar trabalhos. Uma pesquisa de 2024 do GitHub mostra que mais de 90% dos desenvolvedores já integram ferramentas de inteligência artificial ao dia a dia de trabalho.

Com informações da Ars Technica
Programador vence IA da OpenAI em maratona mundial de 10 horas

Programador vence IA da OpenAI em maratona mundial de 10 horas
Fonte: Tecnoblog

Galaxy Buds 3 tem menor preço que já vimos com 55% OFF no Mercado Livre

Galaxy Buds 3 tem menor preço que já vimos com 55% OFF no Mercado Livre

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Recursos de IA podem ser limitados à Samsung

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O Galaxy Buds 3 está com um desconto de 55% no Mercado Livre, saindo de R$ 1.699 por R$ 769. Para conseguir esse valor, é necessário usar o cupom APROVEITADEZHOJE e pagar via Pix. A oferta não permite parcelamento, mas traz o menor preço que já vimos pelo par de fones de ouvido com ANC da Samsung.

Galaxy Buds 3 tem ANC e novo design de fones da Samsung

Os Buds 3 se destacam pelo cancelamento de ruído ativo (ANC), que bloqueia os sons externos para uma experiência sonora imersiva. E pela presença de tecnologias como o Adaptive EQ, que ajusta o som conforme o formato dos ouvidos, e codecs como o AAC e o Samsung Seamless Codec, que garantem um som claro e de alta fidelidade.

Com design repaginado, os fones Samsung trazem sensores como acelerômetro e giroscópio. A bateria promete até 6 horas de reprodução com ANC ativado segundo a fabricante, e o estojo garante até 30 horas de autonomia. A resistência IP57 protege o Buds 3 contra água e suor, sendo ideal para atividades físicas.

Além disso, os Galaxy Buds 3 (R$ 769 com o cupom APROVEITADEZHOJE) trazem recursos como Auto Switch, que permite a troca automática entre dispositivos. E o assistente de voz Bixby para interação por comando de voz. Para chamadas, os fones trazem seis microfones, VPU dedicado e melhora de captura com IA.

Por fim, o Galaxy AI integrado nos fones da Samsung também oferece modo intérprete, que pode ser utilizado para traduzir em tempo real palestras e reuniões. Entretanto, alguns recursos podem estar limitados ao uso combinado com smartphones da mesma marca.
Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.Galaxy Buds 3 tem menor preço que já vimos com 55% OFF no Mercado Livre

Galaxy Buds 3 tem menor preço que já vimos com 55% OFF no Mercado Livre
Fonte: Tecnoblog

Netflix começa a usar IA para produzir séries e filmes

Netflix começa a usar IA para produzir séries e filmes

Netflix já usa IA na produção de cenas (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

Resumo

A Netflix usou IA em uma cena da série “O Eternauta”, com um prédio desabando criado com auxílio da tecnologia.
Ted Sarandos diz que a IA acelera a produção e amplia o acesso a efeitos visuais sofisticados.
A plataforma também começou a aplicar IA em recomendações, publicidade e na busca.

Quando tempo demorará para filmes e séries produzidos via inteligência artificial se tornarem comuns? Na Netflix, isso não deve demorar a acontecer. Ted Sarandos, coCEO, revelou em uma videoconferência para investidores que a companhia já começou a usar IA para produzir conteúdo em vídeo para a plataforma.

Sarandos explicou que esse começo consiste em uma cena de um prédio desabando na série argentina de ficção científica O Eternauta (El Atonata). Essa cena foi produzida com auxílio de uma ferramenta de IA generativa.

De acordo com o executivo, o uso da tecnologia permitiu à cena ser finalizada dez vezes mais rapidamente do que com o uso de ferramentas de efeitos visuais convencionais.

Existe um temor generalizado (e razoável) de que a inteligência artificial possa eliminar postos de trabalho de pessoas nas mais diversas áreas. Em sua apresentação, Sarandos parece ter tentado atenuar essa preocupação:

Nós continuamos convencidos de que a IA representa uma oportunidade incrível para ajudar criadores a tornar filmes e séries melhores, não apenas mais baratos. Existem ferramentas de criação com tecnologia de IA. Então, são pessoas reais trabalhando de verdade com ferramentas melhores.

Nossos criadores já estão percebendo os benefícios [da IA] na produção por meio de pré-visualização e planejamento de cenas e, certamente, em efeitos visuais. Antigamente, apenas projetos de grande orçamento tinham acesso a efeitos visuais avançados, como o rejuvenescimento.

Ted Sarandos, coCEO da Netflix

Na sequência, o executivo explicou que, se não fosse pela IA, o trabalho de edição avançada realizada em O Eternauta não teria sido possível para o orçamento da série.

Mas a visão positiva de Sarandos sobre o uso da IA generativa provavelmente não ameniza o receio de que a tecnologia possa levar à redução da contratação de atores reais nas produções, visto que ferramentas como Sora e Veo 3 já são capazes de criar cenas, objetos e pessoas incrivelmente realizadas.

Em linhas gerais, os executivos da Netflix deram a entender que a IA se tornará mais presente na empresa. E isso vale não somente para a produção de filmes e séries: Greg Peters, também coCEO, explicou que a companhia já está usando IA em áreas como busca, personalização de conteúdo e anúncios.

O Eternauta teve cena produzida por IA (imagem: reprodução/Netflix)

Netflix fechou último trimestre no azul

Os comentários de Ted Sarandos e Greg Peters ocorreram na videoconferência em que a Netflix anunciou os seus resultados financeiros referentes ao segundo trimestre de 2025.

No período, a companhia registrou receita de US$ 11,08 bilhões (16% de aumento em relação ao mesmo período do ano passado), bem como lucro de US$ 3,13 bilhões.

Com informações de TechCrunch e BBC
Netflix começa a usar IA para produzir séries e filmes

Netflix começa a usar IA para produzir séries e filmes
Fonte: Tecnoblog

WhatsApp facilita contato com a equipe de suporte técnico

WhatsApp facilita contato com a equipe de suporte técnico

Chatbot de suporte do WhatsApp agora tem acesso facilitado (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Resumo

WhatsApp elimina etapa de descrição do problema para simplificar o contato com o suporte.
Mudança já está disponível para usuários da versão estável do app em iOS, Android e desktop no Brasil.
Respostas iniciais no chat são geradas por IA, mas atendentes humanos podem assumir o atendimento conforme necessário.

O WhatsApp está simplificando o contato com o suporte dentro do aplicativo, de modo a tornar o processo mais rápido para os usuários. Para isso, a plataforma removeu uma etapa inicial em que era preciso descrever o problema para iniciar a conversa. Agora, o usuário pode abrir diretamente o chat de ajuda.

A mudança foi identificada primeiramente na versão beta 25.20.10.74 do app para iOS, pelo site especializado WABetaInfo. No entanto, o Tecnoblog verificou que o novo fluxo já está disponível para usuários da versão estável do aplicativo no Brasil, tanto no celular (iPhone e Android) quanto na versão para desktop.

O que mudou?

Anteriormente, usuários precisavam descrever problema e aguardar uma resposta no chat (Imagem: Reprodução/WhatsApp)

Até então, era preciso passar por uma etapa extra, conforme você vê na imagem acima. Os usuários precisavam formular a pergunta e, frequentemente, anexar capturas de tela para explicar a situação antes mesmo de a conversa começar.

Agora, o usuário poderá abrir o chat de suporte diretamente, sem a obrigação de preencher um formulário ou enviar arquivos assim que iniciar a solicitação. Portanto, o aplicativo simplificou o processo para entrar em contato com o suporte.

É importante lembrar que, ao iniciar uma conversa com o suporte, as primeiras respostas costumam ser geradas por uma inteligência artificial da Meta. Ela age como um FAQ, oferecendo soluções rápidas para problemas mais comuns, dado o grande volume de usuários da plataforma.

Na página sobre a ferramenta, o próprio WhatsApp alerta, no entanto, que as respostas da IA podem ser “imprecisas ou inapropriadas”. Por isso, o próprio bot informa que “atendentes humanos estão monitorando” a conversa e podem pode assumir o atendimento a qualquer momento. Não fica claro, porém, quais os critérios para que isso ocorra de forma prioritária.

Para acessar a função, o caminho continua o mesmo: na tela de Configurações, vá até a opção “Ajuda” e clique em “Central de Ajuda”. Ao rolar até o fim da página, você encontra a opção para iniciar o chat com o suporte. No computador, é possível acessar o chatbot seguindo os mesmos passos.

Lembrando que, em casos onde não é possível utilizar o suporte via app, outro canal disponível é pelo e-mail support@whatsapp.com.

Com informações de WABetaInfo
WhatsApp facilita contato com a equipe de suporte técnico

WhatsApp facilita contato com a equipe de suporte técnico
Fonte: Tecnoblog

Samsung: Galaxy AI estará em 400 milhões de dispositivos até o fim do ano

Samsung: Galaxy AI estará em 400 milhões de dispositivos até o fim do ano

Galaxy AI deve aparecer em mais aparelhos da Samsung (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

A Samsung planeja integrar a Galaxy AI em 400 milhões de dispositivos até o fim do ano, incluindo smartphones, tablets e smartwatches.
A adoção é expressiva: 70% dos usuários do Galaxy S25 já utilizam funções de IA no dia a dia, segundo dados da fabricante.
Anteriormente, a Samsung revelou que os recursos de IA que vêm de fábrica nos aparelhos serão gratuitos para sempre.

A Samsung quer levar a Galaxy AI, sua plataforma de inteligência artificial integrada, para mais de 400 milhões de dispositivos em todo o mundo — entre smartphones, tablets e smartwatches — até o fim deste ano. A nova meta foi anunciada pela sul-coreana durante o Galaxy AI Forum 2025.

Segundo a fabricante, a IA nativa dos aparelhos Galaxy vem recebendo novas funções e está sendo expandida para modelos lançados em anos anteriores. Com isso, a Samsung sinaliza que a Galaxy AI deve se tornar cada vez mais central na experiência dos usuários da marca.

Essa aposta é reforçada por dados de uso divulgados pela própria empresa, que indicam um maior interesse dos consumidores por recursos de IA. Ainda assim, os números contrastam com o que costuma pesar mais na escolha de um novo celular, ao menos no mercado brasileiro.

Uso cresce, mas não decide compra

Galaxy AI cresceu entre usuários dos topo de linha da Samsung (imagem: reprodução/Samsung)

As funções do Galaxy AI já fazem parte do dia a dia de boa parte dos usuários, segundo levantamento da Samsung. Uma pesquisa feita em parceria com a Symmetry Research revela que, para 47% dos consumidores, as rotinas seriam prejudicadas sem as ferramentas de IA, enquanto 45% usam comandos de voz com a mesma frequência que digitam.

Os dados da própria fabricante mostram que a adoção é ainda maior entre donos dos Galaxy S25: mais de 70% utilizam ativamente recursos como o “Circular para Buscar”, o “Assistente de Fotos” e o “Assistente de Notas”.

No entanto, esses números não refletem exatamente o peso da IA como fator de compra de um celular — pelo menos no Brasil. De acordo com a pesquisa anual do Mobile Time, inteligência artificial aparece como prioridade para apenas 3% dos consumidores na hora de escolher um novo smartphone.

O Galaxy AI ganhou destaque com o lançamento da linha Galaxy S24, trazendo recursos como tradução simultânea de chamadas, resumo de textos, reescrita inteligente de mensagens e edição de fotos com preenchimento generativo — uma das funções mais exploradas pela Samsung no marketing.

Além disso, os usuários têm acesso há outras funcionalidades mais robustas graças à parceria entre Samsung e Google, que promove a integração da IA da gigante das buscas, o Gemini, ao ecossistema da sul-coreana.

IA grátis para sempre?

Gemini já possui grande integração com a One UI (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Com o plano de expansão da Samsung, muito se fala sobre a democratização da inteligência artificial. Mas os usuários de todos os 400 milhões de dispositivos conseguirão manter o acesso às ferramentas com o tempo? Diz a Samsung que sim, pelo menos para alguns recursos.

De acordo com informações obtidas pelo Android Police antes do Galaxy Unpacked deste ano, evento em que foram lançados os Galaxy Z Fold 7 e Z Flip 7, algumas funções permanecerão gratuitas para sempre: aquelas que já vêm no aparelho por padrão.

A incerteza fica por conta dos recursos mais avançados do Gemini. Fora dos smartphones da Samsung, o Google já adota uma estratégia de reservar seus recursos de IA mais potentes para quem paga por planos premium — algo que pode se repetir no ecossistema Galaxy.

Com informações de Business Wire
Samsung: Galaxy AI estará em 400 milhões de dispositivos até o fim do ano

Samsung: Galaxy AI estará em 400 milhões de dispositivos até o fim do ano
Fonte: Tecnoblog

Facebook também vai barrar conteúdo inautêntico criado por IA

Facebook também vai barrar conteúdo inautêntico criado por IA

Plataforma vai reduzir alcance e monetização de quem copia conteúdo alheio (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Meta anunciou medidas mais rígidas no Facebook para limitar monetização e alcance de contas que publiquem conteúdo repetido ou sem autoria clara.
A nova política deve conter o abuso de IA e materiais de baixa qualidade, como vídeos genéricos com narração automatizada.
Criadores que descumprirem as regras poderão perder monetização e visibilidade.

São dias difíceis para quem tenta ganhar dinheiro fácil com conteúdo reaproveitado na internet. A Meta anunciou nessa segunda-feira (14/07) que vai endurecer as regras contra “conteúdo não original” no Facebook, seguindo um movimento similar ao do YouTube.

Nos próximos meses, contas que publicarem repetidamente vídeos, imagens ou textos criados por terceiros — sem contexto, comentários ou qualquer outra adição que agregue valor ao conteúdo — poderão ter o alcance reduzido e perder o direito à monetização.

Embora a Meta não cite diretamente a inteligência artificial generativa no comunicado, a mudança deve ajudar a conter o avanço do chamado AI slop — o excesso de conteúdo automatizado, repetitivo e de baixa qualidade que vem se espalhando pelas redes.

O que a Meta vai combater?

Perfis que imitarem criadores ou copiarem conteúdos serão penalizados (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

No comunicado, a Meta fez questão de diferenciar o compartilhamento legítimo das simples cópias que não trazem valor. Segundo a empresa, a nova regra não deve penalizar usuários que participam de trends, criam vídeos de reação com comentários ou adicionam toque pessoal ao conteúdo de terceiros.

Os alvos são contas que “reutilizam ou reaproveitam o conteúdo de outro criador repetidamente sem creditá-lo, tirando vantagem de sua criatividade e trabalho duro”. Alguns exemplos citados pela Meta são:

Simplesmente “costurar” clipes de outros vídeos sem adicionar uma narrativa ou comentário original;

Adicionar apenas uma marca d’água a um conteúdo que não é seu;

Publicar vídeos muito curtos que oferecem pouco valor ao espectador;

Reutilizar conteúdo de outros aplicativos com a marca d’água visível.

Mesmo sem ter mencionado a IA, observa o TechCrunch, conteúdos de baixa qualidade, como vídeos genéricos com narração automatizada, podem se encaixar na definição de “conteúdo não original” e virar um dos alvos da nova política.

A Meta já vinha agindo para conter esse tipo de abuso. No primeiro semestre de 2025, a big tech diz ter desativado 10 milhões de contas falsas que se passavam por criadores de conteúdo e aplicado sanções a mais de 500 mil contas por comportamento de spam no Facebook — práticas que ganharam força com o uso de IA.

Quais serão as punições?

Aplicativo indicará se há algo de errado no conteúdo (imagem: reprodução/Meta)

As contas que violarem essa nova política enfrentarão consequências no bolso e no alcance, o que já costuma ocorrer em alguns casos. A Meta removerá os infratores dos programas de monetização do Facebook por um determinado período e reduzirá a distribuição de todos os seus posts na plataforma.

E se você pensou “mas isso já acontece”, lembrando a prática de shadow banning nas plataformas da Meta, haverá uma diferença. A big tech anunciou um novo painel de “insights por postagem”, que os criadores vejam o motivo pelo qual determinado conteúdo pode estar sendo penalizado.

Reels terá redirecionamento para quem publicou o conteúdo original (imagem: reprodução/Meta)

Outra consulta possível será a do status de monetização e distribuição de cada postagem individual diretamente no painel de suporte da conta profissional. O objetivo, segundo a Meta, é dar mais clareza e permitir ajustes antes que penalizações mais severas sejam aplicadas.

Além de punir os copiadores, a Meta diz que está desenvolvendo uma ferramenta para dar mais visibilidade aos criadores originais. Assim, quando um conteúdo for republicado, a plataforma poderá inserir um link automático apontando para o post original, o que deve ajudar a redirecionar visualizações para quem criou o conteúdo primeiro.

Com informações de TechCrunch e The Verge
Facebook também vai barrar conteúdo inautêntico criado por IA

Facebook também vai barrar conteúdo inautêntico criado por IA
Fonte: Tecnoblog

Uso de IA pode atrapalhar desenvolvedores e atrasar tarefas, mostra estudo

Uso de IA pode atrapalhar desenvolvedores e atrasar tarefas, mostra estudo

Inteligência artificial pode ser mais útil no início de projetos (ilustração: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Resumo

Ferramentas de IA podem aumentar o tempo de execução de tarefas de desenvolvedores experientes.
Expectativas de ganho de produtividade com IA não se confirmaram, com um aumento de 19% no tempo gasto.
O estudo é limitado, com um número reduzido de participantes e baixa experiência com o Cursor Pro.

Uma pesquisa da organização sem fins lucrativos METR indicou que ferramentas de inteligência artificial podem levar desenvolvedores experientes a perder tempo, contrariando as expectativas deles próprios.

O estudo foi realizado no início de 2025 e envolveu 16 profissionais com pelo menos cinco anos de experiência em projetos open-source. Eles tiveram que realizar 246 tarefas reais em repositórios de código para os quais contribuem regularmente.

Tempo gasto esperando a IA gerar código foi apontado como um dos fatores do atraso (foto: Xavier Cee/Unsplash)

Os desenvolvedores foram separados em dois grupos, sendo que um podia usar ferramentas avançadas de IA, como o Cursor Pro, e o outro, não. As tarefas foram atribuídas aleatoriamente.

Antes de realizar as tarefas, os participantes do grupo com autorização para usar IA precisaram responder qual era a expectativa de economia de tempo, e apontaram para uma redução de 24%, em média. O resultado, porém, foi bem diferente. Eles levaram 19% mais tempo do que o grupo que não podia usar IA.

Depois do teste, os pesquisadores questionaram os participantes do grupo com IA para saber como eles achavam que tinham se saído. Curiosamente, a percepção deles mesmos apontava para uma redução de 20% no tempo gasto, bem diferente da realidade.

Por que a IA atrapalhou os desenvolvedores?

Os responsáveis pelo estudo gravaram as telas durante as tarefas e puderam entender melhor o que aconteceu. Um dos pontos encontrados é que, ao usar as ferramentas de IA, os desenvolvedores perderam tempo escrevendo prompts, esperando o processamento e revisando o código gerado.

Além disso, a inteligência artificial ainda tem dificuldades para lidar com bases de código grandes e complexas, como as que foram usadas no teste, o que exigiu mais revisões e correções.

Mesmo assim, é bom saber que o estudo tem limitações, e os próprios autores pedem cautela antes de tirar qualquer conclusão definitiva. O número de desenvolvedores envolvidos é pequeno, e apesar de 94% dos participantes relatarem o uso de LLMs durante o trabalho para tarefas de programação, só 56% tinham experiência com o Cursor.

Os pesquisadores também reconhecem que outros estudos indicaram que o uso de ferramentas de IA pode acelerar o fluxo de trabalho de engenheiros de software.

Por fim, como comenta o Decoder, talvez os principais ganhos de produtividade com a inteligência artificial não sejam em projetos complexos, mas sim em novos empreendimentos ou em situações que precisem de prototipagem rápida. Em situações assim, as ferramentas do chamado “vibe coding” podem dar um bom pontapé inicial.

Com informações do TechCrunch e do Decoder
Uso de IA pode atrapalhar desenvolvedores e atrasar tarefas, mostra estudo

Uso de IA pode atrapalhar desenvolvedores e atrasar tarefas, mostra estudo
Fonte: Tecnoblog

Galaxy AI: Samsung garante que alguns recursos serão gratuitos para sempre

Galaxy AI: Samsung garante que alguns recursos serão gratuitos para sempre

Galaxy Z Flip 7 e Z Fold 7 contam com recursos da Galaxy AI (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

A Samsung confirmou que funções básicas da Galaxy AI, como Edição Generativa e Transcrição de Chamadas, serão sempre gratuitas.
O Google pode decidir cobrar por seus recursos baseados no Gemini que atualmente são gratuitos.
Em 2024, executivo disse que recursos pagos poderiam surgir no futuro, mas apenas se houvesse demanda por funcionalidades mais avançadas.

A Samsung deu mais informações sobre uma possível cobrança para acesso a recursos da Galaxy AI. Segundo a companhia, os recursos desenvolvidos de maneira independente, com modelos próprios de inteligência artificial, permanecerão gratuitos para sempre.

A informação foi obtida pelo Android Police durante uma reunião antes do evento Unpacked, em que a empresa sul-coreana lançou os dobráveis Galaxy Z Fold 7 e Z Flip 7, bem como a nova geração de sua linha de relógios inteligentes, o Galaxy Watch 8.

Galaxy AI fez sua estreia no S24 (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Esse é um assunto que causa confusão desde o lançamento da Galaxy AI, em janeiro de 2024, junto com o Galaxy S24. Em entrevista ao Tecnoblog, Gustavo Assunção, vice-presidente de dispositivos móveis da Samsung no Brasil, disse que não havia planos para cobrança.

Naquele mesmo mês, TM Roh, presidente da divisão de smartphones da Samsung, deixou no ar que a companhia poderia cobrar o acesso a recursos mais avançados, se houvesse consumidores dispostos a pagar por isso.

Quais recursos da Galaxy AI continuarão gratuitos?

Segundo o Android Police, a resposta da Samsung foi que “recursos que vêm no aparelho por padrão” nunca serão cobrados. Isso inclui ferramentas como Eliminador de Ruído, Edição Generativa, Transcrição de Chamadas, Assistente de Escrita, Intérprete e Zoom Nightography, entre outras.

Como nota o SamMobile, o que fica de fora disso são os recursos oferecidos pelo Google, com base nos modelos de IA do Gemini. Por enquanto, eles são gratuitos, mas a gigante das buscas pode decidir restringir alguns deles.

Fora dos smartphones, o Google adotou uma estratégia de reservar ferramentas mais potentes aos planos pagos, como o AI Pro e o AI Ultra, que custam R$ 96,99 e R$ 1.209,90 mensais, respectivamente.

O AI Pro (anteriormente chamado Gemini Advanced) vem como “brinde” ao comprar um Galaxy S25: a Samsung oferece seis meses grátis do pacote.

Com informações do Android Police e do SamMobile
Galaxy AI: Samsung garante que alguns recursos serão gratuitos para sempre

Galaxy AI: Samsung garante que alguns recursos serão gratuitos para sempre
Fonte: Tecnoblog

Supercomputador brasileiro Santos Dumont recebe atualização e suporte à IA

Supercomputador brasileiro Santos Dumont recebe atualização e suporte à IA

Projeto utiliza tecnologias da Nvidia, Intel e AMD (imagem: reprodução/Sistema de Computação Petaflópica do SINAPAD)

O supercomputador brasileiro Santos Dumont, operado pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) no Rio de Janeiro, recebeu uma grande atualização na sua capacidade de processamento. A máquina agora atinge 18,85 petaflops (quadrilhões de operações por segundo), um aumento de aproximadamente 575% em relação à especificação original de 2015.

A expansão é o primeiro grande investimento realizado dentro do recém-lançado Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA). O projeto de atualização foi desenvolvido e integrado pela Eviden (empresa do Grupo Atos), utilizando uma combinação de tecnologias da Nvidia, Intel e AMD, para ampliar a capacidade de uso em aplicações de IA.

Hardware para pesquisa em IA

Segundo o presidente do laboratório, Fábio Borges, além de ampliar a capacidade de processamento, a nova atualização tem como objetivo permitir “maior robustez nos cálculos destinados à pesquisa, especialmente com o uso de inteligência artificial”.

Para isso, o Santos Dumont foi dividido em cinco partições diferentes. Os blades (“gavetas” de servidores), contêm vários nós (computadores individuais trabalhando em conjunto), cada qual com uma configuração específica de hardware.

Todas as partições são baseadas na arquitetura BullSequena XH3000 da Eviden, sendo interconectadas por uma malha Nvidia Infiniband NDR de 400 Gb/s. Os principais componentes incluem:

Partição 1: 62 blades equipados com processadores Intel Xeon Scalable de 4ª geração e 4 GPUs Nvidia H100 por blade.

Partição 2: 20 blades totalizando 60 nós, cada um com 2 processadores AMD EPYC 9684X.

Partição 3: 36 blades equipados com 4 Superchips Nvidia Grace Hopper por blade.

Partição 4: 6 blades totalizando 18 nós, cada um com 2 APUs AMD Instinct MI300A.

Nós adicionais: 4 nós equipados com a CPU Nvidia Grace Superchip.

Foco em eficiência energética

Sistema de resfriamento foi atualizado para melhorar eficiência energética (imagem: reprodução/LNCC)

Para além do ganho de performance, a maior parte dos novos nós de processamento está instalada em uma configuração que visa eficiência energética: os seis racks ocupam mais de 7 m² e utilizam um sistema de resfriamento por líquido, que capta mais de 98% do calor gerado, segundo a Eviden.

A tecnologia usa água em temperatura ambiente (entre 26 ºC e 30ºC na entrada) para capturar o calor gerado por todos os componentes, incluindo processadores, GPUs, fontes e dispositivos de rede. De acordo com a empresa, o sistema é mais eficiente que a versão de 2015 do supercomputador, que dissipava cerca de 80% do calor por meio da água.

Plano Nacional para IA

O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) prevê um investimento de R$ 23 bilhões ao longo de quatro anos, visando garantir a soberania tecnológica do país quando se trata de inovação e uso de IA através da exploração da máquina.

O supercomputador — que chegou a ser desligado por falta de dinheiro para conta de luz quase uma década atrás — pode ser solicitado para uso por qualquer pesquisador ou instituição do país. A máquina ganhou ainda mais atenção durante a pandemia, quando fez parte do projeto que fez o sequenciamento do genoma da covid-19 em 2020.

Supercomputador brasileiro Santos Dumont recebe atualização e suporte à IA

Supercomputador brasileiro Santos Dumont recebe atualização e suporte à IA
Fonte: Tecnoblog