Category: Inteligência Artificial (IA)

Preços de smartphones e PCs podem subir até 8% em 2026 por crise da RAM

Preços de smartphones e PCs podem subir até 8% em 2026 por crise da RAM

Memória representa até 20% do custo de um smartphone (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Smartphones e PCs devem ficar até 8% mais caros em 2026 devido à crise da RAM, com queda nas vendas de até 5,2% e 8,9%, respectivamente, segundo a IDC.
A crise é causada pela construção de data centers de IA, levando a um aumento nos preços de RAM e armazenamento, afetando fabricantes de diferentes maneiras.
O mercado de PCs enfrenta desafios adicionais, como o fim do ciclo do Windows 10 e a demanda por AI PCs, com a crise prevista para durar até 2027.

Smartphones e computadores podem ficar, em média, até 8% mais caros em 2026. Enquanto isso, as duas categorias de produtos devem passar por queda nas vendas: o mercado de smartphones pode retrair até 5,2%, e o de computadores, 8,9%. O motivo é a crise da RAM, causada pela construção acelerada de data centers para inteligência artificial.

Esses dados são da consultoria IDC e foram divulgados na terça-feira (30/12), em uma atualização do relatório divulgado em novembro de 2025. Os números citados se referem ao cenário mais pessimista para o ano que vem. A previsão mais otimista ainda vê possibilidade de altas de 3% e 4% nos preços de smartphones e PCs, respectivamente.

Mesmo assim, a contração é praticamente uma certeza: nas projeções mais moderadas, a queda de vendas de smartphones é de 2,9%, e a de PCs, 4,9%.

Como a crise da RAM impacta os smartphones?

A IDC avalia que o preço médio de venda pode subir entre 3% e 5%, em um cenário moderado, e entre 6% e 8%, em um cenário pessimista.

Os preços altos de RAM e armazenamento devem ter impactos variados em diferentes fabricantes. Marcas chinesas, que trabalham com margens de lucro menores, podem ser obrigadas a repassar os custos para clientes.

Marcas chinesas, como a Xiaomi, trabalham com margens menores (imagem: divulgação/Xiaomi)

Já empresas mais voltadas ao mercado premium, como Apple e Samsung, têm mais reservas para atravessar a crise. Mesmo assim, os aparelhos de topo de linha de 2026 não devem trazer mais RAM do que a geração passada.

Qual será o cenário para os PCs?

A consultoria aponta que o mercado de computadores pessoais passa por uma “tempestade perfeita”, já que a crise será agravada por outros fatores. Além da falta e dos altos preços da RAM, o setor vive o fim do ciclo de vida do Windows 10 e o discurso de marketing em torno dos AI PCs, com recursos de inteligência artificial generativa.

A combinação entre demanda aquecida e custos mais altos deve levar a produtos mais caros. O cenário moderado é de uma alta de 4% a 6% no preço médio de venda, enquanto a projeção pessimista é de alta de 6% a 8%.

Dell já considera aumentar preços (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

A IDC também prevê que grandes marcas devem aumentar seu market share ao longo do ano, já que dispõem de maior capacidade de negociação com fornecedores e estoques maiores de componentes.

Outra questão envolve os AI PCs — a IDC usa a classificação para qualquer computador com uma NPU. Essas máquinas precisam de mais RAM para rodar modelos de IA localmente, sem depender da nuvem. Com os problemas de preços e fornecimento, a oferta de computadores com mais de 16 GB de RAM deve passar por sérias restrições.

Crise deve durar até 2027

A IDC afirma também que a crise de RAM e armazenamento provavelmente chegará a 2027. O ritmo acelerado de construção de data centers fez fabricantes concentrarem a produção nas memórias de alta largura de banda, deixando de lado componentes usados em eletrônicos de consumo.

O documento reforça o que outras consultorias e empresas já vêm dizendo há algum tempo. A Samsung, por exemplo, prevê smartphones até 20% mais caros no Brasil em 2026. Dell e Lenovo, por sua vez, reajustaram contratos no mundo todo.

Já a fabricante de memórias Micron considera que a crise não será resolvida tão cedo, uma vez que a indústria não está disposta a se arriscar para aumentar a capacidade de produção. A consultoria TrendForce, por sua vez, diz que os eletrônicos devem ter especificações técnicas piores no ano que vem.
Preços de smartphones e PCs podem subir até 8% em 2026 por crise da RAM

Preços de smartphones e PCs podem subir até 8% em 2026 por crise da RAM
Fonte: Tecnoblog

Xepa de Natal: Smart TV LG 4K LED 43” em oferta com 38% OFF no Mercado Livre

Xepa de Natal: Smart TV LG 4K LED 43” em oferta com 38% OFF no Mercado Livre

Smart TV LG TU801C 43″
R$ 1.483,25

R$ 2.39938% OFF

Prós

Resolução 4K com HDR
Sistema webOS 24 com LG ThinQ AI
Três portas HDMI e duas USB
Permite comando de voz por Alexa

Contras

Taxa de atualização de 60 Hz
Áudio básico

PIX

R$ 1.483,25  Mercado Livre

Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

WhatsApp
Telegram

A Smart TV LG 4K TU801C de 43 polegadas está disponível no Mercado Livre por R$ 1.483,25 no Pix. A oferta concede um valor 38% menor em relação ao preço original de R$ 2.399. A televisão de resolução 4K com suporte a IA e sistema WebOS24 é uma boa opção de custo-benefício.

Smart TV LG conta com upscaling e sistema webOS 24

O webOS figura principalmente em smart TVs da LG e de marcas parceiras (Imagem: Reprodução/LG Electronics)

A televisão com tecnologia LED possui resolução 4K (3.840 x 2.160 pixels) com imagens altamente definidas e suporte a HDR que melhora o contraste e a fidelidade das cores em conteúdos compatíveis. Nos casos de transmissões antigas, o processador AI a5 4K Ger7 com recurso de upscaling atua na adaptação do formato antigo para a nova escala.

O sistema operacional webOS 24 é fluido e tem interface amigável, com acesso aos principais aplicativos e plataformas de streaming como Netflix, YouTube, Globoplay e Disney+. Além disso, há compatibilidade com o LG ThinQ AI e integração da Alexa para realizar ações através de comandos por voz.

A Smart TV inclui conectividade de Wi-Fi e Bluetooth, possibilitando acesso a internet e pareamento com dispositivos móveis para compartilhamento de tela. Ainda tem a presença de três portas HDMI e duas portas USB para a conexão de console ou soundbar, por exemplo.

O som é entregue por duas caixas embutidas com saída de áudio de 20 W, o que pode ser insuficiente para uma experiência imersiva em espaços grandes. A Smart TV LG 4K TU801C de 43 polegadas está com 38% de desconto em oferta no Mercado Livre.
Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.Xepa de Natal: Smart TV LG 4K LED 43” em oferta com 38% OFF no Mercado Livre

Xepa de Natal: Smart TV LG 4K LED 43” em oferta com 38% OFF no Mercado Livre
Fonte: Tecnoblog

Executivos da Salesforce admitem perda de confiança na IA generativa

Executivos da Salesforce admitem perda de confiança na IA generativa

Sanjna Parulekar é VP sênior de marketing de produtos (imagem: reprodução/Salesforce)

Resumo

A Salesforce enfrenta problemas de confiabilidade com grandes modelos de linguagem e busca alternativas mais estáveis, afetando diretamente o produto Agentforce.
Executivos identificaram problemas como a deriva da IA e alucinações, levando a uma reavaliação estratégica que prioriza fundações de dados.
A empresa demitiu cerca de 4 mil funcionários e as ações caíram 34% desde dezembro de 2024, mas a expectativa é que o Agentforce gere mais de US$ 500 milhões em receita anual.

A Salesforce, uma das maiores empresas de software corporativo do mundo, está recuando na implementação agressiva de grandes modelos de linguagem (LLMs) após enfrentar problemas de confiabilidade. A companhia, que defende a transformação do ambiente de trabalho com uso da tecnologia, agora busca alternativas mais estáveis para os produtos e reconhece as limitações técnicas para tarefas complexas.

Segundo o jornal The Information, Sanjna Parulekar, vice-presidente sênior de marketing de produtos da companhia, admitiu que houve queda no otimismo sobre a IA. “Todos nós estávamos mais confiantes sobre grandes modelos de linguagem há um ano”, afirmou a executiva.

O reposicionamento afeta diretamente o Agentforce, principal aposta recente da Salesforce na área de IA. O produto vinha sendo apresentado como uma plataforma de agentes capazes de executar tarefas complexas de forma autônoma, mas agora deve depender menos de respostas abertas geradas por LLMs.

Salesforce deve diminuir uso de grandes modelos de linguagem (imagem: Raysonho/Wikimedia)

Aleatoriedade gerou ineficiência

Entre os problemas identificados está o chamado AI drift — ou deriva da IA. Em uma publicação recente, o executivo Phil Mui explicou que agentes baseados em modelos de linguagem tendem a perder o foco quando confrontados com interações humanas fora do fluxo esperado.

Um exemplo são os chatbots projetados para auxiliar no preenchimento de formulários. Ao receberem perguntas irrelevantes do cliente, esses sistemas costumam se distrair, reduzindo a eficiência do fluxo de trabalho corporativo.

Além da perda de foco, a questão das alucinações pesou na decisão. O CEO da Salesforce, Marc Benioff, afirmou em entrevista ao Business Insider que está reescrevendo a estratégia anual da empresa. A nova diretriz prioriza fundações de dados em detrimento dos modelos de IA isolados.

Marc Benioff, CEO e cofundador da Salesfoce (imagem: reprodução/The Logan Bartlett Show)

Para Benioff, operar esses sistemas sem o contexto adequado aumenta drasticamente o risco de erros. Ele considera que, no ambiente corporativo, inventar informações incorretas com alta confiança é inaceitável.

Apesar dos problemas técnicos, o CEO mantém grandes ambições para a marca do produto. Benioff chegou a sugerir que não ficaria surpreso se a própria companhia viesse a ser rebatizada com o nome do produto, Agentforce.

Salesforce diminuiu força de trabalho

A recalibragem da estratégia coincide com um momento de tensão na força de trabalho, após a Salesforce demitir cerca de 4 mil funcionários, principalmente da área de suporte, e atribuir parte do serviço a agentes de IA.

As ações da Salesforce registraram uma queda de aproximadamente 34% em relação ao pico atingido em dezembro de 2024, refletindo o ceticismo dos investidores quanto à capacidade da empresa de converter o hype da IA em resultados consistentes. Ainda assim, a projeção é de que a plataforma Agentforce gere mais de US$ 500 milhões em receita anual.
Executivos da Salesforce admitem perda de confiança na IA generativa

Executivos da Salesforce admitem perda de confiança na IA generativa
Fonte: Tecnoblog

Samsung quer colocar IA até no calendário do celular

Samsung quer colocar IA até no calendário do celular

Linha Galaxy conta com ferramentas de IA generativa para imagens (foto: Ana Marques/Tecnoblog)

Resumo

A Samsung integrou IA no app de calendário para gerar imagens de fundo no widget de contagem regressiva, com base no título do compromisso.
A função está na versão 12.7.05.36 do app, disponível para a One UI 8.5 em fase beta, mas ainda não está acessível para todos os usuários.
Outras melhorias no calendário incluem ocultar compromissos passados, marcar lembretes como completos, busca com linguagem natural e anexar múltiplas imagens.

A mais recente atualização da Samsung para o app de calendário vem com uma discreta ferramenta de inteligência artificial. Segundo o registro de mudanças, será possível gerar imagens de fundo com base no título do compromisso, que aparecerão no widget de contagem regressiva.

A novidade foi notada pelo site SamMobile e está presente na versão 12.7.05.36, distribuída apenas para aparelhos com a One UI 8.5 — vale dizer que essa versão da interface da Samsung para o Android ainda está em fase beta.

Opção de imagem gerada por IA ainda não aparece no app (imagem: reprodução/SamMobile)

Apesar de constar no changelog, o pessoal do SamMobile não conseguiu usar a funcionalidade, já que ela não apareceu entre as opções de imagem de fundo do widget.

One UI 8.5 terá IA em mais funções

Quem não é entusiasta da IA pode respirar aliviado: esse é um recurso opcional e pouco intrusivo, que não afeta o uso do aplicativo, nem altera as informações dos compromissos.

Vários apps e dispositivos já fazem uso dessa tecnologia para ilustrar suas interfaces. A própria Samsung oferece, na linha Galaxy, um gerador de papéis de parede que funciona com base em prompts de texto. Entre as concorrentes, a Motorola tem uma funcionalidade semelhante.

A One UI 8.5 deve adotar a IA para ainda mais finalidades. Uma das primeiras versões do sistema trouxe a opção de usar inteligência artificial para mudar automaticamente do Wi-Fi para os dados móveis, aprendendo com os dados da rede e os deslocamentos do usuário.

Os modelos de IA também poderão controlar o uso de rede com base em padrões, hábitos e rotinas, visando economizar o consumo de energia e poupar bateria.

Calendário recebe outras melhorias

Voltando ao calendário, o registro de mudanças lista outras quatro novidades:

Opções para ocultar compromissos passados.

Suporte para marcar lembretes como completos.

Melhorias na busca com linguagem natural.

Suporte a anexar múltiplas imagens e melhorias na exibição.

Com informações do SamMobile
Samsung quer colocar IA até no calendário do celular

Samsung quer colocar IA até no calendário do celular
Fonte: Tecnoblog

Golpistas usam IA para conseguir reembolso de lojas online

Golpistas usam IA para conseguir reembolso de lojas online

Inteligência artificial está sendo usada para aplicar golpes por meio do e-commerce (ilustração: reprodução/Max Pixel)

Resumo

Golpistas usam IA para criar imagens e vídeos falsos para fraudar reembolsos em plataformas de comércio online chinesas.
A AppZen identificou que 14% dos documentos fraudulentos em setembro de 2025 indicavam uso de IA, enquanto a Ramp bloqueou mais de US$ 1 milhão em notas suspeitas nos últimos 90 dias.
O uso de IA para adulterar imagens em pedidos de reembolso cresceu mais de 15% desde o início de 2025, segundo a Forter.

A disseminação de ferramentas de inteligência artificial capazes de gerar imagens e vídeos realistas começa a produzir efeitos colaterais claros no comércio eletrônico. Plataformas que dependem de provas visuais para validar pedidos de reembolso enfrentam um novo tipo de fraude: comprovantes fabricados digitalmente para simular produtos danificados ou defeituosos.

Anteriormente, tomamos ciência de que trabalhadores nos Estados Unidos estavam usando IA enviar notas e comprovantes falsos. Segundo a AppZen, cerca de 14% dos documentos fraudulentos analisados em setembro de 2025 tinham indícios de uso de IA, um salto expressivo em relação ao ano anterior. A fintech Ramp afirma ter bloqueado mais de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,6 milhões) em notas suspeitas apenas nos últimos 90 dias.

Como a IA está sendo usada para fraudar reembolsos

Já na China, relatos recentes indicam que consumidores passaram a enviar imagens e vídeos gerados ou alterados por IA para justificar pedidos de devolução. Em plataformas como RedNote e Douyin, vendedores e atendentes publicaram exemplos de supostos danos impossíveis de ocorrer na prática, como xícaras de cerâmica “rasgadas” em camadas ou etiquetas de envio com caracteres sem sentido.

Um dos casos que mais repercutiu envolveu a venda de caranguejos vivos. A comerciante Gao Jing recebeu vídeos que mostravam animais supostamente mortos na entrega, mas notou inconsistências. “Minha família cria caranguejos há mais de 30 anos. Nunca vimos um caranguejo morto com as pernas apontadas para cima”, disse a vendedora, em um vídeo que postou no Douyin. A fraude foi confirmada pelas autoridades, e o comprador acabou detido por oito dias.

Golpistas tentam aplicar golpe em comerciante de caranguejos (Imagem: reprodução/Douyin)

Quais são os riscos para consumidores e plataformas?

O problema não se limita à China. A empresa americana Forter estima que o uso de imagens adulteradas por IA em pedidos de reembolso cresceu mais de 15% desde o início do ano. “Essa tendência começou em meados de 2024, mas acelerou no último ano, à medida que as ferramentas de geração de imagens se tornaram amplamente acessíveis e fáceis de usar”, disse Michael Reitblat, CEO e cofundador da empresa.

Segundo ele, nem é necessário que a fraude seja perfeita. Equipes de atendimento e revisão muitas vezes não têm tempo para analisar cada imagem em detalhe. Em alguns casos, grupos organizados chegaram a enviar mais de US$ 1 milhão (R$ 5,6 milhões) em pedidos fraudulentos em janelas curtas de tempo, usando IPs rotativos para dificultar a identificação.

Como resposta, alguns vendedores passaram a usar inteligência artificial para analisar imagens suspeitas. Ainda assim, as soluções são limitadas, e as plataformas nem sempre aceitam essas análises como prova. O risco, alertam especialistas, é que o endurecimento das políticas de devolução acabe prejudicando consumidores legítimos.
Golpistas usam IA para conseguir reembolso de lojas online

Golpistas usam IA para conseguir reembolso de lojas online
Fonte: Tecnoblog

Samsung revela o chip Exynos 2600, agora com 2 nm

Samsung revela o chip Exynos 2600, agora com 2 nm

A inteligência artificial é um dos focos centrais do Exynos 2600 (imagem: reprodução/Samsung)

Resumo

A Samsung anunciou oficialmente o Exynos 2600, seu novo chipset topo de linha para smartphones, que deve equipar ao menos parte da linha Galaxy S26. Mais do que uma atualização anual, o componente representa um passo importante para a indústria por ser o primeiro SoC móvel produzido em processo de 2 nanômetros com arquitetura GAA (Gate-All-Around).

Segundo a empresa, a transição para 2 nm permite avanços expressivos de performance, consumo energético e controle térmico — um ponto sensível em gerações anteriores do Exynos, frequentemente atrás de chips da Qualcomm, MediaTek e Apple. O Exynos 2600 já está em produção em massa.

O novo chip traz uma CPU de dez núcleos baseada na arquitetura Arm v9.3, com uma mudança relevante na estratégia da Samsung: não há mais núcleos pequenos, de baixíssimo consumo. Em vez disso, o processador combina um núcleo principal de alto desempenho com núcleos intermediários e de eficiência, todos da linha C1.

O que muda na CPU e na GPU?

A ficha técnica cita um núcleo C1-Ultra operando a até 3,8 GHz, três núcleos C1-Pro de alto desempenho a 3,25 GHz e outros seis C1-Pro focados em eficiência, com clocks de até 2,75 GHz. De acordo com a Samsung, esse conjunto entrega até 39% mais desempenho em CPU em comparação com o Exynos 2500. O suporte às instruções SME2 da Arm também deve reduzir latência e acelerar tarefas de aprendizado de máquina diretamente no dispositivo.

Na parte gráfica, o Exynos 2600 estreia a GPU Xclipse 960. A fabricante afirma que o novo componente dobra a capacidade de processamento em relação à geração anterior e melhora em até 50% o desempenho em ray tracing. Outra novidade é o Exynos Neural Super Sampling (ENSS), tecnologia que usa IA para upscale e geração de quadros, buscando melhorar a fluidez em jogos sem elevar drasticamente o consumo de energia.

O novo chip tem suporte a UFS 4.1 e memória LPDDR5X

Samsung ainda não confirmou oficialmente todos os aparelhos que irão utilizar o novo chip (imagem: reprodução/Gizmochina)

IA, câmeras e o desafio do aquecimento

A inteligência artificial é um dos focos centrais do novo chip. A NPU teve, segundo a Samsung, um salto de 113% em desempenho, permitindo rodar modelos generativos maiores no próprio aparelho e reforçar a proteção de dados sensíveis sem depender da nuvem.

O ISP integrado suporta sensores de até 320 MP, captura sem atraso em fotos de 108 MP e gravação em 8K a 30 fps ou 4K a até 120 fps com HDR. Há ainda melhorias em redução de ruído por aprendizado profundo e um sistema de percepção visual capaz de identificar detalhes sutis em tempo real.

Para lidar com calor e estabilidade, o Exynos 2600 adota a tecnologia Heat Path Block, que usa novos materiais para reduzir a resistência térmica em até 16%. A promessa é sustentar alto desempenho por mais tempo, enfrentando um dos principais problemas históricos da linha Exynos.
Samsung revela o chip Exynos 2600, agora com 2 nm

Samsung revela o chip Exynos 2600, agora com 2 nm
Fonte: Tecnoblog

IA fica responsável por máquina de vendas e dá prejuízo

IA fica responsável por máquina de vendas e dá prejuízo

/

Experimento da Anthropic expõe limites de agentes de IA autônomos (imagem: divulgação/Anthropic)

Resumo

A Anthropic colocou uma IA para gerenciar uma máquina de vendas, mas o resultado foi uma série de decisões erradas do sistema e prejuízo financeiro.
Apelidada de Claudius, a IA foi manipulada por funcionários, vendendo produtos abaixo do custo e distribuindo itens gratuitamente.
O veredito da empresa é que a distância para um agente de IA completamente funcional e autônomo ainda é grande.

Um experimento conduzido pela Anthropic, dona da IA Claude, mostrou que a autonomia total de sistemas de inteligência artificial ainda esbarra em limitações práticas. A empresa colocou um agente de IA para administrar uma pequena máquina de vendas em seus escritórios, mas o resultado foi uma sequência de decisões equivocadas e perdas financeiras.

A IA, apelidada de Claudius, operava a máquina quase de forma independente, definindo preços, gerenciando estoque e atendendo clientes. A interação com os funcionários era feita por meio da plataforma Slack. Segundo a Anthropic, o objetivo era avaliar como agentes autônomos se comportam em tarefas do mundo real, indo além de responder perguntas ou gerar textos.

Como funcionou o experimento?

Na primeira fase, Claudius controlou sozinho uma operação no escritório do The Wall Street Journal: pesquisava produtos, sugeria preços e autorizava vendas. Sem sensores ou mecanismos físicos de controle, a IA dependia do chamado “sistema de honra”, confiando que as pessoas pagariam corretamente pelos itens. Rapidamente, surgiram problemas.

Funcionários conseguiram convencer a IA a vender produtos abaixo do custo, distribuir itens gratuitamente e até comprar objetos sem sentido comercial, como cubos de tungstênio e itens caros para “marketing”. O jornal escreve que a IA “sorteou um PlayStation 5 para fins de marketing”.

Em um momento, o agente começou a alucinar e chegou a afirmar que era um humano “usando um blazer azul”, evidenciando falhas de contexto e identidade. O resultado foi um prejuízo constante e a perda quase total do estoque.

IA não conseguiu lucrar

Anthropic testou agente de IA em negócio real (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Na segunda fase, a Anthropic tentou corrigir os erros com uma máquina instalada no seu próprio escritório. Claudius foi atualizado para um modelo mais recente, recebeu ferramentas adicionais — como sistemas de gestão de estoque e pesquisa de preços — e passou a responder a um “CEO” virtual, outro agente de IA chamado Seymour Cash. A ideia era impor metas e disciplina financeira.

As mudanças trouxeram melhorias parciais: os descontos caíram cerca de 80% e a IA passou a calcular melhor margens e prazos. Ainda assim, o sistema continuou vulnerável a manipulações humanas e a decisões pouco racionais. O próprio “CEO virtual” autorizou reembolsos excessivos e se envolveu em longas conversas irrelevantes, comprometendo a eficiência do negócio.

Para a Anthropic, o experimento deixa um recado claro. “A ideia de uma IA administrando um negócio não parece tão absurda quanto antes”, diz um post no blog da empresa. “Mas a diferença entre ‘capaz’ e ‘completamente robusto’ continua grande”.
IA fica responsável por máquina de vendas e dá prejuízo

IA fica responsável por máquina de vendas e dá prejuízo
Fonte: Tecnoblog

Extensões de navegador roubam conversas com IA

Extensões de navegador roubam conversas com IA

Extensões coletam diálogos completos de usuários com plataformas de IA (imagem: Nick Velazquez/Mozilla)

Resumo

Extensões de navegador coletam dados de conversas com IA, mesmo com recursos desativados.
A empresa de cibersegurança Koi identificou que algumas extensões, como a Urban VPN Proxy, interceptam e enviam dados de conversas para servidores de terceiros.
Única forma de interromper a coleta é remover as extensões, que pertencem a empresas ligadas à Urban Cyber Security e BiScience.

Usuários podem ter conversas inteiras com inteligências artificiais coletadas e comercializadas sem perceber. Uma investigação da Koi, empresa de cibersegurança, identificou que extensões de navegador populares para VPN, bloqueio de anúncios ou suposta proteção extra interceptam diálogos completos em plataformas de IA e enviam esses dados a servidores de terceiros.

O caso chama atenção não apenas pelo volume de informações coletadas, mas também pelo alcance das ferramentas envolvidas. Juntas, as extensões somam mais de 8 milhões de instalações em lojas oficiais do Google e da Microsoft.

No começo do mês, a mesma empresa revelou que uma campanha hacker, ativa há sete anos, comprometeu a segurança de 4,3 milhões de usuários do Chrome e do Edge, através de backdoors instalados no Clean Master e WeTab.

Como funciona a coleta de dados pelas extensões?

A Koi examinou o código de oito extensões gratuitas. A principal delas é a Urban VPN Proxy, na qual a empresa identificou a coleta de dados pela primeira vez. A extensão teria carregado scripts ocultos que entram em ação sempre que o usuário acessa serviços de IA, como o ChatGPT, Gemini e Claude.

A análise do código mostrou que os complementos inserem esses scripts diretamente nas páginas dos chats. Eles interceptam toda a comunicação antes mesmo de ela aparecer na tela, copiando perguntas, respostas, horários, identificadores de conversa e até o modelo de IA utilizado.

Interação não é roteada pelas APIs legítimas do navegador (imagem: reprodução/Koi)

Como explicou o diretor de tecnologia da Koi, Idan Dardikman, em um e-mail:

“Ao sobrescrever as APIs do navegador, a extensão se coloca no meio do fluxo e captura uma cópia de tudo antes mesmo de a página exibir o conteúdo. A consequência: a extensão vê sua conversa completa em formato bruto — suas perguntas, as respostas da IA, os registros de data e hora, tudo — e envia uma cópia para os servidores deles”.

Idan Dardikman, diretor de tecnologia da Koi

É possível impedir o monitoramento?

Extensões comprimem dados e enviam para endpoints pertencentes ao desenvolvedor (imagem: reprodução/Koi)

Um dos pontos mais críticos é que a coleta ocorre de forma independente das funções anunciadas. Mesmo que o usuário desative a VPN, o bloqueador de anúncios ou qualquer outro recurso da extensão, o monitoramento das conversas com IA continua ativo.

De acordo com a Koi, a única forma de interromper completamente a coleta é desabilitar ou remover a extensão do navegador. Caso contrário, todo novo diálogo com plataformas de IA segue sendo registrado e transmitido.

O Tecnoblog observou que algumas dessas extensões foram tiradas do ar pelas lojas. A empresa de segurança lista os seguintes serviços, todos feitos pelos mesmos desenvolvedores:

Chrome Web Store:

Urban VPN Proxy – 6 milhões de usuários

1ClickVPN Proxy – 600 mil usuários

Urban Browser Guard – 40 mil usuários

Urban Ad Blocker – 10 mil usuários

Microsoft Edge:

Urban VPN Proxy – 1,3 milhão de usuários

1ClickVPN Proxy – 36 mil usuários

Urban Browser Guard – 12 mil usuários

Urban Ad Blocker – 6 mil usuários

As extensões investigadas pertencem a um mesmo ecossistema de empresas ligadas à Urban Cyber Security e à BiScience, que afirmam transformar grandes volumes de dados em inteligência de mercado. Segundo a Ars Technica, até o momento, nem os desenvolvedores e nem Google e Microsoft deram explicações detalhadas sobre o caso.
Extensões de navegador roubam conversas com IA

Extensões de navegador roubam conversas com IA
Fonte: Tecnoblog

Google lança IA que cria resumo matinal com informações importantes do dia

Google lança IA que cria resumo matinal com informações importantes do dia

CC usa Gemini e prepara usuário para o dia (imagem: divulgação)

Resumo

O Google lançou o CC, um agente experimental que usa IA para gerar resumos diários com compromissos, tarefas e contas a pagar, usando dados do Gmail, Agenda e Drive.
O CC está em fase experimental e é liberado gradualmente nos EUA e Canadá para usuários com 18 anos ou mais, com prioridade para assinantes do Google AI Ultra e planos pagos.
O CC segue a ideia do ChatGPT Pulse da OpenAI, que organiza sugestões em cards usando o histórico de conversas e pode conectar aplicativos externos para incluir informações no resumo.

O Google anunciou, nesta terça-feira (16/12), o CC, um agente experimental que usa inteligência artificial para gerar um resumo do dia. A ideia é que, logo pela manhã, você receba no seu email uma lista de informações importantes.

Segundo a empresa, o resumo “Seu dia seguinte” inclui os compromissos do dia, tarefas importantes, atualizações e até mesmo contas a pagar. O CC pode ainda preparar rascunhos de emails (mas não pode enviá-los) e mostrar links da agenda.

E para dar instruções ao assistente, basta escrever um email para ele, com lembretes, compromissos ou informações importantes. Dá até para copiá-lo em uma conversa para obter um resumo do que foi discutido. O endereço do assistente é [seu-username]+cc@gmail.com.

O CC usa o modelo Gemini como base. Para conseguir realizar todas essas tarefas, ele precisa acessar o Gmail, a Agenda e o Google Drive, além de coletar informações da internet.

Por enquanto, o CC está em fase experimental, como parte do programa Google Labs. O agente está sendo liberado gradualmente para usuários nos Estados Unidos e no Canadá com 18 anos ou mais. Interessados devem se inscrever na lista de espera — assinantes do Google AI Ultra e de planos pagos terão prioridade.

Google CC segue os passos do ChatGPT Pulse

A ideia de usar IA generativa para criar um resumo do dia não é inédita. Em setembro de 2025, a OpenAI anunciou o ChatGPT Pulse, que tem uma proposta parecida.

O robô usa o histórico de conversas para organizar sugestões em cards, que são exibidos na manhã seguinte. Entre as possibilidades, estão sugestões de jantar, ideias de treinos ou acompanhamento de temas profissionais.

Também dá para conectar aplicativos externos para que essas informações sejam incluídas no resumo. Ao conectar a Google Agenda, por exemplo, o Pulse pode propor reuniões, lembrar de aniversários ou indicar locais a visitar nas próximas viagens. Outra forma de usar o assistente é fazer pedidos diretos, como recomendar eventos locais às sextas.

Com informações do Google e do The Verge
Google lança IA que cria resumo matinal com informações importantes do dia

Google lança IA que cria resumo matinal com informações importantes do dia
Fonte: Tecnoblog

12.12 de Natal: Galaxy Book 4 Pro cai 40% em até 24x sem juros

12.12 de Natal: Galaxy Book 4 Pro cai 40% em até 24x sem juros

Samsung Galaxy Book 4 Pro Intel Core Ultra 5
R$ 5.699,00

R$ 9.499,0040% OFF

Prós

Tela de 14″ sensível ao toque
Processador Intel Core Ultra 5 suporta tarefas pesadas
16 GB de RAM e SSD de 512 GB
Sistema Windows 11 com presença do Copilot

Contras

Bateria de 63 Wh não oferece grande autonomia

Cupom

GAMERS400
R$ 5.699,00  Mercado Livre

Participe dos canais de ofertas do Achados do TB

WhatsApp
Telegram

O Galaxy Book 4 Pro está saindo por R$ 5.699 em até 24x sem juros no 12.12 de Natal do Mercado Livre. Para chegar a esse preço, você precisa usar o cupom GAMERS400. O notebook da Samsung entrega desempenho máximo e integração com IA. Ele foi lançado por R$ 9.499, o que significa que essa oferta dá um desconto de 40%.

Galaxy Book 4 Pro tem processador Intel potente e tela AMOLED

O Galaxy Book 4 Pro vem com processador Intel Core Ultra 5 125H, capaz de atingir 4,5 GHz de clock e equipado com 18 MB L3 de cache. Com isso, ele consegue um desempenho sólido, mesmo em tarefas pesadas. O chip também conta com uma NPU para ajudar nas tarefas envolvendo inteligência artificial, como uso do assistente Copilot, reconhecimento de voz e edição de imagens.

O notebook conta ainda com 16 GB de RAM LPDDR5X, habilitando o equipamento a rodar diversas tarefas ao mesmo tempo e ajudando também as ferramentas de IA. O Galaxy Book 4 Pro tem SSD NMVe de 512 GB, com espaço de sobra para fotos, vídeos e arquivos, além de boas velocidades de leitura e gravação. Além disso, há um segundo slot para SSD, possibilitando expandir o armazenamento.

E para comandar tudo isso, ele vem com o sistema operacional Windows 11 Home, que conta com o Copilot, assistente de IA desenvolvido pela Microsoft.

Notebooks da Samsung focam em inteligência artificial (foto: Katarina Bandeira/Tecnoblog)

Um dos destaques do Galaxy Book 4 Pro é sua tela AMOLED de 14 polegadas, que entrega cores vivas e contraste intenso. O painel conta com resolução alta, no padrão WQXGA+ (2880 x 1800 pixels), tornando as atividades profissionais e de lazer mais agradáveis, além de permitir visualizar mais informações lado a lado. E não é só isso: o display é sensível ao toque, permitindo o uso com os dedos.

A construção do notebook também é digna de nota, com 11,6 mm de espessura e 1,23 kg de peso. Apesar de leve e compacto, o Galaxy Book 4 Pro conta com bateria de 63 Wh, para até 18 horas de uso, e oferece portas HDMI 2.1 e USB 3.2. O laptop sai por R$ 5.699 em até 24x sem juros no Mercado Livre, com o cupom GAMERS400.
Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.12.12 de Natal: Galaxy Book 4 Pro cai 40% em até 24x sem juros

12.12 de Natal: Galaxy Book 4 Pro cai 40% em até 24x sem juros
Fonte: Tecnoblog