Category: Inteligência Artificial

Nvidia pode lançar plataforma aberta para agentes de IA

Nvidia pode lançar plataforma aberta para agentes de IA

Nvidia estaria investindo em plataforma de agentes de IA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Nvidia pode lançar uma plataforma de criação e gerenciamento de agentes de IA de código aberto.
Segundo a revista Wired, o projeto, chamado NemoClaw, pode ser anunciado já neste mês.
O NemoClaw permitiria executar tarefas autônomas com segurança e privacidade, funcionando mesmo fora do ecossistema da Nvidia.

A Nvidia quer uma plataforma para criação e gerenciamento de agentes de inteligência artificial para chamar de sua. O anúncio do sistema, chamado internamente de NemoClaw e desenvolvido em código aberto, pode ocorrer durante a conferência anual de desenvolvedores da fabricante, marcada para começar no dia 16 de março em San Jose, na Califórnia.

Segundo a revista Wired, a gigante dos chips já começou a apresentar o produto a empresas de software corporativo. A proposta é que a plataforma permita que companhias enviem agentes autônomos para executar tarefas do dia a dia, e que funcione mesmo fora de ecossistemas com hardware da própria Nvidia.

A empresa teria entrado em contato com possíveis parceiras para contribuições ao projeto, entre elas Salesforce, Cisco, Google, Adobe e CrowdStrike. Ainda não está claro se as empresas fecharam acordos.

Mais um “claw”

O investimento no NemoClaw ocorre durante uma alta nas notícias sobre agentes autônomos (os “claws”), que, diferente de chatbots comuns como o ChatGPT, Gemini e Claude, devem executar tarefas sem supervisão humana.

A tecnologia virou tendência especialmente após o hype em cima do assistente OpenClaw e do projeto Moltbook, uma “rede social de robôs” que viralizou nos últimos meses por permitir essa autonomia.

Vale lembrar que, mesmo com a divulgação de problemas graves de segurança, líderes dos projetos, como Peter Steinberger, criador do OpenClaw, e Matt Schlicht e Ben Parr, fundadores do Moltbook, já estão em outras big techs — OpenAI e Meta, respectivamente.

Essa última, aliás, havia pedido para que os funcionários evitassem a tecnologia de Steinberger, após uma funcionária da divisão de segurança relatar que o agente saiu do controle.

Para contornar esse receio e atrair o mercado, a Nvidia planeja oferecer ferramentas robustas de segurança e privacidade integradas nativamente à nova plataforma, diz a Wired.

Mudança de estratégia

Jensen Huang, CEO da Nvidia (imagem: divulgação/Nvidia)

Segundo a revista, o NemoClaw é mais um passo da Nvidia na adoção de modelos de IA de código aberto. Até então, a estratégia de software da fabricante centrava-se quase inteiramente no CUDA (Compute Unified Device Architecture), sistema proprietário desenvolvido para manter os desenvolvedores dentro do ecossistema das próprias GPUs da empresa.

Abraçar o modelo aberto seria uma manobra para garantir a relevância da empresa na infraestrutura de IA, mesmo que aumente a disputa pelo domínio do hardware.

Nvidia pode lançar plataforma aberta para agentes de IA

Nvidia pode lançar plataforma aberta para agentes de IA
Fonte: Tecnoblog

YouTube exibe anúncios de 30 segundos nas TVs sem opção de pular

YouTube exibe anúncios de 30 segundos nas TVs sem opção de pular

YouTube agora pode exibir anúncios de até 30 segundos em TVs (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

YouTube agora exibe anúncios de 30 segundos sem opção de pular em smart TVs.
Plataforma levou formato de publicidade mais longa às TVs para incentivar assinaturas do YouTube Premium.
Estratégia busca aumentar a receita e aproveitar o crescimento do consumo de vídeos em televisores.

O YouTube está exibindo anúncios de até 30 segundos sem a opção de pular nas smart TVs. Não se trata de um bug: a plataforma levou o formato de publicidade para os televisores conectados, ampliando a pressão para que os usuários assinem o YouTube Premium — única forma oficial de não ver as propagandas.

A mudança foi anunciada pelo próprio Google no começo deste mês. Nos últimos anos, a empresa vem adotando diferentes estratégias para reforçar seu modelo baseado em anúncios. Entre elas estão ações contra bloqueadores de propaganda e restrições a aplicativos de terceiros que reproduzem vídeos da plataforma.

Publicidade direcionada

Segundo a empresa, a mudança foi pensada especificamente para a experiência em telas grandes, como televisores conectados. Nesse formato, os anúncios são exibidos integralmente antes ou durante o vídeo, sem permitir que o usuário avance ou os ignore.

No comunicado, voltado aos anunciantes, a plataforma explica: “A IA do Google otimiza dinamicamente entre anúncios Bumper de 6 segundos, anúncios padrão de 15 segundos e anúncios exclusivos para CTV de 30 segundos que não podem ser pulados, garantindo que sua campanha alcance o público certo na hora certa”.

O sistema utiliza inteligência artificial para escolher automaticamente entre diferentes formatos de publicidade. A seleção considera fatores como público-alvo e momento da exibição para determinar qual tipo de anúncio será mostrado.

Além do formato de 30 segundos, também podem ser exibidos anúncios mais curtos, como os chamados “bumpers”, de seis segundos, ou versões padrão de 15 segundos.

A empresa afirma ainda que a tecnologia busca aumentar a eficiência das campanhas ao combinar diferentes formatos de publicidade de forma automática.

Formato de publicidade do YouTube foi pensado para televisores conectados (imagem: divulgação)

Estratégia visa aumento de receita

A introdução desse novo formato ocorre em meio a outras mudanças recentes na forma como o YouTube lida com anúncios. Usuários já relataram, por exemplo, a exibição de banners publicitários no aplicativo móvel que não podiam ser fechados imediatamente.

Além disso, algumas contas que utilizam bloqueadores de anúncios passaram a ter acesso limitado a recursos como comentários ou descrições de vídeos.

Essas medidas fazem parte da estratégia da plataforma para fortalecer suas fontes de receita, seja por meio da publicidade ou da assinatura do YouTube Premium.

Segundo a empresa, o crescimento do consumo de vídeos em televisores também tem influenciado essas decisões. Em outro trecho do comunicado, a companhia afirma: “Estamos tornando ainda mais fácil alcançar os milhões de espectadores que assistem ao YouTube na sala de estar — incluindo os espectadores que fizeram do YouTube o serviço de streaming nº 1 nos EUA por três anos consecutivos”.
YouTube exibe anúncios de 30 segundos nas TVs sem opção de pular

YouTube exibe anúncios de 30 segundos nas TVs sem opção de pular
Fonte: Tecnoblog

GPT-5.4 chega com capacidade nativa de usar computadores

GPT-5.4 chega com capacidade nativa de usar computadores

ChatGPT começou a liberar acesso ao GPT-5.4, mas só para quem paga (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O GPT-5.4 da OpenAI executa tarefas em programas de computador capturando imagens da tela e enviando comandos de mouse e teclado. Ele também escreve códigos e conecta-se a APIs.
Disponível no ChatGPT para assinantes dos planos Plus, Team e Pro, o GPT-5.4 oferece um plano de raciocínio antes de executar tarefas. Ele também está no Codex e via API.
A OpenAI está em disputa com a Anthropic, com desentendimentos públicos e diferenças em parcerias, como a colaboração da OpenAI com o Departamento de Defesa dos EUA.

A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (05/02) o modelo de inteligência artificial GPT-5.4. Pela primeira vez, um modelo da companhia vem com capacidade nativa de uso de computadores, o que significa que ele consegue executar tarefas em diferentes programas.

Para conseguir isso, o agente captura imagens da tela, entende as interfaces e envia comandos de mouse e teclado. Assim, ele pode resolver tarefas envolvendo, por exemplo, planilhas, documentos e apresentações.

Outra solução é escrever códigos para lidar com as tarefas — o GPT-5.4 também faz isso. A IA conta ainda com a capacidade de escolher a ferramenta certa para cada ocasião e, se for necessário, fazer a conexão com APIs.

Segundo a empresa, o GPT-5.4 é um modelo de raciocínio, o que significa que ele leva um tempo extra até chegar a uma resposta. Isso pode ser útil para agentes de IA, que receberiam um passo a passo com instruções mais precisas.

Como usar o GPT-5.4?

O GPT-5.4 já está disponível no ChatGPT para assinantes dos planos Plus, Team e Pro — usuários que não pagam vão ter que esperar, por enquanto. Ele aparece com a denominação GPT-5.4 Thinking. Ele também será oferecido na ferramenta de programação Codex e via API.

No chatbot, a interação é um pouco mais detalhada do que o habitual. O GPT-5.4 oferece primeiro um plano de raciocínio, descrevendo o que pretende fazer para chegar à resposta desejada. O usuário, então, pode fazer alterações no raciocínio, evitando ter que esperar uma resposta e não receber o resultado desejado.

O modelo também recebeu melhorias nos recursos para buscar e reunir informações de diversas fontes e, como em toda atualização, a promessa é que as respostas sejam mais factuais e haja menos alucinações.

OpenAI está em disputa com a Anthropic

Em dezembro de 2025, a OpenAI lançou o GPT-5.2 em tempo recorde. Na ocasião, rumores indicavam que a companhia estava trabalhando em “código vermelho” para barrar o crescimento do Gemini 3, que despontava como um competidor relevante para o ChatGPT.

Existem alguns paralelos possíveis entre aquele episódio e o lançamento desta quinta. O contexto, porém, é bem diferente.

Desta vez, a OpenAI está em uma briga com a Anthropic, e os motivos são diversos. As primeiras semanas tiveram provocações, como o comercial que satirizava as propagandas no ChatGPT. Depois, em um evento na Índia, Sam Altman, da OpenAI, e Dario Amodei, da Anthropic, se recusaram a dar as mãos durante uma foto com líderes do setor e o primeiro-ministro do país, Narendra Modi.

Os capítulos mais recentes, porém, são de outra ordem de importância. A OpenAI anunciou uma parceria com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, enquanto a Anthropic se recusou a fornecer ferramentas de IA para vigilância doméstica ou armas autônomas.

A discordância pública entre as companhias fez alguns usuários deixarem o ChatGPT como forma de protesto — não deve ser um movimento relevante em termos de quantidade, mas faz barulho nas redes sociais. O Claude, da Anthropic, recebeu de braços abertos os insatisfeitos.

Com informações da OpenAI e CNET
GPT-5.4 chega com capacidade nativa de usar computadores

GPT-5.4 chega com capacidade nativa de usar computadores
Fonte: Tecnoblog

Microsoft quer que o Copilot sincronize suas senhas

Microsoft quer que o Copilot sincronize suas senhas

Copilot para Windows quer facilitar o login nos sites (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Microsoft atualizou o Copilot para sincronizar senhas e dados de formulários.
O recurso é opcional, desativado por padrão, e requer consentimento do usuário.
Por enquanto, a novidade está disponível apenas para os participantes do programa de testes Windows Insider.

A Microsoft começou a liberar uma atualização para o aplicativo Copilot no Windows que permite à inteligência artificial sincronizar suas senhas e dados de formulários. A novidade, por enquanto distribuída apenas para os participantes do programa de testes Windows Insider, deve facilitar o login em sites acessados diretamente pela interface do assistente, eliminando a chateação de digitar a mesma credencial várias vezes.

Colocar um gerenciador de senhas dentro de um aplicativo de IA, no entanto, levanta debates sobre segurança. Mas calma: o modelo de linguagem não deve “ler” a sua senha. Conforme apontado pelo portal XDA Developers, o recurso apenas importa o banco de dados de preenchimento automático que você já usa no seu navegador principal.

Dessa forma, as credenciais são gerenciadas pelo sistema interno, sem que a inteligência artificial utilize esses dados sensíveis para gerar respostas ou processar comandos de texto.

É seguro confiar senhas a uma IA?

Do ponto de vista da segurança cibernética, a proximidade entre o seu cofre de senhas e um chatbot exige cautela. Especialistas alertam para o risco de que agentes maliciosos possam, eventualmente, enganar a inteligência artificial por meio de engenharia social, forçando a ferramenta a revelar dados de acesso pessoais ou corporativos.

Ciente da polêmica, a Microsoft confirmou no blog oficial do Windows Insider que a sincronização é um recurso opcional. A ferramenta vem desativada por padrão e exige o consentimento explícito do usuário nas configurações para funcionar.

Ainda assim, para quem prefere manter uma muralha entre a navegação assistida por IA e as credenciais bancárias e de redes sociais, o uso de gerenciadores de senhas dedicados e independentes continua sendo a principal recomendação.

Copilot ganha navegador embutido

Novo painel lateral do Copilot abre links sem sair do app (imagem: reprodução/Microsoft)

Embora as senhas sejam o assunto do momento, a versão 146.0.3856.39 do aplicativo traz outras mudanças importantes. A principal delas é o novo painel lateral. Agora, ao clicar em um link fornecido pelo Copilot, a página é carregada ali mesmo, ao lado do bate-papo, em vez de abrir uma nova aba no Microsoft Edge.

Além de manter tudo na mesma tela, a Microsoft ampliou a leitura de contexto da IA. O Copilot agora consegue analisar os dados de todas as abas abertas dentro de uma conversa específica. Isso permite, por exemplo, pedir para a ferramenta cruzar e resumir informações de três sites diferentes de uma só vez. O app também salva essas abas no histórico para você retomar a pesquisa de onde parou.

A atualização promete ser mais rápida e traz ainda recursos da versão web, como os modos “Podcasts” e “Estudar e Aprender” (Study and Learn). Ainda não há previsão de quando a versão será liberada para todos os usuários.
Microsoft quer que o Copilot sincronize suas senhas

Microsoft quer que o Copilot sincronize suas senhas
Fonte: Tecnoblog

Modo IA do Google poderá gerar documentos, montar listas e até criar apps

Modo IA do Google poderá gerar documentos, montar listas e até criar apps

AI Mode pode gerar, por exemplo, um rastreador de candidaturas de bolsas de estudo (imagem: divulgação)

Resumo

O Modo IA do Google agora integra a ferramenta Canvas, permitindo a geração de documentos, listas e aplicativos.
A funcionalidade está disponível apenas para usuários nos EUA, sem previsão de lançamento no Brasil.
O Canvas, antes restrito ao Gemini, transforma conversas em diversos formatos, como documentos e protótipos de aplicativos.

O Modo IA do Google terá acesso direto à ferramenta Canvas. Essa funcionalidade é um espaço em que a inteligência artificial gera documentos, listas, galerias e até mesmo aplicativos com base nos prompts do usuário.

Até agora, o Canvas estava restrito ao Gemini, tanto na web quanto nos apps para Android e iOS. A integração ao AI Mode é a novidade — esse é o modo de conversa que aparece logo acima dos resultados de busca.

Por enquanto, a ferramenta foi disponibilizada apenas para usuários do AI Mode nos Estados Unidos, e não há previsão para chegar ao Brasil. Antes (e também só nos EUA), o Canvas só era oferecido quando o Modo IA era usado para buscar informações turísticas — no caso, ele gerava planos de viagens com o conteúdo de diversos sites.

Como funciona o Canvas?

Usuário pode “conversar” com IA para montar seu planejamento de viagem (imagem: divulgação)

O Canvas é um espaço presente no Gemini que transforma elementos da sua conversa com o chatbot em outro tipo de formato. Dependendo do contexto, o resultado muda: entre as possibilidades, estão documentos de texto, páginas da web, testes interativos e infográficos. Tudo isso pode ser alterado com mais pedidos do usuário.

No AI Mode do Google, o usuário terá que clicar em um botão abaixo da caixa de prompt. Assim, a ferramenta entende que é para gerar um objeto fora da conversa.

Para que serve o Canvas?

Uma das aplicações mais interessantes do Canvas é gerar códigos e protótipos de aplicativos. Isso junta duas tendências: o vibe coding, como é conhecida a prática de programar escrevendo apenas prompts e contando com o auxílio da IA, e micro apps, soluções personalizadas a gosto do usuário e geradas usando esse método.

A reportagem da PCWorld, por exemplo, conseguiu gerar um protótipo de e-commerce de camisetas e um painel de estações de metrô próximas à localização do usuário.

Nos meus próprios testes há alguns meses, o Canvas foi capaz de criar uma interface para calcular o tempo de carro até o metrô mais próximo da minha casa e, depois, o tempo de metrô até meu destino, um processo que o Maps não resolve tão bem sozinho. Na hora de tentar fazer um joguinho de tabuleiro, o resultado não foi tão bom: ele saiu cheio de bugs.

E como programar sem saber programar está em alta, o Google está, aos poucos, se posicionando como uma solução mais acessível para quem quer dar seus primeiros passos neste terreno.

Enquanto o Canvas está disponível diretamente no Gemini, o Codex, da OpenAI, precisa de um programa dedicado no desktop, e o Claude Code, da Anthropic, é pago. Por outro lado, as ferramentas das concorrentes são mais completas e dedicadas a uso profissional. Para quem quer só brincar um pouquinho, o Canvas já resolve muita coisa.

Com informações do Google e da PCWorld
Modo IA do Google poderá gerar documentos, montar listas e até criar apps

Modo IA do Google poderá gerar documentos, montar listas e até criar apps
Fonte: Tecnoblog

Google Maps ganha novo ícone inspirado no Gemini

Google Maps ganha novo ícone inspirado no Gemini

Visual tradicional dá lugar a um design mais minimalista (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Google Maps está atualizando seu ícone para um design inspirado no Gemini, em gradiente multicolorido.
O novo ícone começa a aparecer nas versões 26.09.06.873668274 para Android e 26.09.5 para iOS.
Além da novidade estética, o Google integrou mais recursos de inteligência artificial do Gemini no Maps.

O Google reformulou o design do ícone do Google Maps nos aplicativos para Android e iOS. A mudança, que está sendo aplicada de forma gradual, substitui as tradicionais divisões diagonais em quatro cores por um efeito gradiente.

Segundo o 9to5Google, o objetivo da companhia é padronizar a identidade visual da sua plataforma de navegação com o restante do ecossistema da big tech.

Quando a atualização chega?

Embora o formato clássico de alfinete de mapa tenha sido mantido para preservar a identidade histórica do serviço, a geometria do logotipo passou por um processo de modernização. O anel superior do ícone está visivelmente mais estreito, enquanto o círculo branco na parte interna foi ampliado.

À esquerda, o ícone clássico; à direita, o novo design com gradiente (imagem: reprodução/9to5Google)

A alteração visual não chega ao mesmo tempo para todos. No ecossistema Android, o novo ícone começa a ser implementado a partir da versão 26.09.06.873668274 do Google Maps. Enquanto isso, para os proprietários de iPhone, o visual atualizado está presente na versão 26.09.5 liberada para o iOS.

Com a novidade, o serviço de mapas se junta a um portfólio de serviços do Google que já adotam o padrão de cores em gradiente. Essa lista inclui o Google Fotos, o aplicativo principal de Pesquisa, a página inicial da empresa e o próprio Gemini.

Mais IA no Maps

A reformulação estética acompanha uma mudança funcional no aplicativo. Nos últimos meses, o Google Maps tem recebido mais recursos de inteligência artificial do Gemini. Uma delas é a adoção de uma experiência de navegação conversacional nativa, que substitui o antigo Google Assistente.

Essa ferramenta agora permite interações mais fluidas por comandos de voz durante os trajetos, otimizando as consultas sobre condições de trânsito em tempo real, por exemplo.

Além das melhorias na navegação, a empresa integrou o motor do Gemini diretamente ao Google Lens dentro da interface do Maps. Essa junção facilita a identificação precisa de pontos de referência utilizando apenas a câmera do celular.

O aplicativo também passou a exibir o recurso “Saiba antes de ir” nos anúncios de rotas, entregando um panorama mais completo sobre os destinos antes mesmo do usuário ligar o carro ou iniciar a sua viagem.
Google Maps ganha novo ícone inspirado no Gemini

Google Maps ganha novo ícone inspirado no Gemini
Fonte: Tecnoblog

Read AI lança assistente que automatiza e-mails e compromissos

Read AI lança assistente que automatiza e-mails e compromissos

Integração com Slack e Microsoft Teams está nos planos da empresa (imagem: reprodução/Read AI)

Resumo

Read AI lançou a Ada, assistente de IA que automatiza e-mails e compromissos; novidade gerencia reuniões, elabora respostas e interage com calendários;
Ada cruza informações de dados corporativos, reuniões e buscas na internet para responder perguntas complexas; assistente também prepara rascunhos de respostas que o usuário revisa antes do envio;
com mais de 5 milhões de usuários ativos mensais, Read AI planeja integrar Ada com Slack e Microsoft Teams; empresa enfrenta concorrência de outras startups no setor de produtividade.

Conhecida por bots que participam de videochamadas para transcrever e resumir reuniões, a Read AI decidiu dar um passo além. Nesta quinta-feira (26/02), a startup lançou globalmente a Ada, assistente de inteligência artificial focada em interações por e-mail.

A ferramenta foi apresentada como um “gêmeo digital” que ajuda a gerenciar calendários, elaborar respostas com base no conhecimento interno da empresa e lidar com comunicação cotidiana.

A configuração acontece enviando um e-mail para o endereço “ada@read.ai“. A partir daí, a IA passa a intermediar as tarefas solicitadas. Se pedir para marcar uma reunião, por exemplo, a ferramenta negocia a disponibilidade diretamente com o contato na própria thread do e-mail. Caso os horários não batam, a assistente sugere novas opções sozinha.

Vale mencionar que o sistema acessa o calendário do usuário de forma restrita durante o processo, sem revelar a natureza de outros compromissos.

Como o gêmeo digital da Read AI funciona?

Além de cuidar da agenda, a Ada elabora respostas para perguntas complexas cruzando informações da base de dados corporativa, de reuniões passadas e até de buscas na internet. Se um colega perguntar sobre o andamento das metas do trimestre, por exemplo, o sistema busca os dados internamente e cria um resumo ágil.

Caso um cliente faça uma pergunta na troca de e-mails, a assistente prepara um rascunho de resposta. O titular da conta só precisa revisar e aprovar antes do envio definitivo. A startup garante que nenhuma informação sensível é compartilhada sem autorização explícita.

Justin Farris, vice-presidente de produto da Read AI, explica que a ferramenta constrói um grafo de conhecimento próprio. Ele é alimentado pelas gravações de reuniões e serviços conectados, garantindo respostas muito mais contextualizadas.

Farris acrescentou que, com o tempo, a assistente também tomará ações proativas. Se você mencionar uma tarefa pendente em uma reunião, a Ada enviará um lembrete para configurá-la após a chamada com os dados necessários.

“Quando você adiciona a Ada ao seu fluxo de trabalho e conecta mais serviços para dar contexto, ela começa a evoluir e assumir mais tarefas”, explicou o CEO da Read AI, David Shim, ao TechCrunch. A empresa confirmou que, embora o foco de lançamento seja o e-mail, integrações oficiais com o Slack e o Microsoft Teams chegam em breve.

Expansão e cenário competitivo

A Read AI é hoje uma das empresas em destaque no setor de produtividade. O lançamento reflete esse momento: a companhia ultrapassou a marca de 5 milhões de usuários ativos mensais recentemente. Durante o Web Summit Qatar no início deste mês, Shim revelou que a plataforma registra cerca de 50 mil novas inscrições todos os dias.

Apoiada por mais de US$ 81 milhões em rodadas de financiamento, a startup vem aumentando seu portfólio. No último ano, introduziu o Search Copilot para buscas internas e adicionou capacidades para gerar e-mails personalizados após videoconferências.

O setor de produtividade aplicada a reuniões, no entanto, apresenta um cenário concorrido. Empresas como a Granola adicionaram recursos para extrair conhecimento de dados de reuniões no final do ano passado.

Já a Quill também apresenta ferramentas que conectam notas a gerenciadores como Linear, Notion e plataformas de atendimento ao cliente, mirando a mesma automação de processos corporativos.
Read AI lança assistente que automatiza e-mails e compromissos

Read AI lança assistente que automatiza e-mails e compromissos
Fonte: Tecnoblog

Analistas questionam efeitos da IA na economia dos EUA: “Basicamente zero”

Analistas questionam efeitos da IA na economia dos EUA: “Basicamente zero”

Investimentos em data centers e IA ainda não se traduziram em crescimento significativo do PIB dos EUA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Economistas de Wall Street afirmam que o impacto da IA no PIB dos EUA em 2025 é mínimo, apesar de investimentos bilionários.
Equipamentos e softwares relacionados à IA são importados, diluindo o efeito dos investimentos no PIB americano.
Falta de métricas confiáveis dificulta a medição do impacto da IA na produtividade e no crescimento econômico.

Avaliações recentes feitas por analistas de um grande banco americano indicam que, ao menos até agora, o impacto direto desses investimentos sobre o PIB dos Estados Unidos é mínimo — descrito internamente como “basicamente zero”.

“Na verdade, não consideramos o investimento em IA como um fator fortemente positivo para o crescimento”, disse o economista-chefe do Goldman Sachs, Jan Hatzius, em entrevista ao Atlantic Council. “Acho que há muita informação distorcida sobre o impacto que o investimento em IA teve no crescimento do PIB dos EUA em 2025, e esse impacto é muito menor do que se costuma perceber”, afirmou.

Até agora os efeitos macroeconômicos da inteligência artificial seguem discretos (imagem ilustrativa: Max Pixel)

A inteligência artificial virou peça central no discurso sobre o futuro da economia dos Estados Unidos. Bancos, executivos e líderes empresariais passaram a associar o avanço da tecnologia a um ciclo de crescimento sustentado, impulsionado por investimentos bilionários em infraestrutura, chips e centros de dados. Para esse grupo, a IA já estaria ajudando a manter a economia aquecida em um cenário global instável.

No campo político, o tema também virou argumento estratégico. O presidente Donald Trump recorreu à promessa de crescimento impulsionado pela IA para defender a redução de regulações estaduais sobre o setor. Em uma publicação na Truth Social, escreveu: “O investimento em IA está ajudando a tornar a economia dos EUA a mais aquecida do mundo, mas a regulação excessiva dos estados ameaça minar esse motor de crescimento”.

O contraste expõe uma divergência crescente entre a narrativa defendida por empresas e autoridades e os números observados nos cálculos econômicos tradicionais.

O investimento virou crescimento econômico?

Durante parte de 2025, economistas reforçaram a percepção de que a IA já estaria deixando marcas visíveis no Produto Interno Bruto. Jason Furman, professor de Harvard, destacou em seu perfil no X que equipamentos e softwares ligados ao processamento de informação responderam por grande parte da expansão econômica no primeiro semestre. Na mesma linha, análises do Federal Reserve Bank of St. Louis sugeriram que investimentos relacionados à IA tiveram peso relevante no crescimento do terceiro trimestre.

Investment in information processing equipment & software is 4% of GDP.But it was responsible for 92% of GDP growth in the first half of this year.GDP excluding these categories grew at a 0.1% annual rate in H1. pic.twitter.com/7p1eAI1aAa— Jason Furman (@jasonfurman) September 27, 2025

Nos últimos meses, no entanto, essa leitura passou a ser questionada por analistas do mercado financeiro. Para Joseph Briggs, economista do Goldman Sachs, o entusiasmo inicial pode ter simplificado demais a discussão. “Era uma história muito intuitiva. Isso talvez tenha evitado ou limitado a necessidade de investigar mais a fundo o que estava acontecendo”, disse ao The Washington Post.

A revisão mais dura veio de Hatzius. Segundo ele, o efeito da IA no PIB americano em 2025 foi “basicamente nulo”.

Onde o dinheiro realmente aparece?

Um dos pontos centrais é a origem dos equipamentos que sustentam a infraestrutura de IA. Chips avançados e outros componentes são, em grande parte, importados. Na prática, isso dilui o efeito dos investimentos domésticos nas contas nacionais. “Grande parte do investimento em IA que vemos nos EUA contribui para o PIB de Taiwan e para o PIB da Coreia, mas não muito para o PIB dos EUA”, explicou o economista.

Outro problema é a falta de instrumentos confiáveis para medir como o uso da IA por empresas e consumidores se converte em produtividade e crescimento real. Sem métricas claras, o impacto econômico permanece difuso e difícil de quantificar.

O contraste entre os volumes investidos e os resultados observados sugere que a IA ainda está em uma fase de transição. A tecnologia pode transformar a economia no longo prazo, mas, até agora, seus efeitos macroeconômicos seguem discretos — bem longe da narrativa de crescimento imediato que dominou o mercado.

Com informações do Gizmodo
Analistas questionam efeitos da IA na economia dos EUA: “Basicamente zero”

Analistas questionam efeitos da IA na economia dos EUA: “Basicamente zero”
Fonte: Tecnoblog

E se a IA superar as expectativas? Relatório alerta para uma crise global

E se a IA superar as expectativas? Relatório alerta para uma crise global

IA pode causar crise por causar demissões e queda no nível de consumo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O relatório da Citrini Research projeta que a adoção de IA pode dobrar o desemprego e reduzir o índice S&P 500 em 38%.
Especialistas criticam o relatório por pressupostos exagerados, como a capacidade da IA de substituir tarefas complexas sem supervisão.
A divulgação do relatório causou queda de mais de 1% na Nasdaq, afetando empresas de software como Asana e DocuSign.

Um documento publicado no domingo (22/02) repercutiu no setor de tecnologia: ao imaginar um cenário em que a inteligência artificial superou expectativas, analistas projetam o dobro do desemprego e queda de mais de um terço do valor das ações.

O documento foi produzido pela consultoria de investimentos Citrini Research e publicado na plataforma Substack. Algumas consequências da divulgação foram concretas: a bolsa de valores Nasdaq teve uma queda de mais de 1%, com empresas de software como Asana e DocuSign liderando as quedas.

Alguns especialistas em IA, por outro lado, consideraram as projeções exageradas e imprecisas, já que desconsideram pormenores do mercado de trabalho e da economia.

O que diz o relatório?

Agentes eliminariam necessidade de intermediários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Intitulado “A crise global de inteligência de 2028”, o documento da Citrini já alerta, logo nos primeiros parágrafos, que o conteúdo é um cenário, não uma previsão. Para os analistas, o uso disseminado de agentes de IA poderia causar uma destruição econômica gigantesca nos próximos dois anos, em um “loop negativo sem freio”.

O documento considera que uma hipotética adoção em larga escala da tecnologia levaria a demissões em massa de trabalhadores do setor corporativo. Isso reduziria o poder de compra, comprometendo o crescimento econômico. Até mesmo o setor imobiliário sentiria o baque, já que haveria menos dinheiro para pagar aluguéis caros em áreas nobres de grandes cidades.

Para o impacto ser tão grande, a Citrini parte do pressuposto de que a IA seria adotada por todos os setores, desintegrando segmentos “construídos para monetizar a fricção para humanos”, como corretores, agências de viagem, serviços de contabilidade e recrutadores.

No fim, o desemprego nos Estados Unidos dobraria, e o índice S&P 500, que tem as maiores empresas listadas nas bolsas americanas, cairia 38%.

Quais são as críticas ao documento?

Após o relatório viralizar, especialistas em IA apontaram problemas no cenário montado pela Citrini Research. Pradeep Sanyal, conselheiro ligado à OpenAI, à Universidade de San Francisco e à W3C, avaliou que o texto não é uma previsão, e sim um teste narrativo de estresse.

Escrevendo em seu LinkedIn, Sanyal que aponta há uma série de pressupostos “milagrosos” no cenário hipotético da Citrini. A análise imagina, por exemplo, que agentes de IA seriam capazes de assumir, sem supervisão, tarefas complexas e de alto risco.

Outra simplificação seria considerar que cargos corporativos se resumem a trabalhos burocráticos e de programação.

Joe McKendrick, colunista da Forbes, lembrou de declarações recentes de Alex Pentland, especialista de IA da Universidade de Stanford. Pentland não acha que a IA vai substituir trabalhadores em um futuro próximo e considera que agentes automatizados sempre precisarão ser supervisionados.

Para o pesquisador, um ponto crucial é que a IA é treinada com dados passados, o que torna a tecnologia pouco sensível a eventos atuais e a novos contextos. Aí estaria uma vantagem dos humanos.

Análise teve consequências no mercado

Discussões à parte, fato é que o relatório viralizou em meios como o mercado financeiro e o setor de tecnologia. E o cenário otimista para a IA e pessimista para a sociedade acabou atingindo as ações de empresas de software.

Empresas como AppLovin, Asana, Zscaler, Varonis Systems, DocuSign, Oracle, Salesforce e Circle Internet Group tiveram quedas expressivas nesta segunda-feira (23/02).

Investidores consideram que o alerta da Citrini mostra como esse segmento pode sofrer com as transformações tecnológicas — seus clientes podem perder terreno, e seus próprios produtos podem ser substituídos por soluções caseiras, montadas com IA.

Não é a primeira vez que o mercado reage mal a notícias desse tipo. No início de fevereiro, novas ferramentas para gerar códigos plantaram dúvidas sobre o futuro das empresas de software — se qualquer um puder programar, quem vai contratar soluções prontas?

Com informações do TechCrunch e da Business Insider
E se a IA superar as expectativas? Relatório alerta para uma crise global

E se a IA superar as expectativas? Relatório alerta para uma crise global
Fonte: Tecnoblog

Galaxy S26 terá suporte a agente de IA da Perplexity

Galaxy S26 terá suporte a agente de IA da Perplexity

Galaxy S25 Ultra teve integração com o Gemini como uma de suas principais novidades (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

O Galaxy S26 terá suporte ao agente de IA da Perplexity, integrando-se a apps nativos como Notas, Relógio e Galeria, além de apps de terceiros ainda não revelados.
A ativação do agente da Perplexity ocorrerá por comando de voz “Hey, Plex” ou botão lateral.
A Perplexity também está disponível em TVs Samsung, expandindo o ecossistema de IA da marca.

A Samsung anunciou que a Galaxy AI terá a opção de usar um agente de inteligência artificial da Perplexity. Ele se conectará a alguns apps nativos dos smartphones da marca, como Notas, Relógio, Galeria, Lembretes e Calendário.

“Firmamos o compromisso de construir um ecossistema de IA aberto e inclusivo, que dá aos usuários mais escolhas, flexibilidade e controle para executar tarefas complexas de uma forma rápida e fácil”, diz Won-Joon Choi, COO da Samsung Electronics.

A parceria foi revelada poucos dias antes do evento Unpacked, que acontece na quarta-feira (25/02) e apresentará o Galaxy S26.

Como será a integração com a Perplexity?

O comunicado da Samsung traz poucas informações. Uma delas é que o agente da Perplexity poderá ser ativado com a frase “Hey, Plex” ou apertando e segurando o botão lateral.

“Hey, Plex” será uma forma de ativar o agente (imagem: divulgação)

Além da integração com os apps nativos da Samsung, haverá conexão com apps de terceiros selecionados — ainda não há mais informações sobre quais serão eles.

Segundo a companhia sul-coreana, o agente da Perplexity “permitirá fluxos de trabalho de múltiplos passos de maneira suave, possibilitando aos usuários navegar de modo contínuo entre tarefas sem ter que lidar com apps de maneira individual”.

Samsung expande possibilidades de IA

O lançamento do Galaxy S25 teve como grande destaque a integração com o Gemini, do Google. Para o S26, a Samsung parece estar apostando em ampliar o número de alternativas.

Na semana passada, a companhia fez outro anúncio envolvendo IA: a Bixby, assistente virtual “caseira” da marca, ganhará um LLM atualizado para permitir conversas mais fluidas e controle sobre diversos recursos. Em 2025, ela praticamente não teve destaque nas apresentações das linhas Galaxy S e Galaxy Z.

A Perplexity estará presente não só nos celulares, mas também nas TVs da Samsung, que começaram a receber o assistente neste mês. Esses equipamentos já contavam com a presença do Copilot, da Microsoft.

A Samsung não está sozinha nesse movimento. A Motorola já oferece suporte ao Gemini, ao Copilot e à Perplexity na Moto AI, e a Apple usará tecnologias do Google como base para a próxima reformulação da Siri.

Com informações do Engadget
Galaxy S26 terá suporte a agente de IA da Perplexity

Galaxy S26 terá suporte a agente de IA da Perplexity
Fonte: Tecnoblog