Category: Estados Unidos (EUA)

Modo IA do Google poderá gerar documentos, montar listas e até criar apps

Modo IA do Google poderá gerar documentos, montar listas e até criar apps

AI Mode pode gerar, por exemplo, um rastreador de candidaturas de bolsas de estudo (imagem: divulgação)

Resumo

O Modo IA do Google agora integra a ferramenta Canvas, permitindo a geração de documentos, listas e aplicativos.
A funcionalidade está disponível apenas para usuários nos EUA, sem previsão de lançamento no Brasil.
O Canvas, antes restrito ao Gemini, transforma conversas em diversos formatos, como documentos e protótipos de aplicativos.

O Modo IA do Google terá acesso direto à ferramenta Canvas. Essa funcionalidade é um espaço em que a inteligência artificial gera documentos, listas, galerias e até mesmo aplicativos com base nos prompts do usuário.

Até agora, o Canvas estava restrito ao Gemini, tanto na web quanto nos apps para Android e iOS. A integração ao AI Mode é a novidade — esse é o modo de conversa que aparece logo acima dos resultados de busca.

Por enquanto, a ferramenta foi disponibilizada apenas para usuários do AI Mode nos Estados Unidos, e não há previsão para chegar ao Brasil. Antes (e também só nos EUA), o Canvas só era oferecido quando o Modo IA era usado para buscar informações turísticas — no caso, ele gerava planos de viagens com o conteúdo de diversos sites.

Como funciona o Canvas?

Usuário pode “conversar” com IA para montar seu planejamento de viagem (imagem: divulgação)

O Canvas é um espaço presente no Gemini que transforma elementos da sua conversa com o chatbot em outro tipo de formato. Dependendo do contexto, o resultado muda: entre as possibilidades, estão documentos de texto, páginas da web, testes interativos e infográficos. Tudo isso pode ser alterado com mais pedidos do usuário.

No AI Mode do Google, o usuário terá que clicar em um botão abaixo da caixa de prompt. Assim, a ferramenta entende que é para gerar um objeto fora da conversa.

Para que serve o Canvas?

Uma das aplicações mais interessantes do Canvas é gerar códigos e protótipos de aplicativos. Isso junta duas tendências: o vibe coding, como é conhecida a prática de programar escrevendo apenas prompts e contando com o auxílio da IA, e micro apps, soluções personalizadas a gosto do usuário e geradas usando esse método.

A reportagem da PCWorld, por exemplo, conseguiu gerar um protótipo de e-commerce de camisetas e um painel de estações de metrô próximas à localização do usuário.

Nos meus próprios testes há alguns meses, o Canvas foi capaz de criar uma interface para calcular o tempo de carro até o metrô mais próximo da minha casa e, depois, o tempo de metrô até meu destino, um processo que o Maps não resolve tão bem sozinho. Na hora de tentar fazer um joguinho de tabuleiro, o resultado não foi tão bom: ele saiu cheio de bugs.

E como programar sem saber programar está em alta, o Google está, aos poucos, se posicionando como uma solução mais acessível para quem quer dar seus primeiros passos neste terreno.

Enquanto o Canvas está disponível diretamente no Gemini, o Codex, da OpenAI, precisa de um programa dedicado no desktop, e o Claude Code, da Anthropic, é pago. Por outro lado, as ferramentas das concorrentes são mais completas e dedicadas a uso profissional. Para quem quer só brincar um pouquinho, o Canvas já resolve muita coisa.

Com informações do Google e da PCWorld
Modo IA do Google poderá gerar documentos, montar listas e até criar apps

Modo IA do Google poderá gerar documentos, montar listas e até criar apps
Fonte: Tecnoblog

iPhones antigos são alvos de malware ligado à espionagem internacional

iPhones antigos são alvos de malware ligado à espionagem internacional

Versões antigas do iOS são alvo de hackers (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Resumo

O Google analisou o exploit kit Coruna, que usa 23 vulnerabilidades do iOS para invadir iPhones sem instalação de aplicativos.

O kit teria circulado entre diferentes atores ao longo de 2025, incluindo espionagem estatal e grupos criminosos.

O malware foca em roubo financeiro, especialmente de carteiras de criptomoedas e chaves de recuperação.

Quem usa iPhone com uma versão antiga do iOS pode estar vulnerável a um exploit kit que passou pelas mãos do governo dos Estados Unidos, espiões russos e golpistas chineses ao longo de 2025. As informações sobre o kit, chamado Coruna, foram reveladas pelo Grupo de Inteligência contra Ameaças do Google (GTIG) nesta semana.

Segundo a apuração, o Coruna foi detectado inicialmente em fevereiro de 2025, operado por um cliente de uma empresa de vigilância não identificada. A mesma estrutura apareceu em campanhas do UNC6353, grupo suspeito de espionagem russa, que mirou sites e usuários da Ucrânia.

O ciclo de vazamentos culminou no final do ano, quando o pacote completo do malware foi utilizado em massa pelo UNC6691, um grupo hacker chinês.

Para os pesquisadores do grupo, o cenário indica o fortalecimento de um mercado paralelo de exploits “de segunda mão”, em que ferramentas digitais altamente destrutivas vazam dos alvos originais e passam a ser reaproveitadas por cibercriminosos comuns.

Como o ataque funciona?

Coruna foi identificado em 2025 (imagem: reprodução/Google)

O Coruna combina 23 vulnerabilidades do iOS em cinco cadeias de exploração, funcionando sem que a vítima precise instalar nada. De acordo com o Google, iPhones rodando o iOS 13 até o 17.2.1 são vulneráveis.

A cadeia começa com uma exploração do motor de navegação do Safari (WebKit) para executar o código remotamente no dispositivo. Em seguida, contorna proteções de memória do sistema e avança até obter acesso ao kernel do iPhone.

Segundo o GTIG, na campanha do grupo chinês, por exemplo, as iscas eram páginas falsas de corretores de finanças e jogos de azar. Uma vez dentro do dispositivo, o sistema carregava um payload focado exclusivamente em roubo financeiro, batizado de PlasmaLoader.

Implantada, a invasão atua contra as finanças da vítima, buscando chaves de segurança de contas e sequências BIP39, usadas na recuperação de carteiras de criptomoedas. O malware roubava informações de carteiras de ao menos 18 aplicativos, incluindo MetaMask, Trust Wallet, Phantom e Exodus.

Site usado de isca indica uso do iPhone (imagem: reprodução/Google)

Ligação com o governo dos EUA

De acordo com a empresa de segurança iVerify, que realizou engenharia reversa, o kit pode ter nascido como um framework do governo dos Estados Unidos. Segundo ela, o código apresenta semelhanças estruturais com armas cibernéticas do país e contém uma extensa documentação escrita em inglês nativo.

Para completar, a revista Wired reportou que o Coruna utiliza módulos de invasão vistos anteriormente na “Operação Triangulation”. Em 2023, a Kaspersky afirmou que o governo dos EUA tentou espionar os iPhones de seus funcionários usando justamente essa campanha. O Google, no entanto, não confirmou a origem do kit.

Como se proteger?

O Coruna não é eficaz contra a versão mais recente do iOS. Por isso, a recomendação é que usuários de iPhone atualizem o sistema operacional. Quem não puder atualizar e quiser se proteger, deve ativar o Modo de Isolamento, disponível na seção “Privacidade e Segurança”, nos Ajustes. O kit também não afeta dispositivos em modo de navegação privada.

O Google afirmou ter adicionado todos os sites e domínios identificados ao Safe Browsing para impedir que usuários os acessem pelo Chrome e outros navegadores compatíveis.

iPhones antigos são alvos de malware ligado à espionagem internacional

iPhones antigos são alvos de malware ligado à espionagem internacional
Fonte: Tecnoblog

Usuários abandonam ChatGPT e migram para Claude após polêmica nos EUA

Usuários abandonam ChatGPT e migram para Claude após polêmica nos EUA

ChatGPT sofre debandada de usuários após acordo com governo dos EUA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Após a parceria da OpenAI com o Departamento de Defesa dos EUA, as desinstalações do ChatGPT aumentaram 295%, segundo a Sensor Tower.
O Claude, da Anthropic, subiu para o primeiro lugar na App Store americana, superando o ChatGPT, após a Anthropic recusar colaboração com o DoD.
O Claude liderou downloads em sete países e os cadastros diários quebraram recordes, com crescimento de mais de 60% nos usuários gratuitos desde janeiro.

Depois que a OpenAI anunciou uma parceria com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD), as desinstalações do app ChatGPT cresceram 295%, segundo dados da plataforma de análise de mercado Sensor Tower. No mesmo período, o Claude, da Anthropic, escalou o ranking da App Store americana e chegou ao primeiro lugar, ultrapassando o maior concorrente.

A movimentação ocorre durante um impasse das duas empresas sobre fornecer tecnologia para o governo norte-americano. Dias antes do anúncio da OpenAI, a Anthropic havia se recusado a permitir que suas IAs fossem usadas pelo DoD para vigilância doméstica em massa ou para armas autônomas — sistemas que disparariam sem intervenção humana.

Pouco depois, a OpenAI foi na direção oposta e fechou seu próprio acordo com o Pentágono. O CEO Sam Altman disse que o contrato inclui salvaguardas relacionadas às preocupações de Dario Amodei, chefe da Anthropic.

Claude no topo

Claude cresceu nas lojas de App (imagem: divulgação)

Segundo dados da Sensor Tower, o Claude estava fora do top 100 no final de janeiro e passou parte do mês de fevereiro entre os 20 mais baixados. Entretanto, na última semana, a escalada foi rápida: sexto na quarta-feira, quarto na quinta, e primeiro na noite de sábado.

Já dados do Appfigures apontam que o total diário de downloads do Claude no sábado superou o do ChatGPT pela primeira vez, com um salto de 88% de um dia para o outro. Além do mercado norte-americano, o aplicativo da Anthropic também assumiu a primeira posição entre os apps gratuitos para iPhone em seis outros países: Alemanha, Bélgica, Canadá, Luxemburgo, Noruega e Suíça.

De acordo com a Anthropic, os cadastros diários quebraram o recorde histórico todos os dias durante a semana, o número de usuários gratuitos cresceu mais de 60% desde janeiro e os assinantes pagos mais que dobraram.

Com a mudança de plataforma, muitos ex-usuários da OpenAI têm recorrido ao novo processo de transferir dados do ChatGPT para o Claude.

O que aconteceu?

Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA (Imagem: Thomas Hawk / Flickr)

A disputa entre a Anthropic e o Pentágono não era sobre se a empresa deveria ou não trabalhar com o governo, mas sobre os termos. De acordo com a desenvolvedora do Claude, as IAs da empresa ainda não têm capacidade para operar com segurança em cenários de lethal autonomy, nome dado a sistemas que tomam decisões de ataque sem supervisão humana.

Pete Hegseth, secretário de Defesa dos EUA, rebateu que o DoD não deveria ser limitado pelas políticas internas de um fornecedor, e que qualquer “uso legal” da tecnologia deveria ser permitido. Após o posicionamento da companhia, o presidente Donald Trump ordenou que agências do governo parassem de usar produtos da Anthropic.

A OpenAI diz em comunicado que também determinou áreas nas quais a IA não poderá ser usada, entre elas vigilância doméstica, sistemas de armas autônomas e sistemas como os de crédito social. Altman, no entanto, admitiu no X que o acordo foi apressado.
Usuários abandonam ChatGPT e migram para Claude após polêmica nos EUA

Usuários abandonam ChatGPT e migram para Claude após polêmica nos EUA
Fonte: Tecnoblog

Netflix recua e Paramount deve ficar com a Warner Bros

Netflix recua e Paramount deve ficar com a Warner Bros

Empresa abandona disputa para focar em conteúdo original (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

Resumo

Nesta quinta-feira (26), a Netflix anunciou sua saída oficial da disputa para comprar a Warner Bros. Discovery (WBD). A decisão encerra a guerra de lances e deixa o caminho livre para a Paramount Skydance, de David Ellison, fechar a aquisição do estúdio.

Segundo a gigante do streaming, cobrir a última oferta da concorrente deixou de fazer sentido. Em comunicado, os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, reforçaram a disciplina financeira da empresa. Para os executivos, a Warner sempre foi vista como um negócio interessante pelo preço certo, mas nunca como algo essencial “a qualquer custo”.

Por que a Netflix desistiu do negócio?

A conta não fecha mais. A nova proposta da Paramount Skydance elevou o custo da operação a um nível que fugia da política de investimentos da plataforma. Em vez de usar mais recursos, a Netflix preferiu priorizar o próprio crescimento. Sarandos e Peters confirmaram que a empresa vai investir cerca de US$ 20 bilhões (mais de R$ 100 bilhões) na produção de filmes e séries originais ao longo de 2026.

O mercado aprovou o recuo estratégico: as ações da Netflix dispararam mais de 10% após o fechamento da bolsa. Além disso, a empresa não sai de mãos abanando. Como já possuía um acordo preliminar de fusão assinado com a Warner, a quebra desse contrato por parte do estúdio aciona automaticamente uma cláusula de penalidade. Com isso, a Netflix embolsará uma multa rescisória de US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 14,4 bilhões).

A proposta bilionária da Paramount

Com a saída da rival, o conselho da Warner Bros. não demorou para classificar a oferta da Paramount como uma proposta “superior”. Segundo o The Hollywood Reporter, o acordo fixa o valor de US$ 31 por ação da WBD e inclui garantias agressivas para tranquilizar os acionistas. Entre elas, uma multa de US$ 7 bilhões (cerca de R$ 36 bilhões) caso a transação seja barrada por órgãos reguladores. Como parte da negociação, a própria Paramount assumiu o compromisso de pagar os US$ 2,8 bilhões devidos à Netflix.

David Zaslav, presidente e CEO da Warner Bros. Discovery, elogiou a parceria com a Netflix durante as negociações, mas foca no futuro. “Assim que nosso conselho aprovar a fusão com a Paramount, criaremos um valor tremendo para nossos acionistas. Estamos entusiasmados com o potencial dessa combinação”, afirmou o executivo.
Netflix recua e Paramount deve ficar com a Warner Bros

Netflix recua e Paramount deve ficar com a Warner Bros
Fonte: Tecnoblog

Analistas questionam efeitos da IA na economia dos EUA: “Basicamente zero”

Analistas questionam efeitos da IA na economia dos EUA: “Basicamente zero”

Investimentos em data centers e IA ainda não se traduziram em crescimento significativo do PIB dos EUA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Economistas de Wall Street afirmam que o impacto da IA no PIB dos EUA em 2025 é mínimo, apesar de investimentos bilionários.
Equipamentos e softwares relacionados à IA são importados, diluindo o efeito dos investimentos no PIB americano.
Falta de métricas confiáveis dificulta a medição do impacto da IA na produtividade e no crescimento econômico.

Avaliações recentes feitas por analistas de um grande banco americano indicam que, ao menos até agora, o impacto direto desses investimentos sobre o PIB dos Estados Unidos é mínimo — descrito internamente como “basicamente zero”.

“Na verdade, não consideramos o investimento em IA como um fator fortemente positivo para o crescimento”, disse o economista-chefe do Goldman Sachs, Jan Hatzius, em entrevista ao Atlantic Council. “Acho que há muita informação distorcida sobre o impacto que o investimento em IA teve no crescimento do PIB dos EUA em 2025, e esse impacto é muito menor do que se costuma perceber”, afirmou.

Até agora os efeitos macroeconômicos da inteligência artificial seguem discretos (imagem ilustrativa: Max Pixel)

A inteligência artificial virou peça central no discurso sobre o futuro da economia dos Estados Unidos. Bancos, executivos e líderes empresariais passaram a associar o avanço da tecnologia a um ciclo de crescimento sustentado, impulsionado por investimentos bilionários em infraestrutura, chips e centros de dados. Para esse grupo, a IA já estaria ajudando a manter a economia aquecida em um cenário global instável.

No campo político, o tema também virou argumento estratégico. O presidente Donald Trump recorreu à promessa de crescimento impulsionado pela IA para defender a redução de regulações estaduais sobre o setor. Em uma publicação na Truth Social, escreveu: “O investimento em IA está ajudando a tornar a economia dos EUA a mais aquecida do mundo, mas a regulação excessiva dos estados ameaça minar esse motor de crescimento”.

O contraste expõe uma divergência crescente entre a narrativa defendida por empresas e autoridades e os números observados nos cálculos econômicos tradicionais.

O investimento virou crescimento econômico?

Durante parte de 2025, economistas reforçaram a percepção de que a IA já estaria deixando marcas visíveis no Produto Interno Bruto. Jason Furman, professor de Harvard, destacou em seu perfil no X que equipamentos e softwares ligados ao processamento de informação responderam por grande parte da expansão econômica no primeiro semestre. Na mesma linha, análises do Federal Reserve Bank of St. Louis sugeriram que investimentos relacionados à IA tiveram peso relevante no crescimento do terceiro trimestre.

Investment in information processing equipment & software is 4% of GDP.But it was responsible for 92% of GDP growth in the first half of this year.GDP excluding these categories grew at a 0.1% annual rate in H1. pic.twitter.com/7p1eAI1aAa— Jason Furman (@jasonfurman) September 27, 2025

Nos últimos meses, no entanto, essa leitura passou a ser questionada por analistas do mercado financeiro. Para Joseph Briggs, economista do Goldman Sachs, o entusiasmo inicial pode ter simplificado demais a discussão. “Era uma história muito intuitiva. Isso talvez tenha evitado ou limitado a necessidade de investigar mais a fundo o que estava acontecendo”, disse ao The Washington Post.

A revisão mais dura veio de Hatzius. Segundo ele, o efeito da IA no PIB americano em 2025 foi “basicamente nulo”.

Onde o dinheiro realmente aparece?

Um dos pontos centrais é a origem dos equipamentos que sustentam a infraestrutura de IA. Chips avançados e outros componentes são, em grande parte, importados. Na prática, isso dilui o efeito dos investimentos domésticos nas contas nacionais. “Grande parte do investimento em IA que vemos nos EUA contribui para o PIB de Taiwan e para o PIB da Coreia, mas não muito para o PIB dos EUA”, explicou o economista.

Outro problema é a falta de instrumentos confiáveis para medir como o uso da IA por empresas e consumidores se converte em produtividade e crescimento real. Sem métricas claras, o impacto econômico permanece difuso e difícil de quantificar.

O contraste entre os volumes investidos e os resultados observados sugere que a IA ainda está em uma fase de transição. A tecnologia pode transformar a economia no longo prazo, mas, até agora, seus efeitos macroeconômicos seguem discretos — bem longe da narrativa de crescimento imediato que dominou o mercado.

Com informações do Gizmodo
Analistas questionam efeitos da IA na economia dos EUA: “Basicamente zero”

Analistas questionam efeitos da IA na economia dos EUA: “Basicamente zero”
Fonte: Tecnoblog

Chrome passa pela maior mudança em anos: Gemini por todos os lados

Chrome passa pela maior mudança em anos: Gemini por todos os lados

Nova barra lateral do Chrome (imagem: reprodução/Google)

Resumo

O Google integrou o agente de IA Gemini ao Chrome, permitindo que o navegador execute tarefas na web para o usuário. O recurso está disponível inicialmente para assinantes nos EUA.
O Auto Browse permite delegar tarefas como planejamento de viagens, comparação de preços e preenchimento de formulários. A integração com serviços do Google, como Gmail e Maps, é uma vantagem.
A barra lateral redesenhada permite que o usuário interaja com o Gemini para executar ações, como editar emails ou imagens. O navegador pedirá confirmação antes de ações sensíveis para garantir segurança.

Com a popularização dos agentes de IA integrados aos navegadores, era questão de tempo até que o Google, dono de um ecossistema que só cresce em torno do Gemini, investisse nisso. E chegou o dia: nesta quarta-feira (28/11), a empresa anunciou a mudança mais profunda no Chrome em anos, com a integração com o Gemini.

O modelo de IA possibilita que o navegador execute tarefas na web em nome do usuário, função em que a empresa investe desde o lançamento do Gemini 2.0, em 2024. Além do agente, as mudanças incluem um novo painel lateral, no qual o usuário interage com a IA. As novidades começam a ser liberadas para Windows, macOS e Chromebook Plus, inicialmente para assinantes dos planos AI Pro e AI Ultra, nos Estados Unidos.

Chrome executa tarefas para o usuário

A principal novidade é o Auto Browse, um recurso que permite delegar tarefas complexas para que a inteligência artificial execute sozinha.

Segundo a empresa, o Auto Browse pode auxiliar em atividades como planejamento de viagens, comparação de preços de hotéis e voos, preenchimento de formulários online, organização de documentos e gestão de assinaturas. O sistema também pode lidar com logins, usando o Gerenciador de Senhas do Google.

Essa função já existe em alguns dos navegadores rivais, como o Microsoft Edge, Opera Neon e ChatGPT Atlas.

Agente de IA é integrado aos serviços do Google (imagem: reprodução/Google)

Uma das vantagens para quem já está no ecossistema do Google é a integração com serviços como Gmail, Maps, Google Shopping e outros. O Chrome receberá, nos próximos meses, a Personal Intelligence (Inteligência Pessoal), funcionalidade do Gemini que permite acesso a informações do usuário em outros apps do Google, como Gmail, Agenda, Fotos e YouTube.

Painel lateral para o Gemini

A nova experiência também envolve uma barra lateral redesenhada, incluindo um ícone do Gemini que funciona paralelamente ao fluxo de trabalho do usuário no navegador.

Através da barra, o usuário pode solicitar que o agente tome controle para executar ações, como fazer compras, ou interagir com o conteúdo na tela. O Gemini pode, por exemplo, editar um email ou o preencher dados no Google Forms.

Google introduz agente de IA no Chrome (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Da mesma forma, por meio do modelo de geração de imagens Nano Banana, o recurso permite editar imagens diretamente na página aberta, sem necessidade de download ou reenvio de arquivos.

E a segurança?

Segundo o Google, o navegador pausará e pedirá confirmação do usuário antes de realizar ações sensíveis, como finalizar uma compra com cartão de crédito, fazer postagens ou aceitar termos de serviço.

“Estamos usando IA e modelos locais para proteger as pessoas de um cenário em constante evolução, seja de golpes gerados por IA ou atacantes cada vez mais sofisticados”, afirmou Parisa Tabriz, vice-presidente do Google Chrome.

Agente passará controle para o usuário (imagem: reprodução/Google)
Chrome passa pela maior mudança em anos: Gemini por todos os lados

Chrome passa pela maior mudança em anos: Gemini por todos os lados
Fonte: Tecnoblog

Pesquisadores criam transceptor sem fio 24 vezes mais rápido que 5G

Pesquisadores criam transceptor sem fio 24 vezes mais rápido que 5G

Equipamento foi desenvolvido na Universidade da Califórnia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine criaram um transceptor sem fio que atinge 120 Gb/s, 24 vezes mais rápido que o 5G mmWave.
Tecnologia utiliza chip de silício de 22 nanômetros, reduzindo consumo de energia para 230 miliwatts e facilitando produção em massa.
No entanto, a principal limitação é o alcance de sinal, que é muito menor que o 5G mmWave.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine (EUA) desenvolveram um dispositivo de transmissão sem fio capaz de transmitir dados a 120 gigabits por segundo (Gb/s), que equivale a cerca de 15 gigabytes por segundo (GB/s). A velocidade é 24 vezes superior à do 5G mmWave e se aproxima das conexões de fibra óptica usadas em data centers, que geralmente operam a 100 Gb/s.

Para chegar a esse número, vale lembrar que um byte equivale a oito bits. Essa velocidade permitiria baixar cerca de três filmes em qualidade 4K (dependendo do nível de compressão dos arquivos) em um segundo, ou baixar um jogo pesado de 130 GB, como Black Myth: Wukong, em menos de nove segundos.

O equipamento desenvolvido pelos pesquisadores trabalha na faixa de 140 GHz e supera em larga margem as tecnologias sem fio disponíveis no mercado.

O Wi-Fi 7 atinge teoricamente até 30 Gb/s, enquanto o 5G mmWave chega a 5 Gb/s. A título de comparação, o 5G brasileiro, o mais rápido da América Latina, atinge velocidade média de 430,8 Mb/s. O novo transceptor opera a 15 GB/s, cerca de 277 vezes mais rápido que a melhor rede comercial do país.

O estudo foi publicado em dois artigos no periódico IEEE Journal of Solid-State Circuits (JSSC).

Como a tecnologia funciona?

A equipe liderada pelo pesquisador Zisong Wang substituiu os conversores digitais-analógicos (DAC) tradicionais por três sub-transmissores sincronizados, o que reduz drasticamente o consumo de energia.

O diferencial está no processamento analógico. O transceptor realiza operações complexas no domínio analógico, ao invés do digital, o que permite que o chip consuma apenas 230 miliwatts. Um DAC convencional capaz de processar 120 Gb/s demandaria vários watts de potência.

Segundo o diretor do Laboratório de Circuitos Integrados de Comunicação em Nanoescala da UC Irvine, Payam Heydari, se fossem usados métodos tradicionais, a bateria de dispositivos móveis de próxima geração duraria minutos.

Tecnologia demonstrou ser mais veloz que o 5G (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O chip é fabricado em silício com processo de 22 nanômetros, usando tecnologia de silício sobre isolante totalmente depletado. Esse processo é mais simples que os nós de 2 nanômetros ou 18 A usados por empresas como TSMC e Samsung, o que facilita a produção em massa e reduz custos.

Além disso, os pesquisadores destacam que a tecnologia pode substituir quilômetros de cabos em data centers, reduzindo custos de instalação e operação em ambientes com servidores.

Quais são as limitações da tecnologia?

A principal restrição está no alcance do sinal. O 5G mmWave atual, que opera a até 71 GHz, já tem alcance limitado a cerca de 300 metros. Como o novo transceptor opera em frequências ainda mais altas (140 GHz), o raio de cobertura tende a ser menor.

Wang comentou ao Tom’s Hardware que a Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos e os órgãos responsáveis pelos padrões 6G estão analisando o espectro de 100 GHz como a nova fronteira para comunicações sem fio.

No entanto, para adoção em larga escala, será necessário desenvolver métodos de extensão de alcance e gerenciamento de interferências, além de integrar o sistema às redes já existentes. Ou seja: sem inovações que melhorem o alcance do sinal, as cidades ficariam repletas de estações base de alta velocidade, tornando inviável.
Pesquisadores criam transceptor sem fio 24 vezes mais rápido que 5G

Pesquisadores criam transceptor sem fio 24 vezes mais rápido que 5G
Fonte: Tecnoblog

TikTok dos EUA será assumido por americanos; Trump diz ter salvado serviço

TikTok dos EUA será assumido por americanos; Trump diz ter salvado serviço

TikTok dos EUA será assumido por americanos; Trump diz ter salvado serviço (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

ByteDance anunciou a TikTok USDS Joint Venture LLC, com 80,1% de controle por empresas americanas, incluindo a Oracle e a Silver Lake;
Chinesa ByteDance terá participação minoritária, com 19,9% do TikTok nos Estados Unidos;
Donald Trump afirma ter ajudado a salvar o TikTok ao facilitar transição para controle americano, agradecendo a cooperação do presidente chinês Xi Jinping.

A novela do TikTok nos Estados Unidos caminha para o capítulo final: a chinesa ByteDance, que controla a rede social, anunciou a formação de uma joint venture para assumir o serviço no país, evitando o seu bloqueio para mais de 200 milhões de usuários americanos.

Uma joint venture é formada quando duas ou mais organizações se juntam para criar uma empresa. É o caso aqui. A nova entidade foi batizada como TikTok USDS Joint Venture LLC. 80,1% do negócio ficarão com companhias americanas; os 19,9% permanecerão com a ByteDance.

No lado americano, os principais investidores são a Oracle e a Silver Lake, uma empresa de private equity (que investe prioritariamente em companhias não listadas nas bolsas), cada uma com participação de 15%, aproximadamente. Com participação similar também está a MGX, uma empresa de investimentos dos Emirados Árabes Unidos.

À frente da joint venture, na posição de CEO, ficará Adam Presser, que já havia trabalhado na versão americana do TikTok e que já teve passagem por companhias como a WarnerMedia.

Por que o TikTok tem que mudar suas operações nos EUA?

Esse imbróglio começou em 2020, ainda no primeiro mandato de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. À época, a administração Trump passou a considerar o TikTok uma ameaça à soberania do país devido a supostas ligações da ByteDance com o governo da China, relação que a companhia sempre negou.

Com base em argumentos relacionados à segurança nacional, o governo americano aprovou, então, uma lei que condiciona a venda das operações do TikTok nos Estados Unidos para um grupo predominantemente americano. Do contrário, o serviço poderia ser bloqueado no país.

No ano passado, o presidente Trump assinou uma ordem executiva que dava o dia 23 de janeiro de 2026 como prazo para a mudança de controle do TikTok nos Estados Unidos. Como sabemos agora, a ordem foi cumprida no limite desse prazo.

A ByteDance confirmou a mudança em nota:

A joint venture, majoritariamente controlada por americanos, operará sob salvaguardas definidas que protegem a segurança nacional [dos Estados Unidos] por meio de proteção abrangente de dados, segurança de algoritmos, moderação de conteúdo e garantias de software para usuários americanos.

ByteDance

Até o momento, o governo chinês não se manifestou sobre a transição nas operações americanas do TikTok. Porém, um funcionário da Casa Branca declarou à Reuters que os governos dos dois países aprovaram o acordo.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Donald Trump diz que ajudou a salvar o TikTok

Por meio da plataforma Truth Social, o presidente americano manifestou satisfação com a decisão:

Estou muito feliz por ter ajudado a salvar o TikTok! Agora ele pertencerá a um grupo de grandes patriotas e investidores americanos, os maiores do mundo, e será uma voz importante.

Junto com outros fatores, [o TikTok] foi responsável pelo meu bom desempenho entre os jovens na eleição presidencial de 2024. Espero que, por muito tempo, eu seja lembrado por aqueles que usam e amam o TikTok.

(…) Gostaria também de agradecer ao presidente Xi Jinping, da China, por trabalhar conosco e, finalmente, aprovar o acordo. Ele poderia ter ido por outro caminho, mas não o fez, e agradecemos por sua decisão.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

TikTok dos EUA será assumido por americanos; Trump diz ter salvado serviço

TikTok dos EUA será assumido por americanos; Trump diz ter salvado serviço
Fonte: Tecnoblog

Snapchat é acusado de estimular vício em redes e fecha acordo nos EUA

Snapchat é acusado de estimular vício em redes e fecha acordo nos EUA

Snap conseguiu o acordo antes do início do julgamento em Los Angeles (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Resumo

A empresa Snap, dona do Snapchat, fechou acordo em processo nos EUA sobre vício em redes sociais.
O julgamento testa a tese de que redes sociais são produtos “defeituosos” e podem ser responsabilizadas por danos pessoais.
A Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações é central no debate sobre a responsabilidade das plataformas.
Meta, TikTok e YouTube seguem no caso.

A empresa controladora do Snapchat fechou um acordo em um processo que acusa grandes plataformas digitais de incentivarem o vício em redes sociais. O acerto foi anunciado poucos dias antes do início do julgamento em Los Angeles, que é considerado o primeiro do tipo a avançar para a fase de júri nos Estados Unidos.

Embora o Snapchat já não tenha a mesma relevância no Brasil, o caso chama atenção por envolver também Meta, TikTok e YouTube, que permanecem como rés no processo. Não se sabe quanto será pago pois os termos do acordo com a empresa Snap não foram divulgados. Ela não será mais processada nesta ação específica.

Em nota enviada à BBC após a audiência na Suprema Corte da Califórnia, a Snap afirmou que as partes ficaram “satisfeitas por terem conseguido resolver este assunto de maneira amigável”.

Por que é um processo histórico?

A ação foi movida por uma jovem identificada pelas iniciais K.G.M., hoje com 19 anos. Ela alega que se tornou dependente de aplicativos de redes sociais ainda na adolescência e que isso teve impactos diretos sobre sua saúde mental. Segundo a acusação, escolhas de design e funcionamento dos algoritmos teriam sido determinantes para o uso compulsivo.

Este é o primeiro de vários processos semelhantes que devem chegar a julgamento ao longo do ano nos Estados Unidos. A estratégia jurídica lembra a adotada décadas atrás contra a indústria do tabaco, com milhares de adolescentes, distritos escolares e procuradores estaduais acusando empresas de tecnologia de causar danos pessoais e sociais.

Os autores das ações afirmam que recursos como rolagem infinita, reprodução automática de vídeos e sistemas de recomendação foram projetados para manter usuários engajados por longos períodos, contribuindo para quadros de depressão, transtornos alimentares e automutilação.

O que ainda está em jogo?

Meta, TikTok e YouTube permanecem como rés no processo (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como não houve acordo com as outras rés, o julgamento seguirá contra Meta, TikTok e YouTube, com a seleção do júri prevista para a próxima segunda-feira (27 de janeiro. O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, deve depor. Antes do acordo, o CEO da Snap, Evan Spiegel, também estava listado como testemunha.

Os casos são acompanhados de perto porque testam uma nova tese jurídica: a de que plataformas de redes sociais seriam produtos “defeituosos” e, portanto, passíveis de responsabilização por danos pessoais. As empresas, por sua vez, argumentam que não há comprovação científica de um elo direto entre uso de redes sociais e vício, além de sustentarem que as ações violam proteções legais ligadas à liberdade de expressão.

Outro ponto central do embate envolve a Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações, de 1996, historicamente usada pelas big techs para se proteger de responsabilidades legais. Os autores das ações afirmam que o problema não está no conteúdo publicado por terceiros, mas na forma como as plataformas são estruturadas para incentivar o uso excessivo.

Mesmo fora deste julgamento específico, a Snap segue como ré em outros processos semelhantes, que podem redefinir os limites de responsabilidade das empresas de tecnologia.
Snapchat é acusado de estimular vício em redes e fecha acordo nos EUA

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Fonte: Tecnoblog

Policiais da Pensilvânia poderão acessar histórico do Google mesmo sem mandado

Policiais da Pensilvânia poderão acessar histórico do Google mesmo sem mandado

Polícia pode acessar histórico do Google sem mandado na Pensilvânia (foto: Nathana Rebouças/Unsplash)

Resumo

A Suprema Corte da Pensilvânia decidiu que a polícia pode acessar o histórico de pesquisas no Google sem mandado.
A decisão baseia-se na ideia de que usuários não têm expectativa de privacidade sobre dados compartilhados com provedores.
A decisão se aplica apenas à Pensilvânia e distingue buscas na internet de dados de localização, que exigem mandado.

A Suprema Corte do estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, decidiu nesta terça-feira (16/12) que a polícia não precisa de um mandado judicial para obter o histórico de pesquisas de um suspeito no Google. A justificativa é de que os internautas não possuem uma “expectativa razoável de privacidade” sobre esses dados, uma vez que eles são voluntariamente compartilhados com provedores de serviço e aplicativos.

O caso, detalhado pelo portal The Record, envolveu a investigação de um estupro, na qual as autoridades procuraram por termos de busca feitos pelo acusado para incriminá-lo. Com a decisão, os magistrados estabeleceram que o rastro digital deixado em mecanismos de pesquisa não possuem as mesmas proteções constitucionais que outro dados.

A decisão vale apenas para o estado da Pensilvânia até que, eventualmente, a Suprema Corte dos Estados Unidos decida unificar o entendimento sobre o tema.

Qual o argumento da corte?

A corte argumentou que “é de conhecimento comum que sites, aplicativos baseados na internet e provedores de serviços coletam e, em seguida, vendem dados de usuários”.

Para os juízes, como o Google informa expressamente em seus termos de uso que monitora a atividade para fins comerciais e que não se deve esperar privacidade total, a polícia não estaria violando um direito fundamental ao requisitar essas informações sem a crivo prévio de um juiz.

A decisão distingue o histórico de buscas de outros dados, como a localização de celulares. Tribunais superiores dos EUA já haviam decidido anteriormente que o rastreamento de localização exige mandado, pois é um dado gerado involuntariamente apenas por carregar o aparelho.

Corte entende que termosdo Google não garantem privacidade dos dados (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

No entanto, no caso das pesquisas, a corte da Pensilvânia entendeu que o ato é ativo e consciente. “A trilha de dados criada pelo uso da internet não é involuntária da mesma maneira que a trilha criada pelo porte de um telefone celular”, diz o texto da decisão.

O tribunal também sugeriu que os usuários têm a opção de não expor seus dados se utilizarem métodos diferentes ou ferramentas de navegação anônima, o que validaria a tese de que o uso do Google padrão é uma escolha de “não-privacidade”.

Preocupação com privacidade

A sentença gerou reações imediatas de especialistas em direitos digitais e juristas. Eles alertam que o acesso irrestrito a esse tipo de dado é perigoso, já que as pessoas costumam fazer perguntas ao Google que não fariam, necessariamente, a uma outra pessoa na vida real.

Para especialistas ouvidos pelo The Record, a existência de um precedente em um estado pode encorajar departamentos de polícia em outras jurisdições a adotarem práticas semelhantes, normalizando a coleta de históricos de navegação sem a necessidade de justificar a “causa provável” a um juiz.
Policiais da Pensilvânia poderão acessar histórico do Google mesmo sem mandado

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Fonte: Tecnoblog