Category: Claro

Anatel libera teste de conexão entre smartphone e satélite

Anatel libera teste de conexão entre smartphone e satélite

Satélite da AST Space Mobile, parceira de Claro e TIM (Imagem: Divulgação)

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou a prestação de serviços de telefonia móvel por satélite no Brasil em caráter experimental. A tecnologia é conhecida como Direct-to-Device (D2D) e pode permitir que celulares 4G e 5G funcionem, sem qualquer hardware adicional, em áreas que atualmente não têm cobertura móvel.

Claro e TIM apresentaram um primeiro pedido de interesse no D2D, segundo a agência, e devem realizar testes com a operadora de satélites AST Space Mobile. No D2D, os aparelhos transmitem sinais para satélites de baixa órbita, que o retransmitem a torres de telefonia fixas no solo. Isso é feito usando as mesmas frequências da telefonia móvel, o que garante a compatibilidade com os smartphones atualmente disponíveis.

Telefonia móvel via satélite pode aumentar acesso e cobertura no Brasil (Imagem: Jajang Permana / Unsplash)

A autorização para prestação de serviço experimental está disponível para outras empresas, mas a solicitação de uso deve ser feita pelas empresas detentoras das faixas. Isso significa que só as operadoras que já prestam serviço de telefonia móvel poderão pedir para testar a conexão entre telefones e satélites.

Vale dizer que esta comunicação por satélite não tem relação com a usada para comunicações de emergência, presente nos iPhones mais recentes e em um acessório da Motorola. Neste caso, são usados outro espectro e outra rede de satélites.

Sandbox Regulatório da Anatel permite testes

Para autorizar a prestação de serviços em fase experimental, a Anatel usou um instrumento chamado Sandbox Regulatório. Ele suspende temporariamente algumas regras que impedem determinados projetos, desde que haja relevância no desenvolvimento tecnológico e na promoção do acesso às telecomunicações.

Carlos Baigorri, presidente da Anatel, considera que, se der certo, o D2D seria uma revolução para a conectividade e o acesso no Brasil. Em seu voto, o conselheiro Alexandre Freire avaliou que a “a solução D2D possui um potencial significativo para expandir a cobertura do serviço móvel pessoal, reduzindo a exclusão digital ao fornecer serviços de telecomunicação em áreas remotas e rurais”.

Com informações: Anatel
Anatel libera teste de conexão entre smartphone e satélite

Anatel libera teste de conexão entre smartphone e satélite
Fonte: Tecnoblog

Claro vira alvo de críticas por chegada turbulenta da Max

Claro vira alvo de críticas por chegada turbulenta da Max

Clientes criticam Claro por causa de downgrade na Max (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Clientes da Claro estão insatisfeitos com a migração para o streaming Max. A empresa prometeu o acesso ao plano Platinum, mas concedeu o streaming no plano Standard.
Entre as principais diferenças estão a resolução e a o número de telas simultâneas. O plano Standard dá direito ao Full HD, e não ao conteúdo em 4K.
Vivo e TIM ofereceram o plano Standard da Max desde o início.
A transição do HBO Max para a Max ocorreu em 27 de fevereiro. A nova plataforma de streaming custa a partir de R$ 29,90/mês.

Os clientes da Claro estão furiosos por causa da maneira como a operadora fez a migração do HBO Max para a plataforma de streaming Max. A gigante das telecomunicações tinha prometido que os assinantes teriam acesso ao plano mais completo, chamado de Platinum, mas não foi o que aconteceu.

Desde a semana passada, os adeptos da Claro se queixam de que foram migrados para o plano Standard, que possui características inferiores. Ocorreu, por exemplo, o downgrade da resolução 4K para Full HD.

Claro prometeu acesso Platinum

A Claro chegou a dizer ao Tecnoblog em 5 de fevereiro que os assinantes de pacotes com HBO Max teriam direito à Max na modalidade Platinum. Nós estamos procurando a operadora desde a semana passada para entender o motivo da confusão, mas a Claro não nos respondeu.

Ela foi a única empresa de telefonia/TV por assinatura com tal promessa. Enquanto isso, a Vivo e a TIM disseram desde o começo que os clientes teriam acesso ao plano Standard. O site oficial da Claro ainda causa confusão ao dizer, por exemplo, que a assinatura com HBO e Max prevê três telas no serviço de streaming – sendo que os pacotes preveem duas telas ou quatro telas simultâneas.

Site da Claro promete Max com três telas simultâneas (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)

O assunto ganhou as páginas do site Reclame Aqui, especializado em queixas de consumidores. Um deles, do Espírito Santo, disse que há uma diferença “absurda” de Full HD para 4K quando estamos falando de TV e de videogame.

Outra pessoa, de São Paulo, afirmou que é falta de respeito e prática abusiva. “Pago pelo serviço e não vou usufruir do plano completo?”, indagou um terceiro cliente.

Procon-SP entra na jogada

O Procon estadual de São Paulo enviou uma notificação à HBO, dona do serviço de streaming, solicitando informações. O órgão quer saber de que forma ocorreu a transição e quais foram as mudanças nos planos. A empresa tem até esta terça-feira (dia 05/03) para se pronunciar.

Em linhas gerais, a assinatura da Max ficou mais cara do que o HBO Max. Agora são três modalidades:

PlanoPreçoCaracterísticasBásico com anúnciosR$ 29,90 (mensal)R$ 225,90 (anual)Anúncios limitados2 telas simultâneasFull HDStandardR$ 39,90 (mensal)R$ 357,90 (anual)2 telas simultâneasFull HD30 downloadsPlatinumR$ 55,90 (mensal)R$ 477,90 (anual)4 telas simultâneasFull HD ou 4KÁudio Dolby Atmos100 downloads
Claro vira alvo de críticas por chegada turbulenta da Max

Claro vira alvo de críticas por chegada turbulenta da Max
Fonte: Tecnoblog

Claro, TIM e Vivo empatam em teste de velocidade de internet móvel

Claro, TIM e Vivo empatam em teste de velocidade de internet móvel

As três principais operadoras do Brasil ofereceram, na média, serviços de qualidade próxima (Imagem: Divulgação/TIM)

Não existe diferença estatística entre as velocidades e a consistência da internet móvel de Claro, TIM e Vivo. É o que revela a mais recente pesquisa Speedtest da Ookla, com dados coletados durante o quarto trimestre de 2023. Os testes também apontam que Brasília é a cidade com a conexão mais rápida do Brasil.

Claro, TIM e Vivo ofereceram velocidades medianas de download por volta de 48 Mbps. A Vivo marcou 49,63 Mbps nos testes; a TIM, 49,42 Mbps; a Claro, 47,57 Mbps. Para a Speedtest Intelligence, não há vencedor estatístico.

Na medida de consistência, mais uma vez, os resultados são próximos. Este teste mede em quantos testes a velocidade ficou acima dos 5 Mbps de download e 1 Mbps de upload.

As três operadoras marcaram mais de 85% de consistência, sem grandes diferenças entre elas: a Claro com 86,3%, a Vivo com 86,3% e a TIM com 85,4%. Novamente, não há diferença estatística entre as medições para apontar um vencedor.

OperadoraVelocidade Média de Download (Mbps)Consistência (%)Vivo49,6386,3TIM49,4285,4Claro47,5786,3

E não só as operadoras que gostam de empatar! Os aparelhos de topo de linha também não tiveram diferença estatística nos resultados, com o iPhone 15 Pro um pouco melhor em download e o Galaxy S23 com upload levemente superior.

Nome do DispositivoMediana de Download (Mbps)Mediana de Upload (Mbps)Mediana de Latência Multi-Servidor (ms)iPhone 15 Pro279,3322,2240iPhone 15 Pro Max271,2821,4243Galaxy S23+265,0925,0939Galaxy S23265,0325,2639Galaxy S23 Ultra237,8423,7140

Galaxy S23 e Galaxy S23+ estão entre os aparelhos mais rápidos (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Brasília tem internet móvel mais rápida

Se as operadoras e os aparelhos mais rápidos têm desempenho próximo na internet, o mesmo não pode se dizer das cidades e estados brasileiros. Afinal de contas, a geografia e a cobertura influenciam muito a conexão, entre outros fatores.

O Distrito Federal tem a internet móvel mais rápida entre as unidades da federação, com 98,28 Mbps de velocidade mediana de download, seguido do Rio de Janeiro (57,37 Mbps) e do Ceará (55,13 Mbps).

EstadoMediana de Download (Mbps)Mediana de Upload (Mbps)Mediana de Latência Multi-Servidor (ms)Distrito Federal98,2817,5641Rio de Janeiro57,3713,1036Ceará55,1315,9648São Paulo54,8511,9938Paraná52,6112,6447Goiás52,1514,6260Pernambuco44,5714,6358Minas Gerais42,1612,2453Amazonas38,8210,7364Bahia38,6212,8774

Brasília e o Distrito Federal lideram listas de cidades e estados com internet móvel mais rápida (Imagem: Leonardo Sá/Agência Senado)

Entre as cidades, Brasília tem a conexão móvel mais rápida entre as cidades com mais habitantes, com velocidade mediana de download de 142,48 Mbps. Coincidentemente, ela capital foi a primeira a receber o 5G “puro”, lá em julho de 2022. Goiânia (GO), com 90,04 Mbps, e Fortaleza (CE), com 87,27 Mbps, completam o top 3.

CidadeMediana de Download (Mbps)Mediana de Upload (Mbps)Mediana de Latência Multi-ServidorBrasília (DF)142,4820,4239Goiânia (GO)90,0417,8656Fortaleza (CE)87,2719,1944Curitiba (PR)84,5115,9437São Paulo (SP)78,0615,1434Rio de Janeiro (RJ)77,5616,3233Recife (PE)59,0917,2555Belo Horizonte (MG)56,7415,9343Salvador (BA)54,4416,4066Manaus (AM)43,5211,5952

Com informações: Speedtest
Claro, TIM e Vivo empatam em teste de velocidade de internet móvel

Claro, TIM e Vivo empatam em teste de velocidade de internet móvel
Fonte: Tecnoblog

Claro TV+ reformula planos de TV e inclui assinaturas da Netflix e Globoplay

Claro TV+ reformula planos de TV e inclui assinaturas da Netflix e Globoplay

Claro TV+ Box: planos agora incluem assinatura da Netflix (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

A Claro fez uma mudança estratégica no segmento de entretenimento. Além de fornecer canais ao vivo, todos os planos de TV Box e TV a cabo convencional agora incluem assinatura da Netflix e do Globoplay. Com a novidade, os preços dos serviços ficaram mais caros.

Em novembro de 2023, os planos de TV da Claro passaram a incluir assinatura da Globoplay sem aumento no preço. Agora, com a chegada da Netflix, a operadora subiu o valor mensal nos pacotes a partir do Claro TV+ Box.

Além de Globoplay e Netflix, os planos Claro TV+ incluem mais de 120 canais lineares de TV por assinatura. Também é possível contratar canais à la carte, como HBO, Telecine e Premiere.

Apesar da novidade, a Claro já comercializava a Netflix para clientes de TV por assinatura de forma avulsa. A operadora permitia a contratação diretamente pelo controle remoto do decodificador, e a cobrança do serviço ocorria diretamente na fatura de serviços.

A Claro afirma ter fechado o ano de 2023 com cerca de 1 milhão de assinantes de TV por internet com o Claro TV+ Box e Claro TV+ App. De acordo com Ricardo Falcão, diretor de TV da Claro, ambos os serviços representam mais de 70% das vendas dos produtos de TV paga da operadora.

Planos da Claro ficam mais caros após chegada da Netflix

Os pacotes passaram a integrar o plano Padrão com Anúncios da Netflix, que é normalmente vendido pela plataforma por R$ 18,90 mensais.

Comparando com os planos antigos da Claro, as mensalidades subiram R$ 20 após a inclusão da Netflix. Um ponto negativo é que o cliente perdeu flexibilidade de escolha. No novo portfólio, o único plano sem Netflix é o Claro TV+ App, que continua sendo comercializado por R$ 69,90 mensais e inclui assinatura do Globoplay.

Aplicativo Claro TV+ em TV da Samsung (Imagem: Lucas Braga / Tecnoblog)

Quem quiser uma experiência aprimorada de TV paga com equipamento dedicado (via TV Box ou TV a cabo convencional) terá apenas opções de planos com Netflix:

Claro TV+ App (sem equipamento): R$ 69,90 mensais, com Globoplay incluído

Claro TV+ Box (versão streaming/IPTV): R$ 109,90 mensais, com Globoplay e Netflix com anúncios

Claro TV+ 4K (versão TV a cabo tradicional): R$ 139,90 mensais, com Globoplay e Netflix com anúncios

Caso queira, é possível fazer o upgrade do plano da Netflix. Se você optar pelo plano Padrão sem anúncios, pagará R$ 30 a mais por mês; no plano Premium, o acréscimo é de R$ 37 mensais.

Planos com equipamento Soundbox baixaram de preço

Se por um lado os planos de TV Box e TV a cabo aumentaram, a Claro reduziu a mensalidade da versão Soundbox no novo portfólio. O serviço inclui equipamento com alto-falantes Bang & Olufsen e som Dolby Atmos.

Anteriormente, o Claro TV+ Soundbox custava R$ 179,90 mensais com Globoplay incluso, seja na versão de TV a cabo convencional ou streaming/IPTV.

Nos novos pacotes, a mensalidade do Claro TV+ Soundbox passa a ser de R$ 149,90, e inclui tanto o Globoplay como Netflix com anúncios. Assim como nos demais produtos, é possível fazer o upgrade da Netflix para o plano Padrão sem anúncios ou Premium.
Claro TV+ reformula planos de TV e inclui assinaturas da Netflix e Globoplay

Claro TV+ reformula planos de TV e inclui assinaturas da Netflix e Globoplay
Fonte: Tecnoblog

5G, telemarketing, crise da Oi: veja destaques da telefonia em 2023

5G, telemarketing, crise da Oi: veja destaques da telefonia em 2023

Confira os principais destaques de telecom do ano de 2023 (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Chegamos ao final de 2023, um ano muito importante para a telefonia no Brasil. O período foi marcado pela expansão do 5G e pela forte atuação da Anatel contra o telemarketing abusivo e a pirataria. Grandes empresas também fizeram importantes movimentações (ou quase saíram de cena, caso da Oi).

Nas linhas a seguir, confira sete destaques sobre o universo das telecomunicações. São fatos importantes que marcaram o ano.

Índice1. O 5G começou a ganhar tração no Brasil2. A Brisanet virou operadora de celular3. A Starlink popularizou a internet via satélite4. A Anatel afrouxou regras para as operadoras5. Combate a pirataria e IPTV6. Mais tentativas de combate ao spam telefônico7. A crise da Oi continuaO que esperar de 2024?

1. O 5G começou a ganhar tração no Brasil

A tecnologia 5G começou a ser implementada no Brasil em 2022, mas foi somente em 2023 que a quinta geração da internet móvel tomou forma e se expandiu.

Os dados mais recentes da Anatel mostram que 17,6 milhões de celulares brasileiros são compatíveis com a tecnologia 5G. No final de 2022, tínhamos apenas 5,8 milhões de dispositivos aptos a se conectarem às redes de quinta geração.

Teste de velocidade 5G (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

A cobertura também se expandiu. De acordo com o portal Teleco, o sinal 5G está presente em 297 municípios brasileiros. A TIM lidera o ranking, com 202 cidades cobertas, seguida por Claro (198), Vivo (137) e Algar (3).

Apesar do salto significativo, o 5G ainda precisa crescer muito. A cobertura ainda deixa muito a desejar nas cidades já atendidas (Claro, estou olhando para você!), e o número de aparelhos compatíveis com a quinta geração ainda é menor que dispositivos com tecnologias anteriores (4G, 3G e 2G).

2. A Brisanet virou operadora de celular

Oferta de lançamento da Brisanet dá 3 meses grátis de 4G e 5G (Imagem: Reprodução/Brisanet)

A Brisanet estreou sua rede móvel em novembro de 2023. Com forte atuação no Nordeste, a empresa havia arrematado licenças de 2,3 GHz e 3,5 GHz no leilão da Anatel.

Por enquanto, apenas 28 cidades possuem sinal 4G e 5G com rede própria da Brisanet (no Ceará e Rio Grande do Norte). Os chips são vendidos diretamente nas lojas da operadora, que ainda promove uma oferta de lançamento que dá três meses de serviço grátis.

Antes disso, a Brisanet atuava como operadora móvel virtual (MVNO) por meio da rede da Vivo. Nessa nova empreitada, todas as antenas e equipamentos são da própria Brisanet.

3. A Starlink popularizou a internet via satélite

Antena Starlink de segunda geração (imagem: Divulgação/SpaceX)

Em maio, a Starlink baixou pela segunda vez o preço na mensalidade da internet via satélite, o que permitiu maior acesso ao serviço. A base de clientes dobrou de tamanho no intervalo de um ano, com cerca de 11,6 mil assinantes, segundo os dados mais recentes da Anatel.

Não dá para negar que a companhia de Elon Musk ajudou muito na inclusão digital de áreas remotas do Brasil, especialmente em zonas rurais não atendidas com fibra óptica ou sinal de celular. O mercado também é atendido pelas operadoras de satélite Hughes e Viasat, entre outras, mas os planos são caros, limitados e com altíssima latência.

4. A Anatel afrouxou regras para as operadoras

Fachada da sede da Anatel (Imagem: Reprodução/Anatel)

Em outubro, a Anatel aprovou o novo Regulamento Geral de Direitos do Consumidor (RGC), que estabelece os direitos e deveres das operadoras e dos usuários. No olhar do consumidor final, várias regras pioraram:

As operadoras ficaram desobrigadas a manter atendimento telefônico 24h, com obrigação apenas entre 6h e 22h

Elas poderão vender planos com atendimento exclusivamente digital, sem suporte humano por telefone ou lojas físicas

Também ficam desobrigadas a manter lojas físicas, sendo facultativa a existência de atendimento presencial

5. Combate a pirataria e IPTV

Lote de TV box apreendido em Resende (RJ) (Imagem: Divulgação/ABTA)

A agenda antipirataria da Anatel continuou a todo vapor em 2023. Ao longo do ano, a agência derrubou 3,9 mil servidores que distribuíam canais de TV pirata e streaming irregular.

A Anatel também multou a primeira pessoa física pela venda de TV box ilegal. Anteriormente, todas as sanções eram contra lojas e pessoas jurídicas.

Outros órgãos também trabalham para combater a pirataria. Uma força-tarefa composta pelo Ministério da Justiça, Polícias Civis e agências da Argentina, EUA, Peru e Reino Unido retirou do ar 606 sites com conteúdo que infringe direitos autorais.

6. Mais tentativas de combate ao spam telefônico

Anatel anunciou identificador de chamadas aprimorado (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

O prefixo 0303 foi lançado em 2022, e já ajudou bastante o usuário de telefonia a decidir se quer ou não receber chamadas de televendas. Ainda que o esforço tenha surtido efeito, o telemarketing abusivo continuou perturbando as redes de telefonia.

Em novembro, a Anatel aplicou multas milionárias contra Claro e Bradesco por disparo em massa das chamadas robocalls, que são chamadas automatizadas que tocam no telefone e derrubam as ligações em menos de três segundos.

Uma das grandes novidades de 2023 foi o lançamento do site Qual Empresa Me Ligou, que permite identificar o dono de uma linha telefônica e descobrir a origem das irritantes chamadas. O sistema exibe apenas dados de linhas telefônicas registradas por empresas.

Outro destaque é a chegada do novo identificador de chamadas inteligente. A Anatel anunciou a implementação do protocolo STIR/SHAKEN, que garante a autenticidade de chamadas de telemarketing. Ele prevê a exibição do nome da empresa, marca e assunto na tela de identificação.

7. A crise da Oi continua

Clientes da Oi Fibra podem ser vendidos para outra operadora (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Em 2022, a Oi encerrou a recuperação judicial que se arrastava desde 2016. Problema resolvido? Que nada: a Justiça aceitou um novo pedido de recuperação judicial em março. A operadora alegou dificuldades financeiras e incapacidade de honrar compromissos.

As dívidas desta nova recuperação judicial chegam a R$ 43,7 bilhões. Para tentar se salvar, a Oi colocou à venda a companhia ClientCo, que reúne a carteira de clientes de fibra óptica.

A rede de fibra foi vendida na recuperação judicial anterior. A Oi fez o spin off dos ativos e criou a rede neutra V.tal, cujo controle foi transferido para um fundo do BTG Pactual.

O que esperar de 2024?

Para 2024, é provável que nós vejamos uma expansão ainda maior do 5G. As operadoras precisam investir na melhoria de cobertura nas cidades atualmente atendidas, mas a tecnologia também deve desembarcar em novas localidades.

Assim como nos anos anteriores, espere mais concentrações de provedores regionais de internet. Esse movimento pode acontecer tanto via aquisições por players maiores ou por fusões entre empresas menores.

Vamos acompanhar de perto a situação da Oi, que pode vender a carteira de fibra óptica para outra operadora. O mercado especula que a base de clientes poderia ser assumida por Claro, TIM e Vivo. Trata-se de um negócio extremamente complexo, visto que a Oi Fibra depende do contrato com a rede neutra da V.tal.
5G, telemarketing, crise da Oi: veja destaques da telefonia em 2023

5G, telemarketing, crise da Oi: veja destaques da telefonia em 2023
Fonte: Tecnoblog

Claro disponibiliza um mês de teste gratuito do plano digital Flex a clientes

Claro disponibiliza um mês de teste gratuito do plano digital Flex a clientes

A Claro lançou na última sexta-feira (15) uma nova promoção aos seus clientes. A operadora irá oferecer um teste gratuito de 30 dias do Claro Flex, o seu plano 100% digital. A ação ocorrerá sem fidelidade, ou seja, o usuário poderá cancelar o plano quando quiser.

A iniciativa é válida com exclusividade a consumidores com celulares compatíveis com a tecnologia do eSIM. Em outras palavras, a experiência acontecerá apenas na ativação sem um chip físico.O teste dá acesso ao plano de 32 GB de dados móveis e aplicativos ilimitados, como TikTok, WhatsApp, Facebook, Instagram, X, Waze e Claro Música. As ligações e as mensagens SMS também estão embutidas no pacote, o qual custará R$ 59,99 no cartão de crédito, caso o assinante queira continuar com ele após o primeiro mês grátis.Clique aqui para ler mais

Claro disponibiliza um mês de teste gratuito do plano digital Flex a clientes
Fonte: Tudocelular

Test Drive: Claro Flex permite experimentar 4G e 5G de graça com eSIM

Test Drive: Claro Flex permite experimentar 4G e 5G de graça com eSIM

Claro Flex agora permite teste grátis via eSIM (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

Depois da TIM liberar o test drive da sua rede em outubro, chegou a vez da Claro. A operadora lançou uma degustação do plano digital Claro Flex via chip digital (eSIM), e os interessados poderão experimentar a rede 4G e 5G de graça durante 30 dias, com redes sociais ilimitadas e 32 GB de internet móvel.

A oferta de degustação do Claro Flex funciona via chip virtual. Para se inscrever no test drive, é necessário ter um aparelho compatível com a tecnologia eSIM e baixar o aplicativo Claro Flex na App Store ou Google Play. Todo o processo de cadastro ocorre diretamente no app.

A lista de aparelhos compatíveis inclui toda a linha iPhone a partir do XS/XR, além de alguns modelos da Motorola e Samsung. Um requisito curioso descrito no site da Claro é que dispositivos da Samsung comprados em lojas de operadoras deverão ter Android 14 ou superior para fazer a ativação do eSIM.

Degustação com 32 GB de internet móvel e open bar de redes sociais

Se você pensa em mudar da sua operadora atual para a Claro, o test drive do Claro Flex pode ser uma ótima oportunidade para experimentar a rede e ver como é o sinal em casa, no trabalho e nas regiões onde mais frequenta.

A oferta de degustação do Claro Flex inclui 32 GB de internet móvel e ligações ilimitadas para qualquer operadora, além de acesso sem descontar da franquia ao WhatsApp, Instagram, TikTok, Facebook, X (Twitter) e Waze.

Os primeiros 30 dias são gratuitos, e quem continuar com o plano nos próximos meses deverá pagar a mensalidade de R$ 59,99. É obrigatório cadastrar um cartão de crédito durante a degustação para garantir as cobranças futuras, mas o serviço não tem fidelidade e pode ser alterado ou cancelado sem multa, diretamente pelo aplicativo.

Detalhamento do plano de degustação do Claro Flex (Imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

Para quem quiser continuar no Claro Flex, é possível solicitar a portabilidade numérica diretamente no app do plano. Além da oferta de R$ 59,99, existem outras opções: o pacote mais barato custa R$ 39,99, com 20 GB de internet móvel e redes sociais ilimitadas.

Em comparação com o test drive da TIM, a degustação da Claro é mais generosa. A TIM dá 30 GB de internet e ligações ilimitadas, enquanto a oferta da Claro inclui 32 GB e redes sociais à vontade. Por outro lado, a TIM não exige verificação com cartão de crédito e não faz cobrança automática após o teste, o que torna o processo menos burocrático.

Até mesmo clientes da Claro podem ativar o test drive

Um detalhe interessante é que, ao contrário do test drive da TIM, a degustação do Claro Flex também pode ser feitas por clientes da Claro que possuem outros planos. Eu sou assinante de um plano pós-pago da Claro e conseguir fazer a ativação normalmente.

De acordo com o regulamento, é possível ativar uma linha por CPF ou e-mail na oferta Claro Flex eSIM. Sendo assim, se você tem um plano pré-pago, pós-pago ou controle da Claro, poderá ativar o test drive normalmente.

Essa é uma conduta diferente da TIM. A concorrente faz verificação por CPF, e limita a ativação apenas para não-assinantes da operadora.

Será que a Vivo vai seguir a tendência e lançar seu próprio test drive? A operadora lidera o mercado de telefonia móvel brasileiro, com mais de cinco pontos percentuais de vantagem para a segunda colocada Claro.
Test Drive: Claro Flex permite experimentar 4G e 5G de graça com eSIM

Test Drive: Claro Flex permite experimentar 4G e 5G de graça com eSIM
Fonte: Tecnoblog

Exclusivo: Claro libera novos recursos de eSIM no iPhone

Exclusivo: Claro libera novos recursos de eSIM no iPhone

eSIM: chip virtual substitui SIM card físico (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Claro saiu na frente das outras operadoras ao liberar a transferência fácil de eSIM no iPhone. Com a chegada do iOS 17.2 , os clientes da companhia de telecomunicações poderão rapidamente converter ou transferir o chip virtual entre os aparelhos da Apple – conforme antecipado ao Tecnoblog em primeira mão.

Nós chegamos a comentar sobre os testes que estavam sendo realizados no território brasileiro. A novidade só foi possível graças a uma aliança entre a Apple e a Claro para viabilizar as ferramentas nativas de telefonia.

Recursos nativos de eSIM no iOS

A Claro nos explicou que os clientes de planos pós-pagos e pré-pagos passam a contar com três opções diretamente nos ajustes do sistema iOS:

Conversão do chip físico para eSIM

Transferência de chip físico para eSIM entre iPhones compatíveis

Transferência de eSIM para eSIM entre iPhones compatíveis

No futuro, a empresa tem planos de liberar os recursos adicionais de eSIM também para o iPad.

Funções de eSIM no iOS (Imagem: Divulgação/Claro)

Na prática, o cliente ganha mais conveniência, uma vez que não precisa ir a loja da operadora para realizar ações aparentemente simples. A Claro ainda nos disse que todos os procedimentos são gratuitos.

A operadora reconhece que a segurança é um dos fatores para a liberação da novidade. O chip virtual não pode ser removido, o que facilita a localização do iPhone em caso de perda ou roubo. Também há maior flexibilidade por possibilitar duas linhas no mesmo dispositivo.

Como converter SIM para eSIM no iPhone

Para converter o SIM Card para eSIM é preciso ter o iOS 17.2 e acessar o seguinte caminho no iPhone: Ajustes → Celular → Converter para eSIM. De acordo com a Claro, um passo a passo simples irá aparecer para o usuário.

O diretor de produtos e proposta de valor da Claro, Fábio Nahoum, declarou em nota ao Tecnoblog que o recurso de transferência rápida de eSIM chega num momento de forte expansão da digitalização no Brasil. Tudo é feito de forma automática para proporcionar uma melhor experiência para o cliente, na visão do executivo.

Não se sabe quando a TIM e a Vivo vão lançar ferramentas equivalentes. Nos bastidores, comenta-se que são realizadas diversas rodadas de testes com representantes da Apple e das operadoras antes de tomar a decisão. Os sistemas precisam funcionar em conjunto, o que por ora só foi alcançado na Claro.

Veja os destaques do iOS 17.2, que acaba de chegar ao iPhone

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Exclusivo: Claro libera novos recursos de eSIM no iPhone

Exclusivo: Claro libera novos recursos de eSIM no iPhone
Fonte: Tecnoblog

Como as empresas de telecom querem tirar dinheiro das Big Techs

Como as empresas de telecom querem tirar dinheiro das Big Techs

Quanto do tráfego global na internet é gerado pelas Big Techs? De acordo com um relatório da Sandvine, empresa de inteligência e redes, a resposta é 48%. Ou seja, quase metade dos dados trafegados no planeta vem de um grupo bem seleto de empresas.

Como as empresas de telecom querem tirar dinheiro das Big Techs (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

O cenário brasileiro reflete esse achado. Segundo o presidente da Claro, José Félix, só a Meta corresponde a 20,1% do tráfego de dados dos clientes da operadora. Um quinto do volume de dados de uma das maiores operadoras do país.

Em vários países, essa concentração tem levado à formulação de um argumento bastante polêmico. Segundo várias operadoras de telecom, as plataformas digitais geram enorme demanda, mas não contribuem para a manutenção da infraestrutura que permite que seus streamings, redes sociais e aplicativos de mensagens sejam acessados.

O resultado é um cenário injusto, na concepção das teles. Para corrigir isso, as plataformas que mais geram tráfego — ou seja, as Big Techs — devem contribuir financeiramente para os investimentos em rede. Este é conceito por trás do chamado fair share.

Quem gera o tráfego que pague

A discussão sobre o fair share ganhou destaque na Europa, onde uma consulta pública sobre o tema chegou a ser aberta. Havia expectativa de que os legisladores europeus vissem a proposta com bons olhos.

Isso porque a Europa é conhecida por legislações mais rígidas com Big Techs. Além disso, o comissário da União Europeia para mercado interno, Thierry Breton, já foi empresário do setor de telecomunicações. As condições pareciam favoráveis à proposta.

Mas as coisas não se desenrolaram da forma que as teles gostariam. A consulta pública constatou basicamente que todo mundo era contra a ideia, exceto, é claro, as próprias empresas de telecomunicações. O assunto não morreu, mas só deve voltar à tona a partir de 2025.

No Brasil, debates em torno do tema têm sido frequentes em 2023, e as operadoras mantém um discurso afinado a favor da cobrança sobre as Big Techs.

O já citado José Félix reforça que as grandes plataformas são as principais responsáveis pelo aumento no tráfego, sendo necessário, portanto, que contribuam para a implementação das redes.

Camila Tapias, vice-Presidente da Telefônica Vivo, vai além. Segundo ela, o crescimento no volume de dados pode levar a um cenário em que a “qualidade do ecossistema está sob risco”.

Pesaria também o fato de que as operadoras não podem impôr limitações baseadas em franquia de dados aos usuários de internet fixa. Por esse raciocínio, os recursos para melhora da infraestrutura devem sair de outro lugar, portanto: do bolso das Big Techs.

O argumento das teles faz sentido?

Nem todo mundo concorda com a preocupação da executiva, no entanto. No Tecnocast 315, discutimos os diversos aspectos da proposta de fair share, e, de acordo com Thiago Ayub, diretor de tecnologia da Sage Networks, a internet no Brasil não corre riscos devido ao aumento na demanda.

Ele cita dados do IX.br, projeto de troca de tráfego ligado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGIbr), para mostrar que não há indícios de que a internet esteja em perigo. E mais: mesmo se dobrássemos o consumo de dados no Brasil hoje, a infraestrutura instalada daria conta.

Se não é provável que o ecossistema esteja “sob risco”, qual é a explicação para a reivindicação das teles? Outras falas de executivos do setor deixam claro: trata-se de uma questão econômica.

Segundo Camila Tapias, há uma “insuficiência de retorno econômico” para as prestadoras. Marcos Ferrari, presidente da Conexis, entidade reúne as empresas de telecom e de conectividade, destaca que o retorno das teles gira em torno de 8% na média global. Seria pouco diante dos 30% das Big Techs.

Aí estaria a principal motivação do fair share, na opinião de Ayub.

Eles tão salivando em cima dos 30%, querendo a fatia deles do bolo. É como se o motorista do carro-forte olhasse pelo retrovisor e falasse: poxa, tem tanto dinheiro aqui, quero um pedacinho disso.

Além disso, cabe apontar que as Big Techs fazem, sim, investimentos em infraestrutura. Eles vão desde o financiamento de cabos submarinos ao estabelecimento de redes de entrega de conteúdo, ou CDNs, ao redor do mundo. São conjuntos de servidores que otimizam a entrega de conteúdo ao usuário. Os CDNs melhoram a qualidade do serviço e ajudam a reduzir custos, e não só do lado das Big Techs, mas também das empresas de telecom.

Ou seja: não é verdade que as plataformas digitais simplesmente usam a rede já construída pelas operadoras sem contribuir para melhora do serviço. Todo mundo paga alguma coisa para estar na internet.

No colo de quem vai cair a conta?

A polêmica em torno do fair share deixa clara a dor de cabeça do setor de telecomunicações: encontrar novas fontes de receita. Trata-se de um mercado bastante maduro, com poucos players de grande porte. A briga é muito mais para roubar clientes uns dos outros do que por novos usuários.

Esse cenário de competição é ótimo para o consumidor, é claro. As teles passam a oferecer pacotes mais atrativos na internet fixa, tanto em preço quanto em velocidade, além de pacotes de internet móvel com zero rating para aplicativos muito populares.

A gratuidade destes aplicativos, inclusive, vai contra o próprio argumento das operadoras. Se o grande volume de tráfego fosse de fato um problema, os planos com WhatsApp e Facebook ilimitados já teriam sido abandonados. A concorrência, no entanto, tornou tais produtos praticamente uma commodity.

É difícil, de fato, imaginar novas possibilidade de crescimento para as operadoras, por maior que seja a pressão de investidores por margens de lucro mais altas. No entanto, não parece correto dizer que se trate de uma situação injusta. É apenas o resultado das dinâmicas do mercado.

Além disso, não é difícil imaginar o que aconteceria caso Big Techs fossem obrigadas a pagar pelo uso da rede. Os novos gastos seriam repassados para a ponta. Mensalidades mais altas no streaming, por exemplo, ou uma quantidade ainda maior propagandas exibidas nas principais plataformas. A conta cairia no colo do usuário, é claro.

Não existe internet grátis. Nem pra você, nem para as Big Techs.
Como as empresas de telecom querem tirar dinheiro das Big Techs

Como as empresas de telecom querem tirar dinheiro das Big Techs
Fonte: Tecnoblog

Como saber onde ficam as antenas das operadoras de celular

Como saber onde ficam as antenas das operadoras de celular

Ferramenta da Anatel permite verificar localização de antenas das operadoras (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O mapa de antenas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) permite identificar onde ficam as antenas de celular, e pode ser útil na hora de escolher uma nova operadora.

O painel exibe a localização geográfica de todas as Estações Rádio Base (ERBs) licenciadas para operadoras de telefonia que atuam com o Serviço Móvel Pessoal (SMP), como Claro, TIM e Vivo.

Quando uma operadora de celular possui mais antenas uma região, maior a probabilidade da qualidade do serviço ser superior em comparação com uma concorrente com menos infraestruturas.

Além de melhorar o sinal, ter mais antenas permite que usuários fiquem conectados em diferentes infraestruturas — isso evita congestionamento na rede e permite melhores velocidades na internet móvel.

O painel da Anatel permite filtrar os dados de estações por tecnologia (como 2G, 3G, 4G ou 5G), frequência, cidade e operadora.

É importante destacar que o mapa de antenas é uma ferramenta diferente dos mapas de cobertura fornecidos por Claro, TIM e Vivo.

A seguir, saiba como usar o mapa de antenas da Anatel para saber onde ficam as antenas de operadoras de celular.

Índice1. Acesse o mapa de antenas da Anatel2. Filtre pela localização para encontrar operadoras3. Filtre pela operadora de telefonia4. Filtre pela geração de redes móveis5. Filtre antenas pela faixa de frequênciaPosso usar o mapa para saber o tipo de rede móvel disponível?Qual é a diferença entre o mapa de antenas e o mapa de cobertura de operadoras?Qual é o raio de alcance de uma torre de celular?Mais antenas significa melhor cobertura?

1. Acesse o mapa de antenas da Anatel

Para saber onde estão as antenas de celular de uma operadora de telefonia, entre no painel Estações do SMP, através do link informacoes.anatel.gov.br/paineis/outorga-e-licenciamento/estacoes-do-smp.

É recomendável que o painel da Anatel seja acessado pelo computador nos navegadores Google Chrome ou Microsoft Edge. O desempenho pode ser ruim ao acessar pelo smartphone ou através do navegador Safari.

2. Filtre pela localização para encontrar operadoras

Por padrão, o painel exibe o mapa do Brasil com o número de estações disponíveis em cada estado. Para saber qual operadora tem mais antenas perto de você, selecione o estado e município nos filtros superiores para encontrar o mapa de antenas de uma determinada cidade.

Você pode utilizar o mapa para verificar a localização geográfica das antenas de celular. Ao rolar a página para baixo é possível visualizar a lista completa de ERBs, com o endereço, bairro, tecnologia, operadora e frequência de cada torre:

3. Filtre pela operadora de telefonia

Para saber onde uma operadora tem antenas, é possível selecionar uma prestadora no filtro superior e encontrar a localização das estações licenciadas no mapa. Você pode selecionar mais de um filtro ao mesmo tempo, como operadora e cidade, por exemplo.

4. Filtre pela geração de redes móveis

Para buscar por antenas compatíveis com uma geração de redes móveis específica, basta selecionar entre 2G, 3G, 4G e 5G no filtro Tecnologias. Você também pode combinar mais de um filtro ao mesmo tempo — útil para descobrir as estações licenciadas com a tecnologia 5G por uma determinada operadora em sua cidade, por exemplo.

5. Filtre antenas pela faixa de frequência

Para verificar antenas que trabalham em uma determinada faixa de frequência, basta selecionar o espectro desejado no filtro Faixa de Freq. (MHz).

Quanto menor a frequência, maior o alcance de sinal, mas menores as velocidades de acesso. As frequências mais altas têm melhor desempenho de download, mas o alcance é reduzido.

Posso usar o mapa para saber o tipo de rede móvel disponível?

Não. O mapa mostra a localização das antenas que receberam licenciamento da Anatel. Isso não significa que determinada tecnologia ou frequência está disponível na estação, uma vez que o processo de licenciamento precisa ocorrer antes da ativação.

Por conta da implementação da quinta geração de redes móveis em todo o Brasil, ter a antena licenciada com 5G não significa que o serviço está ativo, mas traz indícios de que a tecnologia está ativa ou que deve ser disponibilizada pela operadora em breve. O painel também permite filtrar redes 5G SA ou NSA.

Qual é a diferença entre o mapa de antenas e o mapa de cobertura de operadoras?

O painel da Anatel permite encontrar a localização física das antenas licenciadas, frequências utilizadas e tecnologias disponíveis, como 4G ou 5G. A plataforma não mostra o alcance de uma antena, sendo assim, não deve ser utilizada para determinar a cobertura de celular.

Os mapas das operadoras mostram quais áreas e endereços possuem cobertura de sinal. Claro, TIM e Vivo disponibilizam mapas de cobertura em seus respectivos sites, mas nem sempre detalham a localização das estações rádio-base e frequências disponíveis.

Qual é o raio de alcance de uma torre de celular?

Não é possível determinar o alcance de sinal exato de uma torre de celular. A distância pode variar de acordo com a frequência utilizada, potência da antena, relevo e densidade, como prédios e outros obstáculos.

Em 2020, testes das empresas Ericsson e Telestra na Austrália alcançaram a marca de 200 km na tecnologia 4G LTE. No entanto, essa marca dificilmente consegue ser reproduzida em áreas urbanas e rurais do Brasil, devido ao relevo, frequências utilizadas e alto consumo de energia.

Antena de telefonia móvel (Imagem: Lucas Braga / Tecnoblog)

Mais antenas significa melhor cobertura?

Em geral, sim. Uma operadora que possui mais antenas consegue dividir os clientes conectados em diferentes infraestruturas, o que pode melhorar a qualidade do sinal e disponibilidade do serviço. No entanto, o posicionamento da antena é crucial para cobrir uma área, e nem sempre ter mais antenas implica na melhor cobertura.

Para ver o mapa de cobertura de cada operadora, acesse os links abaixo:

Mapa de cobertura da Claro: www.claro.com.br/mapa-de-cobertura

Mapa de cobertura da TIM: www.tim.com.br/para-voce/cobertura-e-roaming/mapa-de-cobertura

Mapa de cobertura da Vivo: www.vivo.com.br/para-voce/por-que-vivo/qualidade/cobertura

Como saber onde ficam as antenas das operadoras de celular

Como saber onde ficam as antenas das operadoras de celular
Fonte: Tecnoblog