Category: China

Jovi homologa bateria para celular com 7.000 mAh

Jovi homologa bateria para celular com 7.000 mAh

Jovi é o nome comercial da Vivo Communication Technology no Brasil (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Jovi homologou uma bateria de 7.000 mAh para o modelo J2507, fabricado pela Sunwoda na China e montado no Polo Industrial de Manaus.
O Vivo X300 Ultra, possivelmente equipado com essa bateria, terá duas câmeras de 200 MP e uma ultrawide de 50 MP, além do SoC Snapdragon 8 Elite Gen 5.
A homologação foi realizada pela Agência Nacional de Telecomunicações em 02/01, permitindo a venda no mercado brasileiro.

O ano de 2026 deve ser dedicado aos smartphones com baterias grandes na fabricante chinesa Jovi. A filial brasileira da Vivo Communication obteve a homologação de mais uma bateria, desta vez com 7.000 mAh-hora. O Tecnoblog visualizou a documentação do componente, que foi registrado sob o código de modelo BB50X.

O documento foi emitido pela Agência Nacional de Telecomunicações em 02/01 e, na prática, permite a venda do novo produto no mercado doméstico. O componente será fabricado na China pela empresa especializada Sunwoda.

O restante da documentação revela que o smartphone na qual ela será utilizada tem o código de modelo J2507 e que ele será fabricado no Polo Industrial de Manaus.

Bateria BB50X da Jovi (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Certificado de homologação da bateria BB50X (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O que é J2507?

Assim como na homologação anterior, há um mistério em relação a qual aparelho receberá a bateria. O código V2507 corresponde ao Vivo Y19s, produto lançado em 2024 e vendido no país como Jovi Y19s. Portanto, podemos descartar facilmente essa possibilidade.

A capacidade da bateria, de 7.000 mAh, se alinha com o Vivo X300 Ultra, que deve ser lançado ainda neste semestre não apenas na China, segundo rumores e vazamentos. Ele deverá trazer duas câmeras de 200 MP: a principal e a teleobjetiva periscópica, além de uma ultrawide de 50 megapixels, e deve vir equipado com o poderoso SoC Snapdragon 8 Elite Gen 5 da Qualcomm.

Snapdragon 8 fez sua estreia em 2021 e chega à quinta geração (imagem: divulgação)
Jovi homologa bateria para celular com 7.000 mAh

Jovi homologa bateria para celular com 7.000 mAh
Fonte: Tecnoblog

Vendas de robôs humanoides saltam 480%, com liderança absoluta da China

Vendas de robôs humanoides saltam 480%, com liderança absoluta da China

China lidera mercado de produção de robôs humanoides (imagem: divulgação)

Resumo

As remessas globais de robôs humanoides cresceram 480% em 2025, atingindo mais de 13 mil unidades, lideradas pela China.
Empresas chinesas, como AgiBot e Unitree Robotics, dominaram o mercado, com 70% das remessas totais.
O mercado ainda é pequeno, mas espera-se alcançar 2,6 milhões de unidades até 2035.

As vendas globais de robôs humanoides deram um salto expressivo em 2025. Segundo dados da consultoria Omdia, as remessas desse tipo de equipamento quase quintuplicaram em relação ao ano anterior, alcançando mais de 13 mil unidades. O avanço chama atenção pelo ritmo acelerado, mas ainda representa um mercado pequeno quando comparado a outros segmentos da indústria de tecnologia.

O crescimento foi fortemente concentrado na China, que dominou a produção e respondeu pela maior parte dos robôs enviados no período. Empresas chinesas ocuparam seis das dez primeiras posições no ranking global, deixando concorrentes dos Estados Unidos, como Tesla, Figure AI e Agility Robotics, com participação residual em volume.

China dispara na liderança do mercado

A startup AgiBot, sediada em Xangai, enviou 5.168 robôs humanoides no período, o equivalente a cerca de 38% do mercado mundial. Na sequência aparece a Unitree Robotics, de Hangzhou, que distribuiu aproximadamente 4.200 unidades, alcançando 32% de participação. A terceira colocação ficou com a UBTech Robotics, de Shenzhen, com cerca de mil robôs enviados no ano.

Outras empresas chinesas, como Leju Robotics, Engine AI e Fourier Intelligence, completaram as posições seguintes do ranking. Juntas, elas reforçam a vantagem competitiva do país em escala produtiva e velocidade de comercialização. De acordo com a Omdia, as remessas globais cresceram quase 480% em 2025, e a projeção é que o volume alcance 2,6 milhões de unidades até 2035.

“Os fornecedores chineses estão estabelecendo novos padrões na produção em larga escala, tendo atingido a marca de milhares de unidades enviadas em um curto período, o que possibilita a implantação de dezenas de milhares de robôs anualmente”

– Lian Jye Su, analista da Omdia

Por que os EUA ficaram tão atrás?

Optimus é o robô desenvolvido pela empresa norte-americana Tesla (Imagem: Divulgação/Tesla)

Enquanto a China avançou rapidamente, empresas americanas tiveram desempenho modesto. A Tesla, por exemplo, enviou apenas 150 unidades de humanoides, cerca de 1% do mercado global. Figure AI e Agility Robotics também ficaram na casa das 150 unidades cada.

Analistas apontam que a diferença está ligada a uma combinação de políticas públicas favoráveis, investimentos estatais e privados e uma infraestrutura industrial já preparada para escalar a produção. A chamada “inteligência incorporada”, ramo da IA aplicada a corpos físicos, foi classificada pelo governo chinês como setor estratégico, o que impulsionou ainda mais o desenvolvimento local.

Além disso, o preço pesa a favor dos fabricantes chineses. A Unitree oferece modelos básicos por cerca de US$ 6 mil (R$ 32 mil), enquanto a AgiBot comercializa versões simplificadas por aproximadamente US$ 14 mil (cerca de R$ 76 mil). Em comparação, Elon Musk já estimou que o Optimus, da Tesla, deve custar entre US$ 20 mil e US$ 30 mil (R$ 108 mil e R$ 162 mil), ainda sem produção em larga escala.

Apesar da liderança chinesa, o mercado segue em fase inicial. A própria Omdia destaca que, embora o crescimento seja acelerado, os volumes atuais ainda são pequenos — o que reforça o potencial de expansão nas próximas décadas.

Vendas de robôs humanoides saltam 480%, com liderança absoluta da China

Vendas de robôs humanoides saltam 480%, com liderança absoluta da China
Fonte: Tecnoblog

Ex-funcionários da Samsung são indiciados por vazar segredos industriais

Ex-funcionários da Samsung são indiciados por vazar segredos industriais

Dez pessoas foram indiciadas por vazar segredos da memória DRAM (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Ex-funcionários da Samsung foram indiciados na Coreia do Sul por vazarem segredos industriais de memória DRAM de 10 nm para a China.
A investigação afirma que a tecnologia da empresa chinesa CXMT foi baseada em conhecimento indevidamente apropriado da Samsung.
O caso ocorre no momento em que o mercado de memórias enfrenta alta de preços devido à escassez de chips.

Um grupo de dez ex-executivos e funcionários da Samsung foi indiciado na Coreia do Sul por vazar segredos industriais sobre memória DRAM de 10 nanômetros (nm) para a China. As informações teriam sido usadas no desenvolvimento da primeira DRAM produzida internamente no país asiático, em 2023.

Segundo o portal sul-coreano The Elec, a investigação aponta que a tecnologia utilizada pela chinesa Changxin Memory Technologies (CXMT) foi baseada em conhecimento apropriado indevidamente da Samsung Electronics. A CXMT é hoje a única fabricante chinesa de DRAM em larga escala.

Entenda o caso

Ex-funcionários da Samsung teriam vazado informações (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Procuradoria do Distrito Central de Seul anunciou ontem (23/12) a prisão de um executivo da CXMT, ex-funcionário da Samsung, acusado de liderar o desenvolvimento da tecnologia de DRAM de 10 nm na empresa chinesa. Outros quatro funcionários da CXMT também foram presos. Além deles, cinco gerentes de desenvolvimento foram indiciados, mas responderão ao processo em liberdade.

As acusações envolvem violação da Lei de Proteção da Tecnologia Industrial, legislação sul-coreana voltada à defesa de segredos estratégicos do setor produtivo. De acordo com os promotores, os crimes teriam causado prejuízos que podem chegar a “dezenas de trilhões de won” à indústria de semicondutores da Coreia do Sul.

A investigação afirma que a CXMT recebeu US$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 9,3 bilhões) em investimentos do governo chinês e, paralelamente, recrutou engenheiros e executivos-chave da Samsung. Esses profissionais teriam transferido conhecimento técnico sensível ao novo empregador.

Em um dos casos citados pela promotoria, um ex-pesquisador da Samsung, que ingressou na CXMT em 2016, teria compartilhado centenas de documentos manuscritos descrevendo, em detalhes, o funcionamento da tecnologia de memória DRAM.

Memória RAM em alta

Memórias RAM estão mais caras (foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

O caso ocorre no momento em que o mercado de memórias enfrenta um salto de valor pelo uso em inteligência artificial. O vice-presidente sênior da Samsung no Brasil, Gustavo Assunção, revelou ao Tecnoblog que os eletrônicos devem ficar 20% mais caros no Brasil a partir do primeiro trimestre de 2026. 

O motivo é a escassez de chips de memória no mundo. Segundo o executivo da Samsung, o custo da memória RAM no planeta vem crescendo desde setembro. Em 2026, deve bater “dois dígitos generosos”.

De acordo com o CEO da Micron, Sanjay Mehrotra, esse movimento teria começado com a construção acelerada de data centers de IA: as fabricantes teriam revisado as previsões de demanda, já que a produção não consegue acompanhar o ritmo.

A alta, vale lembrar, também fez a própria Micron retirar do mercado a marca Crucial.
Ex-funcionários da Samsung são indiciados por vazar segredos industriais

Ex-funcionários da Samsung são indiciados por vazar segredos industriais
Fonte: Tecnoblog

Golpistas usam IA para conseguir reembolso de lojas online

Golpistas usam IA para conseguir reembolso de lojas online

Inteligência artificial está sendo usada para aplicar golpes por meio do e-commerce (ilustração: reprodução/Max Pixel)

Resumo

Golpistas usam IA para criar imagens e vídeos falsos para fraudar reembolsos em plataformas de comércio online chinesas.
A AppZen identificou que 14% dos documentos fraudulentos em setembro de 2025 indicavam uso de IA, enquanto a Ramp bloqueou mais de US$ 1 milhão em notas suspeitas nos últimos 90 dias.
O uso de IA para adulterar imagens em pedidos de reembolso cresceu mais de 15% desde o início de 2025, segundo a Forter.

A disseminação de ferramentas de inteligência artificial capazes de gerar imagens e vídeos realistas começa a produzir efeitos colaterais claros no comércio eletrônico. Plataformas que dependem de provas visuais para validar pedidos de reembolso enfrentam um novo tipo de fraude: comprovantes fabricados digitalmente para simular produtos danificados ou defeituosos.

Anteriormente, tomamos ciência de que trabalhadores nos Estados Unidos estavam usando IA enviar notas e comprovantes falsos. Segundo a AppZen, cerca de 14% dos documentos fraudulentos analisados em setembro de 2025 tinham indícios de uso de IA, um salto expressivo em relação ao ano anterior. A fintech Ramp afirma ter bloqueado mais de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,6 milhões) em notas suspeitas apenas nos últimos 90 dias.

Como a IA está sendo usada para fraudar reembolsos

Já na China, relatos recentes indicam que consumidores passaram a enviar imagens e vídeos gerados ou alterados por IA para justificar pedidos de devolução. Em plataformas como RedNote e Douyin, vendedores e atendentes publicaram exemplos de supostos danos impossíveis de ocorrer na prática, como xícaras de cerâmica “rasgadas” em camadas ou etiquetas de envio com caracteres sem sentido.

Um dos casos que mais repercutiu envolveu a venda de caranguejos vivos. A comerciante Gao Jing recebeu vídeos que mostravam animais supostamente mortos na entrega, mas notou inconsistências. “Minha família cria caranguejos há mais de 30 anos. Nunca vimos um caranguejo morto com as pernas apontadas para cima”, disse a vendedora, em um vídeo que postou no Douyin. A fraude foi confirmada pelas autoridades, e o comprador acabou detido por oito dias.

Golpistas tentam aplicar golpe em comerciante de caranguejos (Imagem: reprodução/Douyin)

Quais são os riscos para consumidores e plataformas?

O problema não se limita à China. A empresa americana Forter estima que o uso de imagens adulteradas por IA em pedidos de reembolso cresceu mais de 15% desde o início do ano. “Essa tendência começou em meados de 2024, mas acelerou no último ano, à medida que as ferramentas de geração de imagens se tornaram amplamente acessíveis e fáceis de usar”, disse Michael Reitblat, CEO e cofundador da empresa.

Segundo ele, nem é necessário que a fraude seja perfeita. Equipes de atendimento e revisão muitas vezes não têm tempo para analisar cada imagem em detalhe. Em alguns casos, grupos organizados chegaram a enviar mais de US$ 1 milhão (R$ 5,6 milhões) em pedidos fraudulentos em janelas curtas de tempo, usando IPs rotativos para dificultar a identificação.

Como resposta, alguns vendedores passaram a usar inteligência artificial para analisar imagens suspeitas. Ainda assim, as soluções são limitadas, e as plataformas nem sempre aceitam essas análises como prova. O risco, alertam especialistas, é que o endurecimento das políticas de devolução acabe prejudicando consumidores legítimos.
Golpistas usam IA para conseguir reembolso de lojas online

Golpistas usam IA para conseguir reembolso de lojas online
Fonte: Tecnoblog

iRobot: fabricante do Roomba entra com pedido de falência

iRobot: fabricante do Roomba entra com pedido de falência

Roomba, robô aspirador da iRobot, foi lançado em 2002 (imagem: divulgação)

Resumo

A iRobot entrou com pedido de falência e negocia venda para a fabricante chinesa Picea Robotics.
A criadora do robô aspirador Roomba enfrenta dificuldades financeiras devido a tarifas comerciais dos EUA e concorrência de marcas chinesas.
A companhia afirma que clientes não serão afetados.

A iRobot, criadora do famoso e pioneiro robô aspirador Roomba, entrou com um pedido de proteção à falência nesse domingo (14/12). A companhia norte-americana comunicou que pretende ser adquirida pela empresa chinesa Picea Robotics, atual fabricante terceirizada dos robôs. O acordo prevê a continuidade das operações sem interrupções para usuários e parceiros comerciais.

Fundada em 1990 por pesquisadores do MIT, a iRobot revolucionou o setor com o lançamento do Roomba, em 2002. Ele não foi exatamente o primeiro robô aspirador a ser lançado, mas foi o primeiro a ter sucesso comercial, tornando-se referência no mercado.

Apesar de ainda comandar 42% do mercado norte-americano e 65% no Japão, a iRobot enfrentou uma queda íngreme de receita nos últimos anos devido à concorrência de outras marcas, como a Roborock e a Ecovacs.

Por que a iRobot chegou à falência?

Segundo a Reuters, o principal golpe para a empresa veio das tarifas comerciais dos EUA: o governo estabeleceu uma cobrança de 46% sobre produtos importados do Vietnã, onde a iRobot fabricava a maior parte dos Roombas para o mercado doméstico. As taxas elevaram os custos em US$ 23 milhões apenas em 2025.

Essa medida, em paralelo à concorrência acirrada das fabricantes chinesas, forçou cortes de preços e investimentos caros em tecnologia, o que teria afetado diretamente os lucros.

Vale lembrar que, em 2022, a Amazon anunciou a aquisição da empresa por US$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 9,1 bilhões, na conversão atual). Porém, o acordo não foi concluído devido a investigações antitruste da União Europeia, deixando a iRobot com uma dívida de US$ 190 milhões (R$ 1 bilhão) de um empréstimo emergencial feito para manter as operações durante o impasse.

Picea Robotics deve assumir a iRobot

iRobot se tornou referência com os modelos Roomba (imagem: divulgação)

Sem caixa, a empresa atrasou pagamentos à Picea Robotics, sua principal fabricante na China. A relação estratégica foi iniciada em 2023 para desenvolver novos modelos mais competitivos.

A Picea, porém, se tornou credora majoritária ao adquirir a dívida da iRobot, deixando de ser apenas fornecedora. Como lembra a Reuters, isso fez com que a fabricante chinesa transformasse crédito em capital, assumindo 100% do controle acionário e apagando os US$ 264 milhões em dívidas (US$ 190 milhões do empréstimo e US$ 74 milhões de contas não pagas).

O que muda para os usuários do Roomba?

Segundo a empresa, nada. A iRobot garante que aplicativos, suporte técnico e programas de clientes permanecerão inalterados para seus usuários, pelo menos por enquanto. Os 274 funcionários atuais e cadeias de suprimentos globais também não sofrerão alterações imediatas.

A Picea Robotics não detalhou planos para futuros desenvolvimentos de produtos.
iRobot: fabricante do Roomba entra com pedido de falência

iRobot: fabricante do Roomba entra com pedido de falência
Fonte: Tecnoblog

Navegador promete privacidade, mas age como espião a serviço de criminosos

Navegador promete privacidade, mas age como espião a serviço de criminosos

Universe Browser tem conexões suspeitas e instala programas silenciosamente (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Pesquisadores apontam que o navegador Universe Browser envia dados e comandos a servidores na China, Hong Kong e Taiwan.

O navegador instala extensões e programas ocultos, monitorando atividades do usuário.

Segundo a Infoblox, também há ligação do browser com o grupo Vault Viper, envolvido em crimes cibernéticos e exploração de trabalhadores.

Pesquisadores de cibersegurança descobriram que o navegador Universe Browser direciona o tráfego de internet para servidores na China, instala programas sem conhecimento do usuário, monitora o teclado e altera as conexões do dispositivo. Ironicamente, o programa se apresenta como capaz de “evitar vazamentos de privacidade” e manter os usuários “longe do perigo”.

Os achados são da empresa de segurança de redes Infoblox, que trabalhou com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC, na sigla em inglês) nessa tarefa. A investigação também encontrou ligações com uma rede de crimes cibernéticos do Sudeste Asiático, que envolve lavagem de dinheiro, jogos de azar ilegais, tráfico humano e trabalhos forçados.

O que o Universe Browser faz no seu computador?

O navegador tem versões para Windows e Android, distribuídas por download direto, além de estar disponível para iOS na App Store da Apple.

Usando engenharia reversa na versão do Universe Browser para Windows, os pesquisadores encontraram diversas ferramentas similares às presentes em malware, além de técnicas para fugir da detecção de antivírus.

Universe Browser imita o Chrome, mas bloqueia vários recursos (imagem: reprodução/Infoblox)

Um desses comportamentos é obter imediatamente a localização do usuário, idioma usado e se o programa está rodando em uma máquina virtual. Depois disso, ele espera algum tempo antes de se conectar a endereços de IP na China, em Hong Kong e em Taiwan. Esses endereços são ligados ao grupo criminoso por trás do navegador, conhecido como Vault Viper.

O browser imita o Google Chrome, mas ferramentas de desenvolvedor e configurações ficam inacessíveis para o usuário — nem mesmo o clique com o botão direito do mouse funciona.

O Universe Browser também instala vários programas persistentes que rodam silenciosamente em segundo plano. Além disso, duas extensões acompanham o pacote. Uma serve para enviar prints para um domínio ligado aos criminosos. A outra, de acordo com a análise da Infoblox, serve para detectar se o usuário está navegando em algum site de jogos de azar ligado ao Vault Viper.

O que os criminosos pretendem com o navegador?

A Infoblox observou que o Universe Browser é anunciado em sites ligados a uma mesma empresa desenvolvedora de jogos para cassinos online, que estaria ligada ao grupo Vault Viper.

Navegador busca atrair jogadores (imagem: reprodução/Infoblox)

O atrativo usado é a capacidade de driblar restrições impostas por países asiáticos a jogos de azar pela internet. “Cada site de cassino operado [pelo grupo] tem um link e uma propaganda [para o Universe Browser]”, diz Maël Le Touz, da Infoblox, em entrevista à Wired.

Os pesquisadores acreditam que esses sejam os alvos dos agentes maliciosos. “Este navegador poderia servir como uma ferramenta perfeita para identificar jogadores ricos e obter acesso a suas máquinas”, diz o relatório da companhia.

Ao longo dos últimos anos, o Vault Viper também esteve relacionado com grupos criminosos que recrutaram centenas de milhares de pessoas de mais de 60 países, forçando-as a trabalhar em “fábricas de golpes” no Sudeste Asiático, em países como Mianmar, Laos e Camboja. Parte desses golpes consiste justamente em atrair interessados em jogos de azar para extorquir dinheiro deles.
Navegador promete privacidade, mas age como espião a serviço de criminosos

Navegador promete privacidade, mas age como espião a serviço de criminosos
Fonte: Tecnoblog

Robot Phone: Honor revela celular com braço mecânico que se move sozinho

Robot Phone: Honor revela celular com braço mecânico que se move sozinho

Robot Phone tem braço mecânico autônomo (imagem: reprodução/Honor)

Resumo

A Honor revelou o conceito do Robot Phone, celular com câmera robótica e um braço mecânico autônomo, que se movimenta com ajuda de IA.
Mais detalhes devem ser divulgados no MWC 2026, em fevereiro, mas ainda não há data de lançamento.
A fabricante chinesa tem investido no “Plano Alpha”, voltado a dispositivos inteligentes com IA e funções quase autônomas.

A Honor surpreendeu ao apresentar, logo após o lançamento dos novos celulares Magic 8 na China, um conceito do que chamou de “Robot Phone”. O smartphone tem uma câmera robótica que se move com o auxílio de um pequeno braço mecânico, abrindo espaço para novas interações entre o usuário e o dispositivo.

A fabricante chinesa apenas divulgou, ontem (15/10), um vídeo conceitual do aparelho, sem mostrar um protótipo real. Mais informações sobre o projeto devem ser reveladas durante o Mobile World Congress (MWC), que ocorre em fevereiro de 2026 em Barcelona, na Espanha. Por enquanto, o celular não tem data oficial de lançamento.

Como funciona o Robot Phone?

No vídeo divulgado pela marca, o “telefone robô” aparece com um design mais espesso que o de smartphones convencionais e um módulo de câmera dividido em duas partes. Dali, um braço retrátil se estende e movimenta o sensor principal, permitindo capturar de forma automática imagens em diferentes ângulos, inclusive selfies.

Celular permite guardar todo o braço robótico (imagem: reprodução/Honor)

O mecanismo lembra o de câmeras retráteis já vistas em modelos anteriores, como o Asus Zenfone 6, lançado em 2019. Mas a proposta da Honor vai além: o braço do Robot Phone é capaz de se mover de forma autônoma, enquadrar cenas e ajustar a posição de gravação de acordo com o contexto.

Segundo o vídeo conceitual, o sistema usa inteligência artificial para agir de forma “emocional”, respondendo a estímulos e interagindo de maneira mais natural com o usuário. Em comunicado, a Honor afirma que o aparelho “vislumbra o futuro do telefone como mais do que apenas uma ferramenta”.

Honor aposta em IA e dispositivos inteligentes

Robot Phone aposta em recursos de enquadramento de câmera (imagem: reprodução/Honor)

A apresentação do Robot Phone faz parte do plano de transformação da Honor em uma empresa focada em dispositivos inteligentes baseados em IA. A fabricante anunciou recentemente o investimento de US$ 10 bilhões nos próximos cinco anos para acelerar essa mudança.

Hoje, a fabricante já oferece ferramentas de inteligência artificial em seus smartphones, como recursos para encontrar ofertas personalizadas em sites de e-commerce chineses, solicitar táxis automaticamente e receber dicas de enquadramento de câmera em tempo real.

Essas iniciativas fazem parte do chamado “Plano Alpha”, visão corporativa que busca aproximar a tecnologia da interação humana. Com o Robot Phone, a Honor pretende transformar o smartphone em um assistente que aprende, responde e interage de forma quase autônoma.

Com informações do The Verge e da CNBC
Robot Phone: Honor revela celular com braço mecânico que se move sozinho

Robot Phone: Honor revela celular com braço mecânico que se move sozinho
Fonte: Tecnoblog

Na China, banheiros públicos mostram anúncios para liberar papel higiênico

Na China, banheiros públicos mostram anúncios para liberar papel higiênico

Tecnologia foi adotada para reduzir desperdício (imagem: reprodução/China Insider)

Resumo

Banheiros públicos na China adotaram dispensadores inteligentes que exibem anúncios ou exigem pagamento digital para liberar papel higiênico.
Medida faz parte da “revolução dos banheiros”, medida do governo que busca modernizar instalações e reduzir desperdício de papel.
Programa do governo foi uma resposta direta ao aumento do turismo doméstico no país.

Uma nova geração de dispensadores “inteligentes” de papel higiênico está chamando a atenção em banheiros públicos na China. A novidade exige que os usuários assistam a anúncios em vídeo ou efetuem um pagamento digital antes de liberar o insumo, tão importante em momentos de necessidade.

A medida, adotada para controlar o desperdício e modernizar as instalações sanitárias do país, ganhou espaço na mídia estrangeira após um vídeo que circula nas redes sociais mostrar o inusitado sistema.

Como funciona o processo?

Os usuários precisam escanear um QR code com o celular para ativar as máquinas. Após a leitura do código, o cidadão é obrigado a visualizar um breve anúncio publicitário ou a pagar uma taxa de 0,5 yuan (aproximadamente R$ 0,40) para obter uma única folha de papel.

Segundo autoridades chinesas, o sistema foi implementado porque algumas pessoas pegavam quantidades excessivas de papel higiênico quando ainda era oferecido gratuitamente.

A ideia gerou debate. Críticos apontam para uma falha logística fundamental: um indivíduo sem um smartphone, com a bateria do aparelho descarregada ou sem acesso a métodos de pagamento digital ficaria incapacitado de obter papel higiênico, por exemplo.

O portal China Insider divulgou um vídeo que mostra como o sistema funciona na prática:

Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por China Insider (@chinainsider)

China aposta em “revolução dos banheiros”

Este sistema, no entanto, não é uma novidade isolada, mas sim uma evolução de outras medidas tecnológicas aplicadas ao longo de quase uma década. A iniciativa faz parte de um programa apelidado de “revolução dos banheiros”, lançado pelo governo para melhorar a qualidade e a gestão das instalações sanitárias em todo o país, especialmente em pontos turísticos.

Em 2017, o portal CBC noticiou a instalação dos primeiros dispensadores de alta tecnologia no Templo do Céu, um ponto turístico de 600 anos em Pequim, com uso de reconhecimento facial. Para combater o furto de rolos inteiros de papel, as máquinas escaneavam o rosto do usuário e liberavam uma tira padronizada de 60 centímetros. O mesmo indivíduo só poderia fazer uma nova retirada após um intervalo de nove minutos.

Dois anos depois, em 2019, o sistema foi atualizado para ampliar o tempo de espera entre as retiradas para dez minutos por pessoa, numa tentativa de refinar o controle sobre o consumo. A transição para o modelo atual, baseado em anúncios e micropagamentos, substitui a biometria pela interação com o smartphone do usuário.

Dispensador “inteligente” instalado em um banheiro público chinês (imagem: reprodução/Reddit)

A “revolução dos banheiros” foi uma resposta direta ao aumento do turismo doméstico na China e à crescente demanda do público por instalações de melhor qualidade. Historicamente, muitos banheiros públicos em locais turísticos eram conhecidos por suas condições precárias.

Além do controle sobre o uso do papel, a tal modernização inclui outras medidas, como a substituição gradual de vasos sanitários de cócoras por modelos de estilo ocidental. Há ainda o teste com novas instalações. Em Xangai, por exemplo, foi inaugurado um banheiro público de gênero neutro para otimizar o fluxo e reduzir filas.

Com informações de Oddity Central, CBC, Reddit e China Insider
Na China, banheiros públicos mostram anúncios para liberar papel higiênico

Na China, banheiros públicos mostram anúncios para liberar papel higiênico
Fonte: Tecnoblog

Xiaomi 15T Pro é homologado pela Anatel antes do lançamento

Xiaomi 15T Pro é homologado pela Anatel antes do lançamento

Supostas imagens do Xiaomi 15T Pro (fotos: reprodução/Gizmochina)

Resumo

Xiaomi 15T Pro será anunciado oficialmente em 24/09 e já passou por homologação na Anatel;
Modelo deverá ter 5G, Wi-Fi 7, NFC e bateria de até 5.500 mAh;
Rumores citam ainda chip Dimensity 9400+, tela AMOLED de 6,83” e câmeras de até 50 MP.

O Xiaomi 15T Pro vai ser anunciado oficialmente em 24 de setembro, de acordo com a própria marca. A novidade deve chegar primeiro a regiões como China e Europa, mas pode não demorar para desembarcar no Brasil. Isso porque o smartphone acaba de passar por homologação na Anatel.

Sempre é válido destacar que a homologação na Anatel é uma etapa necessária para um celular ser comercializado no Brasil, pois o processo atesta que dispositivos com recursos de telecomunicações atendem aos requisitos técnicos e de segurança do país.

A documentação na Anatel identifica o modelo em questão com o código interno “2506BPN68G” e descreve o nome comercial do produto como “Xiaomi 15T Pro 5G”.

Além de 5G, como descreve o nome, a documentação deixa claro que o Xiaomi 15T Pro a ser vendido no Brasil terá Wi-Fi 7 e NFC no quesito conectividade. Já a bateria consiste no modelo BP5H, com capacidade entre 5.000 e 5.500 mAh. Contudo, esse componente ainda não foi certificado pela Anatel.

Os documentos também indicam que o aparelho não terá fabricação nacional. Em vez disso, o Xiaomi 15T Pro será importado da China.

Certificado do Xiaomi 15T Pro na Anatel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quais os demais recursos do Xiaomi 15T Pro?

As especificações do Xiaomi 15T Pro ainda não foram reveladas, mas os rumores indicam que o modelo terá recursos como 256 GB de armazenamento interno (entre outras possíveis capacidades) e 12 GB de memória RAM.

Fala-se também que o aparelho será equipado com o chip MediaTek Dimensity 9400+ e tela AMOLED de 6,83 polegadas. O sistema operacional deverá ser o Android 16 com interface HyperOS 3.

Sobre as câmeras, os burburinhos falam em três na traseira: principal OmniVision OVX9100 de 50 megapixels, teleobjetiva Samsung JN5 também de 50 megapixels, e ultrawide de 13 megapixels.

Além do Xiaomi 15T Pro, a marca deve anunciar o Xiaomi 15T “normal” no próximo dia 24, este com chip MediaTek Dimensity 8400+, segundo os rumores.
Xiaomi 15T Pro é homologado pela Anatel antes do lançamento

Xiaomi 15T Pro é homologado pela Anatel antes do lançamento
Fonte: Tecnoblog

EUA sancionam rede de TI da Coreia do Norte infiltrada em empresas globais

EUA sancionam rede de TI da Coreia do Norte infiltrada em empresas globais

Profissionais de TI norte-coreanos se infiltram em empresas globais, diz investigação (imagem: stephan/Flickr)

Resumo

O Departamento do Tesouro dos EUA sancionou indivíduos e empresas ligados a uma rede de TI da Coreia do Norte usada para financiar armas de destruição em massa.
O esquema envolve o russo Vitaliy Andreyev, o diplomata Kim Ung Sun e empresas de fachada, que movimentaram mais de US$ 1 milhão desde 2021.
As sanções bloqueiam bens nos EUA e proíbem transações, buscando isolar a rede e cortar recursos dos programas militares norte-coreanos.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos aplicou sanções a pessoas e empresas ligadas a uma rede que emprega profissionais de TI da Coreia do Norte. Segundo autoridades americanas, o esquema gera receita ilícita e financia diretamente programas de armas de destruição em massa de Pyongyang, representando um risco à segurança cibernética.

O governo americano afirma que a Coreia do Norte envia milhares de profissionais de TI para China e Rússia com documentos falsos para conseguir contratos de trabalho remoto. De lá, esses trabalhadores atuam em empresas de diversos setores, inclusive tecnologia e finanças nos EUA, segundo o comunicado oficial publicado nessa quarta-feira (27/08).

Como funcionava o esquema?

A ação começou com sanções anteriores contra a Chinyong Information Technology Cooperation Company, ligada ao Ministério da Defesa da Coreia do Norte. O alvo da vez são os possíveis facilitadores de uma rede ligada à entidade: o cidadão russo Vitaliy Sergeyevich Andreyev, o diplomata norte-coreano Kim Ung Sun e as empresas Shenyang Geumpungri Network Technology e Korea Sinjin Trading Corporation.

Segundo o Departamento do Tesouro, Andreyev era um facilitador de pagamentos para a Chinyong. Desde pelo menos dezembro de 2024, ele teria colaborado com Kim Ung Sun para converter criptomoedas em moeda fiduciária, totalizando transferências de quase US$ 600 mil (mais de R$ 3,2 milhões).

Atuando como funcionário consular econômico da Coreia do Norte na Rússia, Sun teria utilizado sua posição para coordenar o fluxo financeiro em benefício do regime norte-coreano.

Criptomoedas foram principal meio utilizado pela rede para movimentar fundos ilícitos (imagem: Jorge Franganillo/Flickr)

A Shenyang, sediada na China, foi identificada como uma empresa de fachada para a Chinyong. Composta por trabalhadores de TI norte-coreanos, a empresa gerou mais de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,4 milhões) em lucros desde 2021, destinados à própria Chinyong e à Korea Sinjin Trading Corporation, companhia subordinada ao Gabinete Político Geral do Ministério das Forças Armadas Populares da Coreia do Norte.

A empresa teria recebido instruções do governo sobre a alocação de profissionais de TI no exterior e se beneficiado dos seus rendimentos.

Com as sanções, todos os bens e interesses das pessoas e entidades designadas que estejam nos EUA, ou sob o controle de cidadãos americanos, estão bloqueados. Além disso, quaisquer transações por parte de cidadãos americanos que envolvam os sancionados estão proibidas.

O Tesouro norte-americano também advertiu que instituições financeiras estrangeiras que realizem ou facilitem transações em nome dos citados podem sofrer sanções secundárias. Esta medida visa isolar a rede em todo o mundo, ampliando o alcance das represálias.

Trilha das criptomoedas

A empresa de análise de blockchain Chainalysis forneceu detalhes sobre como funcionava o mecanismo de lavagem de dinheiro. A investigação da empresa revelou que um endereço de Bitcoin associado a Andreyev era, na verdade, um endereço de depósito em uma corretora de criptomoedas tradicional.

Esse endereço foi utilizado para receber fundos das atividades dos trabalhadores de TI, que eram movimentados por uma complexa rede de serviços, incluindo protocolos de finanças descentralizadas (DeFi), pontes entre blockchains e mixers de criptomoedas — ferramentas utilizadas para ofuscar a origem e o destino das transações. Segundo a Chainalysis, o uso desses métodos demonstra a sofisticação da rede.

Esquema mostra rede complexa de empresas de fachada e transações em criptomoeda (imagem: reprodução/Chainalysis)

A ação foi coordenada em uma aliança internacional: o Departamento de Estado dos EUA e os Ministérios das Relações Exteriores do Japão e da República da Coreia emitiram uma declaração conjunta alertando sobre as ameaças representadas pelos trabalhadores de TI norte-coreanos.

As autoridades destacaram que o objetivo das sanções não é punitivo. O foco é promover uma mudança de comportamento, cortando as fontes de receita que permitem à Coreia do Norte avançar com seus programas militares, que estariam violando as resoluções do Conselho de Segurança das ONU.

Com informações do BleepingComputer e Hacker News
EUA sancionam rede de TI da Coreia do Norte infiltrada em empresas globais

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Fonte: Tecnoblog