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Fim de uma era: Cook se despede e John Ternus assume o comando da Apple

Fim de uma era: Cook se despede e John Ternus assume o comando da Apple

John Ternus, novo CEO da Apple, tem 25 anos de carreira dentro da empresa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

John Ternus assume a posição de CEO após 25 anos de empresa.
Tim Cook se despediu com uma carta aos funcionários da empresa.
Cook deixa um legado de valorização da companhia, assim como aumento da receita anual.

Tim Cook não é mais CEO da Apple. O executivo deixa a posição que ocupou por mais de 15 anos para dar lugar a John Ternus nesta terça-feira (1º/09). Em sua despedida, Cook enviou uma carta para os funcionários da Maçã destacando a importância de todos para seu sucesso à frente da empresa. Agora, o ex-CEO assume outra função na Apple: a de presidente executivo do conselho de administração.

John Ternus assume o cargo após 25 anos de bagagem, atuando como designer de produto e vice-presidente de engenharia de hardware da Apple. Ao longo desse período, consolidou-se como um dos principais nomes no desenvolvimento de novos dispositivos.

Ao comunicar a mudança no comando em abril, a Apple destacou a participação direta de Ternus no lançamento de produtos como iPad e AirPods, além das muitas gerações de iPhone, Mac e Apple Watch.

Cook se despediu em carta para os funcionários

Tim Cook agradeceu aos funcionários pelos anos à frente da Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Tim Cook esteve à frente da Maçã durante um período bastante próspero para a empresa. Sob seu comando, a Apple viu seu valor de mercado saltar de US$ 350 bilhões (R$ 1,8 trilhões) para US$ 4 trilhões (R$ 20,7 trilhões).

Seguindo o legado de Jobs, o ex-CEO conduziu mudanças importantes em produtos que já se destacavam no mercado. O iPhone, por exemplo, passou por mudanças importantes de design a partir de 2017. Da mesma forma, os MacBooks ganharam destaque no desempenho com os chips proprietários Apple Silicon, em 2020.

Na despedida, Tim Cook enviou uma carta aos funcionários. Ele apontou que “nunca esteve com um time tão extraordinário” em toda sua vida e agradeceu as demonstrações de carinho que tem recebido. Segundo Cook, a Apple foi capaz de “deixar uma marca no universo” durante o período, como dizia Steve Jobs.

Sua saída já era especulada desde 2025, com Ternus aparecendo como principal candidato para a sucessão.

Quem é John Ternus, novo CEO da Apple

John Ternus substituiu Tim Cook no comando da Apple (imagem: divulgação/Apple)

Desde 2021, John Ternus ocupava a cadeira de vice-presidente sênior de engenharia de hardware. Na posição, ele se destacou na introdução do MacBook Neo, lançado este ano, assim como em mudanças apresentadas na geração atual do iPhone 17 como design e autonomia de bateria.

Ternus também teve papel de liderança nas melhorias dos AirPods atuais, que funcionam tanto como fones de ouvido quanto como aparelhos auditivos com certificação do FDA, órgão análogo à Anatel nos Estados Unidos.

Agora, ele tem como primeiro grande passo a apresentação da nova geração do iPhone, que acontece no próximo dia 9 de setembro. Entre as novidades aguardadas estão o primeiro celular dobrável da Apple e iPhone 18 Pro, assim como possíveis AirPods com câmera embutida.

No primeiro semestre de 2027, a Maçã pode apresentar um iPhone comemorativo de 20 anos. O executivo assume em meio à atual crise de memórias RAM, que já afetou o preço de alguns produtos da marca e deve encarecer os próximos celulares.
Fim de uma era: Cook se despede e John Ternus assume o comando da Apple

Fim de uma era: Cook se despede e John Ternus assume o comando da Apple
Fonte: Tecnoblog

CEO da Xbox mira PlayStation e revela planos para futuro do videogame

CEO da Xbox mira PlayStation e revela planos para futuro do videogame

Xbox quer fortalecer consoles, franquias e expandir número de jogadores diários: meio bilhão até 2030 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A CEO da Xbox, Asha Sharma, enviou um comunicado interno aos funcionários, destacando os planos para o futuro da empresa, incluindo alcançar 500 milhões de jogadores diários em 2030, atualmente com 100 milhões.
A empresa planeja fortalecer os consoles Xbox, globalizar suas franquias e reforçar o Minecraft como uma plataforma para criadores, com expectativa de crescimento ao final do ano fiscal de 2027.
A estratégia visa competir com a PlayStation, fortalecendo jogos exclusivos e consoles, após um período de foco em cloud gaming e jogabilidade em múltiplas telas.

A Xbox passa por uma reformulação interna, mas já tem planos para voltar a crescer nos próximos meses. A CEO da empresa, Asha Sharma, enviou um comunicado aos funcionários da empresa nesta quinta-feira (30/07) falando sobre a situação atual do braço gamer da Microsoft. A mensagem vem após as demissões em massa no início do mês como uma forma de tranquilizar os diferentes times.

Segundo Sharma, a expectativa é de alcançar os 500 milhões de players diários ao redor do mundo em 2030 – atualmente, esse número é de 100 milhões. Mas o volume de jogadores só deve voltar a subir ao final do ano fiscal de 2027. Para o período, a CEO espera fortalecer os consoles Xbox, globalizar suas franquias e reforçar o Minecraft enquanto uma plataforma para criadores.

Os planos de Sharma foram divulgados pelo site The Verge, que teve acesso ao documento interno. Vale lembrar que, no início de julho, 3,2 mil demissões foram anunciadas, movimentando a divisão de games da Microsoft, incluindo estúdios tradicionais como Bethesda e Activision Blizzard, além de tirar nomes como Compulsion Games e Ninja Theory do guarda-chuva da marca.

Xbox mira competição com PlayStation

Asha Sharma explica planos para os próximos anos da Xbox (imagem: divulgação)

A partir do comunicado interno de Sharma, é possível inferir que a perspectiva da Xbox é voltar a bater de frente com a PlayStation, sua principal rival no mercado de games. Se antes a estratégia da empresa era investir em cloud gaming e jogabilidade em “qualquer” tela, agora há um direcionamento para fortalecer seus consoles e jogos exclusivos.

Essas duas áreas do mercado têm sido dominadas pela Sony nos últimos anos: são quase três vezes mais unidades de PS5 vendidas no total em relação aos Xbox Series X e Xbox Series S. Além disso, a PlayStation aposta bastante em exclusivos, enquanto a Microsoft explorou a distribuição de suas franquias em mais plataformas – alguns deles rodando no PS5, inclusive.

A estratégia não parece estar dando muito certo para a Microsoft: segundo o site The Times of India, a última margem de lucro contábil divulgada pela Xbox é de 3%, enquanto a PlayStation aponta 9,9%, enquanto a Nintendo, outra gigante do ramo que aposta bastante em consoles e games exclusivos, tem 16%. A ideia de Sharma é alcançar números semelhantes no próximo ano fiscal.

In FY26, over 200 million new players came to XBOX and our games, but our business did not grow with our audience. We need to close that gap by investing in what players value. That will take time, but we expect to return to growth by the end of FY27.— ASHA (@asha_shar) July 29, 2026

Estratégia passa por fortalecer franquias

As demissões em massa anunciadas no início de julho deixaram alguns estúdios tradicionais comprados pela Xbox preocupados com os próximos passos. Atualmente, franquias como Call of Duty, Diablo e Fallout fazem parte desse guarda-chuva, além de clássicos arcade como Minecraft e Candy Crush.

A ideia é fortalecer esses títulos para expandir o número de jogadores nos próximos anos. Sharma afirma que três dessas franquias representam lucros de US$ 1 bilhão (R$ 5,08 bi) por ano cada, mas não especificou quais, exatamente. A projeção de crescimento passa ainda por expandir essas marcas para além dos games, com produções audiovisuais, parcerias comerciais e produtos licenciados, por exemplo.

Minecraft é uma das franquias que a Xbox pretende fortalecer nos próximos anos (Imagem: Divulgação/Mojang/Xbox Game Studios)

Meio milhão de usuários ativos por dia em 2030

Desde que assumiu a Xbox, em fevereiro, Asha Sharma já indicou uma estratégia mais agressiva no Xbox Game Pass, por exemplo, principal aposta da gestão de Phil Spencer. Com preços mais competitivos, a expectativa é por aumentar o número de usuários nesse primeiro momento – segundo ela, foram 200 milhões de novos jogadores ao longo do ano fiscal de 2026. 

Essa é a primeira etapa do plano anunciado por Sharma para os próximos anos. Além do aumento no número de players e o fortalecimento de consoles e franquias para subir a receita, o terceiro passo é o engajamento do público para alcançar a marca de 500 milhões de usuários ativos por dia em suas plataformas.
CEO da Xbox mira PlayStation e revela planos para futuro do videogame

CEO da Xbox mira PlayStation e revela planos para futuro do videogame
Fonte: Tecnoblog

Vivo quer desligar a rede 2G “o quanto antes”

Vivo quer desligar a rede 2G “o quanto antes”

Desligamento vai reduzir custos operacionais e liberar espaço para melhorias no 5G (Imagem: Lucas Braga / Tecnoblog)

Resumo

A Vivo pretende desativar a rede 2G “o quanto antes” para reduzir custos e liberar espectro de frequências para o 4G e 5G.
No entanto, a operadora ainda enfrenta obstáculos, incluindo a dependência de dispositivos corporativos que ainda usam essa rede.
O 2G ainda é utilizado por 6,7% das conexões comerciais/empresariais no Brasil, principalmente por equipamentos como rastreadores e medidores de energia.

Manter a infraestrutura do 2G ativa no Brasil deixou de fazer sentido para a Vivo. Durante a coletiva para divulgação de resultados financeiros, nesta terça-feira (28), o CEO Christian Gebara afirmou que quer desativar a rede legada “o quanto antes for possível” para eliminar os altos custos de operação e limpar o espectro de frequências, com o objetivo final de turbinar o 4G e o 5G.

Apesar da urgência declarada pelo executivo, a Vivo ainda não tem um cronograma para encerrar o serviço de segunda geração. Hoje, o desligamento ainda esbarra em diversos obstáculos. O principal talvez seja a enorme base de dispositivos corporativos que ainda dependem do sinal antigo para funcionar.

Por que o 2G da Vivo ainda não foi desligado?

O sinal 2G pode parecer sinônimo de lentidão, mas ele ainda é fundamental para o nicho de Internet das Coisas (IoT). Dados de maio ilustram bem essa realidade: enquanto o 4G domina o setor de forma isolada, com 64,4% das linhas e o 5G avança para 23,9%, o antigo 2G ainda responde por 6,7% do mercado de conexões para fins comerciais/empresariais. Curiosamente, a rede de segunda geração supera até mesmo o 3G, que hoje amarga apenas 5,1% de participação.

Essa continuidade do 2G é sustentada quase integralmente pelo setor corporativo. Segundo o portal Convergência Digital, Gebara explicou que a demanda por uso do 2G por usuários comuns já é irrelevante, mas equipamentos como rastreadores veiculares de frotas, medidores inteligentes de concessionárias de energia elétrica e antigas máquinas de cartão de crédito seguem presos à rede antiga.

Na prática, os inúmeros clientes precisam migrar fisicamente para tecnologias mais modernas antes que a operadora tenha condições técnicas de puxar a tomada das antenas. Para tentar resolver esse gargalo, até a Anatel entrou em cena. A agência reguladora sinalizou que pretende suspender a homologação de celulares e dispositivos restritos ao 2G ou 3G para estancar a entrada de aparelhos defasados no mercado nacional, forçando a indústria a adotar padrões mais recentes.

Ainda assim, o próprio mercado mantém uma sobrevida ao formato antigo. Dispositivos focados no uso básico e de baixo custo continuam sendo lançados pelas fabricantes. Um exemplo recente é o celular de entrada Nokia 123 Shield, que sai de fábrica utilizando o padrão GSM, provando que o ecossistema do 2G ainda respira.

Dividindo a conta das antenas com a TIM

Enquanto o desligamento total não chega, a alternativa encontrada pelas gigantes das telecomunicações para não perder dinheiro é focar no compartilhamento de infraestrutura. A Vivo mantém um acordo de uso conjunto de rede, conhecido como RAN Sharing, com a TIM. O modelo funciona como uma divisão de despesas operacionais.

No caso específico do GSM (o 2G), o acordo é ainda mais incisivo: ele envolve o desligamento da rede legada de uma das operadoras. Em vez de cada empresa manter sua própria torre na mesma cidade, consumindo mais energia e exigindo manutenção duplicada, a antena de uma delas é desativada. Assim, os clientes que ainda possuem aparelhos restritos ao sinal GSM passam a usar integralmente a rede 2G da outra operadora no lugar, eliminando a redundância da infraestrutura.

No fim, a lógica de mercado das operadoras brasileiras é promover um desligamento escalonado, permitindo que as faixas de frequência hoje desperdiçadas com o tráfego fantasma do 2G sejam completamente limpas. Com essas “rodovias” virtuais liberadas, as conexões modernas ganharão mais faixas de tráfego, garantindo mais capacidade, estabilidade e velocidade para suportar o crescente consumo de dados no Brasil.
Vivo quer desligar a rede 2G “o quanto antes”

Vivo quer desligar a rede 2G “o quanto antes”
Fonte: Tecnoblog

Apple aumenta preços de MacBooks e iPads no Brasil

Apple aumenta preços de MacBooks e iPads no Brasil

MacBook Neo ficou mais caro no país (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

Apple reajustou os preços de MacBooks e iPads no Brasil.
O MacBook Air de 13 polegadas, que custava R$ 13.999, agora sai por R$ 15.999, e o modelo de 15 polegadas custa R$ 17.999.
O iPad Air de 11 polegadas passou de R$ 7.499 para R$ 9.999, e o modelo de 13 polegadas agora custa R$ 12.999.

A Apple reajustou os preços de parte de sua linha de produtos no Brasil. Os aumentos ocorrem no mundo todo e, por aqui, atingem as linhas mais recentes de MacBooks e iPads, ao menos por enquanto. Há poucos dias, o CEO Tim Cook já havia sinalizado que os preços subiriam, classificando o reajuste como “inevitável”.

Segundo o executivo, a alta está ligada ao aumento dos custos de memória e armazenamento, pressionados pela forte demanda de fabricantes de inteligência artificial por componentes para data centers. A escassez já afeta outras empresas do setor de tecnologia, com reflexos nos preços de PCs, consoles, smartphones e outros eletrônicos.

Os ajustes ocorreram após a Apple Store ter ficado temporariamente indisponível na manhã desta quinta-feira (25/06). A loja online voltou a funcionar já com os novos preços.

Quais os novos valores?

O MacBook Neo na versão de entrada, que custava R$ 7.299, deixou de ser vendido por esse preço, e o modelo mais barato agora sai por R$ 8.499 com 256 GB de armazenamento. Já a versão com 512 GB e Touch ID custa R$ 9.699.

O mesmo com o MacBook Air com chip M5 de 13 polegadas. A versão de R$ 13.999 não existe mais, começando a ser vendido por R$ 15.999. A versão de 15 polegadas ganhou um novo preço: R$ 17.999.

O preço inicial do iPad Air de 11 polegadas subiu de R$ 7.499 para R$ 9.999. Já o iPad Air de 13 polegadas passa a ter preço sugerido de R$ 12.999. 

Confira a tabela com as alterações

ProdutoPreço anteriorPreço novoMacBook Neo 256 GBR$ 7.299R$ 8.499MacBook Neo 512 GBR$ 8.499R$ 9.699MacBook Air M5 13″R$ 13.999R$ 15.999MacBook Air M5 15″R$ 15.999R$ 17.999iPad Air 11″R$ 7.499 R$ 9.999iPad Air 13″ R$ 9.999R$ 12.999Tabela elaborada pelo Tecnoblog

Apple aumenta preços de MacBooks e iPads no Brasil

Apple aumenta preços de MacBooks e iPads no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Celulares vão ficar ainda mais caros, alerta CEO da Nothing

Celulares vão ficar ainda mais caros, alerta CEO da Nothing

Carl Pei é CEO da Nothing e cofundador da OnePlus (foto: Wikimedia Commons/TechCrunch)

Resumo

Segundo o CEO da Nothing, Carl Pei, os preços dos smartphones continuarão em alta e as promoções de fim de ano não serão tão boas.
Isso porque o custo da memória RAM quadruplicou, o que impacta diretamente o preço dos smartphones.
Novos aparelhos com Android têm chegado ao varejo internacional custando até US$ 100 a mais do que os modelos equivalentes da geração anterior.

As promoções de fim de ano podem não ser tão boas. Segundo o CEO e cofundador da marca Nothing, Carl Pei, os preços dos smartphones estão subindo e continuarão em alta até o ano que vem. A principal vilã desse reajuste é ela: a memória RAM, componente que enfrenta escassez devido à altíssima demanda do setor de inteligência artificial.

Essa alta acelerada nos custos de fabricação mudou drasticamente a estrutura de preços dos dispositivos móveis. Hoje, a memória RAM acabou assumindo o posto de componente mais caro dentro de um celular, ultrapassando peças como a tela e o próprio processador.

O novo Nothing Phone 4a sofreu com a disparada de preços (imagem: divulgação)

Para ilustrar a situação, o executivo usou como exemplo o Nothing Phone (4a), novo smartphone intermediário da empresa focado em custo-benefício — modelo que, inclusive, já foi homologado para venda no Brasil. Segundo Pei, o custo dos componentes de memória dobrou entre a fase de planejamento do aparelho e sua chegada ao mercado.

O pior cenário, no entanto, veio depois: desde que o celular chegou às prateleiras, o preço do componente dobrou novamente. Na prática, o custo da RAM quadruplicou, representando agora mais de 50% de todo o gasto com o hardware do dispositivo.

Descontos mais modestos

“Melhor hora para trocar de smartphone foi ontem”, afirma executivo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Diante desse cenário, muitos consumidores podem preferir esperar pelas promoções do varejo. Mas a expectativa é que datas importantes, como a Black Friday, ofereçam descontos mais modestos do que o habitual. Segundo o executivo, os preços de fábrica dos smartphones estão subindo em um ritmo que as varejistas dificilmente conseguirão compensar com promoções agressivas. “A temporada de promoções deste ano não terá os descontos que as pessoas estão acostumadas”, alertou Pei.

Os efeitos dessa crise já são visíveis. O executivo afirma que, desde fevereiro de 2026, novos aparelhos com Android têm chegado ao varejo internacional custando até US$ 100 a mais do que os modelos equivalentes da geração anterior (um reajuste de cerca de R$ 500 em conversão direta).

Vazamentos de especificações do futuro Google Pixel 11 indicam que até a gigante das buscas precisou rever suas estratégias para equilibrar a quantidade de RAM oferecida e os custos finais de produção. Marcas com grande volume de vendas globais, como Xiaomi e TCL, também lidam com margens apertadas e repasses ao consumidor final.

Impacto no Brasil

No mercado brasileiro, a situação acompanha a tendência global. A Samsung, uma das líderes de vendas no país, já havia sinalizado que os eletrônicos poderiam ficar até 20% mais caros por aqui devido a essa pressão nos custos.

“Se você estava esperando para atualizar seu aparelho, a melhor hora foi ontem. A segunda melhor hora é agora”, afirmou Pei.
Celulares vão ficar ainda mais caros, alerta CEO da Nothing

Celulares vão ficar ainda mais caros, alerta CEO da Nothing
Fonte: Tecnoblog

Google diz que 75% dos novos códigos da empresa são gerados por IA

Google diz que 75% dos novos códigos da empresa são gerados por IA

Google vai cobrar uso de IA em avaliações de desempenho de funcionários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Google afirmou que 75% do novo código dos produtos da empresa é gerado por inteligência artificial e revisado por engenheiros humanos.
Migrações de código têm levado 6 vezes menos tempo ao combinar trabalho de engenheiros e agentes de IA.
Microsoft disse que 20% a 30% do código de alguns projetos já é escrito por IA; a Meta mira 55% das alterações com assistência de agentes de IA.

O Google declarou que 75% dos novos códigos dos produtos desenvolvidos pela empresa são gerados por inteligência artificial e revisados por engenheiros humanos. No quarto trimestre de 2025, esse número era de 50%.

A informação foi apresentada na quarta-feira (22/04), mesmo dia em que a empresa realizou um grande evento com foco em IA. A companhia também anunciou dois novos chips para treinamento de modelos e inferência e confirmou a chegada de uma nova Siri ainda em 2026, fruto da parceria com a Apple.

Como o Google está usando IA na programação?

Sundar Pichai ressaltou a contribuição da IA em tarefas complexas (foto: divulgação)

Como explica a Business Insider, a estratégia do Google é colocar os engenheiros para usar modelos Gemini para gerar código. Alguns receberam metas bastante específicas de uso da tecnologia, que serão consideradas nas avaliações de desempenho deste ano.

No Google DeepMind, braço da empresa dedicado à pesquisa em IA, alguns funcionários receberam autorização para usar o Claude Code. Segundo a publicação, isso causou um certo mal-estar dentro da companhia.

Seja como for, parece estar dando resultado. “Recentemente, uma migração de código particularmente complexa foi feita por agentes e engenheiros. Trabalhando juntos, eles conseguiram completar a tarefa seis vezes mais rapidamente do que seria possível há um ano, somente com engenheiros”, explica Sundar Pichai, CEO do Google.

Não são só os engenheiros que estão usando IA no Google. De acordo com uma reportagem de fevereiro de 2026 da Business Insider, gerentes têm cobrado que funcionários de cargos não-técnicos empreguem a tecnologia em suas tarefas, como para fazer anotações durante reuniões.

O que outras empresas estão fazendo com IA?

Em abril de 2025, Satya Nadella, CEO da Microsoft, disse que entre 20% e 30% dos códigos de alguns dos projetos da empresa estavam sendo escritos com IA. Kevin Scott, CTO da companhia, fez uma previsão de que 95% da programação será feita por essa tecnologia nos próximos cinco anos.

A Meta pretende que 55% das alterações de códigos feitas por engenheiros de software tenham assistência de agentes de IA. Para o segundo semestre de 2026, a companhia deseja que 65% dos engenheiros usem IA em 75% do código.

A gigante das redes sociais também pretende contar com um “clone de IA” de seu CEO e fundador, Mark Zuckerberg, para dar feedback a funcionários. A ideia é que eles se sintam mais próximos da cultura da empresa.

Com informações da Business Insider
Google diz que 75% dos novos códigos da empresa são gerados por IA

Google diz que 75% dos novos códigos da empresa são gerados por IA
Fonte: Tecnoblog

Apple anuncia John Ternus como novo CEO; Tim Cook assume cargo executivo

Apple anuncia John Ternus como novo CEO; Tim Cook assume cargo executivo

John Ternus substituirá Tim Cook no comando da Apple (imagem: divulgação)

Resumo

Apple anunciou que John Ternus será o novo CEO, substituindo Tim Cook em 1º de setembro de 2026.
Cook deixará assumirá a presidência do conselho de administração e, até setembro, trabalhará na chefia em conjunto com Ternus.
Ternus lidera o setor de engenharia de hardware da Apple é ganhou notoriedade com a criação dos chips próprios.

É oficial: Tim Cook não será mais o CEO da Apple. Em 1º de setembro de 2026, o cargo será ocupado por John Ternus, atual vice-presidente sênior de engenharia de hardware da companhia.

Cook passará a atuar como presidente executivo do conselho de administração, após meses de especulação sobre a troca na chefia. A transição foi aprovada por unanimidade pelo próprio conselho e faz parte de um plano de sucessão de longo prazo. 

Até a mudança, Cook seguirá no cargo e trabalhará diretamente com Ternus para conduzir a passagem de bastão.

Quem é John Ternus?

John Ternus será o novo CEO da Apple (imagem: divulgação)

Ternus é um dos grandes nomes do quadro técnico da Apple. Ele está na companhia há mais de duas décadas e lidera o desenvolvimento de hardware da empresa desde 2013.

O futuro CEO participou dos principais projetos em torno dos iPhones, Macs e AirPods, mas ganhou protagonismo com a evolução dos chips próprios. O novo MacBook Neo, com chip de iPhone, passa totalmente por ele.

Já o veterano Tim Cook ingressou na Apple em 1998. Ele assumiu como CEO em 2011, após a saída de Steve Jobs. Na sua gestão, a dona do iPhone conseguiu diversificar receitas entrando no mercado de streaming e wearables.

“Foi o maior privilégio da minha vida ser CEO da Apple e ter tido a confiança para liderar uma empresa tão extraordinária”, afirmou Cook em comunicado. “John Ternus tem a mente de um engenheiro, a alma de um inovador e o coração para liderar com integridade e honra”, completou.

Além da troca no comando, o executivo Arthur Levinson deixará a presidência do conselho após 15 anos e passará a atuar como diretor independente. Ternus também integrará o conselho de administração a partir de setembro.
Apple anuncia John Ternus como novo CEO; Tim Cook assume cargo executivo

Apple anuncia John Ternus como novo CEO; Tim Cook assume cargo executivo
Fonte: Tecnoblog

Amazon Leo: rival da Starlink chega em meados de 2026, diz CEO

Amazon Leo: rival da Starlink chega em meados de 2026, diz CEO

Project Kuiper passou a se chamar Amazon Leo em novembro de 2025 (imagem: divulgação/Amazon)

Resumo

Amazon Leo (antigo Project Kuiper) está nos preparativos finais para a estreia de seu serviço de internet por satélites de órbita terrestre baixa;
CEO da Amazon, Andy Jassy, afirmou a investidores que lançamento oficial está previsto para meados de 2026;
plano é oferecer taxas de download de até 1 Gb/s, mas serviço deve atender a empresas e governos inicialmente.

O Amazon Leo, serviço de acesso à internet via satélites que vem para concorrer com a Starlink, já tem data de lançamento. Ou quase isso: o CEO da empresa declarou recentemente que o início das operações da novidade está previsto para “meados de 2026”.

Convém relembrar que Amazon Leo é a atual denominação do Project Kuiper. A mudança de nome ocorreu em novembro de 2025, em parte para descrever a principal característica dessa divisão: LEO é uma sigla para Low Earth Orbit, ou Órbita Terrestre Baixa, que é o nível no qual os satélites do serviço operam.

A declaração sobre o início das operações do Amazon Leo foi dada pelo CEO da Amazon, Andy Jassy, em carta a acionistas. No documento, o executivo cita a previsão de lançamento de modo indireto, quando comentava que o serviço já tem acordos com governos e empresas:

Embora o lançamento oficial do Amazon Leo esteja previsto para meados de 2026, já temos compromissos de receita significativos vindos de empresas e governos.

Mais recentemente, a Delta Airlines, a companhia aérea com maior faturamento do mundo, anunciou que escolheu o Amazon Leo para seu futuro Wi-Fi e começará com 500 aeronaves em 2028. Ela se junta a outros clientes do Leo, como JetBlue, AT&T, Vodafone, Directv Latin America, Rede Nacional de Banda Larga da Austrália, NASA e outros.

Andy Jassy, CEO da Amazon

Antena Ultra da Amazon Leo que promete até 1Gb/s de download (imagem: divulgação/Amazon)

Amazon Leo promete ser mais rápido do que a Starlink

A carta de Jassy tende a ser bem recebida por investidores e futuros clientes porque sinaliza que finalmente o projeto virará realidade. A Amazon vinha (ou vem) enfrentando dificuldades para tirar o Leo do papel.

Mas a espera pode valer a pena. Em novembro, a Amazon anunciou uma antena que pode oferecer download de até 1 Gb/s. Para você ter ideia do que isso significa frente à concorrência, a Starlink trabalha atualmente com taxa de download máxima na casa dos 400 Mb/s.

Os planos para o Amazon Leo são audaciosos. Além de velocidades elevadas, a companhia quer oferecer cobertura global. Isso inclui a América do Sul e, com efeito, o Brasil: basta nos lembrarmos do acordo que a Amazon fechou com a Vrio em 2024 para oferecer internet por satélite na região. A Vrio controla a Sky no Brasil e a Directv em países vizinhos.

Mas os desafios continuam. Sabe-se, por exemplo, que o Amazon Leo tem cerca de 240 satélites em órbita atualmente, um número baixo para uma cobertura verdadeiramente global. Por conta disso, é provável que, na fase inicial, o serviço de internet do Amazon Leo seja oferecido somente a empresas e governos, tal como Andy Jassy dá a entender em sua carta.
Amazon Leo: rival da Starlink chega em meados de 2026, diz CEO

Amazon Leo: rival da Starlink chega em meados de 2026, diz CEO
Fonte: Tecnoblog

Spotify: nossos melhores devs não programam desde dezembro graças à IA

Spotify: nossos melhores devs não programam desde dezembro graças à IA

Spotify: nossos melhores devs não programam desde dezembro graças à IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Spotify usa IA no desenvolvimento de software com sistema Honk, baseado no Claude Code, economizando esforços de programadores;
Honk permite, entre outras funções, implementação remota de código em tempo real;
Spotify desenvolveu mais de 50 recursos com auxílio do Honk somente em 2025.

O Spotify está entre as numerosas empresas que estão utilizando inteligência artificial no desenvolvimento de software. Até o momento, os resultados parecem ser convincentes: a companhia declarou recentemente que seus melhores desenvolvedores “não escreveram uma única linha de código desde dezembro. Eles apenas geram código [via IA] e o supervisionam”.

A declaração foi feita por Gustav Söderström, co-CEO do Spotify, durante uma teleconferência que tratou dos resultados financeiros da companhia referentes ao último trimestre de 2025.

Tamanho feito, se é que podemos usar esse termo, foi alcançado com o uso do Honk, sistema próprio do Spotify para desenvolvimento que tem como base o Claude Code, assistente de programação da Anthropic.

O Honk usa inteligência artificial generativa para produzir linhas de código, a exemplo de outras ferramentas do tipo. O que o torna particularmente interessante para o Spotify são recursos como o de implementação remota de código em tempo real, como explica Söderström:

Como exemplo concreto, um engenheiro do Spotify, durante sua ida ao trabalho pela manhã, pode usar o Slack em seu celular para pedir ao Claude que corrija um bug ou adicione um novo recurso ao aplicativo para iOS.

E, uma vez que o Claude termine esse trabalho, o engenheiro recebe uma nova versão do app, enviada diretamente a ele no Slack em seu celular, para que ele possa integrá-la à produção, tudo isso antes de chegar ao escritório.

Gustav Söderström, co-CEO do Spotify

Gustav Söderström, co-CEO do Spotify (imagem: YouTube/Slush)

Será que o executivo do Spotify fala a verdade sobre a IA?

É difícil dizer sem estar nos bastidores da companhia, até porque a afirmação em questão foi dada por um desenvolvedor ao co-CEO e, portanto, pode não refletir o trabalho de toda a equipe. O que me parece mais provável é que Söderström tenha tentado justificar o uso do Honk e, nesse sentido, usado uma frase exagerada que não raramente surge quando estamos empolgados com algo.

Seja como for, o Spotify atribuiu ao Honk a criação de mais de 50 recursos para a sua plataforma somente em 2025, incluindo funções relacionadas a playlists e audiobooks.

Vem mais por aí. O executivo comentou ainda que o Spotify está construindo uma base de dados sobre preferências musicais que não pode ser replicada por nenhum modelo de linguagem de larga escala. Esse projeto está sendo desenvolvido porque nem sempre existe uma única resposta factual para determinada pergunta.

Söderström deu um exemplo: se uma pessoa quer saber a melhor música para fazer exercícios físicos, a resposta pode variar de acordo com uma série de fatores, como localização geográfica. O Spotify dá a entender que a nova base de dados ajudará a plataforma a oferecer resultados condizentes com as nuances que cercam cada usuário, portanto.

Veremos.
Spotify: nossos melhores devs não programam desde dezembro graças à IA

Spotify: nossos melhores devs não programam desde dezembro graças à IA
Fonte: Tecnoblog

Fabricante se recusa a lançar celular todo ano “só por lançar”

Fabricante se recusa a lançar celular todo ano “só por lançar”

CEO da Nothing não quer seguir calendário da indústria (foto: reprodução/ Wikimedia Commons)

Resumo

A Nothing não lançará um novo celular topo de linha em 2026, mantendo o Nothing Phone 3 como principal modelo.
A empresa lançará o Nothing Phone 4a, com melhorias em tela, câmera e desempenho, aproximando-se da experiência de um flagship.
A crise global de memória RAM impactará a empresa, especialmente com a adoção do armazenamento UFS 3.1.

A fabricante de smartphones Nothing não pretende lançar um novo celular apenas para seguir o calendário tradicional da indústria. A decisão foi confirmada pelo CEO Carl Pei, que disse não ver sentido em apresentar um novo flagship todos os anos sem mudanças significativas.

Em um vídeo publicado no canal oficial da empresa, famosa pelo estilo minimalista, Pei afirma que não haverá um novo modelo premium neste ano, reforçando que o Nothing Phone 3 seguirá como o principal aparelho da marca em 2026. Segundo ele, a empresa prefere esperar até que um novo produto represente um avanço real.

Nada de novas gerações sem evolução

Quanto aos planos da Nothing, o executivo alega que a empresa não pretende “lançar um novo flagship no mercado todos os anos só por lançar”, mas sim garantir atualizações verdadeiras, mesmo que isso quebre o ciclo anual adotado por boa parte da indústria.

“Só porque o resto da indústria faz as coisas de uma certa maneira, não significa que faremos o mesmo”, disse Pei. O posicionamento condiz com críticas do executivo desde o ano passado, quando, citando nominalmente a Apple, disse que “empresas criativas do passado se tornaram muito grandes […] e não são mais tão criativas”.

Para Pei, a empresa deve se concentrar em recursos relevantes para problemas reais do cotidiano dos clientes. Batendo novamente na Apple, Pei acredita, por exemplo, que a forma com que a empresa lidou com o Apple Intelligence “gera ceticismo nas pessoas”.

O que a Nothing lançará em 2026?

Nothing Phone 3a foi aposta da empresa no ano passado (imagem: divulgação/Nothing)

A Nothing não ficará sem lançamentos em 2026: ela confirmou que trabalha no Nothing Phone 4a, um modelo intermediário que deve suceder a atual geração da linha “a”.

A linha 3a chegou ao mercado no ano passado e se destacou tanto pelo design, um dos grandes focos da empresa, quanto pelo bom desempenho. Além do aparelho principal, a série conta com o 3a Pro e 3a Lite.

Segundo Pei, o Nothing Phone 4a tem melhorias em áreas como tela, câmera e desempenho geral. Ele afirmou ainda que o aparelho deve se aproximar mais da experiência de um flagship, embora não tenha divulgado especificações técnicas ou data de lançamento.

Espera-se, entretanto, que o valor seja mais salgado. No vídeo, o executivo reforçou que a crise global de memória RAM impactará a empresa, especialmente após a adoção da tecnologia de armazenamento UFS 3.1 pela primeira vez na linha.

Os aparelhos da Nothing não são vendidos oficialmente no Brasil. A marca está presente nos Estados Unidos, Europa, Ásia, Oriente Médio e Austrália.
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Fonte: Tecnoblog