Category: CEO

Google diz que 75% dos novos códigos da empresa são gerados por IA

Google diz que 75% dos novos códigos da empresa são gerados por IA

Google vai cobrar uso de IA em avaliações de desempenho de funcionários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Google afirmou que 75% do novo código dos produtos da empresa é gerado por inteligência artificial e revisado por engenheiros humanos.
Migrações de código têm levado 6 vezes menos tempo ao combinar trabalho de engenheiros e agentes de IA.
Microsoft disse que 20% a 30% do código de alguns projetos já é escrito por IA; a Meta mira 55% das alterações com assistência de agentes de IA.

O Google declarou que 75% dos novos códigos dos produtos desenvolvidos pela empresa são gerados por inteligência artificial e revisados por engenheiros humanos. No quarto trimestre de 2025, esse número era de 50%.

A informação foi apresentada na quarta-feira (22/04), mesmo dia em que a empresa realizou um grande evento com foco em IA. A companhia também anunciou dois novos chips para treinamento de modelos e inferência e confirmou a chegada de uma nova Siri ainda em 2026, fruto da parceria com a Apple.

Como o Google está usando IA na programação?

Sundar Pichai ressaltou a contribuição da IA em tarefas complexas (foto: divulgação)

Como explica a Business Insider, a estratégia do Google é colocar os engenheiros para usar modelos Gemini para gerar código. Alguns receberam metas bastante específicas de uso da tecnologia, que serão consideradas nas avaliações de desempenho deste ano.

No Google DeepMind, braço da empresa dedicado à pesquisa em IA, alguns funcionários receberam autorização para usar o Claude Code. Segundo a publicação, isso causou um certo mal-estar dentro da companhia.

Seja como for, parece estar dando resultado. “Recentemente, uma migração de código particularmente complexa foi feita por agentes e engenheiros. Trabalhando juntos, eles conseguiram completar a tarefa seis vezes mais rapidamente do que seria possível há um ano, somente com engenheiros”, explica Sundar Pichai, CEO do Google.

Não são só os engenheiros que estão usando IA no Google. De acordo com uma reportagem de fevereiro de 2026 da Business Insider, gerentes têm cobrado que funcionários de cargos não-técnicos empreguem a tecnologia em suas tarefas, como para fazer anotações durante reuniões.

O que outras empresas estão fazendo com IA?

Em abril de 2025, Satya Nadella, CEO da Microsoft, disse que entre 20% e 30% dos códigos de alguns dos projetos da empresa estavam sendo escritos com IA. Kevin Scott, CTO da companhia, fez uma previsão de que 95% da programação será feita por essa tecnologia nos próximos cinco anos.

A Meta pretende que 55% das alterações de códigos feitas por engenheiros de software tenham assistência de agentes de IA. Para o segundo semestre de 2026, a companhia deseja que 65% dos engenheiros usem IA em 75% do código.

A gigante das redes sociais também pretende contar com um “clone de IA” de seu CEO e fundador, Mark Zuckerberg, para dar feedback a funcionários. A ideia é que eles se sintam mais próximos da cultura da empresa.

Com informações da Business Insider
Google diz que 75% dos novos códigos da empresa são gerados por IA

Google diz que 75% dos novos códigos da empresa são gerados por IA
Fonte: Tecnoblog

Apple anuncia John Ternus como novo CEO; Tim Cook assume cargo executivo

Apple anuncia John Ternus como novo CEO; Tim Cook assume cargo executivo

John Ternus substituirá Tim Cook no comando da Apple (imagem: divulgação)

Resumo

Apple anunciou que John Ternus será o novo CEO, substituindo Tim Cook em 1º de setembro de 2026.
Cook deixará assumirá a presidência do conselho de administração e, até setembro, trabalhará na chefia em conjunto com Ternus.
Ternus lidera o setor de engenharia de hardware da Apple é ganhou notoriedade com a criação dos chips próprios.

É oficial: Tim Cook não será mais o CEO da Apple. Em 1º de setembro de 2026, o cargo será ocupado por John Ternus, atual vice-presidente sênior de engenharia de hardware da companhia.

Cook passará a atuar como presidente executivo do conselho de administração, após meses de especulação sobre a troca na chefia. A transição foi aprovada por unanimidade pelo próprio conselho e faz parte de um plano de sucessão de longo prazo. 

Até a mudança, Cook seguirá no cargo e trabalhará diretamente com Ternus para conduzir a passagem de bastão.

Quem é John Ternus?

John Ternus será o novo CEO da Apple (imagem: divulgação)

Ternus é um dos grandes nomes do quadro técnico da Apple. Ele está na companhia há mais de duas décadas e lidera o desenvolvimento de hardware da empresa desde 2013.

O futuro CEO participou dos principais projetos em torno dos iPhones, Macs e AirPods, mas ganhou protagonismo com a evolução dos chips próprios. O novo MacBook Neo, com chip de iPhone, passa totalmente por ele.

Já o veterano Tim Cook ingressou na Apple em 1998. Ele assumiu como CEO em 2011, após a saída de Steve Jobs. Na sua gestão, a dona do iPhone conseguiu diversificar receitas entrando no mercado de streaming e wearables.

“Foi o maior privilégio da minha vida ser CEO da Apple e ter tido a confiança para liderar uma empresa tão extraordinária”, afirmou Cook em comunicado. “John Ternus tem a mente de um engenheiro, a alma de um inovador e o coração para liderar com integridade e honra”, completou.

Além da troca no comando, o executivo Arthur Levinson deixará a presidência do conselho após 15 anos e passará a atuar como diretor independente. Ternus também integrará o conselho de administração a partir de setembro.
Apple anuncia John Ternus como novo CEO; Tim Cook assume cargo executivo

Apple anuncia John Ternus como novo CEO; Tim Cook assume cargo executivo
Fonte: Tecnoblog

Amazon Leo: rival da Starlink chega em meados de 2026, diz CEO

Amazon Leo: rival da Starlink chega em meados de 2026, diz CEO

Project Kuiper passou a se chamar Amazon Leo em novembro de 2025 (imagem: divulgação/Amazon)

Resumo

Amazon Leo (antigo Project Kuiper) está nos preparativos finais para a estreia de seu serviço de internet por satélites de órbita terrestre baixa;
CEO da Amazon, Andy Jassy, afirmou a investidores que lançamento oficial está previsto para meados de 2026;
plano é oferecer taxas de download de até 1 Gb/s, mas serviço deve atender a empresas e governos inicialmente.

O Amazon Leo, serviço de acesso à internet via satélites que vem para concorrer com a Starlink, já tem data de lançamento. Ou quase isso: o CEO da empresa declarou recentemente que o início das operações da novidade está previsto para “meados de 2026”.

Convém relembrar que Amazon Leo é a atual denominação do Project Kuiper. A mudança de nome ocorreu em novembro de 2025, em parte para descrever a principal característica dessa divisão: LEO é uma sigla para Low Earth Orbit, ou Órbita Terrestre Baixa, que é o nível no qual os satélites do serviço operam.

A declaração sobre o início das operações do Amazon Leo foi dada pelo CEO da Amazon, Andy Jassy, em carta a acionistas. No documento, o executivo cita a previsão de lançamento de modo indireto, quando comentava que o serviço já tem acordos com governos e empresas:

Embora o lançamento oficial do Amazon Leo esteja previsto para meados de 2026, já temos compromissos de receita significativos vindos de empresas e governos.

Mais recentemente, a Delta Airlines, a companhia aérea com maior faturamento do mundo, anunciou que escolheu o Amazon Leo para seu futuro Wi-Fi e começará com 500 aeronaves em 2028. Ela se junta a outros clientes do Leo, como JetBlue, AT&T, Vodafone, Directv Latin America, Rede Nacional de Banda Larga da Austrália, NASA e outros.

Andy Jassy, CEO da Amazon

Antena Ultra da Amazon Leo que promete até 1Gb/s de download (imagem: divulgação/Amazon)

Amazon Leo promete ser mais rápido do que a Starlink

A carta de Jassy tende a ser bem recebida por investidores e futuros clientes porque sinaliza que finalmente o projeto virará realidade. A Amazon vinha (ou vem) enfrentando dificuldades para tirar o Leo do papel.

Mas a espera pode valer a pena. Em novembro, a Amazon anunciou uma antena que pode oferecer download de até 1 Gb/s. Para você ter ideia do que isso significa frente à concorrência, a Starlink trabalha atualmente com taxa de download máxima na casa dos 400 Mb/s.

Os planos para o Amazon Leo são audaciosos. Além de velocidades elevadas, a companhia quer oferecer cobertura global. Isso inclui a América do Sul e, com efeito, o Brasil: basta nos lembrarmos do acordo que a Amazon fechou com a Vrio em 2024 para oferecer internet por satélite na região. A Vrio controla a Sky no Brasil e a Directv em países vizinhos.

Mas os desafios continuam. Sabe-se, por exemplo, que o Amazon Leo tem cerca de 240 satélites em órbita atualmente, um número baixo para uma cobertura verdadeiramente global. Por conta disso, é provável que, na fase inicial, o serviço de internet do Amazon Leo seja oferecido somente a empresas e governos, tal como Andy Jassy dá a entender em sua carta.
Amazon Leo: rival da Starlink chega em meados de 2026, diz CEO

Amazon Leo: rival da Starlink chega em meados de 2026, diz CEO
Fonte: Tecnoblog

Spotify: nossos melhores devs não programam desde dezembro graças à IA

Spotify: nossos melhores devs não programam desde dezembro graças à IA

Spotify: nossos melhores devs não programam desde dezembro graças à IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Spotify usa IA no desenvolvimento de software com sistema Honk, baseado no Claude Code, economizando esforços de programadores;
Honk permite, entre outras funções, implementação remota de código em tempo real;
Spotify desenvolveu mais de 50 recursos com auxílio do Honk somente em 2025.

O Spotify está entre as numerosas empresas que estão utilizando inteligência artificial no desenvolvimento de software. Até o momento, os resultados parecem ser convincentes: a companhia declarou recentemente que seus melhores desenvolvedores “não escreveram uma única linha de código desde dezembro. Eles apenas geram código [via IA] e o supervisionam”.

A declaração foi feita por Gustav Söderström, co-CEO do Spotify, durante uma teleconferência que tratou dos resultados financeiros da companhia referentes ao último trimestre de 2025.

Tamanho feito, se é que podemos usar esse termo, foi alcançado com o uso do Honk, sistema próprio do Spotify para desenvolvimento que tem como base o Claude Code, assistente de programação da Anthropic.

O Honk usa inteligência artificial generativa para produzir linhas de código, a exemplo de outras ferramentas do tipo. O que o torna particularmente interessante para o Spotify são recursos como o de implementação remota de código em tempo real, como explica Söderström:

Como exemplo concreto, um engenheiro do Spotify, durante sua ida ao trabalho pela manhã, pode usar o Slack em seu celular para pedir ao Claude que corrija um bug ou adicione um novo recurso ao aplicativo para iOS.

E, uma vez que o Claude termine esse trabalho, o engenheiro recebe uma nova versão do app, enviada diretamente a ele no Slack em seu celular, para que ele possa integrá-la à produção, tudo isso antes de chegar ao escritório.

Gustav Söderström, co-CEO do Spotify

Gustav Söderström, co-CEO do Spotify (imagem: YouTube/Slush)

Será que o executivo do Spotify fala a verdade sobre a IA?

É difícil dizer sem estar nos bastidores da companhia, até porque a afirmação em questão foi dada por um desenvolvedor ao co-CEO e, portanto, pode não refletir o trabalho de toda a equipe. O que me parece mais provável é que Söderström tenha tentado justificar o uso do Honk e, nesse sentido, usado uma frase exagerada que não raramente surge quando estamos empolgados com algo.

Seja como for, o Spotify atribuiu ao Honk a criação de mais de 50 recursos para a sua plataforma somente em 2025, incluindo funções relacionadas a playlists e audiobooks.

Vem mais por aí. O executivo comentou ainda que o Spotify está construindo uma base de dados sobre preferências musicais que não pode ser replicada por nenhum modelo de linguagem de larga escala. Esse projeto está sendo desenvolvido porque nem sempre existe uma única resposta factual para determinada pergunta.

Söderström deu um exemplo: se uma pessoa quer saber a melhor música para fazer exercícios físicos, a resposta pode variar de acordo com uma série de fatores, como localização geográfica. O Spotify dá a entender que a nova base de dados ajudará a plataforma a oferecer resultados condizentes com as nuances que cercam cada usuário, portanto.

Veremos.
Spotify: nossos melhores devs não programam desde dezembro graças à IA

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Fonte: Tecnoblog

Fabricante se recusa a lançar celular todo ano “só por lançar”

Fabricante se recusa a lançar celular todo ano “só por lançar”

CEO da Nothing não quer seguir calendário da indústria (foto: reprodução/ Wikimedia Commons)

Resumo

A Nothing não lançará um novo celular topo de linha em 2026, mantendo o Nothing Phone 3 como principal modelo.
A empresa lançará o Nothing Phone 4a, com melhorias em tela, câmera e desempenho, aproximando-se da experiência de um flagship.
A crise global de memória RAM impactará a empresa, especialmente com a adoção do armazenamento UFS 3.1.

A fabricante de smartphones Nothing não pretende lançar um novo celular apenas para seguir o calendário tradicional da indústria. A decisão foi confirmada pelo CEO Carl Pei, que disse não ver sentido em apresentar um novo flagship todos os anos sem mudanças significativas.

Em um vídeo publicado no canal oficial da empresa, famosa pelo estilo minimalista, Pei afirma que não haverá um novo modelo premium neste ano, reforçando que o Nothing Phone 3 seguirá como o principal aparelho da marca em 2026. Segundo ele, a empresa prefere esperar até que um novo produto represente um avanço real.

Nada de novas gerações sem evolução

Quanto aos planos da Nothing, o executivo alega que a empresa não pretende “lançar um novo flagship no mercado todos os anos só por lançar”, mas sim garantir atualizações verdadeiras, mesmo que isso quebre o ciclo anual adotado por boa parte da indústria.

“Só porque o resto da indústria faz as coisas de uma certa maneira, não significa que faremos o mesmo”, disse Pei. O posicionamento condiz com críticas do executivo desde o ano passado, quando, citando nominalmente a Apple, disse que “empresas criativas do passado se tornaram muito grandes […] e não são mais tão criativas”.

Para Pei, a empresa deve se concentrar em recursos relevantes para problemas reais do cotidiano dos clientes. Batendo novamente na Apple, Pei acredita, por exemplo, que a forma com que a empresa lidou com o Apple Intelligence “gera ceticismo nas pessoas”.

O que a Nothing lançará em 2026?

Nothing Phone 3a foi aposta da empresa no ano passado (imagem: divulgação/Nothing)

A Nothing não ficará sem lançamentos em 2026: ela confirmou que trabalha no Nothing Phone 4a, um modelo intermediário que deve suceder a atual geração da linha “a”.

A linha 3a chegou ao mercado no ano passado e se destacou tanto pelo design, um dos grandes focos da empresa, quanto pelo bom desempenho. Além do aparelho principal, a série conta com o 3a Pro e 3a Lite.

Segundo Pei, o Nothing Phone 4a tem melhorias em áreas como tela, câmera e desempenho geral. Ele afirmou ainda que o aparelho deve se aproximar mais da experiência de um flagship, embora não tenha divulgado especificações técnicas ou data de lançamento.

Espera-se, entretanto, que o valor seja mais salgado. No vídeo, o executivo reforçou que a crise global de memória RAM impactará a empresa, especialmente após a adoção da tecnologia de armazenamento UFS 3.1 pela primeira vez na linha.

Os aparelhos da Nothing não são vendidos oficialmente no Brasil. A marca está presente nos Estados Unidos, Europa, Ásia, Oriente Médio e Austrália.
Fabricante se recusa a lançar celular todo ano “só por lançar”

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Fonte: Tecnoblog

Jeff Bezos deve dividir comando de nova startup de IA com ex-Google

Jeff Bezos deve dividir comando de nova startup de IA com ex-Google

Bezos deve dividir comando da empresa com ex-Google (imagem: Daniel Oberhaus/Flickr)

Resumo

Jeff Bezos deve assumir cargo operacional como co-CEO da nova startup Projeto Prometheus, segundo o New York Times.

Empresa prevê aplicações de IA em engenharia, manufatura e tarefas físicas e científicas.

De acordo com o jornal, Vik Bajaj, ex-Google X e Verily, dividirá o comando com Bezos na iniciativa.

O fundador da Amazon, Jeff Bezos, deve assumir seu primeiro cargo operacional formal desde que deixou o comando da gigante do varejo em 2021. A informação é do jornal The New York Times, que afirma que o bilionário será co-CEO de uma nova startup de inteligência artificial chamada Projeto Prometheus.

De acordo com o jornal, a empresa já teria levantado US$ 6,2 bilhões em investimentos, quase R$ 33 bilhões em conversão direta. Esse montante teria vindo, em parte, do próprio Bezos. O foco da nova empresa seria o desenvolvimento de uma IA aplicada à engenharia e manufatura nos setores de computação, automotivo e aeroespacial.

O que é o Projeto Prometheus?

Enquanto muitos avanços recentes em IA são dominados por grandes modelos de linguagem (LLMs), o Projeto Prometheus estaria focado em um campo diferente: explorar a aplicação da tecnologia a tarefas físicas e científicas.

O plano seria construir modelos de IA que aprendem de maneiras mais complexas. Em vez de analisar apenas texto, esses sistemas poderiam aprender com o mundo físico. Apesar do perfil discreto mantido até agora, a startup já teria contratado quase 100 funcionários. Entre eles, estariam pesquisadores e engenheiros recrutados de laboratórios de ponta no setor de IA, como OpenAI, Google DeepMind e Meta.

Ao lado de Bezos, o co-fundador e co-CEO seria Vik Bajaj, um físico e químico com experiência em pesquisa e desenvolvimento. Bajaj trabalhou anteriormente no Google X, a divisão de pesquisa da Alphabet conhecida como “fábrica de projetos ambiciosos”, e dirigiu a Verily, empresa de tecnologia de saúde derivada dessa divisão.

Em 2018, Bajaj cofundou e dirigiu a Foresite Labs, uma incubadora para startups de IA e ciência de dados, cargo que teria deixado recentemente para focar no Projeto Prometheus.

Nova empresa entra na disputa da IA para competir em setores estratégicos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mercado competitivo

A nova empresa de Bezos entra em um cenário de IA já intensamente disputado. A corrida pela supremacia tecnológica inclui os gigantes Google, Meta e Microsoft, além das já estabelecidas OpenAI e Anthropic.

O foco em IA para ciências físicas também não é exclusivo do Project Prometheus. Grandes laboratórios já atuam nesse campo: o Google DeepMind, por exemplo, teve dois pesquisadores premiados com o Nobel de Química pelo AlphaFold, sistema que prevê estruturas de proteínas e acelera a descoberta de novos medicamentos.

Além disso, uma onda de empresas menores vem tentando conquistar nichos específicos. O próprio Bezos investiu no ano passado na Physical Intelligence, outra startup que aplica IA à robótica. A nova iniciativa, contudo, representa um envolvimento direto e operacional do bilionário.

A data de fundação e a localização da sede do Projeto Prometheus ainda não foram divulgadas.
Jeff Bezos deve dividir comando de nova startup de IA com ex-Google

Jeff Bezos deve dividir comando de nova startup de IA com ex-Google
Fonte: Tecnoblog

CEO de navegador rejeita IA e defende a “alegria de navegar na web”

CEO de navegador rejeita IA e defende a “alegria de navegar na web”

Vivaldi rejeita IA em seu navegador e vai contra movimento de concorrentes (imagem: divulgação/Vivaldi)

Resumo

O Vivaldi anunciou que não usará IA para resumir páginas ou interagir com usuários no navegador, defendendo a autonomia e a liberdade de exploração.
A companhia se opõe às tendências da indústria, como o Google e Microsoft, que estão integrando IA para tornar a navegação mais passiva.
O navegador foca na privacidade, personalização e produtividade, permitindo que os usuários tomem suas próprias decisões sem interferência de IA.

No momento em que grandes empresas de tecnologia aceleram a integração de inteligência artificial em navegadores, o Vivaldi vai na direção oposta. A companhia anunciou que não pretende transformar sua barra de endereços em um campo de interação com chatbots ou resumos automáticos de páginas.

Para o cofundador e CEO da empresa, Jon von Tetzchner, essa tendência ameaça um dos princípios centrais da web: a liberdade de explorar por conta própria. Segundo ele, ao oferecer respostas prontas, os navegadores guiados por IA reduzem a curiosidade dos usuários e enfraquecem o ecossistema de criadores e publicações.

Estudos recentes reforçam essa visão, indicando que, quando há resumos gerados por IA acima dos links, a taxa de cliques em resultados tradicionais cai quase pela metade. Isso se traduz em menos acessos para veículos de imprensa, comunidades e produtores de conteúd, que são os responsáveis pela diversidade do ambiente digital.

O que está em jogo?

A decisão da Vivaldi contrasta com movimentos recentes da indústria. O Google, por exemplo, está incorporando o Gemini ao Chrome para resumir páginas e, futuramente, navegar em nome do usuário. Já a Microsoft promove o Edge como “navegador com IA”, com recursos que analisam o conteúdo da tela e sugerem ações automáticas.

Para von Tetzchner, tais iniciativas transformam a experiência em algo passivo, no qual o usuário deixa de decidir como e por onde navegar. Esse debate ocorre em paralelo a discussões regulatórias sobre como as pessoas acessam informação online.

A disputa atual entre navegadores já não gira apenas em torno de velocidade ou recursos de abas, mas de quem intermedeia o conhecimento, quem recebe a atenção do público e quem monetiza a jornada do usuário. Nesse cenário, o Vivaldi se posiciona como uma alternativa para aqueles que ainda valorizam autonomia e controle.

Vivaldi defende a privacidade, os direitos autorais e a autonomia do usuário (imagem: divulgação/Vivaldi)

A proposta do navegador Vivaldi

De acordo com seu CEO, a missão do navegador é atender “mentes curiosas, pesquisadores, usuários avançados e todos que buscam independência”. Isso não significa que a empresa rejeite totalmente os avanços em aprendizado de máquina, mas sim que só adotará ferramentas de IA que não comprometam a privacidade, os direitos autorais e a autonomia do usuário.

O Vivaldi segue apostando em personalização, produtividade e privacidade, em vez de centralizar a experiência em um assistente automatizado. A mensagem da empresa é clara: o navegador continuará sendo um espaço para quem deseja comparar informações, tirar conclusões próprias e manter a navegação como uma atividade ativa.

“O Vivaldi é o paraíso para quem ainda quer explorar. Continuaremos construindo um navegador para mentes curiosas, usuários avançados, pesquisadores e qualquer pessoa que valorize a autonomia. Se a IA contribuir para esse objetivo sem roubar propriedade intelectual, comprometer a privacidade ou a web aberta, nós a utilizaremos. Se ela transformar as pessoas em consumidores passivos, não o faremos”

– Jon von Tetzchner, CEO do navegador Vivaldi

O Vivaldi está disponível em sistemas como Windows, macOS, Linux, Android e iOS. Com a decisão, ele reforça sua identidade como um navegador independente em meio ao avanço dos gigantes da tecnologia. A estratégia da companhia é resistir à transformação da web em um espaço mediado por resumos de IA.

Com informações do Vivaldi e Thurrott
CEO de navegador rejeita IA e defende a “alegria de navegar na web”

CEO de navegador rejeita IA e defende a “alegria de navegar na web”
Fonte: Tecnoblog

ChatGPT terapeuta? CEO alerta que não há sigilo legal em conversas íntimas

ChatGPT terapeuta? CEO alerta que não há sigilo legal em conversas íntimas

Sam Altman, CEO da OpenAI, admite que IA não garante sigilo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Sam Altman, CEO da OpenAI, alerta que conversas terapêuticas com o ChatGPT não têm sigilo legal garantido.
No Brasil, mais de 12 milhões usam IA para pedir conselhos, sendo 6 milhões com o ChatGPT.
Especialistas apontam que o uso de IA para questões íntimas pode gerar apego emocional, banalizar o sofrimento e oferecer apoio superficial.

Milhões de pessoas, especialmente jovens, têm usado o ChatGPT como uma espécie de terapeuta ou coach para desabafar sobre problemas íntimos. Se você está entre eles, Sam Altman, CEO da OpenAI, avisa: a indústria de IA não garante o sigilo.

Segundo Altman, a legislação atual sobre IA não tem o mesmo cuidado legal para proteger informações sensíveis, ao contrário do que ocorre com médicos, psicólogos ou advogados. Isso significa que a Justiça pode obrigar a OpenAI a entregar o histórico das conversas de qualquer pessoa com o bot.

Sem proteção legal

O CEO fez o alerta no podcast This Past Weekend with Theo Von. “As pessoas contam as coisas mais pessoais de suas vidas para o ChatGPT”, disse Altman. Ele afirma que a indústria ainda não resolveu a questão da confidencialidade quando o usuário fala sobre esses assuntos com o chatbot.

A falta de clareza legal, segundo o executivo, é um impeditivo para uma adoção mais ampla e segura da tecnologia. “Acho que deveríamos ter o mesmo conceito de privacidade para suas conversas com a IA que temos com um terapeuta”, defendeu. O assunto é tema do Tecnocast 382 — O ChatGPT está te deixando mais preguiçoso?

No Brasil, o fenômeno descrito por Altman já é uma realidade. Uma estimativa da agência de comportamento Talk Inc., divulgada pelo UOL, revela que mais de 12 milhões de brasileiros utilizam ferramentas de IA para fazer terapia, dos quais cerca de 6 milhões recorrem especificamente ao ChatGPT como forma de apoio emocional.

O apelo, segundo especialistas, está na disponibilidade e no suposto anonimato, que pode reduzir o estigma de buscar ajuda para certos problemas. Além disso, pessoas em cargos altos na indústria já endossaram o comportamento: recentemente, um executivo da Microsoft sugeriu o uso do Copilot, chatbot da empresa, para ajudar funcionários a lidarem com a “carga emocional” de demissões em massa.

Riscos vão além da privacidade

Além da falta de sigilo legal, o uso de chatbots como terapeutas envolve outros riscos. A própria OpenAI já alertou para a possibilidade de os usuários desenvolverem um “apego emocional” à voz do ChatGPT, especialmente após a introdução de vozes ultrarrealistas com o GPT-4o.

A empresa admite que, embora a socialização com a IA possa beneficiar pessoas solitárias, ela também pode “afetar relacionamentos humanos saudáveis”.

Especialistas em saúde mental alertam que esse tipo de uso pode tratar os problemas de forma superficial, focando apenas nos sintomas e ignorando as causas mais profundas. Também criticam a banalização do sofrimento, reduzido a algo que um algoritmo deveria simplesmente “resolver”.

Chatbots também podem exagerar no otimismo. Em abril, após atualizações no GPT-4o, Altman admitiu que o modelo estava “bajulador” e “irritante”, chegando a incentivar comportamentos absurdos apenas para não contrariar os usuários.

Com informações de TechCrunch e UOL
ChatGPT terapeuta? CEO alerta que não há sigilo legal em conversas íntimas

ChatGPT terapeuta? CEO alerta que não há sigilo legal em conversas íntimas
Fonte: Tecnoblog

Após adotar IA e recuar, empresa diz que humanos farão só atendimento VIP

Após adotar IA e recuar, empresa diz que humanos farão só atendimento VIP

Empresa retomou contratação de atendentes humanos no SAC (foto: reprodução/Klarna Holding AB)

Resumo

O CEO da Klarna, Sebastian Siemiatkowski, anunciou que o atendimento humano será oferecido como opção VIP na empresa.
Em 2024, a Klarna demitiu sua equipe de suporte para focar em IA, mas reverteu a decisão após críticas sobre a queda na qualidade do atendimento.
A estratégia atual, segundo o CEO, será um modelo híbrido que combina automação com atendimento humano para equilibrar eficiência e qualidade.

Depois de reconhecer que a automação prejudicou a qualidade do atendimento, a Klarna agora quer transformar o contato humano em um serviço premium. Durante um evento em Londres nesta semana, o CEO da fintech sueca, Sebastian Siemiatkowski, anunciou que o atendimento com pessoas passará a ser uma opção VIP.

A justificativa, segundo ele, é equilibrar os ganhos de eficiência com a preservação da “conexão humana”. A proposta também tenta conter críticas à contradição entre as decisões da empresa e os discursos recentes do executivo.

Atendimento humano para balancear IA

Durante a SXSW de Londres, o CEO da Klarna, Sebastian Siemiatkowski, afirmou que o atendimento humano “sempre será uma coisa VIP”, comparando-o a um produto artesanal.

A declaração ocorre após a fintech recuar da estratégia de automação total. Em 2024, a Klarna demitiu sua equipe de suporte e substituiu o atendimento por IA — decisão que gerou críticas e piorou a experiência dos usuários.

O próprio CEO reconheceu que priorizar o corte de custos levou a uma “menor qualidade”, e que deixar clientes já frustrados lidando com um algoritmo não foi a melhor prática. Por disso, a Klarna voltou atrás e retomou a contratação de atendentes humanos.

Após a repercussão do caso, a empresa foi criticada pela aparente contradição entre discurso e prática. Em resposta, Siemiatkowski adotou um novo tom: “duas coisas podem ser verdade ao mesmo tempo”.

A proposta agora, segundo o executivo, é oferecer uma experiência híbrida: a IA cuida de tarefas repetitivas, enquanto pessoas reais se tornam um diferencial para quem busca atendimento personalizado.

Klarna promete beneficiar funcionários com ganhos da IA

Inteligência Artificial deverá substituir trabalhos “manuais”, segundo Siemiatkowski (imagem: tungnguyen0905/Pixabay)

Siemiatkowski afirma que pretende usar a economia gerada pela IA para aumentar os salários dos funcionários e automatizar tarefas repetitivas. Ainda assim, a empresa oferecerá aos clientes uma “conexão humana”.

O novo posicionamento da empresa se relaciona a uma visão pessoal de Siemiatkowski sobre o futuro do trabalho. Ele reconhece que cargos de engenharia ainda não foram impactados, mas acredita que isso pode mudar.

Segundo o CEO, está surgindo uma nova geração de profissionais híbridos — empresários que programam com o apoio da IA.

Para ilustrar, contou que ele próprio tem usado o ChatGPT como um “tutor particular” para aprender a programar e entender melhor os dados da Klarna. A experiência, segundo ele, tornou a empresa mais eficiente.

Com informações do TechCrunch
Após adotar IA e recuar, empresa diz que humanos farão só atendimento VIP

Após adotar IA e recuar, empresa diz que humanos farão só atendimento VIP
Fonte: Tecnoblog

Empresa que substituiu pessoas por IA volta atrás e contrata humanos

Empresa que substituiu pessoas por IA volta atrás e contrata humanos

Ter humanos disponíveis para atender clientes é fundamental, segundo Siemiatkowski (foto: reprodução/Klarna Holding AB)

Resumo

A fintech Klarna reconheceu queda na qualidade do atendimento após substituir humanos por IA e reverterá a estratégia com novas contratações.
Será testado modelo remoto sob demanda para atendimento, mantendo IA como suporte central na operação.
Pesquisas indicam que líderes globais e brasileiros estão divididos quanto ao uso exclusivo de IA no atendimento ao cliente.

A fintech sueca Klarna decidiu reverter sua polêmica estratégia de substituição de atendentes humanos por inteligência artificial. A decisão ocorre após o CEO da empresa, Sebastian Siemiatkowski, admitir que a qualidade do serviço caiu com a automação excessiva. Ele falou do assunto na semana passada.

Há dois anos, a empresa iniciou uma parceria com a OpenAI para automatizar postos de trabalho. Na época, a companhia chegou a afirmar que sua IA de atendimento ao cliente poderia realizar o trabalho equivalente a 700 funcionários em tempo integral. Agora, planeja uma nova onda de contratações de pessoas para a função. 

Economia alta, qualidade baixa

Em 2023, a Klarna encerrou contratos dos setores de marketing e, em 2024, acabou com a equipe de atendimento ao cliente, substituindo-os progressivamente por agentes de IA. A princípio, a empresa chegou a divulgar uma economia de US$ 10 milhões em custo de marketing com a terceirização de tarefas como tradução e análise de dados para IA. 

Porém, a aposta na automatização para contato direto com o consumidor não trouxe os resultados esperados, pelo menos em termos de satisfação. Siemiatkowski admitiu, ao Bloomberg, que o custo foi um fator de avaliação predominante na organização do sistema, mas “o que você acaba tendo é menor qualidade”. 

Segundo o CEO, deixar clientes já frustrados lidando com um algoritmo não é a melhor prática. 

“Do ponto de vista da marca e da empresa, acho fundamental que você deixe claro para o seu cliente que sempre haverá um humano disponível, se ele quiser”

Sebastian Siemiatkowski, CEO da Klarna

Novo modelo “estilo Uber” e o futuro da IA na empresa

IA não fez sucesso com clientes e empresa recorrerá à “uberização” (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Para reverter o quadro, a Klarna está testando um novo modelo de recrutamento no estilo da Uber, ou seja, trabalhadores remotos poderiam fazer login e prestar atendimento sob demanda. Atualmente, apenas dois agentes participam do programa piloto. 

Contudo, a Klarna não abandonará completamente a inteligência artificial. A empresa afirma que a IA continuará central em suas operações, com planos de reconstruir sua pilha tecnológica com a IA no núcleo para impulsionar a eficiência. Além disso, a relação com a OpenAI permanece forte, segundo o CEO da companhia. 

A expectativa é que, mesmo com a recontratação, o quadro geral de funcionários diminua de cerca de 3 mil para 2,5 mil pessoas em um ano. 

O que o mercado pensa sobre o uso de IA? 

Uma pesquisa com mais de 1,4 mil executivos, de janeiro de 2024, revelou que 66% estavam insatisfeitos com o progresso de suas organizações com uso de IA. Outro levantamento recente, da plataforma Orgvue, indicou que mais de 55% dos líderes empresariais do Reino Unido se arrependeram da decisão de substituir empregos por IA.

Opinião de empresários sobre adoção de IA no trabalho ainda é divisiva (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

No Brasil, uma pesquisa encomendada pela Microsoft em 2024 indicou que 74% das pequenas e médias empresas brasileiras já incorporaram IA. Cerca de 72% das empresas relataram ganho de eficiência e produtividade, 58% melhoraram o atendimento ao cliente e 46% reduziram custos.

Contudo, outra pesquisa de outubro do mesmo ano, da Data-Makers, revelou que 62% dos CEOs brasileiros identificam barreiras culturais internas como um problema para a adoção de IA.

Com informações do Bloomberg, Futurism e Mint
Empresa que substituiu pessoas por IA volta atrás e contrata humanos

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Fonte: Tecnoblog