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BTG Pactual sofre ataque hacker que teria desviado R$ 100 milhões

BTG Pactual sofre ataque hacker que teria desviado R$ 100 milhões

BTG Pactual sofre ataque hacker que teria desviado R$ 100 milhões (imagem: divulgação/BTG Pactual)

Resumo

O BTG Pactual suspendeu transferências via Pix após detectar uma invasão que teria desviado R$ 100 milhões.
O banco afirmou que contas de clientes não foram afetadas e recuperou parte do valor desviado.
As operações via Pix foram retomadas na manhã de segunda-feira (23/03).

O domingo (22/03) foi de tensão para os clientes do BTG Pactual e para o próprio banco. A instituição financeira se viu obrigada a suspender transações via Pix após constatar uma invasão aos seus sistemas. A ação hacker teria resultado em um desvio de cerca de R$ 100 milhões.

Ainda não está claro como o ataque hacker foi executado. Porém, fontes próximas ao BTG Pactual revelaram ao jornal O Globo que o Banco Central identificou indícios de atividade suspeita logo pela manhã de domingo e, por volta das 6:00, passou a avisar o banco sobre o problema.

Em reação, o BTG Pactual suspendeu as operações via Pix, de modo preventivo. As transações via Pix começaram a ser retomadas somente na manhã desta segunda-feira (23/03).

Embora a instituição não confirme, as fontes disseram ao O Globo que cerca de R$ 100 milhões teriam sido desviados do banco pelos invasores, com grande parte desse dinheiro tendo sido recuperada pouco tempo depois pelo BTG Pactual, restando a ser retomados algo entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões.

O montante supostamente desviado teria saído de um valor mantido pelo BTG Pactual junto ao Banco Central, não de contas de clientes, porém.

BTG Pactual diz que contas de clientes não foram afetadas (imagem: reprodução/BTG Pactual)

BTG Pactual afirma que contas de clientes não foram afetadas

Ao Tecnoblog, o BTG Pactual informou que não houve acesso indevido a nenhuma conta de cliente e que as operações com Pix começaram a ser retomadas, como já informado:

O BTG Pactual informa que iniciou o restabelecimento do serviço de PIX na manhã desta segunda-feira (23/03) após suspensão do serviço por medida preventiva no domingo (22/03).

A paralisação ocorreu após identificação de atividades atípicas que acionaram os sistemas de segurança na manhã do domingo. O BTG Pactual esclarece que não houve acesso a contas de clientes nem exposição de dados de correntistas.

O banco reforça, ainda, que a segurança das informações é prioridade e permanece disponível em caso de dúvidas em seus canais de atendimento.

O Tecnoblog também entrou em contato com o Banco Central. O texto será atualizado se o órgão der alguma declaração sobre o incidente.
BTG Pactual sofre ataque hacker que teria desviado R$ 100 milhões

BTG Pactual sofre ataque hacker que teria desviado R$ 100 milhões
Fonte: Tecnoblog

BC indica falhas de segurança como principal queixa contra bancos

BC indica falhas de segurança como principal queixa contra bancos

Medidas de segurança dos bancos e fintechs são maiores alvos de reclamações dos clientes (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

O Banco Central divulgou nesta quinta-feira (24) o seu relatório trimestral sobre reclamações recebidas pelos bancos brasileiros. O relatório mostra as falhas de segurança são a principal queixa dos clientes. Já o pódio das instituições financeiras que mais receberam reclamações é composto por Bradesco, Inter e PagSeguro.

Quais as principais reclamações dos clientes de banco?

Segundo o relatório do Banco Central, essas são as cinco principais reclamações dos clientes em relação às instituições financeiras:

Irregularidades relativas à integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços relacionados a cartões de crédito

Insatisfação com o atendimento prestado pelo SAC ou Central de Relacionamento

Irregularidades relativas à integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade dos serviços relacionados a operações de crédito, exceto consignado

Restrição à realização de portabilidade de operações de crédito consignado relativas a pessoas naturais

Irregularidades relativas à integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade dos serviços relacionados a operações de crédito consignado

Clientes estão mais preocupados com segurança das instituições financeiras (imagem: Felipe Freitas/Tecnoblog)

Três das cinco maiores reclamações são ligadas às falhas de segurança e integridade de diferentes serviços financeiros. No ranking completo, que conta com mais de 100 tipos de reclamações, questões de irregularidades relativas à integridade e segurança das instituições aparecem mais sete vezes.

O caso recente de vazamento de dados de clientes da XP Investimentos mostra que essa preocupação dos clientes não é exagerada. Em fevereiro, o banco Neon também revelou que informações de clientes foram roubadas. Em março houve o vazamento de mais de 25 mil chaves Pix.

É natural que instituições que lidam com a vida financeira de clientes (seja em investimentos, conta-corrente ou cartão de crédito) recebam mais reclamações nessa área. Afinal, é mais prático gerenciar seu dinheiro em um ou dois bancos do que deixá-lo separado em diversas instituições. Logo, se você tem conta em apenas um banco, um ciberataque a esse banco pode comprometer todos os seus recursos.

Inter lidera reclamações entre bancos digitais (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Quais instituições financeiras receberam mais reclamações?

Essas são as quinze instituições financeiras que mais receberam reclamações no primeiro trimestre de 2025:

Bradesco

Inter

PagSeguro

C6 Bank

BTG Pactual

Santander

Mercado Pago

PicPay

Itaú

99 Pay

Neon

Pefisa

Caixa Econômica Federal

Banco do Brasil

Nubank

O Inter, C6 Bank e PicPay são os três bancos digitais que mais receberam reclamações nos primeiros meses do ano.
BC indica falhas de segurança como principal queixa contra bancos

BC indica falhas de segurança como principal queixa contra bancos
Fonte: Tecnoblog

Adeus, Oi Fibra: rede neutra oferece R$ 5,6 bilhões por operadora de internet

Adeus, Oi Fibra: rede neutra oferece R$ 5,6 bilhões por operadora de internet

V.tal apresenta proposta para assumir clientes da Oi Fibra (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Resumo

A V.tal apresentou proposta de R$ 5,6 bilhões para adquirir a carteira de clientes da Oi Fibra, durante a segunda rodada de leilão judicial.
A V.tal foi a única interessada no leilão, após a proposta anterior da Ligga ser rejeitada por estar abaixo do valor mínimo.
A Oi possui 4,3 milhões de clientes de fibra óptica e 9,3% do mercado de banda larga no Brasil.
A proposta da V.tal será avaliada por credores e envolve pagamento em ações, créditos extraconcursais e debêntures.
A V.tal, anteriormente focada em redes neutras, passará a atender clientes finais, o que pode levantar questões sobre sua neutralidade.

Não é novidade que a Oi está passando por dificuldades financeiras, e a companhia agora se desfez de um dos seus ativos mais valiosos. A V.tal, empresa dona da rede neutra derivada da infraestrutura da operadora, apresentou sua proposta pela carteira de clientes de fibra óptica pelo valor de R$ 5,6 bilhões.

O negócio foi apresentado na segunda rodada do leilão realizado pela 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e a V.tal foi a única empresa a apresentar proposta. Na primeira rodada, a operadora regional Ligga apresentou uma proposta no valor de R$ 1 bilhão, rejeitada por estar abaixo do preço mínimo.

Atualmente, a Oi é a terceira maior operadora de internet banda larga do Brasil, com 9,3% de participação de mercado. A companhia tem 4,3 milhões de clientes de fibra óptica em 296 cidades brasileiras, e registrou receita de R$ 1,09 bilhão no 2º trimestre de 2024.

Credores devem avaliar proposta da V.tal

A proposta da V.tal ainda deve ser avaliada pelos credores em até 10 dias, mas a própria Oi já considera o negócio como feito. Em comunicado à imprensa, o CEO da operadora, Mateus Bandeira, diz que “com a venda da ClientCo, completamos mais uma etapa do Plano de Recuperação Judicial”.

O valor de R$ 5,68 bilhões é divido das seguintes formas:

R$ 4,99 bilhões em ações emitidas pela V.tal;

R$ 375 milhões a partir de créditos extraconcursais detidos pela V.tal contra a Oi pelo contrato firmado para utilização da rede neutra;

R$ 308 milhões em dação de debêntures.

O negócio também deve ser avaliado pelo Cade e pela Anatel. De acordo com a Oi, a data de fechamento da operação estendida por deliberação dos credores é 31 de dezembro de 2024.

Quem é a V.tal?

A V.tal é uma companhia de redes neutras que surgiu a partir da infraestrutura de fibra óptica existente da Oi. Em 2021, a operadora vendeu o controle da sua InfraCo para um fundo do BTG Pactual, mas ainda mantinha participação significativa na empresa de infraestrutura.

Técnicos expandindo rede de fibra óptica da V.tal (Imagem: Lucas Braga / Tecnoblog)

Com a rede derivada da Oi Fibra, a V.tal é responsável por alugar sua infraestrutura de fibra óptica para outras empresas, que comercializam serviços de internet sem ter que montar cabeamento próprio. Com isso, a V.tal é remunerada por cada cliente conectado, e até então atuava apenas no mercado de atacado.

Com a compra da carteira de clientes da Oi Fibra, a V.tal deixa de atender exclusivamente no atacado e se torna uma empresa que oferece serviços diretamente ao consumidor final. Com isso, é natural que a neutralidade da companhia seja questionada. Anteriormente, a empresa assegurou que isolaria a unidade de clientes com uma espécie de muralha ética, que incluiria separação nos sistemas, gestão e governança.

Diversas empresas utilizam a infraestrutura da V.tal. A Oi era a maior cliente, mas a fibra óptica compartilhada também é utilizada por grandes operadoras como Claro, TIM e Sky, além de provedores regionais ou digitais como Vero, Master, Obvious, Flix Fibra, entre outros.

A V.tal não é a única rede neutra disponível no Brasil, apesar de ser a maior empresa do segmento quando se fala em capilaridade e clientes. O mercado também é atendido por concorrentes como I-Systems (oriunda da TIM Ultrafibra), FiBrasil (derivada da Vivo Fibra) e American Tower.
Adeus, Oi Fibra: rede neutra oferece R$ 5,6 bilhões por operadora de internet

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Fonte: Tecnoblog