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Microsoft SharePoint tem falha crítica que expõe dados de empresas

Microsoft SharePoint tem falha crítica que expõe dados de empresas

Microsoft SharePoint tem falha crítica que expõe dados de empresas (imgem ilustrativa: reprodução/Microsoft)

Organizações que utilizam o Microsoft SharePoint devem ficar em alerta. Uma vulnerabilidade de dia zero na plataforma foi explorada por hackers para captura de dados internos de dezenas empresas. O problema é tão sério que, em uma escala de gravidade que vai de 1 a 10, recebeu 9,8 pontos.

Uma vulnerabilidade de dia zero, ou zero-day, é aquela que é explorada por hackers antes que a organização responsável pelo software identifique e solucione o problema por meio de atualizações de segurança.

A falha zero-day em questão foi identificada como CVE-2025-53770 e, basicamente, permite que servidores SharePoint sejam acessados remotamente por agentes externos, sem autenticação. Com isso, os invasores podem capturar dados ou realizar outra ações maliciosas no sistema.

Os primeiros ataques explorando a falha foram identificados na última sexta-feira (18/07) pela empresa de segurança digital Eye Security. A companhia informou ao BleepingComputer que pelo menos 54 organizações foram atacadas por hackers em razão da vulnerabilidade, mas esse número pode ser muito maior.

O SharePoint é usado, essencialmente, para compartilhamento e gerenciamento de dados nas organizações. Como a plataforma pode ser conectada a vários outros serviços, como o Microsoft Outlook e o Microsoft Teams, o risco de roubo de informações sigilosas e invasão a outros sistemas não é desprezível.

Microsoft já liberou correções para a falha no SharePoint (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Qual foi a reação da Microsoft?

No sábado, a Microsoft reconheceu a existência do problema e, no domingo, liberou uma correção de emergência, bem como uma segunda atualização que mitiga uma falha relacionada, identificada como CVE-2025-53771.

As correções liberadas pela Microsoft são direcionadas ao SharePoint Subscription Edition, ao SharePoint 2019 e ao SharePoint 2016. O SharePoint Online, dentro do Microsoft 365, não está sob risco. A vulnerabilidade afeta apenas as versões hospedadas e gerenciadas localmente pelas organizações.

Especializadas em segurança alertam, porém, que a instalação das correções é apenas parte da solução. É preciso checar se sistemas foram invadidos antes do update e, se positivo, aplicar procedimentos para solucionar o problema, como atualizar chaves de acesso e fazer uma varredura por malwares.
Microsoft SharePoint tem falha crítica que expõe dados de empresas

Microsoft SharePoint tem falha crítica que expõe dados de empresas
Fonte: Tecnoblog

Keeta avalia usar drones para entregas de comida no Brasil

Keeta avalia usar drones para entregas de comida no Brasil

Resumo

Keeta avalia usar drones e veículos autônomos no Brasil, após testes bem-sucedidos na China.
Normas atuais dificultam operação com drones; Anac propõe novas regras que podem facilitar.
iFood realizou entregas por drone entre 2020 e 2022, mas não expandiu o serviço.

Empresa de delivery de comida opera com drones na China (imagem: reprodução/Keeta Drone)

A gigante chinesa de delivery Keeta, que se prepara para entrar no mercado brasileiro de delivery, avalia usar drones e veículos autônomos em sua operação. O vice-presidente do grupo Meituan, dono da Keeta, disse que a companhia já realizou mais de um milhão de entregas com essa tecnologia na China e “planeja trazê-la ao Brasil”.

As falas de Tony Qiu se deram numa entrevista ao jornal Folha de São Paulo. Uma fonte do Tecnoblog com conhecimento no assunto também nos confirmou que o potencial rival do iFood avalia novos métodos de entrega no mercado brasileiro.

O executivo, no entanto, condicionou o uso da tecnologia à regulamentação. Segundo ele, a empresa ainda não pode usar os equipamentos no país porque as regras atuais não comportam uma operação em larga escala. Ele fez uma comparação com a China, onde “você já pode pedir comida por drones da Grande Muralha”, afirma.

Modalidade é possível no Brasil?

O principal obstáculo para a implementação do delivery aéreo em larga escala, segundo a Keeta, é a regulamentação no Brasil. Atualmente, uma operação comercial com drones precisa de autorizações de pelo menos três órgãos diferentes: Anac (aviação civil), Departamento de Controle do Espaço Aéreo e Anatel.

As normas atuais exigem que os drones sejam registrados e tenham seguro contra danos a terceiros.

No caso de voos em áreas urbanas em rotas além da vista do piloto (BVLOS), modalidade em que as empresas de delivery aéreo devem operar, as exigências são ainda mais rigorosas. Nesses casos, é preciso apresentar uma análise de risco e obter autorizações especiais para cada rota. Pode ser que essa situação mude ou seja simplificada, uma vez que a Anac prepara novas regras que poderiam viabilizar a nova modalidade.

ANAC prepara algumas mudanças nas regras para operação de drones (imagem: reprodução/Gov.br)

Em junho de 2025, a agência abriu uma consulta pública para uma nova proposta de regulamentação (RBAC nº 100), visando modernizar as regras para operações de drones. A proposta, que recebeu sugestões da sociedade civil até 18 de julho, troca a rigidez dos procedimentos atuais por mais liberdade.

A ideia é que as empresas que consigam demonstrar à agência que os riscos são compreendidos e mitigados possam inovar em seus modelos de operação e, por consequência, criar um ambiente regulatório interessante para o transporte de cargas em larga escala via drones.

iFood já testou entrega por drones

Drone da Speedbird leva entregas do iFood (imagem: divulgação/iFood)

A ideia de receber um pedido por drone não é inédita no Brasil. O iFood, que domina o mercado de delivery de comida por aqui, realizou testes com a tecnologia em duas ocasiões, em parceria com a Speedbird Aero.

A primeira, em 2020, ocorreu em Campinas, com uma rota curta de 400 metros que ligava a praça de alimentação de um shopping a um “droneport”. No local, um entregador pegava o pedido e realizava o trecho final do percurso por terra.

Dois anos depois, a empresa obteve a primeira autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para realizar entregas comerciais. A licença permitia voos em rotas de até 3 km, inclusive em áreas urbanas, e foi usada para testes em Aracaju.

Na ocasião, um drone atravessou o rio Sergipe, conectando um shopping à cidade vizinha de Barra dos Coqueiros. O trajeto, que por terra levaria até 55 minutos, foi concluído em pouco mais de cinco minutos pelo ar. Ainda assim, o modelo não foi expandido e até hoje não se tornou um método de entrega padrão da plataforma.

Com informações da Folha de São Paulo
Keeta avalia usar drones para entregas de comida no Brasil

Keeta avalia usar drones para entregas de comida no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Rumor aponta que Nothing pode lançar smartphones com séries 'T' ou 'Lite' mirando intermediários

Rumor aponta que Nothing pode lançar smartphones com séries ‘T’ ou ‘Lite’ mirando intermediários

Conhecida por seus aparelhos com visual diferenciado, a Nothing pode estar se preparando para um grande movimento de mercado. A marca com sede em Londres pode lançar smartphones da linha ‘T’ ou ‘Lite’ em um futuro próximo.

O novo rumor vem do tipster Yogesh Brar, em uma postagem na sua conta no X (ex-Twitter). A suposta estratégia pode estar associada a tentativa da empresa de atingir mais consumidores ao lançar modelos de uma gama mais acessível, uma vez que as séries ‘T’ e ‘Lite’ costumam ser comumente associadas a dispositivos mais baratos.

Looks like Nothing could be adding ‘Lite’ or ‘T’ branded phones to their lineup..

Pro models are just not cutting it..O Nothing Phone (3) ainda não está disponível nas lojas brasileiras. Para ser notificado quando ele chegar clique aqui.Clique aqui para ler mais

Rumor aponta que Nothing pode lançar smartphones com séries ‘T’ ou ‘Lite’ mirando intermediários
Fonte: Tudocelular

Nothing anuncia CMF Watch 3 Pro com tela OLED, bateria de até 60 dias, integração com Strava e mais

Nothing anuncia CMF Watch 3 Pro com tela OLED, bateria de até 60 dias, integração com Strava e mais

A Nothing anunciou hoje o sucessor do CMF Watch Pro 2 com algumas mudanças no design e menos opções de personalização. A principal vantagem do novo modelo é a sua tela maior com bordas mais finas, mas em contrapartida ele não pode ter bordas trocadas para alternar o seu estilo.A tela é OLED com 1,43 polegada, um aumento de 10% em relação ao CMF Watch Pro 2 de 1,32″, enquanto a caixa é feita de metal com certificação IP68, pulseira de silicone e bateria que pode durar por até 13 dias em modo normal ou 60 dias com a economia de bateria ativada.

O relógio tem GPS integrado, consegue ler o nível de oxigênio no sangue e frequência cardíaca em tempo real com suporte a 131 modos esportivos e detecção automática de 7 atividades.Clique aqui para ler mais

Nothing anuncia CMF Watch 3 Pro com tela OLED, bateria de até 60 dias, integração com Strava e mais
Fonte: Tudocelular

RedMagic Astra: tablet desembarca no Brasil com preço competitivo

RedMagic Astra: tablet desembarca no Brasil com preço competitivo


Atualização (22/07/2025) – JS
A Nubia acaba de publicar em seu site a chegada oficial do tablet RedMagic Astra ao Brasil. O dispositivo focado no público gamer chega ao país por R$ 4.099. Esse preço é extremamente competitivo, considerando que o produto possui um hardware topo de linha.

Dessa forma, é possível ter uma opção focada em garantir alta fluidez por um valor mais acessível. Afinal, atualmente o Galaxy Tab S10+ custa por volta de R$ 5.600, um preço muito superior ao modelo da Nubia.O RedMagic Astra ainda não está disponível nas lojas brasileiras. Para ser notificado quando ele chegar clique aqui.Clique aqui para ler mais

RedMagic Astra: tablet desembarca no Brasil com preço competitivo
Fonte: Tudocelular

Xiaomi TV Stick 4K Gen 2 chega ao mercado com design renovado e Google TV

Xiaomi TV Stick 4K Gen 2 chega ao mercado com design renovado e Google TV

Depois de quatro anos de espera, finalmente o dispositivo Xiaomi TV Stick 4K Gen 2 foi anunciado. Apesar de não ter esperado um evento especial para mostrar o produto, a fabricante chinesa já disponibilizou todas as informações técnicas do aparelho em seu site oficial. Entre os diferenciais do produto, estão a presença do sistema Google TV, a renovação visual e o Wi-Fi 6. No demais, a fabricante preferiu garantir o básico que funciona, entregando tecnologias importantes para aprimorar a qualidade de imagem nas plataformas de streaming.

Visualmente, a 2ª geração do Xiaomi TV Stick mudou alguns aspectos pontuais para dar um ar de renovação. Entre eles, estão as bordas mais arredondadas do corpo que o deixam mais parecido com a nova versão do Amazon Fire TV Stick. O controle remoto do produto também foi levemente alterado, ganhando mais dois botões de atalho, um para o YouTube e outro que abre diversos aplicativos.Clique aqui para ler mais

Xiaomi TV Stick 4K Gen 2 chega ao mercado com design renovado e Google TV
Fonte: Tudocelular

Meta, X e LinkedIn apelam de decisão de taxação sobre registro de usuários na Itália

Meta, X e LinkedIn apelam de decisão de taxação sobre registro de usuários na Itália

Meta, X/Twitter e LinkedIn entraram na justiça contra o governo italiano acerca da notificação do país europeu na aplicação de impostos sobre os registros de usuários em redes sociais, em virtude da troca de dados ocorrida no processo. A situação, inédita para a Itália, que sempre teria conseguido resolver propostas de taxação sem disputas, teria potencial de influenciar toda a Europa de maneira similar ao Imposto sobre Valor Agregado (VAT, na sigla em inglês) cobrado na região.Segundo fontes ouvidas pela agência Reuters, as autoridades italianas teriam argumentado que os registros gratuitos de usuários no X, LinkedIn e redes da Meta, como o Facebook e o Instagram, deveriam ser encarados como transações taxáveis, já que a criação das contas exige o envio de dados para as plataformas.

Com isso em mente, o país teria exigido o pagamento de 887,6 milhões de euros (R$ 5,8 bilhões) da Meta, 12,5 milhões de euros (~R$ 81,4 milhões) do X e cerca de 140 milhões de euros (~R$ 911,5 milhões) do LinkedIn. As empresas não teriam chegado a um acordo, e decidiram então apelar da decisão em corte especializada na segunda metade de julho, após o fim do prazo estipulado pela notificação da Itália.Clique aqui para ler mais

Meta, X e LinkedIn apelam de decisão de taxação sobre registro de usuários na Itália
Fonte: Tudocelular

Galaxy S25 Ultra (256 GB) com câmera de 200 MP tem oferta histórica no Magalu

Galaxy S25 Ultra (256 GB) com câmera de 200 MP tem oferta histórica no Magalu

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O Samsung Galaxy S25 Ultra (256 GB) está em oferta com 51% de desconto no Magalu por R$ 5.831 no Pix, considerado o menor preço histórico de acordo com o Zoom. Lançamento da Samsung em 2025 por R$ 11.999, traz entre os destaques: processador de última geração da Qualcomm e tela de 6,9″ com resolução Quad HD+.

Galaxy S25 Ultra tem chip Snapdragon 8 Elite e câmera de 200 MP

Galaxy S25 Ultra é o principal lançamento da Samsung no primeiro semestre (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O topo de linha carrega um conjunto quádruplo de câmeras traseiras, com destaque para a principal de 200 MP com pixel binning que tira fotos consideradas profissionais. Os outros sensores são: ultrawide de 50 MP, uma lente periscópio também de 50 MP com zoom óptico 5x, e uma teleobjetiva de 10 MP e zoom óptico 3x. O smartphone ainda possui câmera frontal de 12 MP para selfies e grava vídeos em resolução 8K.

O S25 Ultra é equipado com o chip Snapdragon 8 Elite for Galaxy, de 3 nm e 4.47 GHz de velocidade. O processador oferece melhoria de 37% em CPU e 30% em GPU do que a geração anterior. Acompanhado de uma memória RAM generosa de 12 GB, proporciona performance de ponta e sem travamentos de navegação e em jogos.

Originalmente integrado com One UI 7 e Android 15, com promessa de sete anos de atualizações de sistema e patches de segurança pela Samsung, o smartphone tem suporte ao Galaxy AI, além de uma maior integração com o Gemini. A IA do Google pode salvar notas, identificar elementos em vídeos e imagens e traz o Now Brief, um resumo personalizado com informações básicas para o seu dia.

A tela AMOLED Dinâmico 2x de 6,9 polegadas tem resolução Quad HD (3120 x 1440 pixels) e suporte HDR10+ que oferece níveis adaptados de contraste e cores mais profundas. O painel ainda possui taxa de atualização de até 120 Hz para fluidez gráfica e brilho com pico de 2.600 nits para visualização em ambientes muito claros.

A bateria de 5.000 mAh tem capacidade de reproduzir vídeos por até 31 horas, segundo a Samsung. Além disso, oferece carregamento rápido de 45 W e suporte para carregamento sem fio no padrão Qi2 de 15 W. Já em conectividade, apresenta conexão 5G, Wi-Fi 7, Bluetooth 5.4 e NFC.

O Galaxy S25 Ultra em promoção histórica por R$ 5.831 no Pix tem corpo em titânio, com as proteções Corning Gorilla Armor 2 na frente e Gorilla Glass Victus 2 na traseira, além da certificação IP68 que possibilita submersão de 1,5 metro em água por até 30 minutos.
Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.Galaxy S25 Ultra (256 GB) com câmera de 200 MP tem oferta histórica no Magalu

Galaxy S25 Ultra (256 GB) com câmera de 200 MP tem oferta histórica no Magalu
Fonte: Tecnoblog

Itália quer cobrar imposto sobre perfis gratuitos; redes sociais são contra

Itália quer cobrar imposto sobre perfis gratuitos; redes sociais são contra

Acesso às plataformas digitais pode mudar na Itália (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Itália propôs tributar as redes sociais alegando que o uso gratuito das contas em troca de dados é uma transação econômica.
Meta enfrenta cobrança de 887,6 milhões de euros, enquanto LinkedIn e X têm cobranças de 140 milhões de euros e 12,5 milhões de euros, respectivamente.
As plataformas recorreram na Justiça e o caso será debatido no Comitê de IVA da Comissão Europeia até o primeiro semestre de 2026.

A Itália está enfrentando resistência de grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos após propor uma medida fiscal inédita. Segundo a Reuters, as plataformas X, LinkedIn e Meta, dona do Facebook e Instagram, recorreram na Justiça contra uma cobrança bilionária de imposto sobre valor agregado (IVA), relacionada à oferta gratuita de seus serviços.

Essa é a primeira vez que o país não consegue chegar a um acordo extrajudicial com empresas de tecnologia nesse tipo de disputa, o que resultou no início formal de um processo tributário. A decisão italiana pode abrir precedente para uma nova abordagem fiscal dentro da União Europeia.

O que a Itália quer mudar?

De acordo com as autoridades fiscais do país, o acesso gratuito às plataformas digitais não é tão “gratuito” assim. O argumento é que, ao criarem uma conta, os usuários entregam dados pessoais que servem como moeda de troca. Para o governo, essa prática equivale a uma transação econômica que deveria ser tributada — ainda que não envolva dinheiro diretamente.

As cifras envolvidas são altas: a Meta é alvo de uma cobrança de 887,6 milhões de euros (cerca de R$ 5,78 bilhões), enquanto o X deve 12,5 milhões de euros e o LinkedIn, cerca de 140 milhões de euros. As empresas protocolaram recursos em um tribunal fiscal de primeira instância após o prazo de resposta ao auto de infração emitido em março ter expirado.

Medida pode chegar à União Europeia

Decisão italiana pode abrir precedente para uma nova abordagem fiscal dentro da UE (foto: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

A iniciativa italiana, se mantida, tem potencial para impactar diversos segmentos econômicos, segundo especialistas ouvidos pela Reuters. Empresas que oferecem serviços gratuitos mediante o aceite de cookies de rastreamento, como varejistas, companhias aéreas e empresas de mídia, também poderiam ser enquadradas na mesma lógica tributária.

Como o IVA é um imposto harmonizado na União Europeia, existe a possibilidade de que a proposta italiana ganhe adesão em outros países do bloco. Por isso, o governo italiano deve buscar uma análise do Comitê de IVA da Comissão Europeia.

Para isso, a Receita da Itália deverá formular questões específicas, que serão encaminhadas pelo Ministério da Economia à entidade responsável. A previsão é que esse parecer seja discutido até o primeiro semestre de 2026.

Enquanto isso, as empresas mantêm sua posição. Em nota enviada à Reuters, a Meta afirmou que sempre colaborou com as autoridades e que “discorda fortemente da ideia de que permitir o acesso a plataformas digitais deva ser tratado como atividade tributável”.

LinkedIn e X não comentaram o caso. Tanto o Ministério da Economia da Itália quanto a Receita local também optaram pelo silêncio.

O desfecho ainda é incerto. A tramitação completa de um processo tributário no país pode levar até uma década, passando por três instâncias. Até lá, o tema deve seguir em debate tanto na esfera jurídica quanto nas discussões fiscais europeias.

Com informações da Reuters
Itália quer cobrar imposto sobre perfis gratuitos; redes sociais são contra

Itália quer cobrar imposto sobre perfis gratuitos; redes sociais são contra
Fonte: Tecnoblog

LibreOffice acusa Microsoft de tática para aprisionar usuários no Office

LibreOffice acusa Microsoft de tática para aprisionar usuários no Office

Microsoft/Office 365 Personal (foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

Resumo

A The Document Foundation acusa a Microsoft de dificultar a compatibilidade do Office 365 ao usar XML excessivamente complexo.
A fundação afirma que o Office Open XML é implementado de forma intencionalmente complicada, afetando o LibreOffice.
Apesar disso, os desenvolvedores do LibreOffice seguem trabalhando para ampliar a compatibilidade com os formatos da Microsoft.

Em cada versão do LibreOffice, a The Document Foundation se esforça para tornar o pacote de escritório compatível com os arquivos do Microsoft 365 (Office). Mas esse trabalho não é livre de aborrecimentos: recentemente, a entidade reclamou do que considera uma complexidade artificial adotada pela Microsoft para “aprisionar” usuários em seu próprio pacote de escritório.

Sendo mais preciso, a The Document Foundation criticou a formatação XML implementada para documentos do Microsoft 365. A organização entende que a Microsoft tornou essa formatação desnecessariamente complexa com o intuito de evitar que os usuários abram documentos criados na suíte em outros pacotes de escritório (como o LibreOffice, presumivelmente).

Como é a suposta complexidade adotada pela Microsoft?

Em primeiro lugar, é importante entender que o LibreOffice e outras suítes de escritório são adeptas do Open Document Format (ODF), que é um padrão aberto e baseado em linguagem XML que determina como documentos de texto, planilhas, apresentações e gráficos devem ser construídos e apresentados.

Já a Microsoft adota o Office Open XML (OOXML), que também é baseado na linguagem XML, como o nome deixa claro. A sua implementação resulta em formatos como DOCX (Word), PPTX (PowerPoint) e XLSX (Excel).

Pois bem, a The Document Foundation dá a entender que a Microsoft implementa o OOXML de uma forma que torna a abertura de documentos baseados nesse padrão mais difícil em ferramentas de terceiros. Um trecho da nota diz:

Essa complexidade artificial é caracterizada por uma estrutura de tags profundamente aninhada com abstração excessiva, dezenas ou mesmo centenas de elementos opcionais ou sobrecarregados, convenções de nomenclatura não intuitivas, uso generalizado de pontos de extensão e coringas, importação múltipla de namespaces e hierarquias de tipos, e documentação esparsa ou enigmática.

Para facilitar a compreensão do que isso significa, a The Document Foundation comparou a abordagem da Microsoft a um serviço ferroviário cujos trilhos são acessíveis a todos, mas que tem um fabricante de trens dominante que, como tal, impõe um sistema de controle das composições que é próprio e complexo:

Teoricamente, qualquer um poderia construir um trem compatível com os trilhos, mas as especificações do sistema de controle são tão complexas que somente o principal fabricante de trens consegue, em última instância, prestar serviços ferroviários.

A pior parte é que os passageiros não percebem que estão reféns de restrições técnicas das quais não conseguem entender até que os preços das passagens aumentem ou o número de cidades atendidas diminua. Neste ponto, o principal fabricante pode ditar seus termos, e os passageiros são obrigados a aceitá-los.

Word do Microsoft 365 para Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Com este último parágrafo, os responsáveis pelo LibreOffice querem dizer que a abordagem da Microsoft com relação aos formatos XML de sua suíte é complexa de modo intencional e tem o intuito de “aprisionar” os usuários dentro do Microsoft 365.

Apesar de toda a complexidade, os desenvolvedores do LibreOffice continuam empenhados em tornar o pacote tão compatível com os formatos da Microsoft quanto possível.

Em tempo, convém lembrar que esta não é a única investida recente da The Document Foundation em desfavor da Microsoft. Em junho, a organização se uniu ao movimento que defende a troca do Windows 10 por uma distribuição Linux, dado que a Microsoft deixará de oferecer suporte ao sistema operacional em outubro de 2025.
LibreOffice acusa Microsoft de tática para aprisionar usuários no Office

LibreOffice acusa Microsoft de tática para aprisionar usuários no Office
Fonte: Tecnoblog