Spotify: nossos melhores devs não programam desde dezembro graças à IA
Spotify: nossos melhores devs não programam desde dezembro graças à IA
Spotify: nossos melhores devs não programam desde dezembro graças à IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
Spotify usa IA no desenvolvimento de software com sistema Honk, baseado no Claude Code, economizando esforços de programadores;
Honk permite, entre outras funções, implementação remota de código em tempo real;
Spotify desenvolveu mais de 50 recursos com auxílio do Honk somente em 2025.
O Spotify está entre as numerosas empresas que estão utilizando inteligência artificial no desenvolvimento de software. Até o momento, os resultados parecem ser convincentes: a companhia declarou recentemente que seus melhores desenvolvedores “não escreveram uma única linha de código desde dezembro. Eles apenas geram código [via IA] e o supervisionam”.
A declaração foi feita por Gustav Söderström, co-CEO do Spotify, durante uma teleconferência que tratou dos resultados financeiros da companhia referentes ao último trimestre de 2025.
Tamanho feito, se é que podemos usar esse termo, foi alcançado com o uso do Honk, sistema próprio do Spotify para desenvolvimento que tem como base o Claude Code, assistente de programação da Anthropic.
O Honk usa inteligência artificial generativa para produzir linhas de código, a exemplo de outras ferramentas do tipo. O que o torna particularmente interessante para o Spotify são recursos como o de implementação remota de código em tempo real, como explica Söderström:
Como exemplo concreto, um engenheiro do Spotify, durante sua ida ao trabalho pela manhã, pode usar o Slack em seu celular para pedir ao Claude que corrija um bug ou adicione um novo recurso ao aplicativo para iOS.
E, uma vez que o Claude termine esse trabalho, o engenheiro recebe uma nova versão do app, enviada diretamente a ele no Slack em seu celular, para que ele possa integrá-la à produção, tudo isso antes de chegar ao escritório.
Gustav Söderström, co-CEO do Spotify
Gustav Söderström, co-CEO do Spotify (imagem: YouTube/Slush)
Será que o executivo do Spotify fala a verdade sobre a IA?
É difícil dizer sem estar nos bastidores da companhia, até porque a afirmação em questão foi dada por um desenvolvedor ao co-CEO e, portanto, pode não refletir o trabalho de toda a equipe. O que me parece mais provável é que Söderström tenha tentado justificar o uso do Honk e, nesse sentido, usado uma frase exagerada que não raramente surge quando estamos empolgados com algo.
Seja como for, o Spotify atribuiu ao Honk a criação de mais de 50 recursos para a sua plataforma somente em 2025, incluindo funções relacionadas a playlists e audiobooks.
Vem mais por aí. O executivo comentou ainda que o Spotify está construindo uma base de dados sobre preferências musicais que não pode ser replicada por nenhum modelo de linguagem de larga escala. Esse projeto está sendo desenvolvido porque nem sempre existe uma única resposta factual para determinada pergunta.
Söderström deu um exemplo: se uma pessoa quer saber a melhor música para fazer exercícios físicos, a resposta pode variar de acordo com uma série de fatores, como localização geográfica. O Spotify dá a entender que a nova base de dados ajudará a plataforma a oferecer resultados condizentes com as nuances que cercam cada usuário, portanto.
Veremos.
Spotify: nossos melhores devs não programam desde dezembro graças à IA
Spotify: nossos melhores devs não programam desde dezembro graças à IA
Fonte: Tecnoblog
