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FBI fecha fazendas de notebooks usadas em fraude norte-coreana

FBI fecha fazendas de notebooks usadas em fraude norte-coreana

Autoridades afirmam que salários obtidos financiam programas militares (imagem: stephan/Flickr)

Resumo

O FBI fez buscas em mais de 40 residências no Texas e apreendeu cerca de 187 dispositivos.
As máquinas permitiam que norte-coreanos trabalhassem remotamente em empresas americanas usando identidades falsas ou roubadas.
Em ação separada, a Justiça dos EUA anunciou acusações contra 14 pessoas e a prisão de dois americanos.

O FBI realizou buscas em mais de 40 residências no Texas usadas ou suspeitas de funcionar como “fazendas de notebooks” para trabalhadores norte-coreanos. A operação apreendeu cerca de 187 dispositivos que, segundo as autoridades, ajudavam a obter empregos remotos em empresas americanas com identidades falsas ou roubadas.

O governo dos EUA alega que os salários recebidos nesses esquemas ajudam a financiar o regime da Coreia do Norte, contornando sanções internacionais. A ação ocorreu entre 21 e 25 de setembro e foi divulgada na terça-feira (13/10). Entre os equipamentos estavam notebooks e dispositivos que permitem controlar teclado, tela e mouse remotamente.

Como funcionam as fazendas de notebooks?

Acesso remoto permitia operar computadores nos EUA (imagem: Sergey Zolkin/Unsplash)

As fazendas são mantidas por facilitadores nos Estados Unidos. São eles que recebem os computadores enviados pelos empregadores, deixam as máquinas conectadas à internet e instalam recursos de acesso remoto. Os operadores, que estão em outros países, passam a trabalhar nesses equipamentos como se estivessem em território americano.

O endereço local ajuda a disfarçar a localização real de quem executa as tarefas. Segundo o New York Times, o FBI decidiu interromper a rede no Texas, sem esperar acusações formais. Não houve prisões nessa etapa. Os envolvidos foram avisados que poderiam enfrentar punições criminais se continuassem colaborando com as fraudes.

O FBI afirma que os facilitadores nem sempre sabem para quem estão trabalhando. Os recrutadores procuram pessoas em dificuldades financeiras e oferecem serviços aparentemente simples, como receber encomendas ou manter notebooks ligados em casa, em troca de pagamento.

O esquema atingiu até empresas de segurança. A KnowBe4 admitiu ter contratado um funcionário norte-coreano com identidade roubada e foto alterada com inteligência artificial. A Amazon também identificou o que seria um infiltrado após detectar um atraso na digitação: o notebook estava nos Estados Unidos, mas era controlado remotamente, com tráfego rastreado até a China. Uma facilitadora mantinha o equipamento conectado e a latência serviu como sinal para uma investigação.

Outra denúncia envolve mais de 70 empresas

O Departamento de Justiça também fez a denúncia de um esquema que afetou mais de 70 empresas entre 2019 e 2025 e gerou aproximadamente US$ 3 milhões (cerca de R$ 15,1 milhões em conversão direta), que teriam sido encaminhados à entidades norte-coreanas.

Vale lembrar que os EUA já aplicaram sanções contra facilitadores e empresas de fachada envolvidos nesses esquemas.

FBI fecha fazendas de notebooks usadas em fraude norte-coreana

FBI fecha fazendas de notebooks usadas em fraude norte-coreana
Fonte: Tecnoblog

Tem eletrônico parado? Correios agora fazem o descarte gratuito

Tem eletrônico parado? Correios agora fazem o descarte gratuito

Lixo eletrônico no Brasil passa das 2,4 milhões de toneladas, mas descarte ainda é majoritariamente incorreto (imagem: reprodução/Magnific)

Resumo

Os Correios oferecem agora o descarte gratuito de lixo eletrônico em mais de 6 mil agências.
O serviço é realizado em parceria com a Circular Brain e recolhe produtos como celulares, notebooks e eletrônicos menores, com peso máximo de 30 kg.
A estatal afirma que os produtos dispensados serão encaminhados para recicladores homologados.

Os Correios anunciaram um novo serviço de coleta de lixo eletrônico no Brasil. A novidade foi revelada nesta quarta-feira (14/10), data que marca o Dia Internacional do Lixo Eletrônico. Os produtos dispensados pelos cidadãos serão encaminhados para recicladores homologados sob os cuidados da Circular Brain, empresa parceira no projeto. 

O descarte correto de computadores, celulares e mais dispositivos ainda é insuficiente no Brasil. Segundo pesquisa da Global E-waste Statistics Partnership (UIT/Unitar), apenas 3% das mais de 2,4 mil toneladas de lixo eletrônico produzido por aqui é direcionada para reciclagem ou tratamento. 

A estatal leva a iniciativa para 6.868 agências pelo país por meio do Balcão do Cidadão. Para utilizar o serviço, basta levar seus eletrônicos antigos embalados em uma caixa e solicitar o descarte. Os Correios então enviam os produtos para reciclagem e você recebe um comprovante ao final do procedimento.

Por que não jogar no lixo comum?

Eletrônicos parados podem voltar à cadeia da indústira para serem reaproveitados (Imagem: Divulgação/GM&C)

O lixo eletrônico não deve ser jogado fora junto a outros materiais. Isso porque há um alto risco de contaminação ambiental em locais sem o devido preparo para receber esses materiais. A partir da decomposição de pilhas e baterias, por exemplo, metais pesados são liberados ali, alterando a composição química do solo e da água.

Segundo a Superintendência de Gestão Ambiental da USP, a presença dessas substâncias prejudica não apenas a região inicial, mas pode alcançar rios e afluentes, por exemplo, sendo inclusive causa de doenças em humanos.

Existe hoje a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que obriga empresas responsáveis pela fabricação e distribuição de eletrônicos a garantirem soluções de descarte correto para seus consumidores. É por isso que você pode encontrar locais de coleta de lixo eletrônico em lojas físicas de operadoras ou mesmo serviços do tipo sendo ofertados por fabricantes e empresas de tecnologia em geral.

Reciclagem de lixo eletrônico é importante para a indústria

O reaproveitamento dos materiais provenientes de eletrônicos pós-consumo é interessante para a indústria de tecnologia. Componentes e carcaças podem passar por tratamento e serem reutilizados na produção de novos dispositivos. Apesar disso, apenas 3% do volume de lixo eletrônico produzido no país vai parar em coletas oficiais, conforme aponta a Global E-waste Statistics Partnership (UIT/Unitar). Os dados são de 2022.

Em 2025, a Rede Circulare processou 83 mil toneladas. A empresa promete não só tratar esse lixo, mas também ofertar os materiais disponibilizados a partir disso para serem reaproveitados por fabricantes.

Segundo o CEO da Circular Brain, Marcus Oliveira, esse processo é importante não só pelo descarte correto em si, mas pela utilidade dos eletrônicos que estão parados em casa. Ele afirma que, com produtos nessa situação, “a indústria perde muitas matérias-primas que poderiam voltar à cadeia produtiva sem a necessidade de explorar novamente o meio-ambiente”.

O que pode ser descartado pelos Correios?

Correios passam a oferecer serviço de coleta de lixo eletrônico (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Configuram lixo eletrônico produtos como celulares, notebooks, tablets ,fones de ouvido, cabos, caixas de som, controles, microfones, monitores, TVs e mais. Com o limite de 30 kg definido pelos Correios, alguns dispositivos precisam ser coletados, em serviço oferecido pela Circular Brain. Outra opção é recorrer às respectivas fabricantes, que, vale lembrar, precisam garantir esse descarte correto por lei.

O envio pelos Correios é gratuito e não precisa de agendamento prévio. Você pode separar seus eletrônicos em uma caixa e o atendente responsável vai fechá-la por lá. A coleta fica disponível apenas em agências que ofereçam o serviço de Balcão do Cidadão, portanto, vale buscar essa informação na hora de procurar o endereço mais próximo. Para confirmar a coleta, é necessário informar seu nome, endereço, CPF, telefone e e-mail.
Tem eletrônico parado? Correios agora fazem o descarte gratuito

Tem eletrônico parado? Correios agora fazem o descarte gratuito
Fonte: Tecnoblog

AMD prepara chips Zen 6 de nova geração com gráficos turbinados para desktop, diz rumor

AMD prepara chips Zen 6 de nova geração com gráficos turbinados para desktop, diz rumor

Um novo rumor aponta que a próxima geração de CPUs da AMD para desktop, baseadas na aguardada arquitetura Zen 6, pode chegar às lojas já contando com ao menos dois modelos de APU. As soluções trariam gráficos integrados encorpados, com a inédita arquitetura RDNA 4m, possivelmente oferecendo fôlego suficiente para games modernos sem ser preciso uma placa de vídeo dedicada.A informação foi divulgada pelo canal Moore’s Law Is Dead no podcast Broken Silicon e teria partido de fontes ligadas ao time vermelho, sugerindo que a AMD trabalha em duas APUs para a geração Zen 6: o “Medusa 1”, equipado com oito Unidades Computacionais (CUs) RDNA 4m, e o “Bumblebee”, uma versão mais modesta com apenas quatro CUs.Os detalhes são bem-vindos ao considerarmos que, até o momento, o cenário para os computadores de mesa era incerto, já que a companhia focou os atuais Ryzen AI 400 com Zen 5 no mercado corporativo e de fabricantes de PCs (OEMs) — tudo indica que a próxima geração deve voltar a atender os usuários que montam as próprias máquinas.Clique aqui para ler mais

AMD prepara chips Zen 6 de nova geração com gráficos turbinados para desktop, diz rumor
Fonte: Tudocelular

Electrolux apresenta lava e seca AutoDose que promete conservar a qualidade das roupas

Electrolux apresenta lava e seca AutoDose que promete conservar a qualidade das roupas

A Electrolux continua ampliando seu catálogo de produtos inovadores e apresentou esta semana, durante o São Paulo Fashion Week, a nova lava e seca AutoDose LSA12. Com lançamento previsto para novembro, o modelo automatiza a dosagem de produtos de limpeza e reúne tecnologias voltadas à conservação dos tecidos, aproximando o cuidado doméstico com as roupas do universo da moda.

Com capacidade para lavar 12 kg e secar 8 kg, a máquina ajusta a quantidade de sabão e amaciante conforme a carga. Segundo a fabricante, os reservatórios abastecidos oferecem autonomia de até 45 dias, reduzindo a necessidade de adicionar os produtos a cada lavagem.A estimativa de autonomia da AutoDose LSA12 considera três lavagens semanais com cargas pequenas. Na prática, o intervalo entre os abastecimentos varia conforme o volume de roupas e os insumos utilizados, portanto não representa uma duração garantida para qualquer rotina.Clique aqui para ler mais

Electrolux apresenta lava e seca AutoDose que promete conservar a qualidade das roupas
Fonte: Tudocelular

Starlink Mini em promoção: kit de antena fica mais barato com esse cupom

Starlink Mini em promoção: kit de antena fica mais barato com esse cupom

A Starlink Mini é a opção ideal para quem precisa de internet de boa qualidade em qualquer lugar, uma vez que ela garante conexão via satélite com o melhor sinal do mercado.

E, hoje, você pode pagar R$ 400 no kit de antena no Mercado Livre, mas, claro, escolhendo o Pix como método de pagamento.

Também é necessário resgatar o cupom “APROVEITA” na finalização da compra. Clique aqui para ler mais

Starlink Mini em promoção: kit de antena fica mais barato com esse cupom
Fonte: Tudocelular

Vai doer no bolso: Google restringe acesso ao Gemini Pro e exige plano 4 vezes mais caro

Vai doer no bolso: Google restringe acesso ao Gemini Pro e exige plano 4 vezes mais caro

O Google anunciou mudanças nas regras de acesso aos modelos avançados do Gemini, afetando usuários que já pagam por uma assinatura. A partir de 13 de novembro de 2026, assinantes do Google AI Plus perderão a possibilidade de selecionar manualmente os modelos Pro no aplicativo Gemini e no Modo IA da Pesquisa Google.

Segundo informações divulgadas em comunicados enviados aos assinantes, esse recurso que ficará reservado aos planos mais caros. Porém, os usuários do AI Plus continuarão com acesso aos modelos Flash e Flash-Lite, desenvolvidos para tarefas cotidianas e respostas rápidas.

Clique aqui para ler mais

Vai doer no bolso: Google restringe acesso ao Gemini Pro e exige plano 4 vezes mais caro
Fonte: Tudocelular

YouTube Premium prepara audiolivros grátis para encarar o Audible

YouTube Premium prepara audiolivros grátis para encarar o Audible

O YouTube se prepara para dar um passo ambicioso além do ecossistema de vídeos e entrar em embate direto com gigantes do mercado de áudio, como o Audible, da Amazon.

Segundo apuração do Wall Street Journal, a empresa comandada pelo Google está em negociações com grandes editoras para incluir um catálogo selecionado de audiolivros na plataforma.A estratégia visa fortalecer o apelo da assinatura do YouTube Premium, incluindo o recurso sem custo adicional para os membros. Para a versão gratuita, o modelo ainda está em definição: a empresa avalia se restringirá o acesso total à modalidade paga ou se permitirá a compra de títulos avulsos.Clique aqui para ler mais

YouTube Premium prepara audiolivros grátis para encarar o Audible
Fonte: Tudocelular

Review do Motorola Edge 70: equilíbrio para o dia a dia

Review do Motorola Edge 70: equilíbrio para o dia a dia

Vale a pena comprar o Motorola Edge 70? (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

O Motorola Edge 70 é um celular intermediário que figura entre as opções focadas em custo-benefício em 2026. O smartphone foi anunciado em março por R$ 4.499, mas já pode ser encontrado na faixa dos R$ 2 mil. Com 163 gramas e apenas 6 milímetros de espessura, ele está entre os celulares mais finos e leves da categoria. Mas será que vale a pena comprar o aparelho?

Eu usei o Edge 70 como meu celular principal nos últimos 15 dias e vou detalhar abaixo quais são os pontos fortes e fracos do modelo.

Motorola Edge 70
R$ 2.249,90

Prós

Apenas 5,99 mm de espessura
Todas as câmeras de 50 MP
Construção resistente
Tela AMOLED de 6,7″ com 120 Hz
Bateria dura até 36 horas
Carregador de 68 W na caixa

Contras

Sem lente teleobjetiva
Apenas 3 anos de atualização do Android
Áudio pouco potente

R$ 2.249,90 Mercado Livre
R$ 2.449,99 Amazon
R$ 2.459,99 Amazon

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ÍndiceAssista ao review do Motorola Edge 70 no YouTubeAviso de ÉticaO que vem na caixa do Motorola Edge 70?Design leve, fino e com certificação militarTela de 120 Hz resistente e com brilho altoÁudio básico e sem potênciaCâmeras adequadas para o dia a dia, mas com limitaçõesDesempenho suficiente para CapCut e jogosJá com Android 17, mas com suporte limitadoBateria para 1 dia e meio e carregamento em 49 minutosConectividade completaVale a pena comprar o Motorola Edge 70?

Assista ao review do Motorola Edge 70 no YouTube

Aviso de Ética

O Tecnoblog é um veículo jornalístico independente que ajuda as pessoas a tomarem sua próxima decisão de compra desde 2005. Nossas análises não têm intenção publicitária, por isso ressaltam os pontos positivos e negativos de cada produto. Nenhuma empresa pagou, revisou ou teve acesso antecipado a este conteúdo.

O Edge 70 foi cedido por empréstimo pela Motorola e será devolvido após os testes. Para mais informações, acesse a nossa Política Editorial.

O que vem na caixa do Motorola Edge 70?

Motorola não inclui capa na caixa (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Ao abrir a embalagem do Edge 70, você encontra o próprio celular acompanhado de um carregador TurboPower de 68 W e um cabo no padrão USB-C/USB-C — sim, a Motorola envia um carregador com essa potência já na caixa.

Ela traz também a chave de ejeção da gaveta do cartão SIM, os manuais de instrução e o termo de garantia. Porém, vale destacar que a Motorola não inclui uma capinha de proteção na caixa, então esse é um acessório que você vai precisar comprar separadamente.

Design leve, fino e com certificação militar

Design fino é um dos pontos fortes do Edge 70 (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

O primeiro impacto ao pegar o Motorola Edge 70 é justamente o tamanho. O celular pesa 163 gramas, tem apenas 6 milímetros de espessura, e se mostrou fácil de segurar e transportar durante os testes. Ele tem 15,9 cm de altura por 7,4 cm de largura.

A estrutura do corpo é feita em alumínio, enquanto a traseira traz um revestimento de silicone com textura que imita a fibra de nylon. Durante o uso, esse acabamento oferece uma pegada firme e reduz a sensação de que o modelo pode escorregar facilmente das mãos.

Traseira do Edge 70 (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Nas laterais, ficam os botões de volume e bloqueio de tela, além de um botão dedicado aos recursos de inteligência artificial da marca. No entanto, o módulo das câmeras compromete um pouco a experiência, pois é bastante elevado em relação à traseira.

Quando o celular fica apoiado sobre uma mesa, isso faz com que ele fique inclinado e balance ao tocar na tela. Usar uma capinha pode ajudar a reduzir esse problema e também acrescenta uma camada de proteção para as câmeras.

Módulo de câmeras exige capa para proteger as lentes (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Na resistência, o Edge 70 traz certificação IP69, que indica proteção contra poeira e jatos de água em alta pressão, além de uma certificação de padrão militar para resistência a diferentes condições de uso.

Em meus testes, eu mergulhei o celular em água doce por alguns minutos e pude usá-lo tranquilamente mesmo com a tela molhada.

O Edge 70 ainda conta com alto-falantes estéreo e não possui entrada para cartão microSD. Portanto, quem optar pela versão de 256 GB ou 512 GB precisará escolher a capacidade de armazenamento pensando no uso a longo prazo.

A Motorola oferece opções de acabamento em cinza (recebido pelo Tecnoblog), verde acinzentado, verde e uma edição especial com Swarovski, todas com certificação de cores da Pantone.

Tela de 120 Hz resistente e com brilho alto

Tela do Edge 70 tem resolução 1.5K (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

A tela do Motorola Edge 70 me agradou por entregar cores vivas e manter um brilho bastante alto, mesmo quando usei o celular ao ar livre em dias ensolarados.

Ele tem um painel P-OLED de 6,7 polegadas de até 120 Hz, com resolução 1.5K e taxa de atualização variável, que permite reduzir essa frequência para priorizar o consumo de bateria, além de suportar HDR10 e HDR10+ para otimizar contraste, brilho e volume de cor.

O brilho máximo é de 4.500 nits — isso permitiu que eu pudesse enxergar as informações da tela mesmo sob o sol de 35º aqui de Ribeirão Preto/SP.

Brilho de 4.500 nits permite usar o celular sob o sol (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

No geral, o painel é um dos pontos mais fortes do Edge 70, principalmente para quem consome vídeos, navega bastante no celular ou costuma utilizar o aparelho em ambientes externos.

Para a proteção contra acidentes, essa tela é revestida com vidro Gorilla Glass 7i, desenvolvido para suportar quedas de até 1 metro de altura em superfícies ásperas como o concreto.

Áudio básico e sem potência

Dolby Atmos não é suficiente (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

No quesito áudio, o sistema de som do Edge 70 me decepcionou um pouco. O celular conta com dois alto-falantes localizados na parte de baixo e um alto-falante adicional no topo da tela para auxiliar no áudio estéreo e chamadas.

Mesmo com Dolby Atmos, o volume máximo não é dos mais altos. Durante os testes, o som também apresentou um timbre metálico em alguns momentos e pouca presença de graves.

Para chamadas e conteúdos falados, o conjunto é funcional, mas quem costuma ouvir música, assistir a filmes ou jogar diretamente pelos alto-falantes pode sentir a falta de potência e de graves mais definidos.

Câmeras adequadas para o dia a dia, mas com limitações

Apenas duas dessas lentes funcionam; a terceira é do flash e a outra é decorativa (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Olhando para a traseira do Motorola Edge 70, ele pode passar a impressão de ter mais câmeras do que realmente possui. Na prática, são apenas duas câmeras traseiras e uma frontal, todas com sensores de 50 megapixels. 

A câmera principal traz estabilização óptica de imagem e estabilização digital. No uso cotidiano, ela entregou seus melhores resultados em fotos durante o dia e também consegue preservar detalhes em situações de iluminação mais complicada, como cenas contra a luz. 

Foto tirada com a câmera principal (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Foto tirada com a câmera principal (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

A segunda câmera é uma ultrawide que também pode ser utilizada para fotos macro. O foco automático ajuda nas capturas de objetos próximos, enquanto o campo de visão mais amplo é útil para paisagens e grupos de pessoas. Por outro lado, há uma leve perda de nitidez nas bordas dessas fotografias.

Foto tirada com a lente ultrawide (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Foto tirada com a lente ultrawide e com Modo Noturno (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Todas as câmeras, tanto as traseiras quanto a frontal, são capazes de gravar vídeos em resolução 4K @ 60 quadros por segundo com ótima estabilização, e o aplicativo de câmera oferece recursos como HDR automático, modo profissional e modo de alta resolução.

À noite, a câmera principal conseguiu preservar as cores das luzes e entregar imagens relativamente limpas. Porém, aparecem alguns reflexos e uma pequena perda de detalhes.

Já a câmera frontal apresentou resultados menos consistentes. As selfies perderam textura e detalhes, principalmente em situações de iluminação mais difícil, como você pode notar abaixo.

Foto tirada com a câmera de selfie (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Foto tirada com a câmera de selfie contra a luz (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Outro ponto importante é a ausência de uma lente teleobjetiva dedicada. O zoom é feito digitalmente e, nas aproximações de até 2x, a qualidade ainda se mantém satisfatória. Acima disso, a perda de definição fica mais evidente.

O Modo Retrato presente no Edge 70 também exige algum cuidado no enquadramento, pois em determinadas situações, o desfoque apresentou falhas nas bordas dos objetos, deixando o resultado com aparência menos natural.

Foto tirada com o zoom de 2x (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Foto tirada com zoom máximo (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

No conjunto, a câmera principal é o destaque do sistema fotográfico. A ultrawide amplia as possibilidades, mas apresenta limitações nas bordas, enquanto selfies, retratos e zoom são áreas em que o Edge 70 mostra mais claramente quais são os problemas do aparelho.

Foto tirada com o Modo Retrato (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Especificações das câmeras do Motorola Edge 70:

Grande-angular de 50 MP (OIS): sensor 1/1,56 e abertura f/ 1,8;

Ultrawide/macro de 50 MP: sensor 1/2,76 e abertura f/ 2,0;

Câmera frontal de 50 MP: sensor 1/2,76 e abertura f/ 2,0.

Desempenho suficiente para CapCut e jogos

Rodei Fortnite no máximo (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

O desempenho do Motorola Edge 70 é bom para realizar diversas atividades, desde o uso cotidiano até jogos e apps de edição para redes sociais.

Ele vem equipado com processador Snapdragon 7 Gen 4, fabricado em 4 nanômetros, acompanhado da GPU Adreno 722 e de 12 GB de RAM. O celular é vendido com 256 GB ou 512 GB de armazenamento interno e não oferece suporte a cartão microSD.

No uso cotidiano, o Edge 70 lidou bem com multitarefa: usei aplicativos como Instagram, navegador, Spotify e YouTube em segundo plano sem travamentos durante os testes.

Resultados obtidos via Geekbench 7 (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

O smartphone também conseguiu executar edições de vídeo no CapCut e jogos mais pesados. No Fortnite, com os gráficos ajustados no máximo, a taxa de quadros ficou entre 30 e 45 quadros por segundo.

Esse resultado mostra que o celular consegue rodar jogos exigentes, mas não necessariamente com a mesma margem de desempenho encontrada em modelos mais voltados para jogos. Além disso, durante tarefas mais pesadas, o celular esquentou de forma rápida.

Nos testes de benchmark que rodei no Geekbench, o Edge 70 alcançou 930 pontos em Single-Core e 3.445 pontos em Multi-Core. A pontuação ficou abaixo da registrada pelo Galaxy A57, que utiliza um processador mais novo e aparece na mesma faixa de preço.

TB Responde 🎯
A pontuação em Single-Core mede o desempenho de apenas um núcleo do processador, sendo ideal para tarefas cotidianas e simples.
Já o Multi-Core avalia a capacidade total do processador usando todos os núcleos juntos. Ou seja, importante para tarefas pesadas, como edição de vídeo e renderização.

Ainda assim, os resultados práticos mostram que ele oferece desempenho suficiente para tarefas cotidianas, edição de vídeos e jogos, desde que o usuário não espere alto poder de fogo em jogos mais pesados.

Já com Android 17, mas com suporte limitado

Android 17 no Edge 70 (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

O Motorola Edge 70 sai da caixa já com suporte ao Android 17, com a promessa da fabricante de até 3 versões de atualização do Android — suporte inferior ao oferecido pela Samsung, por exemplo, que dá até seis anos de atualização em alguns modelos.

Isso é um ponto importante, pois significa que o celular tem uma vida útil um pouco menor que a concorrência em atualizações de segurança ou na oferta de novos recursos de software.

A navegação pela interface da Motorola é limpa e não apresentou anúncios irritantes, trazendo apenas alguns aplicativos instalados de fábrica que são padrão da marca.

Qira, a IA da Motorola (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Entre os recursos de inteligência artificial, o Edge 70 oferece integração com o Gemini e a Qira, inteligência artificial própria da Motorola que pode ser acionada pelo botão físico localizado na lateral.

Durante os testes, a IA apresentou limitações de responsividade em algumas interações. Portanto, apesar de ser um dos recursos que diferenciam o celular, a experiência ainda não é tão consistente quanto o restante da interface.

O sistema também conta com a chamada Ilha Dinâmica para exibir alertas, músicas e outras atividades na parte superior da tela. O Google Wallet pode ser utilizado para pagamentos por aproximação via NFC, enquanto o Android Auto funcionou de forma tranquila durante os testes.

Ilha Dinâmica em funcionamento (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Para segurança, o Edge 70 oferece reconhecimento facial e leitor de impressão digital sob a tela. O sensor biométrico apresentou boa velocidade de desbloqueio e continuou funcionando mesmo com os dedos molhados durante os testes.

Bateria para 1 dia e meio e carregamento em 49 minutos

Carregador turbo de 68 W (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

Na parte de energia, o Edge 70 vem equipado com uma bateria de silício-carbono de 4.800 mAh, uma tecnologia que permite manter uma grande capacidade de carga mesmo em um corpo de 6 milímetros.

Em termos de autonomia, usei o celular em streaming de vídeo por 20 horas sem parar. Já em um cenário de uso cotidiano, consegui ficar cerca de 1 dia e meio longe da tomada sem problemas.

O carregador de 68 W fornecido na caixa levou exatamente 49 minutos para completar a carga de zero a 100%. Além disso, o smartphone suporta carregamento sem fio de 15 W para maior praticidade.

Conectividade completa

Recursos do Edge 70 (Imagem: Victor Toledo/Tecnoblog)

O Edge 70 traz o pacote completo de conectividade para o usuário, com suporte a redes 5G, NFC, Wi-Fi 6E, Bluetooth 5.4 e conexão por Nano-SIM ou eSIM.

Na prática, o conjunto atende às principais necessidades de um smartphone atual, incluindo pagamentos por aproximação, conexão com acessórios sem fio e redes móveis de última geração.

Vale a pena comprar o Motorola Edge 70?

O Motorola Edge 70 chegou ao mercado brasileiro por R$ 4.499, um preço alto para a categoria. Porém, o cenário muda bastante quando o celular aparece no varejo na faixa dos R$ 2 mil. Aliás, vale ficar de olho no Achados do TB para garantir o smartphone no preço certo — ou até mais barato.

Nesse valor, o Edge 70 passa a fazer sentido principalmente para quem prioriza um celular fino e leve, uma tela de boa qualidade, câmera principal competente e desempenho suficiente para o uso cotidiano, edição de vídeos e jogos casuais.

Mas ele não é um modelo sem contras: o áudio é um dos pontos mais fracos, há aquecimento em tarefas pesadas, o conjunto de câmeras não conta com teleobjetiva e existem limitações em selfies, retratos e zoom. Além disso, há concorrentes de peso na mesma faixa de preço, como o Galaxy A57 da Samsung.

Agora, eu quero saber de você: gostou do celular da Motorola? Deixe sua opinião na Comunidade do Tecnoblog!

Review do Motorola Edge 70: equilíbrio para o dia a dia

Review do Motorola Edge 70: equilíbrio para o dia a dia
Fonte: Tecnoblog

Meta confirma roubo de código e dados pessoais no GitHub

Meta confirma roubo de código e dados pessoais no GitHub

Meta oferece suporte aos afetados pelo incidente (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Os invasores usaram credenciais roubadas para acessar repositórios da Meta no GitHub.
Roubo atingiu código e dados pessoais de cerca de 1.500 pessoas.
Empresa bloqueou o acesso e oferece monitoramento aos afetados.

A Meta confirmou o roubo de código e dados pessoais de cerca de 1.500 pessoas, principalmente funcionários nos Estados Unidos. Invasores usaram credenciais roubadas de um funcionário para acessar repositórios da companhia no GitHub.

A empresa afirma que não houve invasão de sistemas internos nem exploração de vulnerabilidades em seus produtos.

O que foi exposto no vazamento?

Segundo a SecurityWeek, os alertas aos afetados começaram nesta terça-feira (13). A Meta afirma que 99% do material retirado era código empresarial e 1% eram dados pessoais que foram armazenados por engano nos repositórios, contrariando a política interna da companhia. Não foi divulgado quais categorias de informações privadas foram expostas.

A empresa bloqueou o acesso dos invasores, acionou autoridades e renovou credenciais encontradas nos repositórios, além de realizar varreduras para identificar os dados armazenados indevidamente e oferecer suporte aos afetados.

Por que apagar um arquivo não basta?

Projetos no GitHub podem ter acesso público ou restrito (imagem: Emile Perron/Unsplash)

O GitHub é uma plataforma de hospedagem e gerenciamento de código. Os projetos ficam organizados em repositórios, que podem ter acesso público ou privado. Esses ambientes preservam o histórico de alterações dos arquivos, permitindo acompanhar versões e colaborar no desenvolvimento de software.

Na documentação oficial de segurança, o GitHub alerta que credenciais podem se espalhar por cópias dos repositórios e até sistemas de backup, dificultando a remoção completa das informações expostas.

Por isso, apagar um arquivo da versão mais recente não basta para resolver uma exposição. O conteúdo pode continuar acessível. Se uma credencial for comprometida, é necessário trocá-la para impedir novos acessos. A plataforma oferece ferramentas para detectar credenciais nos repositórios, mas a proteção pode exigir configurações extras.

Dropbox e Twitter também tiveram código exposto

Em 2022, o Dropbox confirmou o roubo de 130 repositórios privados no GitHub após um ataque de phishing. Os invasores enviaram mensagens que se passavam pela CircleCI, plataforma usada pelos desenvolvedores da empresa, e induziram um funcionário a fornecer informações de autenticação em uma página falsa. O material roubado incluía protótipos e ferramentas internas. Segundo o Dropbox, os arquivos e as senhas dos usuários não foram comprometidos.

Já em 2023, trechos do código do Twitter foram publicados no GitHub. A rede social solicitou a retirada por violação de direitos autorais e buscou identificar o responsável.
Meta confirma roubo de código e dados pessoais no GitHub

Meta confirma roubo de código e dados pessoais no GitHub
Fonte: Tecnoblog

Netflix demite 1.000 funcionários em maior corte desde 2022

Netflix demite 1.000 funcionários em maior corte desde 2022

Netflix demitirá 6% da força de trabalho (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Netflix demite cerca de 1.000 funcionários, equivalente a 6% da sua força de trabalho global, principalmente das equipes de produto, tecnologia, jurídico e RH.
A empresa justifica as demissões como parte de uma estratégia para concentrar recursos em áreas com maior potencial de crescimento e investimento em áreas de alto impacto.
A Netflix registrou receita de US$ 12,56 bilhões e lucro líquido de US$ 3,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, mas enfrenta desafios em diversificar fontes de receita e aumentar o engajamento dos usuários.

A Netflix iniciou uma rodada de demissões que deve atingir 6% da força de trabalho global da empresa, o equivalente a cerca de 1.000 funcionários. O corte é o maior realizado pela empresa desde 2022, quando dispensou cerca de 450 profissionais.

Os co-CEOs Ted Sarandos e Greg Peters comunicaram a decisão aos trabalhadores através de um memorando enviado por e-mail nesta quarta-feira (14/10). A mensagem justifica a decisão como parte de uma estratégia para concentrar recursos nas áreas com maior potencial de crescimento.

“Continuaremos a investir agressivamente em áreas de alto impacto para melhorar nosso serviço e impulsionar ainda mais o crescimento e a inovação”, diz um trecho do e-mail, visualizado pela Variety. As demissões atingirão principalmente as equipes de desenvolvimento de produto, tecnologia, departamento jurídico e recursos humanos.

Netflix tenta diversificar fontes de receita

Empresa é pressionada para aumentar fontes de receita além da publicidade (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apesar dos cortes e da queda nas ações, a empresa registrou uma receita de US$ 12,56 bilhões (cerca de R$ 63,6 bilhões) e lucro líquido de US$ 3,4 bilhões (R$ 17,1 bilhões) apenas no segundo trimestre de 2026. A previsão da empresa é faturar cerca de US$ 51 bilhões neste ano, o que representaria um crescimento de 13% em relação ao ano passado.

Além da receita maior, a empresa também registrou alta nas horas de visualização na plataforma no primeiro semestre: 2% maior em relação ao mesmo período do ano passado. O problema estaria, portanto, na capacidade da empresa em crescer e transformar a audiência em novas receitas.

Para Ross Benes, analista sênior da consultoria eMarketer ouvido pela Reuters, a Netflix ainda não conseguiu estabelecer uma segunda fonte de receita com dimensão semelhante à das assinaturas. “Eles precisarão de outra fonte de renda para diversificar, e é aí que tem sido mais uma luta.”

Vale lembrar que a Netflix deu o ponta-pé inicial dos anúncios entre os streamings, em 2022, nessa busca por uma fonte alternativa de receita. São mais de 250 milhões de assinantes ativos no plano que inclui publicidade, que custa R$ 20,90 no Brasil. A previsão é que a receita dessa área atinja US$ 3 bilhões (R$ 15,1 bilhões) em 2026.

Streamings e TikTok ameaçam engajamento

Concorrência parte de streamings tradicionais e redes sociais (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Um dos principais pontos de atenção é o engajamento, isto é, o tempo que o público dedica ao conteúdo da plataforma.

O serviço tem sido pressionado tanto pelos concorrentes diretos — os streamings de grandes conglomerados de mídia, como o Disney+ e HBO Max —, quanto por plataformas de vídeo como YouTube e Tiktok, em que os próprios usuários produzem vídeos gratuitos e já começam a popularizar novos formatos, como as séries verticais.

Outro episódio que alimentou questionamento sobre os próximos passos da empresa foi a tentativa de comprar os estúdios da Warner Bros. Discovery. Em fevereiro, a Netflix decidiu sair do negócio após uma proposta superior da Skydance.

As ações da empresa acumulavam queda de aproximadamente 25% em 2026 até esta quarta-feira, segundo a Reuters, apesar de terem registrado uma leve alta após o anúncio das demissões.

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Fonte: Tecnoblog