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Google perde batalha judicial e leva multa de R$ 25 bilhões na Europa

Google perde batalha judicial e leva multa de R$ 25 bilhões na Europa

Empresa também enfrenta processos sobre regras da Play Store (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A União Europeia manteve a multa de R$ 25 bilhões contra o Google, após rejeitar o último recurso da empresa no processo sobre monopólio do Android.
A multa foi aplicada porque o Google abusou de sua posição dominante com o sistema móvel Android para sufocar a concorrência no mercado de buscas.
A Comissão Europeia mantém novas investigações ativas contra a Google, incluindo uma sobre a Google Play Store e outra sobre o ranqueamento de resultados de certos veículos de notícias.

O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) colocou um ponto final em uma das batalhas judiciais mais longas do mercado de tecnologia. A mais alta corte do bloco europeu rejeitou o último recurso apresentado pela Alphabet, controladora do Google. Com a decisão, a companhia terá de pagar uma multa histórica fixada em 4,1 bilhões de euros (cerca de R$ 25 bilhões em conversão direta). A decisão foi divulgada nesta quinta-feira (02/07).

A penalidade foi mantida sob a justificativa de que a big tech abusou de sua posição dominante com o sistema móvel Android para sufocar a concorrência no mercado de buscas. O tribunal defendeu o entendimento de que o Google adotou táticas ilegais para forçar o uso de suas próprias ferramentas, garantindo a liderança isolada no segmento.

O que levou à multa bilionária?

O embate começou em 2016, quando a Comissão Europeia acusou a companhia de ferir as leis antitruste locais. Segundo informações repercutidas pelo Yahoo Finance, o centro da investigação era a estratégia de amarrar serviços usando contratos rígidos de licenciamento. Para que as fabricantes de smartphones e operadoras de telefonia tivessem acesso amplo ao Android, o Google exigia a instalação obrigatória do navegador Chrome e do seu próprio aplicativo de buscas como serviços nativos.

Considerando que o Android já detinha uma fatia de mercado superior a 80% em diversos países europeus, essa exigência contratual criou uma barreira de entrada para qualquer navegador ou buscador rival. Quando o usuário comprava um celular novo, não precisava baixar nada. O pacote de ferramentas do Google já estava pronto para uso na tela principal do aparelho.

A prática cortou o espaço da concorrência e formou o que as autoridades classificaram como um “quase monopólio”, privando o consumidor de escolha.

O Google declarou à imprensa europeia que o julgamento fracassou em considetat os investimentos da empresa para que o Android permaneça “aberto, interoperável e gratuito”.

Decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia é definitiva (imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

Próximos desafios do Google na Europa

O departamento jurídico da Alphabet segue com muito trabalho pela frente. Atualmente, a Comissão Europeia mantém novas investigações ativas contra a gigante de buscas.

Outro foco é a Google Play Store. A empresa é investigada por supostamente impedir que desenvolvedores de aplicativos direcionem os consumidores para métodos de pagamento externos, o que os livraria das taxas cobradas pela loja oficial. Por fim, outra apuração analisa suspeitas de que a companhia estaria rebaixando o ranqueamento de resultados de certos veículos de notícias.

Vale mencionar que essa não é a primeira grande derrota financeira do Google em solo europeu. Em 2017, a empresa recebeu uma sanção de 2,4 bilhões de euros (cerca de R$ 14,6 bilhões) por priorizar ilegalmente o seu próprio serviço de comparação de preços, o Google Shopping, nos resultados de pesquisa. A companhia tentou reverter o quadro nos tribunais, mas perdeu o processo em 2024.
Google perde batalha judicial e leva multa de R$ 25 bilhões na Europa

Google perde batalha judicial e leva multa de R$ 25 bilhões na Europa
Fonte: Tecnoblog

Amazon Leo já tem satélites suficientes para começar disputa com Starlink

Amazon Leo já tem satélites suficientes para começar disputa com Starlink

Project Kuiper passa a se chamar Amazon Leo em novembro de 2025 (imagem: divulgação)

Resumo

Amazon Leo, serviço de acesso à internet via satélite, já possui 396 satélites implantados, o suficiente para iniciar as operações, conforme informado pela empresa nesta quinta-feira (02/07);
14ª missão de lançamento de satélites do Amazon Leo foi realizada com um foguete Atlas V da United Launch Alliance (ULA), transportando 29 unidades;
serviço do Amazon Leo ainda não tem data de início confirmada, mas a empresa já planeja expandir a rede com futuros e mais numerosos lançamentos.

O Amazon Leo, serviço de acesso à internet por satélites que vai concorrer com a Starlink, deve entrar em funcionamento em breve. Nesta quinta-feira (02/07), a Amazon destacou que já possui satélites implantados em quantidade suficiente para a operação inicial — são cerca de 400 unidades.

As missões de lançamento dos satélites do Amazon Leo tiveram início em abril de 2025. A 14ª missão foi realizada hoje por meio de um foguete Atlas V da United Launch Alliance (ULA), que transportou 29 unidades. Com isso, a rede do serviço agora conta com 396 satélites implantados.

Depois disso, Chris Weber, vice-presidente de negócios do Amazon Leo, comentou:

Os últimos lançamentos foram importantes para o Amazon Leo, fazendo com que tenhamos mais de 390 satélites implantados, o suficiente para oferecer um serviço contínuo nas latitudes iniciais.

Ainda há muito trabalho pela frente — incluindo a elevação de todos os novos satélites às altitudes designadas a eles —, mas já concluímos lançamentos suficientes para o serviço inicial neste ano, e as missões futuras apenas aumentarão a cobertura e a capacidade.

Chris Weber, vice-presidente de negócios e produtos do Amazon Leo

Ao falar de “elevação”, o executivo se refere ao fato de o Atlas V ter liberado os satélites da última missão em uma altitude de aproximadamente 465 km em relação à Terra; agora, a equipe do Amazon Leo trabalha para posicionar essas unidades a uma altitude de 630 km.

Veículos de lançamento do Amazon Leo — o Vulcan é o próximo (imagem: reprodução/Amazon)

Quando o serviço do Amazon Leo começará a funcionar?

Ainda não há uma data cravada. Mas podemos esperar por novidades para breve. Primeiro porque o Amazon Leo já tinha previsão de estreia para 2026. Em segundo lugar, porque as palavras de Weber deixam claro que a Amazon quer cumprir essa promessa.

É claro que, com cerca de 400 satélites, o Amazon Leo não terá o mesmo nível de eficiência ou cobertura que a Starlink, que já acumula mais de 10.000 satélites em operação. Mas, como Weber enfatizou, as próximas missões terão a finalidade de expandir a rede do serviço.

Já começa pelo próximo lançamento, que também ficará a cargo da ULA, mas usará um veículo Vulcan, que pode transportar pelo menos 40 satélites.

A expansão é necessária porque a intenção é a de prestar o serviço em escala global, o que inclui o Brasil: a Amazon tem um acordo com a Vrio (Sky) para oferecer internet por satélite em território brasileiro.

Em tempo: Amazon Leo é a atual denominação do Project Kuiper. A mudança de nome ocorreu em novembro de 2025, em parte para descrever a principal característica da iniciativa: LEO é uma sigla para Low Earth Orbit, ou Órbita Terrestre Baixa, que é o nível no qual os satélites do serviço devem operar.
Amazon Leo já tem satélites suficientes para começar disputa com Starlink

Amazon Leo já tem satélites suficientes para começar disputa com Starlink
Fonte: Tecnoblog

Microsoft deve cortar milhares de empregos em nova onda de demissões

Microsoft deve cortar milhares de empregos em nova onda de demissões

Nova onda de demissões se soma a programa de aposentadoria voluntária (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

A Microsoft planeja anunciar uma nova onda de demissões, afetando milhares de funcionários, como parte de esforços para reduzir custos e investir em infraestrutura de IA, somando-se ao programa de aposentadoria voluntária do início do ano.
As demissões devem afetar menos de 2,5% da força de trabalho, principalmente em vendas, consultoria e Xbox.
Asha Sharma, CEO do Xbox, já havia comunicado funcionários da divisão de jogos sobre a possibilidade de demissões em massa e a reestruturação na estratégia de negócios.

Não é notícia repetida: a Microsoft deve anunciar mais uma rodada de demissões nas próximas semanas. A medida faria parte dos esforços para reduzir custos para focar nos investimentos em IA, podendo atingir milhares de funcionários em diferentes áreas da empresa.

Segundo o portal Business Insider, os desligamentos devem afetar menos de 2,5% da força de trabalho global da Microsoft, estimada em cerca de 220 mil funcionários – algo em torno de 5 mil pessoas. As áreas mais atingidas devem ser de vendas e consultoria. Além disso, a divisão do Xbox deve entrar nessa rodada de cortes, como adiantou a CEO, Asha Sharma, há alguns meses.

As demissões de agora devem se somar às outras saídas em massa do início do ano. A big tech já havia criado um programa de aposentadoria voluntária para funcionários nos Estados Unidos. Cerca de 7% dos empregados veteranos nos EUA, ou 9 mil pessoas, eram elegíveis ao programa, e um terço teria aceitado a proposta.

Microsoft tenta conter custos com IA

A Microsoft costuma fazer ajustes de pessoal perto do fim do ano fiscal, que se encerra em junho, e do início do novo ciclo, em julho. No ano passado, a empresa eliminou 6 mil vagas em maio e outras 9 mil em julho, em uma das maiores reduções recentes de seu quadro. Daquela vez, os cortes representaram cerca de 4% da força de trabalho.

Tal como naquele momento, a nova rodada de demissões ocorre enquanto a Microsoft aumenta os gastos com data centers, chips e serviços ligados à IA. A companhia já anunciou a construção de data centers e expansão das capacidades computacionais em diversas regiões, incluindo países como Austrália e Japão, onde deve investir US$ 10 bilhões (cerca de R$ 52 bilhões) no próximo triênio, segundo a Reuters.

Além da expansão em infraestrutura, a Microsoft vem implementando serviços baseados na tecnologia em grande parte de seus produtos, o que gerou o apelido MicroSlop entre críticos na internet.

Xbox vai passar por novas demissões?

Funcionários do Xbox devem ser atingidos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Microsoft ainda não comentou as informações, mas a CEO da divisão Xbox, Asha Sharma, já havia comunicado a possibilidade de demissões anteriormente. A executiva enviou um memorando sobre a necessidade de uma reestruturação na estratégia de negócios.

Relatórios anteriores indicaram que o Xbox planeja reduzir verbas de marketing e orçamentos internos. A divisão enfrenta pressão após anos de aquisições, investimentos altos e mudanças nas estratégias de consoles, serviços e jogos.

A Microsoft também estaria avaliando mudanças mais profundas na estrutura do Xbox, como reorganizar a divisão de games como uma subsidiária integral. Outra hipótese seria um eventual spin-off da unidade, menciona a Reuters.

Os números da marca mostram que o momento, de fato, não é o melhor, apresentando quedas tanto na venda de jogos, quanto em hardware (que já não ia bem) e serviços, como o Game Pass.

Microsoft deve cortar milhares de empregos em nova onda de demissões

Microsoft deve cortar milhares de empregos em nova onda de demissões
Fonte: Tecnoblog

Android 17 QPR1 Beta 6 aproxima modo desktop do PC e renova design da interface

Android 17 QPR1 Beta 6 aproxima modo desktop do PC e renova design da interface

Lançado ontem, o Android 17 QPR1 Beta 6 marca o ponto de estabilidade da plataforma, preparando o sistema para integrar o lançamento da série Pixel 11 nos próximos meses. Contudo, embora esteja focado em eliminar problemas, a nova versão também traz recursos interessantes.

Carregando o número de build CP31.260618.005, o release traz novidades para o modo desktop do Android – competidor direto do Samsung DeX –, para o Health Connect e para alguns itens da interface do sistema. Mas vamos por partes.

In desktop windowing, taskbar icons are now on the bottom left instead of in the bottom center.

Plus, picture-in-picture (PiP) windows now freely float in desktop windowing so you can drag them anywhere on screen and they’ll stay there.

Previously, they’d snap to the left or… pic.twitter.com/Bm2ZCuvPzpClique aqui para ler mais

Android 17 QPR1 Beta 6 aproxima modo desktop do PC e renova design da interface
Fonte: Tudocelular

Galaxy Z Fold 8 Ultra: vazamento revela as opções de cores do dobrável; confira

Galaxy Z Fold 8 Ultra: vazamento revela as opções de cores do dobrável; confira

O Galaxy Z Fold 8 Ultra está bombando de vazamentos nesta quinta-feira. Após aparecer em homologação na Anatel, um novo vazamento revelou as possíveis opções de cores de um dos dobráveis que a Samsung deve apresentar nos próximos dias.

Segundo o informante Momentary Digital, conhecido por antecipar detalhes de aparelhos da linha Galaxy e também de iPhones, o modelo chegará nas cores: preto, branco e roxo, além de uma versão verde exclusiva da loja online da coreana.

Clique aqui para ler mais

Galaxy Z Fold 8 Ultra: vazamento revela as opções de cores do dobrável; confira
Fonte: Tudocelular

Tablet barato e com teclado! Vaio TL 10 entra em promoção com cupom exclusivo Shopee

Tablet barato e com teclado! Vaio TL 10 entra em promoção com cupom exclusivo Shopee

Considerado o melhor tablet para quem procura um dispositivo baratinho para o dia a dia, o Vaio TL 10 oferece tela grande e teclado magnético no pacote.

E, hoje, você pode comprar o aparelho por apenas R$ 1.068 na Shopee, desde que use o método de pagamento Pix.

Para quem precisa parcelar, o pagamento pode ser realizado em até 12 vezes sem juros em qualquer cartão de crédito.Clique aqui para ler mais

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Fonte: Tudocelular

Microsoft desativa extensões do Edge por infecção com vírus

Microsoft desativa extensões do Edge por infecção com vírus

A Microsoft removeu 119 extensões da loja oficial do Microsoft Edge após identificar uma campanha maliciosa chamada StegoAd. Os complementos, usados por até 2,6 milhões de pessoas, escondiam códigos capazes de roubar credenciais do Google, senhas e outros dados sensíveis.

Segundo a empresa, as extensões permaneciam disponíveis por anos sem levantar suspeitas. Somente depois de um período de inatividade o código malicioso era ativado, dificultando a detecção por sistemas automáticos de segurança e pelos próprios usuários.Os complementos se passavam por ferramentas populares, incluindo bloqueadores de anúncios, VPNs, tradutores, calculadoras, localizadores de cupons e aplicativos para baixar vídeos. Todos cumpriam a função prometida, acumulavam avaliações positivas e aparentavam legitimidade, fator que ajudou a ampliar sua distribuição.Clique aqui para ler mais

Microsoft desativa extensões do Edge por infecção com vírus
Fonte: Tudocelular

Amazon LEO atinge quase 400 satélites e dá mais um passo para estreia contra Starlink

Amazon LEO atinge quase 400 satélites e dá mais um passo para estreia contra Starlink

Após o lançamento de sucesso de mais 29 unidades, o Amazon LEO, serviço de internet via satélite da gigante varejista, deu mais um passo importante rumo à estreia. A constelação da companhia teria agora atingido a marca necessária para iniciar suas operações, embora continue precisando de ajustes, e promete acirrar a disputa pelo espaço com a Starlink.A Amazon confirmou que já possui 396 satélites em órbita baixa da Terra (Low Earth Orbit, de onde vem o nome LEO), um número estratégico para ativar a rede. A conquista mantém a empresa no caminho para cumprir a meta de disponibilidade comercial até meados de 2026.

“Temos mais de 390 satélites implantados, o suficiente para suportar serviço contínuo nas latitudes iniciais”, destacou Chris Weber, vice-presidente de negócios e produto do Amazon LEO em postagem no X/Twitter. O executivo ressaltou, no entanto, que ainda há trabalho técnico pela frente, como elevar os novos equipamentos à altitude designada para o funcionamento.Clique aqui para ler mais

Amazon LEO atinge quase 400 satélites e dá mais um passo para estreia contra Starlink
Fonte: Tudocelular

Xbox quer converter jogos físicos em licenças digitais

Xbox quer converter jogos físicos em licenças digitais

Donos de jogos em mídia física para Xbox poderiam vincular licenças às contas Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Microsoft iniciou testes de uma ferramenta que permite vincular licenças de discos físicos de jogos para Xbox One e Xbox Series X/S às contas Microsoft, facilitando a transição para um mercado digital.
O recurso, chamado de “disc-to-digital”, permite que a mídia física seja usada como prova de propriedade do jogo, enquanto a licença é digitalizada e vinculada à conta Microsoft, possibilitando acessar recursos do jogo em nuvem, Play Anywhere e dispositivos sem leitor de disco.
A Microsoft prepara terreno para uma próxima geração de consoles completamente digital, com rumores de que o novo Xbox pode não ter leitor de disco embutido, seguindo tendência da indústria que inclui a Sony, que deixará de produzir jogos em disco.

A Microsoft iniciou testes de uma ferramenta que permitira que discos de jogos para Xbox One e Xbox Series X/S gerassem uma licença digital vinculada à conta do usuário. O recurso, batizado temporariamente de Disc2Digital, deve facilitar a transição dos jogadores para um mercado que caminha para a total digitalização.

Segundo o The Verge, referências ao recurso foram encontradas no aplicativo do Xbox para PC. Os testes indicam que a Microsoft estuda formas de integrar mídias físicas a recursos como nuvem, Play Anywhere e dispositivos sem leitor de disco.

Pelo que foi encontrado até agora, a mídia física continuaria funcionando como prova de propriedade do jogo, segundo o site, mas a licença seria digitalizada e vinculada a uma Conta Microsoft.

A novidade permitiria acessar recursos do jogo enquanto essa licença estiver vinculada à conta, o que não é possível atualmente. O disco ainda é a prova de licença e o usuário precisa inseri-lo no console, mesmo com o conteúdo já instalado.

Se o título estiver disponível no Xbox Cloud Gaming, por exemplo, o jogador poderia rodá-lo por streaming. Se fizer parte do programa Xbox Play Anywhere, também poderia jogá-lo em PCs e dispositivos compatíveis.

Outro ponto importante é que a licença deve acompanhar o disco. Ou seja, se o usuário vender ou emprestar a mídia física, a associação passaria para a outra conta.

Por que o recurso não deve valer para todos os jogos?

Serviço deve ter limites de compatibilidade (imagem: divulgação/Xbox)

Os testes indicam que o Disc2Digital deve funcionar apenas com mídias para Xbox One e Series X/S, deixando de fora o Xbox 360 e o Xbox original. Vale lembrar que os consoles da Microsoft são retrocompatíveis com milhares de jogos de gerações anteriores, em mídia física e digital.

Além da limitação geracional, a Microsoft informou testadores internos que alguns discos mais antigos podem não funcionar com o sistema, dependendo da fabricação.

DLCs e jogos com múltiplos discos também aparecem nos testes, mas ainda não está claro como a Microsoft pretende tratar todos esses casos no lançamento final.

Microsoft prepara Xbox para futuro digital

Xbox já lançou o Series S sem leitor de discos (Imagem: Felipe Vinha/Tecnoblog)

O recurso surge em um momento em que a Microsoft vende cada vez menos consoles e foca na manutenção de seus sistemas digitais, como o Game Pass, e tem ampliado a presença da marca em PCs, portáteis, smart TVs e outras plataformas, como sistemas para carros.

A ferramenta também pode ser importante para a próxima geração do Xbox, conhecida pelo codinome Project Helix. Ainda não está definido se os novos consoles terão leitor de disco embutido, mas, segundo rumores ouvidos pelo portal Windows Central, provavelmente não terão.

Enquanto isso, a Sony anunciou nesta semana que deixará de produzir jogos de PlayStation em disco em 2028. Portanto, espera-se que a próxima geração – o suposto PS6 – abandone o formato.

O anúncio da japonesa e os planos da Microsoft surgem poucos dias após a Rockstar Games, produtora de GTA 6, revelar que a versão física do novo game não terá disco, mas sim um código para download. Esse deve ser mais um padrão adotado pela indústria, além de um esperado aumento no preço base dos jogos.
Xbox quer converter jogos físicos em licenças digitais

Xbox quer converter jogos físicos em licenças digitais
Fonte: Tecnoblog

AI Slop impacta mundo dos games e gera reação

AI Slop impacta mundo dos games e gera reação

Engine vem sofrendo com AI Slop (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A plataforma de desenvolvimento de jogos Godot vai proibir o uso de códigos gerados com inteligência artificial.
A Godot, utilizada em games como Slay the Spire 2 e The Case of the Golden Idol, identificou grande quantidade de Pull Requests mecânicos e de baixa qualidade.
A empresa exige que códigos sejam feitos por humanos para garantir responsabilidade e conhecimento dos contribuintes.

A engine de games Godot, utilizada em títulos como Slay the Spire 2 e The Case of the Golden Idol, vai proibir o uso de IA na programação, exigindo que os códigos utilizados sejam feitos por humanos. A mudança na política está relacionada a uma grande quantidade de pull requests (PRs) mecânicos e de baixa qualidade, o que configura como AI Slop – quando há uma grande quantidade de conteúdos rasos criados com IA generativa.

Essa tecnologia é oferecida em código aberto, e esses PRs são sugeridos pela comunidade para ajustes ou até para complementar o código-base, sendo uma parte importante do funcionamento da plataforma. Segundo a Godot, a análise dessas solicitações leva tempo, e muitas delas são elaboradas sem a profundidade necessária.

Para dar conta da situação, a empresa anunciou que todas as contribuições à engine devem ser feitas por humanos. A ideia é que as pessoas se responsabilizem pelos códigos submetidos, e que tenham conhecimento para fazer correções, caso necessário.

Slay the Spire 2 está entre os títulos baseados em Godot (imagem: divulgação)

Qual o impacto negativo da inteligência artificial nos jogos?

O caso da Godot envolve o uso exagerado de IA nas sugestões de ajustes para o código-base, um avanço significativo do problema que pode prejudicar a qualidade dos jogos construídos em torno da plataforma, além de atrapalhar o próprio trabalho dos revisores. Ainda assim, muitos jogos já publicados na Internet contam com inteligência artificial em algum nível.

No Steam, por exemplo, o número desses games subiu quase 700% de 2024 para 2025, como noticiou o site Tom’s Hardware. Inclusive, um a cada cinco títulos publicados na plataforma no ano passado teriam utilizado IA na produção.

Ao que parece, o público tem um menor interesse em games feitos com IA. Uma análise feita no ano passado identificou uma relação direta entre jogos desenvolvidos dessa forma e menor número de vendas e reviews no Steam. Na Pesquisa Game Brasil deste ano, por exemplo, quase 50% dos entrevistados alegou preocupação com o tema, ainda que 40% admitissem que, dependendo do título, não deixariam de comprar.

AI Slop preocupa toda a Internet

O termo AI Slop é utilizado para identificar esse uso massivo de IA que vem sendo observado nos diferentes ambientes online. Um estudo publicado pelo Imperial College of London, por exemplo, mostra que aproximadamente 35% dos conteúdos presentes na internet já são criados com inteligência artificial em algum nível, enquanto mais de 17% são inteiramente feitos com IA.

YouTube baniu canais com vídeos feitos inteiramente por IA (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Assim, muitas empresas têm buscado soluções para evitar o tal do AI Slop. Em maio deste ano, o LinkedIn anunciou novas regras de distribuição de seus posts para encorajar conteúdos mais aprofundados e que fujam de textos rasos feitos com IA generativa. O Tinder foi outra empresa a trazer novidades para resolver a situação e anunciou o polêmico reconhecimento de íris via World ID em parceria com a Tools for Humanity, de Sam Altman. 

Já o YouTube baniu alguns canais em janeiro após identificar vídeos feitos inteiramente por IA. Ainda em dezembro de 2025, uma pesquisa apontou que 20% dos conteúdos recomendados pela plataforma de vídeos eram considerados “lixo de IA”, justamente o que compõe o AI Slop.
AI Slop impacta mundo dos games e gera reação

AI Slop impacta mundo dos games e gera reação
Fonte: Tecnoblog