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Como salvar um áudio do WhatsApp no celular ou PC

Como salvar um áudio do WhatsApp no celular ou PC

WhatsApp permite que o usuário salve áudios enviados ou recebidos em diferentes dispositivos (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O processo para salvar um áudio do WhatsApp exige que o usuário abra a conversa no mensageiro, acesse as opções de compartilhamento do áudio e escolha um diretório ou serviço de armazenamento para salvar a gravação.

Os áudios do mensageiro da Meta são exportados em arquivos de formatos OGG, OPUS e M4A (dependendo do sistema operacional), e podem ser guardados no armazenamento interno, no HD, cartão SD ou em serviços como Google Drive e e-mail.

Depois de salvar um áudio o usuário pode usar o arquivo como desejar, como por exemplo em um áudio original do Reels, como anexo do e-mail ou em qualquer outra plataforma que aceite o formato do arquivo.

A seguir, veja como baixar um áudio do WhatsApp pelo Android, iPhone ou PC via WhatsApp Web e WhatsApp Desktop.

ÍndiceComo salvar um áudio do WhatsApp no celular AndroidComo salvar um áudio do WhatsApp no iPhoneComo baixar um áudio pelo WhatsApp WebComo baixar um áudio pelo WhatsApp Desktop (Windows/macOS)É possível salvar um áudio para ouvir antes de enviar no WhatsApp?Por que não consigo baixar um áudio do WhatsApp?A pessoa fica sabendo que eu salvei o áudio do WhatsApp?Posso mudar o formato do áudio baixado do WhatsApp?Consigo encaminhar o áudio baixado do WhatsApp no Instagram?

Como salvar um áudio do WhatsApp no celular Android

Abra o WhatsApp no smartphone Android e acesse a conversa onde está a mensagem de voz.

Mantenha o toque pressionado sobre o áudio e toque no botão de três pontos no canto superior direito.

Selecione a opção “Compartilhar” para abrir o menu de exportação do sistema.

Escolha um dos serviços integrados para salvar o áudio do WhatsApp, como Google Drive, Gmail e Files do Google, e conclua a ação.

Acessando a opção “Compartilhar” para fazer download da mensagem de voz do WhatsApp (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como salvar um áudio do WhatsApp no iPhone

Acesse o WhatsApp no iPhone e abra a conversa com o áudio que você deseja baixar.

Segure o toque em cima do áudio e selecione a opção “Encaminhar”.

Toque no ícone de compartilhamento, no canto inferior direito da tela.

Escolha a opção “Salvar em arquivos”, selecione a pasta de destino no iOS e confirme em “Salvar” para fazer download do áudio do WhatsApp.

Usando a opção “Salvar em Arquivos” para baixar o áudio do WhatsApp no iPhone (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como baixar um áudio pelo WhatsApp Web

Abra o navegador do PC, acesse o web.whatsapp.com e, se necessário, faça login na sua conta do WhatsApp.

Acesse a conversa com o áudio que você pretende salvar do WhatsApp.

Passe o mouse em cima do áudio e clique na seta para abrir um menu de opções.

Clique em “Baixar” para fazer download automático e salvar o áudio do WhatsApp no computador.

O WhatsApp Web tem a opção “Baixar” para o download do áudio em uma conversa (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como baixar um áudio pelo WhatsApp Desktop (Windows/macOS)

Abra o aplicativo do WhatsApp Desktop no seu PC Windows ou computador Mac.

Acesse a conversa onde está o áudio que você deseja fazer download.

Passe o mouse em cima da mensagem de voz e clique no ícone de seta para visualizar um menu.

Selecione “Salvar como”, escolha a pasta de destino do seu computador e confirme em “Salvar” para concluir o download do áudio do WhatsApp.

No Windows e no macOS, o WhatsApp Desktop tem a função “Salvar Como” para fazer download de um áudio ou mensagem de voz (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

É possível salvar um áudio para ouvir antes de enviar no WhatsApp?

Não, uma vez que o WhatsApp não oferece opções de compartilhamento antes do envio. Mas é possível gravar um áudio para ouvir antes de enviar no WhatsApp ao travar a gravação e tocar no ícone de pause.

Por que não consigo baixar um áudio do WhatsApp?

As principais causas de falha no download do áudio do WhatsApp envolvem conexões instáveis à internet e falta de espaço no armazenamento dos dispositivos. A Meta recomenda verificar a conexão, liberar mais espaço de armazenamento interno ou cartão SD, reiniciar o app e atualizar o mensageiro para solucionar o impasse.

A pessoa fica sabendo que eu salvei o áudio do WhatsApp?

Não, o WhatsApp não mostra notificação se contatos salvarem um áudio enviado por você. Contudo, áudios recebidos e encaminhados para terceiros sem o processo de salvamento serão exibidos com a mensagem “Encaminhada” na conversa do WhatsApp para delatar o compartilhamento.

Posso mudar o formato do áudio baixado do WhatsApp?

Sim. Os formatos padrões de áudio do WhatsApp (OGG, OPUS e M4A) podem ser convertidos depois de baixados no dispositivo. O processo envolve sites de terceiros para converter o áudio do WhatsApp em arquivos como MP3, AAC, WAV, FLAC, entre outros.

Consigo encaminhar o áudio baixado do WhatsApp no Instagram?

Sim, é possível encaminhar o áudio baixado do WhatsApp na DM do Instagram somente pelo PC. Para isso é necessário arrastar o arquivo para a conversa aberta do Instagram no navegador, mas o remetente só conseguirá ouvir o áudio se reproduzi-lo pela plataforma no desktop.
Como salvar um áudio do WhatsApp no celular ou PC

Como salvar um áudio do WhatsApp no celular ou PC
Fonte: Tecnoblog

Microsoft abre código do Comic Chat, que converte chats em quadrinhos

Microsoft abre código do Comic Chat, que converte chats em quadrinhos

Microsoft abre código do Comic Chat (imagem: reprodução/Microsoft)

Resumo

Microsoft liberou o código-fonte do Comic Chat, cliente de bate-papo via IRC para Windows que transformava chats em quadrinhos;
Comic Chat, lançado em 1996, permitia que conversas fossem exibidas com personagens variados e balões de fala;
código-fonte está disponível no GitHub sob licença MIT, e é compilável com ferramentas atuais do Visual Studio, permitindo inclusive conexão a servidores de IRC atuais.

Imagine conversar com alguém via WhatsApp ou Facebook Messenger, mas com uma interface que remete a histórias em quadrinhos. Era essa a proposta do Comic Chat, cliente de bate-papo via IRC para Windows que acaba de ter seu código-fonte liberado pela Microsoft.

Quem é veterano na internet provavelmente usou bastante o IRC. Se não é o seu caso, eis uma rápida explicação: a sigla significa Internet Relay Chat e consiste em um serviço de bate-papo em tempo real baseado na interconexão de servidores.

O IRC foi introduzido em 1988 e ficou muito popular nos anos 1990, passando a perder espaço (mas ainda sendo bastante usado) no fim da mesma década, à medida que serviços como ICQ, MSN Messenger e webchats ganhavam espaço.

Para se conectar a um serviço de IRC, é necessário usar um software cliente. Um dos mais conhecidos foi o mIRC. Mas o Microsoft Comic Chat também tinha adeptos, pois criava “cenários” para conversas que, por padrão, eram baseadas inteiramente em linhas de texto.

Isso porque o Comic Chat mostrava cada participante da conversa como personagens de uma história em quadrinhos. Os textos apareciam em balões e os personagens faziam expressões faciais ou até gestos contextualizados — “se alguém escrevesse ‘gostei disso’, o personagem poderia apontar para si mesmo”, exemplifica a Microsoft.

O Comic Chat foi introduzido em 1996 como uma ferramenta para o Windows 95, junto com o Internet Explorer 3. Era algo que realmente chamava a atenção, especialmente se levarmos em conta que os recursos gráficos eram mais limitados na época e que, obviamente, botões de curtidas e emojis não existiam.

De certo modo, o Comic Chat foi uma forma que a Microsoft encontrou de incentivar o uso da internet, que não era disseminada como é hoje. Não por acaso, a ferramenta também foi lançada para Windows 98.

O cliente para IRC Comic Chat (imagem: reprodução/Microsoft)

Por que a Microsoft liberou o código-fonte do Comic Chat?

A própria Microsoft explica:

Ao lançar o Comic Chat como open source, estamos preservando uma parte importante da história do software e dando à comunidade a oportunidade de explorá-lo, aprender com ele e desenvolvê-lo.

Robert Standefer e Scott Hanselman, da Microsoft

Ainda de acordo com a companhia, o Comic Chat foi desenvolvido com Visual C++ 4.0 e MFC (biblioteca). Mas o código-fonte disponibilizado foi preparado para ser compilado com as ferramentas atuais do Visual Studio, de modo a não só facilitar a exploração do código como também permitir a conexão da ferramenta a servidores de IRC atuais.

O código-fonte do Microsoft Comic Chat está disponível no GitHub sob uma licença aberta MIT.

Uma última curiosidade: se o nome da ferramenta te fez lembrar da famigerada fonte Comic Sans, saiba que não é mera coincidência.

Novamente, a Microsoft explica: “a Comic Sans encontrou seu primeiro lar de verdade no Comic Chat, onde seu estilo informal e manuscrito combinava perfeitamente com as conversas em balões de fala do software”.
Microsoft abre código do Comic Chat, que converte chats em quadrinhos

Microsoft abre código do Comic Chat, que converte chats em quadrinhos
Fonte: Tecnoblog

WhatsApp pode ganhar notificações de aniversários de contatos

WhatsApp pode ganhar notificações de aniversários de contatos

WhatsApp quer ajudar na hora do parabéns (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O WhatsApp está desenvolvendo uma funcionalidade que permite cadastrar a data de nascimento, enviando notificações aos contatos quando for aniversário do usuário.
A funcionalidade foi encontrada na versão 2.26.27.3 do WhatsApp beta para Android e ainda não está disponível para testes.
O aplicativo também pode incluir uma seção “Aniversários” para reunir as datas de todos os contatos.

A Meta está testando uma funcionalidade no WhatsApp que permitirá cadastrar sua data de aniversário. Assim, seus contatos serão avisados quando chegar a hora de dar parabéns para você.

A ferramenta foi encontrada na versão 2.26.27.3 do WhatsApp beta para Android. Ela ainda não está sendo oferecida para os participantes do programa de testes — o site WABetaInfo encontrou o recurso no código do aplicativo. Como todo recurso em desenvolvimento, pode haver mudanças consideráveis ou até mesmo o cancelamento.

Como vão funcionar as notificações de aniversário?

O WhatsApp vai dar aos usuários a opção de cadastrar sua data de aniversário. Aparentemente, isso será opcional, exceto em locais onde a legislação exige essas informações para comprovação de idade.

Quando chega o aniversário de um de seus contatos, você receberá uma notificação dentro do app. Ainda não há informações se haverá uma notificação no nível do sistema, que apareceria mesmo sem abrir o app.

Além disso, o app testa uma seção chamada “Aniversários” em sua interface. Ela reuniria as datas de todos os contatos.

Página dedicada reuniria aniversários dos contatos (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Outro ponto importante é que, no momento, não há nenhuma configuração de privacidade para essa informação. Como o recurso ainda está em desenvolvimento, é de se esperar que isso seja acrescido, caso a Meta opte por seguir em frente com a criação da ferramenta.

Recurso já está presente na concorrência

Redes sociais como Facebook e o velho Orkut já avisavam quando era aniversário de um amigo seu. Já o X (antigo Twitter) não conta com notificações, mas mostra uma animação com balões no perfil do aniversariante. O Instagram, por sua vez, não tem nada disso.

Assim, dependendo da rede social que a pessoa mais usa, ela precisa de um calendário se quiser se lembrar dos aniversários de amigos e familiares.

Colocar essa informação no WhatsApp pode ajudar quem gosta de mandar uma mensagem nesse dia especial. O recurso, porém, não é inédito: o Telegram (sempre ele) já permite cadastrar o aniversário. Os contatos são avisados no topo da tela principal, acima da lista de conversas.
WhatsApp pode ganhar notificações de aniversários de contatos

WhatsApp pode ganhar notificações de aniversários de contatos
Fonte: Tecnoblog

Meta AI, WhatsApp e Instagram ganham novo modelo de IA para gerar imagens

Meta AI, WhatsApp e Instagram ganham novo modelo de IA para gerar imagens

Muse Image estará disponível na Meta AI (imagem: divulgação)

Resumo

A Meta lançou o Muse Image, um modelo de IA para gerar imagens, desenvolvido pelo Meta Superintelligence Lab.
O Muse Image será usado na Meta AI, WhatsApp e Instagram para gerar imagens e aplicar efeitos, e também estará disponível para anunciantes como parte do serviço Advantage Plus.
A ferramenta permite incorporar fotos de contas públicas do Instagram e ajustar elementos, mudar estilos e criar variações de alta qualidade.

A Meta anunciou, nesta terça-feira (07/07), o lançamento do modelo de inteligência artificial Muse Image. Ele deverá ser o responsável por gerar imagens na Meta AI, bem como executar algumas tarefas no WhatsApp e no Instagram.

Essa é a primeira tecnologia do tipo desenvolvida pelo Meta Superintelligence Lab, braço da gigante das redes sociais dedicado à inteligência artificial e chefiado por Alexandr Wang. Em abril, a divisão fez sua estreia com o Muse Spark, de geração de texto.

O que o Muse Image é capaz de fazer?

Segundo a Meta, o Muse Image fica à frente do Nano Banana 2, do Google, em diversos benchmarks, ficando atrás apenas do gerador de imagens do ChatGPT, o GPT Image 2.

O novo modelo estará disponível via Meta AI para geração de imagens. Antes, a empresa contava com o Midjourney para essa tarefa. No WhatsApp e no Instagram, ele também poderá ser usado para aplicar mais de 30 efeitos.

Efeitos para imagens no WhatsApp também vão usar o Muse Image (imagem: divulgação)

Na Meta AI, usuários poderão incorporar fotos de contas públicas do Instagram às suas criações, marcando os perfis donos das imagens usadas. Vale ter atenção a isso: o recurso vem ativado por padrão. Se você tem uma conta sem cadeado e não gostaria de ver suas fotos editadas por outras pessoas, é bom entrar nas configurações e desativar esse uso.

Facebook e Messenger ganharão acesso ao Muse Image futuramente. A Meta também prepara um modelo de vídeo chamado Muse Video, ainda sem previsão de lançamento.

Ferramenta estará disponível em pacote para anunciantes

A Meta não quer que o Muse Image seja apenas um recurso para redes sociais. A empresa também aposta no modelo como uma ferramenta para anunciantes. Ele estará no serviço Advantage Plus, serviço da companhia voltado ao mercado publicitário, que deve chegar nas próximas semanas.

“O Muse Image traz raciocínio nativo ao processo criativo para ajustar elementos, mudar estilos e criar variações com base no material original, chegando em menos iterações a versões de alta qualidade e alinhadas com a marca”, diz a Meta em um texto dedicado aos anunciantes.

Com informações do Axios e da CNBC.
Meta AI, WhatsApp e Instagram ganham novo modelo de IA para gerar imagens

Meta AI, WhatsApp e Instagram ganham novo modelo de IA para gerar imagens
Fonte: Tecnoblog

WhatsApp prepara mudança para dar mais destaque a status

WhatsApp prepara mudança para dar mais destaque a status

Meta aposta em status para deixar WhatsApp com cara de rede social (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O WhatsApp está preparando uma mudança para dar mais destaque aos status, com publicações temporárias aparecendo no topo da lista de conversas.
A nova localização do recurso começou a aparecer na versão beta para iOS e já está sendo distribuída no programa de testes para Android.
Os status ficarão visíveis ao “puxar” a lista de conversas para baixo, permitindo acessar as publicações.

O WhatsApp pretende colocar os status no topo da lista de conversas. A nova localização do recurso começou a aparecer na versão beta do aplicativo para iOS e já vem há algum tempo sendo distribuída no programa de testes para Android.

Os status são publicações temporárias, que ficam no ar por um prazo de apenas 24 horas, semelhantes aos stories do Instagram. Atualmente, eles fazem parte da aba Atualizações do aplicativo, que também lista os canais nos quais o usuário está inscrito.

Status terão lugar de destaque no app (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Com a mudança da interface, a aba Conversas terá pequenos círculos no topo, substituindo o título, com as imagens de perfil dos usuários que publicaram status.

Ao “puxar” a lista de conversas para baixo, os círculos se expandem, permitindo visualizar as publicações. Também é possível deslizar para os lados para ver status de mais pessoas. Ao rolar a lista para cima, os círculos são minimizados novamente.

Esse funcionamento não é inédito: o Telegram adota o mesmo esquema e o mesmo visual para seus stories.

WhatsApp investe em status

Nos últimos anos, a Meta acrescentou vários recursos aos status do WhatsApp para deixá-los com mais cara de stories de Instagram ou Facebook.

A última grande atualização foi há quase um ano, em junho de 2025. Na ocasião, o app ganhou uma ferramenta de layout, para publicar fotos lado a lado; opção para adicionar músicas; figurinhas de fotos, para colocar imagens extras; e o recurso “Sua vez”, para criar e seguir trends, como já acontece no Instagram.

Essa aposta tem seus motivos: também em junho de 2025, a Meta anunciou que passaria a incluir propagandas entre os status. Colocá-los na tela de conversas, a mais usada do aplicativo, é uma forma de aumentar a popularidade do recurso. Quanto mais gente usando, mais espaço para incluir anúncios e mais audiência para a publicidade.

Com informações do WABetaInfo
WhatsApp prepara mudança para dar mais destaque a status

WhatsApp prepara mudança para dar mais destaque a status
Fonte: Tecnoblog

WhatsApp ganha inteligência artificial com conversas anônimas

WhatsApp ganha inteligência artificial com conversas anônimas

Marca do WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Modo anônimo com privacidade total: A Meta AI recebeu uma função de conversa anônima que utiliza a tecnologia de Processamento Privado. Segundo a empresa, os dados são processados em um ambiente seguro que nem a própria Meta pode acessar, e as mensagens desaparecem por padrão após o uso.
Diferenciação dos concorrentes: O anúncio foca no fato de que, ao contrário de outros modos anônimos do mercado (como os do ChatGPT e Gemini), a solução da Meta não armazena as perguntas ou respostas para acesso interno, permitindo o compartilhamento de dados sensíveis, como finanças e saúde.
Novidades no horizonte: Além da disponibilidade imediata no WhatsApp e em um aplicativo dedicado, a Meta confirmou que lançará nos próximos meses a “conversa paralela”, um recurso que permitirá usar a IA dentro de outros chats para obter ajuda contextual sem interromper o fluxo da conversa principal.

Mais privacidade para os usuários. Essa é a promessa da Meta ao anunciar nesta terça-feira (12/05) a função de conversa anônima na Meta AI. A ferramenta está disponível dentro do WhatsApp e por meio de um aplicativo independente. A liberação começa hoje, de forma gradual, para todos os países onde a tecnologia está disponível.

O Tecnoblog participou de um bate-papo com o diretor-geral do WhatsApp, Will Cathcart, junto de outros veículos de imprensa da América Latina. Ele defendeu que a ferramenta é totalmente anônima e que a Meta não terá acesso a nenhum dado compartilhado com a inteligência artificial.

Como funciona o modo anônimo da Meta AI?

Conversa privada com a Meta AI (imagem: divulgação)

Cathcart explica que o projeto bebe da fonte da mesma tecnologia que faz o resumo das conversas no WhatsApp, batizada de Processamento Privado. Ela coleta informações, manda para a nuvem em um ambiente privado e depois destrói os dados. O executivo não chega a citar nomes, mas nitidamente está mirando no ChatGPT e Gemini, ferramentas concorrentes em que, mesmo na função anônima, os dados podem ficar armazenados e acessíveis para a OpenAI e o Google.

De acordo com Cathcart, a novidade permite que os usuários façam consultas que normalmente não gostariam de expor a uma IA que salva as conversas. Por exemplo, compartilhar documentos financeiros ou expor questões de saúde.

Sistema pode parar em assuntos muito sensíveis

Durante a conversa com jornalistas, o executivo disse que esta modalidade da Meta AI segue as mesmas diretrizes de segurança do serviço tradicional. Isso significa que, numa consulta envolvendo ideações suicidas, por exemplo, a ferramenta pode indicar maneiras de obter ajuda ou simplesmente parar de responder.

Nesta versão, a ferramenta não é capaz de gerar imagens. A função pode chegar no futuro, ainda segundo o executivo.
WhatsApp ganha inteligência artificial com conversas anônimas

WhatsApp ganha inteligência artificial com conversas anônimas
Fonte: Tecnoblog

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA

Tinder ganha nova camada de segurança, mas serviço é proibido no Brasil (imagem: Unsplash/Good Faces Agency)

Resumo

Tinder anuncia reconhecimento de íris para combater perfis falsos com IA.
O reconhecimento de íris ocorre via World ID, parceria com a Tools for Humanity, empresa cofundada por Sam Altman, CEO da Open AI.
A novidade foi testada no Japão e chega em outras partes do mundo em breve, com bônus e selo de verificação para usuários que fizerem a checagem.
No Brasil, o World ID foi proibido em janeiro de 2025 pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

O Tinder anunciou uma nova ferramenta para combater casos de catfish utilizando inteligência artificial na plataforma: o reconhecimento de íris via World ID. A novidade fica disponível a partir do serviço World graças a uma parceria com a Tools for Humanity, empresa cofundada por Sam Altman, CEO da Open AI.

Nos países em que estará disponível, o reconhecimento de íris do Tinder será no próprio app, com direito a bônus para usados os usuários que fizerem a checagem. Eles ganharão selo de verificado. Não há informações sobre banimento de contas sem essa confirmação.

O recurso foi testado no Japão e chega em outras partes do mundo “em breve”. Essa tecnologia, vale lembrar, está proibida no Brasil, após decisão da ANPD. Ou seja: nada de World ID no Tinder BR, pelo menos por enquanto.

Dispositivo da World é uma das opções para criar World ID, disponível também via app (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

IA em golpes de namoro

O reconhecimento de íris é um “passo natural” da plataforma, de acordo com o Match Group, dono do Tinder. Vale lembrar que o app de namoro já exige um vídeo de verificação de humanidade para seus usuários, e o World ID vem como uma camada extra de combate a golpes.

Segundo a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, usuários de apps de namoro perderam US$ 1 bilhões em fraudes somente em 2025, o que dá cerca de R$ 5 bilhões. Além disso, trazendo para a realidade brasileira, a Meta processou duas empresas e duas pessoas por produzirem deepfakes do médico Drauzio Varella para vender medicamentos falsos na internet.

Deepfakes com IA levam empresas a buscarem novas soluções de segurança (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo a BBC, uma usuária do Tinder no Reino Unido afirmou que 30% das contas visualizadas ao navegar pelo app são de bots, com descrições, melhorias e até mesmo chat com IA. Um levantamento da Norton divulgado em janeiro também reforça esse relato, apontando que mais da metade dos usuários de aplicativos de namoro nos EUA já se encontraram em situações do tipo.

Por que o World ID foi proibido no Brasil?

No Brasil, o serviço que oferece a criação da World ID não está disponível desde o início de 2025, por decisão da ANPD. Isso porque a proposta do então Worldcoin era oferecer dinheiro aos participantes do projeto que fizessem a leitura de íris. A Coordenação-Geral de Fiscalização CGF) da autarquia federal entendeu que essa oferta “interfere na livre manifestação da vontade do indivíduo” e pode influenciar pessoas em posição de vulnerabilidade.

Por aqui, continua valendo o Face Check, verificação facial anunciada em dezembro de 2025. A ferramenta funciona de forma semelhante ao reconhecimento feito em apps de banco, e promete reforçar a segurança contra perfis falsos, deepfakes e entrada de menores de idade.

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA
Fonte: Tecnoblog

Como saber se o site é seguro? Veja 10 dicas para evitar páginas web falsas

Como saber se o site é seguro? Veja 10 dicas para evitar páginas web falsas

Analisar o site evita que você navegue ou faça compras em páginas falsas (Imagem: Glenn Carstens-Peters/Unsplash)Um site seguro é uma página da web legítima, de procedência confiável, e que inclui mecanismos de segurança para proteger dados pessoais, financeiros e de navegação do usuário.A navegação em uma página da web segura reduz as chances de golpe para o internauta. Além disso, o usuário também fica mais protegido contra roubos e interceptações de dados que podem ser usados em outras fraudes cibernéticas.O problema é que existem mais de um bilhão de URLs no mundo, e nem sempre é fácil saber se o site é seguro ou não. Por conta disso, você deve se atentar a alguns elementos específicos da página e usar verificadores de terceiros para analisar a segurança do site.A seguir, confira 10 dicas para saber se o site é seguro ou apresenta aspectos suspeitos.Índice1. Confira a lista Evite esses Sites2. Analise a URL do site3. Verifique se o site usa o protocolo HTTPS4. Examine o design e estrutura do site5. Observe os conteúdos da página web6. Consulte dados da empresa7. Pesquise a credibilidade da empresa ou serviço8. Verifique os meios de pagamento oferecidos9. Cheque a confiabilidade do site10. Use o verificador de status do siteQuais são os riscos de sites inseguros?O que fazer ao detectar um site inseguro?1. Confira a lista Evite esses SitesConferir a lista “Evite esses Sites” é um bom primeiro passo para verificar se o site é seguro ou não. A lista reúne páginas da web que acumulam reclamações registradas no Procon-SP e que foram notificadas pelo órgão, mas não responderam ou não foram encontradas.Considere qualquer site listado nessa relação como um site inseguro. No entanto, tenha em mente que um domínio não deve ser considerado como seguro só por não estar na lista Evite esses Sites: será preciso analisar outros elementos — que abordaremos nos tópicos abaixo — para confirmar a confiabilidade da página. Lista do Procon-SP reúne endereços web que devem ser evitados (Imagem: Reprodução/Procon-SP)2. Analise a URL do siteChecar a URL da página web também é uma forma de saber se um site é verdadeiro, já que a análise ajuda a identificar se o domínio é legítimo ou não. Pense que cibercriminosos enganam vítimas criando URLs bem parecidas com as dos sites originais. Com isso, uma pessoa pode achar que está “segura” no site oficial, quando na verdade, está navegando em uma página falsa de golpe.Para exemplificar o caso, vamos pegar o site do Tecnoblog, cuja URL corresponde a tecnoblog.net. Na ânsia de tentar enganar as vítimas, golpistas podem criar páginas como “tecnoblog.com” ou “tecno.blog.net”, por exemplo. Note que os endereços web são bem parecidos, mas pequenas variações levam o internauta para um ambiente diferente do oficial.Se estiver em dúvida da veracidade da página, use o Google ou investigue em canais oficiais da empresa para acessar o site original e comparar as URLs. E caso ainda esteja receoso, entre no site oficial, e use o campo de busca da própria página ou navegue pelas seções para encontrar manualmente o produto ou conteúdo que está procurando. Sempre verifique atentamente a URL da página e desconfie de caracteres adicionais ou suspeitos (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)3. Verifique se o site usa o protocolo HTTPSObservar se o site usa o protocolo HTTPS é um indicador de que o site pode ser seguro. Afinal, o protocolo garante que o site apresenta certificados de segurança válidos e conta com criptografia para proteger a conexão entre seu navegador e a página web.O ponto é que cibercriminosos podem criar um site fraudulento e conseguir um certificado SSL ou TLS para usar o HTTPS: por um lado, o protocolo atesta que a conexão está criptografada, passando a sensação de segurança; por outro, os dados de navegação ainda podem ser enviados ao golpista — mesmo que de uma forma segura.Em resumo, sites que usam HTTPS são mais seguros do que páginas que utilizam o protocolo HTTP (sem criptografia). Mas o “HTTPS” antes do endereço ou o ícone de cadeado ao lado da URL não garante que a página é administrada por alguém confiável. Protocolo HTTPS indica que o site criptografa a conexão, mas não informa se a página é confiável (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)4. Examine o design e estrutura do siteAnalisar o design e estrutura da página também ajuda a identificar um site falso ou fraudulento. O processo exige atenção em detalhes e pode não ser suficiente para cravar se a página é oficial ou fake, mas faz sentido se considerarmos o modus operandi dos cibercriminosos.Ao menos na teoria, a tendência é que sites falsos ou fraudulentos sejam derrubados rapidamente. Por conta disso, golpistas costumam criar sites simples e sem tantas seções ou conteúdos, para poupar esforços em algo que vai sair do ar muito em breve.Portanto, desconfie de páginas “cruas” demais, sem seções como “Contato”, “Sobre” ou “Política de Privacidade”. Pode ser que se trata de uma página oficial pequena, que ainda está crescendo. Mas também pode indicar um site suspeito, criado às pressas, para aplicar golpes em um curto período de tempo.5. Observe os conteúdos da página webRevisar os conteúdos da página é outra forma de investigar se o site é seguro ou não. A lógica é bem parecida com a análise de design e estrutura do site abordada no tópico acima.Erros de ortografia, imagens distorcidas ou genéricas demais, banners suspeitos e vários idiomas diferentes espalhados são indicadores de sites falsos que foram construídos sem o devido cuidado. Vale também desconfiar de textos que trazem senso de urgência, como “promoções imperdíveis” ou “por tempo limitado”. Trata-se de uma tática comum de golpistas, que abusam desse apelo persuasivo para apressar as vítimas e reduzir o tempo de análise.6. Consulte dados da empresaPara saber se o site é confiável, também é válido consultar e checar os dados da empresa. Inclusive, o Decreto Federal nº 7.962/2013 estabelece que sites de comércio eletrônico devem disponibilizar o CNPJ, endereços físicos e meios de contato na própria página.Caso não encontre essas informações, não prossiga com qualquer compra ou negociação na página. E mesmo que você encontre esses dados, vale usar a ferramenta Whois, pesquisar a URL e bater as informações umas com as outras.7. Pesquise a credibilidade da empresa ou serviçoChecar a credibilidade da companhia ou serviço ajuda a saber se uma loja online é confiável, o que consequentemente auxilia na análise de segurança de um site. E para isso, é recomendável acessar o Reclame Aqui, que é a maior plataforma de solução de conflitos entre consumidores e empresas da América Latina.Para consultar a empresa no Reclame Aqui, basta acessar a página oficial do serviço pelo navegador, e digitar o nome da companhia ou serviço no campo de busca localizado no topo da página. Site do Reclame Aqui pode ajudar a analisar se uma empresa é legítima ou confiável (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)Ao chegar na página da empresa, confira o nível de reputação e a porcentagem de respostas às queixas. Serviços bem avaliados tendem a ser seguros e mais confiáveis, enquanto empresas com baixa reputação ou com dados insuficientes para análise acendem um sinal de alerta referente à segurança do negócio.Você também pode complementar essa etapa consultando feedbacks de outros clientes via redes sociais. Só tome cuidado com avaliações falsas ou robotizadas que não parecem fidedignas.8. Verifique os meios de pagamento oferecidosUm site seguro de compras geralmente vai oferecer diversas formas de pagamento, com o objetivo de ampliar o atendimento aos clientes, reforçar a segurança para os consumidores, e proteger a própria empresa contra pessoas má intencionadas.Por isso, desconfie de sites que aceitem pagamentos somente via Pix, boletos ou transferências — meios de pagamento que dificultam o processo de reembolso —, ou que induzam o cliente a prosseguir com a compra em outros meios (como WhatsApp). Fique de olho também se os pagamentos via cartão são feitos na própria plataforma ou se levam a outras páginas suspeitas.9. Cheque a confiabilidade do siteVocê também pode usar um verificador de site seguro para checar a confiabilidade e proteção da página. Esse processo é um complemento à consulta no Reclame Aqui: a busca no RA avalia a credibilidade da empresa ou serviço, enquanto os verificadores de site vão checar selos de segurança, reputação e tempo de registro da página web.SiteConfiável e Detector de sites confiáveis são exemplos de serviços que avaliam a confiabilidade de sites, bastando que o usuário insira o link no campo indicado e clique no botão de análise. Verificadores de terceiros ajudam a analisar se um site é seguro ou não (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)10. Use o verificador de status do sitePor fim, o serviço Status do site no Navegação segura, do Google, pode complementar a análise de segurança do site. A ferramenta analisa bilhões de URLs por dia e consegue detectar páginas com problemas de segurança ou websites legítimos que foram comprometidos.Para usar o serviço, você só precisa inserir a URL do site suspeito no campo abaixo de “Verificar o status do site” e clicar no ícone de lupa. A ferramenta então vai apontar o status atual da página, e mostrar o resultado da varredura de conteúdos não seguros. Status do site no Navegação Segura do Google ajuda a identificar URLs com problemas de segurança (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)Quais são os riscos de sites inseguros?Sites inseguros podem ser usados em crimes cibernéticos ou mesmo explorados por atacantes, comprometendo dados e as finanças dos internautas. Dentre os principais riscos de websites com problemas de segurança, estão:Roubo de dados: sites inseguros criados por golpistas podem roubar dados inseridos ou cadastrados; isso cria um risco alto de que as informações roubadas sejam usadas em golpes de phishing ou engenharia social, por exemplo.Interceptação de dados: a falta de segurança em um site pode permitir que atacantes interceptem os dados de usuários e utilizem essas informações para vazamentos ou vendas ilegais.Golpes financeiros: golpes financeiros são um dos grandes riscos de websites inseguros; na maioria dos casos, as vítimas fazem o pagamento referente a um produto ou serviço, mas os cibercriminosos ficam com o dinheiro sem entregar o que é prometido.Infecção do dispositivo: sites não seguros podem incluir arquivos maliciosos que comprometem o dispositivo da vítima; se os aparelhos ou dados sensíveis forem infectados, os criminosos então se aproveitam disso para aplicar outros tipos de fraude.Sequestro de sessão: terceiros podem roubar a sessão de outros usuários e se passarem pelas vítimas, dependendo dos problemas de segurança do site.Monitoramento não autorizado: em alguns casos, sites inseguros conseguem monitorar a navegação dos internautas e obter acesso a câmeras e microfones.O que fazer ao detectar um site inseguro?Ao detectar um site inseguro, você deve evitar qualquer tipo de interação com a página: não faça login, não insira nenhum tipo de dado, não prossiga com compras, não clique em links da página e não permita nenhuma solicitação. Caso já tenha digitado alguma informação, troque suas senhas o mais rápido possível, e ative mecanismos de cibersegurança, como autenticação de dois fatores ou biometria.Depois de interromper a navegação no site, também é possível denunciar a página ao Google. Para isso, você terá de preencher um formulário, informando o tipo de ameaça, a URL da página insegura e mais detalhes para embasar sua queixa.Como saber se o site é seguro? Veja 10 dicas para evitar páginas web falsas

Como saber se o site é seguro? Veja 10 dicas para evitar páginas web falsas
Fonte: Tecnoblog

Instagram e TikTok afetam mais a saúde mental que o WhatsApp, diz estudo

Instagram e TikTok afetam mais a saúde mental que o WhatsApp, diz estudo

Estudo indica que impacto varia por região e cultura (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Um estudo do World Happiness Report indica que Instagram e TikTok têm impacto mais negativo na saúde mental do que o WhatsApp.
Segundo a pesquisa, a América Latina é exceção e o uso de aplicativos de mensagens está associado a maior satisfação com a vida.
Levantamento também sugere que uso moderado das redes é mais positivo.

Plataformas baseadas em feeds controlados por algoritmos — como Instagram e TikTok — podem ser mais prejudiciais à saúde mental do que apps focados em conversas diretas, como WhatsApp, e em socialização, como o Facebook.

A conclusão é da edição de 2026 do World Happiness Report, relatório anual que indica os países “mais felizes” do mundo, desenvolvido na Universidade de Oxford em parceria com a empresa de análise Gallup e a rede de soluções de desenvolvimento sustentável da ONU.

O levantamento aponta que o uso excessivo de redes sociais torna os jovens mais infelizes globalmente, com impacto mais severo em países de língua inglesa e na Europa Ocidental. Ao analisar diferentes regiões, porém, os pesquisadores perceberam que o impacto na saúde mental depende do formato da plataforma e de fatores culturais.

América Latina é exceção

Essa diferença fica clara nos dados de 17 países da América Latina. Na região, o uso frequente de aplicativos de mensagens está diretamente associado a maior satisfação com a vida. Já navegar por plataformas dominadas por influenciadores levou a índices mais baixos de felicidade e a problemas de saúde mental.

O relatório classifica esse contraste como uma “Exceção Latino-Americana” e traça uma divisão entre dois tipos de plataforma:

Plataformas de Conexão Social (SC): focadas na comunicação direta e no fortalecimento de laços existentes, como WhatsApp e Facebook. O uso frequente está associado a afetos positivos e bem-estar.

Plataformas de Conteúdo Algorítmico (AC): baseadas no consumo passivo de feeds curados por algoritmos, como Instagram, TikTok e X. Estão ligadas a maiores níveis de ansiedade e impacto negativo na saúde mental.

Os autores atribuem isso ao papel central do convívio social e familiar na cultura da região. Por aqui, as redes sociais tendem a funcionar como suporte para reforçar laços que já são fortes — o que ajuda a explicar por que os aplicativos de mensagem não “puxam” a felicidade para baixo da mesma forma que ocorre no hemisfério norte.

Banimentos generalizados

ECA Digital limitou acesso de crianças e adolescentes às redes (imagem ilustrativa: Thomas Park/Unsplash)

Os resultados chegam em um momento em que vários governos no mundo, incluindo o Brasil, debatem restrições de acesso de menores às plataformas. Em declaração ao The Guardian, o diretor do Wellbeing Research Centre, Jan-Emmanuel De Neve, defendeu que os dados apontam para uma necessidade de repensar o formato das redes, não necessariamente bani-las.

“Isso sugere que precisamos colocar o ‘social’ de volta nas mídias sociais, e incentivar tanto os provedores dessas plataformas quanto os usuários a alavancar essas ferramentas para fins sociais e para se conectar com pessoas reais”, afirmou.

O pesquisador também destacou que o estudo encontrou maiores índices de satisfação entre jovens que usam as redes por menos de uma hora diária, em comparação com aqueles sem acesso nenhum. Um exemplo para De Neve é a aplicação da lei australiana, que bane redes sociais para menores de 16 anos, mas mantém aplicativos de mensagens.

Instagram e TikTok afetam mais a saúde mental que o WhatsApp, diz estudo

Instagram e TikTok afetam mais a saúde mental que o WhatsApp, diz estudo
Fonte: Tecnoblog

Hackers miram contas de WhatsApp e Signal em ataque global

Hackers miram contas de WhatsApp e Signal em ataque global

Contas de WhatsApp e Signal viram alvo de hackers (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Relatório de serviços de inteligência da Holanda detalha campanha de espionagem digital, que foca em usuários do WhatsApp e Signal.

Segundo o documento, operação usa engenharia social para invadir contas nos mensageiros e mira autoridades, militares e jornalistas.

Os investigadores atribuem a campanha a agentes ligados ao governo russo.

Autoridades de inteligência da Holanda divulgaram nessa segunda-feira (09/03) detalhes de uma campanha global de ataques digitais contra usuários do WhatsApp e do Signal, mensageiro popular no país. Segundo o relatório, a operação teria como foco autoridades governamentais, integrantes das forças armadas e jornalistas.

A investigação foi conduzida pelo Serviço de Inteligência e Segurança da Defesa da Holanda (MIVD) e o Serviço Geral de Inteligência e Segurança (AIVD). As agências afirmam que os ataques fazem parte de uma campanha de grande escala atribuída a agentes ligados ao governo russo.

De acordo com o documento, os invasores não dependem principalmente de malware para comprometer contas. Em vez disso, utilizam técnicas de engenharia social e phishing para enganar as vítimas e obter acesso às contas nos aplicativos de mensagens.

Hackers se passam por equipe de suporte

No caso do Signal, os hackers entram em contato diretamente com a vítima alegando atividades suspeitas, vazamento de dados ou tentativa de acesso indevido à conta.

Se a pessoa acredita na mensagem, os criminosos solicitam o código de verificação enviado por SMS e o PIN do usuário. Esses dados permitem registrar um novo dispositivo vinculado à conta da vítima e assumir o controle do perfil.

Depois disso, os hackers podem se passar pelo usuário e acessar contatos armazenados no aplicativo. A vítima geralmente é desconectada da conta, mas consegue recuperar o acesso registrando novamente o número.

O relatório dos serviços de inteligência alerta que essa situação pode gerar uma falsa sensação de normalidade. “Como o Signal armazena o histórico de bate-papo localmente no telefone, a vítima pode recuperar o acesso a esse histórico após o novo registro. Como resultado, a vítima pode presumir que nada está errado. Os serviços holandeses querem enfatizar que essa suposição pode estar incorreta”, diz o documento.

Exemplo de mensagem fraudulenta usada por hackers (imagem: reprodução/AIVD)

O que muda no caso do WhatsApp?

Os investigadores também apontaram ataques direcionados ao recurso “dispositivos conectados” do WhatsApp, que permite acessar a conta em computadores ou tablets.

Nesse cenário, as vítimas são induzidas a clicar em links maliciosos ou escanear QR Codes que, na prática, conectam o dispositivo do invasor à conta. Em vez de adicionar alguém a um grupo ou abrir um conteúdo legítimo, o processo acaba autorizando o acesso remoto ao aplicativo.

Diferentemente do que ocorre em alguns casos no Signal, o usuário pode não perceber imediatamente a invasão, já que a conta continua ativa no celular original.

Ao TechCrunch, o porta-voz da Meta Zade Alsawah afirma que a recomendação do WhatsApp é que usuários nunca compartilhem o código de verificação de seis dígitos e fiquem atentos a mensagens suspeitas.

As agências holandesas afirmam que métodos semelhantes já foram observados em campanhas ligadas à guerra na Ucrânia, indicando que o uso de engenharia social continua sendo uma das principais ferramentas em operações de espionagem digital.

Hackers miram contas de WhatsApp e Signal em ataque global

Hackers miram contas de WhatsApp e Signal em ataque global
Fonte: Tecnoblog