Anatel libera o polêmico sistema anti-spam da Vivo
Anatel libera o polêmico sistema anti-spam da Vivo
Vivo Anti Spam causou discórdia no setor de telecomunicações (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
A Anatel liberou o sistema anti-spam da Vivo, que é gratuito para clientes de pós-pago e controle, após rejeitar pedidos de empresas como a TIM.
O sistema da Vivo filtra chamadas indesejadas antes que elas toquem no telefone, utilizando critérios como volume de chamadas e interação manual.
A taxa de erro do sistema é de aproximadamente 0,009% por mês, principalmente devido a inconsistências entre a empresa que está ligando e o CNPJ titular do número.
A Agência Nacional de Telecomunicações deu aval para que a Vivo continue oferecendo o serviço Vivo Anti Spam, que filtra chamadas indesejadas, para a base de clientes. A Superintendência de Competição rejeitou pedidos formulados pela TIM e outras empresas do setor. A informação foi originalmente divulgada pelo Teletime e confirmada pelo Tecnoblog. Ao todo, a Anatel analisou mais de dez reclamações.
O sistema anti-spam da Vivo existe desde dezembro de 2024 e se diferencia de outras soluções do mercado porque filtra as chamadas quando elas entram na rede da operadora. O telefone nem toca. Em junho, ele deixou de ser opcional (o chamado opt-in) e foi ativado por padrão para todos (opt-out). A partir daí, outras empresas do setor – em especial as donas de call centers – passaram a se queixar de queda na taxa de completude. Em outras palavras, menos “alvos” atendiam às ligações.
A redação do Tecnoblog entrou em contato com as entidades citadas. A TIM informou que não irá se pronunciar. O texto será atualizado conforme chegarem as respostas da Anatel e da Vivo.
Como funciona o anti-spam?
Vivo Anti Spam no celular (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
A Vivo explica no material de divulgação que o Vivo Anti Spam utiliza um método inteligente para determinar os chamadores ofensivos, com base no tráfego em tempo real. Entre os critérios estaria o volume de chamadas partindo de números específicos. Ainda assim, é de se notar que a prestadora nunca detalhou as regras de filtragem do serviço, que é oferecido de forma gratuita para os clientes do móvel no pós-pago e controle (pré-pago fica de fora).
Nós tivemos acesso aos esclarecimentos fornecidos pela Vivo à Anatel. A operadora explica que a referência técnica seria “a capacidade máxima de geração de chamadas por um ser humano”. O sistema leva em consideração a interação manual com o terminal, o tempo de processamento na rede, o período mínimo de toque no destino e o intervalo necessário para reiniciar o processo.
O sistema da Vivo também considera a taxa de rejeição às chamadas que partem de determinados números, o que a operadora classificou como “elementos técnicos e comportamentais”.
Vivo defende que sistema não é discriminatório (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
De acordo com a Vivo, a taxa de erro fica em aproximadamente 0,009% por mês. Eles se devem principalmente por inconsistências entre a empresa que está ligando e o CNPJ titular do número.
Ainda de acordo com a nossa apuração, a decisão que veio a público nesta sexta-feira (13) tende a pacificar o setor. A própria Anatel entende que o modelo usado pela Vivo pode servir de referência para o mercado. A agência reguladora não viu problemas com a ativação compulsória do serviço
Anatel libera o polêmico sistema anti-spam da Vivo
Anatel libera o polêmico sistema anti-spam da Vivo
Fonte: Tecnoblog
