Category: Vivaldi

Vivaldi 8.0 chega com design “tudo em um” e proposta anti-IA

Vivaldi 8.0 chega com design “tudo em um” e proposta anti-IA

Vivaldi 8.0 para Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Resumo

 Vivaldi lançou versão 8.0 de seu navegador, que apresenta design unificado, com barras, menus e abas sob o mesmo plano visual;
nova versão prioriza experiência do usuário e não inclui recursos de inteligência artificial, contrariando tendência dos principais navegadores do mercado;
Vivaldi 8.0 está disponível em versões para Windows, macOS e Linux.

Os principais navegadores do mercado estão cada vez mais oferecendo recursos de IA. Mas o recém-lançado Vivaldi 8.0 segue contra essa tendência: a nova versão prioriza um design unificado e, portanto, focado na experiência do usuário. É uma mudança que os desenvolvedores do browser classificam como “nossa maior reformulação de design de todos os tempos”.

O que a Vivaldi chama de “unificado” — ou “Unified” — é uma abordagem de design “tudo em um” que, como tal, envolve todos os elementos da interface, de modo que barras, menus, botões e abas fiquem dentro do mesmo plano visual. É o contrário da abordagem típica, que delimita bem esses componentes, ainda que com traços sutis.

Falando assim, parece que tudo fica “embolado”, tornando o uso do navegador confuso. Mas é o contrário. O aspecto minimalista desse design facilita a localização de cada item. Fiquei com a impressão de que, como há poucos elementos visuais para processar, parece que há menos esforço cognitivo para usar o navegador.

O fator personalização também está presente. Logo após instalar o Vivaldi 8.0, você é convidado a escolher um padrão de layout. Há desde uma opção “simples”, a mais minimalista, passando por padrões que exibem abas verticais (que estão na moda), chegando a uma alternativa que deixa a barra de endereços na parte inferior da tela (eu acho isso estranho, mas gosto é gosto).

Também há várias opções de temas à sua escolha. Várias, mesmo: são mais de 7 mil temas só na página Vivaldi Themes, todos disponíveis gratuitamente.

Recursos úteis introduzidos em versões anteriores foram mantidos. Um exemplo: o Vivaldi continua integrando uma implementação do Proton VPN. Outro: a Follower Tab também está lá; trata-se de um recurso que abre links de uma página sem que esta seja fechada ou tirada de foco.

Tela de seleção de layout do Vivaldi 8.0 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

O Vivaldi 8.0 não traz nada de inteligência artificial?

Não. Pode até ser que agentes de IA ou recursos parecidos cheguem ao Vivaldi em algum momento (ou não), mas não é o caso da versão 8.0, que ficou realmente focada no aprimoramento do design. Sobre esse aspecto, Jon von Tetzchner, CEO da Vivaldi, provocou a concorrência:

Outros navegadores estão adicionando IA para decidir o que você vê. O Vivaldi adiciona ferramentas que lhe dão mais poder para decidir por si mesmo. Essa sempre foi a diferença. Criamos o Vivaldi porque acreditamos que você merece um navegador melhor.

Jon von Tetzchner, CEO e cofundador da Vivaldi

Vivaldi 8.0 com abas laterais à esquerda (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Onde baixar o Vivaldi 8.0?

Se você quiser experimentar a novidade, saiba que o Vivaldi 8.0 já está disponível no site oficial. Há versões para Windows, macOS e Linux.

Todas as novidades anunciadas dizem respeito ao Vivaldi para desktops. Também há implementações do navegador para Android e iOS, mas estas ainda não chegaram à versão 8.0.
Vivaldi 8.0 chega com design “tudo em um” e proposta anti-IA

Vivaldi 8.0 chega com design “tudo em um” e proposta anti-IA
Fonte: Tecnoblog

CEO de navegador rejeita IA e defende a “alegria de navegar na web”

CEO de navegador rejeita IA e defende a “alegria de navegar na web”

Vivaldi rejeita IA em seu navegador e vai contra movimento de concorrentes (imagem: divulgação/Vivaldi)

Resumo

O Vivaldi anunciou que não usará IA para resumir páginas ou interagir com usuários no navegador, defendendo a autonomia e a liberdade de exploração.
A companhia se opõe às tendências da indústria, como o Google e Microsoft, que estão integrando IA para tornar a navegação mais passiva.
O navegador foca na privacidade, personalização e produtividade, permitindo que os usuários tomem suas próprias decisões sem interferência de IA.

No momento em que grandes empresas de tecnologia aceleram a integração de inteligência artificial em navegadores, o Vivaldi vai na direção oposta. A companhia anunciou que não pretende transformar sua barra de endereços em um campo de interação com chatbots ou resumos automáticos de páginas.

Para o cofundador e CEO da empresa, Jon von Tetzchner, essa tendência ameaça um dos princípios centrais da web: a liberdade de explorar por conta própria. Segundo ele, ao oferecer respostas prontas, os navegadores guiados por IA reduzem a curiosidade dos usuários e enfraquecem o ecossistema de criadores e publicações.

Estudos recentes reforçam essa visão, indicando que, quando há resumos gerados por IA acima dos links, a taxa de cliques em resultados tradicionais cai quase pela metade. Isso se traduz em menos acessos para veículos de imprensa, comunidades e produtores de conteúd, que são os responsáveis pela diversidade do ambiente digital.

O que está em jogo?

A decisão da Vivaldi contrasta com movimentos recentes da indústria. O Google, por exemplo, está incorporando o Gemini ao Chrome para resumir páginas e, futuramente, navegar em nome do usuário. Já a Microsoft promove o Edge como “navegador com IA”, com recursos que analisam o conteúdo da tela e sugerem ações automáticas.

Para von Tetzchner, tais iniciativas transformam a experiência em algo passivo, no qual o usuário deixa de decidir como e por onde navegar. Esse debate ocorre em paralelo a discussões regulatórias sobre como as pessoas acessam informação online.

A disputa atual entre navegadores já não gira apenas em torno de velocidade ou recursos de abas, mas de quem intermedeia o conhecimento, quem recebe a atenção do público e quem monetiza a jornada do usuário. Nesse cenário, o Vivaldi se posiciona como uma alternativa para aqueles que ainda valorizam autonomia e controle.

Vivaldi defende a privacidade, os direitos autorais e a autonomia do usuário (imagem: divulgação/Vivaldi)

A proposta do navegador Vivaldi

De acordo com seu CEO, a missão do navegador é atender “mentes curiosas, pesquisadores, usuários avançados e todos que buscam independência”. Isso não significa que a empresa rejeite totalmente os avanços em aprendizado de máquina, mas sim que só adotará ferramentas de IA que não comprometam a privacidade, os direitos autorais e a autonomia do usuário.

O Vivaldi segue apostando em personalização, produtividade e privacidade, em vez de centralizar a experiência em um assistente automatizado. A mensagem da empresa é clara: o navegador continuará sendo um espaço para quem deseja comparar informações, tirar conclusões próprias e manter a navegação como uma atividade ativa.

“O Vivaldi é o paraíso para quem ainda quer explorar. Continuaremos construindo um navegador para mentes curiosas, usuários avançados, pesquisadores e qualquer pessoa que valorize a autonomia. Se a IA contribuir para esse objetivo sem roubar propriedade intelectual, comprometer a privacidade ou a web aberta, nós a utilizaremos. Se ela transformar as pessoas em consumidores passivos, não o faremos”

– Jon von Tetzchner, CEO do navegador Vivaldi

O Vivaldi está disponível em sistemas como Windows, macOS, Linux, Android e iOS. Com a decisão, ele reforça sua identidade como um navegador independente em meio ao avanço dos gigantes da tecnologia. A estratégia da companhia é resistir à transformação da web em um espaço mediado por resumos de IA.

Com informações do Vivaldi e Thurrott
CEO de navegador rejeita IA e defende a “alegria de navegar na web”

CEO de navegador rejeita IA e defende a “alegria de navegar na web”
Fonte: Tecnoblog

Google, Opera e Vivaldi se unem contra favorecimento do Edge no Windows

Google, Opera e Vivaldi se unem contra favorecimento do Edge no Windows

Google, Opera e Vivaldi se unem contra favorecimento do Edge no Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

As empresas por trás dos navegadores Chrome, Opera, Vivaldi, Waterfox e Wavebox uniram forças. Elas criaram a Browser Choice Alliance com o intuito, neste primeiro momento, de combater práticas supostamente desleais da Microsoft para convencer usuários a definirem o Edge como navegador padrão do Windows.

Google, Opera, Vivaldi, BrowserWorks (Waterfox) e Wavebox alegam que a Microsoft adota “padrões obscuros” para evitar que os usuários baixem ou definam um navegador de outra organização como browser padrão do sistema operacional, ao mesmo tempo em que tenta convencê-los a usar o Edge.

Entre as supostas ações da Microsoft para esse fim estariam dificultar o download de navegadores concorrentes, tornar o Edge o navegador padrão durante as atualizações do Windows e abrir links para seus serviços online diretamente no Edge, mesmo quando o usuário tem preferência por outro browser.

Como exemplo, a Vivaldi publicou em seu blog uma imagem que mostra um anúncio com os dizeres (em tradução livre) “não há necessidade de baixar um novo navegador web” em uma busca feita no Bing em inglês por “vivaldi browser” (fiz buscas parecidas no Bing em português, mas nada nesse sentido apareceu para mim).

Bing supostamente favorecendo o Edge em busca sobre o Vivaldi (imagem: reprodução/Vivaldi)

O que a Browser Choice Alliance quer?

Por ora, a coalizão pede que a Comissão Europeia considere o Microsoft Edge como um software que viola o Digital Markets Act (DMA), regulamento da União Europeia criado para tornar o mercado digital mais justo e competitivo nos países que fazem parte do bloco.

Com isso, a Microsoft seria condicionada pelos reguladores europeus a ser mais aberta a navegadores de terceiros no Windows sob o risco de receber punições severas.

Um detalhe curioso é que, pelo menos até o momento, a Mozilla não está entre as organizações que formam a Browser Choice Alliance.

Outro detalhe curioso é a presença no Google na coalizão. Mesmo com as supostas táticas desleais da Microsoft, o Chrome é o navegador mais usado do mundo, com domínio de 66,68% do mercado, de acordo com dados da Statcounter para outubro de 2024.

O navegador é tão forte no mercado que autoridades dos Estados Unidos propuseram separar o Chrome do Google como forma de reduzir o poder da companhia sobre o mercado de buscas.
Google, Opera e Vivaldi se unem contra favorecimento do Edge no Windows

Google, Opera e Vivaldi se unem contra favorecimento do Edge no Windows
Fonte: Tecnoblog