Category: V.tal

Maioria dos brasileiros está feliz com telecom; 10% passam raiva

Maioria dos brasileiros está feliz com telecom; 10% passam raiva

Empresas de telefonia tem avaliação positiva dos consumidores (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A 10ª pesquisa da Anatel sobre a satisfação dos clientes revela que a maioria dos brasileiros está satisfeita com os serviços de telecomunicações, embora 10% estejam insatisfeitos.
O serviço melhor avaliado é o de celular pré-pago, com nota média de 7,88 nas operadoras Algar, Claro, Tim e Vivo.
Já as prestadoras regionais BrSuper, Tely e Unifique têm as melhores avaliações em internet fixa.

A Anatel publicou nessa quinta-feira (13/03) os resultados da sua mais recente pesquisa de satisfação dos clientes com as telecoms do país. A Pesquisa de Satisfação e Qualidade Percebida, que está em sua 10ª edição, mostra que a maioria dos brasileiros está feliz com os serviços de suas operadoras. Porém, 10% deles estão insatisfeitos ou muito insatisfeitos com as provedoras.

Quais são as telecoms mais bem avaliadas em internet fixa?

As três maiores notas de satisfação dos clientes com internet fixa são de operadoras regionais: BrSuper (Minas Gerais, nota 8,65), Tely (Nordeste, nota 8,15) e Unifique (Sul, nota 8,13). Essas três também são as únicas que tiveram uma nota superior a 8 no quesito.

Tabela com empresas pesquisadas mostra média das notas em cada serviço prestado (imagem: divulgação)

As telecoms brasileiras com operação nacional (Claro, Oi, Tim e Vivo) tiveram as seguintes notas de satisfação em internet fixa:

Claro — 7,05

Oi — 7,33

Tim — 6,69

Vivo — 7,84

Embora ainda esteja presente na pesquisa, a Oi vendeu sua operação de internet fixa para a V.Tal em novembro de 2023. Na segunda-feira (10/03), a V.Tal informou que a Oi Fibra se tornará Nio. A Oi está em recuperação judicial pela segunda vez na sua história, mas segue fornecendo telefonia fixa e TV via satélite.

Quais são os serviços mais bem avaliados pelos clientes?

Dos cinco serviços avaliados pela Anatel (internet fixa, celular pós-pago, pré-pago, telefonia fixa e TV por assinatura), o maior índice de satisfação está no celular pré-pago, com nota de 7,88 na média das prestadoras — Algar, Claro, Tim e Vivo são as únicas da pesquisa que fornecem esses serviços. Na soma de insatisfação de todos os produtos, temos 10% dos clientes infelizes com os serviços prestados.

Tabela da Anatel mostra porcentagem do nível de satisficação dos consumidores com serviços das telecom (imagem: divulgação)

Na sequência temos celular pós-pago, telefonia fixa, TV por assinatura e internet fixa. Vale lembrar que nem todas as telecoms pesquisadas fornecem esses serviços. Unifique, por exemplo, possui planos de telefonia fixa e TV a cabo, enquanto a Valenet não fornece este último produto.

A pesquisa da Anatel também avalia a qualidade de indicadores do serviço: informação ao consumidor, funcionamento, cobrança/recarga, atendimento telefônico, atendimento digital e atendimento presencial. Em todos os cinco serviços, o atendimento telefônico recebeu a menor nota.

Pesquisa avaliou qualidade de indicadores dos serviços, com atendimento telefônico tendo a pior nota em todos os produtos (imagem: divulgação)

Melhoria na qualidade dos serviços?

Os dez anos de pesquisas de satisfação da Anatel mostram que houve um crescimento da avaliação positiva dos consumidores. Isso sugere que as telecoms melhoraram os seus serviços nesse período.

Dez edições da pesquisa mostram que houve evolução na satisfação com os serviços das telecoms (imagem: divulgação)

Na tabela da evolução da média da satisfação, vemos quais serviços ganharam e quais perderam posições nos dez anos de pesquisa. O celular pré-pago foi o serviço mais bem avaliado na primeira pesquisa e termina o decênio na mesma posição.

Já a internet fixa segue o serviço com a menor nota de satisfação dos cinco avaliados. A telefonia fixa, que teve a segunda melhor nota em 2015, termina o decênio na quarta posição.

Com informações da Anatel
Maioria dos brasileiros está feliz com telecom; 10% passam raiva

Maioria dos brasileiros está feliz com telecom; 10% passam raiva
Fonte: Tecnoblog

Anatel aprova fim da concessão da Oi; empresa deverá investir R$ 5,8 bilhões

Anatel aprova fim da concessão da Oi; empresa deverá investir R$ 5,8 bilhões

Oi deixará de ser concessionária de telefonia fixa no Brasil (Imagem: Barbara Eckstein/Flickr)

A Anatel finalmente aprovou, nesta quinta-feira (14), a adaptação do regime de concessão de telefonia fixa da Oi. A operadora passará a atuar no modelo de autorizada, com menos obrigações, mas deverá investir cerca de R$ 5,8 bilhões como contrapartidas.

Essa é uma novela que se arrasta há algum tempo, e um acordo já havia sido feito com Tribunal de Contas da União (TCU). Com a aprovação unânime pelo Conselho Diretor da Anatel, a agência irá emitir o ato de autorização da Oi.

Em sua segunda recuperação judicial, a Oi comemora a aprovação da Anatel. Após vender sua carteira de clientes de internet via fibra óptica e se desfazer dos ativos de telefonia móvel, a operadora irá focar na Oi Soluções, divisão voltada para o segmento corporativo e empresarial com serviços de conectividade e TI.

Em setembro de 2024, a Oi tinha 5,8 milhões de linhas de telefonia fixo. Ela é a terceira maior operadora do segmento com participação de mercado de 25,5%, atrás da Claro e Vivo.

Oi deixará de ter obrigações na telefonia fixa

A Oi era uma operadora concessionária, e foi formada a partir da privatização das redes de telefonia fixa em todos os estados do Brasil — com exceção de São Paulo, em que a responsável era a Vivo. Essas concessionárias tinham diversas obrigações que não fazem mais sentido nos dias atuais.

Uma delas é a obrigatoriedade de manter telefones públicos (orelhões), que ficaram em ociosos pela popularização dos celulares e são alvos de vandalismo. Além disso, a Oi tinha a obrigação de atender qualquer solicitação de telefonia fixa em sua área de concessão.

Como concessionária, Oi era obrigada a manter serviço fixo em áreas sem lucratividade (Imagem: George Chandrinos/Pixabay)

A operadora afirma não ter rentabilidade em algumas regiões, e ainda assim se vê obrigada a pagar aluguel pelo uso de 11 milhões de postes. Com a migração para a autorização, várias dessas obrigações se perdem, e a Oi poderá desativar a telefonia fixa em locais com presença de outras operadoras que também ofereçam esse serviço.

Ainda assim, a Oi será obrigada a fazer a fornecer o serviço de voz fixa até 2028 ou enquanto não existir outras alternativas de comunicação em cidades onde somente ela atende, bem como manter a comunicação em serviços públicos tridígitos (como 190 ou 192, por exemplo).

Quais investimentos a Oi deverá fazer para migrar o regime?

Pelo acordo assinado com o TCU, a Oi deverá investir cerca de R$ 5,8 bilhões pela migração da concessão. A V.tal, empresa de rede neutra derivada da própria Oi, irá assumir esses custos.

De acordo com a Oi, os valores serão empregados nas seguintes frentes:

construção de rede Wi-Fi e fornecimento de internet banda larga de alta velocidade em 4 mil escolas, atendendo aproximadamente 1 milhão de alunos;

construção de novos datacenters e ampliação de redes de cabos submarinos, para melhorar a infraestrutura brasileira de comunicação e TI;

manutenção do serviço de telefonia fixa em 10.650 localidades, de 2.845 municípios, até 2028 ou enquanto não exista ali uma alternativa de comunicação.

Anatel aprova fim da concessão da Oi; empresa deverá investir R$ 5,8 bilhões

Anatel aprova fim da concessão da Oi; empresa deverá investir R$ 5,8 bilhões
Fonte: Tecnoblog

Oi deverá investir R$ 5,8 bilhões para deixar de ser operadora concessionária

Oi deverá investir R$ 5,8 bilhões para deixar de ser operadora concessionária

Oi fecha acordo para migrar para regime de autorização (Imagem: Barbara Eckstein/Flickr)

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou um acordo com a Oi e Anatel que autoriza a mudança do regime de concessão para autorização. A operadora deverá cumprir algumas contrapartidas de investimento, e parte do valor de R$ 5,8 bilhões será assumido pela rede neutra V.tal.

No acordo, a Oi fica obrigada a manter seu serviço de telefonia fixa em 10.650 localidades onde é a única operadora disponível até o final de 2028 — originalmente, a concessão se encerraria em 2025. Após esse período, a operação é facultativa e os usuários deverão procurar outras alternativas (como a telefonia celular, por exemplo) caso a empresa decida encerrar o serviço.

A operadora também assumiu contrapartidas em investimentos, que somam R$ 5,8 bilhões. A V.tal, empresa de rede neutra derivada da infraestrutura da Oi, irá arcar com a maior parte e será responsável pela cifra de R$ 5 bilhões. Além da manutenção do serviço telefônico, os valores deverão ser destinados para implementação de conectividade em 4 mil escolas públicas de ensino básico e construção de backbone submarino na costa dos estados do Norte, Nordeste e no Rio Grande do Sul.

Os valores poderão ser revistos para cima caso a Oi vença uma arbitragem com a Advocacia Geral da União, que trata do desequilíbrio econômico da concessão do serviço de telefonia fixa. Os investimentos adicionais poderiam chegar a R$ 4,4 bilhões, dependendo do resultado do processo.

Segundo os dados mais recentes da Anatel, a Oi possui 6,27 milhões de linhas telefônicas, sendo 2,6 milhões de contratos via cabo metálico. O fixo ainda resiste no Brasil, mas está em desuso devido à popularização da internet e celular. Em 2007, a Oi chegou a ter mais de 21 milhões de assinantes de telefonia fixa.

Em comunicado à imprensa, a Oi afirma que a adaptação “encerra uma série de obrigações regulatórias associadas à concessão de telefonia fixa, que geravam um grande custo operacional para a empresa, associadas a serviços que já não vinham sendo utilizados pela população, como os telefones públicos”.

As vantagens para a Oi no regime de autorização

A Oi é uma operadora que atua no regime público de concessão. A empresa foi formada a partir das privatizações das redes estatais em todos os estados do Brasil, com exceção de São Paulo.

Com a conversão para o regime de autorização, a Oi ganha algumas vantagens. Como concessionária, a operadora fica obrigada a manter a universalização do serviço de telefonia fixa com garantia de continuidade e controle tarifário. Além disso, os bens são reversíveis e poderiam ser devolvidos ao estado com a extinção da concessão.

Loja da Oi (Imagem: Divulgação/Oi)

Já no regime de autorização, a operadora perde essas obrigações — exceto quanto a universalização do serviço nos períodos estabelecidos no acordo. A Oi poderia, então, encerrar suas operações em localidades onde não é financeiramente atrativo.

A migração para o regime de autorização é fundamental para a sobrevivência da Oi, que enfrenta sua segunda recuperação judicial com dívidas de R$ 44 bilhões. Para se salvar, a companhia já se desfez de ativos de telefonia móvel, torres, datacenters e infraestrutura de fibra óptica. A tele também planeja vender sua carteira de clientes da banda larga Oi Fibra e focar em serviços corporativos.

Além da Oi, a Vivo também é uma operadora concessionária, mas apenas no estado de São Paulo. A concorrente fechou um acordo com o TCU e o Ministério das Comunicações para mudança do regime de operação, com a contrapartida de investir R$ 4,5 bilhões em rede de transporte e cobertura móvel.

Com informações: Teletime, Convergência Digital
Oi deverá investir R$ 5,8 bilhões para deixar de ser operadora concessionária

Oi deverá investir R$ 5,8 bilhões para deixar de ser operadora concessionária
Fonte: Tecnoblog