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Hacker desafia a Rockstar e continua vazando vídeos de GTA 6

Hacker desafia a Rockstar e continua vazando vídeos de GTA 6

GTA 6 foi alvo de novo vazamento, agora com exigências por parte do hacker (imagem: divulgação)

Resumo

Rockstar removeu vídeos de suposto gameplay de GTA 6, mas o hacker responsável, CyberLeeks, continua publicando novos vídeos.
Os vazamentos mostram trechos de gameplay e novas funcionalidades.
A desenvolvedora confirmou que divulgará mais detalhes do jogo em 27 de agosto, no trailer expandido que será publicado na Netflix.

A Rockstar derrubou parte dos vídeos que exibem o suposto gameplay de GTA 6. Apesar disso, o hacker responsável pelos vazamentos, identificado no X como CyberLeeks, segue publicando novas gravações.

Nesta quinta-feira (20/08), ele divulgou um vídeo em que escreve “LEEK” dentro do jogo, numa aparente tentativa de demonstrar que tem acesso a uma versão jogável de GTA 6, previsto para ser lançado em 19 de novembro após sofrer dois adiamentos.

Diferente do primeiro grande vazamento do game, lá em 2022, os casos mais recentes vieram com um recado: um protesto contra a ausência de uma versão em mídia física de GTA 6. Os vazamento também estão sendo publicados em um site próprio.

Todo o material tem sido revelado antes da divulgação oficial que será lançada em 27 de agosto na Netflix. O chamado Extended Look deve aprofundar informações sobre extensão do mapa, background dos personagens, além de revelar a gameplay oficialmente. GTA 6 será lançado para PlayStation 5 (PS5) e Xbox Series X/S e ainda não tem previsão de chegada aos PCs.

O que os vazamentos de GTA 6 revelam?

Os conteúdos divulgados pelo CyberLeeks exibem alguns trechos curtos com os protagonistas já confirmados pela Rockstar, Jason e Lucia, em situações cotidianas do game — entrando em carros, circulando por Vice City e cometendo alguns crimes menores dentro do mundo aberto.

Segundo o site britânico Metro, algumas novidades interessantes são a possibilidade de clonar uma chave ou usar armas não-letais, algo menos presente em outros títulos da franquia.

Jason Duval é um dos protagonistas jogáveis de GTA 6 (imagem: reprodução)

Nos vídeos vazados, Lucia aparece caminhando pelas ruas de Vice City e pela principal praia do jogo — uma versão fictícia de Miami Beach. As cenas destacam detalhes gráficos, como as texturas hiper-realistas de suor nas costas da protagonista.

Jason também surge treinando na praia, levantando pesos. A atividade remete a mecânicas presentes em GTA: San Andreas, de 2004, em que o jogador podia desenvolver atributos físicos do personagem.

Também circula na internet um mapa de Leonida, o estado fictício da Flórida, com todas as partes rurais, além da cidade de Vice City. O site PC Gamer listou o nível de procurado, que chegaria a seis estrelas, e uma espécie de carteira de identificação da polícia, assim como um minigame de basquete e um sistema de moral do personagem, recurso presente em Red Dead Redemption 2.

Jason e Lucia aparecem nos vídeos em algumas possíveis missões conjuntas (imagem: reprodução)

Vale ressaltar que os trechos não tiveram nenhuma confirmação de que são, de fato, retirados da versão final de GTA 6. Em tempos de inteligência artificial generativa, muitos dos vídeos que circulam na internet mostram movimentos pouco naturais para o que propõe o jogo.

Por outro lado, a Rockstar removeu alguns dos vídeos por alegação de violação de direitos autorais, o que reforça a possibilidade de que ao menos parte do material seja legítima. Alguns trechos também mostram supostas cutscenes estendidas que lembram cenas já apresentadas nos trailers oficiais do jogo.

Exigência do hacker chama atenção

O CyberLeeks disponibilizou diversos trechos em seu site com algumas mensagens para a Rockstar. A principal exigência, conforme noticiado pelo site Polygon, foi a de que o jogo tenha uma confirmação do lançamento de mídias físicas: “sem mídia física? Então, mais vazamentos”, dizia uma das mensagens.

Além desse recado, outro ponto chamou atenção: a publicação de “mandamentos”, como apontou o site GameSpot:

Thou Shalt Not Sell Digital Preorders – “Não venderás pré-vendas digitais”

Thou Shalt Not Sell Fake Single-Player DLC – “Não venderás falsas DLCs single-player”

Thou Shalt Preserve Single-Player Content – “Deverás preservar conteúdos single-player”

O último jogo da franquia, GTA 5, foi lançado há mais de 10 anos. Ele chegou ainda na geração do PlayStation 3 (PS3) e Xbox 360, em 2013. Desde então, a Rockstar apostou – e muito – em DLCs para o modo GTA Online, sem nenhuma atualização real de gameplay para o modo história.

NEW GTA 6 Leakers Demands Released They are actually moving like prime Anonymous, They said they wont stop leaking if you are a ‘Target’ company violating these ‘Commandments’. pic.twitter.com/E9RoBrwlOH— HustlerRelic (@needlessrelic16) August 18, 2026

Hacker desafia a Rockstar e continua vazando vídeos de GTA 6

Hacker desafia a Rockstar e continua vazando vídeos de GTA 6
Fonte: Tecnoblog

Meta lança nova IA focada em programação e games

Meta lança nova IA focada em programação e games

Novo Muse Code é agente de IA da Meta focado em programação e gamedev (imagem: reprodução/Meta)

Resumo

A Meta lançou o Muse Code, uma IA focada em programação e desenvolvimento de jogos, baseada no modelo Muse Spark 1.2, que promete lidar com trabalhos extensos de codificação.
O Muse Code já está disponível em beta e é capaz de dividir tarefas em vários agentes para realizar trabalhos maiores, com desempenho intermediário comparado a rivais como Claude Opus 5 e GPT-5.6.
A IA da Meta está disponível para testes e demonstrações, incluindo dois jogos simples, Embervault e Avo Lawn, que mostram seu potencial em desenvolvimento de jogos.

Muse Code é o novo agente de IA da Meta para programação e desenvolvimento de jogos. O modelo tem como base o recém-lançado Muse Spark 1.2, e promete dar conta de trabalhos extensos de coding. Com a novidade, a empresa tenta alcançar Anthropic e OpenAI, que têm sido referência no mercado de IAs generativas.

No X, Mark Zuckerberg compartilhou alguns resultados de benchmark realizados internamente, comparando a nova IA com os principais LLMs do mercado, incluindo os mais recentes Claude Opus 5 – que fica abaixo do Mythos/Fable 5 para tarefas mais complexas – e GPT-5.6, nas versões Sol e Terra. O desempenho, ao que parece, ainda é intermediário frente às rivais.

Uma novidade interessante que chega junto ao Muse Code é a promessa de funcionar bem mesmo em trabalhos maiores, dividindo as tarefas em vários agentes para dar conta de tudo. Dois jogos feitos utilizando a nova IA foram disponibilizados no blog da Meta, ambos com gameplay e visuais simples. O Muse Code já está disponível em beta.

Benchmark mostra IA intermediária

O Muse Spark 1.2 é voltado para trabalhos de codificação, incluindo resolução de bugs, interpretação de dados e mais. Além disso, a Meta promete manter as qualidades do Muse Spark 1.1 para agentes gerais de IA. Não há informações sobre melhorias em tarefas de cibersegurança, apesar de ser uma área correlata, e tampouco em trabalhos de pesquisa científica.

Considerando os números divulgados pela Meta, a inteligência artificial fica um pouco abaixo dos modelos atuais da Anthropic, superando o GPT-5.6 em uma situação ou outra. Analisando via Terminal Bench 2.1, por exemplo, o Muse Spark 1.2 fica em segundo, com desempenho próximo ao Claude Opus 5, enquanto no benchmark interno da Meta o modelo aparece com uma diferença maior.

Releasing Muse Code in beta today. It’s a terminal coding agent that takes on complete software engineering tasks across large repos: planning changes, writing code, validating the results. Powered by Muse Spark 1.2, a coding-focused model update. pic.twitter.com/xqavk41w6v— Mark Zuckerberg (@finkd) August 5, 2026

Entre os destaques levantados pela empresa de Zuckerberg estão a possibilidade de realizar tarefas longas e entender o contexto para acumular as informações ao longo de todo o progresso. A IA também seria capaz de mapear e reforçar treinamentos para melhorar seu próprio desempenho, superando o Muse Spark 1.1 neste quesito.

Games feitos com a IA estão disponíveis

Com foco em programação, a nova IA da Meta promete um bom funcionamento no desenvolvimento de jogos, que costumam ter muitas camadas de códigos e diversas condicionais envolvidas. Na publicação que apresenta o Muse Spark 1.2 em seu blog, a Meta também disponibilizou três demonstrações do potencial da IA, sendo duas delas jogos simples.

O primeiro, Embervault, traz visão isométrica e uma espécie de tabuleiro, em que você controla um robô e precisa derrotar inimigos que te perseguem a todo instante. A jogabilidade depende de fluidez, e o site travou bastante quando fui testar.

Jogos feitos pela IA têm pegada simples, mas funcionam sem grandes problemas (imagem: reprodução/Meta)

Já o segundo, chamado Avo Lawn, é uma espécie de tower defense em 2d, com zumbis andando lentamente rumo ao seu lado da tela. Você coleta seeds, compra frutas que fazem suas defesas, e a gameplay dura 5 ondas de ataques. O ritmo é bastante lento, mas poderia ser um bom game mobile, por exemplo.
Meta lança nova IA focada em programação e games

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Fonte: Tecnoblog

Android superseguro vira alvo dos EUA por função que apaga dados do celular

Android superseguro vira alvo dos EUA por função que apaga dados do celular

GrapheneOS defende legalidade de seus recursos de segurança após acusação de destruição de provas (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A GrapheneOS Foundation defende a legalidade de recurso de segurança que reseta o celular ao inserir senha específica, alegando proteção constitucional nos Estados Unidos.
O recurso, chamado “duress password”, foi usado pelo usuário Sam Tunick, que teve seu Google Pixel resetado após fornecer a senha à polícia no Aeroporto Internacional Hartsfield-Jackson, em Atlanta.
A empresa afirma que não tem obrigação legal de enfraquecer as ferramentas de segurança e que o recurso é legitimado pela constituição dos EUA, visando proteger a privacidade do usuário.

A GrapheneOS Foundation defendeu a legalidade de uma função nos smartphones que levou a uma acusação de destruição de provas nos Estados Unidos. O software de código aberto permite configurar uma limpeza total no celular ao inserir uma senha específica. Em um comunicado publicado no X, a empresa afirma que não tem obrigação legal de enfraquecer suas ferramentas de segurança.

No caso em questão, o usuário Sam Tunick foi abordado por policiais no Aeroporto Internacional Hartsfield-Jackson, em Atlanta, e deu o código específico aos policiais. Em vez de desbloquear a tela, ele acabou resetando o dispositivo. Agora réu, Tunick é acusado de desrespeitar as autoridades e impedir o acesso aos dados de seu Google Pixel.

O GrapheneOS, por sua vez, afirma que não é possível recuperar esses dados apagados utilizando a duress password (senha de coação, em tradução literal), e que o recurso é legitimado pela própria Constituição dos Estados Unidos. Vale ressaltar que esse é o primeiro caso envolvendo o GrapheneOS, software que está disponível desde 2015.

Não custa lembrar: estamos falando de um sistema operacional para smartphones, baseado no Android, e que tem como principal foco a privacidade e segurança dos usuários.

Empresa reforça legitimidade do sistema operacional

A GrapheneOS Foundation vem se manifestando sobre o caso no X/Twitter, respondendo diversos tuítes que apontam o OS como “errado” ou até visado pelas autoridades por seus recursos de privacidade. A empresa destaca que há outros mecanismos de segurança além da duress password, utilizada por Tunick no caso de Atlanta.

GrapheneOS is completely legal. We have no obligation to weaken any of the security protections it provides. Creating and using GrapheneOS is strongly protected by the US constitution. Laws attempting to make it illegal or require weakening the security would be unconstitutional.— GrapheneOS (@GrapheneOS) July 27, 2026

Outro ponto levantado é o cuidado que usuários devem ter ao optar pela ferramenta, já que é algo irreversível. Eles afirmam ainda que o comando pode ser ativado em qualquer cenário ao usar o celular, não apenas com a tela bloqueada. Ou seja: o objetivo é garantir a segurança do usuário em uma situação de risco, e não “enganar” alguém.

Em uma das respostas, a empresa é categórica: criar e usar o GrapheneOS é totalmente legal, algo protegido pela própria Constituição norte-americana Além disso, reitera que tentativas de criar novas leis para diminuir a proteção oferecida são inconstitucionais.

Afinal, até onde vai o direito à privacidade?

Prisão de Tunick em Atlanta é primeiro caso do tipo que vai à justiça nos EUA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A abordagem policial contra Tunick teria como objetivo encontrar informações sobre os protestos contra a construção do complexo policial Cop City, em Atlanta. O usuário do GrapheneOS seria um dos investigados por supostas atividades terroristas.

Ao optar pela duress password, ele apagou tudo que tinha no celular – incluindo as possíveis evidêmcias desejadas pela polícia. Sua defesa afirma que seus “Miranda Rights”, as garantias constitucionais que devem ser lidas em voz alta por agentes públicos em caso de prisão, não foram informados. Ou seja, Tunick não ouviu que o silêncio seria um direito. Ele deu a senha ao ser solicitado.

Segundo especialistas consultados pelo The Verge, dificilmente os juízes vão olhar para o caso com bons olhos, justamente pelo uso do recurso para evitar uma ação policial, mas há ressalvas. Decidir resetar seu celular a qualquer momento, por exemplo, é um direito seu – e existem observações importantes quanto à abordagem, que deveria passar tanto pelas garantias constitucionais, que não teriam sido lidas, quanto pela suposta necessidade de um mandato para acessar o dispositivo.
Android superseguro vira alvo dos EUA por função que apaga dados do celular

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Fonte: Tecnoblog

Musk diz que premiê da Espanha é “tirano” por querer banir menores das redes

Musk diz que premiê da Espanha é “tirano” por querer banir menores das redes

Musk usou sua própria plataforma para disparar ofensas pessoais (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Elon Musk chamou o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, de “tirano”e “traidor do povo espanhol” após proposta de regularização das redes.
Espanha quer banir menores de 16 anos das redes sociais e responsabilizar criminalmente CEOs e proprietários de plataformas.
A medida prevê verificação rigorosa de idade, como integração com o sistema de identidade digital ou biometria facial.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou ontem (03/02) um novo pacote legislativo que pode proibir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais no país. Em resposta, Elon Musk o chamou de “tirano” e “traidor do povo espanhol”.

O projeto estabelece sistemas rigorosos de verificação de idade e prevê, inclusive, a responsabilização judicial de executivos de tecnologia, o que provocou a reação imediata do dono do X/Twitter.

Quais são as mudanças propostas pela Espanha?

O anúncio de Sánchez faz parte de um plano para combater o que ele define como um “estado de anarquia digital”. Segundo o Euronews, o argumento do premiê espanhol é que as redes sociais falharam em proteger crianças contra discursos de ódio e conteúdos predatórios, motivo pelo qual se exige agora uma intervenção direta.

A nova legislação, que deve ser apresentada formalmente ao parlamento nas próximas semanas, deve eliminar as atuais “caixas de seleção” de idade. O governo pretende obrigar que plataformas como X, Instagram e TikTok adotem ferramentas de verificação mais robustas, como a integração com o sistema de identidade digital da Espanha ou o uso de biometria facial para validar a idade do usuário antes da criação de qualquer conta.

Diferente de regulamentações anteriores que permitiam o uso de redes por menores com autorização parental, o plano de Madri estabelece limite mínimo de 16 anos, sem exceções.

CEOs podem ser responsabilizados

Um dos pontos mais polêmicos da medida é a introdução da responsabilidade criminal para CEOs e proprietários de plataformas. Caso uma rede social permita o acesso de menores ou falhe na moderação de conteúdo, executivos como Musk poderão ser processados e responsabilizados criminalmente em solo espanhol, conforme detalhado pelo portal português Eco Sapo.

A reação de Musk foi rápida e carregada de ofensas. No X, o bilionário utilizou o apelido “Sánchez Sujo”, acompanhado de um emoji ofensivo, alegando que o governo está tentando “destruir a liberdade de informação”.

Esse conflito não é novo e escala uma tensão iniciada em 2025, quando Musk criticou as políticas migratórias de Sánchez. O desgaste do bilionário estende-se ao bloco europeu: no final de janeiro, o X tornou-se alvo de uma nova investigação da União Europeia, agravando os atritos com os reguladores locais.

Dirty Sánchez is a tyrant and traitor to the people of Spain https://t.co/B3oyHrBYpR— Elon Musk (@elonmusk) February 3, 2026

Grécia e França aumentam o cerco contra as redes sociais

A movimentação espanhola não é um fato isolado no continente europeu. A Grécia também está finalizando um projeto de lei para banir menores de redes sociais, seguindo o modelo aprovado pela Austrália. O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, afirmou que o objetivo é combater o vício digital e o cyberbullying.

Já a França tem reforçado o rigor das leis atuais. Nesta semana, a sede do X em Paris foi alvo de buscas e apreensões por autoridades francesas. A investigação apura a manipulação de algoritmos, possível interferência estrangeira e a negligência na remoção de conteúdos ilícitos.

Segundo o Diário de Notícias, Elon Musk foi formalmente intimado a prestar depoimento perante os tribunais franceses. Em nota oficial, a equipe jurídica do X afirmou que as alegações são “infundadas”, alegando que a ação põe em risco a liberdade de expressão global.

Banimento de redes sociais para menores ganha força na Espanha e Grécia (imagem: Robin Worrall/Unsplash)

Se a Espanha conseguir implementar com sucesso a integração de IDs digitais para acesso a redes, abrirá um precedente técnico que forçará gigantes como a Meta e o X a alterarem suas arquiteturas para evitar o bloqueio em mercados europeus.

Historicamente, plataformas digitais se posicionam como “canais neutros”, sem responsabilidade pelo conteúdo gerado por terceiros. No entanto, o pacote legislativo de Sánchez passa a tratar as redes sociais como editoras de conteúdo. O argumento central é que, se a plataforma utiliza algoritmos para lucrar com o engajamento, ela deve ser juridicamente responsável pelo impacto social desse conteúdo.
Musk diz que premiê da Espanha é “tirano” por querer banir menores das redes

Musk diz que premiê da Espanha é “tirano” por querer banir menores das redes
Fonte: Tecnoblog

Threads ganha Comunidades para conectar usuários por interesse

Threads ganha Comunidades para conectar usuários por interesse

Recurso permite que usuários se aprofundem em discussões (imagem: divulgação/Meta)

Resumo

A Meta lançou as Comunidades no Threads para competir com o X/Twitter, conectando usuários por interesses.
Os espaços são públicos, com feeds personalizados e recursos exclusivos.
Por enquanto, apenas a Meta pode criar as comunidades, sem opção de criação direta pelos usuários.

A Meta anunciou nessa quinta-feira (02/10) o lançamento das Comunidades no Threads, uma novidade voltada para aprofundar o engajamento dos usuários e que intensifica a competição da plataforma com o X/Twitter.

A novidade está em testes com mais de 100 tópicos populares e permitirá que os 400 milhões de usuários ativos do Threads se conectem para discutir desde basquete e K-pop até livros e programas de TV.

O que são as Comunidades do Threads?

A Meta explica que as comunidades são espaços públicos e informais nos quais os usuários podem participar de conversas sobre assuntos de seu interesse.

As interações ganham uma estrutura com feeds personalizados e funcionalidades exclusivas para os membros, em continuidade à opção de compartilhar feeds customizados, que a plataforma liberou no começo do ano.

Ao ingressar em uma comunidade, o usuário passa a ter acesso a um feed dedicado àquele tópico. Essa participação é pública, ou seja, a comunidade da qual o usuário faz parte será exibida em seu perfil e fixada no menu de feeds, sinalizando seus principais interesses. Segundo a Meta, essa transparência facilita conexões baseadas em afinidades.

Cada comunidade também tem um emoji personalizado para o botão “Curtir”. Por exemplo, na comunidade “NBA Threads”, o emoji de curtida é uma bola de basquete.

Novidade libera a criação de feeds exclusivos (imagem: divulgação/Meta)

A descoberta de novas comunidades pode ser feita através da barra de pesquisa ou ao tocar em uma tag de tópico em uma postagem. Tópicos que possuem uma comunidade dedicada são identificados por um ícone de três pontos ao lado da tag. Para participar, basta selecionar a opção “Participar” no canto superior direito da página da comunidade.

A Meta também informou que mais comunidades serão adicionadas no futuro. A empresa planeja introduzir novos recursos para aprofundar a experiência. Entre as novidades previstas estão emblemas especiais para destacar os “colaboradores de destaque”, reconhecendo os membros mais engajados que ajudaram a construir conversas em torno dos tópicos mais populares.

Além disso, a companhia trabalha em melhorias nos sistemas de classificação de conteúdo. O objetivo é que os algoritmos priorizem postagens mais relevantes tanto nos feeds das comunidades quanto no feed principal “Para Você”.

Comunidades seguem modelo diferente do X/Twitter

Threads quer se consolidar como alternativa ao X (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Embora o conceito de agrupar usuários por interesses seja parecido com as comunidades do X, a versão criada pela Meta é diferente.

No X, as comunidades são, na maioria, criadas e moderadas pelos próprios usuários, em um modelo que se assemelha ao Reddit. As postagens dentro dessas comunidades são visíveis para todos, mas somente membros podem interagir.

Já no Threads, a criação das comunidades é, pelo menos no início, responsabilidade da própria Meta. A empresa está selecionando os temas com base nos interesses mais ativos na plataforma, sem, por enquanto, permitir que os usuários criem seus próprios espaços.

Outra distinção importante é que, no Threads, pessoas que não são membros de uma comunidade ainda podem participar das discussões, embora não tenham acesso aos privilégios exclusivos dos membros, como o emoji de “Curtir” personalizado.

Com informações da Meta
Threads ganha Comunidades para conectar usuários por interesse

Threads ganha Comunidades para conectar usuários por interesse
Fonte: Tecnoblog

Bluesky prepara mudanças para evitar fakes e verificar contas

Bluesky prepara mudanças para evitar fakes e verificar contas

Bluesky está buscando novos meios de autenticar contas de usuários, empresas e celebridades (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Bluesky está se preparando para lidar com contas falsas e pessoas que se passam por outras. A rede social rival do Threads e do X divulgou mudanças na plataforma para verificar as contas dos usuários. Segundo o Bluesky, eles tomaram medidas mais duras contra fakes e estão trabalhando com empresas para criar outro sistema de verificação.

Atualmente, os usuários podem confirmar a autenticidade de suas contas linkando uma página da qual eles têm propriedade — e isso exige que você tenha um domínio registrado no ICANN. Esse único meio de verificação também permite alterar a URL da sua conta, já que o domínio pode ser usado no lugar do padrão bsky.social.

Como o Bluesky vai combater contas falsas na plataforma?

Bluesky divulgou na conta da equipe de segurança melhorias para a verificação e autenticidade de contas(Imagem: Reprodução/Bluesky)

Uma das medidas que foi tomada pela rede social foi a de quadruplicar a sua equipe de moderadores. O Bluesky explica que isso trará agilidade para resolver denúncias. Contudo, a empresa reconhece que há uma enorme fila de denúncias a serem revisadas e isso está ligado ao rápido crescimento da plataforma nas últimas semanas.

Sobre a verificação de contas de celebridades e empresas, o Bluesky apenas informa que está trabalhando sobre isso nos bastidores. Porém, a plataforma destaca que contas falsas, que se passam por pessoas reais, serão excluídas.

As populares contas satíricas, paródias e de fãs precisam destacar no nome e na biografia que são um desses tipos. Do contrário, serão eliminadas. O Bluesky também informa que a prática de troca de identidade também acarreta a exclusão de contas.

A troca de identidade é uma prática de criar uma conta fake para angariar milhares de seguidores e depois transformar a conta na sua conta real — ou com outro propósito.

Bluesky tem crescimento acelerado nas últimas semanas

O Bluesky está ganhando mais usuários nas últimas semanas. Esse crescimento é creditado às mudanças realizadas no X (que agora permite contas bloqueadas visualizarem as publicações de quem os bloqueou), resultado das eleições americanas e o apoio de Musk a Donald Trump, futuro presidente americano.

Com grandes usuários vem grande responsabilidade, e a plataforma está investindo em melhorias de usabilidade. O Bluesky também teve um grade crescimento no Brasil após o bloqueio do X. A rede social ainda estuda criar um serviço de assinatura para fornecer recursos extras às contas.

Com informações: TechRadar
Bluesky prepara mudanças para evitar fakes e verificar contas

Bluesky prepara mudanças para evitar fakes e verificar contas
Fonte: Tecnoblog

Redes sociais sem fronteiras

Redes sociais sem fronteiras

O que o Threads, concorrente do Twitter/X lançado pela toda-poderosa Meta, tem em comum com o pequeno e independente Mastodon? Numa palavra: o Fediverso. O termo designa um conjunto de plataformas descentralizadas que se comunicam entre si através de um protocolo compartilhado. A ideia é que várias plataformas falem a mesma língua, de modo que o usuário não precise criar uma conta em cada uma delas. E, aos poucos, o Threads vem abraçando essa proposta.

Redes sociais sem fronteiras (Vitor Pádua / Tecnoblog)

Ele não é o único: o Bluesky, através de seu protocolo próprio, também opera nessa lógica. Será que esses novos players tornarão essa visão da web mais disseminada entre os usuários de redes sociais? Como seria a internet se não estivéssemos presos pelas fronteiras de cada plataforma? É o que especulamos no episódio de hoje. Dá o play e vem com a gente!

Participantes

Thiago Mobilon

Lucas Braga

Josué de Oliveira 

Emerson Alecrim

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Produção: Josué de Oliveira

Edição e sonorização: Ariel Liborio

Arte da capa: Vitor Pádua

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Redes sociais sem fronteiras

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Fonte: Tecnoblog

Humor dos Gen Z é influenciado pela quantidade de likes

Humor dos Gen Z é influenciado pela quantidade de likes

Engajamento das redes sociais influencia fortemente no humor de jovens adultos e adolescentes (Imagem: Stacey MacNaught/Flickr)

A Universidade de Amsterdã publicou um estudo no qual aponta que a Geração Z é mais impactada pelas curtidas recebidas nas redes sociais. Segundo a pesquisa, o humor e as relações desse público são influenciados pelo seu “desempenho” nas plataformas. A universidade afirma que este estudo é o primeiro do tipo a usar dados reais das redes para avaliar o impacto de curtidas no comportamento dos usuários.

A pesquisa foi publicada na revista científica Science Advances e foi realizado pelo departamento de psicologia da Universidade de Amsterdã. Ainda que inédito pelo fato de usar dados reais de redes sociais, o estudo tem pontos em comum com uma pesquisa interna da Meta vazada em 2022.

Essa pesquisa da Meta mostrou que a empresa (à época ainda chamada de Facebook Inc.) sabia dos riscos do Instagram na saúde mental de adolescentes. Em comum, os estudos mostram que a presença digital pode causar ansiedade nesse público e em jovens adultos (18 a 24 anos).

Como o impacto das curtidas é percebido nas redes sociais?

Entre os cálculos usados pelos autores da pesquisa para medir o impacto das curtidas está o tempo entre publicações após avaliar o desempenho da postagem anterior. Os resultados apontam que quanto menos likes um post recebe, maior é o tempo que leva para o usuário publicar novamente.

O estudo usou experimentos controlados, nos quais usuários adultos, jovens adultos e adolescentes deveriam postar uma imagem e rolar pelo feed por um determinado tempo. Acabado esse período, eles poderiam visualizar o engajamento do post.

Gráfico B mostra flutação de humor com engajamento nas redes sociais; linha roxa mostra resultado de adolescentes (Imagem: Divulgação/Universidade de Amsterdão)

Tanto adultos quanto adolescentes apresentaram variações de humor com menos engajamento nas publicações. Contudo, as variações eram maiores com os adolescentes.

A pesquisa também realizou exames de ressonância magnética com jovens adultos para entender as áreas do cérebro ligadas ao feedback social — além de fornecer um questionário para que eles autoavaliassem sua ansiedade e comportamento nas redes sociais.

A ressonância magnética mostrou que indivíduos com a amígdala cerebral mais volumosa são mais sensíveis ao engajamento das suas publicações. Isso pode responder como alguns indivíduos são mais impactados pelas curtidas e outros não.

Na conclusão, o estudo aponta que o atual formato das redes sociais, de quantificar o feedback social com base em curtidas, é mais prejudicial para jovens. De modo parecido, a pesquisa da Meta citada anteriormente indica que adolescentes se sentem mais ansiosos e depressivos por conta do Instagram — uma plataforma fortemente dependente de curtidas e imagens positivas.

Com informações: Universidade de Amsterdã e UOL
Humor dos Gen Z é influenciado pela quantidade de likes

Humor dos Gen Z é influenciado pela quantidade de likes
Fonte: Tecnoblog

X/Twitter está de volta ao Brasil, ordena Anatel; procedimento pode levar horas

X/Twitter está de volta ao Brasil, ordena Anatel; procedimento pode levar horas

Anatel notifica provedores de internet sobre a volta do X (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Anatel começou a notificar os provedores de internet sobre o retorno do X/Twitter ao Brasil após 38 dias de bloqueio.
O bloqueio, o mais longo da história da internet brasileira, foi causado por descumprimento de ordens judiciais.
Provedores dependem da notificação oficial da Anatel para liberar o acesso, e o desbloqueio deve ocorrer nas próximas horas.

A Agência Nacional de Telecomunicações confirmou por volta das 10h20 desta quarta-feira (dia 09/10) que iniciou a notificação dos provedores de internet a respeito da volta do X/Twitter ao Brasil. Cada empresa deverá tomar as providências para que os clientes possam acessar a rede social de Elon Musk.

O X/Twitter está fora do ar há 38, quase 39 dias. Já é o mais longo bloqueio por decisão judicial da internet brasileira, segundo fontes com quem eu conversei. A empresa cumpriu uma série de medidas do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Players do mercado online se lembram do banimento sofrido pelo WhatsApp em 2016 por não colaborar com investigações policiais e pela Uber em 2015, na esteira das discussões sobre a legalidade do app. Em ambos os casos, a interrupção durou 72 horas.

Site do X às 10h55: ainda inacessível (imagem: reprodução/Tecnoblog)

Provedores não podem desbloquear por conta própria

A aguardada volta do X/Twitter ao Brasil está levando mais tempo do que o esperado, em especial para os fãs da rede social de Elon Musk. Os provedores de internet, no entanto, não poderiam reativar o acesso sem que fossem notificados pela agência reguladora. Elas dependem da notificação da Anatel, de acordo com a Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint).

A entidade, que representa empresas de pequeno e médio porte, estima que o processo de desbloqueio ocorra em questão de horas.
X/Twitter está de volta ao Brasil, ordena Anatel; procedimento pode levar horas

X/Twitter está de volta ao Brasil, ordena Anatel; procedimento pode levar horas
Fonte: Tecnoblog

X/Twitter é liberado no Brasil e acesso deve voltar em questão de horas

X/Twitter é liberado no Brasil e acesso deve voltar em questão de horas

X, de Elon Musk, cumpriu exigências determinadas por Moraes (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (dia 08/10) o fim da suspensão da rede social X (antigo Twitter) no Brasil. A plataforma, de propriedade do empresário Elon Musk, estava bloqueada desde 30 de agosto de 2024.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) afirmou ainda não ter recebido ordens do STF para liberar o acesso à rede social. O órgão regulador é responsável por determinar que as operadoras permitam novamente a conexão entre a plataforma e os usuários brasileiros.

Segundo o G1, o ministro deu prazo de 24 horas para a Anatel tomar as medidas necessárias para reestabelecer o acesso ao X no Brasil.

Moraes decidiu pela liberação após parecer favorável de Paulo Gonet, Procurador-Geral da República. Antes disso, a plataforma precisou nomear um representante legal no país, bloquear os perfis de nove investigados e pagar um total de R$ 28,6 milhões em multas por descumprimento de ordens judiciais.

Bloqueio, multa por uso de VPN e contas congeladas

O X foi bloqueado no Brasil no fim de agosto, após uma sequência de embates com a Justiça brasileira e, em especial, com o ministro Alexandre de Moraes. A escalada incluiu o fechamento do escritório brasileiro da rede social de modo repentino.

Moraes, então, exigiu que o X apontasse um novo representante legal. Como isso não aconteceu, a plataforma foi suspensa, com multa de R$ 50 mil a quem usasse VPN para acessar a rede.

As contas bancárias da Starlink, provedora de internet via satélite da SpaceX, também de Elon Musk, foram bloqueadas, como forma de garantir o pagamento de multas impostas ao X. Moraes considerou que as empresas fazem parte de um mesmo conglomerado econômico.

Com informações: G1
X/Twitter é liberado no Brasil e acesso deve voltar em questão de horas

X/Twitter é liberado no Brasil e acesso deve voltar em questão de horas
Fonte: Tecnoblog