Category: Tim Cook

O maior erro de Tim Cook na Apple (segundo o próprio)

O maior erro de Tim Cook na Apple (segundo o próprio)

Tim Cook, CEO da Apple desde 2011 (imagem: divulgação/Apple)

Resumo

Tim Cook reconheceu Apple Maps como “primeiro grande erro” de sua gestão à frente da companhia;
Apple Maps foi lançado em 2012, à época, com falhas como imagens distorcidas, ausência de mapas em locais, rotas imprecisas e estabelecimentos incorretos;
hoje, Apple Maps (Apple Mapas, no Brasil) é um serviço muito mais confiável, sendo chamado de “melhor aplicativo de mapas do planeta” por Tim Cook.

Em breve, Tim Cook deixará de ser CEO da Apple. Parece que essa decisão deu a ele mais liberdade para falar de aspectos não muito positivos em sua gestão. Eis um exemplo: recentemente, Cook admitiu que o Apple Maps foi o seu “primeiro grande erro” à frente da companhia.

O Apple Maps foi lançado em 2012. Tim Cook assumiu o cargo de CEO da Apple em 2011. Então, ele pôde acompanhar as várias falhas iniciais do serviço, que incluíam imagens distorcidas, ausência de mapas em determinados locais, rotas imprecisas e estabelecimentos informados em locais incorretos.

À época, quando o serviço ainda era conhecido como “mapas do iOS 6”, Tim Cook chegou a publicar um pedido de desculpas pelas numerosas falhas do aplicativo. A situação era tão grave que o próprio executivo chegou a recomendar serviços concorrentes, como Bing Maps, Google Maps e Waze, enquanto os mapas da Apple eram aprimorados.

14 anos se passaram desde então. Mas isso não fez Tim Cook esquecer o problema. De acordo com a Bloomberg, o executivo reconheceu a situação problemática do Apple Maps como o maior erro de sua gestão:

Pedimos desculpas e dissemos: ‘usem esses outros aplicativos. Eles são melhores do que o nosso.’ Foi uma lição de humildade. Mas foi a coisa certa a fazer por nossos usuários. E é um exemplo de como mantemos o usuário no centro das decisões que tomamos.

Agora temos o melhor aplicativo de mapas do planeta. Aprendemos sobre persistência e fizemos exatamente a coisa certa depois de termos errado.

Tim Cook, CEO da Apple

Apple Maps no iPhone (imagem: reprodução/Apple)

Apple Maps melhorou muito com o passar do tempo

Como usuário, discordo de Cook: eu acredito que o Google Maps continua sendo o melhor serviço de mapas do planeta. Mas é fato que o Apple Maps, hoje, é um serviço muito melhor do que era anos atrás: as imagens são mais detalhadas e os recursos de rotas e localização são muitos mais precisos, por exemplo.

É verdade que o Apple Maps é mais funcional em países como os Estados Unidos. Mas que fique claro que o serviço atende ao Brasil, aqui, sob o nome Apple Mapas.

Embora o serviço funcione no Brasil desde 2012, para muita gente, a estreia verdadeira ocorreu no fim de 2019, quando o Apple Mapas começou a oferecer navegação curva a curva no Brasil.

Outros recursos foram sendo implementados de lá para cá. Vale até destacar que, em 2023, a Apple passou a capturar imagens de 360º de cidades brasileiras para abastecer a função Olhe ao Redor, equivalente ao modo Street View, do Google.

Em tempo: Tim Cook deixará de ser CEO da Apple em setembro de 2026.
O maior erro de Tim Cook na Apple (segundo o próprio)

O maior erro de Tim Cook na Apple (segundo o próprio)
Fonte: Tecnoblog

Apple anuncia John Ternus como novo CEO; Tim Cook assume cargo executivo

Apple anuncia John Ternus como novo CEO; Tim Cook assume cargo executivo

John Ternus substituirá Tim Cook no comando da Apple (imagem: divulgação)

Resumo

Apple anunciou que John Ternus será o novo CEO, substituindo Tim Cook em 1º de setembro de 2026.
Cook deixará assumirá a presidência do conselho de administração e, até setembro, trabalhará na chefia em conjunto com Ternus.
Ternus lidera o setor de engenharia de hardware da Apple é ganhou notoriedade com a criação dos chips próprios.

É oficial: Tim Cook não será mais o CEO da Apple. Em 1º de setembro de 2026, o cargo será ocupado por John Ternus, atual vice-presidente sênior de engenharia de hardware da companhia.

Cook passará a atuar como presidente executivo do conselho de administração, após meses de especulação sobre a troca na chefia. A transição foi aprovada por unanimidade pelo próprio conselho e faz parte de um plano de sucessão de longo prazo. 

Até a mudança, Cook seguirá no cargo e trabalhará diretamente com Ternus para conduzir a passagem de bastão.

Quem é John Ternus?

John Ternus será o novo CEO da Apple (imagem: divulgação)

Ternus é um dos grandes nomes do quadro técnico da Apple. Ele está na companhia há mais de duas décadas e lidera o desenvolvimento de hardware da empresa desde 2013.

O futuro CEO participou dos principais projetos em torno dos iPhones, Macs e AirPods, mas ganhou protagonismo com a evolução dos chips próprios. O novo MacBook Neo, com chip de iPhone, passa totalmente por ele.

Já o veterano Tim Cook ingressou na Apple em 1998. Ele assumiu como CEO em 2011, após a saída de Steve Jobs. Na sua gestão, a dona do iPhone conseguiu diversificar receitas entrando no mercado de streaming e wearables.

“Foi o maior privilégio da minha vida ser CEO da Apple e ter tido a confiança para liderar uma empresa tão extraordinária”, afirmou Cook em comunicado. “John Ternus tem a mente de um engenheiro, a alma de um inovador e o coração para liderar com integridade e honra”, completou.

Além da troca no comando, o executivo Arthur Levinson deixará a presidência do conselho após 15 anos e passará a atuar como diretor independente. Ternus também integrará o conselho de administração a partir de setembro.
Apple anuncia John Ternus como novo CEO; Tim Cook assume cargo executivo

Apple anuncia John Ternus como novo CEO; Tim Cook assume cargo executivo
Fonte: Tecnoblog

“ A Apple ainda é a empresa de Steve Jobs”, diz Tim Cook

“ A Apple ainda é a empresa de Steve Jobs”, diz Tim Cook

Apple foi incorporada em 1º de abril de 1976 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Tim Cook afirma que a Apple ainda reflete a influência de Steve Jobs, destacando a presença contínua do cofundador na cultura de inovação da empresa.
Cook defende o diálogo com o governo de Trump como estratégia para combater a polarização e garantir que a Apple seja ouvida.
A Apple mantém uma política de diálogo global com governos, visando consistência nos valores e adaptação às regulamentações locais.

Aproveitando as comemorações do cinquentenário da Apple, o CEO Tim Cook concedeu uma entrevista à revista Esquire para discutir o passado e o futuro da gigante de Cupertino. O marco histórico serviu para o executivo refletir sobre a influência duradoura do cofundador Steve Jobs no DNA e na cultura de inovação da empresa.

Além da nostalgia, Cook usou o espaço para abordar o atual cenário político e responder a críticas. O líder da maçã justificou os diálogos frequentes de sua gestão com o governo de Trump, defendendo que a aproximação é a melhor via para combater a polarização.

Influência e ideais do executivo continuam guiando a empresa meio século depois (imagem: reprodução/Albert Watson)

A influência de Steve Jobs

A Apple completou meio século de estrada consolidada como uma das empresas mais valiosas do planeta. É quase impossível olhar para o histórico de produtos que redefiniram a tecnologia e não pensar em Steve Jobs. Para Tim Cook, a figura do amigo e ex-chefe continua onipresente. “Penso nele com frequência — e nos últimos meses, pensando no 50º aniversário, ainda mais. A gente sempre pensa nas coisas em que ele acreditava”, revelou.

Trabalhando ao lado de Jobs desde 1998, Cook confessou que demorou a aceitar a gravidade da doença do cofundador antes de seu falecimento, em 2011. Na época, a expectativa pessoal do atual CEO era de que Jobs continuasse como presidente do conselho para sempre. Sobre a identidade da empresa hoje, ele não hesita: “Com certeza, ainda é a empresa dele”.

Por que a Apple se aproximou de Trump?

Tim Cook tem sido alvo de críticas pela proximidade com Donald Trump. A justificativa do executivo é combater a polarização e garantir que a voz da Apple seja ouvida. Para Cook, evitar o contato com líderes políticos por diferenças ideológicas acaba agravando os problemas da sociedade.

Ele classifica a atual administração dos EUA como “acessível”, o que permite à empresa apresentar seus pontos de vista diretamente. “Eles podem não concordar, mas você pode dialogar e ser ouvido. No fim, talvez você não consiga convencê-los, mas o engajamento é essencial”, pontuou.

Essa política de “portas abertas” não é exclusividade americana. O CEO ressalta que a Apple conversa com governos do mundo todo para lidar com leis e regulamentações locais. A ideia central, segundo ele, é manter os valores da empresa consistentes e não “mudar de acordo com o vento”.

Cultura do “não” e debates internos

Tim Cook defende diálogo político e cultura de debates (imagem: reprodução/Apple)

Fiel a um dos grandes lemas da era Jobs, o atual CEO garante que a maçã continua dizendo “não a mil coisas para chegar àquela única coisa brilhante”. Esse filtro rigoroso exige muito debate interno que, segundo Cook, seria “inacreditável” para quem visse de fora.

Há mais de uma década no comando da empresa, o ex-diretor de operações costuma ver seu nome envolvido em rumores sobre quem será o seu sucessor. Mas, para acabar com as especulações dos analistas de mercado, Tim Cook disse à Esquire que, pelo menos por enquanto, não tem nenhum plano formal para se aposentar ou deixar a gigante que ajudou a erguer nas últimas décadas.
“ A Apple ainda é a empresa de Steve Jobs”, diz Tim Cook

“ A Apple ainda é a empresa de Steve Jobs”, diz Tim Cook
Fonte: Tecnoblog

Novo MacBook Air a caminho? Tim Cook faz mistério sobre lançamento

Novo MacBook Air a caminho? Tim Cook faz mistério sobre lançamento

Publicação de Tim Cook indica que há algo no “Air” (imagem: reprodução/X)

Resumo

Tim Cook, CEO da Apple, publicou um vídeo sugerindo o lançamento de um novo produto da empresa nesta semana.
Segundo rumores, a Apple anunciará um novo MacBook Air com chip M4 e até 32 GB de RAM.
O lançamento de um novo iPad Air também está previsto para o segundo trimestre de 2025.

Tim Cook, CEO da Apple, compartilhou um vídeo nas redes sociais nesta segunda-feira (03/03) indicando a revelação de um novo produto nesta semana. O clipe de apenas seis segundos publicado no X (antigo Twitter) traz a curta mensagem “Há algo no ar”.

Para mais, o executivo adicionou a breve legenda “Nesta semana” ao post. Então, rumores indicam que a gigante de Cupertino pode estar preparando o anúncio de um novo MacBook Air ou de um novo iPad Air nos próximos dias.

A mensagem de Cook indica que a Apple deve revelar o MacBook Air com o chip M4, visto que o mesmo slogan foi usado no anúncio do primeiro MacBook Air em 2008. A princípio, os novos notebooks devem manter os tamanhos dos modelos atuais: 13 e 15 polegadas.

Contudo, a estreia do novo processador deve fazer as máquinas ganharem opções com até 32 GB de memória RAM. Atualmente, o MacBook Air pode ser encontrado em versões com até 24 GB de RAM.

Outras supostas melhorias em relação ao MacBook Air M4 são a adição de dois núcleos de CPU extras. Bem como, o notebook pode trazer uma câmera de 12 MP com o recurso Center Stage para chamadas de vídeos.

Para os usuários multitarefas, o notebook da Maçã deve ter suporte para até dois monitores externos. Além disso, semelhante ao MacBook Pro M4, a máquina pode usar um monitor integrado.

Próximo MacBook Air pode dividir os holofotes com um novo iPad Air (imagem: Felipe Ventura/Tecnoblog)

E o novo iPad Air?

Recentes rumores também indicam que a Apple está próxima de anunciar um novo iPad Air. De acordo com Mark Gurman, jornalista da Bloomberg, a marca planeja lançar um novo tablet no segundo trimestre de 2025.

O especialista em assuntos da Apple não descarta a possibilidade dos novos iPad Air e MacBook Air serem revelados em um único anúncio. O que indica que a mensagem de Cook pode estar relacionada a algo mais amplo.

De toda forma, resta aguardar a confirmação oficial da Maçã nos próximos dias.

Com informações de X (Twitter) e 9to5Mac
Novo MacBook Air a caminho? Tim Cook faz mistério sobre lançamento

Novo MacBook Air a caminho? Tim Cook faz mistério sobre lançamento
Fonte: Tecnoblog

iPhone: Usuários estão instalando o iOS 18.1 mais rápido que o iOS 17.1

iPhone: Usuários estão instalando o iOS 18.1 mais rápido que o iOS 17.1

Taxa de instalação do iOS 18.1 em iPhones é mais rápida que instalação do iOS 17.1 (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os usuários de iPhone estão adotando o iOS 18.1 mais rapidamente que o iOS 17.1, revelou Tim Cook nesta quinta-feira (31). O iOS 18.1 é a versão do sistema operacional da Apple que estreia os recursos de inteligência artificial da empresa. A revelação do CEO da big tech aconteceu durante a apresentação de resultados do último trimestre.

Segundo Cook, a taxa de atualização para o iOS 18.1 é o dobro da taxa de atualização do iOS 17.1. O iOS 18.1 foi liberado oficialmente na segunda-feira, dia que abriu a semana de lançamentos da Apple. Entre segunda e quarta-feira a big tech lançou um novo iMac de 24 polegadas, um novo Mac Mini e a nova geração dos MacBooks Pro — todos os dispositivos usam processadores da linha Apple Silicon M4.

Por que os usuários estão instalando o iOS 18.1?

A causa para essa agilidade dos usuários em atualizar o iPhone para o iOS 18.1 é, provavelmente, a chegada do Apple Intelligence. Tim Cook não chega a apontar o motivo, mas é a especulação mais forte. Os usuários podem estar curiosos para testar os recursos de inteligência artificial da Apple.

Outro ponto interessante dessa informação é que o iOS 18.1 só está disponível para as linhas iPhone 15 e iPhone 16. Ou seja, até mesmo quem não está recebendo os recursos do Apple Intelligence se adiantou para atualizar o seu iPhone.

iOS 18.1 tem coisas mais interessantes que o iOS 17.1

Pelo menos quando falamos de IA generativa, os recursos do iOS 18.1 são bem mais interessantes que o 17.1. A nova versão do iOS permite que os usuários criem slides de até 15 segundos através da Apple Intelligence.

O usuário pode pedir que a IA generativa busque na galeria as fotos de alguma pessoa (que você já tenha identificado) e crie a arte desejada. É possível “dirigir” o vídeo, dizendo que quer as fotos de um determinado dia e dizendo qual foto deve aparecer.

E sim, a Apple Intelligence tem aquela função que é praticamente básica nas IAs: criar textos e refazer textos. Você também pode eliminar elementos de imagens, como pessoas que estejam atrapalhando a cena.

Com informações: Apple Insider e 9to5Mac
iPhone: Usuários estão instalando o iOS 18.1 mais rápido que o iOS 17.1

iPhone: Usuários estão instalando o iOS 18.1 mais rápido que o iOS 17.1
Fonte: Tecnoblog

WWDC 2024: como ver o evento da Apple ao vivo

WWDC 2024: como ver o evento da Apple ao vivo

Worldwide Developer Conference é evento da Apple para apresentar novidades dos sistemas operacionais (Imagem: Divulgação/Apple)

Nesta segunda-feira (10), a partir das 14h, a Apple inicia o WWDC 2024. Na abertura do evento, a big tech realizará uma apresentação para anunciar as novidades dos seus sistemas operacionais. A palestra de abertura (chamado de keynote em inglês) será transmitido ao vivo pelo YouTube.

Assista ao vivo a abertura do WWDC 2024

A grande expectativa é a chegada de inteligência artificial generativa para o iPhone, estreando com o iOS 18. Com esta tecnologia, que pode ser batizada de Apple Intelligence (para usar a sigla AI), a Siri deve (finalmente) ficar mais inteligente.

Porém, é especulado que os outros sistemas operacionais da Apple recebam recursos de IA. Apesar da estrela do WWDC sempre ser o iOS, a Apple divulga novidades para o iPadOS, macOS, tvOS e watchOS.

O foco do WWDC são desenvolvedores. As atividades com esses profissionais são iniciadas após o keynote de abertura. Essas atividades envolvem a preparação para futuros recursos dos sistemas operacionais da Apple. O WWDC 2024 encerra no dia 14 de junho.

iOS, sistema operacional da Apple para o iPhone, deve ser o maior foco do evento, recebendo tecnologia de IA generativa para auxiliar na usabilidade (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

O Tecnoblog está cobrindo o WWDC 2024 direto de Cupertino, cidade onde fica a sede da Apple. Fique ligado no nosso site para ver em primeira mão as principais novidades apresentadas pela big tech no evento.

WWDC 2024 sem novos hardwares

Segundo rumores, este será o primeiro WWDC em anos sem novos hardwares da Apple. Em outras edições, a big tech apresentou novos Macs e alguns iPads. Porém, o WWDC 2024 terá foco total em inteligência artificial. Assim, não haverá espaço para esses produtos. Inclusive, das duas horas de keynote, uma hora será apenas para falar de IA.
WWDC 2024: como ver o evento da Apple ao vivo

WWDC 2024: como ver o evento da Apple ao vivo
Fonte: Tecnoblog

Como a Apple pretende abrir o iOS sem perder o controle

Como a Apple pretende abrir o iOS sem perder o controle

Em 2022, o Parlamento Europeu aprovou o Digital Markets Act. A lei versa sobre a concorrência em mercados digitais, e quem vai sentir as consequências são as grandes empresas de tecnologia estadunidenses.

Como a Apple pretende abrir o iOS sem perder o controle (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Player global no segmento de distribuição de aplicativos, a Apple é uma das impactadas. E, nos últimos anos, cresceu a expectativa de que o DMA levasse a uma abertura sem precedentes no ambiente do iOS.

Desde sempre, a única forma de baixar aplicativos autorizada pela Apple em dispositivos móveis é a App Store. Nenhuma forma de sideloading era permitida. O DMA faria isso mudar, o que muitas empresas e desenvolvedores viam com bons olhos.

No dia 25 de janeiro, no entanto, a Apple divulgou como se adequaria à legislação. Os planos da empresa geraram reações furiosas de quem desejava a total abertura do iOS. A Apple está mostrando que vai ceder só quando não tem saída — e, ainda assim, resistindo ao máximo.

Nova taxa, velhas queixas

De modo geral, é válido dizer que o iOS ficará mais aberto. Porém, como se diz, o diabo está nos detalhes. E a Apple incluiu alguns.

A única forma de baixar aplicativos fora da App Store será por lojas alternativas, que precisaram ser aprovadas pela Maçã. Cada aplicativo presente nessas lojas também passará pelo crivo da Apple.

O desenvolvedor poderá manter seus apps na App Store e também distribuir por lojas alternativas. Porém, ao decidir operar pelas novas regras da UE, ficará sujeito a uma nova taxa, a Core Technology Fee. Este é um dos principais motivos de críticas à Apple.

A CTF atinge principalmente os grandes aplicativos. A partir dela, a Apple estabelece que, após 1 milhão de downloads, recai uma taxa de 50 centavos de euro a cada novo download por usuário. A cobrança será anual.

Com isso, perspectiva é que apps populares, mesmo que optem pela distribuição apenas em lojas paralelas à App Store, deixarão uma boa quantia nas mãos de Tim Cook. Não é à toa que o CEO do Spotify, Daniel Ek, acusa a Maçã de dar uma “aula de distorção” com sua nova política.

iPhone, Safari e App Store passam por mudanças na União Europeia (Imagem: Divulgação/Apple)

A Microsoft pegou um pouco mais leve, avaliando o caso como “um passo na direção errada”. A Epic Games, velha inimiga da Apple quando se trata da política da App Store, também se manifestou com a desaprovação usual (embora já tenha anunciado planos para sua própria loja de aplicativos na Europa).

Com a CTF, mesmo que escapem das comissões atuais de até 30% por transação feitas a partir do ecossistema da Apple, as empresas terão que pagar de outra forma.

A atitude é controversa, tem algo de birra, e ainda pode ser contestada no futuro. É a Apple marcando sua posição: quaisquer que sejam as mudanças exigidas em seu modelo de negócios, ela não as fará de bom grado.

Faturando até mesmo fora da App Store

Há ainda outros aspectos da proposta da Apple que geram protestos de empresas e desenvolvedores. Ressaltamos alguns deles no Tecnocast 322, totalmente dedicado ao tema.

Um dos mais controversos é a cobrança de comissões até mesmo por transações feitas fora da App Store. Os valores podem chegar a 17%.

Algo semelhante vai ocorrer também no mercado americano, vale apontar. O iOS permitirá métodos de pagamento alternativos em decorrência do processo movido pela Epic Games; no entanto, a Apple cobrará até 27% de comissão dos desenvolvedores.

As empresas terão que manter um relatório das transações feitas por plataformas de pagamento independentes e repassar os valores adequados à Apple. Determinar se os repasses estão corretos é um desafio que a própria empresa reconhece.

Outro ponto delicado é a necessidade de um escolha definitiva logo de cara. Desenvolvedores podem optar por simplesmente ignorar as novas regras da UE e se manter sob as normativas atuais da App Store, com taxas de variam entre 15 e 30%.

Tela de instalação de loja de apps no iOS 17.4 (Imagem: Reprodução/Apple)

Por outro lado, quem quiser se aventurar pelo mundo do iOS aberto não pode voltar atrás. Uma vez que a escolha é feita, o desenvolvedor não tem a opção de voltar às regras antigas. É pegar ou largar.

Esse aspecto exige bastante cuidado por parte do desenvolvedor. Não seria possível sequer fazer uma experiência antes e depois retornar, por exemplo.

A exigência certamente gerará receio em quem ficou tentado a testar as novas regras, e é encarada como uma forma de pressão para que o desenvolvedor mantenha tudo como está.

Uma questão de controle

A resposta da Apple ao DMA deixa claro mais uma vez que a empresa não quer abrir mão do controle que tem sobre sua plataforma. O Android tem uma abordagem um pouco diferente, permitindo lojas alternativas Google Play desde sempre. A Apple, por sua vez, optou pelo fechamento.

Como levantamos no Tecnocast 322, esse controle é um dos motivos pelos quais muitos usuários preferem a empresa. Uma experiência bem definida, onde tudo é milimetricamente pensado pela Apple, tem apelo para muita gente. As vendas de aparelhos refletem isso, assim como a oferta de aplicativos.

Um argumento muito utilizado pela Apple para defender sua posição é o da segurança. Marketplaces independentes de apps seriam uma entrada para softwares maliciosos e conteúdo nocivo nos celulares de milhões de pessoas. No comunicado sobre a adequação ao DMA, a Apple reforça essa linha de raciocínio.

O outro lado aponta que a empresa deveria dar liberdade ao usuário de baixar aplicativos de onde quiser. E também aos desenvolvedores de utilizar as plataformas de pagamento que preferirem, incluindo aí opções próprias.

Tim Cook, CEO da Apple (Imagem: Divulgação / Apple)

Dado o tamanho do negócio da App Store, dirão os críticos, a proibição seria uma forma de prender os fornecedores (desenvolvedores) em sua loja, já que dispensar essa opção implicaria numa perda considerável de faturamento e público.

Essas discussões estão nem longe de encerrarem. Uma vez que o DMA não determina como exatamente os mercados digitais devem se abrir, a Apple colocou sua opção de abertura na mesa. No entanto, no conceito da Apple, um iOS aberto ainda é um tanto fechado.
Como a Apple pretende abrir o iOS sem perder o controle

Como a Apple pretende abrir o iOS sem perder o controle
Fonte: Tecnoblog

Tim Cook confirma Gen AI nos produtos Apple até o fim do ano

Tim Cook confirma Gen AI nos produtos Apple até o fim do ano

Tim Cook terá mais motivos para sorrir quando a IA generativa chegar no iPhone e outros dispositivos (Imagem: Divulgação / Apple)

Tim Cook, CEO da Apple, revelou que a big tech terá IA generativa em seus produtos ainda neste ano. O chefão da empresa fez essa declaração nessa quinta-feira (1), durante a apresentação dos resultados financeiros da empresa (que foram positivos). A expectativa é que essa tecnologia estreie no iOS 18, que deve ser lançado em setembro, junto do iPhone 16.

Recentemente, a Apple publicou um artigo no qual explica o desenvolvimento de um novo método para rodar modelos de linguagens grandes (LLMs) no smartphone, sem depender de processamento pela nuvem. A técnica da big tech permite que parte da memória flash complemente a memória RAM, entregando mais desempenho para o celular. Essa tecnologia deve chegar no próximo iPhone ou no iOS 18.

Chegada ao Steve Jobs Theater, na sede da Apple em Cupertino (Foto: Thássius Veloso/Arquivo Pessoal)

IA generativa nos dispositivos da Apple

Tim Cook confirmou durante a apresentação de resultados que a Apple está investindo em IA. Nas palavras do CEO da empresa, a tecnologia é uma das que dará forma ao futuro. “Nos continuamos investindo um vasta quantidade de tempo e esforço”, disse Cook sobre o desenvolvimento de IAs na Apple.

Em sua fala, o CEO da Apple confirmou que mais detalhes sobre o trabalho da empresa nesse segmento será apresentado “mais tarde neste ano”. A declaração de Cook vai ao encontro de rumores apresentados por Mark Gurman, jornalista da Bloomberg e uma das principais fontes sobre a Apple.

Gurman afirma que o iOS 18 terá a maior mudança no sistema operacional da empresa em anos. Essa futura versão do iOS, que deve ser apresentada em junho no WWDC 2024 e lançada em setembro, terá diversos recursos baseados em IA generativa. Com a chegada do Galaxy AI na linha Galaxy S24, a Apple precisa apresentar algo para competir com a Samsung.

Resultados financeiros da Apple foram positivos

Agora falando das finanças da Apple, o lucro cresceu 13% no último trimestre (US$ 33,9 bilhões, ou R$ 161,6 bilhões) de 2023 —comparado ao mesmo período em 2022. O resultado mostra que a Apple teve um bom número de vendas, ainda que o mercado de smartphones não esteja no seu melhor período. As vendas só não foram melhores por causa da queda no mercado chinês.

Com informações: The Verge e The Guardian
Tim Cook confirma Gen AI nos produtos Apple até o fim do ano

Tim Cook confirma Gen AI nos produtos Apple até o fim do ano
Fonte: Tecnoblog