Category: Televisão (transmissão)

Apps de smart TVs podem “emprestar” seu IP para quem você nem conhece

Apps de smart TVs podem “emprestar” seu IP para quem você nem conhece

Usuário pode ter seu dispositivo utilizado em fraudes sem perceber (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A empresa norueguesa de cibersegurança Mnemonic descobriu aplicativos para smart TVs da Samsung que conectavam televisores a uma rede de proxy residencial.
A prática pode ser usada para mascarar o endereço de IP de terceiros em atividades ilegais.
A Samsung anunciou que vai banir os aplicativos descobertos e identificar todos os que contenham componentes de proxy residencial.

A Samsung anunciou que vai banir apps descobertos compartilhando a conexão do usuário com estranhos. A prática, conhecida como proxy residencial, serve para mascarar o endereço de IP de terceiros usando uma conexão comum, podendo encobrir até mesmo crimes cibernéticos.

O problema foi recentemente descoberto pela empresa norueguesa de cibersegurança Mnemonic, envolvendo games simples para as smart TVs da marca. Em resposta ao TechCrunch, a Samsung detalhou restrições já em vigor para novos registros de apps e uso de kits de desenvolvimento para proxy residencial.

No mês passado, a técnica foi encontrada em apps para TVs LG, que também lançou uma ofensiva para resolver o problema. Além disso, TV boxes ilegais podem vir infectadas com malware do mesmo tipo.

Qual é o problema envolvendo os apps para TVs?

Segundo a Mnemonic, vários aplicativos para smart TVs da Samsung contêm códigos que usam a internet do usuário sem sua permissão ou seu conhecimento. Um deles, por exemplo, era um jogo Pac-Man e chegou a aparecer nas recomendações editoriais da loja de apps da fabricante.

Loja com apps para Tizen chegou a recomendar apps conectados a redes proxy (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A empresa de cibersegurança explica que o jogo em questão tinha códigos da Bright Data. Essa empresa é especializada em criar e administrar redes proxy. Ela afirma possuir acesso a milhões de conexões residenciais em todo o mundo.

Ok, mas o que isso significa? Um aplicativo com código de proxy residencial pode permitir que estranhos usem a internet da sua casa sem que você saiba. Assim, eles podem agir na rede “disfarçados” como um endereço IP de uma casa comum.

Essa técnica pode ser usada para diversos fins, como raspagem da web e coleta de dados, pesquisas envolvendo geolocalização, ataques para testar senhas roubadas e até mesmo anonimato para ciberataques.

Assim, o usuário afetado por um aplicativo malicioso pode ter desde transtornos simples, como aumento no consumo da internet ou maior frequência de captchas, até problemas mais complicados, como ser associado a atividades ilícitas através do seu IP.

O que a Samsung vai fazer?

Em resposta ao TechCrunch, a Samsung afirmou estar trabalhando para identificar e remover todos os aplicativos da loja que contenham componentes desse tipo.

Além disso, a marca disse já ter tomado algumas medidas, como impedir o registro de novos apps que incluam as funcionalidades de proxy e implementar políticas de desenvolvedor banindo kits de desenvolvimento de proxy residencial em toda a plataforma.

Concorrente sofre com a mesma questão

Apps problemáticos também foram encontrados na loja para TVs LG (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O proxy residencial afeta mais plataformas. Em julho de 2025, uma análise descobriu que 42% dos aplicativos oferecidos pela loja da LG tinham a capacidade de conectar a smart TV em uma rede proxy. A empresa disse que iria banir todos os apps que trouxessem esse tipo de ferramenta.

Resolver a questão, porém, pode não ser tão simples assim. Como explica Harrison Sand, consultor da Mnemonic, muitos aplicativos têm poucas linhas de programação. Para funcionar, eles carregam seu conteúdo de outro site.

A análise feita pelas lojas de apps geralmente leva em conta apenas o código do app, sem incluir os downloads extras. Além disso, a parte que é carregada pode mudar entre a avaliação de segurança e o download pelo usuário — e esse tipo de truque pode estar justamente ali.
Apps de smart TVs podem “emprestar” seu IP para quem você nem conhece

Apps de smart TVs podem “emprestar” seu IP para quem você nem conhece
Fonte: Tecnoblog

YouTube exibe anúncios de 30 segundos nas TVs sem opção de pular

YouTube exibe anúncios de 30 segundos nas TVs sem opção de pular

YouTube agora pode exibir anúncios de até 30 segundos em TVs (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

YouTube agora exibe anúncios de 30 segundos sem opção de pular em smart TVs.
Plataforma levou formato de publicidade mais longa às TVs para incentivar assinaturas do YouTube Premium.
Estratégia busca aumentar a receita e aproveitar o crescimento do consumo de vídeos em televisores.

O YouTube está exibindo anúncios de até 30 segundos sem a opção de pular nas smart TVs. Não se trata de um bug: a plataforma levou o formato de publicidade para os televisores conectados, ampliando a pressão para que os usuários assinem o YouTube Premium — única forma oficial de não ver as propagandas.

A mudança foi anunciada pelo próprio Google no começo deste mês. Nos últimos anos, a empresa vem adotando diferentes estratégias para reforçar seu modelo baseado em anúncios. Entre elas estão ações contra bloqueadores de propaganda e restrições a aplicativos de terceiros que reproduzem vídeos da plataforma.

Publicidade direcionada

Segundo a empresa, a mudança foi pensada especificamente para a experiência em telas grandes, como televisores conectados. Nesse formato, os anúncios são exibidos integralmente antes ou durante o vídeo, sem permitir que o usuário avance ou os ignore.

No comunicado, voltado aos anunciantes, a plataforma explica: “A IA do Google otimiza dinamicamente entre anúncios Bumper de 6 segundos, anúncios padrão de 15 segundos e anúncios exclusivos para CTV de 30 segundos que não podem ser pulados, garantindo que sua campanha alcance o público certo na hora certa”.

O sistema utiliza inteligência artificial para escolher automaticamente entre diferentes formatos de publicidade. A seleção considera fatores como público-alvo e momento da exibição para determinar qual tipo de anúncio será mostrado.

Além do formato de 30 segundos, também podem ser exibidos anúncios mais curtos, como os chamados “bumpers”, de seis segundos, ou versões padrão de 15 segundos.

A empresa afirma ainda que a tecnologia busca aumentar a eficiência das campanhas ao combinar diferentes formatos de publicidade de forma automática.

Formato de publicidade do YouTube foi pensado para televisores conectados (imagem: divulgação)

Estratégia visa aumento de receita

A introdução desse novo formato ocorre em meio a outras mudanças recentes na forma como o YouTube lida com anúncios. Usuários já relataram, por exemplo, a exibição de banners publicitários no aplicativo móvel que não podiam ser fechados imediatamente.

Além disso, algumas contas que utilizam bloqueadores de anúncios passaram a ter acesso limitado a recursos como comentários ou descrições de vídeos.

Essas medidas fazem parte da estratégia da plataforma para fortalecer suas fontes de receita, seja por meio da publicidade ou da assinatura do YouTube Premium.

Segundo a empresa, o crescimento do consumo de vídeos em televisores também tem influenciado essas decisões. Em outro trecho do comunicado, a companhia afirma: “Estamos tornando ainda mais fácil alcançar os milhões de espectadores que assistem ao YouTube na sala de estar — incluindo os espectadores que fizeram do YouTube o serviço de streaming nº 1 nos EUA por três anos consecutivos”.
YouTube exibe anúncios de 30 segundos nas TVs sem opção de pular

YouTube exibe anúncios de 30 segundos nas TVs sem opção de pular
Fonte: Tecnoblog

Roku começa a testar exibição de anúncios ao ligar a televisão

Roku começa a testar exibição de anúncios ao ligar a televisão

Roku TV tem planos de incluir anúncios em vídeo antes da tela inicial (imagem: divugalção/AOC)

Resumo

Roku TV iniciou testes de anúncios em vídeo exibidos ao ligar a televisão, antes da tela inicial.
A ação gerou insatisfação entre usuários, que ameaçam abandonar o serviço e migrar para outras plataformas.
Segundo a Roku, esses anúncios são apenas testes e ainda não foram implementados de forma definitiva.

A Roku começou os testes de um novo meio de irritar seus usuários: anúncios em vídeo que aparecem logo após ligar a televisão. Os ads são exibidos antes mesmo de abrir a tela inicial. Ou seja: o processo de ligar a TV e selecionar o que você quer ver fica mais longo — e irritante.

A Roku divulgou no ano passado que tinha planos de exibir anúncios na tela inicial. Porém, essa declaração não deixava claro que isso seria antes de chegar no menu. O anúncio sugeria que seriam vídeos exibidos na tela inicial, similar ao que a Globoplay, Max e outros streamings fazem na divulgação de conteúdos.

Como funciona o anúncio da Roku após ligar a TV?

A nova proposta da Roku exibe os anúncios em vídeo assim que a TV liga. Você não tem acesso à tela inicial até terminar o anúncio ou fechá-lo. Quer trocar para a entrada HDMI para ver sua TV a cabo ou antena digital? Primeiro, você verá o anúncio.

Roku TV não vai nem te dar bom dia ao ligar o televisor, mas apenas jogar um anúncio em vídeo na sua cara (foto: Paulo Higa/Tecnoblog)

Alguns usuários relataram no Reddit que existe a opção de fechá-los. Contudo, outros usuários parecem não ter visto essa opção — ou realmente não apareceu para eles.

Há algo unânime na reação dos consumidores: com ou sem a opção de fechar o ad, muitos prometem abandonar a Roku por outra plataforma de smart TV. O modelo de negócio da empresa é baseado na receita de anúncios, o que a fez ser conhecida pela quantidade e tamanho dos anúncios estatísticos na tela inicial.

Pelo jeito, o ponto máximo da tolerância dos usuários aos anúncios foi encontrado: vídeos antes de abrir a tela inicial da plataforma.

A Roku, em resposta ao Ars Technica, afirmou que esses ads são apenas testes. Se eles levarem em conta a reação do público, o teste já pode ser encerrado.

Roku é conhecida pela sua enorme quantidade de anúncios, mas eles são banners estáticos nas telas do sistema (foto: Darlan Helder/Tecnoblog)

Anúncios em vídeos são problemáticos para usuários

Anúncios em vídeo são feitos para terem um som alto, pois chama a sua atenção. Nos ads para internet e streaming, isso parece ser ainda pior. Você provavelmente já se assustou com alguma propaganda altíssima ao usar algum streaming.

Então imagine o cenário: você liga a smart TV e espera abrir o menu porque você não assina um plano de TV e nem antena digital. Ao invés de abrir a silenciosa tela inicial com um banner de propaganda, você é “agraciado” com um anúncio em vídeo. Ele toca uma paródia musical com um volume alto, quase estourando seus ouvidos.

Com informações de Ars Technica, Android Police e Android Authority
Roku começa a testar exibição de anúncios ao ligar a televisão

Roku começa a testar exibição de anúncios ao ligar a televisão
Fonte: Tecnoblog