Category: São Paulo

Multa de até R$ 60 mil: Anatel aperta o cerco contra quem opera redes de celular piratas

Multa de até R$ 60 mil: Anatel aperta o cerco contra quem opera redes de celular piratas

Casos de ERB fake se concentram em São Paulo e Rio (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Anatel registrou oito ocorrências de ERBs falsas em 2025, segundo dados obtidos pelo Tecnoblog. Multas chegam a R$ 60 mil.
ERBs falsas operam na clandestinidade, enviando SMS fraudulentos usando tecnologia GSM, vulnerável por permitir conexões sem verificação de legitimidade.
Proteção contra ERBs falsas envolve desativar o GSM em smartphones, embora isso possa afetar a cobertura em áreas rurais; iPhones dependem de ação das operadoras.

A Anatel vem lidando com um problema que por ora parece localizado em São Paulo e Rio de Janeiro, mas que pode tirar o sono de muita gente: o golpe da ERB falsa. No ano passado, foram registradas seis ocorrências na capital paulista e duas na capital fluminense, segundo dados obtidos pelo Tecnoblog.

Num dos casos, o infrator recebeu R$ 60 mil em multas por causa da infração considerada “grave”. Em outro caso similar, a pessoa teve de pagar R$ 30 mil. Em um terceiro caso, a infratora foi condenada à prisão após a Anatel encaminhar o processo ao Judiciário. A pena posteriormente foi convertida em prestação de serviços.

Afinal, o que é uma ERB falsa e por que ela tem potencial de causar tanta dor de cabeça?

O que é uma ERB fake?

Equipamento cria rede de celular clandestina para disparo de SMSs golpistas (foto: divulgação/Anatel)

ERB é a sigla para Estação Rádio Base, segundo a nomenclatura utilizada pela agência reguladora. Em bom português, estamos falando das antenas e torres de telefonia celular ou, para ser ainda mais específico, os equipamentos que ficam nelas e são utilizados para a transmissão de voz e dados.

Tais equipamentos são operados pelas empresas de telefonia móvel, como Claro, TIM e Vivo, em frequências estabelecidas principalmente a partir de leilões realizados também pela Anatel. O 5G é o nosso exemplo mais recente, de 2021.

Seguindo essa lógica, uma ERB fake não faz parte do ecossistema das empresas de telefonia. Elas operam na clandestinidade e geralmente têm como objetivo o disparo de mensagens SMS fraudulentas. Os golpistas fingem ser bancos, empresas de crédito ou programas de pontos, entre outros, para enganar a vítima e fazê-la clicar num link malicioso.

Exemplo de mensagem SMS fraudulenta, provavelmente disparada por uma ERB fake (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Segundo a agência, foram oito apreensões durante o ano de 2025.

Uma tecnologia antiga e insegura

Nokia 3310 foi um dos primeiros aparelhos GSM vendidos no Brasil (foto: Masood Aslami/Pexels)

Para chegar neste resultado, o golpe da ERB falsa se vale de um padrão tecnológico que é um velho conhecido nosso. O GSM foi desenvolvido nos anos 1980 e inaugurou sua primeira rede em 1991, dando origem ao que chamamos de 2G.

Um de seus principais problemas? A criptografia, considerada bastante vulnerável nos tempos atuais. Outro: um aparelho pode se conectar a uma rede GSM sem verificar a legitimidade dela, um cuidado já existente nos padrões mais recentes (3G, 4G e 5G).

Considerando o contexto da época que a tecnologia foi desenvolvida, faz sentido: nos anos 80 e início dos 90 até mesmo a presença de mais de uma operadora além da estatal de telecomunicações era rara e a possibilidade de transmitir sinais sem fio por pessoas normais era quase nula, com a exceção de pessoas abastadas com telefones sem fio e celulares tijolão.

Software que opera a ERB falsa, testada por fiscais da Anatel (imagem: divulgação/Anatel)

Basta um ator malicioso (como um estelionatário) criar interferência na faixa do LTE (do 4G, mais moderna) para forçar o aparelho da vítima a trocar de frequência e ir para a rede GSM falsa. Depois de conectado, o telefone recebe mensagens sem que seja possível verificar sua legitimidade. A pessoa vai, clica, coloca seus dados e depois sofre as consequências disso.

Os técnicos da Anatel averiguaram que um aparelho de ERB falsa emite uma portadora LTE de 5 MHz nas faixas de 1.800 e 2.500 MHz (bandas 3 e 7 do 3GPP), continuamente saltando entre frequências para cobrir toda a faixa utilizada pelas operadoras legítimas e instruindo os aparelhos a conectar nas portadoras GSM criadas pela ERB fake.

Portadoras LTE e GSM de uma ERB fake (imagem: reprodução/Anatel)

Um golpe desse tipo deveria custar caro, não?

Não exatamente. Um criminoso não vai comprar um rádio GSM antigo, em parte porque são enormes e complicados, e em parte porque existem opções melhores. Por exemplo, um rádio programável por software, que atende pela sigla SDR, e que pode custar a partir de R$ 100. Ele permite receber qualquer coisa e qualquer protocolo nas frequências suportadas.

Parte de uma portadora LTE na faixa de 700 MHz, vista com um RTL-SDR (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Rádios SDR capazes de transmitir custam mais caro. Alguns exemplos de SDR capazes de transmitir sinais são o LimeSDR ou o HackRF, que pode custar apenas US$ 340 (cerca de R$ 1.780 em conversão direta). Dá para rodar neles softwares como OsmocomBB, Magma (desenvolvido pela Meta), GNU Radio ou OpenBTS (open-source) para criar uma “mini ERB” GSM (ou até mesmo LTE).

LimeSDR USB (imagem: divulgação/Lime Microsystems)

Não que os estelionatários realmente precisem se dar ao trabalho, já que soluções prontas também estão disponíveis, muitas vezes sendo vendidas sob a alcunha de “push indoor” ou “SMS geolocalizado”. Eles são capazes de disparar SMSs publicitários em um raio de cerca de 1 km. Se você já esteve em algum evento ou passou em frente a uma loja e recebeu um SMS publicitário relacionado, provavelmente foi um equipamento do tipo.

Que fique bem claro: o uso de tais dispositivos é ilegal e é passível de multa e prisão por violar a Lei Geral de Telecomunicações (LGT) de 1997, o Código Brasileiro de Telecomunicações (CBT) de 1962, e diversas resoluções da Anatel. Pelo menos uma pessoa foi multada pela Anatel, num caso de 2021 no interior de São Paulo. Ela foi posteriormente condenada à prisão por operar um sistema do tipo (mas teve sua pena convertida em prestação de serviços à comunidade).

Equipamento de “push indoor” à venda na OLX (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Como me proteger?

Depende do seu smartphone. Uma vez que a vulnerabilidade está presente em todo aparelho capaz de operar em GSM, a única mitigação possível é desativar o uso da rede GSM.

Smartphones rodando o sistema Android permitem desativar o GSM facilmente em versões mais recentes. Os celulares da Samsung, por exemplo, oferecem essa configuração desde a One UI 7. Basta ir em Config → Redes Móveis e desmarcar a opção “Permitir serviço 2G”. A Motorola incluiu a opção em produtos mais recentes, como o Signature, deste ano.

Opções para desativar redes 2G no Motorola Signature e na One UI 8 (imagens: Giovanni Santa Rosa e Thássius Veloso)

A situação é mais difícil no caso do iPhone, pois depende de uma ação das operadoras de telefonia. Elas precisam configurar seu perfil no aparelho da Apple para que não ocorra mais a conexão com redes GSM, o que não é feito no Brasil. Outra opção é ativar o Modo de Isolamento do iOS, mas isso é pouco prático, já que impõe uma série de restrições severas de uso.

Desativar o uso do GSM também pode prejudicar um pouco a cobertura de seu telefone, já que ele fica “restrito” a 3G, 4G e 5G. Isso tende a ser mais importante em áreas rurais com disponibilidade de rede muito precária, onde o 2G ainda faz alguma diferença.

Não custa lembrar: o GSM é uma tecnologia em desuso. As operadoras já pararam de instalar novas antenas e, no Brasil, a Vivo e a TIM decidiram até mesmo integrar suas redes. O eventual desligamento de redes GSM e 3G não resolve o problema: a vulnerabilidade está do lado dos smartphones, que continuam capazes de se conectar a redes GSM, mesmo que fraudulentas.
Multa de até R$ 60 mil: Anatel aperta o cerco contra quem opera redes de celular piratas

Multa de até R$ 60 mil: Anatel aperta o cerco contra quem opera redes de celular piratas
Fonte: Tecnoblog

Polícia de São Paulo estreia perfil no WhatsApp para intimar roubo de celular

Polícia de São Paulo estreia perfil no WhatsApp para intimar roubo de celular

SSP usa WhatsApp verificado para enviar intimações oficiais (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A SSP-SP usa o WhatsApp para notificar celulares com restrição criminal, em parceria com a Meta, usando um perfil verificado.
Intimações são enviadas por um perfil oficial, e os cidadãos devem confirmar a legitimidade pelo selo de verificação.
Desde junho do ano passado, o programa SP Mobile recuperou 17,5 mil aparelhos e enviou mais de 5,4 mil notificações.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) começou a usar o WhatsApp como canal oficial para notificar pessoas associadas a celulares com restrição criminal. A iniciativa é resultado de uma parceria com a Meta e prevê o envio de intimações por meio de um perfil verificado, operado pela Polícia Civil.

A mudança busca dar mais segurança ao processo de comunicação com os cidadãos e resolver problemas técnicos enfrentados anteriormente, como o bloqueio automático de mensagens classificadas como spam.

Como funcionam as notificações oficiais?

De acordo com a SSP, as intimações são enviadas exclusivamente por um perfil oficial com selo de verificação do WhatsApp, indicando que o perfil pertence à Secretaria da Segurança Pública. O Tecnoblog perguntou à secretaria o número oficial da conta, mas não obteve resposta.

A parceria com a Meta também envolve o uso da Interface de Programação de Aplicações (API) da empresa, o que permite maior controle sobre o envio das mensagens e evita que elas sejam barradas pelos sistemas automáticos da plataforma. Nesta semana, cerca de 2 mil notificações estão sendo encaminhadas para celulares que possuem algum tipo de queixa criminal.

As pessoas notificadas devem comparecer à delegacia indicada dentro do prazo informado para prestar esclarecimentos. O comparecimento voluntário, segundo a SSP, é a forma mais simples de resolver a situação e evitar medidas posteriores.

O que o cidadão deve fazer ao receber a mensagem?

Perfil verificado reforça a segurança das notificações (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A principal orientação é confirmar a legitimidade da notificação. Mensagens oficiais enviadas pela SSP no WhatsApp sempre exibem o selo de verificação, o que garante que o contato é institucional. A secretaria reforça que a Polícia Civil não solicita senhas, dados bancários, códigos de confirmação nem qualquer tipo de pagamento por Pix ou boleto.

Após receber a intimação, o cidadão deve se dirigir a uma delegacia de sua escolha ou à unidade indicada na mensagem, levando o celular notificado e um documento de identidade original. Caso tenha nota fiscal ou comprovante de compra do aparelho, esses documentos também devem ser apresentados para análise da procedência e da boa-fé na aquisição.

A medida integra o programa SP Mobile, criado em junho do ano passado para combater furtos e roubos de celulares. Desde então, o sistema já recuperou 17,5 mil aparelhos, devolveu 5,9 mil às vítimas e enviou mais de 5,4 mil notificações. A SSP alerta que ignorar uma intimação oficial pode levar à abertura de diligências, incluindo apreensão do aparelho e responsabilização legal.
Polícia de São Paulo estreia perfil no WhatsApp para intimar roubo de celular

Polícia de São Paulo estreia perfil no WhatsApp para intimar roubo de celular
Fonte: Tecnoblog

Amazon passa a fazer entregas no mesmo dia com horário agendado

Amazon passa a fazer entregas no mesmo dia com horário agendado

Amazon fez investimento bilionário em logística no Brasil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Amazon oferece entrega no mesmo dia com horário agendado em São Paulo e Rio de Janeiro, com janelas de três a seis horas.
Assinantes Prime têm frete grátis em compras acima de R$ 19, exceto para supermercado e livros, em que o mínimo é R$ 79; não assinantes pagam R$ 10,90.
A Amazon investiu R$ 13,6 bilhões no Brasil em 2024 para expandir sua rede logística com 250 centros, permitindo entregas precisas.

A Amazon anunciou, nesta segunda-feira (15/12), que produtos de mais de 30 categorias terão a opção de entrega no mesmo dia, com indicação do horário de chegada. Essa nova modalidade de entrega está disponível nas capitais de São Paulo e Rio de Janeiro.

Para assinantes Prime, o frete é grátis em compras a partir de R$ 19, exceto para itens de supermercado e livros — nesse caso, o mínimo necessário para não pagar a entrega é R$ 79. Abaixo desse valor, a taxa é de R$ 8,90. Para quem não é assinante Prime, o frete é sempre cobrado e custa R$ 10,90.

Como funciona a entrega com horário agendado da Amazon?

A empresa explica que esses horários são sempre indicados no formato de janelas de três a seis horas. “Ao acessar a loja, o consumidor visualiza as próximas janelas disponíveis e seleciona aquela que melhor se encaixa na sua rotina”, afirmou um porta-voz da empresa ao Tecnoblog.

Isso significa que o cliente sabe que o produto deve chegar no fim da manhã ou à tarde, por exemplo. Em alguns itens no site da varejista, já é possível visualizar o horário para entrega. Ao pedir um pacote de papel sulfite no fim da tarde, por exemplo, aparece a opção de entrega no dia seguinte, entre 10h e 13h.

Para quem não assina o Prime, o frete da entrega com hora marcada é R$ 10,90 (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Vale notar que essa modalidade não cobre toda a cidade. Eu moro na Zona Norte de São Paulo e a entrega com horário agendado não aparece quando seleciono minha casa como destino, mas fica disponível quando altero o endereço para a Avenida Paulista.

Amazon confia em logística para cumprir promessa

A Amazon diz que essa precisão só foi possível por meio de investimentos significativos na malha logística, que conta com 250 centros logísticos no Brasil, sendo mais de 100 deles abertos ao longo de 2025. Segundo a companhia, mais de R$ 13,6 bilhões foram investidos no país somente em 2024.

“Trabalhamos com altos padrões operacionais para garantir que cada entrega seja cumprida dentro do prazo prometido”, afirma a companhia. “Você sabe quando vai receber, pode planejar seu dia em torno disso, e pode contar que vamos cumprir nossa promessa.”

A varejista já contava com entrega no mesmo dia sem horário marcado no Rio e em São Paulo. Esse modelo também está presente em Fortaleza, Recife e Belo Horizonte; ele deve ser expandido para mais cidades em 2026.
Amazon passa a fazer entregas no mesmo dia com horário agendado

Amazon passa a fazer entregas no mesmo dia com horário agendado
Fonte: Tecnoblog

Brasileiros aceitam IA nas finanças, mas somente como copiloto

Brasileiros aceitam IA nas finanças, mas somente como copiloto

Consumidores querem linguagem simples na IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

65% dos brasileiros aceitam IA no auxílio financeiro, mas a confiança em decisões autônomas é baixa.
O estudo também revela que os consumidores preferem IA que use linguagem simples e seja transparente sobre as regras e parâmetros de decisão.
Bancos estão integrando IA com resumos e chatbots para melhorar a experiência do cliente e aumentar a confiança.

Quase sete em cada dez consumidores brasileiros aceitam que a inteligência artificial auxilie na relação com o dinheiro. Por outro lado, entre os afeitos à IA, apenas 14% aceitariam que ela tomasse decisões por conta própria, de maneira autônoma. É o que mostra uma pesquisa encomendada pelo Itaú Unibanco e conduzida pela Consumoteca, divulgada hoje durante um evento em São Paulo.

O antropólogo Michel Alcoforado, responsável pelo estudo, avaliou que os brasileiros querem falar sobre dinheiro com “alguém” que não seja uma pessoa. Aqui, comento eu: os chatbots, com a capacidade de emular conversas humanas, caem como uma luva para gerar esse tipo de interação.

Diversos bancos têm realizado movimentos no sentido de integrar a inteligência artificial. Alguns já colocam resumos na tela inicial do app com os destaques do momento, personalizados para cada cliente. Outros oferecem chatbots com IA para ajudar nas variadas dúvidas.

Talvez o slide mais importante para quem curte tecnologia seja este abaixo, que mapeia exatamente o que faria o cliente confiar na IA, no contexto da relação com dinheiro:

Antropólogo Michel Alcoforado apresenta estudo sobre relação dos brasileiros com o dinheiro (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

40%: linguagem simples, falar de uma forma que eu entenda

39%: conhecer as regras que regem a IA

38%: saber os parâmetros usados pela IA para tomada de decisão

36%: ver resultados de outras pessoas

36%: ter a garantia de que há uma equipe de especialistas por trás

30%: ver resultados compatíveis com a média do mercado

O levantamento da Consumoteca foi feito com 5 mil entrevistados no país inteiro, dividindo-se em cerca de metade entre 18 e 29 anos, e outra metade com pessoas com mais de 29 anos.

Thássius Veloso viajou para São Paulo a convite do Itaú
Brasileiros aceitam IA nas finanças, mas somente como copiloto

Brasileiros aceitam IA nas finanças, mas somente como copiloto
Fonte: Tecnoblog

Anatel sugere “habilitação digital” para uso de celulares no Brasil

Anatel sugere “habilitação digital” para uso de celulares no Brasil

Sugestão foi feita pelo gerente da Anatel em São Paulo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O gerente da Anatel em São Paulo, Marcelo Scacabarozi, sugeriu criar uma “habilitação digital” para novos usuários de smartphones.
A proposta prevê cursos de segurança digital, com desbloqueio total do aparelho após a conclusão e possíveis descontos em planos como incentivo.
Ele também defendeu incluir educação em cibersegurança nas escolas, visando proteger especialmente crianças, idosos e famílias contra fraudes.

E se o usuário de um novo smartphone precisasse passar por um “curso” de habilitação digital antes do acesso completo ao aparelho? Essa foi a sugestão do gerente do escritório da Anatel em São Paulo, Marcelo Scacabarozi, nessa quinta-feira (02/10), durante a Futurecom, principal congresso de telecomunicações do país.

A ideia, segundo o especialista, é que o consumidor, ao ativar um novo smartphone, tenha a opção de passar por um curso rápido sobre segurança digital. O objetivo seria aumentar a segurança de públicos vulneráveis, como crianças, adolescentes e idosos.

Por isso, apenas após a conclusão do treinamento o usuário poderia desbloquear todas as funcionalidades do aparelho. Como incentivo, Scacabarozi citou até mesmo a possibilidade de gerar benefícios, como descontos nos planos de serviço oferecidos pelas operadoras.

Marcelo Scacabarozi é gerente do escritório da Anatel em São Paulo (imagem: reprodução/Alesp)

Sendo apenas uma ideia apresentada durante o evento, Scacabarozi não explora especificamente como essa habilitação seria aplicada nos smartphones ou se um usuário que já passou pelo processo em outro smartphone teria os acessos liberados em um dispositivo novo.

Ele também destacou as ações recentes do escritório da Anatel em São Paulo contra estações de celular piratas, conhecidas como “ERB fake”. Esses equipamentos bloqueiam o sinal do consumidor e disparam SMS maliciosos em massa para aplicar golpes.

Educação digital desde a escola

Scacabarozi reforça necessidade de educação digital nas escolas (imagem: Unsplash/Bruce Mars)

Durante sua apresentação, Scacabarozi argumentou que a geração adulta aprendeu a se defender de golpes “na prática”, muitas vezes após ser vítima de fraudes. Para o gerente da Anatel, é preciso quebrar esse ciclo vicioso.

A habilitação digital seria um dos caminhos para isso. Outra frente, segundo ele, seria a inclusão da disciplina de cibersegurança já na escola. Ambas as ações visam capacitar as famílias a navegarem de forma mais segura, protegendo principalmente crianças e adolescentes.

O especialista destacou que os segmentos mais vulneráveis da população são, justamente, os menos preparados para os desafios do ambiente online. Idosos, por exemplo, ainda têm grandes dificuldades com smartphones e o uso de apps, como revelou uma pesquisa recente do Procon-SP, e são suscetíveis a cair em golpes.

Para Scacabarozi, com a onipresença da tecnologia, é quase impossível para o cidadão comum ter certeza de que seus dados estão, de fato, seguros.

Google oferece algo parecido

Conscientização de segurança digital não faz parte da configuração dos smartphones (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Atualmente, as fabricantes de smartphones e empresas por trás dos sistemas operacionais incorporam apenas elementos básicos de segurança e privacidade no processo de configuração inicial.

Tanto no Android quanto no iOS, o foco maior é a proteção de dados sensíveis (acessos à localização, câmera, etc.) e a configuração de senhas para a proteção do dispositivo.

Já fora da pré-configuração dos aparelhos, ambos os sistemas também adotam práticas de controle dos pais. Entretanto, o Google oferece algo próximo à ideia de conscientização de Scacabarozi.

A gigante das buscas possui o programa Seja Incrível na Internet, produzido em parceria com especialistas em segurança digital e destinado às crianças. Nele, o Google disponibiliza conteúdos e ferramentas interativas para incentivar o “uso seguro” da internet.

Com informações da Anatel
Anatel sugere “habilitação digital” para uso de celulares no Brasil

Anatel sugere “habilitação digital” para uso de celulares no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Vitória da 99 e Uber: TJ-SP decide que São Paulo não pode proibir mototáxi

Vitória da 99 e Uber: TJ-SP decide que São Paulo não pode proibir mototáxi

99Moto em São Paulo (imagem: Emerson Alecrim/Camila Satie/Tecnoblog)

Resumo

TJ-SP derrubou proibição do mototáxi em São Paulo, favorecendo o retorno dos serviços 99Moto e Uber Moto à cidade;

A decisão permite que a Prefeitura de São Paulo regule, mas não proíba a modalidade;

A Prefeitura de São Paulo irá recorrer da decisão; por ora, serviços seguem suspensos.

Em declaração expedida na quarta-feira (03/09), o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) considerou inconstitucional o decreto da Prefeitura de São Paulo que proíbe serviços de mototáxi no município. A decisão favorece o retorno dos serviços 99Moto e Uber Moto à capital paulista.

Embora a 99 e a Uber não tratem serviços de transporte por moto a partir de aplicativos especificamente como mototáxis, o Decreto nº 62.144 proíbe o uso de motocicletas para transporte individual remunerado de passageiros em São Paulo e, portanto, afeta os serviços de ambas as empresas.

99 e Uber tentaram implementar seus serviços de transporte de pessoas por moto em São Paulo em 2023, mas ambas as operações foram mantidas por pouco tempo em razão, justamente, da proibição imposta pelo município.

No início de 2025, as duas companhias tentaram restabelecer os serviços 99Moto e Uber Moto em São Paulo, e seguem em batalhas judiciais com a Prefeitura de São Paulo desde então.

Em linhas gerais, a administração do prefeito Ricardo Nunes (MDB) entende que o tráfego intenso de veículos na capital paulista torna perigoso e complexo o transporte de passageiros por meio de motos, vindo daí o principal argumento para a restrição.

Mas, na recente decisão do TJ-SP, a Prefeitura de São Paulo foi considerada apta a regulamentar os serviços de mototáxi, mas não a proibir a modalidade. O TJ-SP entende que esse tipo de decisão cabe ao governo federal:

Cabe, ao fim, ressalvar a competência municipal para ordenação do trânsito e do tráfego urbanos, mas a regulamentação do serviço de transporte individual de aluguel não compreende a competência para a suspensão da atividade.

Desembargador Ricardo Dip, relator do caso

Por conta disso, a Prefeitura de São Paulo passa a ter um prazo de 90 dias para regulamentar o transporte remunerado de pessoas por moto na cidade. O município ainda pode recorrer da decisão.

Uber Moto (imagem: divulgação/Uber)

Associação que representa 99 e Uber se manifesta

Em nota enviada ao Tecnoblog, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa a 99 e a Uber, declarou o seguinte sobre a decisão do TJ-SP:

A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) avalia que a decisão de hoje (3/9) do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (…) configura um avanço para garantir os direitos da população da cidade e das empresas do setor, além de um importante passo para que a atividade seja regulamentada no município.

O entendimento do TJ reitera o que foi sempre defendido pela Amobitec: que compete às prefeituras regulamentar e fiscalizar a atividade, mas não proibir.

Prefeitura de São Paulo irá recorrer

Também em nota enviada ao Tecnoblog, a Prefeitura de São Paulo afirmou que irá recorrer da decisão:

A Prefeitura de São Paulo informa que vai recorrer da decisão. A gestão municipal ressalta que a lei estadual 18.156/2025 dá aos municípios, incluindo a capital paulista, autonomia para proibir mototáxi na cidade.

Além disso, a lei federal 12.587/2012 é muito clara em seus artigos 11, 11 A e 11B ao não autorizar o transporte de passageiros em motos (Categoria A) e apenas o de carros (Categoria B).

No momento, 99Moto e Uber Moto seguem suspensos na capital paulista.
Vitória da 99 e Uber: TJ-SP decide que São Paulo não pode proibir mototáxi

Vitória da 99 e Uber: TJ-SP decide que São Paulo não pode proibir mototáxi
Fonte: Tecnoblog

Mercado Livre quer virar farmácia e vender remédios online

Mercado Livre quer virar farmácia e vender remédios online

Com negócio, Mercado Livre pretende vender fármacos na plataforma (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Mercado Livre anunciou a compra da farmácia em São Paulo, visando entrar no setor de medicamentos online
Aquisição depende de aprovação do Cade.
Negócio busca superar barreiras regulatórias, permitindo que o Mercado Livre venda medicamentos online através de uma farmácia física licenciada.

O Mercado Livre pode em breve começar a vender medicamentos em sua plataforma. A empresa anunciou a compra de uma farmácia em São Paulo, em um movimento que pode marcar sua entrada em um dos mercados mais regulados — e lucrativos — do Brasil.

Segundo apuração do jornal O Globo, a empresa alvo é a Target (Cuidamos Farma Ltda.), localizada no bairro do Jabaquara, na Zona Sul da capital paulista. A farmácia pertence à Memed, uma startup de prescrição de receitas digitais.

A transação ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Em comunicado enviado à imprensa, a companhia confirma a “possível aquisição de uma empresa que comercializa medicamentos”.

Estratégia para vender remédios

O movimento do Mercado Livre visa superar uma barreira regulatória. Atualmente, a legislação brasileira impõe uma série de restrições à venda de medicamentos online, exigindo que ela seja atrelada a uma farmácia física licenciada e com um farmacêutico responsável.

Ao adquirir uma farmácia, mesmo que de pequeno porte, a gigante do e-commerce pode obter a licença necessária para operar no setor. À revista Exame, analistas classificam a jogada como uma “maneira inteligente de contornar obstáculos regulatórios”. A loja física, nesse cenário, funcionaria como um projeto-piloto e um pequeno centro de distribuição.

A compra está sendo realizada através da K2I Intermediação, uma subsidiária da Kangu, empresa de logística adquirida pelo Meli em 2021.

Reação da concorrência

Venda de medicamentos online é permitida desde 2020 (Imagem: Roberto Sorin / Unsplash)

A entrada do Mercado Livre agita um setor que movimenta mais de R$ 200 bilhões por ano. Segundo a Exame, a notícia teve efeito imediato no mercado financeiro: no dia da divulgação, as ações da RD Saúde (antiga Raia Drogasil), uma das maiores redes do país, chegaram a cair 6%.

A movimentação acontece em um momento de discussões sobre a flexibilização da venda de medicamentos no Brasil. Atualmente, tramita no Congresso o projeto de lei 2.158/2023, que autoriza supermercados a venderem medicamentos isentos de prescrição, ainda que mantenha a obrigação de um farmacêutico presente durante o funcionamento.
Mercado Livre quer virar farmácia e vender remédios online

Mercado Livre quer virar farmácia e vender remédios online
Fonte: Tecnoblog

Anatel desmantela mais uma central de TV pirata

Anatel desmantela mais uma central de TV pirata

Agente da Anatel na operação Fantasma da Rede (imagem: reprodução/Anatel)

Resumo

Anatel e DEIC/SP desmantelaram central clandestina de TV e internet na Zonal Leste de São Paulo;
No local foram encontrados roteadores não certificados ou com homologação vencida e infraestrutura de call center usada para suporte técnico aos clientes;
Operação Fantasma da Rede resultou na apreensão de equipamentos e na prisão de dois envolvidos.

Fantasma da Rede. Esse é o nome de uma ação realizada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Departamento Estadual de Investigações Criminais da Polícia Civil de São Paulo (DEIC/SP) que resultou no desmantelamento de uma rede pirata de TV por assinatura na Zonal Leste de São Paulo (SP).

As investigações levaram as autoridades, na terça-feira (12/08), a um sobrado que aparentava ser residencial, mas que, na verdade, abrigava uma central de telecomunicações clandestina. O serviço era operado por um provedor local que também oferecia planos de acesso à internet.

De acordo com a Anatel, os agentes encontraram, no local, vários equipamentos para a prestação dos serviços. Entre eles estavam roteadores não certificados ou com homologação vencida e até uma infraestrutura de call center para prestação de suporte técnico aos clientes.

Tanto os serviços de TV por assinatura quanto de acesso à internet foram interrompidos com respaldo judicial. Estima-se que a empresa, que não teve o seu nome divulgado, tinha cerca de 30.000 clientes na região em que operava.

A ação também resultou na apreensão dos equipamentos encontrados no sobrado. Além disso, duas pessoas ligadas ao provedor foram presas. Uma foi liberada pouco tempo depois, mas a outra continuou detida por determinação judicial.

Ainda como parte da operação Fantasma da Rede realizada na terça-feira, as autoridades cumpriram ordens judiciais para identificar e interromper serviços não autorizados de TV por assinatura em outros locais.

A Anatel explica o porquê da ação:

Além da violação de direitos autorais, a atividade configura crime contra a ordem econômica e pode estar associada a práticas de receptação qualificada e lavagem de dinheiro, com indícios de envolvimento de organizações criminosas.

Sede da Anatel em Brasília (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Anatel atua contra serviços irregulares de telecomunicações

Operações como essa não são isoladas. Com auxílio de autoridades policiais, a Anatel tem atuado contra serviços de telecomunicações que operam de modo irregular ou sem as devidas autorizações.

Um exemplo recente vem de uma ação da Anatel a e Polícia Federal contra uma “gatonet” no Paraná e Distrito Federal.

Ainda com relação a esse assunto, nesta semana, a Anatel emitiu um alerta sobre o malware Bad Box 2.0, identificado em TV boxes clandestinos. Estima-se que mais de 1,5 milhão de equipamentos estejam infectados pela ameaça, com grande parte deles estando em uso no Brasil.
Anatel desmantela mais uma central de TV pirata

Anatel desmantela mais uma central de TV pirata
Fonte: Tecnoblog

Anatel desativa mais uma antena falsa usada para golpes via SMS

Anatel desativa mais uma antena falsa usada para golpes via SMS

Criminosos usavam ERB clandestino para aplicar golpe das milhas falsas (foto: divulgação/Anatel)

Resumo

A Anatel desativou uma ERB clandestina usada para golpes em São Paulo. A investigação teve início em 10 de julho e a desativação ocorreu no dia seguinte.
O equipamento foi encontrado em um apartamento na Zona Sul de São Paulo, após relatos de mensagens suspeitas e degradação do sinal.
A vulnerabilidade no 2G é explorada para realizar esses golpes, com algumas versões do Android já oferecem recursos para proteção.

A Anatel encontrou e desativou mais uma estação rádio-base (ERB) clandestina, usada para envio de SMS fraudulentos para aplicar golpes. Essa é a quinta vez que um equipamento do tipo é localizado em São Paulo (SP).

Segundo o órgão, a investigação começou em 10 de julho, e o desligamento ocorreu no dia seguinte. O equipamento estava em uma área residencial próxima ao Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul da capital paulista.

A entidade explica que uma degradação no sinal de telefonia móvel na área próxima à “ERB fake” foi um indício para começar as investigações. Outra pista foram os diversos relatos de mensagens suspeitas, supostamente enviadas por um banco.

Em uma imagem divulgada pela agência, é possível ler o conteúdo de uma mensagem, que informa que pontos do cartão de crédito estariam para vencer e direciona para um link malicioso.

Agentes da Anatel percorreram a região e identificaram o sinal clandestino. A antena estava em um apartamento no 13º andar de um condomínio residencial próximo à Avenida dos Bandeirantes. Policiais civis entraram no imóvel, desativaram o sinal e apreenderam os equipamentos.

Aparelho transmitia mensagens de SMS falsas (imagem: divulgação/Anatel)

Bandidos já usaram até “carro do golpe”

Este é o quinto caso de ERB clandestina usada para golpes na capital paulista. Em janeiro de 2025, a Anatel e a Polícia Civil encontraram uma antena em um apartamento próximo à Marginal Pinheiros, na Zona Sul da cidade.

Os criminosos não usam apenas apartamentos para instalar as antenas. Em julho de 2024, a Polícia Militar prendeu um homem que dirigia um Jeep Renegade com uma ERB clandestina. Ao passar por ruas congestionadas, os motoristas de carros a até cinco metros de distância recebiam SMS fraudulentos.

Falha no 2G permite ataques

As ERBs clandestinas se aproveitam de vulnerabilidades de segurança nas redes 2G, que não exigem autenticação entre a torre da operadora e o aparelho. O equipamento usa a mesma frequência das empresas de telefonia, fazendo com que os clientes percam conexão com a rede verdadeira e se conectem à falsa. Assim, é possível distribuir SMS para tentar fisgar vítimas.

A falha é conhecida há bastante tempo e já existem formas de se proteger. O Android 12, lançado em 2021, já contava com um recurso para desativar a conexão a redes 2G. Já o Android 16 tem em seu código uma notificação para quando o celular se conectar a uma rede sem criptografia, um indício de que ele está ligado a uma antena fake.

Com informações da Anatel
Anatel desativa mais uma antena falsa usada para golpes via SMS

Anatel desativa mais uma antena falsa usada para golpes via SMS
Fonte: Tecnoblog

Suspeito de ataque hacker a bancos é preso pela Polícia Civil

Suspeito de ataque hacker a bancos é preso pela Polícia Civil

Homem foi preso após investigação do Deic (imagem: Kevin Horvat/Unsplash)

Resumo

A Polícia Civil de São Paulo prendeu João Nazareno Roque, funcionário da C&M Software suspeito de facilitar o ataque hacker contra o sistema do Banco Central.
Roque teria fornecido senha a hackers e permitido acesso pelo seu próprio computador.
Ele teria recebido R$ 5 mil para liberar o acesso e, depois, mais R$ 10 mil para ajudar a criar um sistema para desvios.

A Polícia Civil de São Paulo prendeu nessa quinta-feira (03/07) o homem acusado de facilitar um dos maiores ataques hackers já registrados contra o sistema financeiro nacional. Segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), o alvo é João Nazareno Roque, funcionário da C&M Software (CMSW) — empresa que conecta sistemas de bancos e fintechs ao Pix do Banco Central.

Segundo o G1, Roque teria permitido o acesso de criminosos a sistemas sigilosos usando seu próprio computador. O ataque veio a público na quarta-feira (02/07) e afetou pelo menos seis instituições financeiras.

Entenda o caso

A fraude veio à tona depois que a BMP, cliente da C&M Software, registrou um boletim de ocorrência relatando desvios milionários. A própria C&M também notificou o Banco Central (BC) sobre um ataque. 

Ainda não há confirmação oficial do valor total desviado, mas a estimativa é de algo em torno de R$ 800 mil e R$ 1 bilhão. A polícia bloqueou uma conta com R$ 270 milhões, que teria sido usada para receber o dinheiro. O BC também não informou o nome de todas as instituições afetadas.

O suspeito disse à polícia que recebeu R$ 5 mil em maio deste ano para liberar o acesso aos hackers e outros R$ 10 mil para ajudar a criar um sistema que permitisse os desvios, ainda de acordo com o G1. Ele teria trocado de celular a cada 15 dias para evitar que fosse rastreado.

Roque contou que foi abordado por WhatsApp para fornecer o login e a senha que abriram a porta para a invasão ao sistema de pagamentos instantâneos da CMSW.

A prisão aconteceu no bairro City Jaraguá, na Zona Norte da capital paulista. A investigação ainda apura a extensão dos prejuízos e outros envolvidos no esquema.

A C&M atua como uma ponte para que bancos menores e fintechs se conectem aos sistemas do BC e realizem operações como o Pix. Para isso, a empresa opera contas de reservas, que funcionam como uma espécie de conta corrente mantida pelas instituições financeiras dentro do BC, usada para processar e liquidar transações. 

Logo após o ataque, o Banco Central suspendeu o acesso das instituições afetadas aos sistemas operados pela C&M. A suspensão, que era total, foi revisada e virou uma suspensão parcial.

Com informações do G1
Suspeito de ataque hacker a bancos é preso pela Polícia Civil

Suspeito de ataque hacker a bancos é preso pela Polícia Civil
Fonte: Tecnoblog