Category: São Paulo (Estado)

99 tem derrota judicial, mas mantém 99Moto em São Paulo

99 tem derrota judicial, mas mantém 99Moto em São Paulo

99Moto em São Paulo (imagem: Emerson Alecrim/Camila Satie/Tecnoblog)

A Justiça considerou válida a postura da Prefeitura de São Paulo de proibir a atuação do serviço 99Moto na capital paulista. A modalidade de transporte de pessoas via motos da 99 começou a funcionar na cidade em 14 de janeiro de 2025, apesar de existir um decreto municipal que proíbe esse tipo de atividade.

Para manter o serviço na cidade, a 99 entrou com um pedido de liminar na Justiça de São Paulo. A empresa afirma que a atividade da 99Moto é baseada em uma legislação federal que permite que prefeituras fiscalizem e regulamentem esse tipo de atividade, mas não a proíbam.

Porém, a Justiça de São Paulo considerou o Decreto 62.144 válido. Assinado pelo prefeito Ricardo Nunes em janeiro de 2023, o decreto “suspende, temporariamente, a utilização de motocicletas para transporte individual remunerado de passageiros por aplicativos no Município de São Paulo”.

Na decisão, o juiz Josué Vilela Pimentel, da 8ª Vara da Fazenda Pública, cita um grupo de trabalho criado pela prefeitura em 2023 que concluiu que o transporte de passageiros via motos em São Paulo é uma atividade arriscada:

A conclusão do referido Grupo de Trabalho (…) não recomenda a implantação do transporte por motocicletas em viagens acionadas através de aplicativos na urbe. Finca seus argumentos nas particularidades do trânsito desta capital. Trânsito este que, inegavelmente, não pode ser comparado ao de qualquer outro município do país.

Após o caso em questão, a Prefeitura de São Paulo reforçou que o impedimento de serviços como o da 99Moto é uma medida de segurança. Em nota enviada ao Tecnoblog, a prefeitura citou que, somente entre janeiro e julho de 2024, a cidade registrou 329 mortes de motociclistas no trânsito.

Ricardo Nunes também se manifestou sobre o assunto. Em dado momento de sua declaração, ele chega a dizer: “não vamos permitir que essa empresa venha para cá e faça uma carnificina”.

Prefeitura de São Paulo começa a apreender motos

Após a Justiça negar a liminar à 99, a Prefeitura de São Paulo iniciou uma operação para apreender motos que prestam serviços de transporte de passageiros na cidade.

A Agência Brasil relata que a primeira apreensão aconteceu por volta das 16:00 de quarta-feira (14/01), em uma avenida da Zona Leste de São Paulo. Tratava-se de uma viagem com custo de R$ 11 que levaria entre 10 e 15 minutos para ser concluída, mas que, via transporte público, exigiria cerca de 50 minutos.

99Moto teve mais de 10.000 viagens em São Paulo

A 99 afirma que implementa cerca de 50 medidas na 99Moto, inclusive de âmbito tecnológico, que tornam a modalidade segura. Ao Tecnoblog, a companhia informou que, no primeiro dia de atuação na capital paulista, mais de 10.000 viagens foram feitas via 99Moto, sem registro de acidentes.

O primeiro dia de operação comprova o quanto a população paulistana precisa de serviços como a 99Moto. Mais de 40 milhões de brasileiros já aproveitam de sua eficiência em todo o país, e mais de 10 mil paulistanos também o fizeram no primeiro dia de funcionamento.

Fabrício Ribeiro, diretor de operações da 99

Opção de moto no app da 99 tem preços mais atraentes (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

99 promete recorrer e manter 99Moto em São Paulo

Em outra nota enviada ao Tecnoblog, a 99 declarou que a decisão judicial que nega a liminar não analisou o mérito da legalidade do serviço e que, por isso, irá recorrer dela. Enquanto isso, a modalidade 99Moto continuará sendo oferecida na Cidade de São Paulo:

A decisão do juiz da 8ª Vara da Fazenda Pública negou a liminar por entender que não existe, hoje, ameaça concreta da Prefeitura contra o serviço da 99Moto.

O magistrado não analisou o mérito sobre a legalidade do serviço, que é plenamente amparado pela legislação federal. Por isso, a modalidade continuará operando normalmente na cidade. A empresa recorrerá ao Tribunal de Justiça de São Paulo para garantir os direitos da empresa e de seus motoristas e usuários.

De fato, a 99Moto continuava disponível na capital paulista na manhã desta quinta-feira (16/01), quando esta nota foi publicada.

Vale lembrar que a 99Moto começou a operar em São Paulo atendendo a regiões que não fazem parte do centro expandido. Contudo, a 99 tem planos de cobrir toda a capital com a modalidade.
99 tem derrota judicial, mas mantém 99Moto em São Paulo

99 tem derrota judicial, mas mantém 99Moto em São Paulo
Fonte: Tecnoblog

Vivo pode comprar Desktop e se tornar líder de banda larga em SP

Vivo pode comprar Desktop e se tornar líder de banda larga em SP

Vivo confirma negociações com Desktop (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

O cenário de telecomunicações brasileiro pode passar por mais uma consolidação. A Vivo divulgou um comunicado ao mercado demonstrando o interesse em adquirir a Desktop, provedora de pequeno porte que comercializa internet fixa por fibra óptica no estado de São Paulo.

De acordo com o comunicado da Vivo divulgado nesta quarta-feira (29), a empresa afirma que “mantém conversas a respeito de potencial operação envolvendo a Companhia e a Desktop S.A”. A Desktop também divulgou um fato relevante com a mesma informação.

Nenhum negócio foi fechado, ao menos por enquanto. “Não há qualquer definição ou formalização sobre uma operação”, afirma o comunicado da Vivo.

Desktop é a terceira maior operadora de internet de SP

A Desktop é uma operadora de pequeno porte com sede em Sumaré (SP), constituída em 2006 e que ganhou tração ao longo do tempo. Parte do crescimento foi feito de forma inorgânica, com a aquisição de diversos provedores menores que atuavam no estado.

Com presença apenas no estado de São Paulo, a Desktop possui 1,04 milhão de assinantes de banda larga fixa por fibra óptica. A empresa também atua com TV por assinatura e telefonia fixa, mas também lançou recentemente uma operadora móvel virtual utilizando a rede da TIM.

Desktop atua em 184 cidades de São Paulo com internet por fibra óptica (Imagem: Desktop/Divulgação)

Apesar de se enquadrar como prestadora de pequeno porte, a Desktop não é uma operadora tão pequena. Trata-se da sexta maior empresa de banda larga fixa no Brasil, atrás apenas dos grupos Claro, Vivo, Oi, Giga+ e Brisanet. No estado de São Paulo, a Desktop ocupa o 3º lugar em participação de mercado, atrás apenas de Claro e Vivo.

Falando de infraestrutura, a rede de fibra óptica da Desktop está disponível para 4,4 milhões de domicílios (home passed) de 184 municípios paulistas. Com backbone tem 10 mil km de extensão, a companhia também presta serviços empresariais como link dedicado, conexão entre filiais e telefonia corporativa.

Desktop seria terceira consolidação da Vivo em 10 anos

Se o negócio com a Desktop se concretizar, a Vivo somaria três grandes aquisições em um intervalo de 10 anos.

Em 2016, a Vivo assumiu a operação da GVT em um negócio de R$ 22 bilhões. Essa operação permitiu que a operadora espanhola expandisse sua atuação com serviços fixos para mais estados do Brasil além de São Paulo.

O grande negócio mais recente foi a fatia da Oi Móvel, adquirida em dezembro de 2020 em conjunto com as concorrentes Claro e TIM. A Vivo herdou 12,6 milhões de clientes de 11 DDDs, mas depois cancelou 3,4 milhões de chips inativos.

Vale ressaltar que um negócio dessa magnitude precisa ser aprovado pelo Cade e Anatel. Se a aquisição se concretizar, a Vivo ultrapassaria a Claro em número de clientes de internet fixa em SP e se tornaria líder de mercado no estado.
Vivo pode comprar Desktop e se tornar líder de banda larga em SP

Vivo pode comprar Desktop e se tornar líder de banda larga em SP
Fonte: Tecnoblog

IPTV pirata resulta em prisão no Brasil pela primeira vez

IPTV pirata resulta em prisão no Brasil pela primeira vez

IPTV pirata rende prisão pela primeira vez no Brasil (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Pela primeira vez na história do Brasil, um responsável por um provedor de IPTV ilegal foi condenado à prisão. A 5ª Vara Criminal de Campinas (SP) ordenou a pena de 3 anos e 4 meses de reclusão e 2 anos de detenção, além de 17 dias-multa.
A condenação ocorreu após a descoberta de um painel de administração de uma plataforma de IPTV pirata com mais de 20 mil usuários cadastrados, durante a segunda fase da Operação 404, realizada em novembro de 2020.
O serviço ilegal gerou um faturamento de R$ 5,4 milhões em 12 meses, com assinaturas variando entre R$ 20 e R$ 30 mensais, mas alcançando até R$ 200 em algumas ofertas.
A denúncia contra a pirataria partiu da Aliança Contra a Pirataria de Televisão Paga, composta por grandes empresas do setor, como Sky, Globo, Disney e Warner, além da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA).

A pirataria de TV por assinatura está em alta, e a Operação 404 ganhou um novo capítulo. A Justiça condenou, pela primeira vez na história do Brasil, prisão e detenção para um responsável de um provedor de IPTV ilegal. A pena foi fixada pela 5ª Vara Criminal de Campinas (SP), por violações de direitos autorais e crime contra relações de consumo.

O condenado foi alvo da segunda fase Operação 404, realizada em novembro de 2020, e deverá cumprir pena de 3 anos e 4 meses de reclusão e 2 anos de detenção, em regime inicial aberto. Ele também deverá pagar 17 dias-multa, fixados em meio salário mínimo nacional cada.

Durante a operação policial, o condenado foi encontrado com dispositivos eletrônicos que controlavam um painel de administração da plataforma de IPTV ilegal. A plataforma em questão tinha mais de 20 mil usuários cadastrados, dos quais 13,5 mil estavam ativos.

O faturamento do serviço irregular também chama atenção, com acumulado de R$ 5,4 milhões ao longo de 12 meses. Os usuários pagavam pelo IPTV pirata por meio de plataformas de pagamento eletrônico ou via transferências bancárias. Os preços variavam entre R$ 20 e R$ 30 mensais, mas também existiam algumas ofertas que chegavam a até R$ 200 por mês.

A denúncia foi feita pela Aliança Contra a Pirataria de Televisão Paga (Alianza), grupo que inclui empresas como Sky, Globo, Disney e Warner. A Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) também integra a organização.

Anatel multou pessoa física por TV Box ilegal

A luta contra a pirataria também é uma pauta importante para a Anatel. Em outubro de 2023, a agência multou uma pessoa física pela primeira vez por conta de TV Box irregular.

A penalização ocorreu na cidade de Cianorte (PR) pela comercialização de receptores clandestinos. A multa foi fixada pela Anatel no valor de R$ 7,6 mil, e o nome do responsável não foi divulgado.

Carga de TV Box ilegal apreendida pela alfândega do Porto de Santos (Imagem: Divulgação/Receita Federal)

TV por assinatura legítima sofre com pirataria

Todas as operadoras de TV batem na tecla de que a pirataria é uma grande ameaça ao setor. O reflexo pode ser visto na base de assinantes: segundo a Anatel, o serviço de TV por assinatura perdeu mais de 1,9 milhão de assinantes entre 2023 e 2024.

É fácil de entender tal queda, pois os serviços legítimos de TV a cabo ou satélite custam caro. Enquanto um IPTV irregular promete todas as emissoras por menos de R$ 30, as operadoras dificilmente cobram menos de R$ 100 em pacotes com canais limitados.

Ainda assim, a pirataria não é a única responsável pelo declínio da TV paga. A popularização dos serviços legítimos de streaming, como Netflix, Amazon Prime Video e afins, tem papel relevante na queda dos assinantes do serviço tradicional. As operadoras costumam vender pacotes de TV caros, com canais que nem sempre agradam e (muita) publicidade.
IPTV pirata resulta em prisão no Brasil pela primeira vez

IPTV pirata resulta em prisão no Brasil pela primeira vez
Fonte: Tecnoblog

Shopee inaugura seu 9º centro de distribuição no Brasil

Shopee inaugura seu 9º centro de distribuição no Brasil

Caixa de entrega da Shopee (Imagem: Divulgação/Shopee)

A Shopee anunciou, nesta quarta-feira (1º), a inauguração do seu nono centro de distribuição no Brasil. Ele fica na cidade de Guarulhos (SP), na Grande São Paulo. Com o novo espaço, a plataforma chega a quatro centros no estado de São Paulo, enquanto Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Bahia e Pernambuco contam com um cada.

Os centros de distribuição da plataforma de e-commerce operam em um modelo de cross-docking, que é diferente de um armazém tradicional.

Centro de distribuição da Shopee em Santana do Parnaíba (SP) (Imagem: Divulgação/Shopee)

O cross-docking funciona sem estoque. Parceiros logísticos coletam as mercadorias e as entregam no CD, que fica responsável por reorganizá-las e direcioná-las aos hubs de última milha.

No Brasil, a companhia conta com mais de 100 hubs de primeira e última milha, mais de 1400 pontos de coleta e entrega, cerca de 250 espaços de parceiros logísticos e mais de 15 mil motoristas para coletas.

Segundo a empresa, são mais de 3 milhões de vendedores brasileiros registrados na plataforma

Investimentos da Shopee começaram em 2021

O primeiro centro de distribuição da Shopee no Brasil começou a ser construído em 2021. Ele fica na cidade de Barueri (SP), também na Grande São Paulo

Em julho de 2022, já eram seis CDs da Shopee no país. Além da instalação de Barueri, foram inauguradas outras em São João do Meriti (RJ), Campinas (SP), Ribeirão Preto (SP), Contagem (MG) e Santana do Parnaíba (SP).

Em maio de 2023, a Shopee inaugurou seus dois primeiros centros de distribuição na região Nordeste, no Recife (PE) e em Salvador (BA). O primeiro conta com 10.000 m², e o segundo, 6.000 m².

Escritório da Shopee no Brasil (Imagem: Divulgação)

Além dos investimentos em logística, o marketplace passou a oferecer o Shopee Oficial, com lojas de marcas famosas, e um programa de afiliados local.

A operação local conta com um escritório de três andares na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na capital paulista. Google e Meta também estão instalados na região.
Shopee inaugura seu 9º centro de distribuição no Brasil

Shopee inaugura seu 9º centro de distribuição no Brasil
Fonte: Tecnoblog