Category: Sam Altman

Quem é Sam Altman? Conheça a trajetória do criador da OpenAI, dona do ChatGPT

Quem é Sam Altman? Conheça a trajetória do criador da OpenAI, dona do ChatGPT

Sam Altman, CEO da OpenAI, foi responsável por popularizar a IA generativa (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Sam Altman é um empreendedor americano e atual CEO da OpenAI, sendo o principal rosto do avanço da inteligência artificial generativa. Sua liderança foi fundamental para o lançamento do ChatGPT, posicionando-o como uma das figuras mais poderosas da tecnologia atual.

Sua trajetória de sucesso ganhou força ao presidir a aceleradora Y Combinator, onde impulsionou o crescimento de empresas como Airbnb e Reddit. Hoje, ele concentra os esforços na gestão da OpenAI, moldando o futuro da inovação digital e da automação.

O executivo também é um influente investidor no Vale do Silício, com participações em setores de energia nuclear e biotecnologia. Assim, Altman construiu sua fortuna mediante uma visão apurada sobre startups que prometem transformar a humanidade a longo prazo.

A seguir, conheça mais sobre o cofundador da OpenAI, sua trajetória profissional e empresas nas quais ele investe. Também descubra qual é a sua fortuna e sua influência no mercado tecnológico.

ÍndiceQuem é Sam Altman?Qual é a formação de Sam Altman?Qual é a carreira profissional de Sam Altman?Quais são as empresas de Sam Altman?Quais empresas Sam Altman investe?Qual é o patrimônio de Sam Altman?De onde vem a fortuna de Sam Altman?Qual é a importância de Sam Altman para o mercado tecnológico?

Quem é Sam Altman?

Samuel Altman, nascido em 22 de abril de 1985, é um influente empreendedor, investidor americano e atual CEO da OpenAI. Referência no desenvolvimento da inteligência artificial generativa, ele lidera debates sobre segurança tecnológica, regulação e os impactos socioeconômicos dessa inovação.

Qual é a formação de Sam Altman?

Altman ingressou na Universidade de Stanford em 2003 para cursar Ciências da Computação, mas desistiu da graduação após dois anos. Ele abandonou o curso em 2005 para fundar a Loopt, sua primeira startup focada em tecnologia.

O empresário atribui seu aprendizado estratégico mais às partidas de pôquer com colegas do que à sala de aula tradicional. Para Altman, deixar a faculdade foi um risco calculado e reversível diante das oportunidades do setor tecnológico.

Altman abandonou o curso de Ciências da Computação em Stanford para apostar no empreendedorismo (imagem: Lance Ulanoff/Future)

Qual é a carreira profissional de Sam Altman?

A trajetória de Sam Altman começou com a criação da startup Loopt em 2005, quando abandonou os estudos em Stanford. Após vender a empresa em 2012, passou a focar em investimentos e teve uma breve experiência – somente oito dias – como CEO do Reddit em 2014.

Assumiu a presidência da aceleradora Y Combinator de 2014 até 2019, onde impulsionou o crescimento de unicórnios como Airbnb, Reddit e Stripe. Sob sua liderança, a companhia expandiu sua escala global e o valor de mercado de seu portfólio ultrapassou US$ 65 bilhões.

Altman foi um dos cofundadores da OpenAI em 2015, assumindo o cargo de CEO a partir de 2019 para liderar a revolução da inteligência artificial generativa com o ChatGPT. Em 2023, superou uma breve crise de governança, sendo reintegrado ao cargo após massivo apoio interno e externo.

Além da IA, o empreendedor foi cofundador e presidiu empresas de energia nuclear, como a Helion Energy e a Oklo. Sua trajetória reflete a busca contínua por inovação, conectando avanços em softwares e hardware para moldar o futuro tecnológico mundial.

Quais são as empresas de Sam Altman?

Altman é o CEO e dono da OpenAI, onde lidera o desenvolvimento de tecnologias como ChatGPT e o modelo Sora. Sua gestão foca na expansão global da inteligência artificial generativa e na captação de investimentos multimilionários.

Embora tenha sido cofundador das empresas de energia nuclear Helion Energy e Oklo, ele não detém cargos de presidência ou liderança desde 2025. O mesmo ocorre com a empresa de biometria Tools for Humanity e a companhia de capital de risco Hydrazine Capital, ambas fundadas com seu irmão Jack Altman.

Sam Altman é cofundador e atual CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais empresas Sam Altman investe?

Altman é um dos investidores mais estratégicos do Vale do Silício, usando veículos como a Hydrazine Capital e Apollo Projects para financiar empresas de tecnologia com alto potencial. Estas são algumas das companhias nas quais ele investe:

Helion Energy e Oklo: lidera aportes em fusão nuclear e fissão avançada para viabilizar energia limpa, barata e abundante em escala global;

Retro Biosciences: foca em biotecnologia para estender a longevidade humana saudável por meio de engenharia celular e terapias inovadoras contra o envelhecimento;

Neuralink e Humane: apoia interfaces cérebro-computador e dispositivos vestíveis de inteligência artificial, visando uma integração profunda entre a IA e o cotidiano humano;

World (Worldcoin): cofundou o projeto que usa biometria para criar um sistema de identidade digital global e uma rede financeira baseada em criptografia;

Wave Mobile Money: investe no setor de fintech para democratizar o acesso a serviços financeiros e transferências em dispositivos móveis em mercados emergentes na África;

Hermes: financia o desenvolvimento de aeronaves hipersônicas destinadas a mudar a velocidade do transporte aéreo comercial;

Rescale e Apex: apoia empresas voltadas para simulações de engenharia em nuvem e segurança cibernética baseada em inteligência artificial;

Aspire e Rain AI: investe no design de chips de IA e computação neuromórfica para otimizar o processamento de modelos de linguagem de próxima geração;

Airbnb, Reddit e Stripe: participou de rodadas de investimentos dessas empresas que se tornaram pilares no setor de hotelaria, comunicação social e processamento de pagamentos online.

Sam Altman foi um dos principais investidores do Airbnb (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Qual é o patrimônio de Sam Altman?

O patrimônio de Sam Altman é estimado em cerca de US$ 2,2 bilhões, segundo dados da Forbes em janeiro de 2026. Isso coloca o empreendedor e investidor na posição 1860 entre os indivíduos mais ricos do mundo.

De onde vem a fortuna de Sam Altman?

A fortuna de Altman provém de antigos aportes em empresas atualmente gigantes como Airbnb, Stripe e Reddit, além de participações em empresas de energia como Helion Energy. Ele diversificou seu capital por meio da Hydrazine Capital e da presidência da Y Combinator, consolidando bilhões em ativos.

Embora tenha tido suporte familiar para estudar em Stanford, Altman não herdou patrimônio e construiu sua riqueza como um investidor de risco. Seu sucesso financeiro não tem ligação com o salário na OpenAI, vindo quase integralmente de seu portfólio pessoal de startups.

Altman é considerado um exemplo de “self-made man” do Vale do Silício (imagem: Reprodução/Vjeran Pavic)

Qual é a importância de Sam Altman para o mercado tecnológico?

Altman é uma importante figura na evolução da inteligência artificial (IA), liderando a OpenAI rumo à popularização de ferramentas generativas. Sua visão estratégica dita o ritmo da inovação contemporânea, transformando como a sociedade e as empresas interagem com sistemas autônomos.

O sucesso de suas iniciativas forçou uma reorganização nas big techs, que aceleram os ciclos de desenvolvimento para competir com a OpenAI. Esse movimento consolidou novos padrões de produtividade e intensificou o debate sobre a segurança de modelos de larga escala.

Como ex-líder da Y Combinator, Altman moldou o ecossistema de startups ao impulsionar unicórnios e democratizar o acesso ao financiamento de alto risco. Ele direciona capital para setores de fronteira, conectando o desenvolvimento de softwares avançados a avanços reais em energia e biotecnologia.

Sua influência estende-se à esfera política, onde atua como interlocutor essencial na criação de normas globais para governança tecnológica e ética. Ao equilibrar progresso técnico com visão social, Altman posiciona-se como o “arquiteto da nova economia digital”.
Quem é Sam Altman? Conheça a trajetória do criador da OpenAI, dona do ChatGPT

Quem é Sam Altman? Conheça a trajetória do criador da OpenAI, dona do ChatGPT
Fonte: Tecnoblog

Chefe de IA da Microsoft defende que só seres biológicos podem ter consciência

Chefe de IA da Microsoft defende que só seres biológicos podem ter consciência

Mustafa Suleyman reforça que apenas seres biológicos podem ter consciência (imagem: reprodução/Christopher Wilson)

Resumo

O chefe de IA da Microsoft, Mustafa Suleyman, defende que apenas seres biológicos podem ter consciência e critica a busca por IA consciente.
Suleyman apoia-se no “naturalismo biológico” de John Searle, que afirma que a consciência depende de processos biológicos.
Durante a AfroTech Conference, Suleyman destacou que a Microsoft não pretende criar chatbots com fins eróticos e apresentou o modo Real Talk do Copilot, que desafia o usuário.

O principal executivo de inteligência artificial da Microsoft, Mustafa Suleyman, reacendeu o debate sobre os limites da tecnologia ao afirmar que apenas seres biológicos são capazes de possuir consciência. Durante o evento AfroTech Conference, realizado nos Estados Unidos, o cofundador da DeepMind declarou que pesquisadores e desenvolvedores deveriam abandonar projetos que tentam atribuir características humanas às máquinas.

Segundo Suleyman, em entrevista à CNBC, discutir se a inteligência artificial pode desenvolver consciência é uma abordagem equivocada. Para ele, “se você fizer a pergunta errada, chegará à resposta errada. Acho que é a pergunta totalmente errada.” O executivo ressalta que sistemas de IA podem simular emoções, mas não possuem experiências reais, como dor ou sofrimento.

Máquinas inteligentes, mas sem emoções

Suleyman, que assumiu a divisão de IA da Microsoft em 2024, é uma das vozes mais críticas em relação à noção de que algoritmos possam ter consciência. Ele explica que há uma diferença essencial entre um sistema que simula emoções e um ser que realmente as sente.

“Nossa experiência física de dor é algo que nos deixa muito tristes e nos faz sentir péssimos, mas a IA não se sente triste quando experimenta ‘dor’”, afirmou. “Trata-se apenas de criar a percepção, a narrativa aparente da experiência, de si mesma e da consciência, mas não é isso que ela realmente experimenta.”

A posição de Suleyman se apoia em uma teoria filosófica chamada “naturalismo biológico”, proposta por John Searle, segundo a qual a consciência depende de processos biológicos presentes apenas em cérebros vivos. “A razão pela qual concedemos direitos às pessoas hoje é porque não queremos prejudicá-las, porque elas sofrem. Elas têm uma rede de dor e preferências que envolvem evitar a dor. Esses modelos não têm isso. É apenas uma simulação”, completou.

Debate sobre consciência em IA ganha força (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O debate: devemos tentar criar IA consciente?

Apesar de dizer que não pretende impedir outros de estudarem o tema, Suleyman reforçou que considera absurda a ideia de perseguir pesquisas sobre consciência em máquinas. “Elas não são conscientes”, resumiu.

O executivo tem usado suas aparições públicas para alertar sobre os riscos desse tipo de abordagem. Ele já reiterou, por exemplo, que a Microsoft não pretende criar chatbots com fins eróticos — uma decisão que vai na contramão de iniciativas de empresas como a xAI e OpenAI.

Durante a AfroTech, Suleyman comentou ainda sobre um novo modo do Copilot chamado Real Talk, que tem a função de desafiar o usuário em vez de apenas concordar. Ele revelou que o recurso chegou a “provocá-lo”, chamando-o de “um amontoado de contradições” por alertar sobre os perigos da IA enquanto impulsiona seu desenvolvimento dentro da Microsoft.

“Aquele foi um caso de uso mágico porque, de certa forma, eu me senti compreendido por isso”, brincou. “É decepcionante em alguns aspectos e, ao mesmo tempo, totalmente mágica. E se você não tem medo dela, você realmente não a entende. Você deveria ter medo dela. O medo é saudável. O ceticismo é necessário. Não precisamos de aceleracionismo desenfreado.”

Chefe de IA da Microsoft defende que só seres biológicos podem ter consciência

Chefe de IA da Microsoft defende que só seres biológicos podem ter consciência
Fonte: Tecnoblog

OpenAI lança Sora 2 e app para competir com o TikTok

OpenAI lança Sora 2 e app para competir com o TikTok

App Sora permite criar, remixar e compartilhar vídeos de IA (imagem: reprodução)

Resumo

OpenAI lançou o Sora 2, novo modelo de IA para geração de vídeos, e o app Sora para iPhone.
O Sora 2 traz simulação física avançada, áudio sincronizado e consistência em múltiplas cenas.
O app gera vídeos com IA e inclui recursos como Cameos, que insere usuários em cenas criadas artificialmente.
O aplicativo começará a ser liberado nos EUA e Canadá, através de uma lista de espera, e ainda não tem uma previsão de chegada a outras regiões.

A OpenAI anunciou nesta terça-feira (30/09) o lançamento do Sora 2, a nova versão do seu modelo de inteligência artificial para criação de vídeos. A novidade chega junto com o app Sora para iPhone, que lembra o TikTok.

O aplicativo tem um feed que é alimentado inteiramente com vídeos gerados pela IA da empresa, e o anúncio ocorre pouco depois do vazamento de informações sobre o app, reportadas inicialmente pela revista Wired.

Vídeos mais realistas e áudio sincronizado

This is the Sora app, powered by Sora 2.Inside the app, you can create, remix, and bring yourself or your friends into the scene through cameos—all within a customizable feed designed just for Sora videos.See inside the Sora app pic.twitter.com/GxzxdNZMYG— OpenAI (@OpenAI) September 30, 2025

O Sora 2 é descrito pela OpenAI como um salto comparável à evolução do GPT-1 para o GPT-3.5 no ChatGPT. A empresa afirma que o sistema possui capacidades avançadas de simulação de mundo, resultando em vídeos com maior precisão física e realismo.

Diferente de modelos anteriores, o novo modelo consegue simular mais interações físicas e integra a geração de áudio sincronizado, incluindo diálogos, efeitos sonoros e paisagens de fundo.

O controle sobre a criação também foi expandido, permitindo que o modelo siga instruções complexas que abrangem múltiplas cenas, mantendo a consistência de objetos e personagens.

Rede social de conteúdo gerado por IA

O novo modelo vai alimentar o aplicativo social da empresa, o Sora. Com uma interface que remete a outras plataformas de feed vertical, a interação será por meio de criações, remixes, curtidas e comentários.

Uma das características únicas é a ausência de upload de mídias externas: todos os vídeos que alimentam a rede são gerados internamente com o Sora 2, a partir de comandos de texto.

Outra novidade do app é o recurso Cameos. Depois de verificar identidade com imagem e voz, o usuário pode se colocar — ou inserir amigos — em qualquer cena criada pela IA. De acordo com a OpenAI, o controle é total: é possível revogar o uso da própria imagem ou excluir um vídeo a qualquer momento, mesmo que ele tenha sido gerado por outra pessoa.

“Acreditamos que um aplicativo social desenvolvido em torno desse recurso de ‘participações especiais’ é a melhor maneira de vivenciar a magia do Sora 2”, afirma a equipe por trás do Sora em comunicado oficial.

A OpenAI também publicou um artigo detalhando seu compromisso com o bem-estar dos usuários. A empresa afirma que o algoritmo do feed foi projetado para “maximizar a criação” em vez de tempo gasto na plataforma, com ferramentas para controlar e instruir recomendações de conteúdo com linguagem natural.

A segurança dos adolescentes também recebeu atenção especial. O aplicativo implementará limites padrão de visualização diária para este público e permissões mais restritas para o uso do Cameos.

Além disso, o app do Sora será integrado aos controles parentais do ChatGPT, permitindo que os pais desativem a rolagem infinita, a personalização do feed e gerenciem as configurações de mensagens diretas de seus filhos.

Em relação à monetização, a OpenAI declarou que, por enquanto, o único plano é, eventualmente, oferecer a opção de pagar por gerações de vídeo extras caso a demanda exceda a capacidade computacional.

Quando estará disponível?

Aplicativo chega para iOS nos EUA e Canadá (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

O novo aplicativo Sora será liberado inicialmente para iPhone nos Estados Unidos e Canadá, e já está disponível para download na App Store desses países. O acesso será fornecido gradualmente para quem se inscrever na lista de espera.

Inicialmente, o uso será gratuito. Assinantes do ChatGPT Pro terão acesso a um modelo experimental de alta qualidade, chamado Sora 2 Pro. A OpenAI também planeja disponibilizar o Sora 2 via API para desenvolvedores no futuro.

Até o momento, a OpenAI não divulgou um cronograma ou previsão para a chegada de uma versão para Android.

Com informações da OpenAI
OpenAI lança Sora 2 e app para competir com o TikTok

OpenAI lança Sora 2 e app para competir com o TikTok
Fonte: Tecnoblog

ChatGPT: Sam Altman prioriza crescimento e diz que lucro pode demorar

ChatGPT: Sam Altman prioriza crescimento e diz que lucro pode demorar

Altman diz que modelo de capital fechado favorece a empresa (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A empresa lançou o GPT-5, com preços mais baixos via API.
Sam Altman diz que a OpenAI vai priorizar crescimento e continuar operando no prejuízo enquanto os modelos de IA evoluírem.
Mesmo sem lucro, a OpenAI atrai investimentos e é avaliada em US$ 500 bilhões.

Sam Altman, CEO da OpenAI, disse que a empresa vai priorizar o crescimento, com grandes investimentos em treinamento de inteligência artificial e capacidade de computação. Por isso, a companhia deve demorar para dar lucro.

A OpenAI apresentou nessa quinta-feira (07/08) o GPT-5, seu mais novo modelo de IA generativa. A promessa é que ele seja mais rápido e entregue respostas mais precisas, além de ter barreiras de segurança mais rígidas. Ele já está disponível no ChatGPT (gratuitamente) e no acesso via API (com preços reduzidos).

Sem acionistas, sem pressão

GPT-5 foi anunciado pela OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Em entrevista ao canal americano CNBC, Altman declarou que a melhor escolha para a OpenAI, no momento, é continuar no prejuízo. “Enquanto estivermos nessa curva de crescimento, em que o modelo continua ficando cada vez melhor, acho que o melhor a se fazer é absorver as perdas por enquanto”, explicou.

A empresa fechou o ano anterior com um resultado negativo de US$ 5 bilhões, mesmo gerando receitas de US$ 3,7 bilhões. No ano atual, ela deve passar a marca de US$ 20 bilhões de receita anual recorrente, mas vai continuar perdendo dinheiro.

A OpenAI ainda conta com a vantagem de ser uma empresa de capital fechado, que não sofre pressão de acionistas para dar lucro. “É legal não estar na bolsa”, confessou Altman.

A empresa continua atraindo capital de alto risco, com investidores acostumados ao modelo de queimar dinheiro para ganhar mercado. Mesmo sem lucro, ela já está avaliada em cerca de US$ 500 bilhões, e uma nova rodada de captação de recursos deve começar em breve.

GPT-5 pode provocar queda de preços

Uma das estratégias para crescer é oferecer preços competitivos. Com o GPT-5, a OpenAI colocou isso em prática no acesso às APIs, cobrando US$ 1,25 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída (cerca de R$ 6,80 e R$ 54, respectivamente).

Isso é mais barato que o próprio GPT-4o, modelo anterior da companhia, e empata com os preços do Gemini 2.5 Pro, do Google. O Claude Opus 4.1, da Anthropic, cobra mais que isso, mas vem conquistando adeptos entre os desenvolvedores.

Essa vantagem pode levar a uma nova rodada de corte de preços entre os provedores de modelos de IA, levando a disputa para um terreno que favorece quem tiver mais dinheiro para queimar.

Com informações da CNBC
ChatGPT: Sam Altman prioriza crescimento e diz que lucro pode demorar

ChatGPT: Sam Altman prioriza crescimento e diz que lucro pode demorar
Fonte: Tecnoblog

ChatGPT terapeuta? CEO alerta que não há sigilo legal em conversas íntimas

ChatGPT terapeuta? CEO alerta que não há sigilo legal em conversas íntimas

Sam Altman, CEO da OpenAI, admite que IA não garante sigilo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Sam Altman, CEO da OpenAI, alerta que conversas terapêuticas com o ChatGPT não têm sigilo legal garantido.
No Brasil, mais de 12 milhões usam IA para pedir conselhos, sendo 6 milhões com o ChatGPT.
Especialistas apontam que o uso de IA para questões íntimas pode gerar apego emocional, banalizar o sofrimento e oferecer apoio superficial.

Milhões de pessoas, especialmente jovens, têm usado o ChatGPT como uma espécie de terapeuta ou coach para desabafar sobre problemas íntimos. Se você está entre eles, Sam Altman, CEO da OpenAI, avisa: a indústria de IA não garante o sigilo.

Segundo Altman, a legislação atual sobre IA não tem o mesmo cuidado legal para proteger informações sensíveis, ao contrário do que ocorre com médicos, psicólogos ou advogados. Isso significa que a Justiça pode obrigar a OpenAI a entregar o histórico das conversas de qualquer pessoa com o bot.

Sem proteção legal

O CEO fez o alerta no podcast This Past Weekend with Theo Von. “As pessoas contam as coisas mais pessoais de suas vidas para o ChatGPT”, disse Altman. Ele afirma que a indústria ainda não resolveu a questão da confidencialidade quando o usuário fala sobre esses assuntos com o chatbot.

A falta de clareza legal, segundo o executivo, é um impeditivo para uma adoção mais ampla e segura da tecnologia. “Acho que deveríamos ter o mesmo conceito de privacidade para suas conversas com a IA que temos com um terapeuta”, defendeu. O assunto é tema do Tecnocast 382 — O ChatGPT está te deixando mais preguiçoso?

No Brasil, o fenômeno descrito por Altman já é uma realidade. Uma estimativa da agência de comportamento Talk Inc., divulgada pelo UOL, revela que mais de 12 milhões de brasileiros utilizam ferramentas de IA para fazer terapia, dos quais cerca de 6 milhões recorrem especificamente ao ChatGPT como forma de apoio emocional.

O apelo, segundo especialistas, está na disponibilidade e no suposto anonimato, que pode reduzir o estigma de buscar ajuda para certos problemas. Além disso, pessoas em cargos altos na indústria já endossaram o comportamento: recentemente, um executivo da Microsoft sugeriu o uso do Copilot, chatbot da empresa, para ajudar funcionários a lidarem com a “carga emocional” de demissões em massa.

Riscos vão além da privacidade

Além da falta de sigilo legal, o uso de chatbots como terapeutas envolve outros riscos. A própria OpenAI já alertou para a possibilidade de os usuários desenvolverem um “apego emocional” à voz do ChatGPT, especialmente após a introdução de vozes ultrarrealistas com o GPT-4o.

A empresa admite que, embora a socialização com a IA possa beneficiar pessoas solitárias, ela também pode “afetar relacionamentos humanos saudáveis”.

Especialistas em saúde mental alertam que esse tipo de uso pode tratar os problemas de forma superficial, focando apenas nos sintomas e ignorando as causas mais profundas. Também criticam a banalização do sofrimento, reduzido a algo que um algoritmo deveria simplesmente “resolver”.

Chatbots também podem exagerar no otimismo. Em abril, após atualizações no GPT-4o, Altman admitiu que o modelo estava “bajulador” e “irritante”, chegando a incentivar comportamentos absurdos apenas para não contrariar os usuários.

Com informações de TechCrunch e UOL
ChatGPT terapeuta? CEO alerta que não há sigilo legal em conversas íntimas

ChatGPT terapeuta? CEO alerta que não há sigilo legal em conversas íntimas
Fonte: Tecnoblog

Reddit pode usar escaneamento de íris da World ID para verificar usuários

Reddit pode usar escaneamento de íris da World ID para verificar usuários

Dispositivo da World faz a captura e converte tosto da pessoa num hash único (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

O Reddit estaria negociando o uso do escaneamento de íris da World ID, segundo o site Semafor.

A proposta é verificar se o usuário é humano, diferenciando-o de bots, mas mantendo o anonimato da plataforma.

O sistema da World ID usa escaneamento de íris para gerar um identificador único, sem armazenar dados pessoais visíveis.

No início deste ano, a coleta de dados pela World ID foi suspensa no Brasil por ordem judicial.

O Reddit está em negociações para utilizar o sistema de escaneamento de íris da World ID (sim, aquela que teve as suas atividades de coleta suspensas aqui no Brasil), como uma forma de verificação de usuários. É o que afirma o site Semafor, que ouviu duas fontes com conhecimento sobre o assunto.

O sistema seria usado para comprovar que uma conta está sendo controlada por um único ser humano, mas sem necessariamente exigir a identidade do dono do perfil.

Se confirmado, o acordo levaria uma das tecnologias biométricas mais controversas, criada pela Tools for Humanity (cofundada por Sam Altman, da OpenAI), a uma das maiores redes sociais anônimas da internet.

Diferenciar humanos de bots

Segundo o Semafor, as conversas entre o Reddit e a Tools for Humanity refletem uma demanda crescente do setor de tecnologia: encontrar maneiras mais eficazes de distinguir humanos de bots.

Ao mesmo tempo, a rede social quer se adiantar às leis de verificação de idade, debatidas em diversos países, que exigiriam das plataformas a confirmação da idade mínima dos usuários para acessar certos conteúdos ou interagir online.

O próprio CEO do Reddit, Steve Huffman, já havia antecipado esse cenário. Em um post publicado em maio, ele declarou que a empresa precisará adotar métodos de verificação mais robustos diante da IA e da pressão regulatória.

Huffman também afirmou que a plataforma pretende trabalhar com fornecedores externos para preservar a privacidade dos usuários, como é o caso da World ID. “Faremos o nosso melhor para preservar tanto a humanidade quanto o anonimato do Reddit”, escreveu.

Reddit quer se adiantar às leis sobre verificação de identidade nas redes sociais (imagem: Brett Jordan/Unsplash)

Como a World ID funciona?

O World ID é um sistema de verificação biométrica que, inicialmente, queria viabilizar a distribuição de uma criptomoeda, a Worldcoin. O objetivo da empresa era, portanto, garantir que cada pessoa recebesse uma única cota — ou seja, uma ferramenta para impedir fraudes.

Para isso, a companhia desenvolveu o Orb, um scanner de íris que gera uma representação criptográfica única. A imagem da íris não é armazenada — em vez disso, o sistema fragmenta e distribui o código gerado por servidores espalhados ao redor do mundo, impossibilitando a reconstituição da imagem original.

O usuário recebe, então, um “World ID” único, guardado em seu próprio smartphone, que pode ser usado para provar que é uma pessoa real, sem precisar necessariamente se identificar.

Outro recurso do Orb é a tentativa de bloquear escaneamentos de menores de 18 anos, usando um sistema que reconhece características faciais associadas à idade. A empresa afirma que o foco é permitir verificações anônimas de humanidade, mas sem invadir a privacidade dos usuários.

De acordo com o Semafor, caso o acordo com o Reddit avance, o sistema se tornaria só mais uma das opções de verificação na plataforma, e não uma exigência.

Mesmo assim, o negócio é visto como um avanço para a Tools for Humanity, que poderia ter acesso a dados de uma rede com milhões de usuários. Mas não seria a primeira plataforma: em abril, a empresa também fechou uma parceria com o Tinder.

Com informações de Semafor
Reddit pode usar escaneamento de íris da World ID para verificar usuários

Reddit pode usar escaneamento de íris da World ID para verificar usuários
Fonte: Tecnoblog

ANPD proíbe coleta de íris da World ID em troca de dinheiro

ANPD proíbe coleta de íris da World ID em troca de dinheiro

Tools for Humanity foi proibida pela ANPD de pagar pela coleta de íris (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) proibiu a Tools for Humanity (TFH), empresa responsável pela World ID, de coletar a íris de pessoas no Brasil. Em comunicado na sua página, a ANPD destacou que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) exige que o consentimento para o tratamento de dados sensíveis, como a íris, precisa ser livre e espontâneo. A medida entrou em vigor no sábado (25).

A Coordenação-Geral de Fiscalização (CFG) da ANPD entende que a oferta de pagamento interfere na livre manifestação de vontade do indivíduo em fornecer um dado sensível. O órgão entende que essa proposta influencia também as pessoas em potencial de vulnerabilidade.

Quais outras medidas tomadas pela ANPD contra a TFH?

Além da proibição do pagamento, que custa R$ 600 e é pago parcelado, a ANPD exigiu que a Tools for Humanity aponte em seu site o encarregado pelo tratamento de dados pessoais. Conforme o artigo 5º, inciso VIII da LGPD, empresas que tratam dados precisam indicar um profissional que será o contato entre o controlador (pessoa física ou jurídica que decide o que fazer com os dados), titulares dos dados e ANPD.

Orbe da World escaneia íris e rosto do ser humano (imagem: divulgação)

A CFG também considerou grave o fato da TFH não permitir a exclusão dos dados biométricos coletados e nem a revogação do consentimento. Segundo o órgão, isso também influenciou na decisão de proibir o pagamento pela coleta de íris. Como revelou a Folha de São Paulo, em alguns pontos de coleta, funcionários da TFH aceitavam as condições de uso no lugar das pessoas que teriam as íris coletadas.

Coleta de íris pela World ID se tornou polêmica

A polêmica da coleta de íris pela World ID cresceu nos últimos dias, quando mais de 400 mil brasileiros já haviam cedido a gravação da íris. Com a repercussão do caso, a ANPD publicou uma nota na semana passada informando que a TFH opera sob fiscalização especial desde novembro, seguindo regras mais rigorosas.

Ao vender a imagem da sua íris, os usuários recebem o pagamento em uma criptomoeda desenvolvida pela própria TFH, que tem entre seus fundadores Sam Altman, fundador da OpenAI. Essa criptomoeda é então convertida em reais e o valor pode ser sacado em parcelas por quem forneceu a íris.

A proposta da TFH em formar o World ID é criar um banco de dados para dar prova de humanidade às pessoas. Por exemplo, em uma entrevista de emprego online, o candidato teria sua íris verificada para provar que é ele participando da chamada e não um deep fake.

O Tecnoblog entrou em contato com a Tools for Humanity para saber o seu posicionamento sobre o caso. A notícia será atualizada quando a resposta for enviada.

Com informações de ANPD
ANPD proíbe coleta de íris da World ID em troca de dinheiro

ANPD proíbe coleta de íris da World ID em troca de dinheiro
Fonte: Tecnoblog

Microsoft fará parte de conselho da OpenAI como observadora

Microsoft fará parte de conselho da OpenAI como observadora

OpenAI teve mudanças após saída e volta de CEO (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A OpenAI oficializou a volta de Sam Altman como CEO, e o retorno veio acompanhado de mais mudanças. A principal delas é que a Microsoft fará parte do conselho que controla a empresa, no papel de observadora, sem poder de voto.

Antes de prosseguir, cabe uma explicação. Existem duas OpenAI: uma fundação sem fins lucrativos, criada inicialmente, e uma empresa com fins lucrativos, criada posteriormente, para buscar receitas e investidores.

A OpenAI sem fins lucrativos controla a OpenAI com fins lucrativos, mas não é a única dona dela — a Microsoft tem uma fatia de 49%. Ao longo dos anos, a Microsoft fez um total de US$ 14 bilhões em investimentos na companhia de inteligência artificial. Desses, US$ 10 bilhões foram no começo de 2023.

Em entrevista, Brad Smith, presidente da Microsoft, disse que a OpenAI está mais forte em termos de governança. “Eu não vejo a Microsoft assumindo controle da OpenAI no futuro”, acrescentou.

Brad Smith, presidente da Microsoft, elogiou mudanças na OpenAI (Imagem: Reprodução / Twitter)

Como explica o Verge, a posição de observadora no conselho permitirá que a Microsoft conheça melhor como a OpenAI funciona, principalmente no que diz respeito às decisões do conselho. Segundo relatos internos, a gigante de Redmond foi surpreendida pela decisão de demitir Altman.

Por enquanto, não se sabe quem será o representante da Microsoft neste cargo.

Mais mudanças no conselho

A demissão repentina e volta rápida de Sam Altman à OpenAI, com o apoio quase unânime dos funcionários, levou a trocas internas.

Ilya Sutskever, cofundador e cientista-chefe da OpenAI, deixará seu posto no conselho administrativo. Ele foi um dos responsáveis pela saída de Altman, mas recuou e se disse arrependido. A empresa discute como ele poderá continuar com seus trabalhos. Helen Toner e Tasha McCauley, que também faziam parte do conselho, renunciaram a seus cargos.

Agora, o conselho administrativo é composto por Bret Taylor, ex-CEO da Salesforce; Larry Summers, ex-Secretário do Tesouro dos EUA, e Adam D’Angelo, CEO do Quora. D’Angelo já era membro do conselho, enquanto Taylor e Summers são novos nomes.

Greg Brockman também volta a seu cargo de presidente — ele renunciou após a demissão de Altman. Já Mira Murati, CEO interina durante as últimas semanas, volta ao seu cargo de CTO.

Com informações: Bloomberg, The Verge
Microsoft fará parte de conselho da OpenAI como observadora

Microsoft fará parte de conselho da OpenAI como observadora
Fonte: Tecnoblog

OpenAI: Sam Altman volta a chefiar a produtora do ChatGPT

OpenAI: Sam Altman volta a chefiar a produtora do ChatGPT

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

O cientista da computação Sam Altman voltou a ser CEO da OpenAI, a produtora por trás do ChatGPT, depois de um confuso vaivém nos últimos dias. O executivo chegou a um acordo que prevê a formação de um novo conselho administrativo.

Talvez a gente ainda não saiba todos os detalhes destas movimentações. Por enquanto, está confirmado que Sam Altman volta a dirigir a organização dedicada à inteligência artificial. Ele postou na rede social X (antigo Twitter) que “ama a OpenAI” e que tudo o que fez nos últimos dias teve por objetivo manter o time e seu propósito unidos.

De forma resumida, eis o que ocorreu:

17/11: Sam Altman foi demitido do cargo de CEO pelo então conselho administrativo, por supostos problemas de comunicação com as demais lideranças da organização.

20/11: A Microsoft fechou a contratação de Sam Altman para chefiar uma equipe de cientistas que se dedicam à inteligência artificial. O cofundador da OpenAI Greg Brockman também entraria na companhia liderada por Satya Nadella.

Ainda em 20/11: Diversos funcionários da OpenAI ameaçaram conduzir uma demissão coletiva. Eles criticaram a má-fé do antigo conselho administrativo e demonstraram apoio a Sam Altman.

21/11: No fim da noite, a OpenAI informou que seu (ex?)principal executivo está de volta ao cargo de CEO. O comunicado no X disse que foi feito um “acordo inicial” que prevê a formação de um novo board. “Estamos colaborando para chegar aos detalhes finais. Obrigado a você pela paciência ao longo disso”, declarou a empresa.

Cofundador da OpenAI posta foto com funcionários (Imagem: Reprodução/Greg Brockman)

Mudanças no conselho da OpenAI

A nova formação da OpenAI parece ter o apoio da Microsoft, sua principal parceira no fornecimento de infraestrutura na nuvem. Satya Nadella declarou no X que está “encorajado pelas mudanças no conselho da OpenAI”. Ele também disse que foram dados passos iniciais para uma governança mais “estável, bem-informada e efetiva“.

Inicialmente, o novo conselho será formado por Brett Taylor, Larry Summers e Adam D’Angelo. O último executivo é o único remanescente do grupo que aprovou a demissão de Altman e terá a função de representar as opiniões do antigo board.

O conselho da OpenAI deve ser ampliado para nove membros no futuro. Com isso, a Microsoft deve ganhar uma cadeira no grupo devido à parceria e o amplo investimento realizado na empresa de IA.

O acordo para o retorno de Altman ainda envolve uma investigação sobre a demissão do executivo. Seguindo a proposta do então CEO interino Emmett Shear, a auditoria do caso será realizada por um escritório de advocacia independente.
OpenAI: Sam Altman volta a chefiar a produtora do ChatGPT

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Fonte: Tecnoblog

Sam Altman ainda pode voltar para a OpenAI, sugere CEO da Microsoft

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A contratação de Sam Altman ainda não teria sido concluída pela Microsoft (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A história da demissão de Sam Altman da OpenAI e a sua contratação pela Microsoft pode ganhar um terceiro ato: o retorno do executivo para a empresa de inteligência artificial. O CEO da Microsoft Satya Nadella comentou sobre a possibilidade em entrevista à CNBC.

“Estamos comprometidos com OpenAI e Sam, independentemente de qual configuração. […] A Microsoft escolheu fazer essa parceria com a empresa e obviamente isso depende das pessoas permanecerem lá ou virem para a Microsoft. Estou aberto a ambas as opções”, declarou Nadella ao jornalista Jon Fortt na última segunda-feira (20).

“I’m committed to OpenAI and Sam…”Microsoft CEO @SatyaNadella talks everything AI with @JonFortt: pic.twitter.com/a7M3yAs96x— CNBC’s Fast Money (@CNBCFastMoney) November 20, 2023

Contratação não teria sido concluída

A fala de Nadella parece confirmar os rumores de que as negociações da Microsoft com Altman ainda não teriam sido finalizadas. Uma reportagem do The Verge cita que o nome do executivo não aparece no diretório corporativo da big tech.

Se a contratação tivesse sido concluída, um comunicado interno já teria informado a chegada de Altman aos colaboradores da gigante de Redmond. Então, o executivo seria apresentado como CEO da divisão de pesquisa avançada de IA.

Do outro lado, o cientista-chefe e membro do conselho da OpenAI Ilya Sutskever afirma ter mudado de opinião sobre a demissão de Altman. Contudo, ele precisa convencer os três membros restantes do grupo a voltarem atrás da decisão. Assim, o executivo poderia retomar a liderança da empresa.

Vale mencionar que o cofundador Greg Brockman também foi deposto do cargo de presidente do conselho na última sexta-feira (17). Bem como, Altman ocupava a sexta cadeira do grupo que pertence a uma organização sem fins lucrativos.

Funcionários da OpenAI pedem a renúncia do conselho e retorno de Altman (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Pressão dos funcionários da OpenAI

A OpenAI foi temporariamente liderada pela diretora de tecnologia Mira Murat após a repentina demissão de Sam Altman na sexta-feira (17). A empresa oficializou o cofundador da Twitch Emmett Shear como CEO interino na manhã de segunda-feira (20).

Entretanto, a chegada do executivo gerou controvérsias entre os colaboradores. Supostamente, eles recusaram participar de uma reunião de emergência com o novo líder e responderam ao convite com um emoji de dedo médio.

Além disso, mais de 700 dos 770 funcionários da OpenAI assinaram uma carta pedindo a renúncia do conselho e o retorno de Altman. Caso isso não ocorra, eles ameaçam pedir demissão e se juntar ao antigo CEO na Microsoft.

Conforme os colaboradores, não há argumentos detalhados sobre o desligamento de Altman. Apenas a alegação de que o executivo era fraco em suas comunicações com o conselho, ocasionando a quebra de confiança. 

No entanto, uma das promessas de Emmett Shear será a realização de uma investigação independente para analisar a demissão de Altman. Ademais, o CEO interino pretende reformular as equipes de gestão e liderança nos próximos 30 dias.

Com informações: TechCrunch e The Verge
Sam Altman ainda pode voltar para a OpenAI, sugere CEO da Microsoft

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Fonte: Tecnoblog