Category: Rússia

Hackers miram contas de WhatsApp e Signal em ataque global

Hackers miram contas de WhatsApp e Signal em ataque global

Contas de WhatsApp e Signal viram alvo de hackers (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Relatório de serviços de inteligência da Holanda detalha campanha de espionagem digital, que foca em usuários do WhatsApp e Signal.

Segundo o documento, operação usa engenharia social para invadir contas nos mensageiros e mira autoridades, militares e jornalistas.

Os investigadores atribuem a campanha a agentes ligados ao governo russo.

Autoridades de inteligência da Holanda divulgaram nessa segunda-feira (09/03) detalhes de uma campanha global de ataques digitais contra usuários do WhatsApp e do Signal, mensageiro popular no país. Segundo o relatório, a operação teria como foco autoridades governamentais, integrantes das forças armadas e jornalistas.

A investigação foi conduzida pelo Serviço de Inteligência e Segurança da Defesa da Holanda (MIVD) e o Serviço Geral de Inteligência e Segurança (AIVD). As agências afirmam que os ataques fazem parte de uma campanha de grande escala atribuída a agentes ligados ao governo russo.

De acordo com o documento, os invasores não dependem principalmente de malware para comprometer contas. Em vez disso, utilizam técnicas de engenharia social e phishing para enganar as vítimas e obter acesso às contas nos aplicativos de mensagens.

Hackers se passam por equipe de suporte

No caso do Signal, os hackers entram em contato diretamente com a vítima alegando atividades suspeitas, vazamento de dados ou tentativa de acesso indevido à conta.

Se a pessoa acredita na mensagem, os criminosos solicitam o código de verificação enviado por SMS e o PIN do usuário. Esses dados permitem registrar um novo dispositivo vinculado à conta da vítima e assumir o controle do perfil.

Depois disso, os hackers podem se passar pelo usuário e acessar contatos armazenados no aplicativo. A vítima geralmente é desconectada da conta, mas consegue recuperar o acesso registrando novamente o número.

O relatório dos serviços de inteligência alerta que essa situação pode gerar uma falsa sensação de normalidade. “Como o Signal armazena o histórico de bate-papo localmente no telefone, a vítima pode recuperar o acesso a esse histórico após o novo registro. Como resultado, a vítima pode presumir que nada está errado. Os serviços holandeses querem enfatizar que essa suposição pode estar incorreta”, diz o documento.

Exemplo de mensagem fraudulenta usada por hackers (imagem: reprodução/AIVD)

O que muda no caso do WhatsApp?

Os investigadores também apontaram ataques direcionados ao recurso “dispositivos conectados” do WhatsApp, que permite acessar a conta em computadores ou tablets.

Nesse cenário, as vítimas são induzidas a clicar em links maliciosos ou escanear QR Codes que, na prática, conectam o dispositivo do invasor à conta. Em vez de adicionar alguém a um grupo ou abrir um conteúdo legítimo, o processo acaba autorizando o acesso remoto ao aplicativo.

Diferentemente do que ocorre em alguns casos no Signal, o usuário pode não perceber imediatamente a invasão, já que a conta continua ativa no celular original.

Ao TechCrunch, o porta-voz da Meta Zade Alsawah afirma que a recomendação do WhatsApp é que usuários nunca compartilhem o código de verificação de seis dígitos e fiquem atentos a mensagens suspeitas.

As agências holandesas afirmam que métodos semelhantes já foram observados em campanhas ligadas à guerra na Ucrânia, indicando que o uso de engenharia social continua sendo uma das principais ferramentas em operações de espionagem digital.

Hackers miram contas de WhatsApp e Signal em ataque global

Hackers miram contas de WhatsApp e Signal em ataque global
Fonte: Tecnoblog

Rússia bloqueia WhatsApp e Telegram; só o app oficial funciona

Rússia bloqueia WhatsApp e Telegram; só o app oficial funciona

Rússia bloqueia WhatsApp e Telegram oficialmente (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O governo da Rússia bloqueou WhatsApp, Telegram, Facebook e Instagram, afetando milhões de usuários no país.
O aplicativo estatal Max substitui os mensageiros bloqueados, mas não oferece criptografia de ponta a ponta, permitindo vigilância governamental.
A medida gerou reações negativas, inclusive entre apoiadores do Kremlin, devido à dependência do Telegram para comunicação militar.

O governo da Rússia bloqueou o acesso ao WhatsApp e ao Telegram no país, ampliando uma estratégia de restrição a plataformas estrangeiras de comunicação. A medida também atinge Facebook e Instagram, oferecendo como alternativa o aplicativo estatal conhecido como Max, descrito por autoridades como um “mensageiro nacional”.

Há meses, o governo russo vem endurecendo as regras contra mensageiros de outros países. No entanto, o bloqueio ocorreu de forma abrupta e afetou milhões de usuários. Segundo o Financial Times, russos foram impedidos de acessar o WhatsApp na tarde dessa quarta-feira (11/02), após meses de pressão. Até então, o aplicativo da Meta somava ao menos 100 milhões de usuários no país.

A ação só foi possível porque a Rússia centralizou o tráfego de internet dentro de seu território, roteando conexões por servidores controlados pelo Estado. Isso permite ao regulador local, o Roskomnadzor, remover serviços inteiros do que equivale a um diretório nacional da internet, tornando-os inacessíveis para a população.

Por que o governo russo bloqueou os mensageiros?

A justificativa oficial gira em torno de soberania digital e segurança nacional. Contudo, o Financial Times menciona que o “mensageiro oficial” do governo foi criado para fins de vigilância. Diferentemente do WhatsApp e do Telegram, que usam criptografia de ponta a ponta, o Max não oferece esse tipo de proteção.

O 9to5Mac afirma que todas as mensagens trocadas no aplicativo estatal podem ser lidas pelas autoridades. O projeto é descrito como um clone do WeChat, plataforma chinesa conhecida pela forte integração com sistemas de monitoramento governamental.

Além dos mensageiros, a Rússia também bloqueou Facebook e Instagram e classificou a Meta como “uma organização extremista”, o que reforça o afastamento de serviços ocidentais. A restrição ao Telegram vinha sendo implementada gradualmente nas últimas semanas, até que o acesso foi praticamente inviabilizado.

Governo de Putin impediu acesso a WhatsApp e Telegram (foto: reprodução/Kremlin de Moscou)

Bloqueio afeta até apoiadores do Kremlin

A decisão, no entanto, provocou reações inesperadas dentro do próprio país. O Telegram é amplamente utilizado por militares russos envolvidos na guerra na Ucrânia, tanto para comunicação pessoal quanto para alertas sobre ataques de drones e mísseis.

Relatos indicam que até apoiadores do presidente Vladimir Putin demonstraram irritação com o bloqueio, justamente por dependerem do aplicativo para informações rápidas e comunicação em áreas sensíveis.

Rússia bloqueia WhatsApp e Telegram; só o app oficial funciona

Rússia bloqueia WhatsApp e Telegram; só o app oficial funciona
Fonte: Tecnoblog

Hackers russos usam falha crítica do Microsoft Office para espionar usuários

Hackers russos usam falha crítica do Microsoft Office para espionar usuários

Campanha de espionagem explorou falha no Microsoft Office (imagem: Jernej Furman/Flickr)

Resumo

Hackers ligados à Rússia exploraram uma falha Office poucas horas após a correção da Microsoft.
O ataque comprometeu órgãos diplomáticos, marítimos e de defesa em nove países.
Segundo a empresa de segurança Trellix, a campanha durou 72 horas e utilizou 29 iscas diferentes, principalmente na Europa Oriental.

Pesquisadores de segurança identificaram uma campanha de espionagem cibernética que teria sido conduzida por hackers ligados ao governo da Rússia. A ofensiva explorou rapidamente uma falha crítica no Microsoft Office e começou menos de 48 horas após a Microsoft liberar uma atualização emergencial para corrigir o problema.

O ataque permitiu o comprometimento de dispositivos usados por organizações diplomáticas, marítimas e de defesa em mais de meia dúzia de países. Segundo a Trellix, empresa de cibersegurança, a velocidade da exploração reduziu drasticamente o tempo disponível para que equipes de TI aplicassem os patches e protegessem sistemas sensíveis.

Falha corrigida virou arma em menos de dois dias

A vulnerabilidade, catalogada como CVE-2026-21509, foi explorada pelo grupo rastreado sob nomes como APT28, Fancy Bear, Sednit, Forest Blizzard e Sofacy. Após analisar a correção liberada pela Microsoft, os invasores conseguiram desenvolver um exploit avançado capaz de instalar dois backdoors inéditos.

De acordo com a Trellix, toda a operação foi planejada para evitar detecção por soluções tradicionais de proteção de endpoints. Os códigos maliciosos eram criptografados, executados apenas na memória e não deixavam artefatos relevantes em disco. Além disso, os primeiros contatos com as vítimas partiram de contas governamentais previamente comprometidas, o que aumentou a taxa de sucesso das mensagens de phishing.

“O uso da CVE-2026-21509 demonstra a rapidez com que agentes alinhados a estados podem explorar novas vulnerabilidades, reduzindo a janela de tempo para que os defensores corrijam sistemas críticos”, escrevem os pesquisadores.

Segundo eles, “a cadeia de infecção modular da campanha — do phishing inicial ao backdoor em memória e aos implantes secundários — foi cuidadosamente projetada para explorar canais confiáveis e técnicas sem arquivos, para se esconder à vista de todos”.

A campanha de spear phishing durou cerca de 72 horas, começou em 28 de janeiro e utilizou ao menos 29 iscas diferentes, enviadas a organizações em nove países, principalmente da Europa Oriental. Oito deles foram divulgados: Polônia, Eslovênia, Turquia, Grécia, Emirados Árabes Unidos, Ucrânia, Romênia e Bolívia.

Ataque usou ao menos 29 iscas de spear phishing em nove países (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como funcionavam os malwares instalados?

O ataque resultou na instalação dos backdoors BeardShell e NotDoor. O BeardShell permitia reconhecimento completo do sistema, persistência por meio da injeção de código em processos do Windows e movimentação lateral dentro das redes comprometidas.

Já o NotDoor operava como uma macro VBA — um tipo de script de automação de tarefas comum, mas que foi usado aqui como um comando malicioso oculto –, instalada após o desarme das proteções de macro do Outlook.

Uma vez ativo, o NotDoor monitorava pastas de e-mail e feeds RSS, reunindo mensagens em arquivos .msg enviados para contas controladas pelos invasores em serviços de nuvem. Para driblar controles de segurança, o malware alterava propriedades internas dos e-mails e apagava vestígios do encaminhamento automático.

A Trellix atribuiu a campanha ao grupo APT28 com “alta confiança”, avaliação reforçada pela Equipe de Resposta a Emergências Cibernéticas da Ucrânia (CERT-UA), que classifica o mesmo como UAC-0001. “A APT28 tem um longo histórico de espionagem cibernética e operações de influência”, afirmou a empresa.
Hackers russos usam falha crítica do Microsoft Office para espionar usuários

Hackers russos usam falha crítica do Microsoft Office para espionar usuários
Fonte: Tecnoblog

Satélites russos acendem alerta de espionagem espacial na União Europeia

Satélites russos acendem alerta de espionagem espacial na União Europeia

Satélites de comunicações sob alerta de segurança na Europa (imagem: divulgação/Viasat)

Resumo

Satélites russos Luch-1 e Luch-2 realizam aproximações prolongadas de satélites europeus, levantando suspeitas de espionagem espacial.
Autoridades europeias alertam para risco de interceptação de comunicações e possível manipulação de dados críticos.
Rússia expande capacidades com lançamentos dos satélites Cosmos 2589 e 2590, intensificando preocupações de segurança espacial na União Europeia.

Autoridades de segurança da União Europeia avaliam que satélites russos vêm monitorando e possivelmente interceptando comunicações de pelo menos uma dúzia de satélites que prestam serviços essenciais ao bloco. A movimentação, considerada atípica, ocorre em meio ao agravamento das tensões entre Moscou e países ocidentais desde a invasão da Ucrânia.

De acordo com análises de inteligência citadas por autoridades europeias, além do risco de acesso a dados sensíveis, as manobras podem abrir caminho para interferências mais graves, como a alteração de trajetórias orbitais ou até a inutilização deliberada de satélites civis e governamentais.

Aproximações suspeitas em órbita geoestacionária

Os satélites russos conhecidos como Luch-1 e Luch-2 são monitorados há anos por autoridades civis e militares do Ocidente. Nos últimos três anos, porém, eles passaram a realizar aproximações mais frequentes e prolongadas de satélites europeus em órbita geoestacionária, a cerca de 35 mil quilômetros da Terra.

Dados orbitais e observações feitas por telescópios em solo indicam que esses veículos permanecem por semanas – às vezes meses – próximos a satélites usados para comunicações comerciais, governamentais e, em alguns casos, militares. Desde seu lançamento, em 2023, o Luch-2 já teria se aproximado de ao menos 17 satélites que atendem a Europa, além de partes da África e do Oriente Médio.

O general Michael Traut, chefe do comando espacial das Forças Armadas da Alemanha, afirmou ao Financial Times que há fortes indícios de que os satélites russos estejam realizando operações de inteligência de sinais. Para ele, o padrão de voo sugere a tentativa de permanecer dentro do feixe de dados enviado das estações terrestres aos satélites europeus.

Atividades russas levantam preocupações sobre satélites europeus (Imagem: Kevin Stadnyk/Unsplash)

Por que essas manobras preocupam as autoridades?

Um ponto central da preocupação está no fato de que muitos satélites europeus mais antigos não utilizam criptografia avançada em seus comandos. Isso significa que dados críticos – como instruções de controle orbital – podem ser captados, armazenados e eventualmente reutilizados por agentes hostis.

Segundo um alto funcionário europeu de inteligência, mesmo sem capacidade imediata de derrubar satélites, o simples acesso a esses sinais pode permitir ataques futuros. Ele explica que com esse tipo de informação, é possível imitar operadores em solo e enviar comandos falsos.

O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, classificou as redes de satélites como um ponto vulnerável das sociedades modernas. “As atividades russas representam uma ameaça fundamental para todos nós, especialmente no espaço. Uma ameaça que não devemos mais ignorar”, afirmou em discurso no ano passado.

Especialistas do setor privado reforçam o diagnóstico. Belinda Marchand, da Slingshot Aerospace, afirmou que os satélites russos estavam “manobrando e estacionando próximos a satélites geoestacionários, muitas vezes por vários meses seguidos”. Já Norbert Pouzin, analista da empresa francesa Aldoria, observou que os alvos pertencem majoritariamente a operadores ligados à Otan.

Além do Luch-1 e do Luch-2, a Rússia lançou recentemente os satélites Cosmos 2589 e 2590, que apresentam capacidades semelhantes. O movimento é interpretado como parte de uma escalada mais ampla da chamada “guerra híbrida”, agora estendida ao espaço.
Satélites russos acendem alerta de espionagem espacial na União Europeia

Satélites russos acendem alerta de espionagem espacial na União Europeia
Fonte: Tecnoblog

GTA 6 pode ser banido da Rússia por ter conteúdo “imoral”

GTA 6 pode ser banido da Rússia por ter conteúdo “imoral”

Imagem de GTA 6 (imagem: reprodução/Rockstar)

Resumo

Governo da Rússia pode banir GTA 6 por conteúdo considerado imoral no jogo;
Mikhail Ivanov, do Conselho Popular Russo Mundial, critica o jogo por violar normas morais e sugere versões revisadas para a Rússia;
GTA 6 tem lançamento previsto para 19 de novembro de 2026, após adiamentos para refinamento do jogo.

Jogadores em todo o mundo vivem a expectativa de finalmente jogar GTA 6 (ou GTA VI). Mas quem estiver na Rússia poderá se frustrar: o governo pode banir o novo título da Rockstar Games por lá. Motivo? Prévias do jogo mostram imagens consideradas imorais por autoridades russas, como cenas de striptease de homens.

O principal crítico é Mikhail Ivanov, vice-presidente do Conselho Popular Russo Mundial (WRPC), organização que reúne integrantes do governo da Rússia, bem como figuras públicas consideradas relevantes para o país. Ele se manifestou contra o game em entrevista recente ao site NEWS.ru.

Tomando como base vídeos já publicados mostrando trechos de GTA 6, Ivanov declarou que a Rockstar está “incluindo conteúdo destrutivo e vulgar deliberadamente” no jogo, dando como exemplo as tais cenas de striptease. Para ele, as cenas são “uma violação direta e cínica das normas morais básicas e dos valores espirituais tradicionais”.

De modo geral, o que Mikhail Ivanov propõe é que a Rockstar Games lance versões de GTA 6 na Rússia que estejam livres de “conteúdo imoral”.

Convenhamos: é improvável que isso aconteça. Se a questão da moralidade for levada a fundo, toda a série GTA pode ser considerada inadequada por abordar violência, corrupção, drogas e por aí vai.

Ivanov entende que, se não houver versões especiais de GTA 6 na Rússia, as autoridades do país devem aplicar “restrições legislativas” sobre o seu lançamento. Isso significa que, no pior dos cenários, o game pode ser banido do mercado russo.

As chances de banimento não são exatamente pequenas. Isso porque, apesar de não ser um órgão governamental, o WRPC exerce influência sobre o governo russo.

Até o momento, a Rockstar não se manifestou sobre o assunto.

Quando GTA 6 será lançado?

Depois de alguns adiamentos, a Rockstar Games marcou o lançamento oficial de GTA 6 para 19 de novembro de 2026.

A previsão inicial era a de que o título fosse lançado em algum momento de 2025. A Rockstar deu a entender que os adiamentos foram motivados principalmente por necessidade de mais tempo para o refinamento do jogo.

Com informações de GTA Boom
GTA 6 pode ser banido da Rússia por ter conteúdo “imoral”

GTA 6 pode ser banido da Rússia por ter conteúdo “imoral”
Fonte: Tecnoblog

Dinamarca culpa Rússia por ataques cibernéticos contra infraestrutura

Dinamarca culpa Rússia por ataques cibernéticos contra infraestrutura

Inteligência da Dinamarca detectou DDoS (foto: Markus Winkler/Pexels)

Resumo

O serviço de inteligência da Dinamarca atribuiu à Rússia uma série de ataques cibernéticos contra infraestrutura do país. O anúncio veio nessa quinta-feira (18/12), quando o DDIS (Serviço de Inteligência de Defesa Dinamarquês) divulgou uma avaliação sobre incidentes ocorridos em 2024 e 2025.

Segundo o DDIS, os dois grupos atuam em nome do Estado russo. No caso, o Z-Pentest teria sido responsável pelo ataque a um serviço de água em 2024 enquanto o NoName057(16) teria conduzido ataques de negação de serviço (DDoS) antes das eleições municipais dinamarquesas, realizadas em novembro.

A agência classificou os ataques como parte de uma campanha híbrida russa contra nações ocidentais. O objetivo seria gerar insegurança em países que apoiam a Ucrânia, de acordo com o documento oficial.

Como foram os ataques?

O ataque ao serviço de água teve objetivo de destruir o sistema, embora o DDIS não tenha detalhado a extensão dos danos. Já no caso dos ataques DDoS, o grupo NoName057(16) sobrecarregou sites dinamarqueses, tirando-os do ar durante o período eleitoral.

O serviço de inteligência também afirmou que as eleições municipais foram usadas como plataforma para atrair atenção pública, um padrão observado em outras eleições recentes na Europa.

A Dinamarca apoia a Ucrânia desde a invasão russa de fevereiro de 2022, fornecendo equipamentos militares, treinamento e assistência financeira. O país também participa das sanções internacionais contra Moscou, o que seria a principal motivação para esses ataques.

Reação do governo dinamarquês

O ministro de defesa da Dinamarca, Troels Lund Poulsen, afirmou que os ataques são evidências de que a guerra híbrida mencionada pelo governo agora se concretiza no território europeu.

Em paralelo a isso, o Ministério das Relações Exteriores convocou o embaixador russo para esclarecimentos sobre os incidentes.

Alerta internacional sobre grupos pró-Rússia

Neste mês, a CISA emitiu um alerta conjunto com o FBI, NSA e outras 20 agências de segurança e inteligência de países como Austrália, Canadá, Reino Unido, França e Alemanha.

O documento, atualizado no dia 18 de dezembro, alertou que grupos de hackers ativistas pró-Rússia realizam ataques oportunistas contra infraestrutura crítica global. Além dos grupos já citados pela Dinamarca, o alerta também menciona o CARR (Exército Cibernético da Rússia Renascido) e o Sector16.

Outros países escandinavos enfrentaram situações parecidas. Por exemplo, em agosto, hackers pró-Rússia abriram válvulas de uma barragem na Noruega após invadirem sistemas operacionais da estrutura.
Dinamarca culpa Rússia por ataques cibernéticos contra infraestrutura

Dinamarca culpa Rússia por ataques cibernéticos contra infraestrutura
Fonte: Tecnoblog

Rússia ameaça banir o WhatsApp definitivamente no país

Rússia ameaça banir o WhatsApp definitivamente no país

WhatsApp pode ser banido na Rússia (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Rússia ameaça banir o WhatsApp definitivamente, e já exige que dispositivos venham com o rival russo, o Max, pré-instalado.
Segundo a agência federal responsável pelas comunicações no país, o bloqueio ocorrerá se o WhatsApp não cumprir a legislação local.
As medidas ampliam o controle digital e seguem bloqueios a serviços ocidentais.

A Rússia pode banir o WhatsApp definitivamente na região. Nesta sexta-feira (28/11), a Roskomnadzor, agência federal responsável pela supervisão de comunicações no país, emitiu um alerta sobre o possível bloqueio do app. O órgão regulador informou que a medida definitiva será implementada caso o aplicativo da Meta não cumpra integralmente a legislação local.

A notificação ocorre em meio a um movimento do Kremlin para substituir tecnologias ocidentais por soluções domésticas, sob a alegação de que o aplicativo é utilizado para organizar ataques terroristas e recrutar criminosos. Desde agosto, as chamadas de voz e vídeo sofrem restrições, embora o envio de mensagens de texto continue funcionando.

A mídia local já indica que operadoras de telefonia móvel foram instruídas a bloquear o envio de códigos SMS para autenticação de usuários. Em resposta, a Meta implementou uma opção de login via senha para contornar o bloqueio dos códigos de verificação.

Segundo as agências de notícias Interfax e TASS, as limitações continuarão gradualmente até o cumprimento das exigências estatais. Desde o início da guerra na Ucrânia em 2022, a Rússia intensificou o controle sobre o espaço digital, banindo redes sociais americanas como Facebook, Instagram e X/Twitter, além de restringir o acesso ao YouTube e limitar conteúdos estrangeiros no TikTok.

Max será a alternativa obrigatória

Captura de tela da página do Max, app que deve substituir o WhatsApp (imagem: Gabriel Sérvio/Tecnoblog)

O endurecimento contra o mensageiro coincide com a promoção de alternativas locais. A principal delas é o Max, um superaplicativo estatal desenvolvido pela VK Co., empresa que controla a maior rede social da Rússia, conhecida como “Facebook russo”.

Inspirado no WeChat chinês, o Max centralizará serviços governamentais, armazenamento de documentos, transações bancárias e mensagens instantâneas. Desde setembro, celulares e tablets vendidos no país devem comercializar os produtos com o Max pré-instalado. O objetivo oficial é criar um canal de comunicação integrado aos serviços públicos.

Segundo a Reuters, essa centralização de dados no aplicativo pode facilitar a vigilância estatal sobre os cidadãos, acusação negada pela mídia oficial russa, que defende que o app solicita menos permissões que seus concorrentes ocidentais.

A estratégia também se estende a outros dispositivos. A partir de janeiro de 2026, todas as smart TVs vendidas no território russo deverão incluir o aplicativo Lime HD TV, garantindo acesso facilitado aos canais estatais de televisão. As medidas visam reduzir a dependência de ecossistemas controlados por empresas dos Estados Unidos.

Com informações da Bloomberg
Rússia ameaça banir o WhatsApp definitivamente no país

Rússia ameaça banir o WhatsApp definitivamente no país
Fonte: Tecnoblog

Rússia faz teste para desplugar sua rede do resto da internet

Rússia faz teste para desplugar sua rede do resto da internet

Agência de telecomunicação da Rússia desconectou três repúblicas autônomas da internet (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Rússia testou a desconexão de sua rede da internet global em 6 de dezembro, afetando Daguestão, Chechênia e Inguchétia.
A Roskomnadzor confirmou que o teste foi para avaliar a infraestrutura da “internet nacional” russa.
O teste resultou na perda de acesso a serviços como Google, WhatsApp e Telegram durante 24 horas.

A Rússia deu mais um passo para ter a sua própria rede de internet independente da rede global. Segundo a própria Roskomnadzor, órgão de telecomunicações da Rússia, moradores das repúblicas autônomas do Daguestão, Chechênia e Inguchétia ficaram sem acesso à internet no dia 6 de dezembro. A desconexão foi um teste para avaliar a capacidade da infraestrutura no caso da Rússia se desconectar da internet global.

A ONG Roskomsvoboda, que defende a proteção dos direitos digitais e uma internet livre na Rússia, disse ao TechRadar que mesmo com o uso do VPN o acesso a sites estrangeiros foi impossibilitado. Apenas alguns serviços de VPNs foram capazes de burlar a desconexão das repúblicas autônomas da rede global.

Por que a Rússia quer uma rede de internet própria?

A Rússia, uma ditadura, busca uma “internet nacional” para ter mais controle sobre os serviços e informações compartilhadas na sua rede — na prática, aplicar uma maior censura e perseguir opositores. Ao desconectar a população da rede global, o governo de Putin também visa impedir o acesso à informação de jornais independentes.

Com separação da Rússia da internet, o presidente Vladimir Putin teria mais controle sobre opositores e comunicação (Imagem: Divulgação/Kremlin de Moscou)

Com o início da guerra contra a Ucrânia, algumas mídias independentes, como a Meduza, e contrários à ditadura, como o Novaya Gazeta, saíram da Rússia para evitar a perseguição contra seus jornalistas e o bloqueio completo de seus sites. Os jornais são bloqueados na Rússia, mas podem ser acessados por VPN.

A melhor maneira para cortar completamente o acesso aos sites de opositores e fontes externas é separar a sua infraestrutura de internet do resto do mundo. O termo para isso é splinternet, uma mistura das palavras “split” (dividir) e internet. A Rússia também tem uma forte legislação contra o uso de VPNs pela população.

Escolha das regiões do teste pode não ter sido aleatória

A Chechênia, Daguestão e Inguchétia são repúblicas autônomas da Rússia de maioria islâmica. Em setembro de 2022, o Daguestão foi palco de um protesto contra uma nova rodada de alistamento forçado na Rússia. Segundo apurou a BBC Rússia, daguestanis estão entre as etnias que mais morreram na guerra contra a Ucrânia.

Durante as 24 horas de teste, não foi possível acessar os serviços estrangeiros como o Google, WhatsApp e Telegram. Na Rússia, o uso de canais do Telegram é um dos principais meios de divulgação de notícias, com vários blogs usando o meio para divulgar informações preliminares sobre a guerra.

Com informações: PC Mag, TechRadar e Institute for the Study of War
Rússia faz teste para desplugar sua rede do resto da internet

Rússia faz teste para desplugar sua rede do resto da internet
Fonte: Tecnoblog

Google enfrenta a maior multa de todos os tempos: US$ 2,5 decilhões

Google enfrenta a maior multa de todos os tempos: US$ 2,5 decilhões

Google não oferece mais serviços na Rússia (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Resumo

O Google enfrenta uma multa de US$ 2,5 decilhões na Rússia.
O valor resulta de 17 processos de jornais russos bloqueados pelo buscador desde 2020.
A Justiça da Rússia deve encontrar dificuldades em cobrar o valor, devido à falência da subsidiária do Google no país.

O Google está enfrentando a provável maior multa de todos os tempos. Segundo um jornal da Rússia, a big tech possui uma dívida de US$ 2,5 decilhões (um número seguido de 33 zeros) com a Justiça daquele país. Esse valor é resultado de processos abertos por jornais que são ligados ao Kremlin e que foram bloqueados pelo buscador.

Como o Google atingiu uma multa desse valor?

A subsidiária do Google na Rússia começou a ter problemas com a Justiça em 2020, quando bloqueou os canais do Tsargrad TV (canal de TV com posição pró-Putin) e da RIA FAN (mídia estatal). Os veículos entraram com ações pedindo o desbloqueio. Ficou decidido que a multa em caso de descumprimento dobraria a cada semana.

Mais 15 veículos de imprensa processaram o Google pelo mesmo motivo, com os novos casos surgindo após o início da guerra da Rússia contra a Ucrânia. E como a matemática é quase mágica, a soma das multas atingiu esse valor estratosférico.

Sundar Pichai, CEO do Google, teria que fazer mágica para pagar a multa (Imagem: Reprodução/Google)

O Google vai negociar a dívida?

A Justiça russa terá uma difícil tarefa de cobrar o Google. Primeiro, porque a subsidiária no país teve a falência decretada por causa dos processos. Segundo, porque a big tech não deve voltar a operar na Rússia – pelo menos enquanto não houver uma mudança de governo.

Decilhões de dólares

As boas práticas do jornalismo dizem que devemos sempre converter uma moeda estrangeira para a moeda nacional. Porém, imagine multiplicar 2,5 decilhões por 5,75, que é o câmbio do dólar frente ao real nesta terça-feira (dia 29/10). É dinheiro infinito até mesmo para a Nvidia e a Apple, as empresas mais valiosas do mundo.

Mas bem, segue a conta feita pelo Bing.

Conversão de US$ 2,5 decilhões para Reais gera número em notação científica (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)

Com informações: RBC, The Moscow Times e Android Headlines
Google enfrenta a maior multa de todos os tempos: US$ 2,5 decilhões

Google enfrenta a maior multa de todos os tempos: US$ 2,5 decilhões
Fonte: Tecnoblog

Apple remove VPNs da App Store russa após pedido do governo

Apple remove VPNs da App Store russa após pedido do governo

Apple atende demanda da agência de telecomunicação da Rússia e remove VPNs da App Store no país (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A Apple removeu alguns serviços de VPN da sua App Store na Rússia. Conforme a carta enviada para as empresas afetadas, a exclusão dos aplicativos foi exigida pela Roskomnadzor, agência de comunicação do país, com atribuições parecidas com as da Anatel. O uso de VPNs não é proibido no país, mas as provedoras precisam bloquear o acesso aos sites banidos pelo governo.

A Red Shield VPN, uma dos serviços removidos da App Store russa, divulgou a carta enviada pela Apple. No documento, a big tech relata que a Roskomnadzor exigiu a remoção com base no item 7 do artigo 15.1 da Lei Federal n.º 149.

Email enviado pela Apple para os VPNs removidos da App Store na Rússia (Imagem: Reprodução/Red Shield VPN/TechCrunch)

O item 7 obriga um provedor a remover um site ou serviço que entra na lista de páginas proibidas pela Roskomnadzor. Contudo, não é informado qual o motivo do banimento das VPNs no país. O provável é que os 25 serviços removidos da App Store seguiam permitindo o acesso a sites proibidos na Rússia.

O Facebook e o Instagram, por exemplo, foram bloqueados no país. A razão disso foi a declaração da Meta de que não baniria usuários que publicassem mensagens violentas contra Vladimir Putin, Alyaksandr Lukashenka (presidente da Bielorrússia, nome transliterado do bielorrusso) e o exército russo. Em fevereiro, alguns usuários na Rússia relataram que retomaram o acesso ao Instagram.

Com esse bloqueio, o uso de VPNs é necessário para que usuários da Rússia entrem nas redes sociais da Meta. Além disso, jornais independentes e críticos ao governo de Vladmir Putin, como o Novaya Gazeta e Meduza, só podem ser acessados por esses serviços.

VPNs restringidas, mas usadas pelo governo

Após a invasão à Ucrânia, o governo russo transformou em crime o ato de indicar VPNs — e navegadores para acessar a deep web. Contudo, órgãos governamentais dependem do uso desses serviços para acessar plataformas bloqueadas pelas sanções internacionais.

Depois do início da guerra, a Rússia saltou da posição 45ª para 8ª no ranking de países que mais baixaram VPNs. HideMyName e Le VPN foram outros serviços banidos da App Store. Até o momento, a Apple não se pronunciou sobre o caso.

Com informações: TechCrunch
Apple remove VPNs da App Store russa após pedido do governo

Apple remove VPNs da App Store russa após pedido do governo
Fonte: Tecnoblog