Category: robótica

Cães-robôs vão patrulhar estádios na Copa do Mundo

Cães-robôs vão patrulhar estádios na Copa do Mundo

Spot, da Boston Dynamics, será utilizado no estádio de Dallas (imagem: divulgação)

Resumo

Cães-robôs serão usados na segurança da Copa do Mundo FIFA 2026.
O Spot, da Boston Dynamics, atuará de forma autônoma em Dallas, enquanto o K9-X, no México, será operado remotamente.
A Boston Dynamics garante que os robôs não farão reconhecimento facial, mas alguns usuários já expressam preocupação sobre essa possibilidade.

A Copa do Mundo FIFA 2026 na América do Norte terá uma novidade pouco convencional na segurança: cães-robô. As operações acontecem nos Estados Unidos, com o robô Spot, da Boston Dynamics, e no México, com o K9-X, modelo desenvolvido pela chinesa Unitree Robotics e já testado antes do Mundial.

Ambos os “agentes” têm quatro patas e contam com câmeras acopladas para auxiliar na patrulha de torcedores nos arredores do AT&T Stadium, em Dallas, e Estádio BBVA, em Guadalupe. O primeiro é 100% autônomo, mas o segundo será controle de forma remota, com operação semelhante à de um drone.

Segundo o Wired, que cobriu os primeiros testes do K9-X durante uma partida do Club de Fútbol Monterrey em fevereiro, o modelo é utilizado para uma primeira abordagem, identificando ações ilegais e alertando as autoridades em caso de alguma suspeita. O Spot promete fazer o mesmo, mas a Boston Dynamics garante que não haverá reconhecimento facial.

Policiamento estilo Black Mirror

No México, modelo usado será o K9-X (imagem: reprodução/Wired)

A princípio, os robôs serão, basicamente, uma câmera ambulante circulando pelos arredores dos estádios. Contudo, no caso do México, há possibilidade de intervenção física em situações de perigo. De acordo com o prefeito de Guadalupe, Héctor García, essa será uma forma de “proteger a integridade dos oficiais humanos”.

@ogdaffle Dallas is using facial scanning robots to verify ticket holders for the FIFA World Cup! #worldcup #dallas #robotdog #fifa #fyp ♬ original sound – OG Daffle

Ainda que a Boston Dynamics negue qualquer forma de reconhecimento facial, usuários demonstraram preocupação. No Reddit, alguns apontam que o movimento dos robôs indica tentativas de reconhecimento facial. Há também quem os compare com o cão-robô que aparece no seriado Black Mirror, no episódio Metalhead, de 2017.

A iniciativa faz parte do projeto Security Spot, de autoria da Hyundai, que é dona da Boston Dynamics. De acordo com o site Futurism, a empresa tem como objetivo desenvolver “a maior e mais avançada frota móvel de robôs”, além de ser a única a fornecer o serviço de forma oficial durante o Mundial.
Cães-robôs vão patrulhar estádios na Copa do Mundo

Cães-robôs vão patrulhar estádios na Copa do Mundo
Fonte: Tecnoblog

Engenheiro combina laser e IA para exterminar mosquitos

Engenheiro combina laser e IA para exterminar mosquitos

Emissor de laser acompanha o movimento do alvo em tempo real (imagem: reprodução/X)

Resumo

O engenheiro Steven Cheng desenvolveu um sistema que usa laser e IA para exterminar mosquitos.
O sistema utiliza câmera, reconhecimento de imagens e base motorizada para rastrear e eliminar insetos em tempo real.
Ele é alimentado por inteligência artificial e conta com mecanismos de segurança para evitar acidentes.

Quem já perdeu noites de sono por causa de um pernilongo zumbindo no ouvido vai invejar a criação do engenheiro Steven Cheng. Especialista em visão computacional e robótica, ele decidiu resolver esse incômodo doméstico apelando para a força bruta tecnológica: criou um sistema autônomo de defesa a laser, alimentado por inteligência artificial, capaz de abater insetos por conta própria.

O cérebro da invenção é um modelo visual treinado para mapear a anatomia de um mosquito. Para que o software conseguisse diferenciá-lo de partículas de poeira ou de outros elementos do ambiente, Cheng precisou construir um banco de dados praticamente do zero.

O trabalho exigiu dedicação: ele utilizou uma câmera DSLR equipada com zoom para capturar imagens detalhadas dos mosquitos em pleno voo. Em relatos compartilhados no X, ele confessou que essa etapa rendeu inúmeras picadas.

Ainda assim, o esforço gerou o material para treinar o algoritmo, que teve um desempenho considerado excelente por seu criador. Segundo informações do TechSpot, ele consegue isolar e identificar a silhueta dos insetos com precisão.

Spent 4 months building the ultimate mosquito killer: an artillery cannon guided by computer vision + deep learning.Trained a custom model to detect and lock onto mosquitoes using a DSLR + zoom lens setup.The dataset collection phase was brutal — the mosquitoes definitely… pic.twitter.com/jqfgz0eq9l— Steven Cheng (@stevencheng) May 28, 2026

Como a IA mira e dispara o laser?

Com o obstáculo do reconhecimento de imagem superado, o próximo desafio era a mecânica de eliminação dos insetos. Para isso, o sistema integra um emissor de laser calibrado para, nas palavras de Cheng, “transformar mosquitos em torradas”.

Esse laser foi acoplado a uma plataforma rotativa industrial, permitindo ao “canhão” de luz se movimentar rapidamente em múltiplos eixos. Aqui, a mesma câmera utilizada para o treinamento inicial passa a atuar como sensor primário. Assim que a lente capta um movimento, a IA processa o quadro, confirma a assinatura visual do mosquito e envia as coordenadas exatas de rastreamento para a base motorizada.

Em questão de milissegundos, a estrutura ajusta a mira, acompanhando o alvo antes de acionar o disparo.

O feixe de luz transforma “mosquitos em torradas”, segundo o desenvolvedor (imagem: reprodução/X)

Bloqueio inteligente contra acidentes

Operar um laser dentro de casa traz riscos. Para reduzir as chances de acidente, Cheng criou uma série de mecanismos de segurança. Entre eles, uma segunda câmera com lente grande angular (ultrawide).

Essa câmera monitora constantemente o ambiente para detectar pessoas, animais de estimação ou objetos inflamáveis que possam entrar na trajetória do feixe. Se algum perigo for identificado, o sistema interrompe o disparo automaticamente.

Após concluir a montagem e os testes de segurança, o protótipo experimental foi colocado para rodar. Na manhã seguinte, o engenheiro informou que realmente deu certo: todos os mosquitos haviam sido eliminados.
Engenheiro combina laser e IA para exterminar mosquitos

Engenheiro combina laser e IA para exterminar mosquitos
Fonte: Tecnoblog

Seria o iDog? Criador dos aspiradores Roomba revela cachorro robô

Seria o iDog? Criador dos aspiradores Roomba revela cachorro robô

Novo robô Familiar parece um cachorro, mas também um ursinho de pelúcia. Foco é em reforçar conexões humanas (imagem: divulgação/Familiar Machines & Magic)

Resumo

O fundador da iRobot, Colin Angle, anunciou o Familiar, um cachorro robô peludo com IA generativa para fazer companhia em casa, especialmente para famílias com crianças ou idosos.
O Familiar, cujo nome interno é “Ami”, terá expressões faciais e movimentos realistas, mas não poderá subir escadas ou segurar objetos; seu preço será próximo ao custo de manter um animal de estimação.
O robô utilizará um chip Nvidia Jetson Orin e terá sensores, microfones e câmeras para interação, sem necessidade de conexão Wi-Fi contínua.

Uma nova proposta de robô está a caminho: o Ami, uma espécie de cachorro robô peludinho que tem como proposta fazer companhia dentro de casa. A novidade foi anunciada por Colin Angle, fundador da iRobot, empresa por trás dos robôs aspiradores Roomba e uma das marcas mais famosas do segmento. Esse pet do futuro tem quatro patas, acabamento em pelúcia e rosto que mudará expressões de acordo com uma IA generativa embutida.

A nova empresa de Colin, Familiar Machines & Magic, é mais uma a investir na tendência de inteligência artificial física, conceito que tem sido bastante explorado em 2026, seja com robôs humanoides como o Unitree G1 ou mesmo outros modelos mais voltados para tarefas domésticas. Esse será o primeiro produto da marca, com venda prevista para daqui a cerca de um ano, mas ainda sem preço definido.

Companhia robótica para famílias

Segundo o fundador, o modelo por ora apelidado de Ami tem capacidade de se relacionar com seus familiares e criar uma personalidade própria, além de funcionar como um reforço para controle parental e até cuidado com pessoas idosas.

Durante a apresentação do robô, Colin também destacou o produto como um complemento no combate à solidão humana, classificada por ele como uma epidemia global.

Conforme noticiado pelo site The Verge, a empresa conta ainda com ex-engenheiros do MIT e de empresas como Boston Dynamics e Amazon, reunidos com o objetivo de ir além do uso de chatbots de IA generativa em máquinas. Além disso, a ideia de misturar características no Ami, que tem um pouco de cachorro, um pouco de urso de pelúcia, é não gerar expectativas de comportamento por parte dos usuários.

Especificações e habilidades ainda pouco exploradas

O robô não teve grandes detalhes de sua ficha técnica revelada. Até o momento, o anúncio dá conta de um chip Nvidia Jetson Orin, voltado para essa nova geração de IA física. Além disso, o modelo contará com expressões faciais, movimentos de cabeça e pescoço, assim como capacidade de andar em quatro patas. Apesar disso, o Familiar não poderá subir e descer escadas, e tampouco segurar objetos.

No hardware, estão confirmados ainda sensores, microfones e câmeras, necessárias para as interações com o ambiente e as pessoas ao redor. Segundo Colin, os conteúdos registrados pelo robô não serão transmitidos, e servem apenas para guiar o dispositivo. Também não será necessária uma conexão Wi-Fi para que o robô funcione, mas os donos podem optar por mantê-lo ligado à rede – provavelmente para atualizações e aprimoramentos automáticos.

No geral, o robô deve realizar atividades simples, praticamente como um ouvinte, além de acompanhar atividades. Em vídeo divulgado pela Familiar Machines & Magic, o modelo aparece até mesmo fazendo yoga,l. Inclusive, de acordo com o fundador, seu preço no mercado deve ser algo próximo do custo de manter um gato ou cachorro, algo muito difícil de definir.

Ami pode até fazer Yoga e fazer companhia, sendo basicamente uma alternativa artificial a um pet de verdade (imagem: divulgação/Familiar Machines & Magic)

Seria o iDog? Criador dos aspiradores Roomba revela cachorro robô

Seria o iDog? Criador dos aspiradores Roomba revela cachorro robô
Fonte: Tecnoblog

Robôs humanoides são os novos “funcionários” de aeroporto no Japão

Robôs humanoides são os novos “funcionários” de aeroporto no Japão

Robô humanoide da Unitree é o novo “funcionário” do setor de cargas da Japan Airlines (imagem: reprodução/Aviation Week)

Resumo

Japão iniciará testes com robôs humanoides no aeroporto de Tóquio a partir de maio.
Os robôs ajudarão no carregamento de malas e demais trabalhos manuais a partir de parceria entre a Japan Airlines e a GMO Internet Group.
Expectativa é que trabalho de robôs possa suprir baixa oferta de mão-de-obra local no Japão

O Japão já tem data para iniciar os testes operacionais com robôs humanoides em trabalhos manuais do aeroporto internacional de Haneda, o mais importante do país. Os modelos entram em ação a partir de maio por meio da companhia Japan Airlines em parceria com o GMO Internet Group. Os testes devem acontecer até 2028, com expectativa de diminuir o sacrifício humano em trabalhos pesados.

A princípio, os humanoides atuarão como apoio para a equipe responsável pelo carregamento de malas, e a iniciativa é apontada como uma possível solução para a baixa oferta de mão-de-obra no Japão. Em vídeos divulgados pela Japan Airlines, um robô da chinesa Unitree com cerca de 1,30 m aparece empurrando um container de carga e dando sinal de “ok” para a próxima fase da tarefa.

Reforço robótico no maior aeroporto do Japão

Os robôs humanoides realizarão trabalhos manuais pesados no setor de cargas do aeroporto Tóquio-Haneda, por onde circulam cerca de 60 milhões de pessoas a cada ano. Os dados levantados pela Organização Nacional de Turismo do Japão apontam mais de 7 milhões de turistas no país apenas nos dois primeiros meses de 2026, e a expectativa é de superar os mais de 47 milhões de visitantes do ano passado.

A proposta, portanto, é auxiliar os trabalhadores do setor de cargas para transportar malas, encomendas e mais itens que passam pelos terminais. Por enquanto não há informações quanto ao peso máximo sustentado pelas unidades, tampouco à autonomia de bateria de cada robô. Os humanoides também podem passar a realizar tarefas de limpeza, entre outras atividades. Vale lembrar que outras áreas do aeroporto também já contam com automações importantes.

Segundo o jornal The Guardian, serão necessários 6,5 milhões de novos trabalhadores estrangeiros atuando no Japão para dar conta da alta demanda de serviço. Enquanto isso, a força laboral só faz diminuir e o governo sofre pressão por conta da crescente imigração por lá.

Uso de robôs em trabalhos pesados deve diminuir carga de funcionários humanos (imagem: reprodução/Aviation Wise)

Inteligência artificial física e o futuro da robótica humanoide

Durante a CES 2026, diversas marcas aproveitaram para apresentar seus novos robôs humanoides, entre empresas de tecnologia e montadoras de automóveis, além de modelos voltados para atividades domésticas. Ao que parece, é uma tendência do mercado de tecnologia para os próximos anos.

Unitree G1 é robô de entrada da fabricante chinesa. Modelo está à venda por US$ 13,5 mil, aproximadamente R$ 66,5 mil na cotação atual (imagem: divulgação/Unitree)

Uma das marcas presentes na feira anual de Las Vegas foi a própria Unitree, que tem se destacado pela forte presença do robô G1 nas redes sociais. O influenciador brasileiro Lucas Rangel costuma publicar vídeos em que o humanoide dele aparece realizando atividades do dia a dia, como uma espécie de mascote. Ele corre, dança, dança, acena, entre outros gestos. O produto custa US$ 13,5 mil (cerca de R$ 66,5 mil em conversão direta).
Robôs humanoides são os novos “funcionários” de aeroporto no Japão

Robôs humanoides são os novos “funcionários” de aeroporto no Japão
Fonte: Tecnoblog

Pokémon Go vai usar dados de jogadores para treinar robôs de entrega

Pokémon Go vai usar dados de jogadores para treinar robôs de entrega

Escaneamentos feitos em Pokémon Go ajudam a mapear ambientes urbanos (imagem: Pxfuel)

Resumo

A desenvolvedora Niantic revelou que os dados de realidade aumentada do Pokémon Go serão usados para treinar robôs de entrega da Coco Robotics.
Jogadores capturaram milhões de imagens e vídeos que agora ajudarão na navegação de robôs em ambientes urbanos.
Segundo o comunicado, o sistema de posicionamento visual desenvolvido reduz a dependência de GPS em áreas urbanas densas.

Milhões de jogadores de Pokémon Go contribuíram para o desenvolvimento de robôs de entrega. As informações coletadas ao longo dos anos pela Niantic Spatial, desenvolvedora do jogo, estão sendo reaproveitadas para treinar sistemas de navegação em ambientes urbanos.

A informação vem da própria Niantic, que revelou uma parceria com a Coco Robotics para aprimorar sua frota de robôs autônomos. A ideia é utilizar dados de realidade aumentada capturados por jogadores para permitir que máquinas circulem com mais precisão em ruas movimentadas.

Desde o lançamento do jogo, em 2016, usuários registraram milhões de imagens e vídeos de locais reais — como pontos turísticos, murais e edifícios — ao interagir com as PokéStops e ginásios. Como lembra o IGN, esses registros foram enviados voluntariamente dentro do próprio aplicativo.

Dados dos jogadores viraram base para robôs

O material capturado ao longo dos anos agora alimenta um sistema de posicionamento visual que permite identificar a localização com base no ambiente ao redor, reduzindo a dependência de GPS. Esse tipo de tecnologia é especialmente útil em áreas urbanas densas, onde sinais costumam falhar.

Segundo a Niantic Spatial, a lógica por trás do jogo e dos robôs é semelhante: “Acontece que fazer o Pikachu correr de forma realista e fazer o robô da Coco se mover com segurança e precisão pelo mundo é, na verdade, o mesmo problema.”

Outro ponto destacado é a limitação do GPS em cidades: “O cânion urbano é o pior lugar do mundo para GPS”, explicou o diretor técnico da empresa, Brian McClendon, em entrevista ao MIT Technology Review.

Com base nesse banco de dados — que pode chegar a bilhões de imagens — os robôs da Coco conseguem interpretar melhor o espaço ao redor e tomar decisões mais seguras durante a locomoção.

Robôs autônomos da Coco Robotics usam dados de mapeamento urbano (imagem: divulgação)

Os jogadores sabiam?

A Niantic afirma ter deixado claras as informações sobre a coleta de dados, mas nem todos os usuários associaram essa coleta ao treinamento de robôs.

O sistema foi reforçado ao longo do tempo com recursos como missões que incentivavam os jogadores a escanear ambientes em troca de recompensas no jogo. Na prática, essas interações ajudaram a construir modelos tridimensionais mais detalhados das cidades.
Pokémon Go vai usar dados de jogadores para treinar robôs de entrega

Pokémon Go vai usar dados de jogadores para treinar robôs de entrega
Fonte: Tecnoblog

Último suspiro do Ballie: Samsung remove página e sinaliza fim do robô

Último suspiro do Ballie: Samsung remove página e sinaliza fim do robô

Robô Ballie foi exibido em diversas feiras de tecnologia (imagem: divulgação/Samsung)

Resumo

A Samsung encerrou as expectativas de lançamento comercial do Ballie, o robô assistente em formato de esfera que virou ícone das conferências da marca nos últimos anos. Após a ausência do dispositivo na CES 2026, em Las Vegas, e o descumprimento da janela de lançamento prevista para meados de 2025 nos Estados Unidos, a fabricante tirou do ar a página oficial de cadastro para interessados.

O movimento reafirma que o dispositivo pode nunca chegar às mãos dos consumidores. Segundo o portal SamMobile, os visitantes que tentam acessar o antigo endereço são redirecionados para a seção de projetores convencionais (como o The Freestyle).

O que aconteceu com o Ballie?

A trajetória do Ballie foi marcada por reformulações. Apresentado na CES 2020 como uma pequena bola amarela com foco em acompanhamento doméstico, o robô ressurgiu na edição de 2024 com um chassi maior e um projetor embutido. O dispositivo utilizava inteligência artificial, incluindo integração com o Gemini do Google, para projetar vídeos, realizar chamadas e controlar aparelhos inteligentes da linha SmartThings.

Contudo, no mês passado, a Samsung confirmou que o projeto foi reclassificado como uma “plataforma de inovação ativa”. Na prática, isso significa que o Ballie deixou de ser tratado como um produto de consumo para se tornar um laboratório de testes. A decisão reflete a dificuldade da marca em justificar a venda de um robô que, apesar de avançado, vinha sem funções utilitárias básicas que justificassem seu provável custo elevado.

A mudança é interpretada por analistas da indústria como o encerramento definitivo do ciclo comercial do produto, que não chegou a ter um preço ou uma data de vendas durante seu longo período de desenvolvimento.

“Gadget” sem utilidade prática?

Relatos do setor indicam que a Samsung também enfrentou obstáculos para posicionar o Ballie dentro da sua linha de eletrodomésticos. Enquanto os robôs aspiradores da linha Bespoke Jet Bot entregam uma utilidade clara ao realizar a limpeza autônoma da casa, o Ballie focava apenas em interações sociais e consumo de mídia.

Para o consumidor que ainda busca automação residencial impulsionada por IA, a Samsung agora direciona seus esforços para o Bespoke AI Jet Bot Steam. O novo modelo, previsto para chegar ao mercado neste ano, foca em funções como reconhecimento de manchas e limpeza a vapor.

Com a remoção definitiva da página de interessados, o Ballie entra para a lista de conceitos da marca que, apesar de funcionais, não sobreviveram à transição para as prateleiras.
Último suspiro do Ballie: Samsung remove página e sinaliza fim do robô

Último suspiro do Ballie: Samsung remove página e sinaliza fim do robô
Fonte: Tecnoblog

Vendas de robôs humanoides saltam 480%, com liderança absoluta da China

Vendas de robôs humanoides saltam 480%, com liderança absoluta da China

China lidera mercado de produção de robôs humanoides (imagem: divulgação)

Resumo

As remessas globais de robôs humanoides cresceram 480% em 2025, atingindo mais de 13 mil unidades, lideradas pela China.
Empresas chinesas, como AgiBot e Unitree Robotics, dominaram o mercado, com 70% das remessas totais.
O mercado ainda é pequeno, mas espera-se alcançar 2,6 milhões de unidades até 2035.

As vendas globais de robôs humanoides deram um salto expressivo em 2025. Segundo dados da consultoria Omdia, as remessas desse tipo de equipamento quase quintuplicaram em relação ao ano anterior, alcançando mais de 13 mil unidades. O avanço chama atenção pelo ritmo acelerado, mas ainda representa um mercado pequeno quando comparado a outros segmentos da indústria de tecnologia.

O crescimento foi fortemente concentrado na China, que dominou a produção e respondeu pela maior parte dos robôs enviados no período. Empresas chinesas ocuparam seis das dez primeiras posições no ranking global, deixando concorrentes dos Estados Unidos, como Tesla, Figure AI e Agility Robotics, com participação residual em volume.

China dispara na liderança do mercado

A startup AgiBot, sediada em Xangai, enviou 5.168 robôs humanoides no período, o equivalente a cerca de 38% do mercado mundial. Na sequência aparece a Unitree Robotics, de Hangzhou, que distribuiu aproximadamente 4.200 unidades, alcançando 32% de participação. A terceira colocação ficou com a UBTech Robotics, de Shenzhen, com cerca de mil robôs enviados no ano.

Outras empresas chinesas, como Leju Robotics, Engine AI e Fourier Intelligence, completaram as posições seguintes do ranking. Juntas, elas reforçam a vantagem competitiva do país em escala produtiva e velocidade de comercialização. De acordo com a Omdia, as remessas globais cresceram quase 480% em 2025, e a projeção é que o volume alcance 2,6 milhões de unidades até 2035.

“Os fornecedores chineses estão estabelecendo novos padrões na produção em larga escala, tendo atingido a marca de milhares de unidades enviadas em um curto período, o que possibilita a implantação de dezenas de milhares de robôs anualmente”

– Lian Jye Su, analista da Omdia

Por que os EUA ficaram tão atrás?

Optimus é o robô desenvolvido pela empresa norte-americana Tesla (Imagem: Divulgação/Tesla)

Enquanto a China avançou rapidamente, empresas americanas tiveram desempenho modesto. A Tesla, por exemplo, enviou apenas 150 unidades de humanoides, cerca de 1% do mercado global. Figure AI e Agility Robotics também ficaram na casa das 150 unidades cada.

Analistas apontam que a diferença está ligada a uma combinação de políticas públicas favoráveis, investimentos estatais e privados e uma infraestrutura industrial já preparada para escalar a produção. A chamada “inteligência incorporada”, ramo da IA aplicada a corpos físicos, foi classificada pelo governo chinês como setor estratégico, o que impulsionou ainda mais o desenvolvimento local.

Além disso, o preço pesa a favor dos fabricantes chineses. A Unitree oferece modelos básicos por cerca de US$ 6 mil (R$ 32 mil), enquanto a AgiBot comercializa versões simplificadas por aproximadamente US$ 14 mil (cerca de R$ 76 mil). Em comparação, Elon Musk já estimou que o Optimus, da Tesla, deve custar entre US$ 20 mil e US$ 30 mil (R$ 108 mil e R$ 162 mil), ainda sem produção em larga escala.

Apesar da liderança chinesa, o mercado segue em fase inicial. A própria Omdia destaca que, embora o crescimento seja acelerado, os volumes atuais ainda são pequenos — o que reforça o potencial de expansão nas próximas décadas.

Vendas de robôs humanoides saltam 480%, com liderança absoluta da China

Vendas de robôs humanoides saltam 480%, com liderança absoluta da China
Fonte: Tecnoblog

O Samsung Ballie jamais verá a luz do dia

O Samsung Ballie jamais verá a luz do dia

O robô Ballie não será vendido ao público (imagem: divulgação/Samsung)

Resumo

Samsung decidiu não lançar o robô doméstico Ballie, mantendo-o apenas como plataforma interna de testes e desenvolvimento.
O Ballie foi apresentado na CES 2020 como um robô doméstico avançado, com recursos de interação e controle de dispositivos de casa inteligente.
A decisão de não lançar o Ballie comercialmente pode ter sido influenciada por custos elevados e apetite limitado do público por robôs domésticos.

Durante anos, a Samsung alimentou a expectativa de que o Ballie, seu robô doméstico em formato de esfera, finalmente chegaria às lojas. O dispositivo foi exibido em diversas edições da CES, ganhou redesign, novas funções e até uma janela oficial de lançamento. Agora, porém, a empresa confirmou que o produto não será lançado para o público consumidor.

Segundo a agência Bloomberg, a Samsung decidiu “engavetar indefinidamente” o Ballie como produto comercial. Em vez disso, o robô continuará existindo apenas como uma plataforma interna de testes e desenvolvimento. A decisão vem após o prazo prometido para o lançamento — o verão de 2025 no Hemisfério Norte — ter passado sem qualquer novidade concreta sobre vendas.

O que era o Ballie e por que ele chamava atenção

O Ballie foi apresentado pela primeira vez na CES 2020 como um robô doméstico capaz de interagir com usuários e controlar dispositivos de casa inteligente. Na época, ele era descrito como um dos conceitos mais avançados exibidos pela Samsung, com recursos como reconhecimento facial, acompanhamento do dono e integração com eletrodomésticos conectados.

Ao longo dos anos, o projeto evoluiu. Na CES 2024, o Ballie reapareceu maior, com formato mais arredondado, um anel de luz e até a função de projetor portátil. A Samsung demonstrou o robô exibindo imagens, enviando informações para smartphones e interagindo com outros dispositivos do ecossistema da marca. Já na CES 2025, a empresa reforçou que o lançamento aconteceria ainda naquele ano, com suporte a interações conversacionais baseadas no Google Gemini.

Em um comunicado oficial divulgado anteriormente, a Samsung chegou a afirmar: “Disponível para os consumidores neste verão, o Ballie será capaz de interagir de forma natural e conversacional para ajudar os usuários a gerenciar ambientes domésticos, incluindo ajustar a iluminação, receber pessoas na porta, personalizar horários, definir lembretes e muito mais”.

Por que a Samsung voltou atrás no lançamento?

Samsung confirmou que o robô Ballie não será lançado para o público consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Agora a empresa mudou o discurso. De acordo com a Samsung, o Ballie seguirá como uma “plataforma ativa de inovação”. Em declaração à Bloomberg, a companhia afirmou: “Após vários anos de testes em situações reais, essa tecnologia continua a orientar a forma como a Samsung desenvolve experiências espaciais e contextuais, principalmente em áreas como inteligência para casas inteligentes, IA ambiental e privacidade desde a concepção”.

Embora ainda exista um site para cadastro de interessados, a decisão indica cautela. Custos elevados, dúvidas sobre confiabilidade no uso diário e o apetite limitado do público por robôs domésticos podem ter pesado na escolha. Em um momento em que empresas de tecnologia revisam apostas em IA, assistentes virtuais e dispositivos experimentais, a Samsung parece ter optado por reaproveitar as ideias do Ballie em outros produtos, deixando o robô, por ora, fora das prateleiras.

O Samsung Ballie jamais verá a luz do dia

O Samsung Ballie jamais verá a luz do dia
Fonte: Tecnoblog

LG terá robô capaz de executar tarefas domésticas

LG terá robô capaz de executar tarefas domésticas

LG deve apresentar novo robô na próxima CES (imagem ilustrativa: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Resumo

LG comunicou a criação de um novo robô doméstico, que será apresentado na CES 2026.
Batizado de LG CLOiD, ele terá braços mecânicos e mãos para executar tarefas domésticas complexas.
Segundo a fabricante, o robô possui sete graus de liberdade nos braços e mãos com cinco dedos, permitindo manipulação precisa de objetos.

A LG apresentará um novo robô doméstico durante a CES 2026, feira de tecnologia que ocorre em janeiro, em Las Vegas. A fabricante comunicou a criação do LG CLOiD, robô que se difere dos seus assistentes virtuais sobre rodas por possuir braços mecânicos para interagir fisicamente com o ambiente e executar tarefas domésticas.

No anúncio, feito neste Natal, a marca sul-coreana declara que o objetivo é aproximar a tecnologia da visão de Zero Labor Home (Casa com Zero Trabalho), na qual a máquina fica responsável pelas obrigações do dia a dia.

Embora a empresa não liste quais afazeres o robô poderá fazer, a estrutura sugere que haverá capacidade de manipulação de objetos.

A novidade evolui a ideia de agente de IA que a companhia vinha demonstrando, até então, com o LG Q9. Desta vez, a promessa é que o robô atue ativamente na organização do lar, liberando o tempo do usuário para outras atividades.

Robô doméstico com braços e dedos

Imagem do LG CLOiD revela braços e articulações para tarefas (imagem: divulgação/LG)

O grande diferencial do LG CLOiD deve ser a introdução dos dois braços articulados que possuem sete graus de liberdade, o que simula a amplitude e a flexibilidade do movimento humano. A característica pode permitir que o robô alcance objetos em prateleiras ou realize movimentos completos que exijam contorção e mais precisão.

Nas extremidades desses braços, a LG implementou mãos com cinco dedos atuados individualmente. Tal como as articulações, a réplica da mão humana deve permitir o manuseio de ferramentas e objetos do cotidiano.

IA adaptada para o ambiente doméstico

Para controlar o corpo mecânico, a LG aposta no que chama de Affectionate Intelligence (Inteligência Afetuosa). O termo, já utilizado pela empresa em outros produtos, refere-se a algoritmos de IA projetados para ir além da execução fria de comandos.

O sistema permite que o robô compreenda o contexto emocional dos moradores e demonstre empatia durante as interações. Isso é viabilizado por um pacote de sensores alojados na “cabeça” do dispositivo, incluindo câmeras de reconhecimento visual, microfones para comandos de voz e um display que serve como rosto para comunicação expressiva.

A apresentação completa do LG CLOiD, com demonstrações de uso real, está agendada para ocorrer entre os dias 6 e 9 de janeiro no estande da empresa na CES.
LG terá robô capaz de executar tarefas domésticas

LG terá robô capaz de executar tarefas domésticas
Fonte: Tecnoblog

Robô cozinheiro consegue preparar até 120 pratos por hora

Robô cozinheiro consegue preparar até 120 pratos por hora

CA-1 conta com braços robóticos e panelas giratórias (imagem: divulgação/Circus)

Resumo

O robô CA-1 Series 4 prepara até 120 pratos por hora, usando ingredientes cortados e pré-cozidos.
A máquina opera em três supermercados Rewe na Alemanha, em cozinhas de 7 m², com 36 silos refrigerados e braços robóticos.
A Circus vende cada unidade do CA-1 por 250 mil euros, e a operação reduz custos de trabalho em até 95%, sendo necessário apenas um operador.

Pedir para um robô fazer seu almoço já é uma realidade na Alemanha: a empresa de tecnologia Circus colocou máquinas da CA-1 Series 4, capazes de preparar refeições de maneira totalmente autônoma, em três unidades da rede de supermercados Rewe.

A novidade ainda está em fase de testes, e o projeto piloto deve durar seis meses. Mesmo assim, clientes já podem comer por 6 euros (cerca de R$ 36,65, em conversão direta). Dá para pedir macarrão, lentilha ou panquecas doces, por exemplo.

Robô precisa de 7 metros quadrados para funcionar (imagem: reprodução/Circus Group)

Como funciona o robô cozinheiro?

O CA-1 Series 4 funciona em uma cozinha compacta com laterais de vidro, que ocupa aproximadamente 7 metros quadrados. O cliente pode fazer seu pedido em um painel sensível ao toque, parecido com os encontrados em restaurantes de fast-food, ou mesmo por comandos de voz.

O CA-1 Series 4 conta com seis câmeras internas, que levam imagens até um software de visão computacional, responsável por supervisionar o processo.

A máquina conta com 36 silos refrigerados para ingredientes, que são entregues às lojas já cortados e pré-cozidos. Dois braços robóticos colocam os alimentos em panelas giratórias, que funcionam por indução. A refeição pronta é colocada em uma das oito bandejas aquecidas, mantendo a temperatura até o consumidor retirar seu pedido. E para lidar com a sujeira, há até uma máquina de lavar-louças.

O preparo leva alguns minutos. Segundo a Circus, o CA-1 Series 4 é capaz de fazer até 120 pratos por hora, e os silos refrigerados podem armazenar ingredientes suficientes para 500 refeições. E apesar de apenas oito opções de pratos estarem disponíveis nessa primeira fase, o sistema permite um número ilimitado de combinações e receitas.

Empresa diz que objetivo não é substituir funcionários

A Circus vai vender cada unidade do CA-1 por 250 mil euros (aproximadamente R$ 1,5 milhão). Nas lojas da Rewe, eles foram alugados — o valor é mantido em segredo.

Lars Klein, diretor da rede de supermercados, vê nos robôs uma opção para solucionar a falta de mão de obra especializada e dar aos consumidores uma opção extra de alimentação fresca.

Ele nega que o objetivo seja substituir os funcionários. Mesmo assim, a máquina consegue reduzir os custos do trabalho em até 95%. Basta apenas um operador para abastecer os 36 silos refrigerados com os ingredientes.

Com informações da WDR, da RTL West e do Notebook Check
Robô cozinheiro consegue preparar até 120 pratos por hora

Robô cozinheiro consegue preparar até 120 pratos por hora
Fonte: Tecnoblog