Category: robótica

Novo aspirador robô da iRobot vale por dois (literalmente)

Novo aspirador robô da iRobot vale por dois (literalmente)

Roomba Duo é novo robô aspirador duplo da iRobot (imagem: reprodução/The Verge)

Resumo

O Roomba Duo é um novo aspirador robô da iRobot, apresentado durante a IFA 2026, que funciona como dois dispositivos em um, com uma unidade principal que lava o chão e uma unidade menor que aspira e passa pano.
A iRobot afirma que o Roomba Duo é seu robô mais potente, com capacidade de sucção semelhante à de aspiradores verticais e função de steam mop com vapor quente.
O produto ainda não tem preço confirmado nem data de lançamento, mas a iRobot deve trabalhar para melhorar a mobilidade do dispositivo, que apresentou limitações durante as demonstrações.

O Roomba Duo é um novo aspirador robô da iRobot que promete valer por dois. Com design robusto, o modelo traz duas unidades: a principal lava o chão e promete funcionar bem para trabalhos pesados, enquanto a segunda cumpre tarefas mais tradicionais de aspirar e passar pano.

O robô menor, um Roomba Plus 757, é “cuspido” do conjunto por meio de um braço mecânico, sendo acionado principalmente em espaços menores. Segundo o The Verge, o mecanismo de descida da unidade padrão funcionou bem durante as demonstrações, lembrando o primeiro robô da marca com função de mop, o J7 Combo.

O produto foi apresentado durante a IFA 2026, feira de tecnologia que acontece anualmente em Berlim, na Alemanha. Como ainda se trata de um protótipo, o Roomba Duo não tem confirmação de preço nem data prevista para lançamento.

Robô mais poderoso da marca

Modelo “cospe” a unidade menor para limpar áreas mais baixas (gif: reprodução/PCMag)

O novo aspirador robô da iRobot tem proposta diferente de outros dispositivos do segmento. A unidade maior funciona para limpeza, mas também serve de base autônoma para o robôzinho mais tradicional. Além de lavar o chão, aspirar e passar pano, ele coleta a sujeira do modelo menor e tem um reservatório para água suja.

De acordo com a iRobot, esse é seu robô mais potente, com capacidade semelhante a de aspiradores verticais. Ele também funciona como um steam mop, com vapor quente e sucção de 46 Newtons. Caso não chegue em alguma parte mais baixa, o Duo lança a unidade menor para dar conta do trabalho.

Apesar de funcional, tamanho pode ser um problema

Depois da limpeza em áreas de difícil acesso, o Roomba menor volta ao Duo, que também funciona como base (gif: reprodução/PCMag)

Além da alta potência e mais capacidades, o tamanho do Duo também chama atenção. Ele tem uma altura considerável para dar conta dos reservatórios de água suja, além do próprio Roomba menor que fica acoplado. Seu design lembra até mesmo androides de filmes, como o R2D2 de Star Wars ou Wall-E, da Disney. O sensor principal, inclusive, fica na unidade menor, na parte superior do conjunto, como se fossem os “olhos” do robô.

Durante a demonstração, o modelo precisou ser vigiado e carregado em alguns momentos, indicando pouca mobilidade por enquanto. Como se trata de um protótipo, a iRobot ainda deve trabalhar melhor nesse ponto nos próximos meses.
Novo aspirador robô da iRobot vale por dois (literalmente)

Novo aspirador robô da iRobot vale por dois (literalmente)
Fonte: Tecnoblog

EUA barram entrada de robôs humanoides chineses

EUA barram entrada de robôs humanoides chineses

EUA barram robôs humanoides fabricados em países estrangeiros – sobretudo na China (ilustração via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, proibiu a importação de robôs humanoides produzidos fora do país, citando “riscos inaceitáveis” à segurança nacional.
A medida também se aplica a robôs de quatro patas e inversores de energia, peças importantes para painéis solares e servidores, devido a preocupações com segurança cibernética e proteção de dados.
A China afirmou que as decisões dos EUA são baseadas em pretextos infundados e têm uma forte politização, prejudicando a cooperação entre os países no desenvolvimento de inteligência artificial.

O governo dos Estados Unidos barrou a importação de robôs humanoides produzidos fora do país. A medida foi anunciada nesta terça-feira (28/07) com a justificativa de proteção da segurança nacional. Segundo a administração de Donald Trump, há “riscos inaceitáveis” na presença dessas IAs físicas estrangeiras nos EUA. O mercado que tem sido dominado por fabricantes chinesas.

A proibição também vale para robôs de quatro patas, que chegaram a ser utilizados no esquema de segurança da Copa do Mundo. A FCC, órgão análogo à Anatel, também baniu importações de inversores de energia, peças importantes para painéis solares e servidores, também sob a justificativa de risco econômico para os EUA.

Vale lembrar que China e Estados Unidos têm travado uma forte concorrência no mercado de inteligência artificial, com diversas fabricantes chinesas apostando nas IAs físicas recentemente, com mais de 150 empresas investindo na área. Segundo a BBC, a embaixada do país asiático em Washington afirmou que as decisões têm como base pretextos infundados e há uma forte politização direcionando as sanções anunciadas.

Mercado de IA física é visto como um risco nacional

Principal rival econômico dos EUA, a China está cada vez mais inserida no novo mercado de robôs humanoides. Montadoras como BYD e Geely, além de fabricantes como Unitree e UBTech, são algumas das empresas que têm apostado neste mercado atualmente. Do lado norte-americano, vale destacar a Figure AI, Boston Dynamics e Tesla.

Protótipo de robô humanoide da BYD (imagem: reprodução/CnEVPost)

Segundo a FCC, as medidas são necessárias para “proteger cadeias de suprimentos críticas para os EUA”, e produtos relacionados agora entram na lista de bens e serviços considerados um risco de segurança nacional por lá. Mas, é importante ressaltar: serão considerados apenas novos produtos, ou seja, modelos já existentes e autorizados pelo órgão seguem liberados.

A decisão vem acompanhada de preocupações. Sobre os inversores de energia produzidos fora dos Estados Unidos, por exemplo, o uso dessas peças no país daria plenos controles a empresas estrangeiras, que poderiam roubar dados ou acessá-los remotamente, sob riscos de ciberataques. Já os robôs poderiam ser usados por “agentes maliciosos para vigiar americanos”, entre outras questões.

China fala em cooperação e condena “mindset hegemônico”

A embaixada chinesa respondeu às medidas afirmando que o país tomará as medidas cabíveis, e considerou o banimento um movimento que prejudica o trabalho conjunto dos países para desenvolver as IAs “para o bem”. Também pediu que os EUA “abandonem seu mindset hegemônico” contra empresas chinesas.

Esse não é o primeiro movimento estadunidense contra tecnologias do rival econômico. Desde o início de 2025, quando começou seu segundo mandato na Casa Branca, Trump oficializou diversos embargos e tarifas para produtos chineses, inclusive prejudicando big techs nacionais nesse processo. Semicondutores produzidos nos EUA também tiveram sua exportação proibida para a China sob o mesmo argumento de segurança nacional, como forma de “manter a liderança em IA”.

China fala em cooperação no desenvolvimento de IA e acusa EUA de “mindset hegemônico” (imagem: reprodução/Reuters)

A China, por sua vez, respondeu com tarifas sobre produtos estadunidenses e aproximação de outras economias, principalmente no Sul Global. Recentemente, um acordo internacional de cooperação para desenvolvimento de IA foi firmado em Xangai: o WAICO, do qual o Brasil também faz parte.

Conforme noticiado pelo portal China Daily, o Ministério das Relações Exteriores da China também se manifestou sobre o banimento mais recente, apontando um exagero no conceito de segurança nacional como justificativa para prejudicar empresas chinesas. Segundo o comunicado, o “protecionismo não vai melhorar a competitividade dos EUA”, e sim afetar os próprios consumidores americanos e suas empresas.
EUA barram entrada de robôs humanoides chineses

EUA barram entrada de robôs humanoides chineses
Fonte: Tecnoblog

BYD prepara estreia no mercado de robôs humanoides

BYD prepara estreia no mercado de robôs humanoides

Protótipo de robô humanoide já havia sido exibido pela BYD (imagem: reprodução/CnEVPost)

Resumo

BYD deve lançar seu primeiro robô humanoide em agosto, na China.
A produção de um robô humanoide já havia sido confirmada pela vice-presidente executiva da empresa, Stella Li.
A montadora quer utilizar os robôs para interação com o público em suas lojas na China em até dois anos.

A BYD confirmou o lançamento de seu primeiro robô humanoide em agosto. Um teaser sobre a novidade foi publicado no WeChat por meio de um perfil dedicado ao BYD Zhengzhou Di Space, local que funciona como uma espécie de museu científico onde a montadora apresenta seus novos produtos ao público. A publicação não traz muitas informações técnicas, mas o robô deve focar nas capacidades de interação.

A informação não chega a ser uma novidade: em junho, a vice-presidente executiva da BYD, Stella Li, disse em um talk show que a empresa já estava desenvolvendo robôs humanoides. O projeto começou em 2024, com um time dedicado exclusivamente à área de inteligência artificial e robótica.

O mercado de robôs humanoides vive um momento de forte expansão na China. Em novembro do ano passado, uma porta-voz do governo chegou a alertar para o risco de formação de uma bolha no setor. Segundo o jornal La Razón, mais de 150 fabricantes disputam esse mercado no país, incluindo montadoras como Li Auto, Xpeng, Geely e BYD — estas duas últimas já conhecidas do público brasileiro.

Até agora, a maior parte desses robôs tem sido desenvolvida para atuar em fábricas ou participar de demonstrações de veículos elétricos, mas as empresas também enxergam potencial para aplicações em outros setores.

Montadora deve ”pular” etapa de protótipo conceitual

Teaser no WeChat indicou lançamento em agosto (imagem: divulgação/BYD Zhengzhou Di Space)

Segundo o portal CnEVPost, a expectativa é que a BYD aproveite o evento de agosto para demonstrar seu primeiro robô humanoide, e não apenas apresentar um produto conceitual. Isso porque o Di Space funciona justamente como local em que a marca leva suas novidades para hands-on por parte da mídia especializada e dos consumidores.

Segundo Stella Li, a ideia da empresa é ter dois ou três modelos disponíveis nas lojas da China para introduzir seus carros elétricos, interagindo diretamente com o público. Contudo, ela reforça: os robôs de IA não substituem a “conexão emocional” entre os vendedores humanos e seus clientes. O plano é colocá-los para trabalhar nessa função em até dois anos.

Apesar da novidade no mercado, a BYD já utiliza robôs humanoides em suas fábricas, com atividades envolvendo modelos da UBTech Robotics e seus veículos autônomos. Em outra oportunidade, Li afirmou que a montadora deseja fabricar não apenas seus próprios humanoides, mas também outros produtos desenvolvidos junto a empresas parceiras.

Carros elétricos caminhando junto às IAs físicas

Robôs da Figure AI são usados unidade de distribuição de encomendas (imagem: divulgação/Figure AI)

O mercado de carros elétricos e NEVs (New Energy Vehicles, em inglês) vem caminhando lado a lado com os robôs de IA. Diversas montadoras chinesas têm apostado na área, assim como marcas de outros países. É o caso da Huyndai, Tesla e BMW. Para Stella Li, há uma vantagem neste mercado, já que  desenvolvimento de hardware e software tem bases semelhantes às tecnologias dominadas pela indústria automobilística.

Os robôs humanoides vêm roubando a cena desde o começo de 2026, com muitas fabricantes apresentando produtos e protótipos na CES. Desde então, marcas como a chinesa Unitree e a estadunidense Figure AI já emplacaram usos práticos de seus modelos, com unidades no aeroporto de Tóquio e em uma unidade de distribuição de encomendas, respectivamente.
BYD prepara estreia no mercado de robôs humanoides

BYD prepara estreia no mercado de robôs humanoides
Fonte: Tecnoblog

Cães-robôs vão patrulhar estádios na Copa do Mundo

Cães-robôs vão patrulhar estádios na Copa do Mundo

Spot, da Boston Dynamics, será utilizado no estádio de Dallas (imagem: divulgação)

Resumo

Cães-robôs serão usados na segurança da Copa do Mundo FIFA 2026.
O Spot, da Boston Dynamics, atuará de forma autônoma em Dallas, enquanto o K9-X, no México, será operado remotamente.
A Boston Dynamics garante que os robôs não farão reconhecimento facial, mas alguns usuários já expressam preocupação sobre essa possibilidade.

A Copa do Mundo FIFA 2026 na América do Norte terá uma novidade pouco convencional na segurança: cães-robô. As operações acontecem nos Estados Unidos, com o robô Spot, da Boston Dynamics, e no México, com o K9-X, modelo desenvolvido pela chinesa Unitree Robotics e já testado antes do Mundial.

Ambos os “agentes” têm quatro patas e contam com câmeras acopladas para auxiliar na patrulha de torcedores nos arredores do AT&T Stadium, em Dallas, e Estádio BBVA, em Guadalupe. O primeiro é 100% autônomo, mas o segundo será controle de forma remota, com operação semelhante à de um drone.

Segundo o Wired, que cobriu os primeiros testes do K9-X durante uma partida do Club de Fútbol Monterrey em fevereiro, o modelo é utilizado para uma primeira abordagem, identificando ações ilegais e alertando as autoridades em caso de alguma suspeita. O Spot promete fazer o mesmo, mas a Boston Dynamics garante que não haverá reconhecimento facial.

Policiamento estilo Black Mirror

No México, modelo usado será o K9-X (imagem: reprodução/Wired)

A princípio, os robôs serão, basicamente, uma câmera ambulante circulando pelos arredores dos estádios. Contudo, no caso do México, há possibilidade de intervenção física em situações de perigo. De acordo com o prefeito de Guadalupe, Héctor García, essa será uma forma de “proteger a integridade dos oficiais humanos”.

@ogdaffle Dallas is using facial scanning robots to verify ticket holders for the FIFA World Cup! #worldcup #dallas #robotdog #fifa #fyp ♬ original sound – OG Daffle

Ainda que a Boston Dynamics negue qualquer forma de reconhecimento facial, usuários demonstraram preocupação. No Reddit, alguns apontam que o movimento dos robôs indica tentativas de reconhecimento facial. Há também quem os compare com o cão-robô que aparece no seriado Black Mirror, no episódio Metalhead, de 2017.

A iniciativa faz parte do projeto Security Spot, de autoria da Hyundai, que é dona da Boston Dynamics. De acordo com o site Futurism, a empresa tem como objetivo desenvolver “a maior e mais avançada frota móvel de robôs”, além de ser a única a fornecer o serviço de forma oficial durante o Mundial.
Cães-robôs vão patrulhar estádios na Copa do Mundo

Cães-robôs vão patrulhar estádios na Copa do Mundo
Fonte: Tecnoblog

Engenheiro combina laser e IA para exterminar mosquitos

Engenheiro combina laser e IA para exterminar mosquitos

Emissor de laser acompanha o movimento do alvo em tempo real (imagem: reprodução/X)

Resumo

O engenheiro Steven Cheng desenvolveu um sistema que usa laser e IA para exterminar mosquitos.
O sistema utiliza câmera, reconhecimento de imagens e base motorizada para rastrear e eliminar insetos em tempo real.
Ele é alimentado por inteligência artificial e conta com mecanismos de segurança para evitar acidentes.

Quem já perdeu noites de sono por causa de um pernilongo zumbindo no ouvido vai invejar a criação do engenheiro Steven Cheng. Especialista em visão computacional e robótica, ele decidiu resolver esse incômodo doméstico apelando para a força bruta tecnológica: criou um sistema autônomo de defesa a laser, alimentado por inteligência artificial, capaz de abater insetos por conta própria.

O cérebro da invenção é um modelo visual treinado para mapear a anatomia de um mosquito. Para que o software conseguisse diferenciá-lo de partículas de poeira ou de outros elementos do ambiente, Cheng precisou construir um banco de dados praticamente do zero.

O trabalho exigiu dedicação: ele utilizou uma câmera DSLR equipada com zoom para capturar imagens detalhadas dos mosquitos em pleno voo. Em relatos compartilhados no X, ele confessou que essa etapa rendeu inúmeras picadas.

Ainda assim, o esforço gerou o material para treinar o algoritmo, que teve um desempenho considerado excelente por seu criador. Segundo informações do TechSpot, ele consegue isolar e identificar a silhueta dos insetos com precisão.

Spent 4 months building the ultimate mosquito killer: an artillery cannon guided by computer vision + deep learning.Trained a custom model to detect and lock onto mosquitoes using a DSLR + zoom lens setup.The dataset collection phase was brutal — the mosquitoes definitely… pic.twitter.com/jqfgz0eq9l— Steven Cheng (@stevencheng) May 28, 2026

Como a IA mira e dispara o laser?

Com o obstáculo do reconhecimento de imagem superado, o próximo desafio era a mecânica de eliminação dos insetos. Para isso, o sistema integra um emissor de laser calibrado para, nas palavras de Cheng, “transformar mosquitos em torradas”.

Esse laser foi acoplado a uma plataforma rotativa industrial, permitindo ao “canhão” de luz se movimentar rapidamente em múltiplos eixos. Aqui, a mesma câmera utilizada para o treinamento inicial passa a atuar como sensor primário. Assim que a lente capta um movimento, a IA processa o quadro, confirma a assinatura visual do mosquito e envia as coordenadas exatas de rastreamento para a base motorizada.

Em questão de milissegundos, a estrutura ajusta a mira, acompanhando o alvo antes de acionar o disparo.

O feixe de luz transforma “mosquitos em torradas”, segundo o desenvolvedor (imagem: reprodução/X)

Bloqueio inteligente contra acidentes

Operar um laser dentro de casa traz riscos. Para reduzir as chances de acidente, Cheng criou uma série de mecanismos de segurança. Entre eles, uma segunda câmera com lente grande angular (ultrawide).

Essa câmera monitora constantemente o ambiente para detectar pessoas, animais de estimação ou objetos inflamáveis que possam entrar na trajetória do feixe. Se algum perigo for identificado, o sistema interrompe o disparo automaticamente.

Após concluir a montagem e os testes de segurança, o protótipo experimental foi colocado para rodar. Na manhã seguinte, o engenheiro informou que realmente deu certo: todos os mosquitos haviam sido eliminados.
Engenheiro combina laser e IA para exterminar mosquitos

Engenheiro combina laser e IA para exterminar mosquitos
Fonte: Tecnoblog

Seria o iDog? Criador dos aspiradores Roomba revela cachorro robô

Seria o iDog? Criador dos aspiradores Roomba revela cachorro robô

Novo robô Familiar parece um cachorro, mas também um ursinho de pelúcia. Foco é em reforçar conexões humanas (imagem: divulgação/Familiar Machines & Magic)

Resumo

O fundador da iRobot, Colin Angle, anunciou o Familiar, um cachorro robô peludo com IA generativa para fazer companhia em casa, especialmente para famílias com crianças ou idosos.
O Familiar, cujo nome interno é “Ami”, terá expressões faciais e movimentos realistas, mas não poderá subir escadas ou segurar objetos; seu preço será próximo ao custo de manter um animal de estimação.
O robô utilizará um chip Nvidia Jetson Orin e terá sensores, microfones e câmeras para interação, sem necessidade de conexão Wi-Fi contínua.

Uma nova proposta de robô está a caminho: o Ami, uma espécie de cachorro robô peludinho que tem como proposta fazer companhia dentro de casa. A novidade foi anunciada por Colin Angle, fundador da iRobot, empresa por trás dos robôs aspiradores Roomba e uma das marcas mais famosas do segmento. Esse pet do futuro tem quatro patas, acabamento em pelúcia e rosto que mudará expressões de acordo com uma IA generativa embutida.

A nova empresa de Colin, Familiar Machines & Magic, é mais uma a investir na tendência de inteligência artificial física, conceito que tem sido bastante explorado em 2026, seja com robôs humanoides como o Unitree G1 ou mesmo outros modelos mais voltados para tarefas domésticas. Esse será o primeiro produto da marca, com venda prevista para daqui a cerca de um ano, mas ainda sem preço definido.

Companhia robótica para famílias

Segundo o fundador, o modelo por ora apelidado de Ami tem capacidade de se relacionar com seus familiares e criar uma personalidade própria, além de funcionar como um reforço para controle parental e até cuidado com pessoas idosas.

Durante a apresentação do robô, Colin também destacou o produto como um complemento no combate à solidão humana, classificada por ele como uma epidemia global.

Conforme noticiado pelo site The Verge, a empresa conta ainda com ex-engenheiros do MIT e de empresas como Boston Dynamics e Amazon, reunidos com o objetivo de ir além do uso de chatbots de IA generativa em máquinas. Além disso, a ideia de misturar características no Ami, que tem um pouco de cachorro, um pouco de urso de pelúcia, é não gerar expectativas de comportamento por parte dos usuários.

Especificações e habilidades ainda pouco exploradas

O robô não teve grandes detalhes de sua ficha técnica revelada. Até o momento, o anúncio dá conta de um chip Nvidia Jetson Orin, voltado para essa nova geração de IA física. Além disso, o modelo contará com expressões faciais, movimentos de cabeça e pescoço, assim como capacidade de andar em quatro patas. Apesar disso, o Familiar não poderá subir e descer escadas, e tampouco segurar objetos.

No hardware, estão confirmados ainda sensores, microfones e câmeras, necessárias para as interações com o ambiente e as pessoas ao redor. Segundo Colin, os conteúdos registrados pelo robô não serão transmitidos, e servem apenas para guiar o dispositivo. Também não será necessária uma conexão Wi-Fi para que o robô funcione, mas os donos podem optar por mantê-lo ligado à rede – provavelmente para atualizações e aprimoramentos automáticos.

No geral, o robô deve realizar atividades simples, praticamente como um ouvinte, além de acompanhar atividades. Em vídeo divulgado pela Familiar Machines & Magic, o modelo aparece até mesmo fazendo yoga,l. Inclusive, de acordo com o fundador, seu preço no mercado deve ser algo próximo do custo de manter um gato ou cachorro, algo muito difícil de definir.

Ami pode até fazer Yoga e fazer companhia, sendo basicamente uma alternativa artificial a um pet de verdade (imagem: divulgação/Familiar Machines & Magic)

Seria o iDog? Criador dos aspiradores Roomba revela cachorro robô

Seria o iDog? Criador dos aspiradores Roomba revela cachorro robô
Fonte: Tecnoblog

Robôs humanoides são os novos “funcionários” de aeroporto no Japão

Robôs humanoides são os novos “funcionários” de aeroporto no Japão

Robô humanoide da Unitree é o novo “funcionário” do setor de cargas da Japan Airlines (imagem: reprodução/Aviation Week)

Resumo

Japão iniciará testes com robôs humanoides no aeroporto de Tóquio a partir de maio.
Os robôs ajudarão no carregamento de malas e demais trabalhos manuais a partir de parceria entre a Japan Airlines e a GMO Internet Group.
Expectativa é que trabalho de robôs possa suprir baixa oferta de mão-de-obra local no Japão

O Japão já tem data para iniciar os testes operacionais com robôs humanoides em trabalhos manuais do aeroporto internacional de Haneda, o mais importante do país. Os modelos entram em ação a partir de maio por meio da companhia Japan Airlines em parceria com o GMO Internet Group. Os testes devem acontecer até 2028, com expectativa de diminuir o sacrifício humano em trabalhos pesados.

A princípio, os humanoides atuarão como apoio para a equipe responsável pelo carregamento de malas, e a iniciativa é apontada como uma possível solução para a baixa oferta de mão-de-obra no Japão. Em vídeos divulgados pela Japan Airlines, um robô da chinesa Unitree com cerca de 1,30 m aparece empurrando um container de carga e dando sinal de “ok” para a próxima fase da tarefa.

Reforço robótico no maior aeroporto do Japão

Os robôs humanoides realizarão trabalhos manuais pesados no setor de cargas do aeroporto Tóquio-Haneda, por onde circulam cerca de 60 milhões de pessoas a cada ano. Os dados levantados pela Organização Nacional de Turismo do Japão apontam mais de 7 milhões de turistas no país apenas nos dois primeiros meses de 2026, e a expectativa é de superar os mais de 47 milhões de visitantes do ano passado.

A proposta, portanto, é auxiliar os trabalhadores do setor de cargas para transportar malas, encomendas e mais itens que passam pelos terminais. Por enquanto não há informações quanto ao peso máximo sustentado pelas unidades, tampouco à autonomia de bateria de cada robô. Os humanoides também podem passar a realizar tarefas de limpeza, entre outras atividades. Vale lembrar que outras áreas do aeroporto também já contam com automações importantes.

Segundo o jornal The Guardian, serão necessários 6,5 milhões de novos trabalhadores estrangeiros atuando no Japão para dar conta da alta demanda de serviço. Enquanto isso, a força laboral só faz diminuir e o governo sofre pressão por conta da crescente imigração por lá.

Uso de robôs em trabalhos pesados deve diminuir carga de funcionários humanos (imagem: reprodução/Aviation Wise)

Inteligência artificial física e o futuro da robótica humanoide

Durante a CES 2026, diversas marcas aproveitaram para apresentar seus novos robôs humanoides, entre empresas de tecnologia e montadoras de automóveis, além de modelos voltados para atividades domésticas. Ao que parece, é uma tendência do mercado de tecnologia para os próximos anos.

Unitree G1 é robô de entrada da fabricante chinesa. Modelo está à venda por US$ 13,5 mil, aproximadamente R$ 66,5 mil na cotação atual (imagem: divulgação/Unitree)

Uma das marcas presentes na feira anual de Las Vegas foi a própria Unitree, que tem se destacado pela forte presença do robô G1 nas redes sociais. O influenciador brasileiro Lucas Rangel costuma publicar vídeos em que o humanoide dele aparece realizando atividades do dia a dia, como uma espécie de mascote. Ele corre, dança, dança, acena, entre outros gestos. O produto custa US$ 13,5 mil (cerca de R$ 66,5 mil em conversão direta).
Robôs humanoides são os novos “funcionários” de aeroporto no Japão

Robôs humanoides são os novos “funcionários” de aeroporto no Japão
Fonte: Tecnoblog

Pokémon Go vai usar dados de jogadores para treinar robôs de entrega

Pokémon Go vai usar dados de jogadores para treinar robôs de entrega

Escaneamentos feitos em Pokémon Go ajudam a mapear ambientes urbanos (imagem: Pxfuel)

Resumo

A desenvolvedora Niantic revelou que os dados de realidade aumentada do Pokémon Go serão usados para treinar robôs de entrega da Coco Robotics.
Jogadores capturaram milhões de imagens e vídeos que agora ajudarão na navegação de robôs em ambientes urbanos.
Segundo o comunicado, o sistema de posicionamento visual desenvolvido reduz a dependência de GPS em áreas urbanas densas.

Milhões de jogadores de Pokémon Go contribuíram para o desenvolvimento de robôs de entrega. As informações coletadas ao longo dos anos pela Niantic Spatial, desenvolvedora do jogo, estão sendo reaproveitadas para treinar sistemas de navegação em ambientes urbanos.

A informação vem da própria Niantic, que revelou uma parceria com a Coco Robotics para aprimorar sua frota de robôs autônomos. A ideia é utilizar dados de realidade aumentada capturados por jogadores para permitir que máquinas circulem com mais precisão em ruas movimentadas.

Desde o lançamento do jogo, em 2016, usuários registraram milhões de imagens e vídeos de locais reais — como pontos turísticos, murais e edifícios — ao interagir com as PokéStops e ginásios. Como lembra o IGN, esses registros foram enviados voluntariamente dentro do próprio aplicativo.

Dados dos jogadores viraram base para robôs

O material capturado ao longo dos anos agora alimenta um sistema de posicionamento visual que permite identificar a localização com base no ambiente ao redor, reduzindo a dependência de GPS. Esse tipo de tecnologia é especialmente útil em áreas urbanas densas, onde sinais costumam falhar.

Segundo a Niantic Spatial, a lógica por trás do jogo e dos robôs é semelhante: “Acontece que fazer o Pikachu correr de forma realista e fazer o robô da Coco se mover com segurança e precisão pelo mundo é, na verdade, o mesmo problema.”

Outro ponto destacado é a limitação do GPS em cidades: “O cânion urbano é o pior lugar do mundo para GPS”, explicou o diretor técnico da empresa, Brian McClendon, em entrevista ao MIT Technology Review.

Com base nesse banco de dados — que pode chegar a bilhões de imagens — os robôs da Coco conseguem interpretar melhor o espaço ao redor e tomar decisões mais seguras durante a locomoção.

Robôs autônomos da Coco Robotics usam dados de mapeamento urbano (imagem: divulgação)

Os jogadores sabiam?

A Niantic afirma ter deixado claras as informações sobre a coleta de dados, mas nem todos os usuários associaram essa coleta ao treinamento de robôs.

O sistema foi reforçado ao longo do tempo com recursos como missões que incentivavam os jogadores a escanear ambientes em troca de recompensas no jogo. Na prática, essas interações ajudaram a construir modelos tridimensionais mais detalhados das cidades.
Pokémon Go vai usar dados de jogadores para treinar robôs de entrega

Pokémon Go vai usar dados de jogadores para treinar robôs de entrega
Fonte: Tecnoblog

Último suspiro do Ballie: Samsung remove página e sinaliza fim do robô

Último suspiro do Ballie: Samsung remove página e sinaliza fim do robô

Robô Ballie foi exibido em diversas feiras de tecnologia (imagem: divulgação/Samsung)

Resumo

A Samsung encerrou as expectativas de lançamento comercial do Ballie, o robô assistente em formato de esfera que virou ícone das conferências da marca nos últimos anos. Após a ausência do dispositivo na CES 2026, em Las Vegas, e o descumprimento da janela de lançamento prevista para meados de 2025 nos Estados Unidos, a fabricante tirou do ar a página oficial de cadastro para interessados.

O movimento reafirma que o dispositivo pode nunca chegar às mãos dos consumidores. Segundo o portal SamMobile, os visitantes que tentam acessar o antigo endereço são redirecionados para a seção de projetores convencionais (como o The Freestyle).

O que aconteceu com o Ballie?

A trajetória do Ballie foi marcada por reformulações. Apresentado na CES 2020 como uma pequena bola amarela com foco em acompanhamento doméstico, o robô ressurgiu na edição de 2024 com um chassi maior e um projetor embutido. O dispositivo utilizava inteligência artificial, incluindo integração com o Gemini do Google, para projetar vídeos, realizar chamadas e controlar aparelhos inteligentes da linha SmartThings.

Contudo, no mês passado, a Samsung confirmou que o projeto foi reclassificado como uma “plataforma de inovação ativa”. Na prática, isso significa que o Ballie deixou de ser tratado como um produto de consumo para se tornar um laboratório de testes. A decisão reflete a dificuldade da marca em justificar a venda de um robô que, apesar de avançado, vinha sem funções utilitárias básicas que justificassem seu provável custo elevado.

A mudança é interpretada por analistas da indústria como o encerramento definitivo do ciclo comercial do produto, que não chegou a ter um preço ou uma data de vendas durante seu longo período de desenvolvimento.

“Gadget” sem utilidade prática?

Relatos do setor indicam que a Samsung também enfrentou obstáculos para posicionar o Ballie dentro da sua linha de eletrodomésticos. Enquanto os robôs aspiradores da linha Bespoke Jet Bot entregam uma utilidade clara ao realizar a limpeza autônoma da casa, o Ballie focava apenas em interações sociais e consumo de mídia.

Para o consumidor que ainda busca automação residencial impulsionada por IA, a Samsung agora direciona seus esforços para o Bespoke AI Jet Bot Steam. O novo modelo, previsto para chegar ao mercado neste ano, foca em funções como reconhecimento de manchas e limpeza a vapor.

Com a remoção definitiva da página de interessados, o Ballie entra para a lista de conceitos da marca que, apesar de funcionais, não sobreviveram à transição para as prateleiras.
Último suspiro do Ballie: Samsung remove página e sinaliza fim do robô

Último suspiro do Ballie: Samsung remove página e sinaliza fim do robô
Fonte: Tecnoblog

Vendas de robôs humanoides saltam 480%, com liderança absoluta da China

Vendas de robôs humanoides saltam 480%, com liderança absoluta da China

China lidera mercado de produção de robôs humanoides (imagem: divulgação)

Resumo

As remessas globais de robôs humanoides cresceram 480% em 2025, atingindo mais de 13 mil unidades, lideradas pela China.
Empresas chinesas, como AgiBot e Unitree Robotics, dominaram o mercado, com 70% das remessas totais.
O mercado ainda é pequeno, mas espera-se alcançar 2,6 milhões de unidades até 2035.

As vendas globais de robôs humanoides deram um salto expressivo em 2025. Segundo dados da consultoria Omdia, as remessas desse tipo de equipamento quase quintuplicaram em relação ao ano anterior, alcançando mais de 13 mil unidades. O avanço chama atenção pelo ritmo acelerado, mas ainda representa um mercado pequeno quando comparado a outros segmentos da indústria de tecnologia.

O crescimento foi fortemente concentrado na China, que dominou a produção e respondeu pela maior parte dos robôs enviados no período. Empresas chinesas ocuparam seis das dez primeiras posições no ranking global, deixando concorrentes dos Estados Unidos, como Tesla, Figure AI e Agility Robotics, com participação residual em volume.

China dispara na liderança do mercado

A startup AgiBot, sediada em Xangai, enviou 5.168 robôs humanoides no período, o equivalente a cerca de 38% do mercado mundial. Na sequência aparece a Unitree Robotics, de Hangzhou, que distribuiu aproximadamente 4.200 unidades, alcançando 32% de participação. A terceira colocação ficou com a UBTech Robotics, de Shenzhen, com cerca de mil robôs enviados no ano.

Outras empresas chinesas, como Leju Robotics, Engine AI e Fourier Intelligence, completaram as posições seguintes do ranking. Juntas, elas reforçam a vantagem competitiva do país em escala produtiva e velocidade de comercialização. De acordo com a Omdia, as remessas globais cresceram quase 480% em 2025, e a projeção é que o volume alcance 2,6 milhões de unidades até 2035.

“Os fornecedores chineses estão estabelecendo novos padrões na produção em larga escala, tendo atingido a marca de milhares de unidades enviadas em um curto período, o que possibilita a implantação de dezenas de milhares de robôs anualmente”

– Lian Jye Su, analista da Omdia

Por que os EUA ficaram tão atrás?

Optimus é o robô desenvolvido pela empresa norte-americana Tesla (Imagem: Divulgação/Tesla)

Enquanto a China avançou rapidamente, empresas americanas tiveram desempenho modesto. A Tesla, por exemplo, enviou apenas 150 unidades de humanoides, cerca de 1% do mercado global. Figure AI e Agility Robotics também ficaram na casa das 150 unidades cada.

Analistas apontam que a diferença está ligada a uma combinação de políticas públicas favoráveis, investimentos estatais e privados e uma infraestrutura industrial já preparada para escalar a produção. A chamada “inteligência incorporada”, ramo da IA aplicada a corpos físicos, foi classificada pelo governo chinês como setor estratégico, o que impulsionou ainda mais o desenvolvimento local.

Além disso, o preço pesa a favor dos fabricantes chineses. A Unitree oferece modelos básicos por cerca de US$ 6 mil (R$ 32 mil), enquanto a AgiBot comercializa versões simplificadas por aproximadamente US$ 14 mil (cerca de R$ 76 mil). Em comparação, Elon Musk já estimou que o Optimus, da Tesla, deve custar entre US$ 20 mil e US$ 30 mil (R$ 108 mil e R$ 162 mil), ainda sem produção em larga escala.

Apesar da liderança chinesa, o mercado segue em fase inicial. A própria Omdia destaca que, embora o crescimento seja acelerado, os volumes atuais ainda são pequenos — o que reforça o potencial de expansão nas próximas décadas.

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Fonte: Tecnoblog