Category: robótica

Vendas de robôs humanoides saltam 480%, com liderança absoluta da China

Vendas de robôs humanoides saltam 480%, com liderança absoluta da China

China lidera mercado de produção de robôs humanoides (imagem: divulgação)

Resumo

As remessas globais de robôs humanoides cresceram 480% em 2025, atingindo mais de 13 mil unidades, lideradas pela China.
Empresas chinesas, como AgiBot e Unitree Robotics, dominaram o mercado, com 70% das remessas totais.
O mercado ainda é pequeno, mas espera-se alcançar 2,6 milhões de unidades até 2035.

As vendas globais de robôs humanoides deram um salto expressivo em 2025. Segundo dados da consultoria Omdia, as remessas desse tipo de equipamento quase quintuplicaram em relação ao ano anterior, alcançando mais de 13 mil unidades. O avanço chama atenção pelo ritmo acelerado, mas ainda representa um mercado pequeno quando comparado a outros segmentos da indústria de tecnologia.

O crescimento foi fortemente concentrado na China, que dominou a produção e respondeu pela maior parte dos robôs enviados no período. Empresas chinesas ocuparam seis das dez primeiras posições no ranking global, deixando concorrentes dos Estados Unidos, como Tesla, Figure AI e Agility Robotics, com participação residual em volume.

China dispara na liderança do mercado

A startup AgiBot, sediada em Xangai, enviou 5.168 robôs humanoides no período, o equivalente a cerca de 38% do mercado mundial. Na sequência aparece a Unitree Robotics, de Hangzhou, que distribuiu aproximadamente 4.200 unidades, alcançando 32% de participação. A terceira colocação ficou com a UBTech Robotics, de Shenzhen, com cerca de mil robôs enviados no ano.

Outras empresas chinesas, como Leju Robotics, Engine AI e Fourier Intelligence, completaram as posições seguintes do ranking. Juntas, elas reforçam a vantagem competitiva do país em escala produtiva e velocidade de comercialização. De acordo com a Omdia, as remessas globais cresceram quase 480% em 2025, e a projeção é que o volume alcance 2,6 milhões de unidades até 2035.

“Os fornecedores chineses estão estabelecendo novos padrões na produção em larga escala, tendo atingido a marca de milhares de unidades enviadas em um curto período, o que possibilita a implantação de dezenas de milhares de robôs anualmente”

– Lian Jye Su, analista da Omdia

Por que os EUA ficaram tão atrás?

Optimus é o robô desenvolvido pela empresa norte-americana Tesla (Imagem: Divulgação/Tesla)

Enquanto a China avançou rapidamente, empresas americanas tiveram desempenho modesto. A Tesla, por exemplo, enviou apenas 150 unidades de humanoides, cerca de 1% do mercado global. Figure AI e Agility Robotics também ficaram na casa das 150 unidades cada.

Analistas apontam que a diferença está ligada a uma combinação de políticas públicas favoráveis, investimentos estatais e privados e uma infraestrutura industrial já preparada para escalar a produção. A chamada “inteligência incorporada”, ramo da IA aplicada a corpos físicos, foi classificada pelo governo chinês como setor estratégico, o que impulsionou ainda mais o desenvolvimento local.

Além disso, o preço pesa a favor dos fabricantes chineses. A Unitree oferece modelos básicos por cerca de US$ 6 mil (R$ 32 mil), enquanto a AgiBot comercializa versões simplificadas por aproximadamente US$ 14 mil (cerca de R$ 76 mil). Em comparação, Elon Musk já estimou que o Optimus, da Tesla, deve custar entre US$ 20 mil e US$ 30 mil (R$ 108 mil e R$ 162 mil), ainda sem produção em larga escala.

Apesar da liderança chinesa, o mercado segue em fase inicial. A própria Omdia destaca que, embora o crescimento seja acelerado, os volumes atuais ainda são pequenos — o que reforça o potencial de expansão nas próximas décadas.

Vendas de robôs humanoides saltam 480%, com liderança absoluta da China

Vendas de robôs humanoides saltam 480%, com liderança absoluta da China
Fonte: Tecnoblog

O Samsung Ballie jamais verá a luz do dia

O Samsung Ballie jamais verá a luz do dia

O robô Ballie não será vendido ao público (imagem: divulgação/Samsung)

Resumo

Samsung decidiu não lançar o robô doméstico Ballie, mantendo-o apenas como plataforma interna de testes e desenvolvimento.
O Ballie foi apresentado na CES 2020 como um robô doméstico avançado, com recursos de interação e controle de dispositivos de casa inteligente.
A decisão de não lançar o Ballie comercialmente pode ter sido influenciada por custos elevados e apetite limitado do público por robôs domésticos.

Durante anos, a Samsung alimentou a expectativa de que o Ballie, seu robô doméstico em formato de esfera, finalmente chegaria às lojas. O dispositivo foi exibido em diversas edições da CES, ganhou redesign, novas funções e até uma janela oficial de lançamento. Agora, porém, a empresa confirmou que o produto não será lançado para o público consumidor.

Segundo a agência Bloomberg, a Samsung decidiu “engavetar indefinidamente” o Ballie como produto comercial. Em vez disso, o robô continuará existindo apenas como uma plataforma interna de testes e desenvolvimento. A decisão vem após o prazo prometido para o lançamento — o verão de 2025 no Hemisfério Norte — ter passado sem qualquer novidade concreta sobre vendas.

O que era o Ballie e por que ele chamava atenção

O Ballie foi apresentado pela primeira vez na CES 2020 como um robô doméstico capaz de interagir com usuários e controlar dispositivos de casa inteligente. Na época, ele era descrito como um dos conceitos mais avançados exibidos pela Samsung, com recursos como reconhecimento facial, acompanhamento do dono e integração com eletrodomésticos conectados.

Ao longo dos anos, o projeto evoluiu. Na CES 2024, o Ballie reapareceu maior, com formato mais arredondado, um anel de luz e até a função de projetor portátil. A Samsung demonstrou o robô exibindo imagens, enviando informações para smartphones e interagindo com outros dispositivos do ecossistema da marca. Já na CES 2025, a empresa reforçou que o lançamento aconteceria ainda naquele ano, com suporte a interações conversacionais baseadas no Google Gemini.

Em um comunicado oficial divulgado anteriormente, a Samsung chegou a afirmar: “Disponível para os consumidores neste verão, o Ballie será capaz de interagir de forma natural e conversacional para ajudar os usuários a gerenciar ambientes domésticos, incluindo ajustar a iluminação, receber pessoas na porta, personalizar horários, definir lembretes e muito mais”.

Por que a Samsung voltou atrás no lançamento?

Samsung confirmou que o robô Ballie não será lançado para o público consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Agora a empresa mudou o discurso. De acordo com a Samsung, o Ballie seguirá como uma “plataforma ativa de inovação”. Em declaração à Bloomberg, a companhia afirmou: “Após vários anos de testes em situações reais, essa tecnologia continua a orientar a forma como a Samsung desenvolve experiências espaciais e contextuais, principalmente em áreas como inteligência para casas inteligentes, IA ambiental e privacidade desde a concepção”.

Embora ainda exista um site para cadastro de interessados, a decisão indica cautela. Custos elevados, dúvidas sobre confiabilidade no uso diário e o apetite limitado do público por robôs domésticos podem ter pesado na escolha. Em um momento em que empresas de tecnologia revisam apostas em IA, assistentes virtuais e dispositivos experimentais, a Samsung parece ter optado por reaproveitar as ideias do Ballie em outros produtos, deixando o robô, por ora, fora das prateleiras.

O Samsung Ballie jamais verá a luz do dia

O Samsung Ballie jamais verá a luz do dia
Fonte: Tecnoblog

LG terá robô capaz de executar tarefas domésticas

LG terá robô capaz de executar tarefas domésticas

LG deve apresentar novo robô na próxima CES (imagem ilustrativa: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Resumo

LG comunicou a criação de um novo robô doméstico, que será apresentado na CES 2026.
Batizado de LG CLOiD, ele terá braços mecânicos e mãos para executar tarefas domésticas complexas.
Segundo a fabricante, o robô possui sete graus de liberdade nos braços e mãos com cinco dedos, permitindo manipulação precisa de objetos.

A LG apresentará um novo robô doméstico durante a CES 2026, feira de tecnologia que ocorre em janeiro, em Las Vegas. A fabricante comunicou a criação do LG CLOiD, robô que se difere dos seus assistentes virtuais sobre rodas por possuir braços mecânicos para interagir fisicamente com o ambiente e executar tarefas domésticas.

No anúncio, feito neste Natal, a marca sul-coreana declara que o objetivo é aproximar a tecnologia da visão de Zero Labor Home (Casa com Zero Trabalho), na qual a máquina fica responsável pelas obrigações do dia a dia.

Embora a empresa não liste quais afazeres o robô poderá fazer, a estrutura sugere que haverá capacidade de manipulação de objetos.

A novidade evolui a ideia de agente de IA que a companhia vinha demonstrando, até então, com o LG Q9. Desta vez, a promessa é que o robô atue ativamente na organização do lar, liberando o tempo do usuário para outras atividades.

Robô doméstico com braços e dedos

Imagem do LG CLOiD revela braços e articulações para tarefas (imagem: divulgação/LG)

O grande diferencial do LG CLOiD deve ser a introdução dos dois braços articulados que possuem sete graus de liberdade, o que simula a amplitude e a flexibilidade do movimento humano. A característica pode permitir que o robô alcance objetos em prateleiras ou realize movimentos completos que exijam contorção e mais precisão.

Nas extremidades desses braços, a LG implementou mãos com cinco dedos atuados individualmente. Tal como as articulações, a réplica da mão humana deve permitir o manuseio de ferramentas e objetos do cotidiano.

IA adaptada para o ambiente doméstico

Para controlar o corpo mecânico, a LG aposta no que chama de Affectionate Intelligence (Inteligência Afetuosa). O termo, já utilizado pela empresa em outros produtos, refere-se a algoritmos de IA projetados para ir além da execução fria de comandos.

O sistema permite que o robô compreenda o contexto emocional dos moradores e demonstre empatia durante as interações. Isso é viabilizado por um pacote de sensores alojados na “cabeça” do dispositivo, incluindo câmeras de reconhecimento visual, microfones para comandos de voz e um display que serve como rosto para comunicação expressiva.

A apresentação completa do LG CLOiD, com demonstrações de uso real, está agendada para ocorrer entre os dias 6 e 9 de janeiro no estande da empresa na CES.
LG terá robô capaz de executar tarefas domésticas

LG terá robô capaz de executar tarefas domésticas
Fonte: Tecnoblog

Robô cozinheiro consegue preparar até 120 pratos por hora

Robô cozinheiro consegue preparar até 120 pratos por hora

CA-1 conta com braços robóticos e panelas giratórias (imagem: divulgação/Circus)

Resumo

O robô CA-1 Series 4 prepara até 120 pratos por hora, usando ingredientes cortados e pré-cozidos.
A máquina opera em três supermercados Rewe na Alemanha, em cozinhas de 7 m², com 36 silos refrigerados e braços robóticos.
A Circus vende cada unidade do CA-1 por 250 mil euros, e a operação reduz custos de trabalho em até 95%, sendo necessário apenas um operador.

Pedir para um robô fazer seu almoço já é uma realidade na Alemanha: a empresa de tecnologia Circus colocou máquinas da CA-1 Series 4, capazes de preparar refeições de maneira totalmente autônoma, em três unidades da rede de supermercados Rewe.

A novidade ainda está em fase de testes, e o projeto piloto deve durar seis meses. Mesmo assim, clientes já podem comer por 6 euros (cerca de R$ 36,65, em conversão direta). Dá para pedir macarrão, lentilha ou panquecas doces, por exemplo.

Robô precisa de 7 metros quadrados para funcionar (imagem: reprodução/Circus Group)

Como funciona o robô cozinheiro?

O CA-1 Series 4 funciona em uma cozinha compacta com laterais de vidro, que ocupa aproximadamente 7 metros quadrados. O cliente pode fazer seu pedido em um painel sensível ao toque, parecido com os encontrados em restaurantes de fast-food, ou mesmo por comandos de voz.

O CA-1 Series 4 conta com seis câmeras internas, que levam imagens até um software de visão computacional, responsável por supervisionar o processo.

A máquina conta com 36 silos refrigerados para ingredientes, que são entregues às lojas já cortados e pré-cozidos. Dois braços robóticos colocam os alimentos em panelas giratórias, que funcionam por indução. A refeição pronta é colocada em uma das oito bandejas aquecidas, mantendo a temperatura até o consumidor retirar seu pedido. E para lidar com a sujeira, há até uma máquina de lavar-louças.

O preparo leva alguns minutos. Segundo a Circus, o CA-1 Series 4 é capaz de fazer até 120 pratos por hora, e os silos refrigerados podem armazenar ingredientes suficientes para 500 refeições. E apesar de apenas oito opções de pratos estarem disponíveis nessa primeira fase, o sistema permite um número ilimitado de combinações e receitas.

Empresa diz que objetivo não é substituir funcionários

A Circus vai vender cada unidade do CA-1 por 250 mil euros (aproximadamente R$ 1,5 milhão). Nas lojas da Rewe, eles foram alugados — o valor é mantido em segredo.

Lars Klein, diretor da rede de supermercados, vê nos robôs uma opção para solucionar a falta de mão de obra especializada e dar aos consumidores uma opção extra de alimentação fresca.

Ele nega que o objetivo seja substituir os funcionários. Mesmo assim, a máquina consegue reduzir os custos do trabalho em até 95%. Basta apenas um operador para abastecer os 36 silos refrigerados com os ingredientes.

Com informações da WDR, da RTL West e do Notebook Check
Robô cozinheiro consegue preparar até 120 pratos por hora

Robô cozinheiro consegue preparar até 120 pratos por hora
Fonte: Tecnoblog

IA do Google ensina tarefas para robô sem precisar de instruções básicas

IA do Google ensina tarefas para robô sem precisar de instruções básicas

A inteligência artificial vai muito além do ChatGPT, e o Google deu uma prova disso nesta sexta-feira (28). A empresa apresentou seu modelo de aprendizagem Robotic Transformer 2 (ou RT-2). Graças a ele, robôs conseguem executar tarefas complexas, sem que seja necessário ensiná-los os movimentos básicos envolvidos.

Braço robótico usado pelo Google para demonstrar o RT-2 (Imagem: Divulgação/Google)

Segundo a DeepMind, divisão de robótica do Google, com o RT-2, um usuário poderia dar o comando “jogue o lixo fora” a um robô, mesmo que ele não tenha sido treinado para essa tarefa específica.

A máquina conseguiria identificar o que é lixo — seja um pacote de batatinha vazio ou uma casca de banana — e o que é jogar fora.

Pode parecer bobo, mas não é. Um desafio do trabalho com robôs é a necessidade de ensinar movimentos básicos, como pegar um objeto, girá-lo, mover o braço, e assim por diante.

O RT-2, por outro lado, passou por um treinamento com uma grande quantidade de dados da web. Isso permite a ele ser capaz de fazer abstrações — entender que diferentes tipos de objeto podem ser lixo, por exemplo.

Os pesquisadores afirmam que, em testes realizados com um braço robótico em um cenário de cozinha, o modelo foi capaz de entender que objeto poderia ser improvisado como martelo (uma pedra) e escolher qual era a bebida mais apropriada para uma pessoa cansada (uma lata de energético).

Algumas tarefas possíveis com o RT-2 (Imagem: Divulgação/Google)

Nem tudo é perfeito, porém. A reportagem do jornal The New York Times viu uma demonstração ao vivo do robô e ele errou o sabor de refrigerantes e a cor de algumas frutas.

RT-2 se beneficiou da mesma tecnologia do Bard e ChatGPT

Eu abri este texto falando que a inteligência artificial é muito mais que o ChatGPT, mas existe uma relação entre ele e o modelo usado nos robôs.

O ChatGPT, o Bard e outros chatbots capazes de entender linguagem natural e responder perguntas complexas usam como base uma tecnologia chamada modelo de linguagem de larga escala, ou LLM, na sigla em inglês.

As pesquisas com LLMs foram determinantes para desenvolver o RT-2 e torná-lo capaz de entender instruções que não foram predeterminadas. O modelo é capaz até mesmo de obedecer comandos em outras línguas além de inglês — assim como os chatbots.

Para Ken Goldberg, professor de robótica da Universidade da Califórnia em Berkeley, o uso dos modelos de linguagem nas máquinas foi suficiente para dar a elas alguma capacidade de raciocínio e improviso. “Isso é muito animador”, avaliou o pesquisador em entrevista ao NYT.

Com informações: TechCrunch, The Verge, The New York Times
IA do Google ensina tarefas para robô sem precisar de instruções básicas

IA do Google ensina tarefas para robô sem precisar de instruções básicas
Fonte: Tecnoblog