Category: robotáxis

Robotáxi da Amazon recebe aval para cobrar por corridas sem motorista

Robotáxi da Amazon recebe aval para cobrar por corridas sem motorista

Construído para transporte por aplicativo, modelo elimina o assento do motorista (imagem: reprodução/Zoox)

Resumo

A Zoox, empresa de carros autônomos adquirida pela Amazon em 2020, obteve aprovação para operar comercialmente veículos autônomos nos EUA.
A empresa começará a operação em Las Vegas, Nevada, com planos de expanção para outras cidades como Dallas, Phoenix, Austin e Miami.
A startup já tem 500 mil usuários cadastrados aguardando o início das cobranças.

A Zoox, startup de carros autônomos adquirida pela Amazon em 2020, recebeu a aprovação do governo dos Estados Unidos para começar a cobrar por viagens em seus robotáxis. A autorização é a primeira do país para um veículo totalmente autônomo, sem volante, pedais ou controles manuais.

Com um formato peculiar de caixa, que passa longe do visual de um sedã tradicional, o automóvel agora tem passe livre após um longo processo de validação. A Administração Nacional de Segurança Rodoviária (NHTSA) ressaltou que a liberação busca justamente acelerar a inovação no setor de transporte. Com o aval em mãos, as operações tarifadas começarão já em agosto.

Vale lembrar que a Waymo já opera serviços de carros autônomos nos EUA. No entanto, seus veículos mantêm a construção tradicional, com volante e pedais, podendo ser conduzidos por uma pessoa. A diferença da Zoox é que seu robotáxi foi projetado desde o início sem qualquer controle manual.

A autorização só foi possível após uma mudança regulatória recente. Em 2025, o governo dos Estados Unidos e a NHTSA abriram um novo caminho legal para fabricantes nacionais que desenvolvem veículos capazes de operar sem qualquer intervenção humana. Segundo o comunicado oficial, a aprovação autoriza a operação comercial de até 2.500 robotáxis por ano pelos próximos dois anos.

Empresa quer expandir

Mais de 500 mil usuários já testaram a tecnologia da Zoox (imagem: reprodução/Zoox)

O primeiro passo dessa nova fase tarifada ocorrerá em Las Vegas, no estado de Nevada, região em que a Zoox já vinha realizando a demonstração da tecnologia com testes gratuitos desde o ano passado. A startup informou que tem trabalhado em conjunto com órgãos reguladores locais para garantir que todas as exigências comerciais e operacionais sejam cumpridas antes de colocar o aplicativo no ar com cobranças ativas.

Os números revelados pela empresa indicam um alto interesse pela novidade. Segundo a empresa, mais de meio milhão de passageiros já experimentaram as viagens sem custo nas ruas de Las Vegas e de São Francisco, com 500 mil usuários cadastrados aguardando a oportunidade de pegar uma carona no veículo.

Embora os carros sem motorista já circulem na Califórnia, a companhia ainda não estipulou uma data exata para iniciar as cobranças em São Francisco. A meta da Zoox é levar sua frota autônoma para outras grandes metrópoles americanas ainda em 2026, com lançamentos previstos para Dallas, Phoenix, Austin e Miami.

Design atualizado para produção em massa

Cabine interna não possui volante ou pedais e acomoda até quatro passageiros (imagem: reprodução/Zoox)

Para suportar essa nova etapa e o aumento no número de corridas, a subsidiária da Amazon apresentou recentemente a versão final do robotáxi. O interior conta com uma cabine desenhada para transportar até quatro pessoas sentadas frente a frente. No entanto, o carro recebeu ajustes pontuais para melhorar o conforto, a segurança e a comunicação.

A fabricante precisou alterar o esquema de cores externo e reposicionar os refletores bidirecionais para ajudar pedestres e outros motoristas a identificarem a frente e a traseira do carro de forma mais intuitiva. Além disso, um sistema de áudio bidirecional foi instalado nas portas. Essa função permite a comunicação com quem está do lado de fora e facilita o contato rápido de equipes de emergência com a central de suporte da Zoox.

Nova versão traz ainda assentos ergonômicos e porta-copos maiores (imagem: reprodução/Zoox)

A montagem da frota comercial atualizada ocorre na fábrica de robotáxis da empresa, localizada na cidade de Hayward, na Califórnia. Segundo a fabricante, a linha de produção está preparada para entregar até 100 unidades por semana.

Esse volume de fabricação será fundamental para sustentar o crescimento previsto e fortalecer a tecnologia no cotidiano das grandes cidades.
Robotáxi da Amazon recebe aval para cobrar por corridas sem motorista

Robotáxi da Amazon recebe aval para cobrar por corridas sem motorista
Fonte: Tecnoblog

Tesla admite que robotáxis não são totalmente autônomos

Tesla admite que robotáxis não são totalmente autônomos

Logo da montadora de carros autônomos Tesla (Imagem: Ivan Radic/Flickr)

Resumo

A Tesla admitiu que seus robotáxis não são totalmente autônomos e que operadores podem assumir controle remotamente em situações excepcionais.
Os operadores da Tesla podem controlar os veículos a 3,2 km/h ou menos, com limite de 16 km/h em casos específicos.
O Senado dos EUA, liderado pelo senador Ed Markey, pressiona por mais transparência sobre a assistência remota e a frequência de intervenções humanas.

A Tesla admitiu que seus robotáxis não são tão independentes quanto o marketing da empresa costuma sugerir. Em carta enviada ao senador Ed Markey no dia 26/03, a companhia confirmou que operadores humanos podem assumir o controle dos veículo remotamente em situações excepcionais, quando as intervenções automáticas do sistema falham.

Os documentos, obtidos pelo portal TechSpot, revelam como a Tesla se diferencia de concorrentes como a Waymo, que afirma que seus funcionários apenas orientam o software de navegação, sem verdadeiramente assumir o volante. Os operadores da fabricante de Elon Musk, por sua vez, conseguem dirigir o carro à distância, ainda que com limitações de velocidade.

A investigação do senador Markey tenta entender como as montadoras desses carros utilizam assistência humana remota. A admissão contrasta com o discurso de autonomia total frequentemente associado à marca de Elon Musk.

Como a assistência remota funciona?

Suporte da Tesla pode assumir controle de direção de veículos (imagem: reprodução)

Segundo a empresa, os operadores, que são todos funcionários internos em centros de comando em Austin e Palo Alto, só podem assumir o controle total com o veículo a 3,2 km/h ou menos. Em casos em que o sistema de direção automatizada concede acesso direto, o limite sobe para 16 km/h.

A Waymo, por comparação, mantém cerca de 70 agentes de assistência remota nos EUA e nas Filipinas, mas apenas para sugerir rotas ou confirmar manobras, sem tomar o controle do veículo.

A Tesla lançou o serviço em Austin em junho de 2025 e opera atualmente com cerca de 50 veículos. Na prática, a maioria ainda circula com supervisores humanos, prontos para intervir fisicamente se necessário.

Desde 2015, Musk afirma que a autonomia plena é um “problema resolvido”, tendo prometido veículos totalmente independentes para 2018 e 2019 e direção autônoma nível 5 para 2021. Apesar do lançamento do FSD (Full Self-Driving) em versão beta há alguns anos, as promessas não se concretizaram.

Investigação e transparência

A revelação integra uma pressão crescente do Senado americano por mais transparência no setor. Markey criticou o fato de a Tesla e outras companhias se recusarem a divulgar com que frequência essas intervenções humanas são necessárias — omissão que, segundo o parlamentar, dificulta avaliar a real maturidade da tecnologia.

Markey trabalha em uma legislação para criar regras federais sobre a qualificação dos operadores remotos e os limites de latência nos comandos via internet. O senador também solicitou que a NHTSA, principal agência de segurança viária dos EUA, investigue as práticas de assistência remota de toda a indústria.

Tesla admite que robotáxis não são totalmente autônomos

Tesla admite que robotáxis não são totalmente autônomos
Fonte: Tecnoblog

Táxi autônomo da Cruise fica atolado em concreto fresco

Táxi autônomo da Cruise fica atolado em concreto fresco

Um táxi autônomo da Cruise atolou em concreto fresco na cidade de São Francisco, Califórnia. A grande ironia dessa situação é que o incidente (mais um) ocorreu dias depois da cidade autorizar a operação do “robotáxi” 24 horas por dia. As imagens do incidente foram divulgadas nas redes sociais e na mídia local.

(Imagem: @Name_Is_Nobody/Twitter)

Na semana passada, a Cruise e a Waymo, duas empresas de transporte por aplicativo que utilizam carros autônomos, foram autorizadas a operar sem restrições de horário na cidade californiana. Na decisão, que conta com oposição de moradores de São Francisco, uma das contrapartidas para que as companhias realizam corridas a qualquer momento e novos lugares é diminuir incidentes com os carros.

Possível causa é que robô ainda é “burro” para ver concreto fresco

Até o momento, a Cruise não divulgou a possível causa do incidente. Porém, é especulado que o motivo é incapacidade do robotáxi em identificar o que é estrada e o que é concreto fresco — mesmo que o local estivesse com marcações de cones e funcionários usando coletes refletivos.

Se de noite todos os gatos são pardos, para um carro autônomo todo “cinza” é asfalto e ponto final. Por isso, o carro pode ter visto a área da pista e identificou que estava seguro seguir. Pela imagem abaixo, podemos ver que há um desnível na faixa em que o robotáxi da Cruise atolou. Um ser humano entenderia que há algum problema ali e, mesmo que não identificasse o concreto fresco, poderia notar os funcionários da obra ao redor.

Bolt EV da Cruise atola em concreto em São Francisco (Imagem: @Name_Is_Nobody/Twitter)

O que também falta entender é se não havia um cone no início da faixa. Em obras que acontecem em apenas uma pista de uma via, é comum que se alinhem os cones formando uma diagonal com a calçada. Isso causa um “encurtamento” da faixa e indica ao motorista que ele terá que trocar para seguir.

Cidadãos usam incidente para reforçar suas críticas ao robotáxi

Mesmo que a Comissão de Utilidade Pública da Califórnia (CPUC, sigla em inglês) tenha aprovado a ampliação do funcionamento dos robotáxis, isso não significa que a população fosse a favor disso. Uma parte dos cidadãos de São Francisco é contra os carros autônomos na cidade — e não por serem “anti-tech”.

No dia seguinte à decisão da CPUC, os carros da Cruise causaram filas na saída de um festival de música em São Francisco. De acordo com a empresa, subsidiária da GM e que usa os Bolts EVs, o motivo do incidente foi um problema de conectividade devido ao grande número de pessoas na região do festival.

Nas redes sociais, seja no Xwitter ou no TikTok, há vários vídeos de carros da Cruise confusos com a situação do trânsito — e moradores da cidade relembrando que quem votou por isso foi a CPUC, não eles.

Com informações: The Register e SFGate
Táxi autônomo da Cruise fica atolado em concreto fresco

Táxi autônomo da Cruise fica atolado em concreto fresco
Fonte: Tecnoblog