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O que é pirataria digital? Entenda as consequências dos conteúdos piratas

O que é pirataria digital? Entenda as consequências dos conteúdos piratas

Conheça os principais riscos de consumir conteúdos piratas na internet (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A pirataria digital é a distribuição, reprodução e uso de conteúdo digital protegido por direitos autorais sem a autorização dos criadores. Isso abrange desde filmes e músicas até softwares e jogos, caracterizando-se como uma violação legal.

As consequências dessa prática incluem perdas financeiras para criadores, desvalorizando o trabalho e reduzindo investimento em inovação e novas produções. Já os consumidores de produtos piratas perdem a garantia, suporte técnico e as atualizações oficiais.

A pirataria digital é considerada crime de violação de direitos autorais no Brasil, com penas que incluem detenção e multa. Além das implicações legais, o acesso a plataformas ilegais expõe o usuário a malwares, vírus e risco de roubo de dados pessoais.

A seguir, entenda melhor o que é pirataria digital, como ela funciona e suas consequências. Também saiba como essa ação ilegal prejudica indivíduos, empresas e a economia.

ÍndiceO que é pirataria digital?Como funciona a pirataria digital?Quais são as consequências da pirataria digital?Quais são os exemplos de pirataria digital?Como se proteger da pirataria digital?Quais são os riscos de baixar conteúdo pirata?É possível combater a pirataria digital?

O que é pirataria digital?

A pirataria digital é a reprodução, distribuição ou uso não autorizado de conteúdo digital protegido por direitos autorais, sem a permissão expressa ou pagamento ao criador. É um ato ilegal de roubo de propriedade intelectual, violando as leis de copyright e causando prejuízos financeiros significativos para os criadores e as indústrias.

Como funciona a pirataria digital?

A pirataria digital funciona com os infratores copiando e compartilhando ilegalmente materiais protegidos por direitos autorais, como filmes e softwares, por meio da internet. Isso ocorre frequentemente por redes P2P (peer-to-peer), como BitTorrent, ou sites não autorizados de streaming.

Esses métodos permitem que as pessoas baixem ou assistam ao conteúdo digital sem pagar, contornando a distribuição oficial e as taxas de licenciamento. Os operadores lucram com isso usando anúncios, assinaturas premium ou até mesmo pedindo doações.

O sistema P2P descentraliza o compartilhamento, onde os usuários baixam arquivos de outros e, ao mesmo tempo, os distribuem para novas pessoas. Outras formas incluem sites de streaming não licenciados, serviços IPTV ilegais e links de download direto.

Torrent e redes P2P continuam sendo um dos principais meios de pirataria (imagem: Reprodução/AVG)

Quais são as consequências da pirataria digital?

A pirataria digital gera impactos sérios que se estendem por esferas legais, econômicas e de segurança para usuários, criadores e a economia global:

Responsabilidade legal: o ato pode resultar em multas pesadas e processos judiciais cíveis, podendo, em contextos comerciais, levar até mesmo a pena de prisão;

Riscos de segurança: consumir conteúdo pirata expõe o usuário a vírus e malwares, comprometendo a integridade a privacidade dos dados pessoais e corporativos;

Danos e riscos físicos: dispositivos modificados ou produtos de streaming piratas podem não seguir normas de segurança, apresentando mau funcionamento e até mesmo risco de incêndio;

Qualidade e suporte nulo: o material ilegal é frequentemente defeituoso, desatualizado e vem sem garantia ou qualquer acesso a suporte técnico ou atendimento ao cliente;

Conteúdo nocivo: sites não regulamentados expõem usuários, especialmente menores, a material explícito, violento ou inadequados, devido à ausência de filtros de segurança;

Perda de receita e empregos: a indústria criativa sofre perdas bilionárias em faturamento, freando o investimento e levando à demissão de profissionais nesses setores;

Inovação e criação limitadas: a diminuição do financiamento devido às perdas reduz o capital para a produção de novas obras e desacelera o avanço tecnológico na indústria;

Financiamento do crime: o ecossistema ilegal frequentemente atua como uma fonte de recurso estável que pode ser utilizada para financiar redes e grupos do crime organizado.

Pirataria digital é crime?

Sim, a pirataria digital é um crime cibernético no Brasil, tipificado pela violação de direitos autorais conforme o Artigo 184 do Código Penal. Essencialmente, a lei visa proteger a propriedade intelectual de criadores.

A legislação brasileira prevê diferentes níveis de penalidade para este crime, que variam conforme a finalidade da infração cometida. O infrator que age com o intuito de lucro está sujeito a uma pena de reclusão de dois a quatro anos, além de multa, dada a maior gravidade.

A lei também pune a pirataria na internet quando praticada sem objetivo de lucro, aplicando-se uma detenção de três meses a um ano ou multa. A distinção legal reforça a criminalização de qualquer forma de violação autoral, independentemente da obtenção de vantagem financeira.

Pirataria digital é tipificada como um crime cibernético no Brasil (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais são os exemplos de pirataria digital?

A pirataria digital atinge diversas propriedades intelectuais protegidas por direitos autorais. Os exemplos mais comuns são:

Software: envolve a cópia, instalação ou distribuição não autorizada de programas de computador, como usar uma única licença em múltiplas máquinas ou vender e usar cópias falsificadas;

Música: é o download, compartilhamento ou transmissão ilegal de faixas e álbuns protegidos, frequentemente por meio de redes P2P (peer-to-peer) ou plataformas de streaming e download não licenciadas;

Filmes e séries: inclui a gravação, o download, o streaming ou a distribuição de obras audiovisuais sem permissão, geralmente usando sites de torrent, hospedagem ou plataformas ilegais;

Livros e e-books: refere-se à digitalização, reprodução ou distribuição não autorizada de obras literárias e científicas, ocorrendo em sites de compartilhamento de arquivos ou acervos ilegais;

Jogos eletrônicos: consiste na cópia, distribuição e uso ilegal de jogos de videogames para qualquer plataforma, o que pode envolver o download de versões “crackeadas” ou o desvio de sistemas de Gestão de Direitos Digitais (DRM);

Conteúdo online e mídia social: é o uso, repostagem ou monetização não autorizada de materiais digitais como artigos, podcasts, cursos, imagens e vídeos, violando os termos em sites e redes sociais.

Como se proteger da pirataria digital?

Os criadores devem adotar uma abordagem em múltiplas camadas para se proteger da pirataria digital. Isso inclui a aplicação de Gestão de Direitos Digitais (DRM), o uso de marcas d’água para rastrear vazamentos e a proteção legal por meio de registro de direitos autorais.

Os consumidores, por sua vez, devem escolher plataformas e opções legais para consumir conteúdo, apoiando os criadores e tendo uma experiência livre de riscos. É crucial manter atenção em relação à segurança na internet e reportar conteúdos ilegais.

Essa estratégia combinada desincentiva a cópia não autorizada ao dificultar o acesso, permite a identificação de infratores e oferece um caminho seguro e de valor para o consumo legal.

Pirataria de filmes, música e softwares ainda continua em alta (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais são os riscos de baixar conteúdo pirata?

Estes são alguns riscos que a pessoa se expõe ao consumir conteúdo pirata:

Infecção por softwares maliciosos: arquivos e plataformas piratas são vetores comuns para vírus, cavalos de troia (trojans) e outros tipos de malware. Eles podem comprometer a segurança do sistema ao executar códigos maliciosos;

Roubo de dados pessoais e fraude: um malware oculto pode visar credenciais de login, senhas e informações de pagamento armazenadas no dispositivo. Isso leva diretamente ao risco de roubo de identidade, acesso indevido a contas e prejuízos financeiros;

Vulnerabilidade de segurança críticas: softwares piratas não recebem as atualizações de segurança e o suporte oficial dos desenvolvedores. Isso mantém o sistema exposto a falhas de segurança conhecidas, aumentando o risco de exploração por hackers;

Instabilidade do sistema e corrupção de arquivos: o conteúdo modificado ou de baixa qualidade pode causar falhas, lentidão e instabilidade no sistema operacional. Há um risco significativo de perda total de dados e corrupção de arquivos importantes;

Risco legal e sanções: apesar de muitas jurisdições ficarem em cima de quem distribui, o ato de baixar conteúdo ilegal pode configurar crime de violação de direitos autorais. O usuário pode ser sujeito a multas e, em casos mais graves, a outras penalidades legais.

É possível combater a pirataria digital?

Sim, existem estratégias para combater a pirataria digital que combinam tecnologia, ações legais e iniciativas focadas no consumidor. O objetivo é tornar o conteúdo digital legal mais acessível, conveniente e atrativo do que as versões pirateadas.

Este embate usa soluções como DRM (Digital Rights Management) e marcas d’água para proteger o conteúdo, além de inteligência artificial para identificar padrões de pirataria. Além disso, são implementadas ações legais como bloqueio de sites e envio de notificações para remover material infrator.

A estratégia é complementada por medidas que envolvem o mercado, como alternativas acessíveis e investimento na educação dos consumidores sobre o impacto da pirataria. A colaboração entre detentores de direitos, plataformas, provedores de internet também é essencial para reforçar as leis e o monitoramento em tempo real.
O que é pirataria digital? Entenda as consequências dos conteúdos piratas

O que é pirataria digital? Entenda as consequências dos conteúdos piratas
Fonte: Tecnoblog

Anatel e Ancine firmam acordo para combater a pirataria digital

Anatel e Ancine firmam acordo para combater a pirataria digital

Anatel auxiliará a Ancine verificando se operadoras de internet estão cumprindo as medidas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Anatel e Ancine firmaram um acordo que permite à Ancine solicitar o bloqueio de sites e apps que exibem conteúdo audiovisual ilegal.
A Anatel atuará na fiscalização das operadoras para assegurar o cumprimento das ordens de bloqueio.
Em 2023, as agências já haviam firmado parceria para combater pirataria via IPTV e TV Box, com troca de dados e tecnologias.

A Anatel e Ancine assinam nesta quinta-feira (15/05) um termo de cooperação técnica para combater a pirataria. O acordo abrange o compartilhamento ilegal de filmes, séries, eventos esportivos e outras produções do ramo audiovisual. A parceria entre as duas autarquias federais está ligada a competência da Ancine na proteção de conteúdos audiovisuais, atribuída pela lei 14.815 de 2024.

Como funcionará o acordo entre Anatel e Ancine?

Com a parceria firmada entre os dois órgãos, a Ancine terá a capacidade de exigir que empresas de internet bloqueiem o acesso a sites e aplicativos que transmitem ilegalmente conteúdos audiovisuais.

Essa nova competência da Ancine abarca a pirataria contra canais pagos, ofertados no serviço de TV a cabo. Assim, aparelhos de TV Box e IPTV que transmitem ilegalmente canais fechados também poderão ser alvos das medidas da Ancine — além de sites do tipo.

Ancine poderá tomar ações contra IPTVs e TV Box que transmitem conteúdo pirateado (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Nesse acordo, a Anatel será responsável por auxiliar a Ancine, garantindo que os mais de 20 mil operadores de internet no Brasil estejam cumprindo a determinação da agência reguladora da indústria cinematográfica.

Por exemplo: se a Ancine determinar que um site que fornece link para baixar filmes precisa ser bloqueado, a Anatel ficará responsável por verificar se as fornecedoras de internet estão atendendo a ordem da autarquia.

Acordo é mais um entre os órgãos federais

Em 2023, a Anatel e Ancine firmaram outro acordo para combater a pirataria em IPTVs e aparelhos TV Box. Na ocasião, a parceria envolvia o compartilhamento de informações, tecnologias e realização de atividades em conjunto contra a transmissão ilegal de sinal de TV a cabo.

Esse acordo tinha validade de 24 meses. Já a nova parceria entre as duas autarquias não teve o prazo divulgado. O Tecnoblog entrou em contato com a Ancine para apurar essa informação. A matéria será atualizada com a resposta do órgão.

A Anatel e outros órgãos públicos, como a Receita Federal, Polícia Federal e PRF, intensificaram nos últimos anos a apreensão de IPTVs e aparelhos de TV Box e o bloqueio de IPs ligados a esses produtos. Alguns dispositivos agem dentro da legislação brasileira, mas outros permitem a pirataria de canais fechados, PPVs e streamings, transmitindo os conteúdos com um pagamento único, assinatura de baixo custo ou apenas com a compra do produto.

Com informações da Anatel
Anatel e Ancine firmam acordo para combater a pirataria digital

Anatel e Ancine firmam acordo para combater a pirataria digital
Fonte: Tecnoblog

Campanha antipirataria usou fonte pirateada

Campanha antipirataria usou fonte pirateada

Campanha “Piracy. It’s a crime” não dizia que piratear uma fonte era como roubar um carro (imagem: reprodução)

Se você alugava filmes após 2004, provavelmente viu a campanha antipirataria chamada “Pirataria. É um crime” (“Piracy. It’s a Crime” em inglês). Recentemente, o site TorrentFreak revelou que a fonte usada no site da campanha é a Xband Rough, uma versão pirateada da FF Confidential. Esta fonte foi criada em 1992 por Just Van Rossum e exige licença para ser usada.

Como descobriram o uso da fonte pirata na campanha?

A revelação do uso de fonte pirata surgiu após uma publicação da repórter Melissa Lewis no BlueSky. Lewis estava impressionada com o fato da campanha antipirataria ter usado a fonte desenhada pelo irmão de Guido Van Rossum, criador do Python.

PDF salvo no Internet Archive mostra casos de material piratadas encontrado em lugares com drogas, armas e… viagra (imagem: reprodução)

Em seguida, um detetivão da internet mostrou que o site da campanha usava a Xband Rough, a versão copiada da FF Confidential. A ferramenta FontForge foi usada para fazer a detecção de fontes usadas na página. O TorrentFreak fez outra verificação independente e confirmou o uso da Xband Rough no PDF da “Piracy. It’s a Crime”.

No entanto, não há certeza se a fonte usada na campanha audiovisual é a FF Confidential ou a Xband Rough. Entrevistado pelo TorrentFreak, Van Rossum, que está achando a situação hilária, não sabia afirmar se a fonte da propaganda era a FF Confidential. Os direitos de distribuição na época da campanha eram de propriedade da FontShop International, hoje são da Monotype — a única capaz de sanar a dúvida.

Campanha antipirataria marcou uma era

Se você alugava filmes ou frequentava os cinemas entre 2004 e 2009, provavelmente viu a propaganda acima. Ela era exibida antes do início das sessões e foi embutida em DVDs das locadoras. A campanha ainda é lembrada como motivo de piada em alguns círculos da internet, especialmente pela sua comparação entre baixar um filme pirata e roubar um carro — com a tecnologia de impressão 3D, é possível pelo menos “fazer o download” de partes de um veículo.

A “Piracy. It’s a Crime” surgiu como resposta ao crescimento do download ilegal de conteúdos na internet — o Napster sacudiu o mercado no início daquela década, com LimeWire, Kazaa, eMule e Shareaza em plena atividade. A internet estava ficando mais popular, assim como os computadores, que chegavam a cada vez mais casas em todo o mundo.

Com informações de TorrentFreak e Ars Technica
Campanha antipirataria usou fonte pirateada

Campanha antipirataria usou fonte pirateada
Fonte: Tecnoblog

Microsoft Copilot pode ensinar os usuários a piratear de forma segura

Microsoft Copilot pode ensinar os usuários a piratear de forma segura

IA generativa da Microsoft pode te ensinar a acessar sites proxys e usar VPN para baixar torrents (Imagem: Reprodução/Microsoft)

O Microsoft Copilot, a IA generativa de pesquisa da big tech, é capaz de ensinar os usuários a piratear com segurança. Ao perguntar para a IA no estilo balanceado e conservador de conversa, o consumidor pode receber respostas sobre como acessar sites proxys, usar VPNs para “se esconder” ao baixar torrents e até entender por que esse serviço é recomendado. O Copilot não responde essas perguntas no estilo criativo.

Os relatos dessas respostas do Copilot surgiram no Reddit. Os testes feitos pelo Tecnoblog trouxeram resultados tanto em inglês quanto em português. Foi possível receber listas de sites proxys e mirros do Pirate Bay e 1337x. Além disso, a IA enviou sugestões de outras bibliotecas de torrents, como GloTorrents e KickAss.

Copilot sugere usar VPNs para torrents

Copilot explica porque usuário deve usar uma VPN para baixar torrents (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)

Curiosamente, ao pesquisar sobre esse assunto, entre as sugestões de perguntas do Copilot estão relacionadas a baixar torrents com VPN e como se manter seguro baixando-os. A resposta da inteligência artificial cita, entre outras coisas, que usar esse serviço é importante para privacidade e evitar problemas legais.

Ainda assim, mesmo praticamente ensinando a piratear, a IA relembra que baixar conteúdos protegidos por direitos autorais é ilegal — esse ponto é idêntico à resposta do ChatGPT sobre o tema. Esse hábito da inteligência artificial foi notado há mais de cinco dias.

A Microsoft pode limitar a resposta ou bloquear o tema de vez, como já acontece no estilo Criativo de conversa. No entanto, isso pode ser uma vantagem contra o Google, já que o Gemini não responde sobre proxys e mirros.

Copilot explica como usar um proxy para acessar um site bloqueado (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)

A sugestão do Copilot também relata que usar VPNs permite que o usuário acesse sites bloqueados no país — o 1337x, por exemplo, não é liberado no Brasil. Isso vale não só para bibliotecas e buscas de torrents, mas para outras páginas com acesso negado pelas provedoras de internet.

Torrents e VPNs podem servir para o bem

O ensinamento do Copilot não é só para o “lado mal”. Essas tecnologias têm funções úteis para pessoas que vivem em ditaduras, países alvos de sanções ou menos desenvolvidos. Pessoas podem acessar mídias independentes em nações com uma mídia fortemente censurada.

Por exemplo, apesar da Rússia proibir a indicação de VPNs, elas são usadas por órgãos governamentais para burlar sanções. Essa mesma tecnologia ainda pode ser usada pela população para acessar sites banidos pelo governo (como o Novaya Gazeta e Instagram) ou assistir filmes internacionais lançados após a invasão à Ucrânia.

Alguns estúdios não estão mais licenciando seus filmes para a Rússia, o que força a população a depender da pirataria. E cinemas também, visto que no ano passado Barbie foi exibido nas telonas — mesmo sem autorização da Warner.
Microsoft Copilot pode ensinar os usuários a piratear de forma segura

Microsoft Copilot pode ensinar os usuários a piratear de forma segura
Fonte: Tecnoblog