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Notebooks baratos vão sumir até 2028, prevê consultoria

Notebooks baratos vão sumir até 2028, prevê consultoria

Mercado de celulares de entrada também será atingido (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A crise dos chips aumentará os preços das memórias RAM e SSDs, impactando PCs e smartphones até 2028.
Notebooks baratos desaparecerão do mercado em até dois anos devido ao aumento dos custos de produção.
A demanda dos data centers de IA por memória afetará a disponibilidade de celulares e consoles, atrasando lançamentos.

O segmento de PCs de entrada deve desaparecer do mercado em até dois anos. A previsão drástica é de um novo relatório da consultoria Gartner, que detalha como o boom dos preços de memória em nível global afetará toda a cadeia de produção. Segundo a análise, esse fenômeno reduzirá as remessas globais de computadores em 10,4% e de smartphones em 8,4% já ao longo de 2026.

O que está causando essa crise?

A resposta direta está na estimativa de um aumento de 130% nos preços de memória DRAM e armazenamento SSD ainda este ano. Esse salto astronômico resultará num reajuste inevitável aos consumidores, encarecendo a fabricação de PCs em 17% e de smartphones em 13%, na comparação com 2025.

Toda a indústria tecnológica já se prepara para o que algumas publicações estão chamando de RAMmageddon, impulsionado por uma escassez severa na produção e a fome insaciável dos data centers de inteligência artificial por mais memória.

Historicamente, a memória de um PC representava cerca de 16% do custo total da lista de materiais. Com a crise atual, esse número atingirá 23%. O analista da Gartner Ranjit Atwal explica que essa margem elimina a capacidade das fabricantes e dos fornecedores de absorverem os custos. Como as máquinas de entrada já possuem uma margem de lucro extremamente baixa, produzi-las se tornará um negócio financeiramente inviável.

O resultado? O fim do segmento de computadores baratos e a maior contração nas remessas de dispositivos em mais de uma década.

Fim do notebook “baratinho” no Brasil

Comprar um notebook no Brasil exigirá um investimento maior (imagem: Rupixen/Unsplash)

Trazendo essa realidade para o mercado brasileiro, o cenário acende um alerta para o varejo e para o consumidor. Atualmente, é possível encontrar notebooks básicos de entrada no país — geralmente equipados com processadores modestos, 8 GB de RAM e algum SSD — abaixo dos R$ 2 mil.

Se aplicarmos o repasse projetado de 17%, esse equipamento subiria mais de R$ 300. Contudo, no Brasil o cenário é mais complicado. O repasse gringo é focado apenas no custo de fabricação. Por aqui, entram na conta a flutuação do dólar e o efeito cascata dos impostos.

Vale lembrar que, no final de fevereiro, o governo federal chegou a propor o aumento da tarifa de importação de notebooks e smartphones de 16% para 20%. O governo recuou após pressão popular, mas, como os impostos são cobrados sobre o valor do produto importado, uma máquina cuja base já é mais cara em dólar gerará um tributo final maior em reais. Somando a isso a margem de lucro das varejistas, o salto no preço final de prateleira será relevante. Na prática, a barreira financeira para comprar um computador novo deve subir.

Além da alta nos preços, a consultoria aponta para o desinteresse comercial. Em vez de produzir e vender um notebook básico encarecido, as marcas preferem direcionar as memórias escassas para laptops premium, onde as margens de lucro justificam o investimento.

Celulares e consoles também vão sofrer

A demanda dos data centers de IA por chips e memórias também causará um tombo nas vendas de celulares. A Gartner alerta que os usuários de smartphones básicos serão os mais afetados, precisando recorrer cada vez mais a aparelhos de segunda mão.

O setor de games também começa a sentir o baque. A Valve relatou que o Steam Deck tem ficado indisponível com frequência, alertando que o problema se tornará rotineiro devido à falta de componentes. Já a nova geração de consoles pode demorar mais para chegar. Informações divulgadas pela Bloomberg indicam que a Sony avalia adiar o lançamento do PlayStation 6 para 2028 ou 2029. Lançar o hardware nos próximos dois anos significaria esbarrar na escassez de peças ou ter que anunciar um preço final inviável para os compradores.

Notebooks baratos vão sumir até 2028, prevê consultoria

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Fonte: Tecnoblog

GTA 4: conheça todos os códigos e cheats para PS3, Xbox 360 e PC

GTA 4: conheça todos os códigos e cheats para PS3, Xbox 360 e PC

Descubra os macetes para se dar bem na Liberty City de GTA 4 (imagem: Divulgação/Rockstar)

Grand Theft Auto 4, ou GTA 4, foi lançado em 2008 para PS3, Xbox 360 e PC. No sexto jogo da popular franquia da Rockstar Games, o jogador controla o veterano de guerra Niko Bellic durante sua aventura pela cidade fictícia de Liberty City.

Conforme a tradição dos títulos da série, os jogadores podem usar códigos especiais para obter vantagens e desbloquear veículos especiais. Além disso, o jogo possui uma dinâmica de Níveis de Amizade que ajuda o player a ganhar suporte de outros personagens durante a história.

A seguir, conheça os principais códigos, cheats e truques para usar em GTA 4 no PS3, Xbox 360 e PC.

Índice1. Códigos de Status e Armas2. Códigos de veículos3. Bônus de amizade4. Bônus desbloqueáveis5. Localizações de armas, energia, armadura, veículos e outros itens6. Glitch de Dinheiro

1. Códigos de Status e Armas

Para inserir os cheats do GTA 4, abra o celular do personagem ao apertar o botão direcional analógico duas vezes para cima ou o comando semelhante no teclado. Em seguida, digite o número de telefone do código desejado para visualizar o menu “Cheats”.

Importante: ao usar os cheats no GTA 4, alguns troféus/conquistas específicas podem ser bloqueadas. Então, sempre salve o jogo antes de inserir os códigos durante as partidas.

CheatNúmero de TelefoneRecuperar Energia e Armadura:362-555-0100Recuperar Energia, Armadura e Munição:482-555-0100Kit de Armas 1 (Faca, Molotov, Uzi, AK-47):486-555-0150Kit de Armas 2 (Taco, Granadas, MP5, carabina):486-555-0100Diminuir o nível de procurado:267-555-0100Aumentar o nível de procurado:267-555-0150Mudar o clima (Repita para intercalar entre os climas):468-555-0100

Os cheats do GTA 4 permitem recuperar energia e obter kits de armas (imagem: Divulgação/Rockstar Games)

2. Códigos de veículos

Seguindo o mesmo passo a passo para ativar os cheats de Status ou Armas, os códigos abaixos são usados para fazer veículos específicos surgirem na frente do personagem.

Importante: caso insira outro código de veículo, o anterior irá sumir.

CheatNúmero de TelefoneCognoscenti:227-555-0175Comet:227-555-0142FBI Buffalo:227-555-0100SuperGT:227-555-0168Turismo:227-555-0147Moto NRG-9000:625-555-0100Moto Sanchez:625-555-0150Lancha Jetmax938-555-0100Helicóptero Annihilator359-555-0100

GTA 4 possui códigos especiais para obter veículos específicos imediatamente (imagem: Divulgação/Rockstar Games)

3. Bônus de amizade

O GTA 4 traz uma dinâmica de Nível de Amizade com outros personagens do game. Ao atingir um certo nível de interação com o NPC, o jogador pode ativar alguns recursos bônus que ajudam a avançar na história ou economizar dinheiro.

PersonagemNível de AmizadeBônus desbloqueávelAlex:80%Desconto de 50% em qualquer loja de roupaBrucie:70%Ao ligar para Brucie, é possível solicitar para o NPC buscar Niko de HelicópteroCarmen80%Recebe um aumento de Energia quando for necessárioDwayne60%Ao ligar para Dwayne, o NPC ajudará a enfrentar um carro cheio de membros de gangueKiki80%Ao ligar para Kiki, é possível solicitar a remoção de até 3 estrelas de procuradoLittle Jacob60%Desconto na compra de armasPackie75%Ao ligar para Packie, você receberá um carro-bombaRoman60%Ao ligar para Roman, você recebe uma carona grátis

Desevolver o nível de amizade com alguns NPCs podem fazer eles ajudarem em missões (imagem: Divulgação/Rockstar Games)

4. Bônus desbloqueáveis

O jogador recebe alguns bônus especiais ao realizar certas missões ou ações dentro do GTA 4:

Item ou Status desbloqueávelAção necessáriaHelicóptero Annihilator:Eliminar os 200 pombos (ratos voadores)SUV Rastah Color Huntley:Complete 10 missões de entrega de encomendasMunição Infinita:Conclua 100% do jogoCamiseta da Estátua da Liberdade:Entre pela porta no 2º andar durante uma visita à Estátua da Liberdade de Liberty City.

5. Localizações de armas, energia, armadura, veículos e outros itens

No GTA 4, você pode visualizar a localização de itens e locais secretos ao acessar um computador no próprio jogo. Então, use o navegador para abrir o site whattheydonotwantyoutoknow.com.

Um mapa mostrará as localizações de todas as armas, energia, armadura e veículos. Também dá para ver onde estão escondidos os pombos secretos, rampas e opções de entretenimento de Liberty City.

6. Glitch de Dinheiro

O GTA 4 tem um glitch que permite ganhar dinheiro rapidamente sem usar cheats. Para isso, é necessário bloquear as ruas perto de um caixa eletrônico para causar um engarrafamento e evitar que ambulâncias cheguem até o local.

Em seguida, aguarde um NPC ir até o caixa eletrônico para sacar dinheiro e, depois, mate essa pessoa. Então, pegue o dinheiro, afasta-se um pouco da vítima e retorne ao local para ver se aparecem novos pacotes de dinheiro perto do corpo.

Esse glitch pode ser repetido várias vezes para conseguir ganhar dinheiro rapidamente no jogo sem usar códigos. Ele é recomendado para quem deseja obter todas as conquistas/troféus do game.
GTA 4: conheça todos os códigos e cheats para PS3, Xbox 360 e PC

GTA 4: conheça todos os códigos e cheats para PS3, Xbox 360 e PC
Fonte: Tecnoblog

Apple quer MacBook econômico e com chip de iPhone para peitar Chromebook

Apple quer MacBook econômico e com chip de iPhone para peitar Chromebook

MacBook Air é a versão mais barata dos notebooks da Apple hoje (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)

Resumo

A Apple planeja lançar um MacBook econômico, codinome J700, para competir com Chromebooks e PCs Windows de entrada. O lançamento pode ocorrer no primeiro semestre de 2026.
O J700 usaria um chip de iPhone em vez dos processadores da série M e terá um display LCD menor que 13,6 polegadas. O preço seria inferior a US$ 1.000.
A Apple busca expandir sua participação no mercado de PCs, atualmente em 9%, enfrentando concorrência de Lenovo, HP e Dell.

A Apple estaria desenvolvendo o primeiro laptop de baixo custo da marca para competir diretamente com os Chromebooks e PCs Windows de entrada no setor educacional e corporativo.

O jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, conversou com fontes familiarizadas com o assunto e revelou que o novo dispositivo tem o codinome J700. Ele já estaria em fase de testes ativos e em produção inicial com fornecedores na Ásia. O lançamento pode ocorrer no primeiro semestre de 2026.

O Mac foi a categoria de hardware que mais cresceu no último trimestre, com uma alta de 13%, atingindo US$ 8,73 bilhões, o que dá R$ 47,1 bilhões em conversão direta.

MacBook com chip de iPhone

Chip de iPhone deve equipar MacBooks baratinhos (imagem: reprodução)

Para conseguir um preço final “bem abaixo de US$ 1.000”, a Apple estaria cortando custos em componentes-chave. De acordo com a publicação, o J700 não usará os processadores da série M (projetados para computadores), mas sim um chip de iPhone.

Seria a primeira vez que um chip de smartphone da Apple equiparia um Mac. Entretanto, testes internos teriam mostrado que o componente para dispositivos móveis (que não foi especificado) ainda consegue superar o desempenho do M1, lançado para laptops da marca poucos anos atrás.

Além do processador, o corte de custos também viria da tela. O J700 pode chegar com um painel LCD e menor display que qualquer Mac atual, com tamanho inferior às 13,6 polegadas do modelo Air.

O novo Mac se posicionaria em uma faixa de preço similar à do iPad de entrada com o teclado Magic Kaeyboard Folio, mas oferecendo a experiência completa do macOS. Atualmente, o Mac mais barato da Apple é o MacBook Air M4, de R$ 12.999, enquanto Chromebooks são vendidos por menos.

Mudança de estratégia?

Estratégia seria abocanhar mercado dominado por Chromebooks e PCs Windows (imagem: divulgação/Apple)

O movimento pode representar uma mudança significativa de estratégia para a Apple, que historicamente foca em produtos premium com altas margens de lucro.

A Bloomberg aponta que a empresa enfrenta uma “ameaça crescente” dos Chromebooks e vê uma oportunidade de atrair usuários de Windows 10 que não migraram para a versão mais recente do sistema da Microsoft, o polêmico Windows 11.

Atualmente, a Apple ocupa o quarto lugar no mercado global de PCs, com cerca de 9% de participação no terceiro trimestre, segundo dados da consultoria IDC. A empresa fica atrás de Lenovo, HP e Dell, todas focadas em dispositivos Windows ou ChromeOS.

Apple quer MacBook econômico e com chip de iPhone para peitar Chromebook

Apple quer MacBook econômico e com chip de iPhone para peitar Chromebook
Fonte: Tecnoblog

O que são jogos eletrônicos? Confira a história e os gêneros dos videogames

O que são jogos eletrônicos? Confira a história e os gêneros dos videogames

Videogames se consolidaram no mundo todo como produtos culturais e de entretenimento (Imagem: Onur Binay/Unsplash)

Jogos eletrônicos ou videogames são softwares baseados em dois pilares: interações dos jogadores (players) e reprodução dos conteúdos em um dispositivo com tela.

O primeiro videogame surgiu em 1947, como fruto de um experimento tecnológico. Depois de servir como objeto de estudo por mais alguns anos, os jogos eletrônicos se consolidaram como produto comercial e foram incorporados ao cotidiano.

Existem diversos gêneros de videogames, que exploram diferentes mecânicas e atendem a públicos distintos. E dentre os gêneros mais populares, estão Role-playing game (RPG), Massive Multiplayer Online (MMO), shooters, jogos de luta e Multiplayer Online Battle Arena (MOBA).

A seguir, saiba o que são e para que servem os jogos eletrônicos, conheça a história e os principais gêneros de videogames, e confira suas vantagens e riscos.

ÍndiceO que são jogos eletrônicos?Qual é a função dos jogos eletrônicos?Qual é a história dos jogos eletrônicos?Como funcionam os jogos eletrônicosEm quais dispositivos dá para jogar videogames?Quais são os principais gêneros de jogos eletrônicos?Quais são os tipos de jogos eletrônicos?Quais são os principais jogos eletrônicos da história?Quais são os benefícios dos videogames?Quais são os riscos dos jogos digitais?Qual é a diferença entre jogos e jogos eletrônicos?

O que são jogos eletrônicos?

Jogos eletrônicos ou videogames são jogos em formato de softwares, baseados na interação dos jogadores a partir de controladores, e na reprodução de áudio e vídeo.

Em outras palavras, jogos eletrônicos são programas audiovisuais com interação direta do jogador, e que rodam em dispositivos eletrônicos (como consoles de videogame, computadores (PCs) e smartphones) mediante saída de vídeo e áudio.

Qual é a função dos jogos eletrônicos?

Os jogos eletrônicos são principalmente conhecidos pela função de entretenimento, servindo como produtos para momentos de lazer e descontração. Mas fato é que os videogames têm diversas outras funções.

Jogos eletrônicos têm uma função cultural importante, uma vez que são obras artísticas e podem registrar ensinamentos, contextos ou histórias (sejam elas reais ou não). Os produtos também podem ter cunho educacional, funcionando como mecanismo para aprendizado e estímulo do intelecto.

Já no contexto social, videogames podem facilitar a colaboração em equipe e até novas conexões com outros indivíduos. E por estarem em constante desenvolvimento, jogos eletrônicos também fomentam o progresso tecnológico, à medida que novas pesquisas e descobertas em inovação surgem no mercado.

Qual é a história dos jogos eletrônicos?

A história dos videogames tem início em 1947, durante o período Pós-Guerra Mundial. Naquele ano, os físicos Thomas T. Goldsmith Jr. e Estle Ray Mann solicitaram uma patente para o dispositivo eletrônico analógico Cathode-Ray Tube Amusement, que viria a ser considerado o primeiro videogame da história.

O dispositivo trazia um jogo de funcionamento simples, baseado no direcionamento de mísseis aos alvos, com alguns níveis de dificuldade. A interface era bem similar à de um radar militar, o que ilustrava a ideia de um protótipo mais voltado para experimentos tecnológicos.

Cathode-Ray Tube Amusement Device nunca chegou a ser oficialmente lançado, por rodar em uma máquina grande e extremamente cara. Os mesmos motivos fizeram com que os videogames subsequentes como Nimrod Computer (1951), OXO (1952) e Tennis for Two (1958) nunca chegassem aos ambientes domésticos.

Mas com a chegada da década de 70, a história dos jogos eletrônicos começou a mudar: videogames surfaram na onda do entretenimento comercial, e passaram a ganhar espaço nas casas e bares.

Em 1972, o engenheiro Ralph Baer (conhecido como “pai dos videogames”) lançou o primeiro console de videogame doméstico chamado de Magnavox Odyssey. O aparelho contava com controles, cartuchos de jogos esportivos, e filtros plásticos que eram colados nas telas das TVs para simular cenários.

Curiosamente naquele mesmo ano, os engenheiros Nolan Bushnell e Ted Dabney fundaram uma empresa chamada Atari, focada em videogames. E ainda em 1972, Bushnell e Dabney lançaram o game de arcade Pong, considerado o primeiro videogame lucrativo da história.

Pong abriu espaço para a indústria de videogames expandir, e popularizou os arcades (também conhecidos como fliperamas). E depois de um período de saturação do mercado gamer no começo da década de 80, o segmento voltou a crescer nos anos seguintes com a chegada de novos consoles (como o Nintendo Entertainment System) e a popularização dos jogos para PC.

Fliperamas marcaram o início da era comercial de videogames (Imagem: Joey kwok/Unsplash)

Inclusive, a consolidação dos jogos para computador deu luz aos motores gráficos de jogos (game engines): estruturas de software que facilitavam o desenvolvimento de games com bibliotecas de pacotes básicos, o que eliminava o processo de criação de cada jogo “do zero”.

Com isso, a indústria de jogos se consolidou em PCs e videogames, sob domínio das marcas Nintendo, Sony e Microsoft. A chegada dos smartphones nos anos 2000 também levou os jogos eletrônicos para os dispositivos móveis, complementando a experiência móvel que já havia sido introduzida em consoles portáteis e celulares.

Desde então, os jogos eletrônicos se tornaram um produto culutural e de entretenimento multiplataforma, para praticamente qualquer dispositivo eletrônico com tela. E o avanço tecnológico tem permitido que desenvolvedores consigam produzir títulos cada vez mais realistas e imersivos, mas que exigem hardwares mais potentes para as jogatinas.

Como funcionam os jogos eletrônicos

Jogos eletrônicos são softwares que funcionam a partir da leitura e execução de suas linhas de código. Em outras palavras, o funcionamento dos videogames depende de dispositivos de hardware ou software específicos para a execução e reprodução dos conteúdos.

Por ser um programa, um jogo eletrônico é desenvolvido por linhas de código, seja via motor de jogos ou programação “do zero”. Logo, cada elemento do jogo (a exemplo de personagens, objetos, cenários e texturas) é definido por um conjunto de instruções que “dizem” ao hardware como os conteúdos devem ser reproduzidos e como as interações devem acontecer.

Para ler e executar os videogames, os hardwares (como consoles, PCs ou smartphones) precisam ter capacidade adequada. Como exemplo, se um jogo exige alto poder computacional e gráfico, será preciso um dispositivo equipado com peças de alta performance para que o game inicialize e rode sem maiores problemas.

Jogos eletrônicos dependem de consoles ou outros eletrônicos com capacidade para rodar videogames (Imagem: Anthony/Unsplash)

Há também questões de compatibilidade de plataforma: se a versão do jogo é voltada para computadores, apenas PCs poderão rodar o game. Por conta disso, é comum que videogames recebam diferentes versões para rodar em dispositivos distintos, incluindo versões em mídias físicas específicas (como CD e cartucho).

Em alguns casos, é possível burlar a questão de compatibilidade com emuladores de jogos. Em suma, emuladores são softwares que simulam um hardware de videogame. Isso permite, por exemplo, que um computador consiga rodar um jogo de PlayStation a partir de uma mídia física ou digital.

Vale destacar que atualmente, o funcionamento dos videogames está atrelado à conexão com internet, seja para conexão com uma plataforma de jogos, salvamento, acesso a conteúdos online ou outros recursos. Isso significa que você precisará conectar-se à rede para desfrutar da experiência completa dos jogos eletrônicos mais recentes.

Em quais dispositivos dá para jogar videogames?

Os videogames rodam em diversos dispositivos, incluindo:

Consoles de videogame;

Fliperamas (arcades);

PCs ou notebooks;

Smartphones e tablets;

Smart TVs com serviços de jogos;

Dispositivos vestíveis (como relógios inteligentes ou óculos virtuais).

Vale mencionar que existem outros eletrônicos de consumo com tela capazes de rodar jogos, mediante adaptações dos códigos de jogo. Exemplo disso é o jogo Doom, que já foi executado em calculadoras, testes de gravidez e até cigarros eletrônicos.

Quais são os principais gêneros de jogos eletrônicos?

Existem diversos gêneros de jogos eletrônicos, que exploram diferentes temas e mecânicas e são voltados para públicos distintos. Dentre os principais gêneros de videogames, estão:

Arcade: tipos de jogos com estética pixel art e que costumam ter versões para máquinas de fliperama, como Pac-Man, Pong e Space Invaders.

Aventura: videogames focados em explorações, incluindo missões e combates durante a trama; o gênero abrange jogos de mundo aberto (como Red Dead Redemption) e jogos lineares (a exemplo de God of War).

Battle Royale: games com vários players jogando simultaneamente, em que há apenas um jogador ou uma equipe sobrevivente; Fortnite e Call of Duty: Warzone são exemplos do gênero.

Card gaming: jogos eletrônicos baseados em cartas e geralmente em turnos de jogadas, como Pokémon TCG, Heartstone e Balatro.

Co-op: videogames focados em gameplays colaborativas com mais de um jogador, a exemplo de It Takes Two ou A Way Out; em alguns títulos, o multiplayer (local ou online) é algo obrigatório.

Esportes: jogos baseados em modalidades esportivas, incluindo corridas; EA Sports FC, NBA, Mario Kart e Forza Horizon são exemplos de títulos do gênero.

Estratégia: títulos focados em planejamentos e tomadas de decisão; podem ser baseados em turnos (a exemplo de Total War) ou do tipo Real-Time Strategy (como Starcraft).

Shooters: videogames com foco em combate de armas de fogo e outros tipos de projéteis, geralmente do tipo First-Person Shooter (FPS) ou Third-Person Shooter (TPS); o gênero abrange títulos como Doom, Counter-Strike e Medal of Honor.

Luta: jogos eletrônicos de luta em fases, cenários ou arenas; alguns dos principais fighting games envolvem franquias como Super Smash Bros., Street Fighter, The King of Fighters e Mortal Kombat.

Massive Multiplayer Online (MMO): videogames com uma quantidade massiva de players jogando simultaneamente em um mesmo mundo online, a exemplo de World of Warcraft (WoW), Diablo e Path of Exile.

Multiplayer Online Battle Arena (MOBA): jogos de equipes, conhecidos pelo fator competitivo (que inclui colaboração e estratégia) e pelo objetivo de destruir a fonte ou base inimiga; League of Legends e Dota 2 são dois dos maiores exemplos do gênero.

Plataforma: videogames que mesclam ação com aventura, incluindo saltos entre plataformas e desvio de obstáculos; Super Mario Bros, Hollow Knight e Donkey Kong são títulos característicos do gênero.

Puzzle: jogos com ênfase na exploração do raciocínio lógico para a resolução de quebra-cabeças, como Tetris, Portal e Candy Crush.

Role-playing game (RPG): gênero bastante popular, que envolve progresso do personagem e tomadas de decisão que influenciam o desenrolar da trama; o gênero tem games característicos como Final Fantasy, Pokémon e Baldur’s Gate.

Roguelike: jogos baseados no título Rogue, tendo mortes permanente como a principal característica; Rogue (que deu origem ao gênero) e ADOM são exemplos do gênero.

Roguelite: gênero similar ao roguelike, com mortes permanentes, mas manutenção de algumas habilidades ou recursos pós-morte; exemplos do gênero incluem títulos como The Binding of Isaac e Hades.

Rítmico ou musical: videogames cujas mecânicas dependem do ritmo de músicas ou batidas, a exemplo de Guitar Hero e Beat Saber.

Sandbox: títulos que exploram a criatividade, liberdade e criação dos jogadores, além do caráter escalável; Minecraft e Roblox são dois dos nomes mais populares do gênero.

Simulação: jogos focados em simular situações da vida real ou fictícia, como rotina do dia a dia, tarefas profissionais ou vida sob a ótica de animais; o gênero conta com jogos famosos como The Sims, RollerCoaster Tycoon e Flight Simulator.

Soulslike: gênero inspirado na franquia Dark Souls, que tem como características alto nível de dificuldade e esquivas durante o combate; Dark Souls, Elden Ring e Sekiro: Shadows Die Twice são exemplos de jogos do gênero.

Terror: videogames cujas tramas envolvem suspense ou terror (principalmente psicológico), a exemplo de Silent Hill e Resident Evil.

VR: gênero à parte dos videogames, que envolvem títulos voltados para dispositivos de realidade virtual; Half-Life: Alyx e Resident Evil Village são exemplos do gênero.

Importante mencionar que os videogames podem ser classificados em mais de um gênero, dependendo dos temas, mecânicas e recursos usados.

Quais são os tipos de jogos eletrônicos?

Os videogames também podem ser classificados segundo a forma com que são executados e acessados. Neste sentido, os jogos eletrônicos podem ser do tipo:

Online: jogos que dependem de conexão com a internet para serem executados;

Offline: títulos que podem rodar sem conexão com internet;

Em nuvem: videogames online carregados e executados diretamente da nuvem, sem a necessidade de download ou instalação.

Vale destacar que a maioria dos jogos atuais solicitam conexão com a internet, seja para inicialização, carregamento do save ou acesso a recursos online.

Quais são os principais jogos eletrônicos da história?

Videogames se tornaram uma das atividades de entretenimento mais famosas no mundo inteiro. De acordo com um mapeamento de 2025 do veículo GameSpot, exemplos dos jogos eletrônicos mais vendidos da história incluem (em ordem):

Tetris

Minecraft

GTA V

Wii Sports

Mario Kart 8 Deluxe

Red Dead Redemption II

PUBG: Battlegrounds

The Elder Scrolls V: Skyrim

The Witcher 3: Wild Hunt

Super Mario Bros.

Lançado em 1984, Tetris ainda figura como o videogame mais vendido da história (Imagem: Tom Tang/Unsplash)

Quais são os benefícios dos videogames?

Videogames podem apresentar benefícios para indivíduos, desde que sejam usados de maneira controlada. Dentre as principais vantagens dos jogos eletrônicos, estão:

Estímulo cognitivo e cerebral: estudos apontam benefícios cognitivos de videogames e desenvolvimento cerebral.

Estímulos de coordenação motora: jogos que estimulam movimentação corporal podem beneficiar jogadores sem hábito de atividades físicas ou movimentos no dia a dia.

Sensação de bem-estar: jogos eletrônicos podem auxiliar na saúde mental de indivíduos, quando usados de forma moderada.

Impacto cultural: jogadores podem descobrir mais sobre determinadas regiões, povos e culturas apresentadas em jogos.

Finalidades educacionais: videogames podem estimular o aprendizado de outras línguas e temas variados.

Benefícios interpessoais: jogos multiplayer ou cooperativos podem estimular relações com outras pessoas.

Quais são os riscos dos jogos digitais?

Apesar de benefícios, jogos eletrônicos também apresentam riscos, principalmente envolvendo fatores psicológicos. Alguns dos principais riscos dos jogos digitais envolvem:

Vício em jogos: a OMS já reconheceu o vício em jogos como transtorno, que pode impactar em áreas pessoais, familiares, sociais, educacionais e ocupacionais dos indivíduos.

Prejuízos financeiros: o vício em jogos também pode desencadear em prejuízos financeiros, especialmente quando envolve videogames baseados em microtransações.

Fuga da realidade: o uso exagerado de jogos eletrônicos pode afastar o indivíduo da realidade e das relações interpessoais da vida real.

Qual é a diferença entre jogos e jogos eletrônicos?

Jogos abrangem um conceito mais amplo, já que reúnem atividades recreativas físicas ou que envolvem meios digitais. Jogos podem envolver tanto jogos com interações físicas (como xadrez, pôquer ou amarelinha) quanto jogos eletrônicos que dependem de hardwares.

Já jogos eletrônicos ou videogames são jogos baseados na interação do jogador e na reprodução de conteúdos de vídeo a partir de dispositivos eletrônicos. Isso significa que para jogar videogames, é necessário de um dispositivo capaz de ler e executar o game, a exemplo de PC ou console de videogame.

Em suma, todos os jogos eletrônicos são jogos, mas nem todo jogo é necessariamente um jogo eletrônico.
O que são jogos eletrônicos? Confira a história e os gêneros dos videogames

O que são jogos eletrônicos? Confira a história e os gêneros dos videogames
Fonte: Tecnoblog

Snapdragon X2 Elite: Qualcomm revela chips ainda mais potentes para PCs

Snapdragon X2 Elite: Qualcomm revela chips ainda mais potentes para PCs

Série Snapdragon X2 Elite (imagem: reprodução/Qualcomm

Resumo

Qualcomm apresentou três chips da linha Snapdragon X2 Elite no Snapdragon Summit 2025;

O modelo Extreme é o mais avançado, com 18 núcleos, GPU potente e foco em “PCs ultra premium”;

Os primeiros computadores com a nova geração devem ser lançados no primeiro semestre de 2026.

A Qualcomm deu mais um passo para avançar em PCs. Durante o evento Snapdragon Summit 2025, a companhia anunciou os chips Snapdragon X2 Elite e X2 Elite Extreme, que chegam para equipar computadores com Windows 11. Trata-se da segunda geração de chips da companhia para o segmento.

São três novos chips, todos baseados no processo de fabricação NP3 (de 3 nm), da TSMC.

O mais avançado é o Snapdragon X2 Elite Extreme, que tem codinome X2E-96-100. O chip conta com 18 núcleos de CPU, 12 dos quais são de alto desempenho (Prime).

Ele é complementado com uma GPU X2-90 de 1,85 GHz e uma NPU que alcança 80 TOPS. Esse conjunto faz o modelo Extreme ser indicado para “PCs ultra premium”, de acordo com a Qualcomm.

O Snapdragon X2 Elite chega em duas versões. O modelo X2E-88-100 tem quase as mesmas especificações da versão Extreme, incluindo os 18 núcleos. Mas as frequências são menores aqui, bem como a largura de banda de memória.

Já o modelo X2E-80-100 traz 12 núcleos (sendo seis do tipo Prime), uma GPU um pouco mais simples (X2-85) e, novamente, menor largura de banda de memória. Mas a NPU de 80 TOPS está presente aqui.

A Qualcomm direciona os chips Snapdragon X2 Elite a “PCs premium” que, presumivelmente, são um pouco menos avançados, mas ainda oferecem alto nível de desempenho.

As principais especificações de cada modelo aparecem na tabela a seguir:

 X2 Elite ExtremeX2 EliteX2 EliteModeloX2E-96-100X2E-88-100X2E-80-100Núcleos Prime / Performance12 / 612 /66 / 6Clock simples / múltiplo5 GHz / 3,6 GHz4,7 GHz / 3,4 GHz4,7 GHz / 3,4 GHzCache53 MB53 MB34 MBGPUX2-90, 1,85 GHzX2-90, 1,7 GHzX2-85, 1,7 GHzNPU80 TOPS (INT8)80 TOPS (INT8)80 TOPS (INT8)MemóriaLPDDR5X-9523LPDDR5X-9523LPDDR5X-9523Largura barramento192 bits128 bits128 bitsLargura banda memória228 GB/s152 GB/s152 GB/s

Ainda segundo a Qualcomm, os novos chips são até 31% mais rápidos em desempenho e consome até 43% menos energia em relação à geração anterior (linha Snapdragon X). Já a GPU da nova linha teve um aumento de 2,3 vezes no desempenho por watt, novamente em relação à geração passada.

Chips Snapdragon X2 Elite e Extreme X2 Elite (imagem: reprodução/Qualcomm

Disponibilidade dos chips Snapdragon X2 Elite

A previsão da Qualcomm é a de que os primeiros computadores equipados com os chips Snapdragon X2 Elite cheguem ao mercado no primeiro semestre de 2026.

Convém destacar que esta não é a única novidade da companhia no Snapdragon Summit 2025. No evento, a Qualcomm também anunciou o aguardado Snapdragon 8 Elite Gen 5, chip para celulares avançados.
Snapdragon X2 Elite: Qualcomm revela chips ainda mais potentes para PCs

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Fonte: Tecnoblog

47% dos brasileiros não têm computador em casa por causa do alto custo

47% dos brasileiros não têm computador em casa por causa do alto custo

Mais da metade dos brasileiros não possui qualquer tipo de computador em casa (foto: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Resumo

Pesquisa divulgada pela Anatel nesta terça-feira (02/09) revela que 47,3% dos brasileiros sem computador em casa citam o alto custo como principal barreira.
Entre quem ganha até um salário mínimo, 35% ficaram ao menos um dia sem internet móvel por fim da franquia.
A satisfação geral com a conectividade no Brasil teve nota média de 7,8.

Quase metade dos brasileiros considera o preço elevado como principal barreira para ter um computador em casa. Este novo dado faz parte da Pesquisa de Conectividade Significativa, divulgada nesta terça-feira (02/09) pela Anatel em parceria com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e a União Internacional de Telecomunicações (UIT).

Realizado entre agosto de 2023 e junho de 2024, o levantamento ouviu 593 pessoas com mais de 18 anos de todo o Brasil para mapear as condições de acesso à internet e as barreiras para uma inclusão digital plena. A pesquisa divide os respondentes em três faixas de renda: até um, de um a três e mais de três salários mínimos.

Preço do PC afasta brasileiros

Alto custo afasta brasileiros de PCs, notebooks e tablets (imagem: Jack B/Unsplash)

O fator financeiro é central nessa discussão. Entre os entrevistados que não possuem computador em casa – categoria que inclui desktops, notebooks e tablets –, 47,3% afirmam que o preço é alto demais. Outros 19,2% dizem não ter interesse, enquanto 9,8% apontam a falta de conhecimento sobre como usar o equipamento.

Do outro lado, 34% da população afirmam ter algum tipo de computador. Dentro desse grupo, os notebooks lideram com folga, presentes em 44% dos lares, enquanto os PCs de mesa aparecem em apenas 14% e os tablets, em 11%. Além disso, 30% dos entrevistados disseram possuir mais de um tipo de dispositivo.

A maioria dos entrevistados, em todas as faixas de renda, considera que o computador é mais adequado que o celular para atividades como acessar serviços do governo, bancos ou fazer compras online.

Essa percepção indica que a dependência do smartphone pode ser, em muitos casos, um contorno imposto pela falta de acesso ao PC ou até mesmo falta de letramento em informática. Por aqui, discutimos este tema no Tecnocast 320 – “A geração Z não sabe usar computadores?”.

Vale lembrar que a posse de computadores também é geograficamente desigual. Segundo o levantamento do TIC Domicílios 2024, o maior índice de adoção fica no Sul (43%), seguido por Sudeste (39%). Já o Nordeste tem a menor adesão (23%).

Acesso à internet é pelo celular

Franquias ruins limitam usuários que só possuem o celular para navegar na internet (imagem: Divulgação/Asus)

Com a ausência do computador, o smartphone segue consolidado como o principal, e muitas vezes único, dispositivo de acesso à internet. O levantamento mostra que, independentemente da faixa de renda, mais da metade dos entrevistados possui um aparelho celular há menos de dois anos.

Contudo, a pesquisa aponta que os planos de dados no país limitam desproporcionalmente a população de baixa renda. Entre os que ganham até um salário mínimo, 35% ficaram pelo menos um dia sem internet móvel nos 30 dias anteriores à pesquisa por causa do fim da franquia. Desses, 11,6% relataram ter ficado mais de 15 dias desconectados, índice cinco vezes maior que o registrado entre os mais ricos.

Dos entrevistados que tiveram a franquia esgotada, 63,8% deixaram de realizar transações bancárias, enquanto 56,5% não conseguiram acessar serviços do governo. Para contornar o problema, a principal estratégia adotada é buscar redes Wi-Fi, seja em casa ou em locais públicos.

Habilidades, publicidade e a satisfação geral

Brasileiros estão mais satisfeitos com a conectividade no Brasil (imagem: Firmbee.com/Unsplash)

A pesquisa também investigou a percepção dos brasileiros sobre suas próprias capacidades no mundo digital. Em uma escala de 0 a 10, a nota média de satisfação com as próprias habilidades para realizar atividades na internet foi de 8,2. O próprio relatório, contudo, sugere que esse número pode indicar uma autoconfiança excessiva.

Outro ponto de destaque é a percepção sobre a publicidade online. A maioria dos entrevistados, em todas as faixas de renda, afirma que vídeos de publicidade aparecem com alta frequência (“sempre” ou “muitas vezes”). O estudo ressalta que esse conteúdo, além de incômodo, consome parte da franquia de dados, acelerando seu esgotamento.

Por fim, a satisfação geral com a conectividade no Brasil, englobando todos os aparelhos e formas de acesso, recebeu uma nota média de 7,8.
47% dos brasileiros não têm computador em casa por causa do alto custo

47% dos brasileiros não têm computador em casa por causa do alto custo
Fonte: Tecnoblog

PC portátil Zeenix Pro é finalmente lançado pela TecToy

PC portátil Zeenix Pro é finalmente lançado pela TecToy

PC gamer portátil Zeenix chega por R$ 4.999 (imagem: reprodução/TecToy)

Resumo

TecToy lançou o Zeenix Pro, PC portátil com AMD Ryzen 7 6800U, 16 GB de RAM e 512 GB de armazenamento.
Traz tela LCD de 6 polegadas, resolução 1080p, Wi-Fi 6, Bluetooth 5.2, USB-C e bateria de 46,2 Wh.
O Zeenix Pro custa R$ 4.999 e já pode ser adquirido no site oficial da TecToy.

A Retrocon 2025 teve início nesta sexta-feira (25/07). A TecToy aproveitou o evento para, finalmente, fazer o anúncio oficial do PC portátil para games Zeenix Pro. Com chip AMD Ryzen 7 6800U e sistema operacional Windows 11 Home, a novidade chega com preço oficial de R$ 4.999.

O “finalmente” no primeiro parágrafo não é exagero. O PC portátil da TecToy é aguardado há mais de um ano. Até então, a marca só havia lançado oficialmente o Zeenix Lite, que tem design externo semelhante ao da versão Pro, mas traz hardware mais simples.

Além do AMD Ryzen 7 6800U, um chip com oito núcleos de CPU e GPU Radeon 680M integrada, o Zeenix Pro oferece 16 GB de memória RAM, bem como 512 GB de armazenamento interno. A tela consiste em um painel LCD de 6 polegadas com resolução 1080p e taxa de atualização de 60 Hz.

No aspecto da conectividade, o portátil se garante com Wi-Fi 6, Bluetooth 5.2 e porta USB-C no padrão USB4. Por sua vez, a bateria tem 46,2 Wh de capacidade.

Já no aspecto da jogabilidade, o Zeenix Pro oferece um controle analógico em cada lado da tela. À esquerda, existe também um botão direcional. À direita, estão quatro botões de ação (X, Y, A, B). Há ainda “gatilhos” nas extremidades superiores do dispositivo.

“Os joysticks e gatilhos do Zeenix Pro têm sensores de efeito Hall magnético para dar maior precisão e durabilidade, eliminando o temido problema de drift”, complementa a marca.

A TecToy comenta o lançamento:

O Zeenix Pro foi pensado desde o início para ser um PC portátil que oferecesse aos usuários brasileiros todas as condições para jogar os games do momento, curtir séries e filmes on demand e até mesmo trabalhar a partir de qualquer lugar.

Por isso, além de especificações robustas, adicionamos ao produto acessórios, como o teclado destacável com trackpad, que amplia a compatibilidade com games que não foram desenvolvidos para comandos por toque e que facilita a execução de tarefas como digitação e navegação.

Eddy Antonini, head de produtos Zeenix da TecToy

Ainda de acordo com a TecToy, o Zeenix Pro vem com o Windows 11, mas permite que outros sistemas operacionais sejam instalados (presumivelmente, o SteamOS está entre eles).

PC gamer portátil Zeenix (imagem: reprodução/TecToy)

Preço e disponibilidade do Zeenix Pro

As vendas do Zeenix Pro começam nesta sexta-feira via site oficial. O PC portátil custa R$ 4.999, valor que pode ser parcelado em até 12 vezes. Por lá, também é possível adquirir o Zeenix Lite, que custa oficialmente R$ 2.699.

Quem estiver na Retrocon 2025, que acontece no Transamérica Expo Center (São Paulo/SP), poderá testar e adquirir os portáteis no estande da TecToy, o mesmo valendo para os acessórios da linha.

Zeenix Pro e Zeenix Lite — especificações

 Zeenix ProZeenix LiteTelaIPS LCD, 6 polegadas, full HD, 60 HzIPS LCD, 6 polegadas, full HD, 60 HzProcessadorAMD Ryzen 7 6800UAMD Athlon Silver 3050eGPURadeon 680M integradaRadeon RX Vega 3 integradaRAM16 GB8 GBArmazenamentoSSD NVMe de 512 GBSSD NVMe de 256 GBBateria46,2 Wh46,2 WhConectividadeWi-Fi 6, Bluetooth 5.2, USB-C, fones de ouvidoWi-Fi 5, Bluetooth 5.2, USB-C, fones de ouvidoSistema operacionalWindows 11Windows 11
PC portátil Zeenix Pro é finalmente lançado pela TecToy

PC portátil Zeenix Pro é finalmente lançado pela TecToy
Fonte: Tecnoblog

WhatsApp facilita contato com a equipe de suporte técnico

WhatsApp facilita contato com a equipe de suporte técnico

Chatbot de suporte do WhatsApp agora tem acesso facilitado (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Resumo

WhatsApp elimina etapa de descrição do problema para simplificar o contato com o suporte.
Mudança já está disponível para usuários da versão estável do app em iOS, Android e desktop no Brasil.
Respostas iniciais no chat são geradas por IA, mas atendentes humanos podem assumir o atendimento conforme necessário.

O WhatsApp está simplificando o contato com o suporte dentro do aplicativo, de modo a tornar o processo mais rápido para os usuários. Para isso, a plataforma removeu uma etapa inicial em que era preciso descrever o problema para iniciar a conversa. Agora, o usuário pode abrir diretamente o chat de ajuda.

A mudança foi identificada primeiramente na versão beta 25.20.10.74 do app para iOS, pelo site especializado WABetaInfo. No entanto, o Tecnoblog verificou que o novo fluxo já está disponível para usuários da versão estável do aplicativo no Brasil, tanto no celular (iPhone e Android) quanto na versão para desktop.

O que mudou?

Anteriormente, usuários precisavam descrever problema e aguardar uma resposta no chat (Imagem: Reprodução/WhatsApp)

Até então, era preciso passar por uma etapa extra, conforme você vê na imagem acima. Os usuários precisavam formular a pergunta e, frequentemente, anexar capturas de tela para explicar a situação antes mesmo de a conversa começar.

Agora, o usuário poderá abrir o chat de suporte diretamente, sem a obrigação de preencher um formulário ou enviar arquivos assim que iniciar a solicitação. Portanto, o aplicativo simplificou o processo para entrar em contato com o suporte.

É importante lembrar que, ao iniciar uma conversa com o suporte, as primeiras respostas costumam ser geradas por uma inteligência artificial da Meta. Ela age como um FAQ, oferecendo soluções rápidas para problemas mais comuns, dado o grande volume de usuários da plataforma.

Na página sobre a ferramenta, o próprio WhatsApp alerta, no entanto, que as respostas da IA podem ser “imprecisas ou inapropriadas”. Por isso, o próprio bot informa que “atendentes humanos estão monitorando” a conversa e podem pode assumir o atendimento a qualquer momento. Não fica claro, porém, quais os critérios para que isso ocorra de forma prioritária.

Para acessar a função, o caminho continua o mesmo: na tela de Configurações, vá até a opção “Ajuda” e clique em “Central de Ajuda”. Ao rolar até o fim da página, você encontra a opção para iniciar o chat com o suporte. No computador, é possível acessar o chatbot seguindo os mesmos passos.

Lembrando que, em casos onde não é possível utilizar o suporte via app, outro canal disponível é pelo e-mail support@whatsapp.com.

Com informações de WABetaInfo
WhatsApp facilita contato com a equipe de suporte técnico

WhatsApp facilita contato com a equipe de suporte técnico
Fonte: Tecnoblog

Microsoft reforça: é possível ir do Windows 10 ao Windows 11 gratuitamente

Microsoft reforça: é possível ir do Windows 10 ao Windows 11 gratuitamente

Dell XPS 13 2024 com Windows 11 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A Microsoft está determinada a aumentar a participação do Windows 11 no mercado. Essa missão inclui até pequenos esforços. Um deles é a atualização de uma página de ajuda que agora explica, com mais clareza, que ainda é possível migrar do Windows 10 para o Windows 11.

Como observa o Neowin, o conteúdo da tal página de ajuda não tem nenhuma informação realmente nova. Contudo, as instruções disponíveis ali foram reorganizadas de modo a responder à pergunta “Posso migrar para o Windows 11?” com orientações mais precisas.

Sim, continua sendo possível migrar do Windows 10 para o Windows 11 sem ser necessário pagar uma licença adicional para isso. Mas, na mesma página, a Microsoft relembra que:

o computador precisa rodar uma versão suportada do Windows 10, do contrário, a migração para o Windows 11 não será possível;

obviamente, também é preciso que o computador atenda aos requisitos de hardware do Windows 11.

Sobre o primeiro aspecto, é preciso que a instalação do Windows 10 esteja na versão 22H2, embora, aparentemente, a migração para o Windows 11 também possa ser feita a partir do Windows 10 versão 21H2.

Para descobrir a versão do seu sistema operacional, basta pressionar as telas Windows + R ao mesmo tempo e digitar o comando winver no campo que surgir.

Sobre o segundo aspecto, bom, provavelmente você sabe que o Windows 11 tem exigências mínimas de hardware. A mais importante delas é a existência do mecanismo de segurança TPM 2.0, que a Microsoft considera imprescindível.

Basicamente, esses requisitos tornam computadores antigos incompatíveis com o Windows 11 — em linhas gerais, aqueles que foram fabricados antes de 2017. De todo modo, a Microsoft oferece a ferramenta PC Health Check para que você possa descobrir se o seu PC é ou não compatível com o sistema operacional.

Notebook Positivo com Windows 11 (imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

E se meu PC não for compatível com o Windows 11?

Neste caso, uma opção é continuar com o Windows 10. O problema é que esse sistema ficará sem suporte pela Microsoft após 14 de outubro de 2025. Isso significa que, depois dessa data, o Windows 10 não receberá mais atualizações.

Updates de segurança ainda poderão ser oferecidos para usuários domésticos (por até um ano) e clientes corporativos, mas mediante pagamento.

Outra opção consiste em forçar a instalação do Windows 11 em máquinas incompatíveis. A Microsoft até publicou instruções para isso, mas deixando claro que, se você o fizer, estará por sua conta e risco.

Ir para o Linux também é uma opção. Distribuições como Ubuntu, Linux Mint e Fedora são bastante funcionais, inclusive para usuários leigos. Apesar disso, a realidade é que não é todo mundo que se adapta a esse ecossistema.

No fim das contas, muitas pessoas e organizações vão acabar recorrendo a PCs novos. Pelo menos é nisso que a Microsoft aposta. Não por menos, a companhia declarou que 2025 será o ano de migrar para o Windows 11 sabendo que esse processo envolverá justamente máquinas novas.
Microsoft reforça: é possível ir do Windows 10 ao Windows 11 gratuitamente

Microsoft reforça: é possível ir do Windows 10 ao Windows 11 gratuitamente
Fonte: Tecnoblog

Qualcomm comunica cancelamento de mini PC Windows

Qualcomm comunica cancelamento de mini PC Windows

Snapdragon Dev Kit seria um mini PC com processador Arm e Windows, mas Qualcomm cancelou projeto (Imagem: Divulgação/Qualcomm)

A Qualcomm comunicou na noite de quinta-feira (17) o fim do Snapdragon Dev Kit, um mini PC com processador Arm e Windows. No email enviado aos clientes que já haviam pago pelo produto, cujo lançamento era previsto para junho, a empresa explica que o mini PC não atendeu os requisitos de excelência esperados. A Qualcomm também iniciou o reembolso das compras.

A empresa, obviamente, não explicou o motivo do cancelamento — pelo menos não até a publicação dessa notícia. Revelar a causa pode impactar as ações e a percepção do público com a marca. Contudo, o problema parece ser a entrada HDMI do Snapdragon Dev Kit.

O que causou o cancelamento do Snapdragon Dev Kit?

A provável causa do cancelamento do mini PC Snapdragon Dev Kit é a entrada HDMI. Mesmo com atraso no lançamento, alguns usuários receberam o produto — e com a porta HDMI desativada, como foi o caso com Richard Campbell. Os Snapdragon Dev Kit enviados contam com um adaptador USB-C para HDMI.

Snapdragon Dev Kit foi anunciado com entrada HDMI, mas modelos vendidos chegaram com porta desativada ou com chassi tampando o espaço (Imagem: Divulgação/Qualcomm)

Campbell, engenheiro de computação, diretor da Microsoft e comentarista tech, supõe que a Qualcomm teve problemas na certificação da entrada HDMI com a FCC (órgão americano equivalente à Anatel). Campbell explicou em um podcast que já trabalhou no desenvolvimento de produtos com essa porta. O engenheiro comentou que um problema de radiação de sinal ou eletricidade numa etapa avançada da fabricação compromete os prazos de entrega.

Para piorar, explica Campbell, uma reprovação na certificação de um produto te leva para o fim da fila de homologação. Ou seja, se você passou por todas as etapas e precisa corrigir um único item, não terá prioridade.

Placa HDMI do Snapdragon Dev Kit tem espaço para porta HDMI — só faltou a porta (Imagem: Reprodução/Jeff Geerling)

O influencer tech Jeff Geerling também recebeu um Snapdragon Dev Kit. Geerling abriu o mini PC e notou que a placa para o HDMI tem um espaço vazio (foto acima). A placa possui um cabo para a conversão HDMI para DisplayPort. Isso poderia ser a causa do problema no Snapdragon Dev Kit.

Com informações: The Verge
Qualcomm comunica cancelamento de mini PC Windows

Qualcomm comunica cancelamento de mini PC Windows
Fonte: Tecnoblog