Category: Países Baixos

Hackers miram contas de WhatsApp e Signal em ataque global

Hackers miram contas de WhatsApp e Signal em ataque global

Contas de WhatsApp e Signal viram alvo de hackers (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Relatório de serviços de inteligência da Holanda detalha campanha de espionagem digital, que foca em usuários do WhatsApp e Signal.

Segundo o documento, operação usa engenharia social para invadir contas nos mensageiros e mira autoridades, militares e jornalistas.

Os investigadores atribuem a campanha a agentes ligados ao governo russo.

Autoridades de inteligência da Holanda divulgaram nessa segunda-feira (09/03) detalhes de uma campanha global de ataques digitais contra usuários do WhatsApp e do Signal, mensageiro popular no país. Segundo o relatório, a operação teria como foco autoridades governamentais, integrantes das forças armadas e jornalistas.

A investigação foi conduzida pelo Serviço de Inteligência e Segurança da Defesa da Holanda (MIVD) e o Serviço Geral de Inteligência e Segurança (AIVD). As agências afirmam que os ataques fazem parte de uma campanha de grande escala atribuída a agentes ligados ao governo russo.

De acordo com o documento, os invasores não dependem principalmente de malware para comprometer contas. Em vez disso, utilizam técnicas de engenharia social e phishing para enganar as vítimas e obter acesso às contas nos aplicativos de mensagens.

Hackers se passam por equipe de suporte

No caso do Signal, os hackers entram em contato diretamente com a vítima alegando atividades suspeitas, vazamento de dados ou tentativa de acesso indevido à conta.

Se a pessoa acredita na mensagem, os criminosos solicitam o código de verificação enviado por SMS e o PIN do usuário. Esses dados permitem registrar um novo dispositivo vinculado à conta da vítima e assumir o controle do perfil.

Depois disso, os hackers podem se passar pelo usuário e acessar contatos armazenados no aplicativo. A vítima geralmente é desconectada da conta, mas consegue recuperar o acesso registrando novamente o número.

O relatório dos serviços de inteligência alerta que essa situação pode gerar uma falsa sensação de normalidade. “Como o Signal armazena o histórico de bate-papo localmente no telefone, a vítima pode recuperar o acesso a esse histórico após o novo registro. Como resultado, a vítima pode presumir que nada está errado. Os serviços holandeses querem enfatizar que essa suposição pode estar incorreta”, diz o documento.

Exemplo de mensagem fraudulenta usada por hackers (imagem: reprodução/AIVD)

O que muda no caso do WhatsApp?

Os investigadores também apontaram ataques direcionados ao recurso “dispositivos conectados” do WhatsApp, que permite acessar a conta em computadores ou tablets.

Nesse cenário, as vítimas são induzidas a clicar em links maliciosos ou escanear QR Codes que, na prática, conectam o dispositivo do invasor à conta. Em vez de adicionar alguém a um grupo ou abrir um conteúdo legítimo, o processo acaba autorizando o acesso remoto ao aplicativo.

Diferentemente do que ocorre em alguns casos no Signal, o usuário pode não perceber imediatamente a invasão, já que a conta continua ativa no celular original.

Ao TechCrunch, o porta-voz da Meta Zade Alsawah afirma que a recomendação do WhatsApp é que usuários nunca compartilhem o código de verificação de seis dígitos e fiquem atentos a mensagens suspeitas.

As agências holandesas afirmam que métodos semelhantes já foram observados em campanhas ligadas à guerra na Ucrânia, indicando que o uso de engenharia social continua sendo uma das principais ferramentas em operações de espionagem digital.

Hackers miram contas de WhatsApp e Signal em ataque global

Hackers miram contas de WhatsApp e Signal em ataque global
Fonte: Tecnoblog

Corte foge da Microsoft e adota código aberto

Corte foge da Microsoft e adota código aberto

Dinamarca e estado na Alemanha já estão migrando parte dos serviços para Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Tribunal Penal Internacional vai substituir o Microsoft Office pelo OpenDesk, pacote alemão de código aberto.
OpenDesk foi desenvolvido pelo Centro Alemão para a Soberania Digital e oferece ferramentas para e-mail, chat, calendário e edição de documentos.
Dinamarca e o estado alemão Eslésvico-Holsácia já estão migrando os serviços para softwares abertos, como Linux e LibreOffice.

O Tribunal Penal Internacional (TPI), com sede em Haia, na Holanda, vai substituir o Microsoft Office pelo pacote OpenDesk, uma alternativa alemã de código aberto. Segundo o jornal Handelsblatt, a alteração ocorre por preocupações de segurança e autonomia digital.

O veículo alemão afirma que a mudança foi motivada por um bloqueio da Microsoft aos e-mails do procurador-chefe Karim Khan e de outros funcionários do tribunal, após sanções do governo Trump. A Microsoft, porém, negou a acusação.

O OpenDesk foi desenvolvido pelo Centro Alemão para a Soberania Digital (ZenDiS), criado em 2022 pelo governo da Alemanha. O pacote oferece ferramentas web para e-mail, chat, videoconferência, calendário e editor de documentos.

A organização tem como lema ser “soberana por natureza” e também vem colaborando com o governo da França para desenvolver uma alternativa nacional ao Google Docs.

OpenDesk oferece soluções de código aberto (imagem: divulgação)

Europa quer mais soberania 

A decisão do TPI segue a onda por soberania digital da União Europeia. A Dinamarca e um estado alemão já iniciaram a substituição das soluções Microsoft por softwares de código aberto em órgãos públicos.

Em junho, o Ministério de Assuntos Digitais da Dinamarca anunciou a migração do Windows e do Microsoft 365 para Linux e LibreOffice. Além do fim do suporte oficial ao Windows 10, encerrado em 14 de outubro, a medida foi atribuída à necessidade de reduzir os custos com licenciamento de software.

Pouco depois, o estado de Eslésvico-Holsácia, na Alemanha, fez o mesmo, trocando o Microsoft Teams e o Office por alternativas de código aberto em mais de 60 mil postos de trabalho públicos.

A Document Foundation, responsável pelo LibreOffice, também vem incentivando governos e empresas a adotarem soluções open source como alternativa ao fim do Windows 10.
Corte foge da Microsoft e adota código aberto

Corte foge da Microsoft e adota código aberto
Fonte: Tecnoblog

Olimpíada 2024: atletas vendem Galaxy Z Flip 6 que Samsung deu de presente

Olimpíada 2024: atletas vendem Galaxy Z Flip 6 que Samsung deu de presente

Atletas dos Países Baixos já estão vendendo os seus Galaxy Z Flip 6 foram presentes da própria Samsung (Imagem: Divulgação/Samsung)

Resumo

Atletas dos Países Baixos foram flagrados vendendo o Galaxy Z Flip 6 Olympic Edition que receberam como presente da Samsung.
Ele inclui eSIM 5G com 100 GB de franquia de dados e cartão digital para transporte público ilimitado durante os jogos.
Alguns atletas justificam a venda por já possuírem outros celulares. Jacob van de Kerkhof, por exemplo, afirmou que nem abriu o presente.
O preço de venda chega a ser menor que o do Galaxy Z Flip 6 convencional nos Países Baixos.

Diz a regra da vida que é desrespeitoso vender presente. Porém, alguns atletas olímpicos não estão ligando para isso. Dias após ganharem a versão comemorativa do Galaxy Z Flip 6 Olympic Edition, uma parte dos esportistas dos Países Baixos estão vendendo o celular dado diretamente pela Samsung.

O site holandês AD encontrou os anúncios desses atletas que estão vendendo o Galaxy olímpico de Paris 2024 (que não será lançado no Brasil). Jacob van de Kerkhof, atleta do remo, explica no anúncio que colocou o produto à venda por já ter um celular. Ele ainda revela que a caixa do seu Galaxy Z Flip 6 está fechada — ele nem aproveitou os brindes da Samsung para os esportistas.

Atletas dos Países Baixos anunciaram seus Galaxy Z Flip 6 em marketplace (Imagem: Reprodução/AD)

O que tem no kit do Galaxy Olímpico?

As especificações de hardware do Galaxy Z Flip 6 Olympic Edition são as mesmas da sua versão base — só muda o visual. A diferença do modelo de edição limitada entregue aos atletas das Olimpíadas de 2024 é que ele conta com os seguintes “recursos” extras:

Apps e serviços exclusivos para usar durante o evento — provavelmente relacionados aos serviços da Vila Olímpica e organização do evento.

eSIM 5G com 100 GB de franquia de dados

Cartão digital para utilizar o transporte público com saldo ilimitado — durante os jogos, claro

App oficial das Olimpíadas

A sul-coreana entregou 17 mil unidades especiais do Galaxy Z Flip 6 para os atletas da Olimpíada e da Paraolimpíada, que ainda não começou. Vender um presente pode ser uma atitude considerada errada, mas o caso é ainda pior por se tratar de um patrocinador dos jogos olímpicos desde 1998.

Não sabemos se os outros atletas estão vendendo seus presentes pelo mesmo motivo, ou se eles ganham mal e vão aproveitar a oportunidade para lucrar com um celular de edição limitada.

Na minha mão é mais barato

Galaxy Z Flip 6 Paris 2024 Olympic Edition entregue a atletas da Alemanha (imagem: divulgação/Samsung)

Porém, Niki van Sprang, também do remo, anunciou seu Z Flip 6 por 1.150 euros — cerca de R$ 7.170, mais barato que o preço da versão base no Brasil. O valor cobrado é 50 euros menor que o Z Flip 6 nos Países Baixos.

Resta saber se a Samsung fará algo sobre o caso. Talvez ela reclame com o COI e em Los Angeles 2028 vaze que uma das indicações da organização é não vender itens dos patrocinadores. Pelo lado positivo, nenhum dos atletas do caso é patrocinado pela Samsung.

Com informações: SamMobile e AD
Olimpíada 2024: atletas vendem Galaxy Z Flip 6 que Samsung deu de presente

Olimpíada 2024: atletas vendem Galaxy Z Flip 6 que Samsung deu de presente
Fonte: Tecnoblog