Category: Operadoras

Operadora virtual encerra atividades e migra clientes para a Algar Telecom

Operadora virtual encerra atividades e migra clientes para a Algar Telecom

Operadora virtual Nomo será incorporada à matriz Algar Telecom (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A operadora virtual Nomo, subsidiária da Algar Telecom, encerrará suas operações em agosto de 2026.
A base de clientes será transferida para a matriz, garantindo a continuidade dos serviços.
Os clientes, no entanto, precisam contatar a Central de Atendimento para garantir a transição sem interrupção do serviço.

A operadora virtual Nomo, subsidiária da Algar Telecom, começou a informar os clientes de que suas operações serão encerradas a partir deste mês. A empresa deixará de operar como marca independente e unificará a base de assinantes com a matriz. A mudança deve impactar consumidores localizados nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul.

Para manter as linhas ativas e evitar interrupções no serviço, a empresa já iniciou o processo de transição. Em comunicado, a Nomo informa que sua equipe entrará em contato com os assinantes para orientá-los sobre os próximos passos.

O que os clientes devem fazer para não perder a linha?

Marca digital Nomo sai de cena para unificar base de usuários da Algar (imagem: reprodução/Nomo)

Apesar do contato previsto pela empresa, a Nomo também recomenda que o titular da conta procure a Central de Atendimento para evitar um corte de sinal ou até o cancelamento definitivo do número. Segundo a operadora, os atendentes orientarão cada cliente sobre os próximos passos da migração, analisando cada caso.

Durante a ligação, os profissionais devem explicar como funcionará a migração e informar quais são os prazos e as condições operacionais envolvidas, além de detalhar como fica a continuidade da linha e dos serviços já contratados.

Os clientes que concluírem o trâmite passarão a integrar diretamente os sistemas da Algar Telecom, com mais de 70 anos de mercado e presença no setor corporativo e varejo regional. O contato com a central servirá justamente para definir as novas regras de prestação de serviço, uma vez que a Nomo deixará de existir como marca independente.

Nomo passou por duas vendas de clientes

Operadora virtual funcionou com gestão digital de planos (imagem: reprodução/Nomo)

A Nomo iniciou sua trajetória em 2021. No final de 2023, a operadora móvel virtual (MVNO) desistiu de atender o consumidor final e repassou seus clientes para a rival Fluke.

No começo de 2024, o serviço foi relançado, já sob a tutela da Algar Telecom, que comprou a marca. Na prática, isso significa que a companhia não possuía antenas ou frequências próprias, mas já utilizava a infraestrutura física da nova compradora. A mudança atual atinge os clientes a partir desse período.

Durante a fase de introdução no mercado, a empresa atuou em municípios do interior do estado de São Paulo (Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Matão, São Carlos e Cravinhos). Ao longo do ano de 2024, a companhia chegou às cidades gaúchas de Porto Alegre, Caxias do Sul e Passo Fundo, com planos a partir de de R$ 33,90 ao mês.
Operadora virtual encerra atividades e migra clientes para a Algar Telecom

Operadora virtual encerra atividades e migra clientes para a Algar Telecom
Fonte: Tecnoblog

Anatel quer antecipar metas da Claro e TIM

Anatel quer antecipar metas da Claro e TIM

Agência quer trocar punições por expansão de rede (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Anatel propôs à Claro e à TIM um acordo para antecipar metas de cobertura em troca de sanções para expandir a conectividade no Brasil.
A proposta apresentada à Claro sugere encurtar em um ano as metas de cobertura em faixas de frequência de 2,3 GHz e 3,5 GHz, com um orçamento de R$ 2,07 milhões.
Para a TIM, a Anatel sugere substituir uma obrigação local por uma nacional, antecipando compromissos de cobertura 4G que venceriam em 2028.

A Anatel encaminhou ofícios nesta semana para a Claro e a TIM propondo uma solução consensual para a renovação de obrigações aplicadas às operadoras em processos sancionadores. O objetivo é converter sanções administrativas por um adiantamento no calendário de metas de infraestrutura das tecnologias 4G e 5G. As companhias possuem um prazo de cinco dias úteis para informar se aceitam discutir a alternativa.

Em resumo, a manobra regulatória prioriza a expansão da conectividade em território nacional, revertendo punições isoladas em benefícios de rede que chegariam antes da hora para o consumidor final.

Como é o novo acordo proposto para a Claro?

No caso da Claro, a discussão tem origem numa sanção administrativa determinada de março, que já exigia a antecipação de compromissos assumidos durante o leilão do 5G. O ofício expedido pela Anatel sugere encurtar as metas de cobertura previstas para os próximos anos em doze meses.

Na faixa de 2,3 GHz, muito utilizada para suportar conexões 4G, as obrigações que venceriam em 31 de dezembro de 2028 deverão ser concluídas até 31 de dezembro de 2027. Para o espectro de 3,5 GHz, via principal para o 5G puro (Standalone), o adiantamento segue a mesma lógica: de 31 de julho de 2028 para 31 de julho de 2027.

Claro avalia proposta para adiantar metas do 4G e 5G em 12 meses (foto: Paulo Higa/Tecnoblog)

Do ponto de vista financeiro, o orçamento final fixado para os compromissos ficou em R$ 2,07 milhões. A lista dos municípios e localidades beneficiados ainda será estabelecida caso o acordo avance.

Vale destacar que a Anatel recentemente trocou uma multa milionária da Claro por um novo compromisso. Na ocasião, uma punição gerada por descumprir regulamentos do consumidor virou um investimento de R$ 7,6 milhões em redes de fibra óptica e melhorias de conexão em universidades e institutos federais.

Qual é a alternativa oferecida à TIM?

Para a TIM, a punição tem origem em agosto de 2025. O projeto inicialmente consistia na instalação de estações de tecnologia 4G focadas em atender uma unidade do Exército Brasileiro em Barueri, no estado de São Paulo.

A consulta enviada à prestadora propõe substitui-lo por uma obrigação nacional de maior alcance, adiantando compromissos de cobertura 4G com prazo final em 31 de dezembro de 2028. Assim como no desenho feito para a Claro, esse calendário seria encurtado em um ano.

O documento destinado à TIM não detalha valores e também não apresenta uma relação preliminar das cidades que poderiam receber a melhoria de sinal. Esses componentes serão apurados se a companhia aprovar o acordo.

TIM estuda trocar infraestrutura em base militar por ampliação do 4G no país (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

O que acontece se as operadoras aceitarem as propostas?

Uma posição favorável da Claro e da TIM dentro da janela de cinco dias ainda não representa a aprovação automática dos novos projetos. O sinal verde das teles apenas sinaliza um interesse oficial na solução consensual, garantindo que a negociação passe para a próxima etapa.

A revisão definitiva dependerá da aprovação final do Conselho Diretor da Anatel, que ficará encarregado de avaliar os parâmetros técnicos e formalizar a antecipação da expansão do 4G e do 5G no país.
Anatel quer antecipar metas da Claro e TIM

Anatel quer antecipar metas da Claro e TIM
Fonte: Tecnoblog

5G passa de 20% das linhas móveis no Brasil

5G passa de 20% das linhas móveis no Brasil

Base de usuários cresceu 50% nos últimos 12 meses (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O 5G representa 20,4% dos acessos móveis no Brasil, com 55,1 milhões de linhas ativas, segundo dados da Anatel.
Vivo lidera com 22,1 milhões de clientes 5G e 6 milhões de novos clientes em 2025, seguida por Claro (5,8 milhões) e TIM (3,1 milhões).
Segundo a Teleco, o crescimento do 5G ainda é mais lento que o do 4G no mesmo período de lançamento.

A Anatel divulgou o balanço mensal dos serviços de telecomunicações referente a outubro de 2025, indicando que a tecnologia 5G superou a marca de 20% de participação no mercado brasileiro. Conforme os dados fornecidos pelas prestadoras, o país encerrou o mês com mais de 55,1 milhões de linhas ativas na nova tecnologia, representando 20,4% do total de acessos móveis no país.

Ao desconsiderar os acessos máquina a máquina (M2M) — utilizados para automação e Internet das Coisas (IoT), como máquinas de cartão de crédito —, a penetração do 5G é maior, alcançando 25,4% das linhas. O crescimento da base, por sua vez, foi de 50% nos últimos 12 meses, com 18,3 milhões de novos acessos no período.

No cenário competitivo entre as grandes operadoras, a Vivo consolidou sua liderança no segmento. A empresa, que assumiu o topo do ranking em junho de 2024, registrou 22,1 milhões de celulares 5G em outubro de 2025. A operadora também liderou em adições líquidas no acumulado do ano, com 6 milhões de novos clientes na tecnologia, seguida pela Claro (5,8 milhões) e pela TIM (3,1 milhões).

Crescimento do 5G é mais lento que o do 4G

Custo dos smartphones ainda impacta migração de usuários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Apesar dos números indicarem expansão, a curva de adoção do 5G no Brasil ocorre em um ritmo mais lento do que o registrado pelo 4G no mesmo intervalo de tempo. Segundo a Teleco, empresa especializada em telecomunicações, a principal razão é o preço dos smartphones compatíveis com a tecnologia.

Enquanto o 4G se beneficiou de uma queda nos valores dos aparelhos no ciclo inicial, o 5G ainda enfrenta barreiras de entrada para o consumidor de baixa renda. Além disso, a média mensal de adições líquidas de celulares 5G ao longo de 2025, fixada em 1,5 milhão, apresentou uma leve redução em comparação à média de 2024, que foi de 1,6 milhão por mês.

Essa desaceleração confirma a dificuldade de manter o ritmo de crescimento sem a democratização do acesso aos dispositivos.

Disponibilidade de rede

Outro fator relevante para a consolidação da tecnologia ainda é a infraestrutura. Dados da OpenSignal indicam que, em janeiro de 2025, a proporção de tempo que um usuário permanecia conectado ao 5G era de apenas 13%.

Para que a cobertura e a disponibilidade aumentem, especialistas do setor apontam a necessidade de liberar e utilizar frequências mais baixas, como as faixas de 600 MHz e 700 MHz, que possuem maior alcance de propagação de sinal, facilitando a cobertura em áreas internas e periféricas.

Mantidas as tendências atuais observadas até outubro, a Teleco projeta que o Brasil deve encerrar o ano de 2025 com cerca de 59 a 60 milhões de celulares 5G. Para o fim de 2026, a estimativa é que a base alcance a marca de 80 milhões de acessos.

Com informações da Anatel
5G passa de 20% das linhas móveis no Brasil

5G passa de 20% das linhas móveis no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Veja a operadora mais rápida e a mais confiável do país

Veja a operadora mais rápida e a mais confiável do país

Análise mostra que nenhuma operadora lidera em todos os quesitos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Um novo relatório revela as operadoras de banda larga fixa que merecem destaque no Brasil. O relatório, que foi elaborado pela consultoria Opensignal e consolidado em outubro, coloca a Vivo como melhor prestadora quando o assunto é velocidade de conexão. Já a Nio, antiga Oi Fibra, lidera na confiabilidade de rede.

O documento é baseado na coleta de bilhões de medições diretamente dos dispositivos dos usuários em todo território nacional. Segundo a Opensignal, o levantamento revela o desempenho das redes em atividades cotidianas, refletindo a qualidade da conexão em todo o trajeto, desde o servidor de conteúdo até o dispositivo final, independentemente do plano contratado.

A mais rápida

O relatório faz distinção entre as operadoras líderes em diferentes aspectos da experiência de banda larga. A Vivo obteve a pontuação mais alta em categorias como Velocidade de Download, em que obteve 114,8 Mb/s, contra 96,5 Mb/s da Claro e 95,6 Mb/s da Nio. Ela também fez bonito na Velocidade de Upload, com 67,2 Mb/s de média. Essas métricas são fundamentais para atividades como streaming de vídeo em alta definição, download de arquivos grandes e carregamento de páginas da web.

A Vivo anotou ainda uma boa experiência em vídeo, o que sugere um desempenho superior de sua infraestrutura para transferir grandes volumes de dados de forma eficiente.

Vivo domina em velocidade e Nio, que absorveu clientes da Oi, vence em estabilidade (imagem: reprodução/OpenSignal)

A mais confiável

Por outro lado, a Nio conquistou a primeira posição na categoria de “Confiabilidade”. Esta é uma nova métrica introduzida pela Opensignal para avaliar a consistência e a estabilidade da conexão de banda larga. O indicador de confiabilidade mede a frequência com que a rede dos usuários é suficiente para suportar as aplicações mais comuns e exigentes, como streaming de vídeo em HD, videoconferências em grupo e jogos online.

Uma pontuação elevada nesta categoria indica que os usuários da operadora enfrentam menos interrupções, menor latência e uma experiência de conexão mais estável e previsível no dia a dia. Este resultado posiciona a Nio como a fornecedora com a rede mais consistente para uma gama variada de usos, segundo os dados coletados.

Cabe ressaltar que, apesar da liderança, a pontuação da Nio (547, numa escala que vai de 0 a 1.000) foi pouco superior à vista na Vivo (541) e na Claro (535). A TIM aparece um pouco mais atrás (507).
Veja a operadora mais rápida e a mais confiável do país

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Fonte: Tecnoblog