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Novo CEO promete: uma Intel “raiz” vem aí

Novo CEO promete: uma Intel “raiz” vem aí

Lip-Bu Tan prometendo uma nova Intel (imagem: reprodução/Intel)

Resumo

O novo CEO da Intel, Lip-Bu Tan, afirmou que a empresa voltará a priorizar pesquisa e desenvolvimento em engenharia e IA.
A Intel pode expandir a arquitetura x86 para além de PCs e servidores, adaptando-a para aplicações específicas em dispositivos móveis.
Segundo Tan, a empresa pretende colaborar com os Estados Unidos para reduzir a dependência de países asiáticos em tecnologia.

Lip-Bu Tan assumiu o cargo de CEO da Intel há apenas duas semanas, mas já fez a sua primeira aparição pública na nova posição. No primeiro dia do evento Vision 2025, realizado nesta segunda-feira (31/03), o executivo prometeu fazer da Intel uma companhia focada em engenharia e mais aberta à IA.

O novo CEO tem uma missão complicada pela frente: tirar a Intel da crise que a companhia mergulhou em 2024. Mais do que uma crise financeira, a companhia enfrenta uma crise de identidade.

Outrora símbolo de inovação, a Intel é vista atualmente como uma companhia atrasada em inteligência artificial e com dificuldades em desenvolver chips que aliam alto desempenho com eficiência energética.

Tan está ciente dos desafios, por isso, tratou de adotar um tom tranquilizador e, ao mesmo tempo, confiante em seu discurso. Começou por descrever a sua trajetória acadêmica e profissional como que para dizer que é capacitado para as responsabilidades que o cargo de CEO da Intel exige.

Neste ponto, vale destacar que Lip-Bu Tan é bacharel em física pela Universidade Tecnológica de Nanyang, em Singapura, e mestre em engenharia nuclear pelo MIT.

No âmbito profissional, o destaque fica para o período entre 2009 e 2021, quando Lip-Bu Tan atuou como CEO da Cadence Design Systems, empresa especializada em soluções computacionais avançadas. Entre 2022 e 2024, o executivo também foi membro do conselho de administração da Intel.

Como vai ser a nova Intel prometida por Tan?

Em primeiro lugar, Lip-Bu Tan destacou que a Intel voltará a ser uma companhia que prioriza a pesquisa e o desenvolvimento. “Sob a minha liderança, a Intel retornará às nossas raízes como uma empresa que coloca a engenharia em primeiro lugar”, destacou.

Tan promete fazer a Intel trabalhar com um design de sistema orientado por IA como forma de acelerar o desenvolvimento de arquiteturas de computação.

Nesse sentido, a companhia espera desenvolver novas soluções baseadas na arquitetura x86 para atender à crescente demanda por aplicações que lidam com cargas de trabalho muito específicas. Isso sugere que a Intel quer fazer a arquitetura x86 ir muito além dos PCs e servidores — talvez algo focado em dispositivos móveis?

Lip-Bu Tan, o novo CEO da Intel (imagem: divulgação/Intel)

Isso não quer dizer que outros segmentos ficarão de lado. Por exemplo, a Intel ainda pretende ser referência em fundição, isto é, em ser capaz de produzir chips avançados em larga escala não apenas para si própria, como também para outras companhias.

Esse aspecto faz parte dos planos do governo dos Estados Unidos de depender menos de países asiáticos no âmbito tecnológico. Não por acaso, Tan declarou estar ansioso para “trabalhar com a administração Trump em nossos objetivos em comum”.

Na parte final de seu discurso, Tan disse o seguinte:

Estamos aqui para atendê-lo e ganhar sua confiança. Não ficaremos satisfeitos até que cumpramos consistentemente nossas promessas no prazo, na qualidade, para exceder as suas expectativas. Estamos profundamente comprometidos com a jornada.

Lip-Bu Tan, CEO da Intel

O executivo não forneceu detalhes sobre como pretende alcançar tudo isso. É compreensível, afinal, ele está há apenas duas semanas no cargo de CEO da Intel. Certamente, Lip-Bu Tan precisará de mais tempo para elaborar um plano mais detalhado para, então, efetivamente partir para a ação.

Fiquemos de olho.
Novo CEO promete: uma Intel “raiz” vem aí

Novo CEO promete: uma Intel “raiz” vem aí
Fonte: Tecnoblog

Entregadores de iFood, 99, Uber e outros apps fazem paralisação

Entregadores de iFood, 99, Uber e outros apps fazem paralisação

iFood é o foco da manifestação, mas outras empresas e poder público também são alvos (imagem: divulgação/iFood)

Entregadores que trabalham por aplicativos (como iFood, 99 e Uber) anunciaram uma paralisação que deve durar entre segunda e terça-feira (31/03 e 01/04). A categoria demanda um aumento nas taxas pagas.

Segundo o UOL, vídeos convocando entregadores para a paralisação (também chamada de “breque”) têm circulado ao longo das últimas semanas nas redes sociais. Alguns deles alcançaram milhões de visualizações. Junior Freitas, um dos líderes do movimento em São Paulo, diz que a iniciativa visa não só pressionar as empresas, mas também o poder público.

Restrições para distância de entregas de bicicleta é uma das reivindicações (foto: Paolo Feser/Unsplash)

Na capital paulista, o protesto vai se dirigir à sede do iFood — apesar de o movimento reivindicar melhores condições de todas as plataformas, as lideranças consideram que o iFood é a mais importante delas, com seus valores servindo de base para os concorrentes.

A manifestação está prevista para acontecer em 59 cidades, sendo 19 capitais: Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Curitiba (PR), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Maceió (AL), Recife (PE), João Pessoa (PB), Natal (RN), Fortaleza (CE), São Luís (MA), Belém (PA), Manaus (AM), Porto Velho (RO), Goiânia (GO), Cuiabá (MT) e Brasília (DF).

O que querem os entregadores?

A categoria faz quatro exigências:

Mínimo de R$ 10 por corrida

Aumento da remuneração por quilômetro rodado de R$ 1,50 para R$ 2,50

Limitação da atuação de bicicletas a um raio de 3 km

Pagamento integral de pedidos agrupados na mesma rota

O que dizem as empresas?

Em nota, a Amobitec (associação que inclui iFood, 99, Uber, Zé Delivery) afirmou que as empresas estão em diálogo com os entregadores e apoiam a regulamentação do trabalho intermediado por plataformas. A entidade menciona que a remuneração média de um entregador cresceu 5% acima da inflação entre 2023 e 2024 e chegou a uma média de R$ 31,33 por hora, segundo uma pesquisa do Cebrap.

De acordo com a reportagem do UOL, o iFood enviou um email aos entregadores, argumentando que, ao longo dos três últimos anos, aumentou os valores do quilômetro rodado e da taxa mínima. A empresa também pediu que o movimento seja pacífico e não tenha bloqueios a estabelecimentos ou trabalhadores que não apoiam a manifestação.

Com informações do UOL
Entregadores de iFood, 99, Uber e outros apps fazem paralisação

Entregadores de iFood, 99, Uber e outros apps fazem paralisação
Fonte: Tecnoblog

Quem é a Wiz, empresa adquirida pelo Google por valor recorde

Quem é a Wiz, empresa adquirida pelo Google por valor recorde

Google adquiriu Wiz por US$ 32 bilhões (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Google anunciou a aquisição da Wiz, startup de segurança cibernética, por US$ 32 bilhões.
Fundada em 2020, a Wiz se destaca por sua segurança baseada em simulações digitais e integração com infraestruturas de nuvem.
A compra pode enfrentar desafios regulatórios nos EUA, além de uma disputa judicial com a Orca Security, que acusa a startup de uso indevido de patentes.

O Google anunciou na última terça-feira (18/03) a compra da Wiz, startup de segurança cibernética, por US$ 32 bilhões (cerca de R$ 181,6 bilhões). Essa é a maior aquisição da história da big tech, parte de uma estratégia para fortalecer o Google Cloud e reduzir a distância em relação à Amazon e Microsoft no setor de computação em nuvem.

Atualmente, a Microsoft e a Amazon dominam esse mercado. Em 2024, as duas empresas registraram, no setor, receitas de US$ 105,4 bilhões e US$ 107,6 bilhões, respectivamente, enquanto o Google faturou US$ 43 bilhões no mesmo período. Com a crescente demanda por infraestrutura para IA, a big tech agora tenta reduzir a distância em relação às concorrentes.

O que é a Wiz?

Wiz foi avaliada em US$ 12 bilhões em maio de 2024 (imagem: divulgação/Wiz)

A Wiz é uma startup de segurança cibernética, fundada em janeiro de 2020 por quatro veteranos das Forças Armadas de Israel, incluindo o CEO Assaf Rappaport. Ela rapidamente se destacou no mercado à medida que a pandemia impulsionou a migração em massa de empresas para a nuvem.

Esse cenário contribuiu para que a Wiz se tornasse uma das startups de crescimento mais acelerado do mundo. Com sede em Nova York, a empresa foi avaliada em US$ 12 bilhões em maio de 2024.

Parte da equipe executiva da Wiz já havia fundado a Adallom em 2012, que foi vendida para a Microsoft em 2015 por US$ 320 milhões e posteriormente integrada ao Microsoft Defender for Cloud Apps.

Por que a Wiz atraiu o Google?

O Google se interessou pela Wiz devido à sua abordagem: em vez de exigir a instalação de softwares individuais em dispositivos, a Wiz opera remotamente — a plataforma da startup se conecta diretamente a diferentes infraestruturas de nuvem e ambientes de código.

Atualmente, a Wiz já atua como parceira estratégica do Google Cloud, que oferece serviços como Google Threat Intelligence e consultoria em segurança cibernética por meio de soluções SaaS. Com a aquisição, o Google Cloud deve fortalecer sua infraestrutura de segurança, ampliando o portfólio de ferramentas e plataformas da big tech.

Um dos diferenciais da Wiz é o uso de gêmeos digitais para simular ataques e identificar vulnerabilidades. Essa tecnologia cria réplicas virtuais de sistemas, processos ou objetos físicos, permitindo monitoramento e análise em tempo real.

Embora concorrentes como Palo Alto Networks e CrowdStrike ofereçam soluções semelhantes, a Wiz se diferencia pelo uso dessas simulações digitais, que permitem identificar, priorizar e neutralizar ameaças de forma mais eficiente, conforme destacou o The Verge.

A compra da Wiz é um risco?

Compra da Wiz pelo Google pode redobrar as atenções dos reguladores nos EUA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A aquisição da Wiz pelo Google envolve alguns riscos, incluindo uma disputa judicial com a concorrente Orca Security, que acusa a startup de “uso contínuo e não autorizado de tecnologias patenteadas”. Com o acordo, o Google herda o processo — uma longa batalha judicial poderia dificultar a integração da Wiz ao ecossistema da big tech.

Outra questão é que o Google, através da Alphabet — holding que controla a big tech —, já tentou adquirir a Wiz antes. No ano passado, uma oferta de US$ 23 bilhões (cerca de R$ 130,5 bilhões) chegou à mesa de negociações, mas as conversas foram interrompidas por preocupações de investidores e diretores da startup com possíveis obstáculos regulatórios.

Para evitar um novo impasse e não conseguir fechar o negócio de novo, a Alphabet concordou com uma taxa de rescisão reversa de US$ 3,2 bilhões, uma das mais altas já registradas, caso o negócio não se concretize por algum motivo.

Além disso, a compra pode atrair ainda mais o olhar dos reguladores dos EUA sobre um possível monopólio. O governo já investiga o Google por práticas anticompetitivas no mercado de publicidade digital e até defendeu a venda do navegador Chrome.

Como destacou o The Verge, o histórico de aquisições do Google ainda inclui alguns desfechos problemáticos. A compra da Motorola Mobility por US$ 12,5 bilhões em 2012, por exemplo, foi considerada um fracasso após a revenda para a Lenovo em 2014. Já a aquisição da Nest, em 2014, por US$ 3,2 bilhões, foi marcada por reestruturações conturbadas.

Com informações de Bloomberg, The Verge e O Globo
Quem é a Wiz, empresa adquirida pelo Google por valor recorde

Quem é a Wiz, empresa adquirida pelo Google por valor recorde
Fonte: Tecnoblog

Samsung usará seu próprio DOGE para analisar divisão do Exynos

Samsung usará seu próprio DOGE para analisar divisão do Exynos

Samsung sofre há anos com desempenho dos Exynos, mas agora quer entender o que acontece na divisão de SoCs (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Samsung iniciou uma auditoria interna para investigar problemas de desempenho no Exynos e na produção de chips.
Em 2024, a divisão responsável pelo Exynos registrou um prejuízo de 4 a 5 trilhões de won (aproximadamente R$ 19,9 bilhões).
A sul-coreana tem enfrentado dificuldades na execução de desempenho dos chips, enquanto tenta superar a TSMC.

A Samsung está tomando uma medida mais firme para entender os problemas do Exynos e da sua foundry, divisão responsável pela produção de chips. Segundo o jornal sul-coreano Chosun, a empresa iniciou uma auditoria nessas duas divisões. Esse processo é um dos primeiros realizados pelo Escritório de Diagnóstico de Gerência, uma espécie de DOGE da Samsung.

O DOGE é um órgão governamental dos EUA liderado por Elon Musk, cujo objetivo é revisar contratos, cortar gastos e gerar mais eficiência no governo. Quase o que o Escritório de Diagnóstico de Gerência faz. A auditoria da Samsung busca entender os motivos pelos quais, mesmo com investimentos bilionários, sua foundry não tem resultados satisfatórios nas litografias abaixo de 4 nm e por que o Exynos segue problemático.

Por que a Samsung fará uma auditoria em duas divisões?

A Samsung LSI, setor que fabrica o Exynos e os sensores Isocell, e a sua foundy estão entregando resultados que não condizem com os enormes investimentos feitos nos últimos anos.

Samsung Galaxy S22 e sua versão com Exynos 2200 ficou bem abaixo da versão com Snapdragon 8 Gen 1 (foto: Darlan Helder/Tecnoblog)

Começando pelo Exynos, o caso mais conhecido. A Samsung produziu alguns processadores problemáticos recentemente. O Exynos 2200, por exemplo, teve um desempenho tão fraco que a linha Galaxy S22 não teve uma edição FE.

Isso ainda levou a Samsung LSI a abandonar o Exynos 2300 para focar em resolver problemas de desenvolvimento dos SoCs. O Exynos 2400 chegou em um bom nível, mas o Exynos 2500 não foi finalizado a tempo do S25.

No ano passado, a divisão LSI teve uma perda financeira entre 4 trilhões e 5 trilhões de won (R$ 19,9 bilhões). Os sensores Isocell, ainda que não aparentem ter problemas de desempenho, fizeram a fatia de mercado da Samsung nesse segmento cair para menos de 20% — a Sony segue líder indisputada.

O setor de fabricação de chips parece ser o caso mais grave. Em 2019, a Samsung prometeu que até 2030 a divisão receberá um investimento total de R$ 677,1 bilhões. Contudo, desde então, a foundry não reverteu esse valor em crescimento de mercado. O market share caiu de 19,1% para 8,2% no ano passado.

O sonho da Samsung é ser a maior fabricante de chips do mundo, mas está difícil superar a TSMC e conseguir um alto desempenho nas litografias de 4 nm e menores.

Com informações de SamMobile e Chosun
Samsung usará seu próprio DOGE para analisar divisão do Exynos

Samsung usará seu próprio DOGE para analisar divisão do Exynos
Fonte: Tecnoblog

Intel adia mais uma vez projeto de US$ 28 bilhões para fabricar chips

Intel adia mais uma vez projeto de US$ 28 bilhões para fabricar chips

Intel está em crise e sem CEO (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Intel adiou novamente a inauguração de sua fábrica de chips em Ohio, agora prevista para 2030-2031.
Enfrentando um momento de crise com prejuízos bilionários, a empresa cancelou 15 mil postos de trabalho em agosto de 2024.
A Intel pretende reduzir US$ 10 bilhões em gastos até 2025 e pode vender a Intel Foundry, já que não conseguiu fechar contratos para fabricar chips para terceiros.

A nova fábrica da Intel em Ohio, nos Estados Unidos, teve mais uma vez sua inauguração adiada. De acordo com a empresa, a nova expectativa é que a produção comece entre 2030 e 2031. O projeto, orçado em US$ 28 bilhões, foi anunciado em 2022 e tinha 2025 como horizonte para início das operações.

“Estamos adotando uma abordagem prudente para garantir que completaremos o projeto de maneira financeiramente responsável”, disse Naga Chandrasekaran, vice-presidente executivo da Intel, no comunicado sobre o adiamento.

“Continuaremos a construção em um ritmo mais lento, enquanto mantemos a flexibilidade para acelerar os trabalhos e o início das operações, caso a demanda dos consumidores justifique estas medidas”, explica Chandrasekaran. O projeto inclui ainda uma segunda fábrica, que só deve ficar pronta em 2031 e iniciar operações em 2032.

Qual a importância desta fábrica da Intel?

A Intel apresentou o projeto do campus de Ohio como o maior local de fabricação de semicondutores do mundo. A empresa estimava que as fábricas criariam, no mínimo, 3 mil empregos diretos e dezenas de milhares indiretos, em fornecedores e parceiros.

O CEO da Intel naquela época era Pat Gelsinger, que apostou alto no aumento da capacidade de produção. O complexo da companhia no Arizona, por exemplo, também recebeu US$ 20 bilhões para expansão.

Vale lembrar também o contexto daquela época. Os EUA investiram para trazer para o país a produção de semicondutores, por meio do Chips Act. A escassez de chips era uma das justificativas para estas decisões.

O que mudou na Intel desde então?

Os últimos anos foram de crise na Intel, e a ordem agora é economizar. Em 2024, a empresa acumulou prejuízos bilionários, incluindo fechar o terceiro trimestre com resultado negativo de US$ 16,6 bilhões, o pior de sua história.

Os investimentos na Intel Foundry não deram certo, já que os contratos para fabricar chips para outras empresas nunca vieram. As falhas nos chips Core de 13ª e 14ª gerações contribuíram para piorar a imagem da empresa. A situação é tão crítica que Pat Gelsinger se aposentou em dezembro de 2024 e, até agora, o cargo de CEO não tem um ocupante oficial — David Zinsner e Michelle Johnston dividem o posto de forma interina.

Para tentar voltar ao caminho certo, a empresa fez 15 mil demissões em agosto de 2024, cancelou seu chip dedicado à inteligência artificial e simplificou seus planos. Com isso, ela pretende reduzir os gastos em US$ 10 bilhões em 2025. Mesmo assim, ainda existe a possibilidade de se desfazer da Intel Foundry, que ainda não justificou seus custos.

Com informações da Intel, Bloomberg e The Verge

Intel adia mais uma vez projeto de US$ 28 bilhões para fabricar chips

Intel adia mais uma vez projeto de US$ 28 bilhões para fabricar chips
Fonte: Tecnoblog

Amazon Brasil amplia oferta de produtos vendidos nos EUA

Amazon Brasil amplia oferta de produtos vendidos nos EUA

Amazon brasileira amplia oferta de produtos vendidos nos EUA (arte: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Amazon Brasil expandiu sua área de compras internacionais e incluiu mais de 40 milhões de produtos disponíveis nos EUA.
Compras feitas no site brasileiro podem ser pagas em reais, com opções como Pix, boleto, cartão de crédito e parcelamento.
Assinantes do Amazon Prime têm frete internacional gratuito em determinados itens, com preços que já incluem impostos, taxas de importação e conversão direta no site.

A versão brasileira da Amazon já permitia compras de produtos comercializados nos Estados Unidos. Essa opção acaba de ser ampliada: agora, mais de 40 milhões de produtos da Amazon americana podem ser comprados a partir da loja online no Brasil.

Esses produtos estão distribuídos em cerca de 35 categorias, como livros, roupas e artigos automotivos. Aliás, a primeira categoria chama a atenção por ser bastante ampla: mais de 26 milhões de livros físicos estão disponíveis por ali, de acordo com a própria Amazon.

Ainda segundo a companhia, as categorias também incluem seções dedicadas a marcas específicas, como Champion, Conair, Ninja e Carters.

Com a expansão da nossa Loja de Compras Internacionais, buscamos oferecer aos nossos clientes o acesso a um universo de produtos importados vendidos pela Amazon Estados Unidos, aliado à conveniência e confiabilidade que são marcas registradas da Amazon.

Daniel Mazini, presidente da Amazon Brasil

A companhia esclarece que as compras feitas em outras unidades da Amazon são identificadas com o selo “Compra Internacional”. Aliás, o site da Amazon tem uma seção específica para compras internacionais*.

Como é o pagamento de produtos internacionais na Amazon?

As compras internacionais feitas na Amazon brasileira são pagas em reais. Todas as modalidades de pagamento existentes por aqui podem ser usadas, como Pix, boleto bancário e cartão de crédito, inclusive com opção de parcelamento.

Os clientes da Amazon no Brasil podem ainda fazer compras internacionais de modo a acumular pontos ou cashback em programas locais, como Livelo e Meliuz, e no cartão de crédito da própria Amazon.

Assinantes do programa Amazon Prime podem ainda contar com frete internacional gratuito para determinados itens.

Área de compras internacionais da Amazon (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Os preços em dólar são convertidos para reais pela própria loja. Nesse sentido, vale destacar também que as compras seguem as regras do Programa Remessa Conforme.

Além disso, os valores são informados no site da Amazon já com impostos e taxas de importação calculadas, o que ajuda o consumidor a decidir se aquela compra vale a pena.

Como esse tipo de compra é internacional, o tempo de entrega tende a ser maior quando comparado a pedidos nacionais. Contudo, esse prazo costuma não ser superior a 30 dias.

*Nota de transparência: este é um link de afiliados; as compras feitas na loja a partir desse endereço geram uma pequena comissão para o Tecnoblog, mas não alteram os preços dos produtos.
Amazon Brasil amplia oferta de produtos vendidos nos EUA

Amazon Brasil amplia oferta de produtos vendidos nos EUA
Fonte: Tecnoblog

LinkedIn lista os 25 cargos que mais crescem no Brasil

LinkedIn lista os 25 cargos que mais crescem no Brasil

Ranking Empregos em Alta 2025 do LinkedIn mostra as tendências do mercado de trabalho (imagem: divulgação/LinkedIn)

Resumo

O LinkedIn divulgou a lista Empregos em Alta 2025 com os 25 cargos de maior crescimento no Brasil.
Diretor(a) de Receita, Engenheiro(a) de Segurança de Processo e Neuropsicólogo(a) ocupam as três primeiras posições no ranking.
Além de disponibilizar a lista, o LinkedIn Learning oferece cursos gratuitos sobre inteligência artificial, gestão de operações e sustentabilidade para ajudar profissionais a se prepararem.

O LinkedIn divulgou, nesta quarta-feira (15/01), a lista Empregos em Alta 2025. O material, criado a partir de dados exclusivos da plataforma, aponta as 25 posições que devem ter maior crescimento no mercado de trabalho brasileiro neste ano.

Para isso, a equipe do LinkedIn Economic Graph analisou as milhões de vagas iniciadas por usuário entre 1º de janeiro de 2022 e 31 de julho de 2024. Os números ajudaram a calcular a taxa de crescimento para cada cargo e prever as tendências do mercado.

Direitor(a) de Receita é um dos cargos de destaque no setor de marketing, segundo o LinkedIn (imagem: Smartworks Coworking/Unsplash)

Foco em operações estratégicas, saúde mental e sustentabilidade

O cargo de Diretor(a) de Receita aparece em primeiro lugar no Empregos em Alta do LinkedIn. O profissional atua na liderança de equipes de marketing e vendas, visando ampliar as oportunidades de crescimento de uma empresa.

As posições de Engenheiro(a) de Segurança e Processo e de Neuropsicólogo(a) ocupam a segunda e terceira posição, respectivamente. Um resultado que mostra a busca por profissionais que possam colaborar com as dinâmicas estruturais e estratégicas das empresas e lidar com as questões comportamentais e humanas.

A lista do LinkedIn também mostra a recuperação nos setores de Turismo e Eventos. Por exemplo, os cargos de Assistente de Eventos (4º) e Agente de Viagens (18º) confirmam o aquecimento do mercado de entretenimento.

Outras posições em ascensão são: Psicólogo(a) Pediátrico(a) (6º), Especialista em Geração de Leads (7º), Assistente Social (8º), Analista de Saúde (12°), Líder de Gerenciamento de Projetos (15º) e Analista de Sustentabilidade (25º). 

Agentes de Viagem voltam a ser destaque em lista de tendências do LinkedIn (imagem: Kelsey Knight/Unsplash)

Lista Empregos em Alta 2025

Confira o ranking completo de posições em alta no Brasil, conforme o LinkedIn Economic Graph:

Diretor(a) de Receita

Engenheiro(a) de Segurança de Processo

Neuropsicólogo(a)

Assistente de Eventos

Assistente de Patologia

Psicólogo(a) Pediátrico(a)

Especialista em Geração de Leads

Assistente Social

Analista de Centro de Operações de Segurança

Bibliotecário(a)

Especialista em Folha de Pagamento

Analista de Saúde

Executivo(a) de Desenvolvimento de Negócios

Técnico(a) em Audiovisual

Líder de Gerenciamento de Projetos

Executivo(a) de Vendas

Engenheiro(a) de Produção

Agente de Viagens

Engenheiro(a) de Custos

Especialista em Operações Logísticas

Coordenador(a) de Segurança do Trabalho

Mecânico(a) de Aeronaves

Especialista em Precificação

Representante de Marketing de Campo

Analista de Sustentabilidade

Cursos gratuitos do LinkedIn Learning

“Nosso objetivo com a lista é ajudar os profissionais a entenderem as tendências e a se prepararem para as oportunidades, seja para consolidar suas posições nas áreas em que já atuam ou para planejar uma transição de carreira. Neste sentido, é importante que os profissionais foquem no aprendizado contínuo, adaptação e competências em temas como inteligência artificial, sustentabilidade e gestão”, cita Guilherme Odri, editor-chefe do LinkedIn Notícias Brasil.

Junto à lista, o LinkedIn Learning disponibilizou cursos gratuitos para os profissionais que desejam ampliar suas habilidades. Entre as opções disponíveis estão: Como incorporar a IA generativa na sua estratégia de negócios, Fundamentos da gestão de operações e Fundamentos da sustentabilidade.

Com informações de LinkedIn.
LinkedIn lista os 25 cargos que mais crescem no Brasil

LinkedIn lista os 25 cargos que mais crescem no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Apple continua proibida de vender o iPhone 16 na Indonésia

Apple continua proibida de vender o iPhone 16 na Indonésia

iPhone 16 numa loja da Apple nos Estados Unidos (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

O iPhone 16 continua banido na Indonésia.
Apesar de a empresa acertar um acordo de US$ 1 bilhão para a construção de uma fábrica de AirTags no país, o governo local considerou a medida insuficiente para a liberação.
A fábrica não justifica certificação para a venda do iPhone 16, segundo o ministro da indústria da Indonésia.
Até o momento, a construção da fábrica está mantida, com expectativa de inauguração da unidade em 2026.

Lembra que a Apple foi proibida de vender o iPhone 16 na Indonésia pouco depois do lançamento da linha? Pois bem, o bloqueio continua neste início de 2025. Embora a companhia tenha anunciado medidas para encerrar o embate, as autoridades do país entendem que elas não são suficientes.

A proibição foi baseada em um regulamento da Indonésia que prevê que smartphones comercializados localmente por companhias estrangeiras tenham pelo menos 35% de componentes produzidos dentro do próprio país.

Como a Apple não atende a esse regulamento, a companhia tentou estabelecer acordos com o governo indonésio para converter essa obrigação em investimentos locais.

O acordo mais recente previa um valor equivalente a pouco mais de US$ 100 milhões em investimentos para pesquisa e desenvolvimento, mas os repasses da Apple para esse fim teriam ficado em US$ 95 milhões. Esse teria sido um dos fatores que motivaram o bloqueio das vendas do iPhone 16 na Indonésia.

Apple prometeu fábrica na Indonésia, mas…

De acordo com Agus Gumiwang Kartasasmita, ministro da indústria da Indonésia, a Apple propôs investimentos no país que chegam a US$ 1 bilhão para solucionar o problema. O montante envolve a construção de uma fábrica de rastreadores AirTag na ilha de Batam, pertencente ao país.

iPhone 16 numa loja da Apple nos Estados Unidos (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Embora o governo tenha dado sinal verde para a construção dessa fábrica, Kartasasmita declarou que o acordo não é suficiente para a liberação das vendas do iPhone 16 no país, visto que a unidade fabril não produzirá componentes para a linha de celulares.

Não há base para o ministério emitir uma certificação de produção local como forma de a Apple ter permissão para comercializar o iPhone 16, pois não há relação direta [da fábrica com a linha].

Agus Gumiwang Kartasasmita, ministro da indústria da Indonésia

Apesar disso, o plano para a construção da fábrica está mantido, pelo menos por parte do governo indonésio. A expectativa é a de que a unidade seja inaugurada em 2026.

A Apple foi procurada, mas não revelou o que fará a partir de agora para tentar vender o iPhone 16 na Indonésia de modo oficial.

Com informações da Reuters
Apple continua proibida de vender o iPhone 16 na Indonésia

Apple continua proibida de vender o iPhone 16 na Indonésia
Fonte: Tecnoblog

LG cresce no Brasil, confirma OLED gigante e descarta superparcelamento

LG cresce no Brasil, confirma OLED gigante e descarta superparcelamento

Daniel Song lidera as operações da LG no Brasil e na América Latina (foto: divulgação)

Resumo

O crescimento da LG no mercado brasileiro em 2024 foi de 9% em dólares e 17% em reais, destacando-se nas vendas de TVs e information displays. A informação exclusiva vem do presidente Daniel Song.
A LG confirmou o lançamento de uma inédita TV OLED 4K de 97 polegadas no mercado brasileiro.
A empresa investirá US$ 250 milhões na construção de uma fábrica de geladeiras em Curitiba, prevista para 2026, com o objetivo de expandir a produção e possivelmente exportar para a Argentina.
A LG descartou parcelamentos superiores a 12 vezes nas vendas de televisores.

Apesar dos desafios, a LG comemora mais um ano de crescimento no mercado brasileiro. A empresa colocou a ordem na casa após resultado negativo em 2023, e de lá para cá disparou principalmente nas vendas de TVs e outras telas. Agora, aposta na construção de uma fábrica de geladeiras, que fica pronta nas cercanias de Curitiba daqui a um ano.

O presidente da LG no Brasil e América Latina, Daniel Song, nos recebeu para um café da manhã durante a CES 2025, maior feira de aparelhos eletrônicos do planeta. Ele me revelou a decisão de trazer uma inédita (e gigantesca) TV OLED 4K de 97 para o mercado doméstico. O preço – provavelmente muito elevado – é mantido em segredo. Song também descartou a venda de televisores em mais de 12 vezes.

Confira a entrevista nas linhas abaixo. O material foi editado para fins de clareza e brevidade.

Confira na entrevista LG no mercado brasileiro Atualizações de sistema em TVS Competição com marcas chinesas As traquitanas da CES

LG no mercado brasileiro

Thássius Veloso – Qual o balanço da LG no Brasil?

Daniel Song (LG) – Estou satisfeito porque tivemos um ano de 2024 excelente: crescemos 9% em dólares e 17% em reais, depois de dois anos difíceis. As principais fontes de crescimento foram as TVs e os information displays, aquelas telas que ficam em elevadores, consultórios, empresas etc. Ainda precisamos melhorar o desempenho de alguns produtos.

E qual a importância do B2B (a venda direta para outras empresas)?

O B2C ainda ocupa algo em torno de 80%, e B2B são os demais 20%. Futuramente, quero ver mais crescimento nos negócios que fazemos com outras empresas. Nós vamos entrar com força no mercado de publicidade. Hoje em dia, cada salão de cabeleireiro tem alguma tela por perto. Queremos ajudar a mostrar propaganda nesta tela, num formato de revenue share.

Haverá investimentos no país?

Hoje em dia, a nossa produção fica em Manaus principalmente por caisa das TVs e monitores. Decidimos construir uma nova fábrica de geladeiras perto de Curitiba, com investimento de cerca de US$ 250 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão) e previsão de ficar pronta em 2026. Em algum momento, a lava e seca também deve entrar na produção. Isso nos permitirá competir melhor no país. Avaliamos até exportar para a Argentina.

Atualizações de sistema em TVS

TV OLED de 97 polegadas é apresentada na CES 2025 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Vocês anunciaram no ano passado que as TVs receberiam cinco anos de atualizações de sistema. O que foi levado em consideração para chegar à nova política?

Eu acho que nós precisamos comunicar mais fortemente para os consumidores o valor da plataforma webOS. Nós estamos focando não apenas em vender os aparelhos, mas também em mostrar o que eles solucionam. A qualidade de tela não é tudo.

Já decidiu quais TVs da CES vão para o Brasil?

Todos os modelos de 2025 vão desembarcar no Brasil. A nossa ideia é focar mais na tela grande, por isso teremos a QLED de 100 polegadas e a nova OLED 4K de 97 polegadas. O Brasil tradicionalmente prefere modelos de 32 e 43 polegadas por causa do tamanho dos apartamentos. Isso está mudando. Para você ter uma ideia, os produtos de 55 e 65 polegadas eram considerados enormes há dez anos.

Monitor híbrido fica tanto flat quanto curvo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

As pessoas têm dinheiro para comprar esses produtos?

Nós apostamos no parcelamento. O brasileiro é diferente de outros países porque acaba comprando eletrônicos em 12 vezes. Quando pega um carro novo, parcela em 36 meses. As pessoas querem saber se o pagamento cabe no orçamento mensal da família. Por isso os produtos são caros, mas mesmo assim existe demanda.

No mercado de celular, por exemplo, existem alguns programas de pagamento que chegam a mais de 20 parcelas. Vocês pensam em fazer algo parecido com geladeiras e lavadoras?

Seria muito difícil.

Competição com marcas chinesas

Eu observei o aumento do interesse de marcas estrangeiras pelo mercado doméstico, como a Hisense, a Midea e a TCL. Como vocês pretendem enfrentar essa nova concorrência?

Os chineses costumam focar no mercado interno, mas hoje em dia ele está pouco interessante. Por isso também precisam exportar. A pergunta que eu faço é em relação aos benefícios destes produtos para o consumidor brasileiro. Tudo bem, todo mundo inicialmente leva em consideração o preço, mas depois é preciso considerar também as tecnologias de cada aparelho.

A Hisense oferece dois anos de garantia em algumas TVs, enquanto o padrão de mercado é metade disso: apenas um ano. Seria possível ampliar essa política na LG?

Eles usam essa tática para chamar a atenção do mercado. A garantia é um fator para a decisão de compra, mas não é o mais importante. Os clientes sabem que os produtos da LG duram muito. Eles confiam na nossa marca. Fizemos investimentos massivos em 30 anos de mercado.

Então a competição com elas não é uma preocupação?

Cada marca está oferecendo um valor diferente por meio da sua comunicação, sua expressão de mercado. Os produtos chineses são bons. Na LG, nós temos os melhores produtos e ainda oferecemos a solução completa. Também somos uma marca consolidada e vamos trabalhar para conquistar recorrência junto ao consumidor.

Então, em resumo, os concorrentes são bem-vindos?

É uma decisão deles. Pode vir qualquer pessoa, eu vou fazer o meu trabalho.

As traquitanas da CES

Nós vimos alguns aparelhos bem diferentes na CES, como a maleta Stand by Me: é uma TV que dá para levar para qualquer lugar. Como foram as vendas no país?

A Stand By Me é um grande sucesso no mercado coreano porque os clientes viajam, dormem no carro e assistem TV. Por aqui quase não vendeu. São Paulo é muito perigosa e as pessoas não querem dormir fora. São vários fatores.

Então o lançamento no Brasil é uma estratégia de marketing?

Sem dúvida, até porque é um produto muito caro. Nós queremos mostrar a capacidade de inovação da LG. O consumidor pensa “uau, que coisa interessante!”.

Daniel Song concede entrevista durante a CES 2025 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

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Fonte: Tecnoblog

OpenAI vai se tornar uma empresa com fins lucrativos

OpenAI vai se tornar uma empresa com fins lucrativos

OpenAI começou como organização sem fins lucrativos, mas criou empresa para atrair investidores (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A OpenAI detalhou, nesta sexta-feira (dia 27/12), seus planos para se tornar uma empresa com fins lucrativos. De acordo uma publicação em seu blog oficial, a ideia é transformar a entidade em uma corporação de benefício público (PBC, na sigla em inglês).

A OpenAI foi fundada em 2015 como uma organização sem fins lucrativos, para desenvolver a inteligência artificial de modo aberto. Em 2019, ela criou uma divisão com lucros limitados, como forma de atrair investidores — afinal de contas, desenvolver modelos de IA e treiná-los custa muito caro.

Sam Altman chegou a ser demitido do posto de CEO após discordâncias com representantes da organização sem fins lucrativos (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

No blog post publicado nesta sexta, a OpenAI diz que esta estrutura “não permite que o conselho considere diretamente os interesses de quem financia a missão e não permite que a organização sem fins lucrativos faça mais do que controlar o braço com fins lucrativos”.

A tensão entre as “duas” OpenAIs foi vista em novembro de 2023, quando o CEO Sam Altman foi demitido pelo conselho, por supostamente não comunicar suas decisões ao braço sem fins lucrativos. Ele foi recontratado poucos dias depois, e um novo conselho foi formado.

Como será a nova estrutura da OpenAI?

Com a nova estrutura proposta pelo conselho, a OpenAI “empresa” se tornará uma public benefit corporation (PBC). A OpenAI PBC vai controlar as operações e negócios da OpenAI.

A fundação sem fins lucrativos terá uma participação societária na empresa, mas não será mais a supervisora da companhia. Ela terá líderes e funcionários próprios para criar iniciativas de caridade nos setores de saúde, educação e ciência. Segundo o comunicado divulgado, um conselho financeiro independente vai avaliar a fatia da OpenAI PBC que será destinada à fundação OpenAI.

PBC é uma classificação existente nos Estados Unidos para empresas com fins lucrativos que também visam o bem da sociedade. Como a própria empresa destaca, a Anthropic e a xAI (fundada por Elon Musk) também são PBCs. Para se caracterizar como PBC, a OpenAI promete oferecer ações e usar seus lucros para garantir que a “inteligência artificial geral (AGI) beneficie toda a humanidade”.

A OpenAI pode ter que enfrentar desafios nos tribunais para concretizar esta transição. Elon Musk, que foi um dos cofundadores e principais doadores da OpenAI, entrou com um processo judicial no início de dezembro para impedir a conversão da empresa. Já a Meta pediu uma investigação sobre a mudança no modelo de negócios.

Com informações: The Verge, Ars Technica, Axios
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Fonte: Tecnoblog