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Valve libera ferramenta open-source para adaptar jogos de Android no Steam

Valve libera ferramenta open-source para adaptar jogos de Android no Steam

Valve libera ferramenta Lepton em código aberto no GitHub (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Valve liberou o Lepton, uma ferramenta open-source que adapta jogos de Android para Linux, permitindo que sejam executados no Steam.
O Lepton está disponível no GitHub e pode ser usado para “traduzir” jogos e rodá-los no Steam, incluindo jogos de realidade virtual exclusivos de Android, no óculos Steam Frame.
O Steam Frame, que roda o sistema SteamOS, é um óculos de realidade virtual que rivaliza com o Meta Quest 3, com preços a partir de US$ 1.059.

A Valve tornou open-source uma ferramenta que transforma jogos de Android em versões compatíveis com Linux. Agora, desenvolvedores podem acessar o Lepton em código aberto para “traduzir” seus games e, assim, rodá-los no Steam. 

O recurso está disponível via GitHub, plataforma para desenvolvedores que reúne diversos softwares liberados para uso de terceiros. Segundo a descrição da página disponibilizada pela própria Valve, a licença da ferramenta é do MIT.

A princípio, é possível utilizar a versão do Lepton com jogos de realidade virtual exclusivos do sistema mobile, que passam a ficar disponíveis no óculos de realidade virtual Steam Frame. De acordo com o The Verge, títulos do óculos Meta Quest já estão sendo convertidos para rodar no SteamOS com o óculos VR da Valve.

Como funciona o Lepton?

Na página do GitHub em que o Lepton foi disponibilizado, a desenvolvedora do Steam traz detalhes sobre essa “tradução” feita pelo recurso. Para rodar os games em Linux, a ferramenta desativa serviços não-essenciais fora do sistema Android e salva partes do jogo em cache para um acesso mais rápido.

Lepton permite rodar jogos de Android diretamente no Steam (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

O funcionamento é semelhante ao do Proton, serviço que adapta games de Windows no sistema de código aberto. O usuário abre um arquivo APK do game direto no Steam, mesmo sem ter o sistema original instalado. É uma forma mais prática e leve de rodar títulos no Linux sem precisar criar uma máquina aberta, o que demanda bem mais do seu computador.

Com o código disponibilizado pela Valve, a expectativa é que mais games fiquem disponíveis no Steam Frame via SteamOS. Segundo a empresa, é possível utilizar a ferramenta para outros tipos de conversão Android-Linux, mas o resultado pode não ser o ideal.

O que é Steam Frame?

Novo Steam Frame começou a ser vendido em setembro (imagem: reprodução/Valve)

O Steam Frame foi anunciado pela Valve em dezembro de 2025 junto ao console Steam Machine, mas sua pré-venda só começou no último dia 14 de setembro, segundo o site TechPowerUp. Com início dos envios começando nesta sexta (18/09), o modelo chega para rivalizar com o Meta Quest 3 e oferece versões de 256 GB ou 1 TB.

Seu preço oficial começa em US$ 1.059 (R$ 5.445 na cotação atual). Nas especificações, o headset de realidade virtual roda sistema SteamOS, tem 16 GB de RAM DDR5X e traz processador Snapdragon 8 de terceira geração, fabricado em 4 nm. Segundo a Valve, o valor original seria inferior aos US$ 1 mil, o que não foi possível por conta da crise global de chips de memória.
Valve libera ferramenta open-source para adaptar jogos de Android no Steam

Valve libera ferramenta open-source para adaptar jogos de Android no Steam
Fonte: Tecnoblog

IA já é capaz de ocupar 11,7% dos empregos nos EUA, diz estudo

IA já é capaz de ocupar 11,7% dos empregos nos EUA, diz estudo

Estudo leva em consideração as habilidades exigidas dos trabalhadores americanos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A IA pode substituir 11,7% dos trabalhadores nos EUA, impactando US$ 1,2 trilhão em salários anuais.
O MIT usou o Project Iceberg e o Iceberg Index para avaliar a substituição de tarefas pela IA, analisando 32 mil habilidades em 923 ocupações.
A IA automatiza funções em recursos humanos, logística, finanças e administração, afetando áreas urbanas e rurais nos EUA.

A inteligência artificial já é capaz de realizar as tarefas de 11,7% dos trabalhadores do mercado dos Estados Unidos, principalmente em áreas como finanças, administração e serviços. São cargos que pagam, no total, US$ 1,2 trilhão em salários anuais (cerca de R$ 6,43 trilhões, em conversão livre).

Os números foram obtidos pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em parceria com o Laboratório Nacional de Oak Ridge (ORNL), ligado ao Departamento de Energia do governo americano. “Basicamente, estamos criando um gêmeo digital da força de trabalho dos EUA”, diz Prasanna Balaprakash, diretor do ORNL e um dos líderes da pesquisa.

Como o MIT chegou a esse número?

O MIT criou o Project Iceberg e uma metodologia chamada Iceberg Index. Esse índice é calculado a partir de experimentos com a população e avalia como a IA pode redefinir tarefas, habilidades e fluxos de trabalho.

Inteligência artificial pode automatizar rotinas de escritório (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Para isso, ele considera mais de 32 mil habilidades em 923 ocupações. Cada um dos 151 milhões de trabalhadores é tratado como um agente individual, recebendo marcações relacionadas às suas habilidades. Dessa forma, o índice é capaz de avaliar se os sistemas de IA atuais são capazes de executar as mesmas tarefas.

Quais são os empregos em risco?

Segundo o MIT, a IA consegue automatizar funções de rotina em recursos humanos, logística, finanças e administração de escritórios. Os pesquisadores destacam que essas áreas geralmente são ignoradas nas previsões.

Graças ao Project Iceberg, é possível visualizar os dados no nível municipal, identificando cidades, condados e vilarejos dos EUA que podem ser mais impactados. Contrariando o senso comum, empregos em regiões rurais e interiores dos EUA também estão expostos à IA.

Os cientistas dizem que a parte mais importante da pesquisa é entender quais são as habilidades que já podem ser delegadas aos sistemas automatizados. Assim, responsáveis por políticas públicas podem trabalhar com diferentes cenários. Essa é uma forma de saber melhor para onde direcionar recursos financeiros e como preparar novas legislações sobre o tema.

Com informações da CNBC
IA já é capaz de ocupar 11,7% dos empregos nos EUA, diz estudo

IA já é capaz de ocupar 11,7% dos empregos nos EUA, diz estudo
Fonte: Tecnoblog

Meta congela contratações em divisão de IA após onda de novas admissões

Meta congela contratações em divisão de IA após onda de novas admissões

Mark Zuckerberg é fundador e CEO da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Meta congelou contratações em sua divisão de inteligência artificial na América do Norte e globalmente, afetando novos cargos e movimentações internas.
Analistas destacam que os custos bilionários com talentos de IA pressionam a rentabilidade.
Nos últimos meses, o time AGI Foundations e outras frentes de IA realizaram contratações agressivas, incluindo mais de 50 especialistas vindos de OpenAI, Google, Apple, xAI e Anthropic.

A Meta decidiu congelar novas contratações em sua divisão de inteligência artificial, poucos meses depois de liderar uma ofensiva para atrair dezenas de engenheiros e pesquisadores do setor. O bloqueio foi implementado na última semana e atinge também movimentações internas de funcionários entre equipes da unidade.

De acordo com pessoas próximas ao assunto ouvidas pelo The Wall Street Journal, a medida não tem prazo definido para terminar. Exceções à regra podem ocorrer, mas apenas com aprovação direta do diretor de IA Alexandr Wang. Procurada pelo jornal, a Meta confirmou a decisão, classificando-a como parte de um processo de “planejamento organizacional e orçamentário anual” para consolidar a estrutura do grupo.

Por que a Meta interrompeu as contratações?

A decisão ocorre em meio a uma reestruturação ampla da área de IA. A companhia dividiu o setor em quatro frentes: uma dedicada a sistemas de superinteligência, chamada TBD Lab; outra voltada a produtos de IA; uma terceira para infraestrutura; e uma quarta focada em pesquisas de longo prazo, batizada de Fundamental AI Research, que permanece praticamente inalterada.

Nos últimos meses, a Meta foi uma das empresas mais agressivas na disputa por talentos em inteligência artificial. Para atrair nomes de peso, ofereceu pacotes de remuneração que chegavam à casa dos bilhões de dólares, além de participar de reverse acquihires, prática em que startups ficam sem seus líderes estratégicos.

A aposta, no entanto, também gerou preocupação entre analistas e investidores. Os custos crescentes de oferecer ações da empresa como parte da remuneração foram apontados como um risco à capacidade de a Meta manter programas de recompra e garantir retorno a acionistas.

Meta realizou agressivas contratações nos últimos meses (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Impactos no mercado e próximos passos

A reestruturação também levou ao fim do time AGI Foundations, responsável pelos modelos de linguagem Llama, que tiveram desempenho abaixo do esperado em sua versão mais recente. Após esse episódio, Mark Zuckerberg passou a se envolver pessoalmente nas negociações, abordando diretamente pesquisadores de rivais como OpenAI, Google DeepMind e Anthropic.

Segundo documentos internos, desde abril, mais de 20 especialistas foram contratados da OpenAI, outros 13 do Google, além de profissionais vindos da Apple, da xAI e da Anthropic, totalizando mais de 50 contratações. Apesar do volume expressivo de admissões, a decisão de congelar o processo de seleção revela um momento de cautela.

Em relatório de 18 de agosto, a empresa global de serviços financeiros Morgan Stanley alertou que os gastos bilionários em talentos de IA podem tanto gerar avanços de grande valor quanto pressionar a rentabilidade das gigantes de tecnologia sem resultados imediatos.

Além do congelamento de admissões, a Meta estuda ajustes adicionais em sua divisão de inteligência artificial. Segundo fontes ouvidas pelo The New York Times, a empresa considera reduzir o tamanho das equipes, o que poderia levar à eliminação de cargos ou à realocação de funcionários para outros setores.

Meta congela contratações em divisão de IA após onda de novas admissões

Meta congela contratações em divisão de IA após onda de novas admissões
Fonte: Tecnoblog