Category: Microsoft Recall

Nova ferramenta do ChatGPT lembra recurso do Windows 11 que caiu em desgraça

Nova ferramenta do ChatGPT lembra recurso do Windows 11 que caiu em desgraça

ChatGPT poderá monitorar o que usuário faz no macOS (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A OpenAI lançou o Computer History, uma ferramenta para o ChatGPT que grava atividades do usuário no computador, criando uma linha do tempo para auxiliar na busca por informações. Disponível apenas no macOS, ela monitora cliques, digitação e mudanças de app.
O Computer History salva as atividades em resumos de texto no formato Markdown, permitindo que o ChatGPT encontre documentos, gere resumos e sugira automação de tarefas.
A ferramenta difere do Windows Recall, recurso adiado da Microsoft, pois não tira prints da tela, não vem ativada por padrão e armazena dados localmente por 48 horas, mas ainda apresenta riscos de segurança, como armazenamento não criptografado e possibilidade de ataques de injeção de prompt.

A OpenAI lançou uma ferramenta chamada Computer History para o ChatGPT. Disponível apenas no macOS para assinantes dos planos pagos, ela monitora o que o usuário faz no computador e cria uma linha do tempo, podendo usar essas informações nas respostas.

O recurso lembra muito o Recall, do Windows 11, que se propunha a algo parecido: registrar a atividade no sistema operacional e, a partir disso, ajudar o usuário a encontrar informações mesmo sem saber onde elas tinham sido vistas. Existem algumas diferenças, no entanto.

Como o Computer History do ChatGPT funciona?

O Computer History monitora cliques, digitação, atalhos do teclado e mudanças de app. Para isso, ele usa os recursos de acessibilidade do macOS. Essas atividades são convertidas em resumos de texto no formato Markdown e salvas localmente.

Com essas informações, o ChatGPT pode encontrar documentos e gerar resumos, por exemplo, sendo capaz de responder a perguntas como “No que eu estava trabalhando antes do almoço?”. Outra utilidade defendida pela OpenAI é identificar padrões de atividade, que permitem ao Computer History sugerir skills para automatizar tarefas.

ChatGPT can now remember your activity across the apps and websites on your computer.With Computer History in the desktop app, future interactions feel more personalized and require less explanation. pic.twitter.com/WHZPxPp31R— OpenAI (@OpenAI) August 13, 2026

OpenAI parece ter aprendido a lição da Microsoft

Se você acompanha o noticiário de tecnologia, deve ter se lembrado do Windows Recall ao ler sobre o Computer History. O recurso da Microsoft foi anunciado em maio de 2024, junto ao lançamento dos computadores Copilot+.

O Recall tinha proposta parecida, querendo lembrar tudo o que o usuário faz no computador para ajudá-lo a se lembrar de informações que ficaram perdidas: páginas visitadas mas não salvas, arquivos movidos de pasta, mensagens recebidas sem se atentar ao remetente.

A ferramenta tirava prints da tela periodicamente e usava inteligência artificial para “entender” as imagens. Com a Busca Rápida, o usuário poderia digitar termos vagos, como “planejamento da viagem”, para encontrar tudo que ele fez relacionado a esse tema.

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O Recall caiu em desgraça rapidamente, recebendo críticas por ser invasivo demais e não ter o devido cuidado para armazenar as informações salvas. A ferramenta foi adiada diversas vezes e deixou de vir ativada por padrão no Windows 11. Os próprios desenvolvedores passaram a mostrar resistência ao recurso, bloqueando as capturas de tela.

O Computer History do ChatGPT parece tomar alguns cuidados para não escorregar nas mesmas cascas de banana que o Recall. Uma delas é não tirar prints da tela do computador. Seu antecessor, um projeto experimental chamado Chronicle, fazia isso, mas a versão oficial deixou de lado essa técnica.

Além disso, o recurso da OpenAI não vem ativado por padrão, sendo necessário ativá-lo deliberadamente. Em contas profissionais, o administrador da empresa precisa dar acesso à ferramenta. Também há controles sobre quais apps e sites o Computer History deve monitorar. E, claro, o ChatGPT não é um aplicativo de sistema — o Recall viria ativado por padrão no próprio Windows 11.

Por fim, os arquivos gerados pelo recurso são armazenados localmente e deletados após 48 horas.

Recurso do ChatGPT ainda tem riscos de segurança

Mesmo assim, nem tudo é perfeito. As informações são armazenadas de maneira não criptografada, o que significa que outros programas do computador podem acessá-las. Além disso, o processamento não é local, e os dados precisam ser enviados para os servidores da OpenAI. A empresa promete apagá-los depois disso.

Também existe o risco de ataques de injeção de prompt, aqueles em que um agente mal-intencionado consegue dar um comando para a IA fazer algo que ela não deveria, colocando o usuário em risco. Como o Computer History monitora e armazena o conteúdo de apps e sites, o ChatGPT fica muito mais exposto a instruções de terceiros.

Com informações do The Decoder, ZDNet, Thurrott e The Register
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Fonte: Tecnoblog

Signal decide bloquear o polêmico Recall do Windows

Signal decide bloquear o polêmico Recall do Windows

Resumo

O mensageiro Signal criou recurso para impedir que o Recall do Windows 11 capture conteúdo do app por meio de proteção DRM.
Recall faz capturas frequentes da tela, gerando preocupações sobre privacidade e segurança dos dados.
Recurso do Signal pode ser desativado pelo usuário, com alerta sobre possíveis riscos de exposição das conversas.

Recurso do Signal sinaliza ao Windows que seu conteúdo é protegido por DRM (imagem: reprodução/Signal)

O mensageiro Signal, conhecido pelo grande foco em privacidade e segurança, anunciou um novo recurso chamado Screen Security (Segurança da Tela) para impedir que o controverso Recall, introduzido recentemente pela Microsoft no Windows 11, capture o conteúdo das conversas no aplicativo.

A medida é uma resposta direta às preocupações de que o Recall, mesmo após revisões que atrasaram em meses o seu lançamento, possa comprometer a privacidade dos usuários ao registrar continuamente as atividades na tela.

O que é o Windows Recall?

O Recall é uma ferramenta de inteligência artificial que a Microsoft começou a liberar para o Windows 11 neste ano, exclusivamente para PCs com selo Copilot+. Ele funciona tirando capturas de tela de tudo que o usuário faz no computador a cada poucos segundos, criando um índice para revisitar atividades passadas.

Tela do Recall no Windows 11 (imagem: reprodução/Microsoft)

O projeto foi considerado controverso desde o seu anúncio, em 2024, pela possibilidade de se tornar um alvo para hackers e colocar dados sensíveis em risco, como conversas, informações financeiras e médicas.

Segundo o especialista em segurança digital Kevin Beaumont, mesmo após as revisões da Microsoft, o Recall ainda captura dados como detalhes de cartão de pagamento. Além disso, o acesso ao banco de dados criptografado é possível com um simples PIN ou impressão digital.

Como o Signal está burlando o Recall?

Diante da falta de ferramentas de desenvolvedor no Windows que permitam aos aplicativos excluir seu conteúdo do Recall, o Signal criou o recurso Screen Security (Segurança de Tela), que sinaliza para o Windows que o conteúdo do aplicativo é protegido por DRM (Digital Rights Management) — mesma proteção que faz com que screenshots de filmes e séries em streamings, como a Netflix, saiam apenas como uma tela preta.

O recurso virá ativado por padrão para todos os usuários do Windows. No entanto, a empresa reconhece que a proteção pode interferir no uso de outras tecnologias, como leitores de tela, ou impedir que o próprio usuário tire um print de suas conversas.

Por isso, haverá a possibilidade de desabilitá-lo. Nas opções do aplicativo, o usuário poderá encontrá-lo na seção de “Privacidade”. Em seguida, um pop-up aparece com um aviso destacando que desativá-lo permitirá ao Windows fazer capturas e “usá-las para recursos que podem não ser privados”.

Pop-up sugere que desabilitar recurso pode colocar mensagens em risco (imagem: reprodução/Signal)

“Não nos deram outra opção”

Em seu blog, o Signal não poupou críticas à Microsoft, afirmando que, embora tenham feito ajustes no Recall após o feedback negativo, a versão revisada ainda coloca e risco o conteúdo de aplicativos que prezam pela privacidade. “Microsoft simplesmente não nos deu outra opção”, declarou a empresa.

“Esperamos que as equipes de IA construindo sistemas como o Recall reflitam sobre essas implicações com mais cuidado no futuro. Aplicativos como o Signal não deveriam ter que implementar ‘um truque esquisito’ para manter a privacidade e a integridade de seus serviços sem ferramentas de desenvolvedor adequadas. Pessoas que se importam com privacidade também não deveriam ser forçadas a sacrificar a acessibilidade no altar das aspirações da IA.”

– Signal

No entanto, a empresa reforça que o recurso só é eficaz se todos os participantes de uma conversa que utilizam a versão do Signal para Windows mantiverem a configuração padrão ativada. Portanto, se um dos interlocutores desabilitar o recurso, suas interações naquela máquina poderão ser capturadas pelo Recall.

Com informações do Signal, Engadget e ArsTechnica
Signal decide bloquear o polêmico Recall do Windows

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Fonte: Tecnoblog