Category: Microsoft Office

OnlyOffice 9.3 chega para quem busca opção ao Office e LibreOffice

OnlyOffice 9.3 chega para quem busca opção ao Office e LibreOffice

OnlyOffice no Windows 11 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Resumo

OnlyOffice 9.3 foi lançado com melhorias significativas no editor de PDFs, incluindo suporte a arquivos com senhas;
editor de textos agora permite visualização de várias páginas lado a lado e traz cores exclusivas para comentários de diferentes usuários;
suíte mantém sua natureza de código aberto e oferece versões gratuitas para uso pessoal em desktops, além de opções corporativas pagas.

Você procura uma alternativa ao Microsoft 365/Office, mas não simpatiza com o LibreOffice? Talvez o OnlyOffice 9.3 possa te atender. Lançada nesta semana, a nova versão do pacote de produtividade traz um editor de PDFs aprimorado, visualização de várias páginas para documentos e mais.

O editor de PDFs é a ferramenta que mais recebeu novidades. Agora, ela permite que você edite arquivos em PDF protegidos por senha (se você souber a combinação, é claro), bem como permite criar ou modificar links mais facilmente, com esses endereços permanecendo ativados mesmo no modo de comentários.

Além disso, os recursos de assinatura de PDF foram expandidos. Agora, pode-se fazer inserção de uma assinatura em imagem com remoção do fundo, digitar uma assinatura com uma fonte estilizada ou desenhar uma assinatura (com o mouse ou uma stylus, por exemplo).

Também há novidades no editor de textos (talvez o recurso mais conhecido do OnlyOffice). Agora, a ferramenta permite a visualização de múltiplas páginas ao mesmo tempo na tela, com cada uma posicionada ao lado da outra. Além disso, a função de comentários agora pode mostrar uma cor exclusiva para cada usuário.

Para edição de planilhas, as novidades envolvem renderização melhorada de tabelas grandes, especialmente daquelas com mais de 3 MB, uma nova implementação da ferramenta Solver para facilitar a resolução de problemas lineares aplicando o método Simplex, além de mais funções baseadas em expressões regulares.

Editor de PDF do OnlyOffice 9.3 agora com suporte a arquivos com senha (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O que mais há de novo no OnlyOffice 9.3?

Entre as demais novidades do pacote estão:

ferramenta de apresentações (slides) com suporte para reprodução de GIFs;

possibilidade de inserir link em imagens ou formas em todas as ferramentas da suíte;

possibilidade de salvar textos em formato Markdown (.md);

painel de administração com novas opções de configuração na versão Enterprise;

ajustes gerais de desempenho;

correção de mais de 500 bugs.

Comentários no editor de texto do OnlyOffice 9.3 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Como obter o OnlyOffice 9.3?

O pacote é focado em execução a partir de servidores. Mas é possível rodá-lo de modo local. Basta baixar o OnlyOffice 9.3 Desktop Editors, a variação que pode ser instalada em seu computador. Há versões para Windows, macOS e distribuições Linux.

A suíte tem código-fonte aberto e é gratuita para uso pessoal. Porém, há versões para uso por organizações que requerem o pagamento de licenças ou assinaturas. Elas trazem recursos incrementais, como execução em servidores próprios, criptografia de ponta a ponta, ferramentas de colaboração e diferentes níveis de suporte.
OnlyOffice 9.3 chega para quem busca opção ao Office e LibreOffice

OnlyOffice 9.3 chega para quem busca opção ao Office e LibreOffice
Fonte: Tecnoblog

Hackers russos usam falha crítica do Microsoft Office para espionar usuários

Hackers russos usam falha crítica do Microsoft Office para espionar usuários

Campanha de espionagem explorou falha no Microsoft Office (imagem: Jernej Furman/Flickr)

Resumo

Hackers ligados à Rússia exploraram uma falha Office poucas horas após a correção da Microsoft.
O ataque comprometeu órgãos diplomáticos, marítimos e de defesa em nove países.
Segundo a empresa de segurança Trellix, a campanha durou 72 horas e utilizou 29 iscas diferentes, principalmente na Europa Oriental.

Pesquisadores de segurança identificaram uma campanha de espionagem cibernética que teria sido conduzida por hackers ligados ao governo da Rússia. A ofensiva explorou rapidamente uma falha crítica no Microsoft Office e começou menos de 48 horas após a Microsoft liberar uma atualização emergencial para corrigir o problema.

O ataque permitiu o comprometimento de dispositivos usados por organizações diplomáticas, marítimas e de defesa em mais de meia dúzia de países. Segundo a Trellix, empresa de cibersegurança, a velocidade da exploração reduziu drasticamente o tempo disponível para que equipes de TI aplicassem os patches e protegessem sistemas sensíveis.

Falha corrigida virou arma em menos de dois dias

A vulnerabilidade, catalogada como CVE-2026-21509, foi explorada pelo grupo rastreado sob nomes como APT28, Fancy Bear, Sednit, Forest Blizzard e Sofacy. Após analisar a correção liberada pela Microsoft, os invasores conseguiram desenvolver um exploit avançado capaz de instalar dois backdoors inéditos.

De acordo com a Trellix, toda a operação foi planejada para evitar detecção por soluções tradicionais de proteção de endpoints. Os códigos maliciosos eram criptografados, executados apenas na memória e não deixavam artefatos relevantes em disco. Além disso, os primeiros contatos com as vítimas partiram de contas governamentais previamente comprometidas, o que aumentou a taxa de sucesso das mensagens de phishing.

“O uso da CVE-2026-21509 demonstra a rapidez com que agentes alinhados a estados podem explorar novas vulnerabilidades, reduzindo a janela de tempo para que os defensores corrijam sistemas críticos”, escrevem os pesquisadores.

Segundo eles, “a cadeia de infecção modular da campanha — do phishing inicial ao backdoor em memória e aos implantes secundários — foi cuidadosamente projetada para explorar canais confiáveis e técnicas sem arquivos, para se esconder à vista de todos”.

A campanha de spear phishing durou cerca de 72 horas, começou em 28 de janeiro e utilizou ao menos 29 iscas diferentes, enviadas a organizações em nove países, principalmente da Europa Oriental. Oito deles foram divulgados: Polônia, Eslovênia, Turquia, Grécia, Emirados Árabes Unidos, Ucrânia, Romênia e Bolívia.

Ataque usou ao menos 29 iscas de spear phishing em nove países (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como funcionavam os malwares instalados?

O ataque resultou na instalação dos backdoors BeardShell e NotDoor. O BeardShell permitia reconhecimento completo do sistema, persistência por meio da injeção de código em processos do Windows e movimentação lateral dentro das redes comprometidas.

Já o NotDoor operava como uma macro VBA — um tipo de script de automação de tarefas comum, mas que foi usado aqui como um comando malicioso oculto –, instalada após o desarme das proteções de macro do Outlook.

Uma vez ativo, o NotDoor monitorava pastas de e-mail e feeds RSS, reunindo mensagens em arquivos .msg enviados para contas controladas pelos invasores em serviços de nuvem. Para driblar controles de segurança, o malware alterava propriedades internas dos e-mails e apagava vestígios do encaminhamento automático.

A Trellix atribuiu a campanha ao grupo APT28 com “alta confiança”, avaliação reforçada pela Equipe de Resposta a Emergências Cibernéticas da Ucrânia (CERT-UA), que classifica o mesmo como UAC-0001. “A APT28 tem um longo histórico de espionagem cibernética e operações de influência”, afirmou a empresa.
Hackers russos usam falha crítica do Microsoft Office para espionar usuários

Hackers russos usam falha crítica do Microsoft Office para espionar usuários
Fonte: Tecnoblog

LibreOffice 26.2: rival do MS Office chega com mais desempenho e recursos

LibreOffice 26.2: rival do MS Office chega com mais desempenho e recursos

LibreOffice 26.2 já está disponível (imagem: divulgação/The Document Foundation)

Resumo

LibreOffice 26.2 chega com melhorias na compatibilidade do Writer com arquivos DOCX, da Microsoft;

Ferramenta de planilhas Calc e o editor de apresentações Impress receberam otimizações de desempenho, bem como pequenos novos recursos;

Pacote de escritório continua gratuito e aberto, e está disponível para os principais sistemas operacionais.

O pacote de escritório mais popular do universo do código aberto acaba de ser atualizado: o LibreOffice 26.2 chega aumentando a compatibilidade do Writer com o formato DOCX, melhorando a navegação entre planilhas no Calc, ampliando a capacidade de reprodução de mídia no Impress, e mais.

Florian Effenberger, da The Document Foundation (entidade responsável pelo projeto), afirma que “esta versão tem como foco a velocidade, a confiabilidade e dar às pessoas o controle sobre seus documentos”. O executivo vai além:

O LibreOffice 26.2 mostra o que acontece quando o software é desenvolvido em torno dos usuários, e não de modelos de negócio, e como o software de código aberto pode oferecer um pacote de produtividade moderno e refinado sem comprometer a liberdade do usuário.

Florian Effenberger, diretor executivo da The Document Foundation

Vamos às principais novidades, então.

O que há de novo no editor de textos Writer?

Falar em avanços de compatibilidade com o DOCX e outros formatos do Microsoft Office soa repetitivo, afinal, toda nova versão do LibreOffice tem essa proposta.

Mas não poderia ser diferente: os desenvolvedores da The Document Foundation se esforçam continuamente para fazer arquivos do Office serem tratados corretamente no LibreOffice, mas não recebem nenhum apoio da Microsoft para isso.

É um trabalho que avança aos poucos, portanto, mas que dá resultados. Nesse sentido, o editor de textos Writer melhora, no LibreOffice 26.2, a interoperabilidade com tabelas flutuantes, de modo que elas possam até ser divididas sem ficarem quebradas quando o documento é salvo no formato DOCX.

Writer no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Outros avanços do Writer incluem:

preservação da formatação original durante a revisão dos documentos, tanto em arquivos DOCX quanto em ODT (formato aberto para textos que é padrão no LibreOffice);

capacidade de inserir legendas automaticamente em imagens coladas (se essa função estiver ativada);

melhorias na importação ou exportação de documentos em Markdown, inclusive com uso de templates, ainda que essa função permaneça em desenvolvimento;

alinhamento de parágrafo que se ajusta automaticamente à direção do texto, recurso útil em documentos que misturam idiomas ocidentais e orientais, por exemplo.

E na ferramenta de planilhas Calc?

No Calc, agora é possível navegar mais rapidamente por planilhas que têm muitas colunas ocultas. Para completar, o desempenho da ferramenta melhorou na edição de planilhas que incluem muitas formas ou desenhos.

Ainda no aspecto do desempenho, as funções que removem dados duplicados e rejeitam alterações rastreadas foram otimizadas para lidar com grandes volumes de dados em menos tempo.

Além disso, o Calc agora suporta o padrão BIFF12 para recebimento de dados da área de transferência, o que elimina o limite de importação de grandes volumes de dados oriundos do Excel.

Calc no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Quais outras novidades se destacam no LibreOffice 26.2?

Há várias outras novidades. Entre elas, vale destacar:

Impress (ferramenta de apresentações) com interface mais responsiva, bem como com suporte aos codecs mais conhecidos para reprodução de áudio e vídeo (inclui suporte à plataforma Microsoft Media Foundation);

renderização otimizada de gráficos 3D;

exportação mais rápida de conteúdo em formato EPUB (para livros digitais);

agora é possível fazer captura de tela de caixas de diálogo diretamente para a área de transferência, o que é útil para tutoriais ou documentações, por exemplo;

várias interfaces das ferramentas do LibreOffice 26.2 foram migradas para mecanismos gráficos do próprio sistema operacional, melhorando aspectos como desempenho e harmonia visual;

suporte experimental a um novo modo de criptografia para ODF (OpenDocument Format) baseado em senhas.

Impress no LibreOffice 26.2 para Windows (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como baixar e onde usar o LibreOffice 26.2?

O LibreOffice 26.2 pode ser baixado a partir do site oficial. Há versões para Windows, Linux e macOS. Esta última, porém, agora requer o macOS 11 ou superior.

Vale destacar que o pacote é gratuito, tem código-fonte aberto e está disponível em cerca de 120 idiomas, incluindo o português do Brasil e o de Portugal.

LibreOffice 26.2: rival do MS Office chega com mais desempenho e recursos

LibreOffice 26.2: rival do MS Office chega com mais desempenho e recursos
Fonte: Tecnoblog

Corte foge da Microsoft e adota código aberto

Corte foge da Microsoft e adota código aberto

Dinamarca e estado na Alemanha já estão migrando parte dos serviços para Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Tribunal Penal Internacional vai substituir o Microsoft Office pelo OpenDesk, pacote alemão de código aberto.
OpenDesk foi desenvolvido pelo Centro Alemão para a Soberania Digital e oferece ferramentas para e-mail, chat, calendário e edição de documentos.
Dinamarca e o estado alemão Eslésvico-Holsácia já estão migrando os serviços para softwares abertos, como Linux e LibreOffice.

O Tribunal Penal Internacional (TPI), com sede em Haia, na Holanda, vai substituir o Microsoft Office pelo pacote OpenDesk, uma alternativa alemã de código aberto. Segundo o jornal Handelsblatt, a alteração ocorre por preocupações de segurança e autonomia digital.

O veículo alemão afirma que a mudança foi motivada por um bloqueio da Microsoft aos e-mails do procurador-chefe Karim Khan e de outros funcionários do tribunal, após sanções do governo Trump. A Microsoft, porém, negou a acusação.

O OpenDesk foi desenvolvido pelo Centro Alemão para a Soberania Digital (ZenDiS), criado em 2022 pelo governo da Alemanha. O pacote oferece ferramentas web para e-mail, chat, videoconferência, calendário e editor de documentos.

A organização tem como lema ser “soberana por natureza” e também vem colaborando com o governo da França para desenvolver uma alternativa nacional ao Google Docs.

OpenDesk oferece soluções de código aberto (imagem: divulgação)

Europa quer mais soberania 

A decisão do TPI segue a onda por soberania digital da União Europeia. A Dinamarca e um estado alemão já iniciaram a substituição das soluções Microsoft por softwares de código aberto em órgãos públicos.

Em junho, o Ministério de Assuntos Digitais da Dinamarca anunciou a migração do Windows e do Microsoft 365 para Linux e LibreOffice. Além do fim do suporte oficial ao Windows 10, encerrado em 14 de outubro, a medida foi atribuída à necessidade de reduzir os custos com licenciamento de software.

Pouco depois, o estado de Eslésvico-Holsácia, na Alemanha, fez o mesmo, trocando o Microsoft Teams e o Office por alternativas de código aberto em mais de 60 mil postos de trabalho públicos.

A Document Foundation, responsável pelo LibreOffice, também vem incentivando governos e empresas a adotarem soluções open source como alternativa ao fim do Windows 10.
Corte foge da Microsoft e adota código aberto

Corte foge da Microsoft e adota código aberto
Fonte: Tecnoblog

LibreOffice 25.8 é lançado; veja as novidades do rival do MS Office

LibreOffice 25.8 é lançado; veja as novidades do rival do MS Office

LibreOffice 25.8 é lançado oficialmente (imagem: divulgação/The Document Foundation)

Resumo

LibreOffice 25.8 traz melhorias de desempenho e acesso rápido à personalização da interface;
Writer e Calc ficam até 30% mais rápidos na abertura de arquivos;
Nova versão exporta em PDF 2.0 e amplia compatibilidade com formatos do Microsoft Office.

O LibreOffice segue um ciclo de lançamento semestral. A versão do atual semestre acaba de ser lançada oficialmente: o LibreOffice 25.8 chega com mais desempenho no Writer (editor de textos) e no Calc (planilhas), e mantém a tradição de melhorar a compatibilidade com formatos do Microsoft Office.

Quais as principais novidades do LibreOffice 25.8?

As novidades do LibreOffice 25.8 começam com o aspecto da personalização. Agora, a caixa de boas-vindas e novidades do pacote de escritório leva diretamente aos painéis de interface do usuário e visual. Com isso, o usuário pode personalizar a aparência da suíte logo após a sua instalação.

No quesito desempenho, a The Document Foundation, organização responsável pelo projeto, destaca que houve avanços em todo o pacote. A inicialização das ferramentas do LibreOffice 25.8 está mais rápida, o mesmo valendo para a rolagem de telas de documentos grandes, por exemplo.

Ainda sobre o desempenho, os destaques ficam para o editor de textos Writer e para a ferramenta de planilhas Calc, que estão até 30% mais ágeis na abertura de arquivos, de acordo com testes de benchmark.

Tornar o LibreOffice compatível com os arquivos do Microsoft Office não é fácil, mas a The Document Foundation segue firme nessa missão. Na versão 25.8 do pacote, arquivos DOCX (Word), XLSX (Excel) e PPTX (PowerPoint) são exibidos com mais precisão e menos problemas de formatação.

Isso é efeito de medidas que incluem “revisão completa da hifenização e espaçamento de palavras” e “adição de novas funções no Calc”, segundo a própria The Document Foundation.

Outro dos avanços do LibreOffice 25.8 está na capacidade da suíte de exportar arquivos no formato PDF 2.0, versão que inclui criptografia AES-256 e melhora a compatibilidade com leitores de tela, entre outros atributos.

LibreOffice 25.8 agora exporta em PDF 2.0 (imagem: divulgação/The Document Foundation)

Como baixar o LibreOffice 25.8?

O LibreOffice 25.8 pode ser baixado no site oficial. O pacote tem versões para Windows (x86 e Arm), macOS (Intel e Apple Silicon) e distribuições Linux. Há suporte para mais de 120 idiomas, incluindo português.

Mas atenção para um detalhe: a nova versão não é compatível com os Windows 7, 8 e 8.1. Além disso, esta é a última versão compatível com o macOS 10.15.

Vale lembrar que o LibreOffice é gratuito e tem código-fonte aberto. A The Document Foundation destaca ainda que o pacote não exibe publicidade ou rastreia dados do usuário. A organização também comenta o lançamento da nova versão:

O LibreOffice 25.8 reafirma nossa dedicação em proteger a liberdade e a privacidade dos usuários finais na era digital. Com esta nova versão, garantimos que as informações pessoais permaneçam onde devem estar: com o indivíduo.

O LibreOffice oferece aos usuários finais controle total sobre seus documentos, ajudando-os a evitar a dependência de plataformas de terceiros que podem comprometer seus dados ou privacidade. Trata-se de capacitar os usuários para trabalhar com segurança, independência e confiança.

Eliane Domingos, presidente da The Document Foundation

LibreOffice 25.8 é lançado; veja as novidades do rival do MS Office

LibreOffice 25.8 é lançado; veja as novidades do rival do MS Office
Fonte: Tecnoblog

LibreOffice acusa Microsoft de tática para aprisionar usuários no Office

LibreOffice acusa Microsoft de tática para aprisionar usuários no Office

Microsoft/Office 365 Personal (foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

Resumo

A The Document Foundation acusa a Microsoft de dificultar a compatibilidade do Office 365 ao usar XML excessivamente complexo.
A fundação afirma que o Office Open XML é implementado de forma intencionalmente complicada, afetando o LibreOffice.
Apesar disso, os desenvolvedores do LibreOffice seguem trabalhando para ampliar a compatibilidade com os formatos da Microsoft.

Em cada versão do LibreOffice, a The Document Foundation se esforça para tornar o pacote de escritório compatível com os arquivos do Microsoft 365 (Office). Mas esse trabalho não é livre de aborrecimentos: recentemente, a entidade reclamou do que considera uma complexidade artificial adotada pela Microsoft para “aprisionar” usuários em seu próprio pacote de escritório.

Sendo mais preciso, a The Document Foundation criticou a formatação XML implementada para documentos do Microsoft 365. A organização entende que a Microsoft tornou essa formatação desnecessariamente complexa com o intuito de evitar que os usuários abram documentos criados na suíte em outros pacotes de escritório (como o LibreOffice, presumivelmente).

Como é a suposta complexidade adotada pela Microsoft?

Em primeiro lugar, é importante entender que o LibreOffice e outras suítes de escritório são adeptas do Open Document Format (ODF), que é um padrão aberto e baseado em linguagem XML que determina como documentos de texto, planilhas, apresentações e gráficos devem ser construídos e apresentados.

Já a Microsoft adota o Office Open XML (OOXML), que também é baseado na linguagem XML, como o nome deixa claro. A sua implementação resulta em formatos como DOCX (Word), PPTX (PowerPoint) e XLSX (Excel).

Pois bem, a The Document Foundation dá a entender que a Microsoft implementa o OOXML de uma forma que torna a abertura de documentos baseados nesse padrão mais difícil em ferramentas de terceiros. Um trecho da nota diz:

Essa complexidade artificial é caracterizada por uma estrutura de tags profundamente aninhada com abstração excessiva, dezenas ou mesmo centenas de elementos opcionais ou sobrecarregados, convenções de nomenclatura não intuitivas, uso generalizado de pontos de extensão e coringas, importação múltipla de namespaces e hierarquias de tipos, e documentação esparsa ou enigmática.

Para facilitar a compreensão do que isso significa, a The Document Foundation comparou a abordagem da Microsoft a um serviço ferroviário cujos trilhos são acessíveis a todos, mas que tem um fabricante de trens dominante que, como tal, impõe um sistema de controle das composições que é próprio e complexo:

Teoricamente, qualquer um poderia construir um trem compatível com os trilhos, mas as especificações do sistema de controle são tão complexas que somente o principal fabricante de trens consegue, em última instância, prestar serviços ferroviários.

A pior parte é que os passageiros não percebem que estão reféns de restrições técnicas das quais não conseguem entender até que os preços das passagens aumentem ou o número de cidades atendidas diminua. Neste ponto, o principal fabricante pode ditar seus termos, e os passageiros são obrigados a aceitá-los.

Word do Microsoft 365 para Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Com este último parágrafo, os responsáveis pelo LibreOffice querem dizer que a abordagem da Microsoft com relação aos formatos XML de sua suíte é complexa de modo intencional e tem o intuito de “aprisionar” os usuários dentro do Microsoft 365.

Apesar de toda a complexidade, os desenvolvedores do LibreOffice continuam empenhados em tornar o pacote tão compatível com os formatos da Microsoft quanto possível.

Em tempo, convém lembrar que esta não é a única investida recente da The Document Foundation em desfavor da Microsoft. Em junho, a organização se uniu ao movimento que defende a troca do Windows 10 por uma distribuição Linux, dado que a Microsoft deixará de oferecer suporte ao sistema operacional em outubro de 2025.
LibreOffice acusa Microsoft de tática para aprisionar usuários no Office

LibreOffice acusa Microsoft de tática para aprisionar usuários no Office
Fonte: Tecnoblog

Huawei no Brasil: afinal, os celulares rodam qual sistema operacional?

Huawei no Brasil: afinal, os celulares rodam qual sistema operacional?

Modelo trifold da Huawei roda EMUI 14.2 no Brasil e restante da América Latina (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

A Huawei voltou ao mercado brasileiro com celulares de até R$ 33 mil.
Modelos da linha Mate rodam sistema próprio EMUI e aceitam APKs de Android.
Produtos têm loja de aplicativos AppGallery.
Aparelhos vendidos no Brasil usam EMUI baseado em AOSP, não o HarmonyOS Next. Há compatibilidade com apps populares.
Smartphones não contam com 5G nem pagamento por aproximação.

A gigante chinesa Huawei está de volta ao mercado de celulares do Brasil. São dois modelos, com preços que beiram os R$ 33 mil. Os consumidores imediatamente trouxeram a dúvida sobre o sistema presente nos smartphones da linha Mate e quais apps vão rodar neles. Funcionam com aplicativos famosos de Android, por exemplo? Nós fomos atrás dessas respostas.

Em resumo, os celulares da Huawei no Brasil rodam todos os aplicativos de Android que estiverem disponíveis em APK (o pacote no qual os programas são disponibilizados, similar ao EXE e MSI do Windows). O gerente de relações públicas da Huawei, Camilo Martinez, explica ao Tecnoblog que o Mate X6 e o Mate XT rodam sistema EMUI 13, baseado no projeto de código aberto do Android (chamado de Android Open Source Project, ou AOSP). Qualquer empresa pode utilizar essa tecnologia.

O CEO da Huawei no Brasil, Andy Fang, apresenta o preço do Mate XT (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A confusão com o HarmonyOS

Alguns apaixonados por tecnologia ficaram confusos ao verem o retorno da Huawei ao Brasil, tendo em vista que a empresa sofre sanções do governo dos Estados Unidos desde 2019. Ela não pode mais usar o mesmo Android presente nos telefones da Samsung, Motorola, Oppo ou Jovi, por exemplo. Também está proibida de manter laços ou oferecer serviços ligados ao Google – o que inclui Gmail, Google Maps e até mesmo a popular Google Play Store.

Diante dessa situação, a Huawei adotou dois caminhos:

Na China, desenvolveu um sistema chamado de HarmonyOS, que atualmente marca presença nos smartphones, notebooks, tablets e outros produtos da empresa. Ele é capaz de executar os aplicativos de Android. Numa segunda etapa dessa emancipação digital, a Huawei criou o sistema HarmonyOS Next, que não tem capacidade de rodar apps de Android.

No restante do mundo, decidiu usar o sistema EMUI, baseado no Android Open Source Project, conforme falamos acima. Nossos hermanos do México e Colômbia, por exemplo, estão acostumados com este cenário, que agora se desenha no Brasil.

Os novos Huawei Mate X6 e Mate XT rodam o EMUI 15.0 e 14.2, respectivamente, que têm como base o Android 12 (via AOSP) e o HarmonyOS a partir do 4.0. Ou seja, é um misto desses sistemas todos. Os executivos da companhia no Brasil se dizem confiantes de que os brasileiros terão os mesmos aplicativos que já conhecem e estão acostumados a utilizar.

Para isso, a Huawei oferece uma loja de aplicativos própria, batizada de AppGallery. Diversos desenvolvedores globais estão presentes, como estes da listagem abaixo, feita pelo Tecnoblog:

Redes sociais: TikTok, Kwai e Snapchat

Compras: Shein, AliExpress e Rappi

Comunicação: Telegram e WeChat

Produtividade: Microsoft Office, Outlook, Microsoft OneNote e DeepSeek

Navegadores: Microsoft Edge e UC Mini

Utilidades: Kaspersky Security VPN e TeraBox

Outros: CapCut, InShot, Petal Maps, Booking, Stremio e Tinder

O gerente de relações públicas nos explicou que a Huawei tem planos de conversar com empresas brasileiras que atuam no digital para incluir os aplicativos oficiais na AppGallery.

Interface do EMUI 14.2 no Mate XT (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Lojas alternativas

Além disso, os consumidores poderão instalar lojas alternativas ou baixar diretamente os APKs para instalá-los no telefone. Eu mesmo vi aparelhos da Huawei com todos os apps mais populares, incluindo WhatsApp, Instagram, Netflix e Google Maps. Em outras palavras, existem caminhos para continuar com o software que você já conhece caso opte por um produto da companhia chinesa.

A integração dos smartphones com os serviços do Google é possível graças a soluções de terceiros, como o Micro G Services, um aplicativo que, em sua essência, inclui um módulo no sistema operacional para enviar e receber dados dos servidores do Google. Quem utiliza diz que não sente falta de nenhuma funcionalidade.

Cadê o 5G?

Os brasileiros endinheirados o suficiente para adquirir o Mate X6 (R$ 22.999) ou o Mate XT Ultimate Design (R$ 32.999) vão notar a ausência de uma tecnologia que se tornou chamariz até de modelos superbásicos (abaixo de R$ 1 mil): o 5G. A Huawei não vende nenhum produto compatível com a internet 5G na América Latina.

Os porta-vozes da Huawei são evasivos quando perguntados sobre esta questão, mas a principal tese no mercado é de que as sanções norte-americanas impedem a companhia de colocar a tecnologia 5G nos produtos vendidos fora da China.

A clientela nacional também pode sentir falta dos pagamentos por aproximação. A carteira digital do Google não está presente por motivos óbvios e a Huawei também não oferece algo desenvolvido dentro de casa, assim como a Samsung faz com a Samsung Wallet.
Huawei no Brasil: afinal, os celulares rodam qual sistema operacional?

Huawei no Brasil: afinal, os celulares rodam qual sistema operacional?
Fonte: Tecnoblog

Mais um país: Alemanha abandona Microsoft por softwares de código aberto

Mais um país: Alemanha abandona Microsoft por softwares de código aberto

Estado da Alemanha pode adotar o Linux para diminuir dependência de softwares norte-americanos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O estado de Eslésvico-Holsácia, na Alemanha, substituirá o Microsoft Teams e o Pacote Office por software de código aberto em órgãos públicos.
A mudança visa reduzir a dependência de empresas de tecnologia dos EUA e aumentar a autonomia sobre a infraestrutura digital e dados públicos.
O governo utilizará o LibreOffice, Open-Xchange e prevê a adoção do Linux.
A Dinamarca também vai iniciar uma transição para alternativas de código aberto.

Pouco tempo depois da Dinamarca decidir trocar o Windows e o Microsoft 365 por soluções de código-fonte aberto, o estado de Eslésvico-Holsácia, na Alemanha, também anunciou que irá substituir o Microsoft Teams e o Pacote Office por soluções de código aberto em seus órgãos públicos.

Cerca de 60 mil funcionários serão afetados pela medida, que será implementada nos próximos três meses. O governo também deve adotar o sistema operacional Linux nos próximos anos.

A iniciativa ganha força enquanto crescem os debates sobre a dependência europeia diante das big techs, poucos meses antes do fim do suporte ao Windows 10, marcado para 14 de outubro de 2025.

Mais do que uma resposta ao fim do suporte, porém, o ministro de digitalização do estado, Dirk Schrödter, define a medida como um passo necessário para “retomar o controle” sobre os dados públicos e garantir a “soberania digital” da administração pública local.

Mais autonomia

O objetivo principal da mudança é reduzir a dependência de grandes empresas de tecnologia dos EUA. Em meio aos debates sobre o poder das big techs na Europa, o estado alemão quer ter mais controle sobre sua infraestrutura digital — especialmente quanto ao armazenamento de dados de cidadãos e do governo.

A transição planejada pelo governo do estado prevê, inicialmente, a substituição de softwares como o Microsoft Teams e o pacote Office por alternativas de código aberto, além da adoção do Linux nos próximos anos.

Embora nem todos os novos softwares tenham sido especificados, o LibreOffice e o provedor de e-mail Open-Xchange são citados como parte do plano.

Segundo o ministro Schrödter, com o uso de software de código aberto, os órgãos públicos ganham autonomia para auditar e personalizar os sistemas, além de hospedá-los em infraestrutura própria — o que fortalece a independência em relação a fornecedores privados e plataformas de nuvem.

A medida abrange toda a administração pública do estado, incluindo, portanto, o funcionalismo civil, as forças policiais e o sistema judiciário.

O ano do Linux?

LibreOffice também defende troca do Windows 10 pelo Linux (imagem: reprodução/The Document Foundation)

A adoção de softwares de código aberto tem ganhado força na Europa, e outras administrações também consideram ou já iniciaram transições semelhantes.

A Document Foundation, organização por trás do LibreOffice, tem defendido a migração para softwares de código aberto como uma alternativa para usuários e empresas afetados pelo fim do suporte ao Windows 10, que pode forçar a compra de novos computadores para migrar ao Windows 11.

Na Dinamarca, o processo iniciado pelo Ministério de Assuntos Digitais também cita entre os motivos a redução de custos com licenciamento e a diminuição da dependência de empresas de tecnologia dos Estados Unidos.

Por lá, a migração é gradativa e começa em julho. O objetivo é fazer todos os funcionários do órgão usarem softwares de código aberto até o fim de 2025.

Ainda assim, a transição não é simples. A ministra dinamarquesa Caroline Stage reconheceu que, se o processo for muito complicado, “poderemos voltar para a Microsoft em um instante”.

Com informações da France 24
Mais um país: Alemanha abandona Microsoft por softwares de código aberto

Mais um país: Alemanha abandona Microsoft por softwares de código aberto
Fonte: Tecnoblog

Dinamarca quer trocar Microsoft por LibreOffice e Linux

Dinamarca quer trocar Microsoft por LibreOffice e Linux

Dinamarca quer trocar Windows e Office por LibreOffice e Linux (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Dinamarca vai substituir o Windows e Microsoft 365 por Linux e LibreOffice até o fim de 2025.
O objetivo é reduzir custos com licenças e dependência de grandes empresas de tecnologia.
A decisão também tem motivação política, ligada à relação conturbada do país com os EUA após as falas de Donald Trump sobre a Groenlândia.

O Ministério de Assuntos Digitais da Dinamarca anunciou a decisão de trocar o Windows e o Microsoft 365 (Office) por soluções de código-fonte aberto. A partir do próximo mês, o órgão governamental começará a usar distribuições Linux e o LibreOffice no lugar dos softwares da Microsoft.

Se você acha que a decisão tem relação com o fim do suporte ao Windows 10, previsto para acontecer a partir de 14 de outubro de 2025, achou certo. Mas esse não é o único motivo: o ministério também quer reduzir os custos com licenciamento de software.

Tem mais. De acordo com o jornal dinamarquês The Local, a ministra da digitalização da Dinamarca, Caroline Stage, quer tornar o país menos dependente de gigantes da tecnologia, o que envolve a Microsoft.

Ainda segundo o veículo, também há motivações políticas. A Microsoft é uma companhia americana, e a relação entre Dinamarca e Estados Unidos não tem sido das mais amigáveis atualmente.

Em parte, a causa dessa instabilidade política entre os dois países está nas declarações do presidente Donald Trump sobre assumir o controle da Groenlândia, território que faz parte do Reino da Dinamarca.

Não se trata exatamente de uma retaliação, mas de uma abordagem preventiva: existe a preocupação de que a administração Trump tome alguma iniciativa contra a Dinamarca que, de uma hora para a outra, dificulte o acesso do país a soluções tecnológicas fornecidas por empresas americanas.

Writer, editor de textos do LibreOffice (imagem: divulgação/The Document Foundation)

Como será a migração para Linux e LibreOffice?

O abandono das soluções da Microsoft será gradativo. Pelo menos inicialmente, o objetivo é fazer a mudança para Linux e LibreOffice no próprio Ministério de Assuntos Digitais.

A migração terá início em julho, mas o objetivo é fazer todos os funcionários do órgão usarem softwares de código aberto até o fim de 2025.

Não está claro se, depois disso, haverá migração para softwares de código aberto em outros ministérios ou órgãos do governo da Dinamarca. Seja como for, a decisão vem na esteira de um anúncio similar feito recentemente pelas administrações municipais de Copenhague e Aarhus.

É claro que esse tipo de mudança não é simples e pode não ter o efeito esperado. Por isso, a ministra Caroline Stage tratou de avisar: “se a mudança se mostrar muito complicada, poderemos voltar para a Microsoft em um instante”.

Com informações de The Local e Politiken
Dinamarca quer trocar Microsoft por LibreOffice e Linux

Dinamarca quer trocar Microsoft por LibreOffice e Linux
Fonte: Tecnoblog

Microsoft, 50 Anos: conheça a sede da empresa nos Estados Unidos

Microsoft, 50 Anos: conheça a sede da empresa nos Estados Unidos

Embarcamos para os Estados Unidos e visitamos a sede da Microsoft (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

No ano em que comemora 50 anos de história, a Microsoft convidou jornalistas de 20 países para conhecer de perto sua sede em Redmond, nos arredores de Seattle, nos EUA. O Tecnoblog foi o único representante do Brasil nessa visita exclusiva ao vasto campus da empresa, que mais parece uma cidade. São 125 prédios, 47 mil pessoas circulando diariamente e até um sistema interno de transporte, com micro-ônibus e um serviço semelhante ao Uber, exclusivo para funcionários.

Durante a visita, conhecemos o departamento de arquivos da Microsoft, onde a história da empresa é cuidadosamente preservada em disquetes e versões antigas do Flight Simulator. Passamos também pelo Laboratório de Inclusão, dedicado ao desenvolvimento de tecnologias acessíveis, e descobrimos até colmeias espalhadas pelo campus — iniciativa para contribuir com a polinização da vegetação local.

Dê play no vídeo abaixo e confira o vlog especial

De Albuquerque ao mundo

A história da companhia fundada por Bill Gates e Paul Allen começa em 1975, em Albuquerque, no Novo México. A Microsoft mantém um acervo cuidadosamente preservado, com caixas e discos da Encarta, disquetes, versões antigas do Flight Simulator e outros marcos da empresa. Cada item é armazenado com pelo menos três cópias.

Paul Allen (in memoriam) e Bill Gates, os fundadores da Microsoft (imagem: reprodução/Paulallen.com)

Há documentos que relembram o lançamento do Windows 95 e seu icônico botão Iniciar, quando a Microsoft repensou a forma de interagir com o computador, além da relação de parceria e rivalidade com a Apple — que, nos anos 1980, chegou a comprar softwares da Microsoft, antes da concorrência entre as duas crescer com o avanço do Windows.

Silêncio, inclusão, cibersegurança e… colmeias

Sala anecoica é tão silenciosa que algumas pessoas conseguem ouvir os batimentos do coração (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

No Laboratório de Inclusão, cerca de 4 mil pessoas colaboram anualmente no desenvolvimento de produtos mais acessíveis. Um dos destaques é o controle adaptado para jogadores com mobilidade reduzida, projetado com foco em ergonomia, compatibilidade e usabilidade — da peça até o design da embalagem.

Já no Centro de Cibercrimes, a Microsoft monitora ataques digitais e combate à pirataria em parceria com governos, incluindo o Brasil. Por questões de segurança, o acesso ao local é restrito, mas ameaças recebem codinomes baseados em fenômenos naturais — os ataques atribuídos à Rússia, por exemplo, são chamados de Blizzard.

Abelhas polinizadoras dão mel (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Uma das curiosidades do campus é a presença de colmeias espalhadas entre os prédios, que contribuem para a polinização da vegetação local — os visitantes recebem um potinho do mel produzido ali. Outra curiosidade são as casas na árvore, usadas como salas de reunião.

A sede da empresa foi pensada para que as pessoas trabalhem bem e com conforto. Hoje, a Microsoft vai além dos softwares clássicos, e tem apostado forte em IA — com os dispositivos Copilot+ —, ampliado sua atuação em computação em nuvem com o Azure e investido em áreas estratégicas de segurança cibernética.

Thássius Veloso viajou para os Estados Unidos a convite da Microsoft
Microsoft, 50 Anos: conheça a sede da empresa nos Estados Unidos

Microsoft, 50 Anos: conheça a sede da empresa nos Estados Unidos
Fonte: Tecnoblog