Category: Microsoft 365

Microsoft 365 irrita usuários com botão de atualizar plano que não some

Microsoft 365 irrita usuários com botão de atualizar plano que não some

Botão “Atualize seu plano” no PowerPoint do Microsoft 365 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Resumo

Microsoft 365 passou a exibir um botão fixo incentivando a atualização para planos mais caros no topo de ferramentas como Word e Excel;
botão aparece persistentemente tanto para assinantes do plano Personal quanto do plano Family;
até o momento, não há forma oficial de desativar o botão no Microsoft 365.

Imagine que você paga por um serviço e, constantemente, se depara com um anúncio te incentivando a assinar um plano mais caro. É isso o que está acontecendo com usuários do Microsoft 365 (Office). Ao abrir o Word ou o Excel, por exemplo, o assinante encontra um botão com os dizeres “Atualize o seu plano” no canto direito superior da tela que não pode ser removido.

O botão aparece para mim. Eu assino o Microsoft 365 Personal. Então, ao clicar nele, uma janela promovendo o Microsoft 365 Family e o Microsoft 365 Premium surge exibindo botões para que eu mude o meu plano atual para um deles.

Janela que aparece para quem assina o Microsoft 365 Personal (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Para quem é assinante do Microsoft 365 Family, a tal janela exibe apenas a opção de atualização para o Microsoft 365 Premium, não mostrando o Microsoft 365 Personal — bom, a Microsoft não iria promover um “downgrade”, certo?

Janela que aparece para quem assina o Microsoft 365 Family (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Logo abaixo das opções, há uma descrição dos benefícios de ser assinante do Microsoft 365. Mas isso é estranho. Qual a lógica de mostrar os recursos de um serviço para quem já é usuário dele?

É possível desativar o botão “Atualize o seu plano”?

Até o momento, não há nenhuma forma oficial de remover o anúncio travestido de botão. Eu cliquei nele pensando que, após isso, ele sumiria automaticamente, o que não aconteceu.

No Reddit, alguns usuários sugerem “gambiarras”, como um comando via CMD que reverte o Microsoft 365 para uma versão de abril. Mas isso faz você ter software desatualizado. Na próxima atualização, a tendência é a de o botão voltar.

Outro usuário sugeriu sair e fazer login novamente no Microsoft 365, truque que até funciona, mas o botão volta a aparecer depois de algum tempo.

O ideal, então, é aguardamos para que alguém na Microsoft reconheça que esse botão é uma ideia péssima e o desative ou, pelo menos, permita que o usuário o faça sem ter que recorrer a truques.

Mas, neste ponto, eu fico pensando em como deixaram aprovar essa ideia. Qualquer alteração na interface de softwares como o Word ou Excel, por menor que seja, precisa ser bem planejada para evitar problemas de desempenho e queda da experiência do usuário, por exemplo.

Nesse sentido, esse botão nunca deveria ter sido aprovado, pelo menos não da forma como está, aparecendo permanentemente e não podendo ser facilmente desativado.
Microsoft 365 irrita usuários com botão de atualizar plano que não some

Microsoft 365 irrita usuários com botão de atualizar plano que não some
Fonte: Tecnoblog

Suíça orienta órgãos públicos a evitar Office 365 e outros serviços SaaS

Suíça orienta órgãos públicos a evitar Office 365 e outros serviços SaaS

Governo suíço recomenda evitar a liberação de dados críticos para ambientes externos (imagem: Mateus Andre/Freepik)

Resumo

A Suíça recomenda que órgãos públicos evitem o uso de SaaS, como o Microsoft 365, devido à falta de criptografia de ponta a ponta e riscos de segurança.
A Privatim destaca que serviços SaaS permitem acesso a dados em texto puro e mudanças unilaterais nos termos de serviço, comprometendo a segurança e privacidade.
Casos recentes, como a análise de Luke Marshall sobre exposições no GitLab, reforçam preocupações com a segurança digital global.

Os encarregados de proteção de dados da Suíça alertaram para o uso de softwares em nuvem, como o Microsoft 365 (antigo Office 365), por órgãos governamentais. O grupo, chamado Privatim, recomenda que instituições públicas evitem plataformas SaaS — programas online acessados por meio de uma assinatura — e serviços de grandes provedores internacionais devido a pontos considerados críticos de segurança e privacidade.

O documento, fruto de uma conferência do setor, foi divulgado na semana passada. Ele decorre de uma preocupação crescente com a falta de criptografia de ponta a ponta efetiva e com o risco de acesso indevido a informações estratégicas. A resolução também cita que versões hospedadas em nuvens sujeitas ao CLOUD Act, dos Estados Unidos, não seriam compatíveis com o nível de proteção exigido para dados especialmente sensíveis.

Por que a Suíça desaprova o SaaS no setor público?

Programas do Office ganharam novos ícones em outubro de 2025 (imagem: divulgação/Microsoft)

De acordo com a autoridade de privacidade, muitos serviços SaaS ainda permitem que o provedor acesse dados em texto puro, o que contraria práticas de segurança necessárias para informações protegidas por lei. Outra crítica é a capacidade dessas empresas de alterar unilateralmente seus termos de serviço, o que pode fragilizar garantias previamente contratadas.

“O uso de aplicativos SaaS implica uma perda significativa de controle”Privatim

Para o órgão, quando uma plataforma opera fora do domínio do governo, a instituição não consegue interferir na probabilidade de violações de direitos. A recomendação, portanto, é evitar liberar dados críticos para ambientes externos, salvo em situações em que não haja alternativa.

O texto conclui que, “na maioria dos casos”, soluções de grandes fornecedores internacionais não deveriam ser usadas pelo setor público suíço — com o Microsoft 365 sendo citado explicitamente como exemplo inadequado.

Casos recentes ampliam alerta

Plataformas têm revisado suas políticas diante de riscos relacionados à segurança digital (imagem ilustrativa: TheDigitalWay/Flickr)

Enquanto a Suíça reforça seus critérios, novos episódios destacam as fragilidades do ecossistema digital global.

Um deles envolve a análise do engenheiro de segurança Luke Marshall, que decidiu medir a exposição de informações em repositórios públicos do GitLab. Usando filas da AWS e a ferramenta TruffleHog, ele escaneou 5,6 milhões de projetos e encontrou 17 mil segredos válidos, incluindo credenciais do Google Cloud, chaves da AWS, tokens de bots do Telegram e acessos ao OpenAI. “Isso me custou cerca de US$ 770, mas me permitiu escanear 5,6 milhões de repositórios em cerca de 24 horas”, informou.

Outras plataformas também revisam suas políticas diante de riscos. O aplicativo Strava publicou uma atualização preliminar de termos de uso que responsabiliza totalmente o usuário por eventuais problemas relacionados ao rastreamento de localização. A medida surge após mapas compartilhados na plataforma revelarem posições de agentes de segurança.

No campo da segurança global, o pesquisador Nariman Gharib divulgou documentos que, segundo ele, detalham operações do grupo iraniano Charming Kitten, incluindo desde desenvolvimento de ferramentas ofensivas até ações voltadas a identificar alvos considerados inimigos do regime.

“Cada banco de dados de companhias aéreas violado, cada sistema de reservas de hotéis comprometido, cada clínica médica invadida alimenta um sistema projetado para localizar e matar pessoas que o regime iraniano considera inimigas”, disse ele.

Suíça orienta órgãos públicos a evitar Office 365 e outros serviços SaaS

Suíça orienta órgãos públicos a evitar Office 365 e outros serviços SaaS
Fonte: Tecnoblog

Corte foge da Microsoft e adota código aberto

Corte foge da Microsoft e adota código aberto

Dinamarca e estado na Alemanha já estão migrando parte dos serviços para Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Tribunal Penal Internacional vai substituir o Microsoft Office pelo OpenDesk, pacote alemão de código aberto.
OpenDesk foi desenvolvido pelo Centro Alemão para a Soberania Digital e oferece ferramentas para e-mail, chat, calendário e edição de documentos.
Dinamarca e o estado alemão Eslésvico-Holsácia já estão migrando os serviços para softwares abertos, como Linux e LibreOffice.

O Tribunal Penal Internacional (TPI), com sede em Haia, na Holanda, vai substituir o Microsoft Office pelo pacote OpenDesk, uma alternativa alemã de código aberto. Segundo o jornal Handelsblatt, a alteração ocorre por preocupações de segurança e autonomia digital.

O veículo alemão afirma que a mudança foi motivada por um bloqueio da Microsoft aos e-mails do procurador-chefe Karim Khan e de outros funcionários do tribunal, após sanções do governo Trump. A Microsoft, porém, negou a acusação.

O OpenDesk foi desenvolvido pelo Centro Alemão para a Soberania Digital (ZenDiS), criado em 2022 pelo governo da Alemanha. O pacote oferece ferramentas web para e-mail, chat, videoconferência, calendário e editor de documentos.

A organização tem como lema ser “soberana por natureza” e também vem colaborando com o governo da França para desenvolver uma alternativa nacional ao Google Docs.

OpenDesk oferece soluções de código aberto (imagem: divulgação)

Europa quer mais soberania 

A decisão do TPI segue a onda por soberania digital da União Europeia. A Dinamarca e um estado alemão já iniciaram a substituição das soluções Microsoft por softwares de código aberto em órgãos públicos.

Em junho, o Ministério de Assuntos Digitais da Dinamarca anunciou a migração do Windows e do Microsoft 365 para Linux e LibreOffice. Além do fim do suporte oficial ao Windows 10, encerrado em 14 de outubro, a medida foi atribuída à necessidade de reduzir os custos com licenciamento de software.

Pouco depois, o estado de Eslésvico-Holsácia, na Alemanha, fez o mesmo, trocando o Microsoft Teams e o Office por alternativas de código aberto em mais de 60 mil postos de trabalho públicos.

A Document Foundation, responsável pelo LibreOffice, também vem incentivando governos e empresas a adotarem soluções open source como alternativa ao fim do Windows 10.
Corte foge da Microsoft e adota código aberto

Corte foge da Microsoft e adota código aberto
Fonte: Tecnoblog

Microsoft vai forçar a instalação do 365 Copilot no Windows

Microsoft vai forçar a instalação do 365 Copilot no Windows

Microsoft 365 reúne Word, Excel e outros aplicativos de produtividade da empresa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Microsoft vai instalar automaticamente o 365 Copilot em PCs com o pacote de apps do Microsoft 365.
A instalação começará a aparecer a partir de outubro, exceto na Área Econômica Europeia, onde a Microsoft precisou seguir regras locais.
O Copilot funcionará como hub central para recursos de IA no Microsoft 365, que abrange Word, Excel, PowerPoint e outros apps de produtividade.

A Microsoft confirmou que o 365 Copilot será instalado de forma automática em computadores Windows com o pacote de aplicativos do Microsoft 365. A medida começa a valer em outubro de 2025 para usuários fora da Área Econômica Europeia (EEA) e deve ser concluída até meados de novembro.

Segundo a companhia, o app do assistente de IA funcionará como um ponto central para acessar recursos de inteligência artificial integrados ao pacote de produtividade, que inclui Word, Excel e PowerPoint. Com a mudança, a empresa pretende facilitar a descoberta das funções do Copilot e ampliar o acesso a elas diretamente no Windows.

Instalação será automática

De acordo com a Microsoft, o 365 Copilot será incluído no menu Iniciar do Windows e estará habilitado por padrão. Apesar disso, administradores de TI poderão impedir a instalação automática por meio do Microsoft 365 Apps Admin Center, acessando as configurações de dispositivos e desmarcando a opção de habilitação do app.

A empresa também recomendou que equipes de suporte técnico e helpdesks corporativos sejam informados sobre a alteração antes do início da distribuição, para reduzir confusões e possíveis chamados de suporte. Outro detalhe é que, em alguns casos, o ícone do aplicativo já pode aparecer no menu Iniciar mesmo que o app já esteja presente no sistema, dando a impressão de que nada foi alterado.

O 365 Copilot será instalado em segundo plano, sem interromper o uso do dispositivo, e estará disponível no aplicativo web, desktop para Windows e macOS, além das versões para Android e iOS.

A imposição não será aplicada a países da Área Econômica Europeia, onde a Microsoft precisou adotar políticas diferentes devido às exigências regulatórias locais.

Por que a mudança?

Microsoft 365 Copilot será incluído no menu Iniciar do Windows (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Microsoft afirma que o motivo é simplificar o acesso aos recursos de IA do Microsoft 365 e incentivar seu uso no ambiente de trabalho. “Este aplicativo fornece um ponto centralizado para acessar experiências do Copilot e recursos com inteligência artificial em todo o Microsoft 365″, diz um comunicado da empresa. “A mudança simplifica o acesso ao Copilot e garante que os usuários possam descobrir e interagir facilmente com funcionalidades que aumentam a produtividade”.

Vale lembrar que não é a primeira ação desse tipo: no mês passado, a Microsoft anunciou que, até o fim de setembro, integrará agentes do Copilot diretamente na barra lateral do Edge e permitirá que administradores fixem o app na barra de tarefas do Windows.

Com informações da Microsoft e do Bleeping Computer
Microsoft vai forçar a instalação do 365 Copilot no Windows

Microsoft vai forçar a instalação do 365 Copilot no Windows
Fonte: Tecnoblog

LibreOffice acusa Microsoft de tática para aprisionar usuários no Office

LibreOffice acusa Microsoft de tática para aprisionar usuários no Office

Microsoft/Office 365 Personal (foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

Resumo

A The Document Foundation acusa a Microsoft de dificultar a compatibilidade do Office 365 ao usar XML excessivamente complexo.
A fundação afirma que o Office Open XML é implementado de forma intencionalmente complicada, afetando o LibreOffice.
Apesar disso, os desenvolvedores do LibreOffice seguem trabalhando para ampliar a compatibilidade com os formatos da Microsoft.

Em cada versão do LibreOffice, a The Document Foundation se esforça para tornar o pacote de escritório compatível com os arquivos do Microsoft 365 (Office). Mas esse trabalho não é livre de aborrecimentos: recentemente, a entidade reclamou do que considera uma complexidade artificial adotada pela Microsoft para “aprisionar” usuários em seu próprio pacote de escritório.

Sendo mais preciso, a The Document Foundation criticou a formatação XML implementada para documentos do Microsoft 365. A organização entende que a Microsoft tornou essa formatação desnecessariamente complexa com o intuito de evitar que os usuários abram documentos criados na suíte em outros pacotes de escritório (como o LibreOffice, presumivelmente).

Como é a suposta complexidade adotada pela Microsoft?

Em primeiro lugar, é importante entender que o LibreOffice e outras suítes de escritório são adeptas do Open Document Format (ODF), que é um padrão aberto e baseado em linguagem XML que determina como documentos de texto, planilhas, apresentações e gráficos devem ser construídos e apresentados.

Já a Microsoft adota o Office Open XML (OOXML), que também é baseado na linguagem XML, como o nome deixa claro. A sua implementação resulta em formatos como DOCX (Word), PPTX (PowerPoint) e XLSX (Excel).

Pois bem, a The Document Foundation dá a entender que a Microsoft implementa o OOXML de uma forma que torna a abertura de documentos baseados nesse padrão mais difícil em ferramentas de terceiros. Um trecho da nota diz:

Essa complexidade artificial é caracterizada por uma estrutura de tags profundamente aninhada com abstração excessiva, dezenas ou mesmo centenas de elementos opcionais ou sobrecarregados, convenções de nomenclatura não intuitivas, uso generalizado de pontos de extensão e coringas, importação múltipla de namespaces e hierarquias de tipos, e documentação esparsa ou enigmática.

Para facilitar a compreensão do que isso significa, a The Document Foundation comparou a abordagem da Microsoft a um serviço ferroviário cujos trilhos são acessíveis a todos, mas que tem um fabricante de trens dominante que, como tal, impõe um sistema de controle das composições que é próprio e complexo:

Teoricamente, qualquer um poderia construir um trem compatível com os trilhos, mas as especificações do sistema de controle são tão complexas que somente o principal fabricante de trens consegue, em última instância, prestar serviços ferroviários.

A pior parte é que os passageiros não percebem que estão reféns de restrições técnicas das quais não conseguem entender até que os preços das passagens aumentem ou o número de cidades atendidas diminua. Neste ponto, o principal fabricante pode ditar seus termos, e os passageiros são obrigados a aceitá-los.

Word do Microsoft 365 para Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Com este último parágrafo, os responsáveis pelo LibreOffice querem dizer que a abordagem da Microsoft com relação aos formatos XML de sua suíte é complexa de modo intencional e tem o intuito de “aprisionar” os usuários dentro do Microsoft 365.

Apesar de toda a complexidade, os desenvolvedores do LibreOffice continuam empenhados em tornar o pacote tão compatível com os formatos da Microsoft quanto possível.

Em tempo, convém lembrar que esta não é a única investida recente da The Document Foundation em desfavor da Microsoft. Em junho, a organização se uniu ao movimento que defende a troca do Windows 10 por uma distribuição Linux, dado que a Microsoft deixará de oferecer suporte ao sistema operacional em outubro de 2025.
LibreOffice acusa Microsoft de tática para aprisionar usuários no Office

LibreOffice acusa Microsoft de tática para aprisionar usuários no Office
Fonte: Tecnoblog

Mais um país: Alemanha abandona Microsoft por softwares de código aberto

Mais um país: Alemanha abandona Microsoft por softwares de código aberto

Estado da Alemanha pode adotar o Linux para diminuir dependência de softwares norte-americanos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O estado de Eslésvico-Holsácia, na Alemanha, substituirá o Microsoft Teams e o Pacote Office por software de código aberto em órgãos públicos.
A mudança visa reduzir a dependência de empresas de tecnologia dos EUA e aumentar a autonomia sobre a infraestrutura digital e dados públicos.
O governo utilizará o LibreOffice, Open-Xchange e prevê a adoção do Linux.
A Dinamarca também vai iniciar uma transição para alternativas de código aberto.

Pouco tempo depois da Dinamarca decidir trocar o Windows e o Microsoft 365 por soluções de código-fonte aberto, o estado de Eslésvico-Holsácia, na Alemanha, também anunciou que irá substituir o Microsoft Teams e o Pacote Office por soluções de código aberto em seus órgãos públicos.

Cerca de 60 mil funcionários serão afetados pela medida, que será implementada nos próximos três meses. O governo também deve adotar o sistema operacional Linux nos próximos anos.

A iniciativa ganha força enquanto crescem os debates sobre a dependência europeia diante das big techs, poucos meses antes do fim do suporte ao Windows 10, marcado para 14 de outubro de 2025.

Mais do que uma resposta ao fim do suporte, porém, o ministro de digitalização do estado, Dirk Schrödter, define a medida como um passo necessário para “retomar o controle” sobre os dados públicos e garantir a “soberania digital” da administração pública local.

Mais autonomia

O objetivo principal da mudança é reduzir a dependência de grandes empresas de tecnologia dos EUA. Em meio aos debates sobre o poder das big techs na Europa, o estado alemão quer ter mais controle sobre sua infraestrutura digital — especialmente quanto ao armazenamento de dados de cidadãos e do governo.

A transição planejada pelo governo do estado prevê, inicialmente, a substituição de softwares como o Microsoft Teams e o pacote Office por alternativas de código aberto, além da adoção do Linux nos próximos anos.

Embora nem todos os novos softwares tenham sido especificados, o LibreOffice e o provedor de e-mail Open-Xchange são citados como parte do plano.

Segundo o ministro Schrödter, com o uso de software de código aberto, os órgãos públicos ganham autonomia para auditar e personalizar os sistemas, além de hospedá-los em infraestrutura própria — o que fortalece a independência em relação a fornecedores privados e plataformas de nuvem.

A medida abrange toda a administração pública do estado, incluindo, portanto, o funcionalismo civil, as forças policiais e o sistema judiciário.

O ano do Linux?

LibreOffice também defende troca do Windows 10 pelo Linux (imagem: reprodução/The Document Foundation)

A adoção de softwares de código aberto tem ganhado força na Europa, e outras administrações também consideram ou já iniciaram transições semelhantes.

A Document Foundation, organização por trás do LibreOffice, tem defendido a migração para softwares de código aberto como uma alternativa para usuários e empresas afetados pelo fim do suporte ao Windows 10, que pode forçar a compra de novos computadores para migrar ao Windows 11.

Na Dinamarca, o processo iniciado pelo Ministério de Assuntos Digitais também cita entre os motivos a redução de custos com licenciamento e a diminuição da dependência de empresas de tecnologia dos Estados Unidos.

Por lá, a migração é gradativa e começa em julho. O objetivo é fazer todos os funcionários do órgão usarem softwares de código aberto até o fim de 2025.

Ainda assim, a transição não é simples. A ministra dinamarquesa Caroline Stage reconheceu que, se o processo for muito complicado, “poderemos voltar para a Microsoft em um instante”.

Com informações da France 24
Mais um país: Alemanha abandona Microsoft por softwares de código aberto

Mais um país: Alemanha abandona Microsoft por softwares de código aberto
Fonte: Tecnoblog

Dinamarca quer trocar Microsoft por LibreOffice e Linux

Dinamarca quer trocar Microsoft por LibreOffice e Linux

Dinamarca quer trocar Windows e Office por LibreOffice e Linux (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Dinamarca vai substituir o Windows e Microsoft 365 por Linux e LibreOffice até o fim de 2025.
O objetivo é reduzir custos com licenças e dependência de grandes empresas de tecnologia.
A decisão também tem motivação política, ligada à relação conturbada do país com os EUA após as falas de Donald Trump sobre a Groenlândia.

O Ministério de Assuntos Digitais da Dinamarca anunciou a decisão de trocar o Windows e o Microsoft 365 (Office) por soluções de código-fonte aberto. A partir do próximo mês, o órgão governamental começará a usar distribuições Linux e o LibreOffice no lugar dos softwares da Microsoft.

Se você acha que a decisão tem relação com o fim do suporte ao Windows 10, previsto para acontecer a partir de 14 de outubro de 2025, achou certo. Mas esse não é o único motivo: o ministério também quer reduzir os custos com licenciamento de software.

Tem mais. De acordo com o jornal dinamarquês The Local, a ministra da digitalização da Dinamarca, Caroline Stage, quer tornar o país menos dependente de gigantes da tecnologia, o que envolve a Microsoft.

Ainda segundo o veículo, também há motivações políticas. A Microsoft é uma companhia americana, e a relação entre Dinamarca e Estados Unidos não tem sido das mais amigáveis atualmente.

Em parte, a causa dessa instabilidade política entre os dois países está nas declarações do presidente Donald Trump sobre assumir o controle da Groenlândia, território que faz parte do Reino da Dinamarca.

Não se trata exatamente de uma retaliação, mas de uma abordagem preventiva: existe a preocupação de que a administração Trump tome alguma iniciativa contra a Dinamarca que, de uma hora para a outra, dificulte o acesso do país a soluções tecnológicas fornecidas por empresas americanas.

Writer, editor de textos do LibreOffice (imagem: divulgação/The Document Foundation)

Como será a migração para Linux e LibreOffice?

O abandono das soluções da Microsoft será gradativo. Pelo menos inicialmente, o objetivo é fazer a mudança para Linux e LibreOffice no próprio Ministério de Assuntos Digitais.

A migração terá início em julho, mas o objetivo é fazer todos os funcionários do órgão usarem softwares de código aberto até o fim de 2025.

Não está claro se, depois disso, haverá migração para softwares de código aberto em outros ministérios ou órgãos do governo da Dinamarca. Seja como for, a decisão vem na esteira de um anúncio similar feito recentemente pelas administrações municipais de Copenhague e Aarhus.

É claro que esse tipo de mudança não é simples e pode não ter o efeito esperado. Por isso, a ministra Caroline Stage tratou de avisar: “se a mudança se mostrar muito complicada, poderemos voltar para a Microsoft em um instante”.

Com informações de The Local e Politiken
Dinamarca quer trocar Microsoft por LibreOffice e Linux

Dinamarca quer trocar Microsoft por LibreOffice e Linux
Fonte: Tecnoblog

Suporte ao Microsoft 365 será mantido para quem continuar no Windows 10

Suporte ao Microsoft 365 será mantido para quem continuar no Windows 10

Microsoft/Office 365 Personal (foto: Everton Favretto/Tecnoblog)

Resumo

Os apps do Microsoft 365 seguirão com atualizações no Windows 10 até pelo menos 2028, mesmo após o fim do suporte do sistema.
Contudo, a Microsoft só dará suporte técnico ao 365 no Windows 10 se os mesmos erros forem detectados também no Windows 11.
O suporte oficial ao Windows 10 termina em 14 de outubro de 2025. Após a data, o sistema continuará funcionando, mas sem atualizações de recursos ou de segurança.

No começo do ano, veio à tona a informação de que os aplicativos do Microsoft 365 (Office), como Word, Excel e PowerPoint, não seriam mais atualizados em máquinas com Windows 10 após esse sistema operacional deixar de ser suportado. Felizmente, a Microsoft mudou de ideia.

Até então, a companhia informava que, para você continuar recebendo atualizações do Microsoft 365, seria necessário migrar para o Windows 11. Não mais. Uma nova página de ajuda da Microsoft agora informa que os aplicativos receberão atualizações no Windows 10 pelo menos até 2028:

Para ajudar a manter a segurança durante a transição para o Windows 11, a Microsoft continuará fornecendo atualizações de segurança para os aplicativos do Microsoft 365 no Windows 10 por três anos após o fim de seu suporte.

Essas atualizações serão oferecidas por meio dos canais de update padrão, com término previsto para 10 de outubro de 2028.

Neste ponto, vale relembrar que o Windows 10 terá seu ciclo de suporte oficial encerrado em 14 de outubro de 2025. Depois dessa data, ainda será possível utilizar o sistema operacional, mas ele não receberá mais atualizações funcionais ou de segurança.

Migrar para o Windows 11 é a solução ideal, à primeira vista. O problema é que essa versão não é compatível com computadores antigos (via de regra, fabricados antes de 2017), razão pela qual, nessas circunstâncias, migrar significa adquirir um PC novo, o que obviamente tem seus custos.

Computador com Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Microsoft 365 continuará suportado no Windows 10, mas há um porém

A permanência do suporte ao Microsoft 365 é uma boa notícia para quem pretende continuar usando um computador com Windows 10 por mais tempo. Mas a própria Microsoft ressalta que há uma restrição nessa mudança.

De acordo com a companhia, se um cliente abrir um chamado para algum aplicativo do Microsoft 365 referente a um problema que ocorre no Windows 10, mas não no Windows 11, a solicitação não será atendida. Em vez disso, a Microsoft simplesmente recomendará a migração para o Windows 11 como solução.

Mesmo assim, já é alguma coisa.

Com informações do The Verge
Suporte ao Microsoft 365 será mantido para quem continuar no Windows 10

Suporte ao Microsoft 365 será mantido para quem continuar no Windows 10
Fonte: Tecnoblog

O fim de uma era: Skype é desativado após 21 anos

O fim de uma era: Skype é desativado após 21 anos

Skype chega ao fim após quase 22 anos de história (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Não aprendi a dizer, como versa a música, mas hoje é dia de se despedir do Skype. O programa inicialmente de VOIP que se transformou num app de videoconferência pela Microsoft será desativado ao longo desta segunda-feira (5), depois de 21 anos de serviços prestados.

Hoje, temos o WhatsApp, FaceTime, Zoom, Webex e tantas outras opções de ferramentas para falar cara a cara com os nossos colegas de trabalho, amigos e familiares. Nem sempre foi assim, e nessas horas bate a nostalgia ao pensar que um programa tão importante está saindo de cena.

A Microsoft optou por priorizar o Microsoft Teams, um software mais bem integrado aos programas do Office e à solução por assinatura Microsoft 365. Os contatos do Skype já estão no Teams há algumas semanas, o que facilita a migração.

Site do Skype informa sobre migração para Teams (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O histórico de mensagens também foi migrado para o Teams. Ao entrar no outrora site oficial do Skype, o usuário encontra somente um aviso de despedida. O fim de uma era.

Mesmo assim, os consumidores terão de se acostumar com uma interface bastante distinta, considerada confusa em alguns momentos. O Teams tem cara de programa para empresas, enquanto o Skype sempre manteve uma postura mais amigável, descolada, que nem sempre combina com os softwares corporativos.

De acordo com a Microsoft, os usuários poderão utilizar os créditos existentes para chamadas de voz no Skype. Não poderão, porém, manter os números de telefone associados ao Skype. A data de hoje também marca o fim da ferramenta para exportação de dados, projetada para os clientes que queiram levar suas informações a outros serviços.
O fim de uma era: Skype é desativado após 21 anos

O fim de uma era: Skype é desativado após 21 anos
Fonte: Tecnoblog