Category: Meta Ray-Ban Display Glasses

Noruega pensa em banir óculos com IA dos espaços públicos

Noruega pensa em banir óculos com IA dos espaços públicos

Óculos inteligentes podem ser proibidos temporariamente na Noruega (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Noruega planeja proibir temporariamente o uso de óculos inteligentes com IA em locais públicos devido a preocupações com a privacidade.
A medida visa impedir a gravação desavisada de pessoas em espaços públicos, como parques e escolas, até que uma nova legislação seja definida.
O governo norueguês afirma que a proibição dará tempo para uma avaliação cuidadosa do caso e a criação de uma regulação permanente para a tecnologia.

A Noruega está preparando uma proibição temporária dos óculos com inteligência artificial em espaços públicos no país. A ideia é impedir a gravação desavisada de pessoas em espaços como parques, praias e escolas até que uma nova legislação específica para casos do tipo seja definida.

A medida foi anunciada nesta semana pelo governo norueguês. O Ministro de Digitalização e Governança Pública, Torgeir Eikstad Michaelsen, apontou que há uma preocupação crescente quanto à privacidade das pessoas por conta desses óculos com IA. Ele afirma que o banimento dará tempo para uma “avaliação minuciosa” e a criação de uma regulação permanente para a tecnologia.

A Noruega não é o primeiro local que trata da proibição dos óculos inteligentes. Segundo a Reuters, os dispositivos não podem ser usados nos tribunais de Justiça de Nova York. O mesmo já foi feito em algumas cortes da Inglaterra e do País de Gales.

Quais questões de privacidade vão além do usuário?

O uso de óculos inteligentes com IA vem crescendo nos últimos anos, mas a tecnologia ainda não é unanimidade. Segundo uma pesquisa da Security.org realizada nos Estados Unidos, cerca de 5% da população possui acessórios do tipo, enquanto 25% cogitam comprar um modelo no próximo ano. Mas o percentual de pessoas que não teriam um desses chama atenção: 45% dos entrevistados.

Modelos vêm crescendo no mercado de tecnologia, mas ainda não são unanimidade (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A preocupação com privacidade é um ponto importante. O tema foi lembrado por 78% das mulheres e 65% dos homens, enquanto a grande maioria dos adultos (85%) é a favor de uma lei que obrigue a sinalização de que os óculos estão gravando.

A própria Meta, principal empresa neste mercado, destaca o recurso em seus óculos com IA. Entre os lançamentos mais recentes da marca está o modelo Ray-Ban Meta Audio, sem câmeras e focado apenas na experiência com inteligência artificial.

Medida é prioridade na Noruega

Segundo o governo norueguês, a medida é de alta prioridade para impedir que os cidadãos evitem locais públicos por receio de serem gravados sem consentimento. Antes mesmo de uma definição federal, Oslo já baniu os óculos inteligentes nas escolas, enquanto a estatal Equinor proibiu seu uso por funcionários em locais de trabalho.

TSE reafirmou proibição de óculos inteligentes, mas ao menos um caso foi registrado (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Aqui no Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reafirmou que os óculos smart não podem ser utilizados nas cabines de votação, o que configura crime eleitoral. Ainda assim, um caso chegou a ser registrado durante o primeiro turno, no último domingo (04/10).
Noruega pensa em banir óculos com IA dos espaços públicos

Noruega pensa em banir óculos com IA dos espaços públicos
Fonte: Tecnoblog

Fim do Apple Vision Pro? Headset VR não terá outra versão tão cedo

Fim do Apple Vision Pro? Headset VR não terá outra versão tão cedo

Apple Vision Pro chamou atenção no lançamento, mas teve vendas fracas (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

O Apple Vision Pro não deve ter uma nova versão nos próximos dois anos, segundo a agência Bloomberg.
A empresa, no entanto, não encerrará o projeto e a equipe do Vision Pro será realocada para desenvolver óculos de realidade aumentada.
Os óculos de realidade aumentada da Apple devem trazer funções como gravação de vídeos e inteligência artificial.

O Apple Vision Pro, headset de realidade virtual da Maçã, não terá uma nova versão pelos próximos dois anos, pelo menos. É o que afirma o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg. Segundo ele, não se trata de uma desistência completa do produto, mas o foco será conseguir desenvolver alternativas mais leves e baratas no futuro.

Vale lembrar que a empresa cancelou a produção de uma versão Air do headset em 2025. No momento, a Apple tem um projeto que se assemelha mais aos óculos de realidade aumentada Meta Ray-Ban Display Glasses, principal opção do segmento hoje.

Ainda de acordo com Gurman, a equipe responsável pelo Vision Pro foi realocada para o desenvolvimento desses óculos inteligentes, assim como para atividades voltadas à integração da Apple Intelligence em seus acessórios.

Mudança de foco expõe dificuldades

A Apple lançou o seu Vision Pro em 2023, mas o preço sugerido chamou atenção: US$ 3.499, algo próximo a R$ 17,5 mil na cotação atual. O Tecnoblog testou o produto logo após seu anúncio e o design foi um dos grandes destaques, apesar do tamanho.

Sem nenhuma previsão de lançamento no Brasil, o Apple Vision Pro teve dificuldades nesses quase três anos à venda: segundo divulgado pelo The Guardian, logo no início de 2026 houve um corte na produção do headset pelo insucesso nas vendas.

Apesar de trazer uma proposta que supera o principal concorrente no mercado atualmente, o Meta Quest, o Vision Pro vendeu apenas 45 mil unidades nos últimos meses de 2025.

Meta Quest 3 é o principal concorrente do Apple Vision Pro (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O segmento em si também apresentou uma queda significativa de 14% em relação a 2024, indicando uma desaceleração do mercado. Em contrapartida, a Meta conseguiu impulsionar o sucesso do seu Meta Glasses, com cerca de 7 milhões de unidades vendidas em 2025.

Bem mais leves e intuitivos, os óculos de realidade aumentada (ou óculos com IA) permitem gravar vídeos, ouvir músicas sem a necessidade de fones de ouvido e trazem recursos de inteligência artificial embarcada para atividades do dia a dia.

A proposta é bem mais simples, assim como o investimento: é possível encontrar versões do Meta Ray-Ban a partir de R$ 1.628 no e-commerce nacional, valor bem menos salgado que os R$ 17,5 mil convertidos do Vision Pro ou até os R$ 2.549 cobrados no Meta Quest 3s, versão de entrada do headset da empresa de Mark Zuckerberg.

Apple deve apostar em óculos de realidade aumentada

De acordo com Gurman, o segmento que faz sucesso com a concorrente Meta será a nova aposta da Apple em relação a wearables, inclusive com a transferência do time responsável pelo projeto cancelado do Vision Air para o desenvolvimento desses novos óculos de realidade aumentada.

Até o momento, os rumores apontam para uma primeira versão com uso integrado ao iPhone, tal qual os AirPods, com funções semelhantes às encontradas nos Meta Glasses. Entre elas, vale citar gravação de vídeos, fotos, ligações, identificação de objetos, entre outras interações de realidade aumentada com IA, assim como a função Find My, que integra todos os produtos da Maçã.

Em termos de design, há informações sobre testes feitos com impressão 3D, além de opções em diferentes cores. O desenvolvimento do novo óculos seria acompanhado ainda por outros wearables, como um pingente com Apple Intelligence e AirPods com câmera integrada.

Além da opção integrada ao iPhone, uma outra versão também estaria nos planos, com tela própria e maior independência de hardware, mas previsto apenas para 2028.
Fim do Apple Vision Pro? Headset VR não terá outra versão tão cedo

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Fonte: Tecnoblog

Meta apresenta óculos smart com tela translúcida e controle por gestos

Meta apresenta óculos smart com tela translúcida e controle por gestos

Meta Ray-Ban Display Glasses: novos óculos repetem design que conquistou os influenciadores (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

Meta Ray-Ban Display Glasses traz display translúcido na lente direita, integração com apps como Instagram e WhatsApp, e comandos de voz via Meta AI.
O produto possui bateria de 6 horas, estojo com 40 horas, pulseira neural com 18 horas de autonomia, câmera de 12 MP e armazenamento de 32 GB.
O wearable será vendido inicialmente nos EUA por US$ 799, com opções de cores preto e areia, lentes Transitions e compatibilidade com óculos de grau.

A Meta anunciou os primeiros óculos com tela da companhia. O produto se chama Meta Ray-Ban Display Glasses e estará disponível inicialmente nos Estados Unidos por US$ 799. O destaque é o display posicionado na lente direita dos óculos. Nele, é possível interagir com variados aplicativos, graças principalmente à conexão com o smartphone.

O objetivo é manter os usuários conectados e presentes no mundo real, permitindo realizar tarefas cotidianas sem precisar tirar o celular do bolso. O Meta Ray-Ban Display Glasses pesa apenas 69 gramas. O design lembra bastante o dos óculos Meta Ray-Ban, que conquistaram principalmente o público de criadores de conteúdo, por permitir capturar fotos e vídeos na perspectiva POV (point of view).

Pulseira neural e tela translúcida

Pulseira neural detecta a movimentação dos músculos da mão (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O controle se dá por meio de uma pulseira também tecnológica. O usuário passa a vesti-la e interage com o sistema conforme movimenta os dedos. Não é preciso tocar no celular. De acordo com Mark Zuckerberg, é um avanço em relação à computação que temos hoje, com teclado, mouse ou outras interfaces.

A tela inicial traz uma série de aplicativos, como Música, Mapas, Instagram e WhatsApp, além da câmera. Também é possível utilizar comandos de voz, integrados ao Meta AI, o serviço de inteligência artificial da Meta. Aliás, o pareamento se dá por meio do app Meta AI.

Esse display depende de um diminuto projetor na lateral da lente. Ele exibe menus, fotos e outros conteúdos de forma translúcida, permitindo que a pessoa visualize também o mundo ao seu redor. A Meta divulgou que o display tem 600 x 600 pixels e brilho que varia de 30 a 5.000 nits, adaptando-se automaticamente ao ambiente.

App de mapas no dispositivo da Meta (imagem: divulgação)

Zuckeberg controla óculos com pulseira tecnológica (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Assim é a tela do novo Meta Ray-Ban (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A câmera de 12 MP permite zoom digital 3x e captura de vídeos em 1080p, com 32 GB de armazenamento.

Detalhes sobre o produto e seu lançamento

O Meta Ray-Ban Display Glasses tem bateria para seis horas de uso. Já o estojo que o acompanha prevê um total de 40 horas de autonomia. Há ainda o case da pulseira neural, com previsão para 18 horas de uso.

Este novo dispositivo tem preço sugerido de US$ 799 no mercado americano, o que equivale a cerca de R$ 4.240 em conversão direta e sem impostos. As vendas começam em 30 de setembro, com duas opções de cor: preto e areia. Ele já vem com lentes Transitions, e usuários de lentes de grau podem fazer a substituição numa ótica, assim como já acontece com os demais wearables oculares da Meta.

Óculos smart da Meta têm câmera de 12 MP (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A expansão para outros países está prevista para início de 2026.

Thássius Veloso viajou para os Estados Unidos a convite da Meta
Meta apresenta óculos smart com tela translúcida e controle por gestos

Meta apresenta óculos smart com tela translúcida e controle por gestos
Fonte: Tecnoblog