Category: Meta

Você teria? Vaza o dispositivo diferentão da Meta para usar no rosto

Você teria? Vaza o dispositivo diferentão da Meta para usar no rosto

Novo dispositivo tem formato de óculos tradicionais, mas funciona como um headset de VR (imagem: reprodução/UploadVR)

Resumo

A Meta está desenvolvendo um headset de realidade virtual chamado Phoenix, com design semelhante a óculos tradicionais e lançamento previsto para o Meta Connect 2026.
O dispositivo terá lentes opacas, câmeras e sensores nas hastes, além de um módulo externo de processamento chamado Stanley, que atua como uma espécie de carregador portátil.
O Phoenix usará o processador Snapdragon Reality Elite, terá telas micro OLED de alta resolução e controle baseado em rastreamento ocular e gestos com as mãos.

Imagens encontradas no aplicativo HorizonOS, da Meta, revelaram detalhes do próximo dispositivo smart da empresa, que lembra óculos e foi desenvolvido sob o codigonome Phoenix. Ele deve ser apresentado durante o Meta Connect 2026, que ocorre nos próximos dias 23 e 24.

O material mostra óculos muito diferentes dos headsets de realidade virtual da linha Quest, com design mais fino e armações semelhantes às convencionais, incluindo sensores instalados nas hastes. O aparelho é diferentão o suficiente para que você não ande na rua com ele, deixando isso para os óculos inteligentes tradicionais, com o em parceria com a Ray-Ban.

Seria um mini-Quest?

As imagens mostram detalhes como:

Apoio nasal ajustável: o aparelho usa plaquetas semelhantes às de óculos comuns no lugar da máscara facial de espuma

Sensores nas hastes: há sensores e câmeras nas superfícies externas e interiores das hastes

Cabo na haste esquerda: uma conexão fixa sai da extremidade da haste e leva ao módulo externo de processamento

Leitura de QR Code: as lentes de grau podem ser calibradas ao posicionar um código diante das câmeras frontais

Os óculos de realidade virtual acabaram não sendo o sucesso que a indústria imaginava há alguns anos, o que, inclusive, colocou o Reality Labs em crise. Mas o principal nome da Meta neste campo acredita que o ponto é trazer as “vitórias” do Quest para aparelhos mais amigáveis.

“Há headsets por aí que entregam [mais recursos] e ninguém está os usando. […] Eu acho que leveza é um fator primordial em um headset. Eu acho que é mais importante que um monte de outros recursos”.

– Andrew Bosworth, em 2025

Visualização em telas internas

Apesar de lembrar óculos inteligentes, o Phoenix deve ser um headset de realidade virtual com lentes opacas. Ou seja, as imagens do ambiente que o usuário verá serão capturadas por câmeras e exibidas em telas internas.

A redução de tamanho vem da remoção de grande parte do hardware da estrutura principal. A placa-mãe, o processador e a bateria (a exemplo do Apple Vision Pro) devem passar para um módulo externo, chamado Stanley. O acessório se parece com um carregador portátil, tem saídas de ar para refrigeração e uma presilha para prendê-lo ao corpo. Ele é conectado ao headset por um cabo.

Fotos foram encontradas em app para Meta Quest (imagem: reprodução/UploadVR)

Possíveis especificações

Os registros no Horizon OS indicam que o Phoenix deve usar o Snapdragon Reality Elite, lançado em junho pela Qualcomm. Outros vazamentos da cadeia de fornecedores apontam para telas micro OLED de 2560 x 2560 pixels.

O controle do sistema deve abandonar os joysticks usados pelos Quest: agora, a interação seria baseada em rastreamento ocular e gestos com as mãos. Isso, em grande parte, porque o foco pode estar no consumo de mídia, não mais em joguinhos de realidade virtual.

O aparelho também teria o Eye Unlock, sistema de autenticação baseado nos olhos para desbloqueio e compras. A tecnologia seria semelhante ao Optic ID, da Apple.

Outro recurso, que também lembra algo feito pelo Vision Pro, é o suporte aos Codec Avatars, que cria representações dos usuários em chamadas. Aqui, no entanto, devem ser avatares fotorrealistas.

Você teria? Vaza o dispositivo diferentão da Meta para usar no rosto

Você teria? Vaza o dispositivo diferentão da Meta para usar no rosto
Fonte: Tecnoblog

Meta corrige IA após ferramenta sugerir perguntas invasivas sobre crianças

Meta corrige IA após ferramenta sugerir perguntas invasivas sobre crianças

Meta atualiza sugestões de IA em vídeos nos apps da empresa (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Meta anunciou mudanças em seu assistente de IA após uma usuária relatar que a ferramenta sugeria perguntas invasivas sobre suas filhas.
A IA cruzou dados de parentes e exibiu uma foto que havia sido apagada, reunindo dados sobre suas filhas, incluindo nomes, datas de aniversário e vídeos.
A empresa admitiu que “errou o alvo” e que a tecnologia “jamais deveria ter sugerido perguntas como essas a um indivíduo”.

Que as redes sociais expõem muito sobre alguém, todo mundo já sabe. Mas a IA parece estar facilitando o processo: a Meta anunciou mudanças no assistente integrado às suas plataformas depois que uma mulher descobriu que a ferramenta cruzava informações para sugerir perguntas invasivas sobre sua filha.

Segundo Kalie Robins, a Meta AI perguntou “Quem é a criança?” em um vídeo que mostrava ela e a própria filha cantando dentro de um carro. A publicação foi compartilhada no Instagram e no Facebook. Ao clicar na sugestão, Robins afirma ter encontrado um “portfólio completo” de informações não apenas sobre a filha que aparecia no vídeo, mas também sobre sua outra filha, que não estava na cena.

De acordo com o Futurism, isso teria acontecido porque a IA cruzou informações publicadas por outros integrantes da família, incluindo dados que não haviam sido compartilhados pela própria Robins.

A porta-voz da Meta Dina El-Kassaby admitiu que a companhia “errou o alvo” e que a tecnologia “jamais deveria ter sugerido perguntas como essas a um indivíduo”. Segundo ela, a equipe já corrigiu o problema que permitia a geração de sugestões relacionadas a assuntos pessoais.

No entanto, vale notar que a correção é para as sugestões. Isso não significa, necessariamente, que a plataforma impedirá o chatbot de fornecer essas informações caso um usuário faça uma pergunta diretamente.

IA traz dados de publicações antigas

IA sugeria perguntas invasivas sobre a criança no vídeo (imagem: reprodução/Kalie Robins)

Em outro vídeo publicado no Instagram, Robins relata que, ao selecionar a sugestão, o assistente reuniu informações sobre cada uma das filhas a partir de publicações antigas no perfil e até posts feitos por parentes. “Ele começou a trazer informações […], os nomes, datas de aniversário e vídeos sobre elas”, além de fotos publicadas pela mãe, afirma.

A ferramenta passou, então, a sugerir novas perguntas sobre a idade das crianças e o lugar onde a família vive. Em prints apresentados durante o vídeo, Robins mostra a IA tentando destrinchar a localização com base em informações antigas do perfil, incluindo antigos endereços.

Robins também afirma que a Meta AI exibiu fotos de suas filhas encontradas nas plataformas da empresa, incluindo uma imagem que, segundo ela, havia sido apagada anos antes.

Meta diz que IA usa informações já disponíveis

Meta AI funciona no WhatsApp, Messenger, Instagram e Facebook (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo El-Kassaby, as sugestões automáticas foram criadas para ajudar o usuário a obter mais informações sobre assuntos em uma publicação. Quando um dos atalhos é selecionado, a resposta usa informações às quais aquele perfil já dá autorização de acesso.

As informações sobre as filhas de Robins, inclusive, teriam sido obtidas a partir de vídeos anteriores, nos quais ela mesma citava os nomes.

A Meta AI é a ferramenta de inteligência artificial da Meta integrada a praticamente todos os seus serviços, incluindo Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger.

Não é o primeiro recuo da Meta com IA

A mudança nas sugestões de comandos é mais um recuo recente da Meta envolvendo recursos de inteligência artificial integrados às suas redes sociais.

Em julho, a empresa desativou uma ferramenta que permitia criar imagens no estilo deepfake usando a aparência de outros usuários do Instagram. A funcionalidade também gerou repercussão negativa e questionamentos relacionados à privacidade.

Meta corrige IA após ferramenta sugerir perguntas invasivas sobre crianças

Meta corrige IA após ferramenta sugerir perguntas invasivas sobre crianças
Fonte: Tecnoblog

WhatsApp ganha proteções contra invasão de conta e golpes

WhatsApp ganha proteções contra invasão de conta e golpes

WhatsApp ganha proteções contra invasão de conta e golpes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O WhatsApp anunciou novos recursos de segurança, incluindo expansão de chaves de acesso, reforço na verificação em duas etapas e alertas para chamadas de números desconhecidos.
As chaves de acesso permitem que os usuários acessem o aplicativo com impressão digital, reconhecimento facial ou código de bloqueio do celular, podendo, agora, configurar mais de uma chave.
A verificação em duas etapas agora aceita códigos mais longos, alfanuméricos e com caracteres especiais, e os usuários recebem alertas com informações sobre chamadas de números desconhecidos.

A Meta anunciou mais recursos de segurança para o WhatsApp. O primeiro é a expansão das passkeys (chaves de acesso), que funcionam como alternativas à digitação de PIN para desbloquear o aplicativo. O segundo é o reforço da verificação em duas etapas. Para completar, agora o mensageiro exibe um alerta quando o usuário recebe uma chamada de um número desconhecido.

De acordo com a Meta, mais de 1 bilhão de pessoas já usam passkey no WhatsApp. Com o recurso, você pode acessar o serviço usando impressão digital, reconhecimento facial (como o Face ID) ou o código de desbloqueio do próprio celular. Com a expansão, o usuário agora pode configurar mais de uma chave de acesso para entrar no WhatsApp e, com isso, usar a que mais lhe for conveniente no momento.

Sobre a verificação em duas etapas, trata-se de um recurso que ajuda a evitar que terceiros assumam o controle da conta caso obtenham o código de acesso do usuário. Até então, esse mecanismo só funcionava com um código PIN de seis dígitos. Agora, o código pode ser mais longo, ser alfanumérico (misturar letras e códigos) e incluir caracteres especiais.

Por fim, o WhatsApp passou a exibir mais detalhes sobre uma chamada que vem de um número que não está em seus contatos, como país de origem da ligação e se a pessoa participa de grupos nos quais o usuário também está presente. O objetivo é munir a pessoa de informações que a ajudem a identificar rapidamente que aquela chamada representa algum perigo.

Faz sentido, principalmente se levarmos em conta que muitos golpes via WhatsApp são aplicados a partir de números estrangeiros e, normalmente, vêm de contatos desconhecidos.

Os novos recursos de segurança do WhatsApp (imagem: reprodução/Meta)

Quando os novos recursos de segurança chegam ao WhatsApp?

Já estão chegando e para todos os usuários. Com relação às passkeys, elas estão disponíveis nas versões para Android e iPhone do mensageiro, e podem ser configuradas em Configurações (ícone do perfil) / Conta / Chaves de acesso.

Sobre a verificação em duas etapas, a atualização também é válida para Android e iOS, e pode ser configurada em Configurações (ícone do perfil) / Conta / Verificação em duas etapas.

Já a exibição de informações sobre chamadas por números desconhecidos consiste em um recurso ativado automaticamente, mas que é direcionado apenas ao Android.
WhatsApp ganha proteções contra invasão de conta e golpes

WhatsApp ganha proteções contra invasão de conta e golpes
Fonte: Tecnoblog

Meta lança nova IA focada em programação e games

Meta lança nova IA focada em programação e games

Novo Muse Code é agente de IA da Meta focado em programação e gamedev (imagem: reprodução/Meta)

Resumo

A Meta lançou o Muse Code, uma IA focada em programação e desenvolvimento de jogos, baseada no modelo Muse Spark 1.2, que promete lidar com trabalhos extensos de codificação.
O Muse Code já está disponível em beta e é capaz de dividir tarefas em vários agentes para realizar trabalhos maiores, com desempenho intermediário comparado a rivais como Claude Opus 5 e GPT-5.6.
A IA da Meta está disponível para testes e demonstrações, incluindo dois jogos simples, Embervault e Avo Lawn, que mostram seu potencial em desenvolvimento de jogos.

Muse Code é o novo agente de IA da Meta para programação e desenvolvimento de jogos. O modelo tem como base o recém-lançado Muse Spark 1.2, e promete dar conta de trabalhos extensos de coding. Com a novidade, a empresa tenta alcançar Anthropic e OpenAI, que têm sido referência no mercado de IAs generativas.

No X, Mark Zuckerberg compartilhou alguns resultados de benchmark realizados internamente, comparando a nova IA com os principais LLMs do mercado, incluindo os mais recentes Claude Opus 5 – que fica abaixo do Mythos/Fable 5 para tarefas mais complexas – e GPT-5.6, nas versões Sol e Terra. O desempenho, ao que parece, ainda é intermediário frente às rivais.

Uma novidade interessante que chega junto ao Muse Code é a promessa de funcionar bem mesmo em trabalhos maiores, dividindo as tarefas em vários agentes para dar conta de tudo. Dois jogos feitos utilizando a nova IA foram disponibilizados no blog da Meta, ambos com gameplay e visuais simples. O Muse Code já está disponível em beta.

Benchmark mostra IA intermediária

O Muse Spark 1.2 é voltado para trabalhos de codificação, incluindo resolução de bugs, interpretação de dados e mais. Além disso, a Meta promete manter as qualidades do Muse Spark 1.1 para agentes gerais de IA. Não há informações sobre melhorias em tarefas de cibersegurança, apesar de ser uma área correlata, e tampouco em trabalhos de pesquisa científica.

Considerando os números divulgados pela Meta, a inteligência artificial fica um pouco abaixo dos modelos atuais da Anthropic, superando o GPT-5.6 em uma situação ou outra. Analisando via Terminal Bench 2.1, por exemplo, o Muse Spark 1.2 fica em segundo, com desempenho próximo ao Claude Opus 5, enquanto no benchmark interno da Meta o modelo aparece com uma diferença maior.

Releasing Muse Code in beta today. It’s a terminal coding agent that takes on complete software engineering tasks across large repos: planning changes, writing code, validating the results. Powered by Muse Spark 1.2, a coding-focused model update. pic.twitter.com/xqavk41w6v— Mark Zuckerberg (@finkd) August 5, 2026

Entre os destaques levantados pela empresa de Zuckerberg estão a possibilidade de realizar tarefas longas e entender o contexto para acumular as informações ao longo de todo o progresso. A IA também seria capaz de mapear e reforçar treinamentos para melhorar seu próprio desempenho, superando o Muse Spark 1.1 neste quesito.

Games feitos com a IA estão disponíveis

Com foco em programação, a nova IA da Meta promete um bom funcionamento no desenvolvimento de jogos, que costumam ter muitas camadas de códigos e diversas condicionais envolvidas. Na publicação que apresenta o Muse Spark 1.2 em seu blog, a Meta também disponibilizou três demonstrações do potencial da IA, sendo duas delas jogos simples.

O primeiro, Embervault, traz visão isométrica e uma espécie de tabuleiro, em que você controla um robô e precisa derrotar inimigos que te perseguem a todo instante. A jogabilidade depende de fluidez, e o site travou bastante quando fui testar.

Jogos feitos pela IA têm pegada simples, mas funcionam sem grandes problemas (imagem: reprodução/Meta)

Já o segundo, chamado Avo Lawn, é uma espécie de tower defense em 2d, com zumbis andando lentamente rumo ao seu lado da tela. Você coleta seeds, compra frutas que fazem suas defesas, e a gameplay dura 5 ondas de ataques. O ritmo é bastante lento, mas poderia ser um bom game mobile, por exemplo.
Meta lança nova IA focada em programação e games

Meta lança nova IA focada em programação e games
Fonte: Tecnoblog

Instagram promete derrubar vídeos de assédio gravados com óculos da Meta

Instagram promete derrubar vídeos de assédio gravados com óculos da Meta

Meta Glasses são o modelo mais recente dos óculos smart da empresa (imagem: divulgação/Meta)

Resumo

Instagram não permitirá mais vídeos que mostrem assédio ou constrangimento a estranhos em locais públicos.
Esses vídeos, populares em redes sociais, mostram pessoas sendo filmadas sorrateiramente em situações como cantadas ou pegadinhas.
A Meta afirmou trabalha para impedir alterações nos LEDs indicadores de gravação dos óculos inteligentes.

Adam Mosseri, chefe do Instagram, anunciou que o Instagram não vai mais permitir vídeos constrangendo ou assediando estranhos em lugares públicos. Parte considerável desse conteúdo é feita com os óculos inteligentes da Meta.

“Se você postar conteúdos tirando vantagem de pessoas ou as assediando, como um monte desses vídeos de cantadas que vimos, então vamos derrubar o conteúdo”, afirmou o executivo em um story publicado na rede social. “Não queremos que as pessoas gravem vídeos de outras pessoas sorrateiramente, cometendo assédios e postando na nossa plataforma. Vamos comprar essa briga de todos os jeitos”, completou.

Como são os vídeos que a Meta quer derrubar?

Óculos inteligentes viram ferramenta de provocações nas redes sociais (imagem: reprodução)

Como nota o Business Insider, vídeos com pegadinhas envolvendo trabalhadores como caixas e atendentes vêm se tornando populares no TikTok e nos reels do Instagram. Em muitos casos, eles são constrangedores ou envolvem provocações. Outro tipo de conteúdo em alta é dar cantadas em mulheres na academia ou na rua, sem dizer que elas estão sendo filmadas.

A publicação notou ainda que duas páginas do gênero foram desativadas. Ambas contavam com mais de um milhão de seguidores cada.

A Meta confirmou que se trata de uma medida ativa da companhia: as contas violaram a política relativa a postar conteúdo de assédio gravado usando óculos inteligentes.

Mesmo assim, a empresa não disse quantos vídeos já foram derrubados com base nessa política. Ela também não explicou como será feita a fiscalização desse tipo de conteúdo e o que constituiria uma violação das regras.

Prática vira problema para fabricantes

Os diferentes modelos de óculos smart da Meta têm um LED que acende quando uma gravação está sendo feita. É uma forma de informar as pessoas ao redor que elas estão sendo filmadas.

No entanto, surgiram vários métodos para burlar esse mecanismo, como adulterar o LED, fazer um buraco ou mesmo cobri-lo. A Meta diz que uma atualização vai desativar a câmera caso o LED sofra uma alteração.

Com tantos vídeos desagradáveis, algumas pessoas passaram a chamar os dispositivos da Meta de “óculos de pervertido”. Impedir que esse tipo de conteúdo se dissemine não deixa de ser uma forma de proteger a reputação do produto.

O uso inadequado dos óculos se tornou um problema até para quem ainda não chegou ao mercado. Nesta semana, a Samsung deu mais detalhes sobre seus óculos smart feitos em parceria com o Google e enfatizou que vai trabalhar de forma proativa para impedir que os LEDs indicadores de gravação sejam desativados.

Com informações do Business Insider e do Engadget.
Instagram promete derrubar vídeos de assédio gravados com óculos da Meta

Instagram promete derrubar vídeos de assédio gravados com óculos da Meta
Fonte: Tecnoblog

Após polêmica, Instagram cancela IA que acessava as fotos dos usuários

Após polêmica, Instagram cancela IA que acessava as fotos dos usuários

Instagram foi criticado por sindicato de atores de Hollywood (imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Resumo

A Meta desativou a função do Instagram que utilizava IA para reprocessar imagens postadas em perfis abertos após enfrentar questionamentos sobre privacidade e direito de imagem.
A função, lançada na terça-feira (07) como parte do modelo de geração de imagens Muse Image, permitia que fotos de contas públicas do Instagram fossem usadas como referência, gerando críticas.
O SAG-AFTRA recomendou que seus membros desativassem a função, classificando como “inaceitável” o uso das imagens sem consentimento claro, e a Meta reconheceu que o recurso “errou o alvo” ao não oferecer controle adequado sobre o uso do conteúdo público.

A Meta desativou a polêmica função no Instagram que utilizava IA para reprocessar imagens postadas em perfis abertos. A novidade tinha sido anunciada ao longo da semana e rapidamente enfrentou questionamentos, já que foi ativada por padrão, com potencial de violar a privacidade e o direito de imagem dos usuários.

O Muse Image foi lançado na terça-feira (07) como o primeiro modelo de geração de imagens por inteligência artificial do Meta Superintelligence Labs. Integrado ao chatbot Meta AI, o recurso usa fotos como input. Uma das funções permitia mencionar contas públicas do Instagram para que seu conteúdo fosse usado como referência nas gerações. Este ponto concentrou a maior parte das críticas.

O Tecnoblog realizou testes na tarde deste sábado (11) e confirmou que a novidade foi retirada dos ajustes do Instagram, ao menos no Android. A Meta não colocou nenhum aviso diretamente no app.

A atriz Hannah Einbinder, vencedora do Emmy por Hacks, criticou o recurso no Instagram e disse que ele havia sido ativado automaticamente. Ela recomendou que os usuários o desligassem.

Na quinta-feira (09/07), o SAG-AFTRA, sindicato que representa atores e outros profissionais de mídia, também recomendou a seus membros que desativassem a função, classificando como “inaceitável” qualquer uso das imagens dos usuários sem um opt-in claro.

Em comunicado, a empresa disse que a “intenção era oferecer uma ferramenta criativa útil e dar às pessoas controle” sobre o uso do conteúdo público, mas reconheceu que “o recurso errou o alvo” e por isso foi retirado do ar. O SAG-AFTRA classificou a retirada como “a atitude responsável” diante dos riscos de réplicas digitais não consentidas.
Após polêmica, Instagram cancela IA que acessava as fotos dos usuários

Após polêmica, Instagram cancela IA que acessava as fotos dos usuários
Fonte: Tecnoblog

WhatsApp pode ganhar notificações de aniversários de contatos

WhatsApp pode ganhar notificações de aniversários de contatos

WhatsApp quer ajudar na hora do parabéns (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O WhatsApp está desenvolvendo uma funcionalidade que permite cadastrar a data de nascimento, enviando notificações aos contatos quando for aniversário do usuário.
A funcionalidade foi encontrada na versão 2.26.27.3 do WhatsApp beta para Android e ainda não está disponível para testes.
O aplicativo também pode incluir uma seção “Aniversários” para reunir as datas de todos os contatos.

A Meta está testando uma funcionalidade no WhatsApp que permitirá cadastrar sua data de aniversário. Assim, seus contatos serão avisados quando chegar a hora de dar parabéns para você.

A ferramenta foi encontrada na versão 2.26.27.3 do WhatsApp beta para Android. Ela ainda não está sendo oferecida para os participantes do programa de testes — o site WABetaInfo encontrou o recurso no código do aplicativo. Como todo recurso em desenvolvimento, pode haver mudanças consideráveis ou até mesmo o cancelamento.

Como vão funcionar as notificações de aniversário?

O WhatsApp vai dar aos usuários a opção de cadastrar sua data de aniversário. Aparentemente, isso será opcional, exceto em locais onde a legislação exige essas informações para comprovação de idade.

Quando chega o aniversário de um de seus contatos, você receberá uma notificação dentro do app. Ainda não há informações se haverá uma notificação no nível do sistema, que apareceria mesmo sem abrir o app.

Além disso, o app testa uma seção chamada “Aniversários” em sua interface. Ela reuniria as datas de todos os contatos.

Página dedicada reuniria aniversários dos contatos (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Outro ponto importante é que, no momento, não há nenhuma configuração de privacidade para essa informação. Como o recurso ainda está em desenvolvimento, é de se esperar que isso seja acrescido, caso a Meta opte por seguir em frente com a criação da ferramenta.

Recurso já está presente na concorrência

Redes sociais como Facebook e o velho Orkut já avisavam quando era aniversário de um amigo seu. Já o X (antigo Twitter) não conta com notificações, mas mostra uma animação com balões no perfil do aniversariante. O Instagram, por sua vez, não tem nada disso.

Assim, dependendo da rede social que a pessoa mais usa, ela precisa de um calendário se quiser se lembrar dos aniversários de amigos e familiares.

Colocar essa informação no WhatsApp pode ajudar quem gosta de mandar uma mensagem nesse dia especial. O recurso, porém, não é inédito: o Telegram (sempre ele) já permite cadastrar o aniversário. Os contatos são avisados no topo da tela principal, acima da lista de conversas.
WhatsApp pode ganhar notificações de aniversários de contatos

WhatsApp pode ganhar notificações de aniversários de contatos
Fonte: Tecnoblog

Samsung marca Unpacked em 22 de julho; Fold Wide é esperado

Samsung marca Unpacked em 22 de julho; Fold Wide é esperado

Convite para o Unpacked do segundo semestre (imagem: divulgação)

Resumo

O evento Samsung Unpacked será realizado em 22 de julho em Londres, Reino Unido, onde a empresa apresentará novos produtos.
A Samsung deve lançar o Fold Wide, um celular dobrável em formato “passaporte”, e novas versões do Flip e do Fold tradicional.
A empresa também pode apresentar novos relógios da linha Galaxy Watch e possivelmente óculos inteligentes baseados em inteligência artificial.

A Samsung divulgou que a próxima edição do evento Unpacked será em 22 de julho, desta vez em Londres, no Reino Unido. A empresa deve apresentar novos celulares dobráveis e smartwatches. Caso os rumores se confirmem, será a oportunidade para mostrar ao mundo o Fold Wide, primeiro telefone da marca em formato “passaporte”, como vem sendo apelidado.

A gigante sul-coreana revelou a data do Unpacked em publicações nas redes sociais. Ela já vinha atiçando os fãs com teasers que entregam a mudança no formato da tela do Galaxy Fold. Num deles, uma barra de chocolate levava várias mordidas até ficar menos alta, e portanto, numa proporção mais larga.

O evento de lançamento terá transmissão ao vivo no YouTube da Samsung Brasil a partir das 10h.

Suposto design do Galaxy Z Fold 8 Wide (imagem: reprodução/Ice Universe)

Hoje em dia, os gringos encontram este tipo de display no Google Pixel 10, vendido nos Estados Unidos, e no Huawei Pura X Max, comercializado na China, conforme observado pelo Tecnoblog no vídeo mais abaixo. É altamente provável que a Samsung seja a primeira indústria a trazer algo do tipo para o Brasil.

A fabricante também deve apresentar novas versões do Flip, do Fold tradicional – provavelmente ganhando a alcunha de Ultra – e dos relógios da linha Galaxy Watch. Há ainda a suspeita de que os coreanos estejam se preparando para mostrar a primeira geração de óculos inteligentes, baseados em inteligência artificial, para disputar mercado com a Meta e os produtos Ray-Ban.

Samsung marca Unpacked em 22 de julho; Fold Wide é esperado

Samsung marca Unpacked em 22 de julho; Fold Wide é esperado
Fonte: Tecnoblog

Meta AI, WhatsApp e Instagram ganham novo modelo de IA para gerar imagens

Meta AI, WhatsApp e Instagram ganham novo modelo de IA para gerar imagens

Muse Image estará disponível na Meta AI (imagem: divulgação)

Resumo

A Meta lançou o Muse Image, um modelo de IA para gerar imagens, desenvolvido pelo Meta Superintelligence Lab.
O Muse Image será usado na Meta AI, WhatsApp e Instagram para gerar imagens e aplicar efeitos, e também estará disponível para anunciantes como parte do serviço Advantage Plus.
A ferramenta permite incorporar fotos de contas públicas do Instagram e ajustar elementos, mudar estilos e criar variações de alta qualidade.

A Meta anunciou, nesta terça-feira (07/07), o lançamento do modelo de inteligência artificial Muse Image. Ele deverá ser o responsável por gerar imagens na Meta AI, bem como executar algumas tarefas no WhatsApp e no Instagram.

Essa é a primeira tecnologia do tipo desenvolvida pelo Meta Superintelligence Lab, braço da gigante das redes sociais dedicado à inteligência artificial e chefiado por Alexandr Wang. Em abril, a divisão fez sua estreia com o Muse Spark, de geração de texto.

O que o Muse Image é capaz de fazer?

Segundo a Meta, o Muse Image fica à frente do Nano Banana 2, do Google, em diversos benchmarks, ficando atrás apenas do gerador de imagens do ChatGPT, o GPT Image 2.

O novo modelo estará disponível via Meta AI para geração de imagens. Antes, a empresa contava com o Midjourney para essa tarefa. No WhatsApp e no Instagram, ele também poderá ser usado para aplicar mais de 30 efeitos.

Efeitos para imagens no WhatsApp também vão usar o Muse Image (imagem: divulgação)

Na Meta AI, usuários poderão incorporar fotos de contas públicas do Instagram às suas criações, marcando os perfis donos das imagens usadas. Vale ter atenção a isso: o recurso vem ativado por padrão. Se você tem uma conta sem cadeado e não gostaria de ver suas fotos editadas por outras pessoas, é bom entrar nas configurações e desativar esse uso.

Facebook e Messenger ganharão acesso ao Muse Image futuramente. A Meta também prepara um modelo de vídeo chamado Muse Video, ainda sem previsão de lançamento.

Ferramenta estará disponível em pacote para anunciantes

A Meta não quer que o Muse Image seja apenas um recurso para redes sociais. A empresa também aposta no modelo como uma ferramenta para anunciantes. Ele estará no serviço Advantage Plus, serviço da companhia voltado ao mercado publicitário, que deve chegar nas próximas semanas.

“O Muse Image traz raciocínio nativo ao processo criativo para ajustar elementos, mudar estilos e criar variações com base no material original, chegando em menos iterações a versões de alta qualidade e alinhadas com a marca”, diz a Meta em um texto dedicado aos anunciantes.

Com informações do Axios e da CNBC.
Meta AI, WhatsApp e Instagram ganham novo modelo de IA para gerar imagens

Meta AI, WhatsApp e Instagram ganham novo modelo de IA para gerar imagens
Fonte: Tecnoblog

Meta pausa treinamento polêmico de IA com dados de funcionários

Meta pausa treinamento polêmico de IA com dados de funcionários

Meta pausa treinamento polêmico de IA com dados de funcionários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Meta suspendeu treinamento de IA com dados de funcionários devido a um possível vazamento de dados pessoais, incluindo conversas, transcrições e informações de desempenho;
vazamento foi classificado como SEV 2, de alta prioridade, e empresa está investigando se, de fato, houve exposição de dados sensíveis;
programa de monitoramento, chamado Model Capability Initiative, captura movimentos com o mouse e digitação no teclado nos computadores de funcionários para aprimorar mecanismos de inteligência artificial da Meta.

A decisão da Meta de rastrear o uso dos computadores de seus funcionários para treinar modelos de inteligência artificial é polêmica por si só. Mas, recentemente, a companhia suspendeu essa atividade. Arrependimento? Não. É que o monitoramento teria causado exposição de dados pessoais.

É o que revela o Business Insider. O veículo afirma ter tido acesso a uma captura de tela que mostra que conversas, transcrições e informações de desempenho de funcionários ficaram expostos na rede da empresa, sendo que todos esses dados têm natureza privada.

O problema é sério. Prova disso é que o vazamento foi classificado como SEV 2 (Severe 2) dentro de uma escala que vai de 0 a 5. Quanto mais próximo de 0, mais crítico é o problema. O caso é considerado de alta prioridade, portanto, e isso explica a interrupção do monitoramento.

Não é que a Meta tenha reconhecido o problema. Ainda não. Ao Business Insider, a companhia apenas admitiu que interrompeu o programa para investigar se, de fato, houve exposição de dados sensíveis de funcionários:

Projetamos este programa cuidadosamente com medidas de segurança de privacidade e, embora não tenhamos indícios, neste momento, de que quaisquer dados tenham sido acessados indevidamente por funcionários da Meta, estamos suspendendo o programa enquanto investigamos.

Meta

Não está claro quando e como o suposto vazamento de dados ocorreu. Fato é que problemas como esse não causam surpresa, afinal, o programa de monitoramento esbarra em dados sensíveis. Por mais que a Meta tenha implementado mecanismos de segurança (se é que realmente implementou), ultrapassar o limite da privacidade não é difícil nessas circunstâncias.

Sem nenhuma surpresa, o clima na empresa é de insatisfação e até revolta. Ainda de acordo com o Business Insider, um funcionário da Meta teria declarado o seguinte: “não vejo nenhuma evidência de acesso malicioso, mas o fato de esses dados não terem sido protegidos como prometido inicialmente é extremamente frustrante”.

Monitoramento visa gerar dados para treinar IA da Meta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O que é o programa de monitoramento da Meta?

Trata-se de um projeto interno de nome Model Capability Initiative (”iniciativa de capacitação de modelos”, em tradução livre). Nele, ferramentas capturam movimentos e cliques com o mouse, bem como digitação no teclado nos computadores de funcionários, para que esses dados ajudem a aprimorar mecanismos de inteligência artificial da Meta.

Em termos práticos, esse monitoramento pode ensinar agentes de IA a se comportarem como humanos na frente do computador.

A iniciativa é polêmica por, entre outros motivos, causar sensação de vigilância entre os funcionários, embora a Meta tenha ressaltado que o objetivo do programa não é espioná-los ou usar os dados obtidos para avaliações de desempenho.
Meta pausa treinamento polêmico de IA com dados de funcionários

Meta pausa treinamento polêmico de IA com dados de funcionários
Fonte: Tecnoblog