Category: Meta

Hackers miram contas de WhatsApp e Signal em ataque global

Hackers miram contas de WhatsApp e Signal em ataque global

Contas de WhatsApp e Signal viram alvo de hackers (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Relatório de serviços de inteligência da Holanda detalha campanha de espionagem digital, que foca em usuários do WhatsApp e Signal.

Segundo o documento, operação usa engenharia social para invadir contas nos mensageiros e mira autoridades, militares e jornalistas.

Os investigadores atribuem a campanha a agentes ligados ao governo russo.

Autoridades de inteligência da Holanda divulgaram nessa segunda-feira (09/03) detalhes de uma campanha global de ataques digitais contra usuários do WhatsApp e do Signal, mensageiro popular no país. Segundo o relatório, a operação teria como foco autoridades governamentais, integrantes das forças armadas e jornalistas.

A investigação foi conduzida pelo Serviço de Inteligência e Segurança da Defesa da Holanda (MIVD) e o Serviço Geral de Inteligência e Segurança (AIVD). As agências afirmam que os ataques fazem parte de uma campanha de grande escala atribuída a agentes ligados ao governo russo.

De acordo com o documento, os invasores não dependem principalmente de malware para comprometer contas. Em vez disso, utilizam técnicas de engenharia social e phishing para enganar as vítimas e obter acesso às contas nos aplicativos de mensagens.

Hackers se passam por equipe de suporte

No caso do Signal, os hackers entram em contato diretamente com a vítima alegando atividades suspeitas, vazamento de dados ou tentativa de acesso indevido à conta.

Se a pessoa acredita na mensagem, os criminosos solicitam o código de verificação enviado por SMS e o PIN do usuário. Esses dados permitem registrar um novo dispositivo vinculado à conta da vítima e assumir o controle do perfil.

Depois disso, os hackers podem se passar pelo usuário e acessar contatos armazenados no aplicativo. A vítima geralmente é desconectada da conta, mas consegue recuperar o acesso registrando novamente o número.

O relatório dos serviços de inteligência alerta que essa situação pode gerar uma falsa sensação de normalidade. “Como o Signal armazena o histórico de bate-papo localmente no telefone, a vítima pode recuperar o acesso a esse histórico após o novo registro. Como resultado, a vítima pode presumir que nada está errado. Os serviços holandeses querem enfatizar que essa suposição pode estar incorreta”, diz o documento.

Exemplo de mensagem fraudulenta usada por hackers (imagem: reprodução/AIVD)

O que muda no caso do WhatsApp?

Os investigadores também apontaram ataques direcionados ao recurso “dispositivos conectados” do WhatsApp, que permite acessar a conta em computadores ou tablets.

Nesse cenário, as vítimas são induzidas a clicar em links maliciosos ou escanear QR Codes que, na prática, conectam o dispositivo do invasor à conta. Em vez de adicionar alguém a um grupo ou abrir um conteúdo legítimo, o processo acaba autorizando o acesso remoto ao aplicativo.

Diferentemente do que ocorre em alguns casos no Signal, o usuário pode não perceber imediatamente a invasão, já que a conta continua ativa no celular original.

Ao TechCrunch, o porta-voz da Meta Zade Alsawah afirma que a recomendação do WhatsApp é que usuários nunca compartilhem o código de verificação de seis dígitos e fiquem atentos a mensagens suspeitas.

As agências holandesas afirmam que métodos semelhantes já foram observados em campanhas ligadas à guerra na Ucrânia, indicando que o uso de engenharia social continua sendo uma das principais ferramentas em operações de espionagem digital.

Hackers miram contas de WhatsApp e Signal em ataque global

Hackers miram contas de WhatsApp e Signal em ataque global
Fonte: Tecnoblog

Meta decide que futuro do metaverso não está na realidade virtual

Meta decide que futuro do metaverso não está na realidade virtual

VR não emplacou como o esperado, diz Meta (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Meta separou o Horizon Worlds dos projetos de realidade virtual Quest, focando em smartphones e tablets.
O mercado de realidade virtual não cresceu como esperado, levando ao fechamento do Horizon Workrooms.
Horizon Worlds se tornará concorrente do Roblox, com foco em monetização e crescimento em plataformas móveis.

A Meta anunciou que vai separar o Horizon Worlds, seu ambiente virtual, dos projetos da plataforma de realidade virtual Quest, que inclui a linha de headsets de mesmo nome. Com isso, o foco do mundo digital agora é ter uma presença mais forte em smartphones. Enquanto isso, as equipes que trabalham no sistema de VR vão se concentrar em ferramentas para desenvolvedores.

É um sinal de que a proposta apresentada em 2021 não vingou como o esperado. Na ocasião, a empresa então conhecida como Facebook mudou de nome para sinalizar que seu futuro passava pela construção de, nas palavras de Mark Zuckerberg, “uma internet corpórea, em que você está na experiência, não apenas olhando para ela”.

Por que a Meta mudou seus planos?

O comunicado divulgado pela Meta repete uma afirmação bastante direta: o mercado de realidade virtual não cresceu tanto quanto o esperado. Mais do que isso, ele não emplacou em todos os públicos-alvo como a empresa gostaria.

Os headsets fazem algum sucesso com crianças e adolescentes interessados em jogos casuais, mas jovens e adultos não aderiram à novidade para fazer reuniões ou participar de espaços profissionais colaborativos — tanto que a Meta encerrou o Horizon Workrooms, espécie de metaverso corporativo que ela oferecia.

Horizon Workrooms permitia reuniões de trabalho em realidade virtual (imagem: divulgação)

“Para continuar impulsionando o crescimento da plataforma VR no futuro, estamos focados em apoiar a comunidade de desenvolvedores terceirizados e sustentar nosso investimento em VR a longo prazo”, dia a publicação.

Qual o futuro do metaverso?

Se quase ninguém tem headsets de realidade virtual, por que continuar investindo em criar um ambiente digital com essas características? Essa parece ter sido a pergunta na cabeça dos executivos da Meta.

Com o anúncio, a empresa declara algo que já era esperado: o Horizon Worlds vai, aos poucos, deixar de ser um espaço imersivo para se tornar uma plataforma de mundos virtuais com foco em smartphones e tablets.

Horizon Worlds será espaço de joguinhos e mundos virtuais (imagem: divulgação)

“Tivemos um crescimento de mundos exclusivos para plataformas móveis de 0 para mais de 2 mil [em 2025]”, diz o comunicado, que também sublinha um aumento de quatro vezes nos usuários ativos mensalmente em smartphones e tablets ao longo do ano passado.

O Horizon Worlds, então, passa de um metaverso para um concorrente de plataformas como o Roblox, que também tem mundos e jogos criados por usuários. Esse tipo de plataforma também permite monetização, e a Meta já vê sinais positivos nisso, com quatro criadores atingindo a marca de US$ 1 milhão em receitas.

Com informações do Engadget
Meta decide que futuro do metaverso não está na realidade virtual

Meta decide que futuro do metaverso não está na realidade virtual
Fonte: Tecnoblog

Meta lembra que site do Messenger ainda existe e decide encerrá-lo

Meta lembra que site do Messenger ainda existe e decide encerrá-lo

Messenger.com deixará de existir (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Meta encerrará o site messenger.com em abril, redirecionando usuários para facebook.com/messages.
Usuários sem conta no Facebook poderão usar o aplicativo móvel do Messenger.
A decisão visa reduzir custos e simplificar a manutenção do serviço.

A Meta anunciou que vai desligar o site independente do Messenger, encerrando de vez o endereço messenger.com. A mudança passa a valer em abril e afeta quem ainda usa o serviço de mensagens diretamente pelo navegador, fora do ecossistema principal do Facebook.

Com a decisão, o Messenger segue o mesmo caminho de outras plataformas descontinuadas pela empresa nos últimos meses. A Meta afirma que usuários ainda poderão trocar mensagens pela web, mas apenas acessando o serviço por meio do site do Facebook ou pelo aplicativo móvel do Messenger.

O que muda para quem usa o Messenger?

Segundo uma página oficial de suporte, quem tentar acessar o messenger.com após o encerramento será automaticamente redirecionado para facebook.com/messages. O texto explica: “Você poderá continuar suas conversas lá ou no aplicativo Messenger para celular”.

Para usuários que utilizam o Messenger sem uma conta ativa no Facebook, a alternativa será apenas o aplicativo móvel. Ainda assim, a empresa afirma que o histórico de conversas pode ser recuperado em qualquer plataforma usando o PIN configurado no backup do Messenger. Caso o código tenha sido esquecido, é possível redefini-lo.

Por que a Meta está acabando com plataformas do Messenger?

A partir de abril de 2026, o site do Messenger não estará mais disponível (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O encerramento do site acontece poucos meses depois da empresa desativar os aplicativos independentes do Messenger para Windows e macOS. Na época, usuários desses apps já vinham sendo direcionados para usar o serviço diretamente pelo Facebook, o que indicava que o site também poderia ter o mesmo destino.

Nas redes sociais, parte dos usuários reagiu negativamente à decisão, especialmente aqueles que não querem depender do Facebook para acessar o Messenger no computador ou que mantêm suas contas desativadas. Ainda assim, do ponto de vista da empresa, reduzir o número de plataformas ajuda a diminuir custos e simplificar a manutenção do serviço.

O Messenger surgiu em 2008 como Facebook Chat e ganhou um aplicativo próprio em 2011. Durante anos, a Meta tentou posicioná-lo como um serviço separado da rede social. Em 2014, o Facebook chegou a remover o chat do app principal. Esse movimento começou a ser revertido em 2023, quando a empresa passou a reintegrar o Messenger ao aplicativo do Facebook — um processo que agora se consolida também na versão web.

Meta lembra que site do Messenger ainda existe e decide encerrá-lo

Meta lembra que site do Messenger ainda existe e decide encerrá-lo
Fonte: Tecnoblog

Polícia de São Paulo estreia perfil no WhatsApp para intimar roubo de celular

Polícia de São Paulo estreia perfil no WhatsApp para intimar roubo de celular

SSP usa WhatsApp verificado para enviar intimações oficiais (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A SSP-SP usa o WhatsApp para notificar celulares com restrição criminal, em parceria com a Meta, usando um perfil verificado.
Intimações são enviadas por um perfil oficial, e os cidadãos devem confirmar a legitimidade pelo selo de verificação.
Desde junho do ano passado, o programa SP Mobile recuperou 17,5 mil aparelhos e enviou mais de 5,4 mil notificações.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) começou a usar o WhatsApp como canal oficial para notificar pessoas associadas a celulares com restrição criminal. A iniciativa é resultado de uma parceria com a Meta e prevê o envio de intimações por meio de um perfil verificado, operado pela Polícia Civil.

A mudança busca dar mais segurança ao processo de comunicação com os cidadãos e resolver problemas técnicos enfrentados anteriormente, como o bloqueio automático de mensagens classificadas como spam.

Como funcionam as notificações oficiais?

De acordo com a SSP, as intimações são enviadas exclusivamente por um perfil oficial com selo de verificação do WhatsApp, indicando que o perfil pertence à Secretaria da Segurança Pública. O Tecnoblog perguntou à secretaria o número oficial da conta, mas não obteve resposta.

A parceria com a Meta também envolve o uso da Interface de Programação de Aplicações (API) da empresa, o que permite maior controle sobre o envio das mensagens e evita que elas sejam barradas pelos sistemas automáticos da plataforma. Nesta semana, cerca de 2 mil notificações estão sendo encaminhadas para celulares que possuem algum tipo de queixa criminal.

As pessoas notificadas devem comparecer à delegacia indicada dentro do prazo informado para prestar esclarecimentos. O comparecimento voluntário, segundo a SSP, é a forma mais simples de resolver a situação e evitar medidas posteriores.

O que o cidadão deve fazer ao receber a mensagem?

Perfil verificado reforça a segurança das notificações (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A principal orientação é confirmar a legitimidade da notificação. Mensagens oficiais enviadas pela SSP no WhatsApp sempre exibem o selo de verificação, o que garante que o contato é institucional. A secretaria reforça que a Polícia Civil não solicita senhas, dados bancários, códigos de confirmação nem qualquer tipo de pagamento por Pix ou boleto.

Após receber a intimação, o cidadão deve se dirigir a uma delegacia de sua escolha ou à unidade indicada na mensagem, levando o celular notificado e um documento de identidade original. Caso tenha nota fiscal ou comprovante de compra do aparelho, esses documentos também devem ser apresentados para análise da procedência e da boa-fé na aquisição.

A medida integra o programa SP Mobile, criado em junho do ano passado para combater furtos e roubos de celulares. Desde então, o sistema já recuperou 17,5 mil aparelhos, devolveu 5,9 mil às vítimas e enviou mais de 5,4 mil notificações. A SSP alerta que ignorar uma intimação oficial pode levar à abertura de diligências, incluindo apreensão do aparelho e responsabilização legal.
Polícia de São Paulo estreia perfil no WhatsApp para intimar roubo de celular

Polícia de São Paulo estreia perfil no WhatsApp para intimar roubo de celular
Fonte: Tecnoblog

Meta obtém resultado robusto, mas continua perdendo bilhões com metaverso

Meta obtém resultado robusto, mas continua perdendo bilhões com metaverso

Meta planeja investir até US$ 135 bilhões em infraestrutura de IA em 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Meta registrou receita de US$ 59,8 bilhões no quarto trimestre de 2025, mas divisão Reality Labs registrou um prejuízo operacional de US$ 6 bilhões.
O resultado reflete a mudança de foco da empresa, que redirecionou investimentos para inteligência artificial e dispositivos vestíveis.
A Meta projeta gastar entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões em infraestrutura de IA em 2026.

A Meta divulgou nesta quarta-feira (28/01) os resultados financeiros referentes ao quarto trimestre de 2025, revelando o contraste acentuado entre o lucro recorde da operação principal e as perdas na divisão de hardware. Enquanto a receita global da companhia subiu 24%, atingindo US$ 59,89 bilhões (aproximadamente R$ 311 bilhões), a unidade Reality Labs, responsável pelo desenvolvimento do metaverso, registrou um prejuízo operacional de US$ 6,02 bilhões (R$ 31 bilhões).

O desempenho negativo da divisão de realidade virtual (VR) e aumentada (AR) superou as estimativas mais pessimistas de Wall Street. Analistas previam um prejuízo de US$ 5,67 bilhões para o setor. Apesar do déficit, a receita do segmento foi de US$ 955 milhões, acima das expectativas de US$ 940,8 milhões. Com a atualização dos dados, o Reality Labs agora acumula perdas que somam quase US$ 80 bilhões desde o final de 2020 (R$ 415 bilhões).

A publicidade, por sua vez, continua sendo a principal força da empresa, gerando US$ 58,1 bilhões e representando 97% do faturamento total do trimestre.

O CEO Mark Zuckerberg buscou tranquilizar o mercado. Ele espera que os prejuízos da unidade em 2026 permaneçam em patamares semelhantes aos registrados no último ano, sinalizando que a empresa pode ter atingido o “teto” das perdas antes de iniciar uma redução gradual nos gastos.

Qual é o novo foco da Meta?

Diante do crescimento mais lento do que o esperado para o metaverso, a Meta iniciou uma reestruturação profunda de seus recursos humanos e financeiros. No início de janeiro de 2026, a companhia demitiu mais de mil funcionários do Reality Labs que trabalhavam em projetos de VR e em jogos.

O movimento visa redirecionar o capital para a inteligência artificial (IA) e novos dispositivos vestíveis (wearables). A mudança de rumo ficou evidente no fim de 2025: pela primeira vez em anos, a Meta não lançou um novo headset da linha Quest. Em vez disso, a empresa apostou no Meta Ray-Ban Display, óculos inteligentes desenvolvidos em parceria com a EssilorLuxottica.

O dispositivo, comercializado por US$ 799 (R$ 4.150), incorpora telas digitais a uma das lentes. Ele traz assistente de IA, de modo a refletir uma busca por aparelhos mais leves e úteis no cotidiano, em vez de dispositivos de imersão total.

Investimentos em IA e novos riscos

Enquanto o Reality Labs amarga prejuízos, a infraestrutura de IA da Meta recebe investimentos sem precedentes. Para 2026, a empresa projeta gastos entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões, destinados majoritariamente a centros de dados e chips de processamento. O montante é quase o dobro dos US$ 72,2 bilhões investidos em 2025.

Zuckerberg também confirmou que modelos de linguagem mais robustos serão lançados no primeiro semestre deste ano. O mercado aguarda o modelo de codinome Avocado, que deve suceder a linha Llama 4.

Apesar do otimismo financeiro, com ações subindo 10% após a divulgação dos resultados, a diretora financeira Susan Li alertou para possíveis obstáculos. Processos judiciais de grande repercussão e novos marcos legais antitruste nos Estados Unidos e na União Europeia têm julgamentos previstos para este ano. Segundo a empresa, os embates jurídicos podem resultar em impactos nos próximos balanços da empresa.
Meta obtém resultado robusto, mas continua perdendo bilhões com metaverso

Meta obtém resultado robusto, mas continua perdendo bilhões com metaverso
Fonte: Tecnoblog

WhatsApp pago? Meta quer cobrar por algumas funções

WhatsApp pago? Meta quer cobrar por algumas funções

WhatsApp pago? Meta quer cobrar por algumas funções (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Meta planeja lançar planos de assinatura (pagos) para WhatsApp, Facebook e Instagram, mantendo os recursos principais gratuitos;
Recursos pagos incluirão funções de inteligência artificial, como geração de vídeos via Vibes e agentes de IA da Manus;
WhatsApp pode ainda ter versão paga sem anúncios por 4 euros mensais.

Um dos serviços de mensagens instantâneas mais populares do mundo deve ganhar uma modalidade paga nos próximos meses. A Meta revelou que está se preparando para testar planos de assinatura no WhatsApp. Novos recursos pagos também devem chegar ao Facebook e ao Instagram.

Em todos esses serviços, os recursos principais continuarão gratuitos. Apenas funções extras ou complementares farão parte dos planos pagos. Isso significa que WhatsApp, Facebook e Instagram não se tornarão obrigatoriamente pagos, mas oferecerão recursos premium a quem estiver disposto a pagar por eles.

Pagar quanto? Bom, estimativas de preços ainda não foram dadas pela Meta.

Quais serão os recursos pagos do WhatsApp?

Talvez nem a própria Meta saiba ao certo. A companhia informou ao TechCrunch que testará recursos pagos nos mencionados serviços, mas deu poucos detalhes sobre eles.

Sabe-se, contudo, que recursos de inteligência artificial deverão fazer parte do pacote. Nesse sentido, a Meta considera oferecer uma opção de geração de vídeos via Vibes, ferramenta anunciada em 2025 que usa IA para produzir filmes curtos. Esse recurso deverá ser interessante principalmente para quem gosta de publicar Reels no Instagram ou vídeos nos Status do WhatsApp.

Ainda no campo da inteligência artificial, está nos planos colocar entre os recursos pagos os agentes de IA da Manus, startup adquirida pela Meta no fim de 2025 por cerca de US$ 2 bilhões.

Tratando especificamente do WhatsApp, o WABetaInfo reportou recentemente que o mensageiro poderá ter uma versão paga que não exibe anúncios publicitários.

Plano pago no WhatsApp que não exibe anúncios, recurso ainda não oficial (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Neste ponto, convém destacar que alguns usuários já se deparam com anúncios nos Status do WhatsApp ou sob a forma de canais promovidos na área Atualizações do serviço.

O WABetaInfo divulgou capturas de tela que mostram a ativação do recurso que inibe anúncios no WhatsApp mediante o pagamento de 4 euros (R$ 25, na conversão direta) por mês. Isso sugere que essa opção, quando for lançada, será oferecida à parte em relação aos planos pagos que terão funções de IA.

De igual forma, o Meta Verified, que adiciona selo de verificação e recursos para criadores de conteúdo ou organizações nos serviços da companhia, deverá continuar sendo oferecido como uma assinatura mensal à parte.

É claro que tudo isso pode mudar quando a Meta lançar os tais planos pagos. Fiquemos de olho.
WhatsApp pago? Meta quer cobrar por algumas funções

WhatsApp pago? Meta quer cobrar por algumas funções
Fonte: Tecnoblog

Snapchat é acusado de estimular vício em redes e fecha acordo nos EUA

Snapchat é acusado de estimular vício em redes e fecha acordo nos EUA

Snap conseguiu o acordo antes do início do julgamento em Los Angeles (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Resumo

A empresa Snap, dona do Snapchat, fechou acordo em processo nos EUA sobre vício em redes sociais.
O julgamento testa a tese de que redes sociais são produtos “defeituosos” e podem ser responsabilizadas por danos pessoais.
A Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações é central no debate sobre a responsabilidade das plataformas.
Meta, TikTok e YouTube seguem no caso.

A empresa controladora do Snapchat fechou um acordo em um processo que acusa grandes plataformas digitais de incentivarem o vício em redes sociais. O acerto foi anunciado poucos dias antes do início do julgamento em Los Angeles, que é considerado o primeiro do tipo a avançar para a fase de júri nos Estados Unidos.

Embora o Snapchat já não tenha a mesma relevância no Brasil, o caso chama atenção por envolver também Meta, TikTok e YouTube, que permanecem como rés no processo. Não se sabe quanto será pago pois os termos do acordo com a empresa Snap não foram divulgados. Ela não será mais processada nesta ação específica.

Em nota enviada à BBC após a audiência na Suprema Corte da Califórnia, a Snap afirmou que as partes ficaram “satisfeitas por terem conseguido resolver este assunto de maneira amigável”.

Por que é um processo histórico?

A ação foi movida por uma jovem identificada pelas iniciais K.G.M., hoje com 19 anos. Ela alega que se tornou dependente de aplicativos de redes sociais ainda na adolescência e que isso teve impactos diretos sobre sua saúde mental. Segundo a acusação, escolhas de design e funcionamento dos algoritmos teriam sido determinantes para o uso compulsivo.

Este é o primeiro de vários processos semelhantes que devem chegar a julgamento ao longo do ano nos Estados Unidos. A estratégia jurídica lembra a adotada décadas atrás contra a indústria do tabaco, com milhares de adolescentes, distritos escolares e procuradores estaduais acusando empresas de tecnologia de causar danos pessoais e sociais.

Os autores das ações afirmam que recursos como rolagem infinita, reprodução automática de vídeos e sistemas de recomendação foram projetados para manter usuários engajados por longos períodos, contribuindo para quadros de depressão, transtornos alimentares e automutilação.

O que ainda está em jogo?

Meta, TikTok e YouTube permanecem como rés no processo (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como não houve acordo com as outras rés, o julgamento seguirá contra Meta, TikTok e YouTube, com a seleção do júri prevista para a próxima segunda-feira (27 de janeiro. O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, deve depor. Antes do acordo, o CEO da Snap, Evan Spiegel, também estava listado como testemunha.

Os casos são acompanhados de perto porque testam uma nova tese jurídica: a de que plataformas de redes sociais seriam produtos “defeituosos” e, portanto, passíveis de responsabilização por danos pessoais. As empresas, por sua vez, argumentam que não há comprovação científica de um elo direto entre uso de redes sociais e vício, além de sustentarem que as ações violam proteções legais ligadas à liberdade de expressão.

Outro ponto central do embate envolve a Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações, de 1996, historicamente usada pelas big techs para se proteger de responsabilidades legais. Os autores das ações afirmam que o problema não está no conteúdo publicado por terceiros, mas na forma como as plataformas são estruturadas para incentivar o uso excessivo.

Mesmo fora deste julgamento específico, a Snap segue como ré em outros processos semelhantes, que podem redefinir os limites de responsabilidade das empresas de tecnologia.
Snapchat é acusado de estimular vício em redes e fecha acordo nos EUA

Snapchat é acusado de estimular vício em redes e fecha acordo nos EUA
Fonte: Tecnoblog

Meta fecha estúdios de VR e demite mais de 1.000 funcionários

Meta fecha estúdios de VR e demite mais de 1.000 funcionários

Metaverso e dispositivos como os headsets Quest já foram foco da empresa (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

A Meta demitirá mais de 1.000 funcionários do Reality Labs, impactando 10% da divisão de hardware e metaverso.
A empresa fechará estúdios de jogos como Armature Studio, Sanzaru Games e Twisted Pixel, mas manterá cinco estúdios ativos.
A Meta focará em dispositivos com IA e transferirá o desenvolvimento de jogos para parceiros externos.

A Meta iniciou o processo de demissões em massa em sua divisão de hardware e metaverso, o Reality Labs. Os cortes atingem mais de 1.000 funcionários e são parte de uma reestruturação que migra o foco de projetos de realidade virtual para o desenvolvimento de dispositivos com IA.

Segundo apuração da agência Bloomberg, que teve acesso a um comunicado interno enviado pelo chefe de tecnologia da empresa, Andrew Bosworth, as demissões devem impactar aproximadamente 10% da força de trabalho total da divisão, que contava com cerca de 15 mil colaboradores.

O movimento confirma a mudança de prioridades dentro da big tech controlada por Mark Zuckerberg. De acordo com um memorando, a Meta deve focar mais em levar inteligência artificial aos dispositivos vestíveis da empresa, como os Ray-Ban Meta, reduzindo o investimento direto em hardware de realidade virtual e, consequentemente, no metaverso, conceito que deu nome à empresa a partir de 2021.

Fechamento de estúdios de jogos

Novo direcionamento da Meta deve focar em dispositivos com IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A reestruturação impacta a produção de conteúdo first-party (jogos desenvolvidos pela própria empresa) para os headsets Quest. O documento interno visualizado pela Bloomberg confirma que a Meta decidiu fechar diversos estúdios de games que havia adquirido nos últimos anos.

Entre as desenvolvedoras encerradas estão:

Armature Studio: conhecida pela versão em VR de Resident Evil 4.

Sanzaru Games: responsável por títulos como Asgard’s Wrath e Marvel Powers United.

Twisted Pixel: criadora de Deadpool VR e Defector.

O estúdio responsável pelo app Supernatural VR Fitness será congelado. A equipe continuará a dar suporte ao produto, mas a criação de novos conteúdos e recursos foi interrompida.

Apesar dos cortes, a Meta manterá cinco estúdios ativos: Beat Games (de Beat Saber), BigBox, Camouflaj, Glassworks e OURO.

Meta vai abandonar os games?

Em outro memorando, Tamara Sciamanna, diretora da Oculus Studios, divisão que controla os estúdios de games da empresa, tentou tranquilizar as equipes remanescentes sobre o futuro da plataforma. “Essas mudanças não significam que estamos nos afastando dos videogames”, escreveu a executiva.

A nova diretriz é transferir o desenvolvimento para parceiros externos. “Jogos permanecem a pedra angular do nosso ecossistema. Com essa mudança, estamos deslocando nosso investimento para focar em nossos desenvolvedores terceiros e parceiros para garantir sustentabilidade a longo prazo”, completou Sciamanna.

Os cortes ocorrem pouco mais de um mês após relatos de que Mark Zuckerberg planejava reduzir o orçamento do grupo de metaverso para 2026, citando a falta de evolução do mercado. Calcula-se que o Reality Labs teve prejuízo de US$ 70 bilhões (cerca de R$ 371 milhões) ao longo dos anos.
Meta fecha estúdios de VR e demite mais de 1.000 funcionários

Meta fecha estúdios de VR e demite mais de 1.000 funcionários
Fonte: Tecnoblog

Cade proíbe WhatsApp de mudar regras para inteligência artificial

Cade proíbe WhatsApp de mudar regras para inteligência artificial

Cade investiga Meta por política que barra serviços de IA no WhatsApp (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Cade investiga Meta por possível abuso de posição dominante no Brasil com relação aos novos termos de uso do WhatsApp Business;
A novo política do serviço, prevista para 15 de janeiro, proíbe empresas de IA de oferecer serviços no WhatsApp Business se esse tipo de tecnologia for o seu principal produto;
Cade suspendeu aplicação dos novos termos até a conclusão das investigações.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) iniciou um inquérito administrativo para apurar possíveis práticas de abuso de posição dominante pela Meta no Brasil. A Superintendência-Geral (SG) do órgão investiga se os novos termos de uso do WhatsApp Business prejudicam a concorrência com serviços de IA de terceiros.

A investigação vem na esteira de uma queixa registrada no Cade pelas startups Luzia e Zapia, em novembro de 2025, que acusam a Meta de implementar termos de uso nas soluções do WhatsApp Business que privilegiam a Meta AI na plataforma, em detrimento de serviços concorrentes.

Prevista para entrar em vigor em 15 de janeiro, a nova política proíbe empresas especializadas em inteligência artificial de oferecer serviços do tipo no WhatsApp Business quando esse tipo de tecnologia for o seu principal produto, e não um recurso tecnológico complementar.

É por isso que a Microsoft anunciou o fim da integração do Copilot com o WhatsApp. A OpenAI fez o mesmo com relação ao ChatGPT.

Cade suspende aplicação dos novos termos do WhatsApp

De modo complementar ao inquérito administrativo, o Cade determinou a suspensão da aplicação dos novos termos no WhatsApp Business até que as investigações sejam concluídas:

A SG analisa se as alterações pretendidas têm o potencial de fechar mercados, excluir concorrentes e favorecer indevidamente a ferramenta de inteligência artificial proprietária da Meta (“Meta AI”), que poderia se tornar a única opção disponível aos usuários da plataforma.

Se irregularidades forem encontradas, o Cade poderá determinar a abertura de um processo administrativo contra a Meta. Os detalhes da investigação estão disponíveis na página do Inquérito Administrativo n° 08700.012397/2025-63.

Cade investiga se nova política beneficia Meta AI (imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

O que diz a Meta sobre a investigação do Cade?

Ao Tecnoblog, a Meta enviou o seguinte posicionamento sobre o inquerito aberto pelo Cade:

Essas alegações são fundamentalmente equivocadas. O surgimento de chatbots de IA na Plataforma do WhatsApp Business sobrecarrega nossos sistemas, que não foram projetados para esse tipo de suporte.

Essa lógica parte do pressuposto de que o WhatsApp seria, de alguma forma, uma loja de aplicativos. O canal adequado para a entrada dessas empresas de IA no mercado são as próprias lojas de aplicativos, seus websites e parcerias na indústria, e não a Plataforma do WhatsApp Business.

Cade proíbe WhatsApp de mudar regras para inteligência artificial

Cade proíbe WhatsApp de mudar regras para inteligência artificial
Fonte: Tecnoblog

Operadoras reforçam rede na virada e WhatsApp prevê 100 bilhões de mensagens

Operadoras reforçam rede na virada e WhatsApp prevê 100 bilhões de mensagens

Operadoras reforçaram rede para virada (imagem via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

O WhatsApp prevê 100 bilhões de mensagens trocadas na virada de 2026.
Claro, Vivo e TIM reforçaram redes 5G para atender à demanda de Ano Novo.
WhatsApp introduziu efeitos de fogos e confetes para chamadas de vídeo e notas de vídeo.

As operadoras brasileiras reforçaram a infraestrutura de rede para garantir a conectividade durante a virada de ano (31/12). A movimentação busca suportar o pico de tráfego de dados esperado para as festividades, especialmente em aplicativos de mensageria. O WhatsApp, principal serviço do gênero no Brasil, prevê que 100 bilhões de mensagens serão trocadas globalmente no réveillon, além de aproximadamente 2 bilhões de chamadas de voz e vídeo.

As prestadoras de telefonia confirmaram ao Tecnoblog que o monitoramento será intensificado para evitar instabilidades. O período é conhecido pelo alto volume de transmissões ao vivo e postagens em redes sociais, o que exige uma coordenação técnica específica para suportar a densidade de usuários em pontos turísticos.

Quais operadoras reforçaram o sinal para o Ano Novo?

Claro, TIM e Vivo manterão equipes de prontidão durante a virada (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Claro foi a prestadora que melhor detalhou a operação de fim de ano ao TB. A empresa explicou que houve adição de capacidade de rede em regiões turísticas de capitais como Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Florianópolis e Salvador. A operadora também destacou que a expansão do 5G ao longo de 2025 deve auxiliar na conectividade dos usuários, oferecendo maior largura de banda para quem estiver em áreas cobertas pela nova tecnologia.

Já a Vivo e a TIM informaram que manterão equipes de plantão para garantir a estabilidade e a disponibilidade dos serviços. Ambas as empresas admitem que o réveillon é marcado por uma intensificação drástica no uso da rede. O monitoramento será contínuo a partir de seus centros de operações, permitindo intervenções técnicas rápidas caso ocorra congestionamento em células específicas de sinal móvel.

As novidades do WhatsApp para a virada

WhatsApp liberou pacote de figurinhas e mais funções para o momento da virada (imagem: divulgação)

Além das estimativas de tráfego, o WhatsApp destacou recursos desenhados para a celebração. Entre as funções estão os efeitos de fogos de artifício e confetes para as chamadas de vídeo, além das notas de vídeo, que permitem registrar a contagem regressiva de forma rápida. O aplicativo reforçou que todas as comunicações, incluindo as 2 bilhões de chamadas previstas, contam com criptografia de ponta a ponta.

Para a organização de eventos, o serviço de mensagens enfatizou o uso de enquetes e a criação de eventos dentro dos chats, ferramentas que facilitam a confirmação de presença em festas. O pacote de figurinhas de 2026 e as reações animadas com confete também estarão disponíveis para os usuários até o dia dois de janeiro.
Operadoras reforçam rede na virada e WhatsApp prevê 100 bilhões de mensagens

Operadoras reforçam rede na virada e WhatsApp prevê 100 bilhões de mensagens
Fonte: Tecnoblog