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Meta e Google tentam reverter decisão histórica sobre vício em redes sociais

Meta e Google tentam reverter decisão histórica sobre vício em redes sociais

Veredito pode servir como base para milhares de processos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Meta e Google pediram a anulação da condenação de US$ 6 milhões por danos à saúde mental de uma jovem nos EUA.
Segundo a Justiça, as empresas criaram aplicativos “para viciar os usuários”.
Ambas as companhias alegam isenção de responsabilidade pelo conteúdo publicado em suas plataformas e solicitam um novo julgamento.

A Meta e a Alphabet (empresa-mãe do Google) entraram com um pedido formal na Justiça de Los Angeles, na Califórnia (EUA), para tentar anular o veredito histórico que condenou as empresas a pagarem US$ 6 milhões (cerca de R$ 31,4 milhões) por danos à saúde mental de uma jovem.

Segundo a agência Reuters, o recurso busca reverter a decisão de março, que classificou os aplicativos das companhias como “produtos desenvolvidos para viciar os usuários”. Caso o juiz recuse o pedido de anulação, as empresas exigem a realização de um novo julgamento.

A multa milionária foi dividida entre as big techs. A Meta ficou responsável por 70% do valor (US$ 4,2 milhões), enquanto o YouTube deverá arcar com os 30% restantes (US$ 1,8 milhão). O TikTok e o Snapchat também eram alvos da ação original, mas fecharam acordos com a autora antes do início das audiências.

A condenação marcou uma derrota de peso para as empresas, validando a tese de que elas não alertam o público sobre os perigos atrelados ao uso prolongado de seus serviços.

Big techs buscam suporte em lei de 1996

Decisão estipulou multa de US$ 6 milhões às empresas (imagem: Robin Worrall/Unsplash)

Para tentar derrubar a sentença, as plataformas se apoiam na Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações (Communications Decency Act), uma legislação federal norte-americana de 1996.

Essa norma funciona como um escudo legal, isentando as empresas de responsabilidade pelo conteúdo publicado por terceiros. Na petição enviada à corte, a Meta argumenta que as evidências mostradas durante o julgamento conectaram os problemas da autora aos vídeos que ela consumia, e não aos recursos dos aplicativos.

Se um caso idêntico fosse julgado na Justiça brasileira, por exemplo, a disputa seguiria um roteiro parecido, esbarrando no Marco Civil da Internet — que também blinda as redes sociais de responsabilização direta pelo que os usuários postam.

Contudo, como o foco da ação é o design da plataforma, o processo cairia no escopo do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ao argumentar que a interface do aplicativo é um “produto defeituoso” e perigoso para menores, a Justiça do Brasil poderia condenar as big techs por falha na prestação do serviço, desviando da proteção do Marco Civil.

Ação desvia da lei que isenta redes sociais por conteúdo de terceiros (imagem: Jeremy Zero/Unsplash)

Foi exatamente essa a estratégia que a equipe de acusação utilizou nos Estados Unidos para contornar a lei local. Os advogados da jovem de 20 anos, identificada no processo como Kaley GM, tiraram o foco das postagens e miraram na arquitetura das plataformas.

Com isso, eles conseguiram provar aos jurados que as empresas implementaram propositalmente ferramentas como rolagem infinita, reprodução automática de vídeos, notificações ininterruptas e filtros de beleza.

Essa combinação de recursos, segundo a acusação, cria um ecossistema comparável a um cassino digital para forçar o engajamento e o uso compulsivo. Nos autos do processo, a autora relata que começou a consumir o YouTube aos seis anos de idade e criou seu Instagram aos onze. O tempo excessivo de tela induzido por essas mecânicas teria provocado depressão e pensamentos suicidas.

Desfecho do caso pode ser histórico

O júri que avaliou o caso concluiu que os executivos das redes sociais não apenas conheciam os riscos associados aos seus produtos, mas falharam na adoção de medidas para proteger o público infantojuvenil. O resultado desse embate não afeta apenas o Google e a Meta, mas serve como um termômetro jurídico que guiará as negociações e sentenças de mais de 2 mil ações parecidas só no estado da Califórnia.

Em entrevista à CNBC, Joseph VanZandt, co-líder dos advogados de acusação, resumiu o peso da decisão e o recado dado às empresas: “é um referendo para toda uma indústria de que a responsabilização chegou”.
Meta e Google tentam reverter decisão histórica sobre vício em redes sociais

Meta e Google tentam reverter decisão histórica sobre vício em redes sociais
Fonte: Tecnoblog

Samsung apresenta tela OLED com sensor biométrico e display enrolável de 25 cm

Samsung apresenta tela OLED com sensor biométrico e display enrolável de 25 cm

A Samsung anunciou novos produtos que exibirá no Display Week, evento do segmento de telas que inicia nesta terça-feira (23) em Los Angeles. O principal item apresentado pela sul-coreana é o display OLED de 240 Hz com sensor biométrico integrado ao painel. Esta tela é a que deve chegar “mais rápido” nos futuros smartphones topo de linha.

Tela enrolável da Samsung é apresentada na Display Week (Imagem: Divulgação/Samsung)

Outro protótipo futurístico que estará em exposição no Display Week é uma tela enrolável. O conceito não é novo, tanto que a própria Samsung e suas concorrentes, como a Motorola, já apresentaram a ideia em alguns aparelhos. O protótipo de tela enrolável da Samsung pode expandir de 5 cm até 25 cm.

Tela OLED com sensor biométrico facilita o uso de smartphones

A nova tela OLED apresentada pela Samsung permitirá que o usuário do smartphone tenha a digital lida em qualquer parte do display, deixando mais prático a ação de desbloquear o celular. Para as fabricantes, a tecnologia também agrada, já que ela não necessitará instalar um leitor de digitais na tela.

O protótipo de display da Samsung também é capaz de medir a pressão arterial, frequência cardíaca e nível de estresse. A aferição desses dados é feita analisando o reflexo da luz do OLED nos vasos sanguíneos de um ou dois dedos. A técnica usada é parecida com a qual smartwatches e smartbands utilizam. Mesmo com esses recursos, a tela não irá substituir os vestíveis, já que estes podem monitorar continuamente dados de saúde.

Tela OLED da Samsung com sensor biométrico (Imagem: Divulgação/Samsung)

Além desses recursos, a tela OLED apresentada pela Samsung tem taxa de atualização de 240 Hz. Com todas essas especificações, é claro que o display será focado em smartphones premiums. Ainda longe de chegar ao mercado, é mais fácil supor que a tela OLED estará disponível antes do display enrolável.

Samsung vê nova tela enrolável com aplicação em monitores

O conceito de tela enrolável não é novo, mas a Samsung indica que este tipo de display pode ser usado em monitores para facilitar o seu transporte. O protótipo da sul-coreana é enrolado como um pergaminho. Ele mede 5 cm de altura quando “fechado”, chegando ao tamanho máximo de 25 cm quando expandido — cinco vezes maior.

Assim como outros conceitos de telas enroláveis e dobráveis mais radicais, essa tecnologia ainda soa distante — e cara, visto que notebooks com tela dobráveis estão começando e com preços nada amigáveis, como é o caso do Zenbook Fold e seu preço de R$ 40.000.

Com informações: The Verge e Android Authority
Samsung apresenta tela OLED com sensor biométrico e display enrolável de 25 cm

Samsung apresenta tela OLED com sensor biométrico e display enrolável de 25 cm
Fonte: Tecnoblog