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Botão anti-IA do LinkedIn é avaliado positivamente

Botão anti-IA do LinkedIn é avaliado positivamente

Ferramenta contra “lixo de IA” já foi acionada mais de um milhão de vezes (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Resumo

O LinkedIn reduziu em 40% as visualizações de publicações de baixa qualidade após implementar um botão de denúncia.
A plataforma recebeu mais de 1 milhão de reclamações de publicações geradas por IA.
Um sistema de transparência notifica os usuários quando uma publicação é denunciada como possível texto de inteligência artificial genérico.

O LinkedIn anunciou que conseguiu diminuir em 40% as visualizações de publicações de baixa qualidade geradas por inteligência artificial. A queda drástica ocorre poucas semanas após a rede social liberar um botão de denúncia para esse tipo de material. O objetivo é limpar o feed, penalizar conteúdos que não agregam valor e, a partir de agora, notificar os autores das postagens reportadas pelo público.

O diretor de produtos do LinkedIn, Hari Srinivasan, confirmou que os membros já estão visualizando uma quantidade muito menor de textos robotizados. A nova funcionalidade de moderação, apelidada como “botão contra lixo de IA” (ou “AI slop”, no jargão do setor de tecnologia), teve uma adoção rápida: já foi acionada mais de 1 milhão de vezes desde o lançamento.

Como o algoritmo lida com as denúncias?

Apesar do sucesso, a empresa mantém reservas sobre como processa as denúncias geradas pelos usuários para rebaixar o que considera “conteúdo de baixa qualidade”. Para evitar abusos ou perseguições, foram criados mecanismos que impedem que uma onda de feedbacks negativos seja utilizada para atacar ou silenciar outros membros injustamente.

Isso significa que apenas receber cliques no botão de denúncia não garante que uma postagem será ocultada caso o sistema interno não sustente a suspeita de uso inadequado de IA. A plataforma também realizou ajustes de algoritmo e passou a identificar e reduzir o alcance de publicações que abusam de clichês textuais já reconhecidos como assinaturas de sistemas de IA generativa – como posts que estruturam argumentos em fórmulas previsíveis, como o formato “não é sobre X, é sobre Y”.

A rede da Microsoft também introduziu um sistema de transparência. Os usuários vão receber um alerta sempre que uma publicação sua for denunciada por terceiros como “possível texto de inteligência artificial genérico”. Esse aviso não será exibido publicamente e ficará restrito ao painel de “análise de publicações” do aplicativo.

Exemplo de notificação de um post denunciado (imagem: reprodução/LinkedIn)

Mudança de postura

Um estudo recente conduzido pela empresa de detecção de IA Pangram estimou que mais de 40% das publicações longas no LinkedIn provavelmente foram criadas por inteligência artificial. Esse volume sem precedentes não ocorreu por acaso. O próprio aplicativo adotava uma postura de incentivo ao uso da tecnologia, incluindo até um botão na interface de criação que sugeria “aprimorar” publicações utilizando algoritmos de escrita.

No entanto, essa “facilidade” acabou descaracterizando a plataforma. Reconhecendo o impacto negativo na experiência dos usuários, a empresa optou por remover completamente o recurso assim que lançou a atual ferramenta de denúncia.
Botão anti-IA do LinkedIn é avaliado positivamente

Botão anti-IA do LinkedIn é avaliado positivamente
Fonte: Tecnoblog

Congresso dos EUA sofre com projetos de lei gerados por IA

Congresso dos EUA sofre com projetos de lei gerados por IA

Consultores legislativos do Congresso dos EUA têm revisado conteúdo superficial de IA (foto: Flickr/Gage Skidmore)

Resumo

O Congresso dos Estados Unidos enfrenta problemas com textos gerados por inteligência artificial (IA).
Consultores Legislativos relatam erros de escrita e informações erradas em projetos de lei e documentos analisados.
O uso de IA aumentou o volume de projetos enviados para revisão em 70% em relação a 2025.

O Congresso dos Estados Unidos é o mais recente alvo do chamado AI Slop, grande volume de conteúdos de baixa qualidade gerados por inteligência artificial. O problema tem sido relatado por consultores legislativos do Capitólio, profissionais que revisam projetos de lei e outros documentos produzidos pelas equipes de senadores e deputados.

Segundo os relatos, os documentos chegam com muitos erros de escrita, informações erradas e falta de profundidade, dinâmica que teria atrasado o fluxo legislativo estadunidense. Ao site especializado Politico, um dos funcionários afirmou que as equipes utilizam versões básicas do ChatGPT e Claude para redigir o material.

De acordo com o site, o uso de IA também levou a um aumento no volume de projetos enviados para revisão, que cresceu 70% em relação a 2025.

IA pode comprometer projetos de lei

Segundo os entrevistados pelo site Politico, o problema vai além dos erros “clássicos” das IAs, como as alucinações. Entre os exemplos levantados pelo conselheiro Wade Ballou, que chefiou a US House Office of Legislative Counsel (órgão responsável pelas revisões) entre 2016 e 2024, estão a definição de termos básicos como “estado” e a definição de tipos de verba pública.

Outro problema levantado pelos especialistas é, justamente, a baixa qualidade do trabalho entregue pelos gabinetes com o uso massivo de IA. Como a produção fica mais automatizada, deputados e seus assessores já não têm mais tanto entendimento do que estão propondo.

Saída também passa pelo uso de IA

Uso de IA de forma “desleixada” pode ser resolvido com outra ferramenta (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Como saída, os consultores estão recorrendo a outra ferramenta de IA para aprimorar a revisão. A Comparative Print Suite compara projetos a leis já estabelecidas para apontar evoluções no texto promulgado e apontar possíveis modificações a partir das novas sugestões.

O site Engadget lembra que o recurso também permite visualizar erros, ao invés de “passar por cima” de possíveis alucinações para entregar os documentos. Vale lembrar que o aumento no número de propostas também é uma preocupação, o que tem tomado muito tempo do trabalho dos Conselheiros Legislativos nos últimos anos.

AI Slop já é um problema real

O chamado AI Slop, ou “desleixo” de IA, na tradução literal, tem sido um problema em diversos ambientes online. Diante disso, plataformas vêm adotando medidas para frear a circulação de material superficial.

O LinkedIn, por exemplo, prometeu diminuir a distribuição de publicações claramente feitas com uso massivo de inteligência artificial, lançando inclusive um botão para denunciar casos de AI Slop.

LinkedIn agora tem botão “Seems like AI slop” para denunciar material de baixa qualidade (imagem: Tecnoblog)

Antes, o Tinder firmou parceria com o polêmico serviço de reconhecimento de retina World ID para diminuir a relevância de perfis criados com a ferramenta.

Enquanto isso, grandes empresas de IA estariam recorrendo a livros impressos para treinar seus modelos, em busca de conteúdo considerado mais confiável do que o material encontrado na internet.

Congresso dos EUA sofre com projetos de lei gerados por IA

Congresso dos EUA sofre com projetos de lei gerados por IA
Fonte: Tecnoblog

41% dos artigos do LinkedIn são gerados por IA, aponta levantamento

41% dos artigos do LinkedIn são gerados por IA, aponta levantamento

LinkedIn promete combater AI slop (ilustração: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Resumo

41% das publicações longas no LinkedIn são geradas por IA, de acordo com levantamento da Pangram.
O LinkedIn também tem 30% dos posts com conteúdo entre 50 e 250 palavras criados por IA, e 23,7% das respostas são geradas por robôs.
O Reddit é a plataforma com maior proporção de conteúdo humano, com apenas 13% de conteúdos escritos usando IA em publicações com mais de 250 palavras.

Um levantamento da empresa Pangram aponta que 41% das publicações com mais de 250 palavras no LinkedIn são totalmente feitas usando inteligência artificial generativa. A proporção supera outras redes avaliadas, como X (antigo Twitter), Reddit, Substack e Medium.

A rede profissional também leva o troféu de plataforma com a maior fatia de publicações curtas totalmente geradas por IA: segundo a desenvolvedora, 30% dos posts com conteúdo entre 50 e 250 palavras são criados por robôs conversacionais.

Rede profissional tem ferramentas de IA para ajudar na escrita (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Pangram desenvolve uma extensão para o Chrome que promete identificar quais publicações foram escritas por humanos e quais foram geradas por IA, aplicando etiquetas aos posts em diversas redes sociais.

O levantamento publicado na última quinta-feira (09/07) foi feito com base em mais de 1 milhão de publicações nas redes sociais. De todas as publicações detectadas como IA pela ferramenta, dois terços estavam na rede de conexões profissionais.

Como a empresa nota, o próprio LinkedIn encoraja o uso de inteligência artificial, com um botão nativo para melhorar a redação usando a tecnologia.

No entanto, a própria plataforma reconheceu que a quantidade de AI slop na rede passou do aceitável e prometeu reduzir o alcance de conteúdos vazios, textos genéricos e comentários automatizados. Sim, comentários. Como nota a Pangram, 23,7% das respostas nas publicações são geradas por robôs.

E as outras redes sociais?

O X é a rede com a menor proporção de conteúdo puramente humano. Com 52,7%, ele fica atrás do próprio LinkedIn, que tem 55,2%. Na rede social de Elon Musk, a proporção de textos totalmente gerados por IA é relativamente pequena (24,1%), mas há grande presença de conteúdos mistos, escritos por humanos e robôs em conjunto (23,2%).

No outro extremo, está o Reddit. A plataforma de comunidades tem 13% de conteúdos escritos usando apenas IA na faixa acima de 250 palavras. Na classificação entre 50 e 250 palavras, a proporção é ainda menor, com apenas 3%. Por fim, as respostas aos posts são praticamente todas humanas, com apenas 1,7% de uso de IA.
41% dos artigos do LinkedIn são gerados por IA, aponta levantamento

41% dos artigos do LinkedIn são gerados por IA, aponta levantamento
Fonte: Tecnoblog

Daqui a 5 anos? CEO do LinkedIn diz que pergunta clássica está desatualizada

Daqui a 5 anos? CEO do LinkedIn diz que pergunta clássica está desatualizada

CEO do LinkedIn defende planos mais curtos, com foco em aprendizado e experiência (imagem: reprodução/No One Knows What They’re Doing)

Resumo

O CEO do LinkedIn, o Ryan Roslansky, considera o plano de carreira de cinco anos desatualizado devido às rápidas mudanças tecnológicas e do mercado de trabalho.
Roslansky sugere focar em objetivos de curto prazo, como aprendizado e experiências, em vez de um plano fixo de cinco anos.
Dados indicam que 39% das habilidades serão transformadas até 2030, e trabalhadores da Geração Z mudam de emprego a cada 1,1 ano.

Ryan Roslansky, CEO do LinkedIn, diz que uma das perguntas mais comuns em entrevistas de emprego se tornou “um pouco boba”. Para ele, a ideia de pensar onde você quer estar daqui a cinco anos e traçar um plano para chegar lá está desatualizada.

“Você frequentemente ouve pessoas dizendo, ‘Ei, você precisa ter um plano de cinco anos, escreva como quer que os próximos cinco anos da sua vida sejam, siga esse caminho e siga esse plano’”, afirma o executivo ao podcast No One Knows What They’re Doing.

“E na verdade, quando você sabe que a tecnologia, o mercado de trabalho e tudo mais está se mexendo, acho que ter um plano de cinco anos é um pouco bobo”, completa o CEO.

O que pode substituir o plano de cinco anos?

Roslansky acha que o futuro da carreira pode ser definido por outras perguntas, mais focadas em um horizonte próximo. Elas seriam mais adequadas a um ambiente que está mudando muito rápido — graças, em grande parte, à inteligência artificial.

“Eu recomendaria que as pessoas se concentrem, talvez, nos próximos meses e em algumas coisas que não são um plano”, explica. “O que você quer aprender? Quais tipos de experiências você quer? Isso, eu acho, é o modelo mental correto para o cenário atual.”

O executivo também alerta para a ilusão de um caminho linear na carreira, passando por se formar na faculdade, conseguir um emprego, se tornar um consultor e fazer um MBA. “As pessoas acham que é assim que funciona”, adverte.

“Se você se concentrar nesses passos pequenos, aprender, ganhar experiência, o caminho profissional vai se abrir para você”, defende Roslansky.

Mesmo com mudanças frequentes, especialistas defendem plano

A Fortune observa que algumas informações endossam a ideia do CEO do LinkedIn. Dados do Fórum Econômico Mundial, por exemplo, apontam que 39% das habilidades dos trabalhadores serão transformadas ou se tornarão obsoletas já em 2030 — ou seja, no fim de um plano de cinco anos feito hoje.

A revista também menciona um relatório da empresa educacional TAFE Gippsland, que afirma que, em média, as pessoas passam por três a sete mudanças de carreira na vida, além de 16 trocas de emprego.

Já a empresa de recrutamento Randstad observa que essa tendência tem se intensificado entre os mais jovens. Trabalhadores da Geração Z mudam de emprego, em média, a cada 1,1 ano. A companhia diz que eles mudam quando sentem que não estão progredindo no cargo atual.

Mesmo assim, nem todo mundo descarta o método tradicional. “Planos de cinco anos também dão a flexibilidade para mudar o que não é mais relevante para suas metas de longo prazo, sem que isso atrapalhe seu progresso”, diz Mary McNevin, executiva de talentos. “Desse modo, você está sempre trabalhando em direção ao que realmente quer conquistar.”

Com informações da Fortune
Daqui a 5 anos? CEO do LinkedIn diz que pergunta clássica está desatualizada

Daqui a 5 anos? CEO do LinkedIn diz que pergunta clássica está desatualizada
Fonte: Tecnoblog

Itália quer cobrar imposto sobre perfis gratuitos; redes sociais são contra

Itália quer cobrar imposto sobre perfis gratuitos; redes sociais são contra

Acesso às plataformas digitais pode mudar na Itália (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Itália propôs tributar as redes sociais alegando que o uso gratuito das contas em troca de dados é uma transação econômica.
Meta enfrenta cobrança de 887,6 milhões de euros, enquanto LinkedIn e X têm cobranças de 140 milhões de euros e 12,5 milhões de euros, respectivamente.
As plataformas recorreram na Justiça e o caso será debatido no Comitê de IVA da Comissão Europeia até o primeiro semestre de 2026.

A Itália está enfrentando resistência de grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos após propor uma medida fiscal inédita. Segundo a Reuters, as plataformas X, LinkedIn e Meta, dona do Facebook e Instagram, recorreram na Justiça contra uma cobrança bilionária de imposto sobre valor agregado (IVA), relacionada à oferta gratuita de seus serviços.

Essa é a primeira vez que o país não consegue chegar a um acordo extrajudicial com empresas de tecnologia nesse tipo de disputa, o que resultou no início formal de um processo tributário. A decisão italiana pode abrir precedente para uma nova abordagem fiscal dentro da União Europeia.

O que a Itália quer mudar?

De acordo com as autoridades fiscais do país, o acesso gratuito às plataformas digitais não é tão “gratuito” assim. O argumento é que, ao criarem uma conta, os usuários entregam dados pessoais que servem como moeda de troca. Para o governo, essa prática equivale a uma transação econômica que deveria ser tributada — ainda que não envolva dinheiro diretamente.

As cifras envolvidas são altas: a Meta é alvo de uma cobrança de 887,6 milhões de euros (cerca de R$ 5,78 bilhões), enquanto o X deve 12,5 milhões de euros e o LinkedIn, cerca de 140 milhões de euros. As empresas protocolaram recursos em um tribunal fiscal de primeira instância após o prazo de resposta ao auto de infração emitido em março ter expirado.

Medida pode chegar à União Europeia

Decisão italiana pode abrir precedente para uma nova abordagem fiscal dentro da UE (foto: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

A iniciativa italiana, se mantida, tem potencial para impactar diversos segmentos econômicos, segundo especialistas ouvidos pela Reuters. Empresas que oferecem serviços gratuitos mediante o aceite de cookies de rastreamento, como varejistas, companhias aéreas e empresas de mídia, também poderiam ser enquadradas na mesma lógica tributária.

Como o IVA é um imposto harmonizado na União Europeia, existe a possibilidade de que a proposta italiana ganhe adesão em outros países do bloco. Por isso, o governo italiano deve buscar uma análise do Comitê de IVA da Comissão Europeia.

Para isso, a Receita da Itália deverá formular questões específicas, que serão encaminhadas pelo Ministério da Economia à entidade responsável. A previsão é que esse parecer seja discutido até o primeiro semestre de 2026.

Enquanto isso, as empresas mantêm sua posição. Em nota enviada à Reuters, a Meta afirmou que sempre colaborou com as autoridades e que “discorda fortemente da ideia de que permitir o acesso a plataformas digitais deva ser tratado como atividade tributável”.

LinkedIn e X não comentaram o caso. Tanto o Ministério da Economia da Itália quanto a Receita local também optaram pelo silêncio.

O desfecho ainda é incerto. A tramitação completa de um processo tributário no país pode levar até uma década, passando por três instâncias. Até lá, o tema deve seguir em debate tanto na esfera jurídica quanto nas discussões fiscais europeias.

Com informações da Reuters
Itália quer cobrar imposto sobre perfis gratuitos; redes sociais são contra

Itália quer cobrar imposto sobre perfis gratuitos; redes sociais são contra
Fonte: Tecnoblog

Executivo da Microsoft sugere que funcionários demitidos usem IA para desabafar

Executivo da Microsoft sugere que funcionários demitidos usem IA para desabafar

Matt Turnbull é produtor executivo da Microsoft (imagem: reprodução)

Resumo

Executivo do Xbox sugeriu IA para consolar demitidos em post no LinkedIn.
Publicação ocorreu após cortes na divisão de games da Microsoft, incluindo fechamento de estúdios.
Microsoft vai investir US$ 80 bilhões em IA, o que gerou críticas diante das demissões.

Que o LinkedIn às vezes se parece com um universo paralelo, isso todo mundo já sabe. Mas já imaginou ver um executivo da empresa que acaba de te demitir sugerindo que você use inteligência artificial para se consolar? Foi o que fez Matt Turnbull, produtor executivo do Xbox Game Studios, uma das divisões mais afetadas pela nova leva de demissões na Microsoft.

Em uma postagem na rede social, Turnbull sugeriu o uso de ferramentas de IA generativa, como o Copilot, para ajudar as pessoas a lidarem com os efeitos emocionais de uma demissão e refazerem seus currículos.

O executivo não direciona o post aos afetados pelos layoffs na big tech, mas vale lembrar que a divisão de games cancelou projetos e executou milhares de cortes de pessoal nos últimos meses. A política já resultou no fim de alguns estúdios, como Tango Gameworks – dos sucessos Hi-Fi Rush e The Evil Within – e Romero Games.

Prompts para realocação

Executivo publicou mensagem após confirmação de novo layoff na Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

No post, Turnbull reconheceu que os tempos eram difíceis, e então sugeriu alguns prompts para as pessoas pedirem conselhos ao chatbot.

As sugestões vão desde ajuda prática no desenvolvimento de novos currículos até dicas de networking. No fim do texto, contudo, o executivo apresenta um prompt para que ex-funcionários usem a IA como uma espécie de conselheira emocional.

Na seção “clareza emocional e confiança”, ele dá a seguinte sugestão: “Estou lutando com a síndrome do impostor após ser demitido. Você pode me ajudar a ressignificar essa experiência de uma forma que me lembre no que sou bom?”.

A mensagem terminava dizendo que a IA poderia ajudar os demitidos a “saírem do bloqueio mais rápido, com mais calma e mais clareza”. O post não caiu bem e o autor o apagou depois de um tempo.

Postagem de Matt Turnbull foi deletada (imagem: reprodução/@brandon.insertcredit.com)

Demissões e investimentos bilionários em IA

Nas redes sociais, críticos consideraram a fala de Turnbull um tanto desconectada da realidade, afinal, enquanto o executivo sugere a IA como um ombro amigo, a Microsoft está em meio a uma grande reestruturação impulsionada principalmente pela aposta em inteligência artificial. A empresa vai investir US$ 80 bilhões em infraestrutura para IA no próximo ano fiscal.

“Ele realmente pensou que postar isso seria uma boa ideia”, comentou Brandon Sheffield, diretor do estúdio indie Necrosoft Games, no BlueSky. “Depois de demitir milhares de pessoas, talvez não seja uma boa ideia sugerir que elas recorram àquilo que você está usando para substituí-las”, completou.

Com informações do The Verge e TechSpot

Executivo da Microsoft sugere que funcionários demitidos usem IA para desabafar

Executivo da Microsoft sugere que funcionários demitidos usem IA para desabafar
Fonte: Tecnoblog

LinkedIn lista os 25 cargos que mais crescem no Brasil

LinkedIn lista os 25 cargos que mais crescem no Brasil

Ranking Empregos em Alta 2025 do LinkedIn mostra as tendências do mercado de trabalho (imagem: divulgação/LinkedIn)

Resumo

O LinkedIn divulgou a lista Empregos em Alta 2025 com os 25 cargos de maior crescimento no Brasil.
Diretor(a) de Receita, Engenheiro(a) de Segurança de Processo e Neuropsicólogo(a) ocupam as três primeiras posições no ranking.
Além de disponibilizar a lista, o LinkedIn Learning oferece cursos gratuitos sobre inteligência artificial, gestão de operações e sustentabilidade para ajudar profissionais a se prepararem.

O LinkedIn divulgou, nesta quarta-feira (15/01), a lista Empregos em Alta 2025. O material, criado a partir de dados exclusivos da plataforma, aponta as 25 posições que devem ter maior crescimento no mercado de trabalho brasileiro neste ano.

Para isso, a equipe do LinkedIn Economic Graph analisou as milhões de vagas iniciadas por usuário entre 1º de janeiro de 2022 e 31 de julho de 2024. Os números ajudaram a calcular a taxa de crescimento para cada cargo e prever as tendências do mercado.

Direitor(a) de Receita é um dos cargos de destaque no setor de marketing, segundo o LinkedIn (imagem: Smartworks Coworking/Unsplash)

Foco em operações estratégicas, saúde mental e sustentabilidade

O cargo de Diretor(a) de Receita aparece em primeiro lugar no Empregos em Alta do LinkedIn. O profissional atua na liderança de equipes de marketing e vendas, visando ampliar as oportunidades de crescimento de uma empresa.

As posições de Engenheiro(a) de Segurança e Processo e de Neuropsicólogo(a) ocupam a segunda e terceira posição, respectivamente. Um resultado que mostra a busca por profissionais que possam colaborar com as dinâmicas estruturais e estratégicas das empresas e lidar com as questões comportamentais e humanas.

A lista do LinkedIn também mostra a recuperação nos setores de Turismo e Eventos. Por exemplo, os cargos de Assistente de Eventos (4º) e Agente de Viagens (18º) confirmam o aquecimento do mercado de entretenimento.

Outras posições em ascensão são: Psicólogo(a) Pediátrico(a) (6º), Especialista em Geração de Leads (7º), Assistente Social (8º), Analista de Saúde (12°), Líder de Gerenciamento de Projetos (15º) e Analista de Sustentabilidade (25º). 

Agentes de Viagem voltam a ser destaque em lista de tendências do LinkedIn (imagem: Kelsey Knight/Unsplash)

Lista Empregos em Alta 2025

Confira o ranking completo de posições em alta no Brasil, conforme o LinkedIn Economic Graph:

Diretor(a) de Receita

Engenheiro(a) de Segurança de Processo

Neuropsicólogo(a)

Assistente de Eventos

Assistente de Patologia

Psicólogo(a) Pediátrico(a)

Especialista em Geração de Leads

Assistente Social

Analista de Centro de Operações de Segurança

Bibliotecário(a)

Especialista em Folha de Pagamento

Analista de Saúde

Executivo(a) de Desenvolvimento de Negócios

Técnico(a) em Audiovisual

Líder de Gerenciamento de Projetos

Executivo(a) de Vendas

Engenheiro(a) de Produção

Agente de Viagens

Engenheiro(a) de Custos

Especialista em Operações Logísticas

Coordenador(a) de Segurança do Trabalho

Mecânico(a) de Aeronaves

Especialista em Precificação

Representante de Marketing de Campo

Analista de Sustentabilidade

Cursos gratuitos do LinkedIn Learning

“Nosso objetivo com a lista é ajudar os profissionais a entenderem as tendências e a se prepararem para as oportunidades, seja para consolidar suas posições nas áreas em que já atuam ou para planejar uma transição de carreira. Neste sentido, é importante que os profissionais foquem no aprendizado contínuo, adaptação e competências em temas como inteligência artificial, sustentabilidade e gestão”, cita Guilherme Odri, editor-chefe do LinkedIn Notícias Brasil.

Junto à lista, o LinkedIn Learning disponibilizou cursos gratuitos para os profissionais que desejam ampliar suas habilidades. Entre as opções disponíveis estão: Como incorporar a IA generativa na sua estratégia de negócios, Fundamentos da gestão de operações e Fundamentos da sustentabilidade.

Com informações de LinkedIn.
LinkedIn lista os 25 cargos que mais crescem no Brasil

LinkedIn lista os 25 cargos que mais crescem no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Estudo mostra que maioria dos textões do LinkedIn foi escrita por IA

Estudo mostra que maioria dos textões do LinkedIn foi escrita por IA

Talvez o autor daquele post de “o que aprendi com tal coisa” no LinkedIn não aprendeu nada (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Uma pesquisa realizada com milhares de textos em inglês no LinkedIn mostra que a maioria foi escrita por inteligência artificial. O estudo avaliou 8.795 postagens com mais de 100 palavras publicadas entre janeiro de 2018 e outubro de 2024. 54% deles são provavelmente gerados por IA, a tecnologia do momento.

A pesquisa foi realizada pela startup Originality AI, que desenvolve ferramentas de detecção de conteúdo criado por IAs, e divulgada pela revista Wired. O próprio LinkedIn, que é de propriedade da Microsoft, fornece no seu plano Premium uma ferramenta de inteligência artificial para aprimorar publicações, perfil e mensagens diretas.

O que levou ao aumento de textos de IA no LinkedIn?

Popularização do ChatGPT coincide com crescimento de textos gerados por IA (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Segundo John Gillham, CEO da Orginality AI, o salto de publicações de textos gerados por IA ocorreu no início de 2023, quando o ChatGPT começou a se popularizar. A IA generativa da OpenAI foi lançada no fim de 2022. O crescimento de textos supostamente gerados por IA foi de 189%.

No momento, a tecnologia não é capaz de garantir com precisão se um texto é ou não criado por inteligência artificial (e é provável que essa tecnologia nunca surja). Por isso os textos são apontados como “provavelmente gerados por IA”.

Em resposta ao caso, o LinkedIn disse que não analisa se os textos foram escritos ou editados por IA. Porém, a plataforma afirma que tem ferramentas para detectar textos de baixa qualidade e duplicados, que podem indicar que foram feitos por inteligência artificiais. Nesses casos, a rede social corta o alcance da publicação.

Usuários do LinkedIn que usam IA nos textos (seja para a criação ou edição) foram ouvidos pelo Wired. Em resposta ao veículo, os usuários dizem preferir as IAs generalistas (como o ChatGPT e Claude) às ferramentas dedicadas para textos e conteúdo profissional.

“O que aprendi com jornalismo de tecnologia”

Contas de memes no Instagram usam textos de IA para enganar algoritmo e ter mais alcance (Imagem: Reprodução/Instagram)

Trabalhando com jornalismo de tecnologia desde 2021, pude acompanhar o crescimento das IAs generativas. E, não querendo ser engenheiro de obra-pronta, o resultado do estudo não me surpreende. IAs generativas são ótimas para gerar lero-lero e viralizar no LinkedIn — no Instagram e no Google também.

O ChatGPT, Copilot, Gemini e até o Galaxy AI permitem que os usuários gerem textos do zero ou peçam melhorias no que foi produzido. Com a popularização dessas ferramentas começaram a surgir sites criados para gerar receita com o Google Ads. Os criadores usam as IAs para produzirem textos com SEO otimizado e ficar entre os primeiros resultados do Google.

No Instagram, você provavelmente já viu alguma página de meme com uma legenda sobre algum carro ou explicando alguma coisa. Essa é a estratégia usada pelas páginas para que o algoritmo entenda que o conteúdo é educativo e amplie o alcance do post.

Com informações: Wired
Estudo mostra que maioria dos textões do LinkedIn foi escrita por IA

Estudo mostra que maioria dos textões do LinkedIn foi escrita por IA
Fonte: Tecnoblog

LinkedIn demite mais de 700 pessoas e encerrará app na China

LinkedIn demite mais de 700 pessoas e encerrará app na China

O LinkedIn anunciou na noite da segunda-feira (8), que irá demitir 716 funcionários e realizará mudanças no programa Global Business Organization (GBO). Além disso, a empresa também confirmou que seus esforços na China através do aplicativo InCareer serão descontinuados em agosto de 2023.

LinkedIn (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

As informações vieram diretamente de Ryan Roslansky, CEO do LinkedIn, em um e-mail para os colaboradores, que depois foi publicado na página de notícias da empresa. No texto, o líder afirma que mais demissões ocorreram na companhia no início de 2023 do que em todo ano de 2022.

Segundo o CEO, os cortes aconteceram devido a “mudanças no comportamento do cliente e crescimento mais lento da receita”.

Ademais, o Global Business Organization (GBO), que é uma “organização de negócios e networking liderada por estudantes, dedicada a formar líderes com mentalidade global nos negócios e na sociedade” irá sofrer uma reorganização. O LinkedIn fará alterações na agilidade, no alinhamento dos times e na maneira de trabalhar.

Por fim, as demissões também estão ligadas ao encerramento do app de empregos InCareer, propriedade do LinkedIn, na China. De acordo com Ryan Roslansky, “embora o programa tenha obtido algum sucesso no ano passado, ela também enfrentou uma concorrência acirrada e um clima macroeconômico desafiador no país asiático”.

Usuários do aplicativo têm até o dia 9 de agosto para baixarem seus dados, que serão deletados no mesmo mês.

App do InCareer na China (Imagem: Reprodução / South China Morning Post)

Novas vagas serão abertas

Mesmo com a demissão de 716 funcionários (4% de toda a força de trabalho da marca), o LinkedIn mantém o otimismo.

No planejamento para a reestruturação de suas áreas, a empresa afirmou que vai abrir 250 novas vagas de emprego a partir do dia 15 de maio em “segmentos específicos das operações”. Isso inclui oportunidades no gerenciamento de negócios e contas, por exemplo.

Encerrando a carta para as equipes, Ryan Roslansky, disse que a próxima década “talvez seja a mais importante que experimentamos até agora”. O CEO ressaltou o crescimento da tecnologia de inteligência artificial e as mudanças que ela fará no mundo. Vale lembrar que a marca anunciou o uso de IA para redigir mensagens para recrutadores e também para auxiliar o usuário a escrever o seu próprio perfil no LinkedIn.

O líder considera que o LinkedIn será essencial em ajudar “membros e clientes a navegarem pelas mudanças para acessar oportunidades econômicas”.

A companhia continuará a administrar os gastos, enquanto investe em áreas estratégicas de crescimento. Contudo, as próximas semanas, segundo o CEO, serão direcionadas para dar suporte aos colaboradores que foram impactados pelas mudanças.

Com informações: TechRadar.
LinkedIn demite mais de 700 pessoas e encerrará app na China

LinkedIn demite mais de 700 pessoas e encerrará app na China
Fonte: Tecnoblog

O que sua foto de perfil diz sobre você no LinkedIn

O que sua foto de perfil diz sobre você no LinkedIn

Se uma “imagem vale mais do que mil palavras”, quanto vale sua foto de perfil no LinkedIn?
Se ela fosse avaliada hoje, você consegue imaginar qual seria sua nota? Já existe uma forma de fazer isso – e por meio de um site que utiliza big data.
O Snappr conta com um banco de dados extenso, com as imagens mais “bem aceitas” da internet e avalia a foto de perfil do LinkedIn de acordo com elas. O site tem integração direta com a rede social e, se você quiser, também pode fazer upload diretamente do computador ou smartphone.
O interessante é que, além de avaliar, o site também dá dicas para melhorar a composição da foto, posição, contraste, regra dos terços e, ainda, sobre seu sorriso. Segundo o Snappr, sorrir é um ponto positivo, mas o ideal é que haja um equilíbrio. O sorriso vindo de um riso, quando há uma lacuna entre os dentes, pode ser interpretado de forma negativa nos negócios. Legal, não é?
O algoritmo incumbido de dar as notas foi alimentado com 60 mil avaliações de 800 fotografias diferentes, vindas do PhotoFeeler – um site em que os internautas podem avaliar selfies de acordo com níveis de amabilidade, influência e competência. E também conta com dados de uma pesquisa realizada pela Universidade de Nova York, que utilizou redes neurais artificiais para descobrir níveis de atração e dominância em cerca de 1000 fotografias.

// Quer ter uma nota maior? Peça para um amigo escolher sua foto de perfil:
Um bom amigo sempre diz a verdade – mesmo que ela doa, não é mesmo? Na hora de escolher a foto de perfil de suas redes sociais, principalmente a do LinkedIn, conte com a ajuda de um.
Segundo um estudo publicado na revista Cognitive Research: Princípios e Implicações, as pessoas não conseguem perceber com facilidade quais são as fotos de si mesmas que geram uma boa impressão.
Para a pesquisa, os participantes disponibilizaram 12 fotos de seus perfis no Facebook.
Os pesquisadores recortaram cada foto, apenas na região do rosto e pediram para que eles escolhessem qual delas seria a melhor opção para usar como foto de perfil no próprio Facebook, no LinkedIn ou em um site de relacionamentos.
Quando separados, os participantes classificaram cada uma das fotos com base nos critérios: atratividade, confiabilidade, domínio, competência e confiança. Depois, os estudiosos recrutaram um novo grupo de voluntários, mas dessa vez para avaliar as mesmas fotos.
Não houve muita coincidência entre os dois resultados, o que nos leva a entender que podemos estar familiarizados demais com nossos rostos para que possamos julgá-los com precisão. Ao final do estudo os pesquisadores concluem que: “se as pessoas desejam publicar sua melhor foto de perfil, devem pedir para que outra pessoa escolha essa imagem” – afinal, uma primeira impressão tem muito mais a ver com o que outra pessoa pensa sobre você e não você sobre si mesmo.
Agora, antes de trocar sua imagem de perfil, chame um amigo, abra o Snappr e divirtam-se! Só não deixem de comentar a nota aqui! ;)

Fontes: Revista Exame e Sciense of Us
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O que sua foto de perfil diz sobre você no LinkedIn
Fonte: Locaweb