Category: Instagram

Após polêmica, Instagram cancela IA que acessava as fotos dos usuários

Após polêmica, Instagram cancela IA que acessava as fotos dos usuários

Instagram foi criticado por sindicato de atores de Hollywood (imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Resumo

A Meta desativou a função do Instagram que utilizava IA para reprocessar imagens postadas em perfis abertos após enfrentar questionamentos sobre privacidade e direito de imagem.
A função, lançada na terça-feira (07) como parte do modelo de geração de imagens Muse Image, permitia que fotos de contas públicas do Instagram fossem usadas como referência, gerando críticas.
O SAG-AFTRA recomendou que seus membros desativassem a função, classificando como “inaceitável” o uso das imagens sem consentimento claro, e a Meta reconheceu que o recurso “errou o alvo” ao não oferecer controle adequado sobre o uso do conteúdo público.

A Meta desativou a polêmica função no Instagram que utilizava IA para reprocessar imagens postadas em perfis abertos. A novidade tinha sido anunciada ao longo da semana e rapidamente enfrentou questionamentos, já que foi ativada por padrão, com potencial de violar a privacidade e o direito de imagem dos usuários.

O Muse Image foi lançado na terça-feira (07) como o primeiro modelo de geração de imagens por inteligência artificial do Meta Superintelligence Labs. Integrado ao chatbot Meta AI, o recurso usa fotos como input. Uma das funções permitia mencionar contas públicas do Instagram para que seu conteúdo fosse usado como referência nas gerações. Este ponto concentrou a maior parte das críticas.

O Tecnoblog realizou testes na tarde deste sábado (11) e confirmou que a novidade foi retirada dos ajustes do Instagram, ao menos no Android. A Meta não colocou nenhum aviso diretamente no app.

A atriz Hannah Einbinder, vencedora do Emmy por Hacks, criticou o recurso no Instagram e disse que ele havia sido ativado automaticamente. Ela recomendou que os usuários o desligassem.

Na quinta-feira (09/07), o SAG-AFTRA, sindicato que representa atores e outros profissionais de mídia, também recomendou a seus membros que desativassem a função, classificando como “inaceitável” qualquer uso das imagens dos usuários sem um opt-in claro.

Em comunicado, a empresa disse que a “intenção era oferecer uma ferramenta criativa útil e dar às pessoas controle” sobre o uso do conteúdo público, mas reconheceu que “o recurso errou o alvo” e por isso foi retirado do ar. O SAG-AFTRA classificou a retirada como “a atitude responsável” diante dos riscos de réplicas digitais não consentidas.
Após polêmica, Instagram cancela IA que acessava as fotos dos usuários

Após polêmica, Instagram cancela IA que acessava as fotos dos usuários
Fonte: Tecnoblog

Meta AI, WhatsApp e Instagram ganham novo modelo de IA para gerar imagens

Meta AI, WhatsApp e Instagram ganham novo modelo de IA para gerar imagens

Muse Image estará disponível na Meta AI (imagem: divulgação)

Resumo

A Meta lançou o Muse Image, um modelo de IA para gerar imagens, desenvolvido pelo Meta Superintelligence Lab.
O Muse Image será usado na Meta AI, WhatsApp e Instagram para gerar imagens e aplicar efeitos, e também estará disponível para anunciantes como parte do serviço Advantage Plus.
A ferramenta permite incorporar fotos de contas públicas do Instagram e ajustar elementos, mudar estilos e criar variações de alta qualidade.

A Meta anunciou, nesta terça-feira (07/07), o lançamento do modelo de inteligência artificial Muse Image. Ele deverá ser o responsável por gerar imagens na Meta AI, bem como executar algumas tarefas no WhatsApp e no Instagram.

Essa é a primeira tecnologia do tipo desenvolvida pelo Meta Superintelligence Lab, braço da gigante das redes sociais dedicado à inteligência artificial e chefiado por Alexandr Wang. Em abril, a divisão fez sua estreia com o Muse Spark, de geração de texto.

O que o Muse Image é capaz de fazer?

Segundo a Meta, o Muse Image fica à frente do Nano Banana 2, do Google, em diversos benchmarks, ficando atrás apenas do gerador de imagens do ChatGPT, o GPT Image 2.

O novo modelo estará disponível via Meta AI para geração de imagens. Antes, a empresa contava com o Midjourney para essa tarefa. No WhatsApp e no Instagram, ele também poderá ser usado para aplicar mais de 30 efeitos.

Efeitos para imagens no WhatsApp também vão usar o Muse Image (imagem: divulgação)

Na Meta AI, usuários poderão incorporar fotos de contas públicas do Instagram às suas criações, marcando os perfis donos das imagens usadas. Vale ter atenção a isso: o recurso vem ativado por padrão. Se você tem uma conta sem cadeado e não gostaria de ver suas fotos editadas por outras pessoas, é bom entrar nas configurações e desativar esse uso.

Facebook e Messenger ganharão acesso ao Muse Image futuramente. A Meta também prepara um modelo de vídeo chamado Muse Video, ainda sem previsão de lançamento.

Ferramenta estará disponível em pacote para anunciantes

A Meta não quer que o Muse Image seja apenas um recurso para redes sociais. A empresa também aposta no modelo como uma ferramenta para anunciantes. Ele estará no serviço Advantage Plus, serviço da companhia voltado ao mercado publicitário, que deve chegar nas próximas semanas.

“O Muse Image traz raciocínio nativo ao processo criativo para ajustar elementos, mudar estilos e criar variações com base no material original, chegando em menos iterações a versões de alta qualidade e alinhadas com a marca”, diz a Meta em um texto dedicado aos anunciantes.

Com informações do Axios e da CNBC.
Meta AI, WhatsApp e Instagram ganham novo modelo de IA para gerar imagens

Meta AI, WhatsApp e Instagram ganham novo modelo de IA para gerar imagens
Fonte: Tecnoblog

Instagram permitiu anúncios de material de abuso infantil, diz investigação

Instagram permitiu anúncios de material de abuso infantil, diz investigação

Instagram não removeu anúncios automaticamente após denúncia no app (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Instagram exibiu anúncios de material de abuso infantil na Índia, de acordo com investigação da BBC.
Os anúncios direcionavam para canais de venda de vídeos no Telegram.
A Meta, dona do Instagram, afirma ter removido os anúncios e suspendido as contas envolvidas.

O Instagram permitiu a veiculação de anúncios pagos de material de abuso sexual infantil na Índia, de acordo com uma investigação da BBC. As peças publicitárias levavam a canais do Telegram, que vendiam vídeos a 99 rúpias (cerca de R$ 5,40, em conversão direta).

A reportagem da BBC usou as ferramentas de reportar propagandas da própria plataforma, mas recebeu uma resposta de que as publicações não violavam os termos da comunidade. Quando a equipe procurou a assessoria de imprensa da Meta, a empresa disse ter removido os anúncios e suspendido as contas envolvidas.

Como a investigação encontrou as propagandas de abuso infantil?

Vendas aconteciam em canais do Telegram (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A equipe da BBC diz ter feito uma nova conta no Instagram para investigar se a rede social promovia conteúdo sexualmente sugestivo, após notar que publicações desse tipo eram recomendadas mesmo quando o usuário não tinha procurado nada do tipo. Entre os posts, estavam mulheres com pouca roupa, fazendo insinuações sexuais enquanto falavam de comida, tempo e vida cotidiana na Índia.

A conta criada pelo canal britânico seguiu dez perfis desse tipo. Em menos de uma semana, surgiram anúncios contendo mulheres oferecendo videochamadas e casais nus fazendo sexo. Dias depois, começaram a aparecer propagandas de crianças com adultos em situações sexualmente sugestivas, com links para canais do Telegram.

O que Meta e Telegram fizeram a respeito?

A BBC diz ter reportado um dos anúncios pela ferramenta do próprio Instagram. Depois de 24 horas, recebeu uma resposta de que o anúncio não seria removido porque o time de revisão concluiu que a peça não violava os padrões da comunidade.

A reportagem também denunciou dois canais do Telegram usando os meios fornecidos pelo próprio aplicativo de mensagens. Um deles foi derrubado, mas outro continuou publicando vídeos de abuso infantil para venda.

Procurada pela reportagem do canal britânico, a Meta afirmou já ter removido mais de 274 mil grupos e canais ligados a materiais de abuso sexual infantil em 2026. Sobre os anúncios em questão, a companhia disse ter desativado vários deles e suspendido as contas ligadas ao material.

Mesmo assim, a empresa admitiu que seu sistema de detecção não é perfeito e seu processo de revisão pode não detectar todas as violações de suas políticas.

Já o Telegram disse à BBC que usa moderação humana e automatizada para erradicar a presença de materiais de abuso sexual infantil no app. A companhia afirma ter “virtualmente eliminado a disseminação pública” desse tipo de conteúdo em sua plataforma.
Instagram permitiu anúncios de material de abuso infantil, diz investigação

Instagram permitiu anúncios de material de abuso infantil, diz investigação
Fonte: Tecnoblog

Instagram faz mea culpa e libera ajustes do algoritmo direto no feed

Instagram faz mea culpa e libera ajustes do algoritmo direto no feed

Instagram agora permite intervenção direta do usuário (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Instagram agora permite que usuários ajustem manualmente os tópicos associados ao perfil.
A ferramenta possibilita que os usuários removam ou adicionem interesses, adaptando o algoritmo do que é exibido no feed.
A função visa dar aos usuários mais controle sobre os posts exibidos.

O Instagram finalmente passará a permitir que o usuário tenha mais controle sobre os posts que vê no feed principal através da ferramenta “Seu Algoritmo”. A função oferece informações sobre quais tópicos a rede social associou ao perfil das pessoas e possibilita o ajuste manual.

Dessa forma, o Instagram deixa de depender apenas de sinais indiretos, como curtidas, tempo de visualização e compartilhamentos, e passa a permitir uma intervenção direta do usuário. A novidade chegou primeiro ao Reels, nos Estados Unidos, em 2025. Não há confirmação de quando a ferramenta será introduzida no Brasil.

Mosseri reconhece perda de controle no feed

Instagram perdeu a mão no feed, segundo Mosseri (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O chefe da rede social, Adam Mosseri, reconheceu, em publicação no Threads, que as plataformas reduziram a autonomia dos usuários ao longo dos últimos anos. Segundo ele, os feeds passaram a ser dominados por publicações de contas que as pessoas nunca escolheram seguir.

Ele menciona que o Instagram passou a trazer recomendações ao fim do feed em 2020 e passaram a ser misturadas à página inicial no ano seguinte. “Um feed onde apenas um em cada cinquenta amigos publica um momento perfeito não é interessante, e as recomendações algorítmicas preencheram essa lacuna”, afirmou.

Na avaliação de Mosseri, a mudança — que ocorreu durante um movimento geral das redes em direção ao modelo do TikTok — foi uma faca de dois gumes.

O custo que nós, como indústria, não levamos em consideração adequadamente é o impacto que isso teve na autonomia das pessoas. […] quem você segue costumava ser uma ferramenta importante para moldar sua própria experiência, e, à medida que as recomendações dominaram o feed principal, essa ferramenta silenciosamente deixou de funcionar.

Adam Mosseri, chefe do Instagram

Como funciona o Seu Algoritmo?

Ajustes de tópicos no Reels (imagem: reprodução/TechCrunch)

No anúncio, Mosseri não trouxe novidades sobre o funcionamento da ferramenta, mas ela deve seguir o mesmo estilo do Seu Algoritmo para o Reels. Nele, o Instagram exibe os temas que acredita serem relevantes para o usuário, com base nos conteúdos consumidos. A partir dessa lista, é possível remover assuntos indesejados ou adicionar novos interesses.

A ideia é tornar visível uma parte do funcionamento do algoritmo, permitindo que o usuário corrija ou complemente as interpretações dele em vez de apenas inferir gostos a partir do comportamento.

Até o momento, a única forma de influenciar o algoritmo era sinalizando não haver interesse naquele tipo de conteúdo, restringindo perfis ou, mais extremo, denunciando publicações. Tudo isso, entretanto, tem que ser feito individualmente, em cada post.

Instagram quer ampliar controle

Por enquanto, o ajuste funciona por tópicos, mas o Instagram já trabalha para ampliar esse controle. A plataforma quer permitir que o usuário dê comandos mais específicos, incluindo preferências relacionadas a perfis, formatos de mídia e diferentes estilos de conteúdo — talvez algo próximo ao que fez o Spotify, recentemente.

Segundo Mosseri, a IA poderá, no longo prazo, personalizar a própria experiência do usuário dentro do aplicativo, adaptando recursos e interfaces de acordo com cada pessoa.

O executivo ponderou que esse nível de personalização pode reduzir experiências compartilhadas dentro das redes sociais. Ainda assim, defendeu que a busca por conexão e vivências em comum continuará influenciando o desenvolvimento dos produtos.

Instagram faz mea culpa e libera ajustes do algoritmo direto no feed

Instagram faz mea culpa e libera ajustes do algoritmo direto no feed
Fonte: Tecnoblog

Como colocar senha no Instagram para proteger suas DMs

Como colocar senha no Instagram para proteger suas DMs

Você pode bloquear o Instagram com senha ou biometria para evitar que alguém com seu celular veja suas DMs (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Você pode colocar senha no Instagram em celulares Samsung ou Motorola ao adicionar o aplicativo da rede social à Pasta Segura.

Em smartphones Xiaomi, o bloqueio do Instagram com senha é feito nas configurações de apps do sistema operacional. Já em iPhones, você precisará ativar o recurso “Exigir Face ID” no app do Instagram.

Não há como proteger somente as Direct Messages (DMs). Por isso, a saída é adicionar senha ou biometria ao aplicativo completo do Instagram.

A seguir, saiba como colocar senha no Instagram em celulares Samsung, iPhone, Xiaomi ou Motorola.

ÍndiceComo colocar senha no Instagram pelo celular Samsung1. Acesse as configurações de segurança e privacidade2. Entre nas opções extras de segurança e vá em “Pasta Segura”3. Adicione o app do Instagram à Pasta Segura da SamsungComo colocar senha no Instagram pelo iPhone1. Toque e segure o ícone do Instagram e selecione “Exigir Face ID”2. Confirme sua identidade e escolha “Exigir Face ID” no pop-upComo colocar senha no Instagram pelo celular Xiaomi1. Acesse as configurações do celular e entre em “Apps”2. Vá em “Bloqueio de apps” e marque a chave do InstagramComo colocar senha no Instagram pelo celular Motorola1. Abra o app “Moto Secure” e selecione “Pasta segura”2. Configure sua Pasta Segura no celular Motorola3. Vá em “Adicionar apps” e marque o app do InstagramComo acessar o app do Instagram protegido com senhaTambém consigo colocar senha no Instagram pelo PC?Posso usar apps de terceiros para bloquear o Instagram com senha?Posso colocar senha nas conversas do Instagram?Consigo proteger as DMs do Instagram com criptografia?É possível tirar a senha de bloqueio do Instagram?

Como colocar senha no Instagram pelo celular Samsung

Atenção
O passo a passo abaixo mostra como proteger o Instagram com senha em uma Pasta Segura já criada. Caso precise de ajude, acesse nosso artigo sobre como acessar, criar ou desativar a Pasta Segura no smartphone Samsung.

1. Acesse as configurações de segurança e privacidade

No celular Samsung, acesse “Configurações”. Em seguida, entre na seção “Segurança e privacidade”.

Acessando as configurações de segurança e privacidade da Samsung (Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Entre nas opções extras de segurança e vá em “Pasta Segura”

Na tela “Segurança e privacidade”, selecione a opção “Mais configurações de segurança”. Depois, escolha “Pasta Segura”.

Obs.: caso seja seu primeiro acesso, você terá de configurar a Pasta Segura e escolher o tipo de bloqueio (PIN, senha, padrão ou biometria).

Entrando na Pasta Segura da Samsung (Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Adicione o app do Instagram à Pasta Segura da Samsung

Toque no símbolo “+”, selecione o app do Instagram, e vá em “Adicionar” para proteger o Instagram com senha ou biometria dentro da Pasta Segura.

Adicionando o Instagram à Pasta Segura da Samsung (Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como colocar senha no Instagram pelo iPhone

Atenção
O tutorial abaixo é válido para iPhones com iOS 18 ou versões posteriores. Caso esteja usando uma versão do iOS mais antiga, vale atualizar o sistema ou usar a automação via Atalhos, mencionada em nosso artigo para colocar senha em apps de iPhone.

1. Toque e segure o ícone do Instagram e selecione “Exigir Face ID”

Na tela inicial do seu iPhone, toque e segure no ícone do Instagram e selecione a opção “Exigir Face ID”.

Ativando o recurso Exigir Face ID no app do Instagram (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

2. Confirme sua identidade e escolha “Exigir Face ID” no pop-up

Confirme sua identidade para prosseguir, e selecione “Exigir Face ID” no pop-up que abrir para colocar biometria no Instagram.

Protegendo o Instagram com biometria ou senha no iPhone (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Como colocar senha no Instagram pelo celular Xiaomi

1. Acesse as configurações do celular e entre em “Apps”

Acesse as configurações do celular Xiaomi. Depois, role a tela e entre na seção “Apps”.

Acessando as configurações do celular Xiaomi (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

2. Vá em “Bloqueio de apps” e marque a chave do Instagram

Acesse a guia “Bloqueio de apps”, e ative a chave localizada ao lado do app do Instagram para botar senha no Instagram.

Bloqueando o app do Instagram com senha no celular Xiaomi (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Como colocar senha no Instagram pelo celular Motorola

1. Abra o app “Moto Secure” e selecione “Pasta segura”

Em seu celular Motorola, abra o aplicativo “Moto Secure”. Em seguida, acesse “Pasta Segura”, localizada dentro da seção “Segurança de dados”.

Acessando a Pasta Segura do Moto Secure (Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Configure sua Pasta Segura no celular Motorola

Toque em “Continuar” e escolha o tipo de bloqueio, caso esteja acessando a Pasta Segura pela primeira vez. Se já tiver configurado a Pasta Segura anteriormente, basta pular para o próximo passo.

Configurando o tipo de bloqueio da Pasta Segura (Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Vá em “Adicionar apps” e marque o app do Instagram

Toque no símbolo “+” (localizado no canto inferior direito) e selecione “Adicionar apps”. Na tela seguinte, marque o app do Instagram e toque no ícone de “check” para finalizar o processo.

Adicionando o app do Instagram à Pasta Segura do Moto Secure (Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como acessar o app do Instagram protegido com senha

No iPhone e em celulares Xiaomi, você poderá acessar o Instagram protegido com senha ou biometria bastando abrir o aplicativo da rede social, que se mantém localizado na página inicial ou gaveta de apps.

Já em celulares Samsung ou Motorola, será necessário iniciar o app do Instagram pela Pasta Segura para fazer o desbloqueio com senha.

Também consigo colocar senha no Instagram pelo PC?

Sim. Pelo computador, você pode colocar senha no Instagram para ninguém mexer por meios de extensões de navegador, como o Bloquear site para Google Chrome.

A ferramenta em questão permite que você configure uma senha para desbloquear a URL do Instagram ou qualquer outro site adicionado à lista de bloqueio.

Posso usar apps de terceiros para bloquear o Instagram com senha?

Sim. Você pode bloquear aplicativos no Android com AppLock ou com serviços como LOCKit, que funcionam com o Instagram e outras ferramentas.

Mas vale destacar que aplicativos para colocar senha em apps, jogos e pastas são restritos a celulares Android, já que o iPhone não permite que serviços de terceiros façam alterações no dispositivo — como bloquear apps, por exemplo.

Posso colocar senha nas conversas do Instagram?

Não. O Instagram ainda não oferece uma funcionalidade para proteger as DMs com senha. Por conta disso, bloquear o aplicativo da rede social com senha ou biometria é a única forma de adicionar uma camada extra de proteção às suas mensagens.

Consigo proteger as DMs do Instagram com criptografia?

Não. No passado, o Instagram oferecia criptografia de ponta a ponta nas conversas como recurso opcional. Contudo, a rede social descontinuou a função em maio de 2026, sob alegações de que poucos usuários utilizavam o recurso.

É possível tirar a senha de bloqueio do Instagram?

Sim, mas os processos variam porque cada marca de celular utiliza um processo diferente. Confira abaixo como tirar a senha para o Instagram em diferentes smartphones.

Celulares Samsung: entre na Pasta Segura da Samsung, toque e segure no ícone do app do Instagram, e escolha “Desinstalar”.

iPhones: vá para a página inicial do iPhone, toque e segure no ícone de aplicativo do Instagram, selecione “Não Exigir Face ID” e confirme sua identidade.

Celulares Xiaomi: entre em “Configurações”, vá em “Apps”, abra a guia “Bloqueio de apps”, e desmarque a chave ao lado do aplicativo do Instagram.

Celulares Motorola: abra a Pasta Segura do Motorola, toque e segure no ícone do Instagram, e escolha “Remover app”.

Como colocar senha no Instagram para proteger suas DMs

Como colocar senha no Instagram para proteger suas DMs
Fonte: Tecnoblog

IA da Meta ajudou golpistas a roubarem perfis

IA da Meta ajudou golpistas a roubarem perfis

IA de suporte forneceu códigos de verificação e alterou e-mails para golpistas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Hackers aproveitaram uma falha de segurança do chatbot de suporte com IA da Meta e conseguiram invadir contas no Instagram. 
Criminosos usaram o assistente de suporte para alterar o e-mail cadastrado e receberam códigos de verificação para redefinir senhas dos perfis.
A Meta informou que corrigiu a falha que permitia esse acesso, mas nega que seus sistemas tenham sido invadidos. 

Hackers conseguiram invadir contas no Instagram após manipular o assistente de suporte com inteligência artificial da Meta. Os ataques foram registrados ao menos desde o último fim de semana e atingiram perfis comerciais e contas de figuras públicas, com grande número de seguidores.

Segundo relatos nas redes sociais, os criminosos exploravam uma falha no chatbot de suporte para alterar o e-mail cadastrado nas contas das vítimas. Depois disso, conseguiam receber códigos de verificação, redefinir senhas e assumir o controle dos perfis, mesmo em casos protegidos por autenticação de dois fatores.

Os invasores miraram principalmente contas raras — aquelas em que o usuário conseguiu registrar um termo popular ou apenas o primeiro nome — e perfis oficiais. As contas invadidas estariam sendo vendidas através do Telegram.

A Meta alega ter corrigido uma falha que permitia a terceiros solicitar e-mails de redefinição de senha, mas nega que seus sistemas tenham sido invadidos. Em resposta a uma publicação na rede social X, o porta-voz da empresa, Andy Stone, também negou que perfis de autoridades mundiais tenham sido afetados.

Para analistas de segurança do site The Cybersec Guru, porém, a invasão direta dos bancos de dados nunca foi o ponto, já que os perfis foram sequestrados por uma falha no fluxo de suporte.

Como aconteceu?

De acordo com vídeos e capturas de tela compartilhados em grupos de segurança no Telegram, os golpistas começavam usando uma VPN ou proxy residencial para simular uma localização próxima à do alvo. Em seguida, abriam um chat com assistente de suporte da Meta AI e pediam a troca do e-mail vinculado ao perfil.

O invasor dizia o nome de usuário da vítima, informava um novo endereço de e-mail controlado por ele e prometia enviar o código de confirmação. Segundo os relatos, o assistente aceitava o pedido até mesmo sem uma checagem paralela com o verdadeiro dono da conta.

Instagram had an exploit that allowed you to use Meta AI to reset passwords to accounts with no MFA on them. The exploit was patched a short time ago.pic.twitter.com/PEUwLvmllj— Dark Web Informer (@DarkWebInformer) June 1, 2026

O código de oito dígitos era enviado ao e-mail do invasor e, depois de ser inserido no chat, o sistema liberava a redefinição da senha. Nota-se, aliás, que o caso sequer pode ser considerado uma injeção de prompt, já que os hackers não precisavam fazer com que a IA contrariasse barreiras de segurança — elas, aparentemente, nem existiam.

Os posts também indicam que, em alguns casos, o sistema de verificação de identidade acionava uma checagem biométrica. Nessas situações, os criminosos teriam usado vídeos gerados por IA com base em fotos das vítimas.

Risco de autonomia à IA

Meta apostou na IA para solucionar problemas diretamente com usuários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

De acordo com o site 404 Media, a falha ocorre poucos meses após a Meta expandir o suporte com IA para contas do Facebook e Instagram.

A Meta apresentou o chatbot como uma forma de agilizar processos de recuperação e reforçar a segurança, após ser alvo frequente de críticas pelo suporte limitado em casos de invasão e perda de contas, em que muitas vezes não há sequer a possibilidade de falar com um atendente humano.

O problema, no entanto, é que conceder tantas permissões a um sistema automatizado faz com que qualquer falha de validação tenha potencial para causar danos significativos. Como lembra o Cybersec Guru, o Projeto Aberto de Segurança em Aplicações Web (OWASP) recomenda desde 2023 que sistemas de IA não executem ações sensíveis sem supervisão ou validação humana.

IA da Meta ajudou golpistas a roubarem perfis

IA da Meta ajudou golpistas a roubarem perfis
Fonte: Tecnoblog

WhatsApp prepara mudança para dar mais destaque a status

WhatsApp prepara mudança para dar mais destaque a status

Meta aposta em status para deixar WhatsApp com cara de rede social (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O WhatsApp está preparando uma mudança para dar mais destaque aos status, com publicações temporárias aparecendo no topo da lista de conversas.
A nova localização do recurso começou a aparecer na versão beta para iOS e já está sendo distribuída no programa de testes para Android.
Os status ficarão visíveis ao “puxar” a lista de conversas para baixo, permitindo acessar as publicações.

O WhatsApp pretende colocar os status no topo da lista de conversas. A nova localização do recurso começou a aparecer na versão beta do aplicativo para iOS e já vem há algum tempo sendo distribuída no programa de testes para Android.

Os status são publicações temporárias, que ficam no ar por um prazo de apenas 24 horas, semelhantes aos stories do Instagram. Atualmente, eles fazem parte da aba Atualizações do aplicativo, que também lista os canais nos quais o usuário está inscrito.

Status terão lugar de destaque no app (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Com a mudança da interface, a aba Conversas terá pequenos círculos no topo, substituindo o título, com as imagens de perfil dos usuários que publicaram status.

Ao “puxar” a lista de conversas para baixo, os círculos se expandem, permitindo visualizar as publicações. Também é possível deslizar para os lados para ver status de mais pessoas. Ao rolar a lista para cima, os círculos são minimizados novamente.

Esse funcionamento não é inédito: o Telegram adota o mesmo esquema e o mesmo visual para seus stories.

WhatsApp investe em status

Nos últimos anos, a Meta acrescentou vários recursos aos status do WhatsApp para deixá-los com mais cara de stories de Instagram ou Facebook.

A última grande atualização foi há quase um ano, em junho de 2025. Na ocasião, o app ganhou uma ferramenta de layout, para publicar fotos lado a lado; opção para adicionar músicas; figurinhas de fotos, para colocar imagens extras; e o recurso “Sua vez”, para criar e seguir trends, como já acontece no Instagram.

Essa aposta tem seus motivos: também em junho de 2025, a Meta anunciou que passaria a incluir propagandas entre os status. Colocá-los na tela de conversas, a mais usada do aplicativo, é uma forma de aumentar a popularidade do recurso. Quanto mais gente usando, mais espaço para incluir anúncios e mais audiência para a publicidade.

Com informações do WABetaInfo
WhatsApp prepara mudança para dar mais destaque a status

WhatsApp prepara mudança para dar mais destaque a status
Fonte: Tecnoblog

Android 17 terá recurso para combater vício em redes sociais

Android 17 terá recurso para combater vício em redes sociais

Novo função do Android 17 quer frear a rolagem infinita nas redes sociais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Android 17 terá um recurso para ajudar a combater o vício em redes sociais.
O Pause Point vai exigir uma espera de 10 segundos antes de abrir aplicativos considerados “viciantes”, como Instagram e TikTok.
Durante a espera, o Android deve sugerir atividades mais construtivas e permitir visualizar fotos pessoais.

O Google revelou um novo recurso que chegará nativamente com o Android 17 para ajudar a combater o doomscrolling — hábito de ficar rolando a tela do celular de forma viciosa. Chamada Pause Point, a função cria uma trava de segurança: em vez de só alertar o usuário sobre o tempo excessivo de uso, agora o sistema exige uma espera obrigatória antes de abrir apps classificados como distrações.

A novidade deve congelar a inicialização de um app por 10 segundos, caso ele seja marcado pelo usuário como “viciante”. A tela, no entanto, não ficará apagada durante esse intervalo: o Android vai aproveitar esse tempo para sugerir atividades mais construtivas.

O recurso vai exibir desde atalhos para um exercício rápido de respiração até recomendações de aplicativos úteis instalados no celular. Há ainda a opção de visualizar um carrossel com fotos pessoais, funcionando como um estímulo visual para o usuário sair um pouco da tela.

Aplicativos de terceiros focados em controle de tempo, como Finch ou Focus Friend, já têm seu público fiel. O grande trunfo do Pause Point, no entanto, é rodar de forma nativa, o que deve tornar a trava mais difícil de ser ignorada.

Recurso nativo deve ajudar mais o usuário

Recurso aproveita o intervalo obrigatório para sugerir um respiro (imagem: reprodução/Google)

A principal diferença está no momento em que a intervenção acontece. Os limites de tempo tradicionais do Android, lançados em 2018, costumam falhar porque dependem da força de vontade do usuário. A pessoa estoura a cota de uso, recebe um alerta na tela e, na maioria das vezes, o ignora para continuar navegando.

O 9to5Google destaca que, ao bloquear a abertura do aplicativo logo no primeiro toque, a nova função corta a descarga imediata de dopamina gerada pelo carregamento do feed. O usuário é forçado a parar e decidir se realmente quer gastar tempo naquela plataforma ou se o clique foi apenas um movimento no “piloto automático”.

Se, após os 10 segundos, a pessoa confirmar que deseja abrir a rede social, o Android permite até configurar um cronômetro para aquela sessão específica.

Vale mencionar que, para desativar completamente o recurso, será necessário reiniciar o smartphone — uma camada extra criada para dificultar o desligamento da função por impulso. A versão estável do Android 17, que incluirá a novidade, está prevista para junho.

Resposta contra os algoritmos

A aplicação dessa ferramenta mais agressiva não acontece por acaso. O Google apresentou o Pause Point no momento em que governos do mundo todo elaboram planos para restringir ou até proibir o uso de redes sociais por menores de idade.

Ao integrar essa barreira de uso ao sistema móvel mais popular do mundo, o Google se posiciona como parte da solução. O diretor de operações de produto da divisão de Plataformas e Ecossistemas do Google, Dieter Bohn, pontuou durante coletiva de imprensa que a empresa reconhece o problema.

“O Android está mais poderoso do que nunca, mas também queremos oferecer as ferramentas para você se desconectar quando precisar”, afirmou. “Acho que todos nós já pegamos o celular, abrimos algum aplicativo e ficamos no piloto automático, e uma hora se passou.”

O Google já confirmou que mais recursos focados em combater o tempo de tela abusivo serão lançados nos próximos meses.
Android 17 terá recurso para combater vício em redes sociais

Android 17 terá recurso para combater vício em redes sociais
Fonte: Tecnoblog

Instagram encerra hoje suporte a mensagens criptografadas

Instagram encerra hoje suporte a mensagens criptografadas

Instagram encerra hoje suporte a mensagens criptografadas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Instagram encerrou suporte à criptografia de ponta a ponta (E2EE) nas DMs neste 8 de maio de 2026;

Meta justificou a remoção citando baixa adesão dos usuários, mas há suspeita de que pressões de autoridades tenham impulsionado a decisão;

mudança não afeta o WhatsApp, que mantém o recurso ativo, nem o Facebook Messenger, onde a função permanece opcional.

Houve uma época em que era “moda” aplicar criptografia de ponta a ponta (E2EE, na sigla em inglês) em serviços de mensagens. Com as DMs do Instagram não foi diferente. Mas, agora, a Meta deu um passo para trás: desde esta sexta-feira (08/05) que as mensagens do Instagram não suportam mais E2EE.

A criptografia de ponta a ponta é um mecanismo de segurança importante porque permite que apenas o remetente e o destinatário visualizem a mensagem.

Se, no meio do caminho, a mensagem for interceptada por um hacker ou um malware, por exemplo, seu conteúdo estará criptografado, impedindo a sua leitura (a não ser em caso de quebra da criptografia, o que é incomum).

Apesar disso, o recurso nunca foi ativado por padrão no Instagram. Cabia ao usuário habilitar a criptografia de ponta a ponta nas DMs (mensagens diretas do serviço). Mas, com a mudança, não é mais possível fazer isso, como informa esta página de ajuda do Instagram:

Não ofereceremos mais suporte para as mensagens criptografadas de ponta a ponta no Instagram após 8 de maio de 2026.

Se você tiver conversas afetadas por essa alteração, verá instruções sobre como baixar quaisquer mídias ou mensagens que você queira manter.

Se você estiver em uma versão antiga do Instagram, também poderá precisar atualizá-lo antes de baixar as conversas afetadas.

Mensagens do Instagram (imagem: reprodução/Meta)

Por que a Meta desativou a criptografia de ponta a ponta do Instagram?

Em março, a Meta explicou ao jornal The Guardian que a tecnologia de E2EE seria removida do Instagram porque poucos usuários a ativavam nas mensagens (eu mesmo não conheço ninguém que usava essa proteção).

Mas parece haver outras razões por trás da decisão. Como relata a BBC, a Meta vinha sendo pressionada sobre o mecanismo por parte de autoridades ou grupos de proteção à infância. Isso porque a criptografia das mensagens dificultava a investigação de crimes relacionados ao aliciamento de menores de idade, por exemplo. Parece que a Meta cedeu à pressão.

Por outro lado, há quem suspeite que, com esse movimento, a Meta passe a ter mais facilidade para alterar as suas políticas de privacidade de modo a permitir que algoritmos acessem as mensagens trocadas via Instagram para gerar publicidade direcionada ou treinar algoritmos de inteligência artificial.

É válido deixar claro que a criptografia de ponta a ponta continua funcionando no WhatsApp e no Facebook Messenger, neste último, de modo opcional.
Instagram encerra hoje suporte a mensagens criptografadas

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Fonte: Tecnoblog

Meta e Google tentam reverter decisão histórica sobre vício em redes sociais

Meta e Google tentam reverter decisão histórica sobre vício em redes sociais

Veredito pode servir como base para milhares de processos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Meta e Google pediram a anulação da condenação de US$ 6 milhões por danos à saúde mental de uma jovem nos EUA.
Segundo a Justiça, as empresas criaram aplicativos “para viciar os usuários”.
Ambas as companhias alegam isenção de responsabilidade pelo conteúdo publicado em suas plataformas e solicitam um novo julgamento.

A Meta e a Alphabet (empresa-mãe do Google) entraram com um pedido formal na Justiça de Los Angeles, na Califórnia (EUA), para tentar anular o veredito histórico que condenou as empresas a pagarem US$ 6 milhões (cerca de R$ 31,4 milhões) por danos à saúde mental de uma jovem.

Segundo a agência Reuters, o recurso busca reverter a decisão de março, que classificou os aplicativos das companhias como “produtos desenvolvidos para viciar os usuários”. Caso o juiz recuse o pedido de anulação, as empresas exigem a realização de um novo julgamento.

A multa milionária foi dividida entre as big techs. A Meta ficou responsável por 70% do valor (US$ 4,2 milhões), enquanto o YouTube deverá arcar com os 30% restantes (US$ 1,8 milhão). O TikTok e o Snapchat também eram alvos da ação original, mas fecharam acordos com a autora antes do início das audiências.

A condenação marcou uma derrota de peso para as empresas, validando a tese de que elas não alertam o público sobre os perigos atrelados ao uso prolongado de seus serviços.

Big techs buscam suporte em lei de 1996

Decisão estipulou multa de US$ 6 milhões às empresas (imagem: Robin Worrall/Unsplash)

Para tentar derrubar a sentença, as plataformas se apoiam na Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações (Communications Decency Act), uma legislação federal norte-americana de 1996.

Essa norma funciona como um escudo legal, isentando as empresas de responsabilidade pelo conteúdo publicado por terceiros. Na petição enviada à corte, a Meta argumenta que as evidências mostradas durante o julgamento conectaram os problemas da autora aos vídeos que ela consumia, e não aos recursos dos aplicativos.

Se um caso idêntico fosse julgado na Justiça brasileira, por exemplo, a disputa seguiria um roteiro parecido, esbarrando no Marco Civil da Internet — que também blinda as redes sociais de responsabilização direta pelo que os usuários postam.

Contudo, como o foco da ação é o design da plataforma, o processo cairia no escopo do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ao argumentar que a interface do aplicativo é um “produto defeituoso” e perigoso para menores, a Justiça do Brasil poderia condenar as big techs por falha na prestação do serviço, desviando da proteção do Marco Civil.

Ação desvia da lei que isenta redes sociais por conteúdo de terceiros (imagem: Jeremy Zero/Unsplash)

Foi exatamente essa a estratégia que a equipe de acusação utilizou nos Estados Unidos para contornar a lei local. Os advogados da jovem de 20 anos, identificada no processo como Kaley GM, tiraram o foco das postagens e miraram na arquitetura das plataformas.

Com isso, eles conseguiram provar aos jurados que as empresas implementaram propositalmente ferramentas como rolagem infinita, reprodução automática de vídeos, notificações ininterruptas e filtros de beleza.

Essa combinação de recursos, segundo a acusação, cria um ecossistema comparável a um cassino digital para forçar o engajamento e o uso compulsivo. Nos autos do processo, a autora relata que começou a consumir o YouTube aos seis anos de idade e criou seu Instagram aos onze. O tempo excessivo de tela induzido por essas mecânicas teria provocado depressão e pensamentos suicidas.

Desfecho do caso pode ser histórico

O júri que avaliou o caso concluiu que os executivos das redes sociais não apenas conheciam os riscos associados aos seus produtos, mas falharam na adoção de medidas para proteger o público infantojuvenil. O resultado desse embate não afeta apenas o Google e a Meta, mas serve como um termômetro jurídico que guiará as negociações e sentenças de mais de 2 mil ações parecidas só no estado da Califórnia.

Em entrevista à CNBC, Joseph VanZandt, co-líder dos advogados de acusação, resumiu o peso da decisão e o recado dado às empresas: “é um referendo para toda uma indústria de que a responsabilização chegou”.
Meta e Google tentam reverter decisão histórica sobre vício em redes sociais

Meta e Google tentam reverter decisão histórica sobre vício em redes sociais
Fonte: Tecnoblog