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Android 17 terá recurso para combater vício em redes sociais

Android 17 terá recurso para combater vício em redes sociais

Novo função do Android 17 quer frear a rolagem infinita nas redes sociais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Android 17 terá um recurso para ajudar a combater o vício em redes sociais.
O Pause Point vai exigir uma espera de 10 segundos antes de abrir aplicativos considerados “viciantes”, como Instagram e TikTok.
Durante a espera, o Android deve sugerir atividades mais construtivas e permitir visualizar fotos pessoais.

O Google revelou um novo recurso que chegará nativamente com o Android 17 para ajudar a combater o doomscrolling — hábito de ficar rolando a tela do celular de forma viciosa. Chamada Pause Point, a função cria uma trava de segurança: em vez de só alertar o usuário sobre o tempo excessivo de uso, agora o sistema exige uma espera obrigatória antes de abrir apps classificados como distrações.

A novidade deve congelar a inicialização de um app por 10 segundos, caso ele seja marcado pelo usuário como “viciante”. A tela, no entanto, não ficará apagada durante esse intervalo: o Android vai aproveitar esse tempo para sugerir atividades mais construtivas.

O recurso vai exibir desde atalhos para um exercício rápido de respiração até recomendações de aplicativos úteis instalados no celular. Há ainda a opção de visualizar um carrossel com fotos pessoais, funcionando como um estímulo visual para o usuário sair um pouco da tela.

Aplicativos de terceiros focados em controle de tempo, como Finch ou Focus Friend, já têm seu público fiel. O grande trunfo do Pause Point, no entanto, é rodar de forma nativa, o que deve tornar a trava mais difícil de ser ignorada.

Recurso nativo deve ajudar mais o usuário

Recurso aproveita o intervalo obrigatório para sugerir um respiro (imagem: reprodução/Google)

A principal diferença está no momento em que a intervenção acontece. Os limites de tempo tradicionais do Android, lançados em 2018, costumam falhar porque dependem da força de vontade do usuário. A pessoa estoura a cota de uso, recebe um alerta na tela e, na maioria das vezes, o ignora para continuar navegando.

O 9to5Google destaca que, ao bloquear a abertura do aplicativo logo no primeiro toque, a nova função corta a descarga imediata de dopamina gerada pelo carregamento do feed. O usuário é forçado a parar e decidir se realmente quer gastar tempo naquela plataforma ou se o clique foi apenas um movimento no “piloto automático”.

Se, após os 10 segundos, a pessoa confirmar que deseja abrir a rede social, o Android permite até configurar um cronômetro para aquela sessão específica.

Vale mencionar que, para desativar completamente o recurso, será necessário reiniciar o smartphone — uma camada extra criada para dificultar o desligamento da função por impulso. A versão estável do Android 17, que incluirá a novidade, está prevista para junho.

Resposta contra os algoritmos

A aplicação dessa ferramenta mais agressiva não acontece por acaso. O Google apresentou o Pause Point no momento em que governos do mundo todo elaboram planos para restringir ou até proibir o uso de redes sociais por menores de idade.

Ao integrar essa barreira de uso ao sistema móvel mais popular do mundo, o Google se posiciona como parte da solução. O diretor de operações de produto da divisão de Plataformas e Ecossistemas do Google, Dieter Bohn, pontuou durante coletiva de imprensa que a empresa reconhece o problema.

“O Android está mais poderoso do que nunca, mas também queremos oferecer as ferramentas para você se desconectar quando precisar”, afirmou. “Acho que todos nós já pegamos o celular, abrimos algum aplicativo e ficamos no piloto automático, e uma hora se passou.”

O Google já confirmou que mais recursos focados em combater o tempo de tela abusivo serão lançados nos próximos meses.
Android 17 terá recurso para combater vício em redes sociais

Android 17 terá recurso para combater vício em redes sociais
Fonte: Tecnoblog

Instagram encerra hoje suporte a mensagens criptografadas

Instagram encerra hoje suporte a mensagens criptografadas

Instagram encerra hoje suporte a mensagens criptografadas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Instagram encerrou suporte à criptografia de ponta a ponta (E2EE) nas DMs neste 8 de maio de 2026;

Meta justificou a remoção citando baixa adesão dos usuários, mas há suspeita de que pressões de autoridades tenham impulsionado a decisão;

mudança não afeta o WhatsApp, que mantém o recurso ativo, nem o Facebook Messenger, onde a função permanece opcional.

Houve uma época em que era “moda” aplicar criptografia de ponta a ponta (E2EE, na sigla em inglês) em serviços de mensagens. Com as DMs do Instagram não foi diferente. Mas, agora, a Meta deu um passo para trás: desde esta sexta-feira (08/05) que as mensagens do Instagram não suportam mais E2EE.

A criptografia de ponta a ponta é um mecanismo de segurança importante porque permite que apenas o remetente e o destinatário visualizem a mensagem.

Se, no meio do caminho, a mensagem for interceptada por um hacker ou um malware, por exemplo, seu conteúdo estará criptografado, impedindo a sua leitura (a não ser em caso de quebra da criptografia, o que é incomum).

Apesar disso, o recurso nunca foi ativado por padrão no Instagram. Cabia ao usuário habilitar a criptografia de ponta a ponta nas DMs (mensagens diretas do serviço). Mas, com a mudança, não é mais possível fazer isso, como informa esta página de ajuda do Instagram:

Não ofereceremos mais suporte para as mensagens criptografadas de ponta a ponta no Instagram após 8 de maio de 2026.

Se você tiver conversas afetadas por essa alteração, verá instruções sobre como baixar quaisquer mídias ou mensagens que você queira manter.

Se você estiver em uma versão antiga do Instagram, também poderá precisar atualizá-lo antes de baixar as conversas afetadas.

Mensagens do Instagram (imagem: reprodução/Meta)

Por que a Meta desativou a criptografia de ponta a ponta do Instagram?

Em março, a Meta explicou ao jornal The Guardian que a tecnologia de E2EE seria removida do Instagram porque poucos usuários a ativavam nas mensagens (eu mesmo não conheço ninguém que usava essa proteção).

Mas parece haver outras razões por trás da decisão. Como relata a BBC, a Meta vinha sendo pressionada sobre o mecanismo por parte de autoridades ou grupos de proteção à infância. Isso porque a criptografia das mensagens dificultava a investigação de crimes relacionados ao aliciamento de menores de idade, por exemplo. Parece que a Meta cedeu à pressão.

Por outro lado, há quem suspeite que, com esse movimento, a Meta passe a ter mais facilidade para alterar as suas políticas de privacidade de modo a permitir que algoritmos acessem as mensagens trocadas via Instagram para gerar publicidade direcionada ou treinar algoritmos de inteligência artificial.

É válido deixar claro que a criptografia de ponta a ponta continua funcionando no WhatsApp e no Facebook Messenger, neste último, de modo opcional.
Instagram encerra hoje suporte a mensagens criptografadas

Instagram encerra hoje suporte a mensagens criptografadas
Fonte: Tecnoblog

Meta e Google tentam reverter decisão histórica sobre vício em redes sociais

Meta e Google tentam reverter decisão histórica sobre vício em redes sociais

Veredito pode servir como base para milhares de processos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Meta e Google pediram a anulação da condenação de US$ 6 milhões por danos à saúde mental de uma jovem nos EUA.
Segundo a Justiça, as empresas criaram aplicativos “para viciar os usuários”.
Ambas as companhias alegam isenção de responsabilidade pelo conteúdo publicado em suas plataformas e solicitam um novo julgamento.

A Meta e a Alphabet (empresa-mãe do Google) entraram com um pedido formal na Justiça de Los Angeles, na Califórnia (EUA), para tentar anular o veredito histórico que condenou as empresas a pagarem US$ 6 milhões (cerca de R$ 31,4 milhões) por danos à saúde mental de uma jovem.

Segundo a agência Reuters, o recurso busca reverter a decisão de março, que classificou os aplicativos das companhias como “produtos desenvolvidos para viciar os usuários”. Caso o juiz recuse o pedido de anulação, as empresas exigem a realização de um novo julgamento.

A multa milionária foi dividida entre as big techs. A Meta ficou responsável por 70% do valor (US$ 4,2 milhões), enquanto o YouTube deverá arcar com os 30% restantes (US$ 1,8 milhão). O TikTok e o Snapchat também eram alvos da ação original, mas fecharam acordos com a autora antes do início das audiências.

A condenação marcou uma derrota de peso para as empresas, validando a tese de que elas não alertam o público sobre os perigos atrelados ao uso prolongado de seus serviços.

Big techs buscam suporte em lei de 1996

Decisão estipulou multa de US$ 6 milhões às empresas (imagem: Robin Worrall/Unsplash)

Para tentar derrubar a sentença, as plataformas se apoiam na Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações (Communications Decency Act), uma legislação federal norte-americana de 1996.

Essa norma funciona como um escudo legal, isentando as empresas de responsabilidade pelo conteúdo publicado por terceiros. Na petição enviada à corte, a Meta argumenta que as evidências mostradas durante o julgamento conectaram os problemas da autora aos vídeos que ela consumia, e não aos recursos dos aplicativos.

Se um caso idêntico fosse julgado na Justiça brasileira, por exemplo, a disputa seguiria um roteiro parecido, esbarrando no Marco Civil da Internet — que também blinda as redes sociais de responsabilização direta pelo que os usuários postam.

Contudo, como o foco da ação é o design da plataforma, o processo cairia no escopo do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ao argumentar que a interface do aplicativo é um “produto defeituoso” e perigoso para menores, a Justiça do Brasil poderia condenar as big techs por falha na prestação do serviço, desviando da proteção do Marco Civil.

Ação desvia da lei que isenta redes sociais por conteúdo de terceiros (imagem: Jeremy Zero/Unsplash)

Foi exatamente essa a estratégia que a equipe de acusação utilizou nos Estados Unidos para contornar a lei local. Os advogados da jovem de 20 anos, identificada no processo como Kaley GM, tiraram o foco das postagens e miraram na arquitetura das plataformas.

Com isso, eles conseguiram provar aos jurados que as empresas implementaram propositalmente ferramentas como rolagem infinita, reprodução automática de vídeos, notificações ininterruptas e filtros de beleza.

Essa combinação de recursos, segundo a acusação, cria um ecossistema comparável a um cassino digital para forçar o engajamento e o uso compulsivo. Nos autos do processo, a autora relata que começou a consumir o YouTube aos seis anos de idade e criou seu Instagram aos onze. O tempo excessivo de tela induzido por essas mecânicas teria provocado depressão e pensamentos suicidas.

Desfecho do caso pode ser histórico

O júri que avaliou o caso concluiu que os executivos das redes sociais não apenas conheciam os riscos associados aos seus produtos, mas falharam na adoção de medidas para proteger o público infantojuvenil. O resultado desse embate não afeta apenas o Google e a Meta, mas serve como um termômetro jurídico que guiará as negociações e sentenças de mais de 2 mil ações parecidas só no estado da Califórnia.

Em entrevista à CNBC, Joseph VanZandt, co-líder dos advogados de acusação, resumiu o peso da decisão e o recado dado às empresas: “é um referendo para toda uma indústria de que a responsabilização chegou”.
Meta e Google tentam reverter decisão histórica sobre vício em redes sociais

Meta e Google tentam reverter decisão histórica sobre vício em redes sociais
Fonte: Tecnoblog

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA

Tinder ganha nova camada de segurança, mas serviço é proibido no Brasil (imagem: Unsplash/Good Faces Agency)

Resumo

Tinder anuncia reconhecimento de íris para combater perfis falsos com IA.
O reconhecimento de íris ocorre via World ID, parceria com a Tools for Humanity, empresa cofundada por Sam Altman, CEO da Open AI.
A novidade foi testada no Japão e chega em outras partes do mundo em breve, com bônus e selo de verificação para usuários que fizerem a checagem.
No Brasil, o World ID foi proibido em janeiro de 2025 pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

O Tinder anunciou uma nova ferramenta para combater casos de catfish utilizando inteligência artificial na plataforma: o reconhecimento de íris via World ID. A novidade fica disponível a partir do serviço World graças a uma parceria com a Tools for Humanity, empresa cofundada por Sam Altman, CEO da Open AI.

Nos países em que estará disponível, o reconhecimento de íris do Tinder será no próprio app, com direito a bônus para usados os usuários que fizerem a checagem. Eles ganharão selo de verificado. Não há informações sobre banimento de contas sem essa confirmação.

O recurso foi testado no Japão e chega em outras partes do mundo “em breve”. Essa tecnologia, vale lembrar, está proibida no Brasil, após decisão da ANPD. Ou seja: nada de World ID no Tinder BR, pelo menos por enquanto.

Dispositivo da World é uma das opções para criar World ID, disponível também via app (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

IA em golpes de namoro

O reconhecimento de íris é um “passo natural” da plataforma, de acordo com o Match Group, dono do Tinder. Vale lembrar que o app de namoro já exige um vídeo de verificação de humanidade para seus usuários, e o World ID vem como uma camada extra de combate a golpes.

Segundo a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, usuários de apps de namoro perderam US$ 1 bilhões em fraudes somente em 2025, o que dá cerca de R$ 5 bilhões. Além disso, trazendo para a realidade brasileira, a Meta processou duas empresas e duas pessoas por produzirem deepfakes do médico Drauzio Varella para vender medicamentos falsos na internet.

Deepfakes com IA levam empresas a buscarem novas soluções de segurança (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo a BBC, uma usuária do Tinder no Reino Unido afirmou que 30% das contas visualizadas ao navegar pelo app são de bots, com descrições, melhorias e até mesmo chat com IA. Um levantamento da Norton divulgado em janeiro também reforça esse relato, apontando que mais da metade dos usuários de aplicativos de namoro nos EUA já se encontraram em situações do tipo.

Por que o World ID foi proibido no Brasil?

No Brasil, o serviço que oferece a criação da World ID não está disponível desde o início de 2025, por decisão da ANPD. Isso porque a proposta do então Worldcoin era oferecer dinheiro aos participantes do projeto que fizessem a leitura de íris. A Coordenação-Geral de Fiscalização CGF) da autarquia federal entendeu que essa oferta “interfere na livre manifestação da vontade do indivíduo” e pode influenciar pessoas em posição de vulnerabilidade.

Por aqui, continua valendo o Face Check, verificação facial anunciada em dezembro de 2025. A ferramenta funciona de forma semelhante ao reconhecimento feito em apps de banco, e promete reforçar a segurança contra perfis falsos, deepfakes e entrada de menores de idade.

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA
Fonte: Tecnoblog

Virou TikTok? Instagram muda interface e coloca feed de reels na home

Virou TikTok? Instagram muda interface e coloca feed de reels na home

Instagram está liberando nova home gradualmente (imagem: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

Resumo

O Instagram está testando uma nova interface com o feed de reels como página inicial, acessível por convite para alguns usuários do iOS.
A nova página inicial exibe vídeos curtos, fotos e carrosséis em tela cheia, com conteúdo baseado em recomendações do algoritmo.
A barra inferior agora inclui a seção “Seus feeds”, com opções como “Seguindo” e “Amigos”, permitindo uma experiência sem recomendações do algoritmo.

O Instagram está liberando acesso antecipado a uma nova interface. A principal mudança é que o feed de reels se torna a página inicial nessa nova configuração. O experimento apareceu para alguns usuários e parece estar restrito ao iOS por enquanto — não vimos imagens da novidade no Android até o momento.

O convite para o novo feed aparece como um ícone de crachá no topo da tela, à direita, ao lado das notificações. Ao tocar nele, o usuário pode optar por, nas palavras da Meta, “uma página inicial mais divertida”, com interesses e pessoas favoritas.

Como é a nova página inicial do Instagram?

Fotos, carrosséis e vídeos aparecem em tela cheia na nova home (imagem: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

A página inicial traz um feed de reels muito parecido com o atual, com rolagem vertical infinita e botões para curtir, comentar, republicar e compartilhar. Além de vídeos curtos, ele exibe fotos e carrosséis, tudo em tela cheia. O conteúdo é baseado em recomendações do algoritmo. Resumindo, é bem parecido com o TikTok.

Os stories continuam na página inicial, com comportamento semelhante ao atual. Ao rolar os reels para cima, os stories ficam escondidos. Para vê-los novamente, é necessário rolar no sentido contrário até chegar no topo ou tocar no ícone da casinha na barra inferior.

Feeds lembram Instagram de antigamente

Feeds atuais vão para outra parte do app e usarão menos recomendações do algoritmo (imagem: Lucas Lima/Tecnoblog)

Por falar em barra inferior, ela ganhou um ícone para outra seção do app, chamada “Seus feeds”. Dá para dizer que é a experiência tradicional do Instagram, sem conteúdo em tela cheia e com mais espaço para legendas e comentários.

A principal mudança é que agora há diversas opções de feeds, como “Seguindo”, “Amigos”, “Mais recentes”, “Somente posts” e “Sugestões”. O usuário pode adicionar ou remover os que deseja.

Dá para notar que há uma ênfase nas opções sem recomendações do algoritmo, o que sugere que a ideia é tornar esse espaço um lugar para quem sente falta de uma experiência mais parecida com a do Instagram de uma década atrás.

Instagram está fazendo mais testes

Vale dizer que esse acesso antecipado não é o único que o Instagram está liberando. Um de nossos colegas aqui no Tecnoblog recebeu um convite parecido, mas a atualização trouxe apenas um visual adaptado ao Liquid Glass da Apple.

Instagram também está testando Liquid Glass (imagem: João Vitor Cruz/Tecnoblog)

Já outro colega também visualizou o crachá para a nova home, mas foi colocado em uma fila de espera. O acesso é antecipado, mas nem tanto.

Acesso antecipado já tem lista de espera (imagem: Caio Hansen/Tecnoblog)
Virou TikTok? Instagram muda interface e coloca feed de reels na home

Virou TikTok? Instagram muda interface e coloca feed de reels na home
Fonte: Tecnoblog

Instagram e TikTok afetam mais a saúde mental que o WhatsApp, diz estudo

Instagram e TikTok afetam mais a saúde mental que o WhatsApp, diz estudo

Estudo indica que impacto varia por região e cultura (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Um estudo do World Happiness Report indica que Instagram e TikTok têm impacto mais negativo na saúde mental do que o WhatsApp.
Segundo a pesquisa, a América Latina é exceção e o uso de aplicativos de mensagens está associado a maior satisfação com a vida.
Levantamento também sugere que uso moderado das redes é mais positivo.

Plataformas baseadas em feeds controlados por algoritmos — como Instagram e TikTok — podem ser mais prejudiciais à saúde mental do que apps focados em conversas diretas, como WhatsApp, e em socialização, como o Facebook.

A conclusão é da edição de 2026 do World Happiness Report, relatório anual que indica os países “mais felizes” do mundo, desenvolvido na Universidade de Oxford em parceria com a empresa de análise Gallup e a rede de soluções de desenvolvimento sustentável da ONU.

O levantamento aponta que o uso excessivo de redes sociais torna os jovens mais infelizes globalmente, com impacto mais severo em países de língua inglesa e na Europa Ocidental. Ao analisar diferentes regiões, porém, os pesquisadores perceberam que o impacto na saúde mental depende do formato da plataforma e de fatores culturais.

América Latina é exceção

Essa diferença fica clara nos dados de 17 países da América Latina. Na região, o uso frequente de aplicativos de mensagens está diretamente associado a maior satisfação com a vida. Já navegar por plataformas dominadas por influenciadores levou a índices mais baixos de felicidade e a problemas de saúde mental.

O relatório classifica esse contraste como uma “Exceção Latino-Americana” e traça uma divisão entre dois tipos de plataforma:

Plataformas de Conexão Social (SC): focadas na comunicação direta e no fortalecimento de laços existentes, como WhatsApp e Facebook. O uso frequente está associado a afetos positivos e bem-estar.

Plataformas de Conteúdo Algorítmico (AC): baseadas no consumo passivo de feeds curados por algoritmos, como Instagram, TikTok e X. Estão ligadas a maiores níveis de ansiedade e impacto negativo na saúde mental.

Os autores atribuem isso ao papel central do convívio social e familiar na cultura da região. Por aqui, as redes sociais tendem a funcionar como suporte para reforçar laços que já são fortes — o que ajuda a explicar por que os aplicativos de mensagem não “puxam” a felicidade para baixo da mesma forma que ocorre no hemisfério norte.

Banimentos generalizados

ECA Digital limitou acesso de crianças e adolescentes às redes (imagem ilustrativa: Thomas Park/Unsplash)

Os resultados chegam em um momento em que vários governos no mundo, incluindo o Brasil, debatem restrições de acesso de menores às plataformas. Em declaração ao The Guardian, o diretor do Wellbeing Research Centre, Jan-Emmanuel De Neve, defendeu que os dados apontam para uma necessidade de repensar o formato das redes, não necessariamente bani-las.

“Isso sugere que precisamos colocar o ‘social’ de volta nas mídias sociais, e incentivar tanto os provedores dessas plataformas quanto os usuários a alavancar essas ferramentas para fins sociais e para se conectar com pessoas reais”, afirmou.

O pesquisador também destacou que o estudo encontrou maiores índices de satisfação entre jovens que usam as redes por menos de uma hora diária, em comparação com aqueles sem acesso nenhum. Um exemplo para De Neve é a aplicação da lei australiana, que bane redes sociais para menores de 16 anos, mas mantém aplicativos de mensagens.

Instagram e TikTok afetam mais a saúde mental que o WhatsApp, diz estudo

Instagram e TikTok afetam mais a saúde mental que o WhatsApp, diz estudo
Fonte: Tecnoblog

Rússia bloqueia WhatsApp e Telegram; só o app oficial funciona

Rússia bloqueia WhatsApp e Telegram; só o app oficial funciona

Rússia bloqueia WhatsApp e Telegram oficialmente (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O governo da Rússia bloqueou WhatsApp, Telegram, Facebook e Instagram, afetando milhões de usuários no país.
O aplicativo estatal Max substitui os mensageiros bloqueados, mas não oferece criptografia de ponta a ponta, permitindo vigilância governamental.
A medida gerou reações negativas, inclusive entre apoiadores do Kremlin, devido à dependência do Telegram para comunicação militar.

O governo da Rússia bloqueou o acesso ao WhatsApp e ao Telegram no país, ampliando uma estratégia de restrição a plataformas estrangeiras de comunicação. A medida também atinge Facebook e Instagram, oferecendo como alternativa o aplicativo estatal conhecido como Max, descrito por autoridades como um “mensageiro nacional”.

Há meses, o governo russo vem endurecendo as regras contra mensageiros de outros países. No entanto, o bloqueio ocorreu de forma abrupta e afetou milhões de usuários. Segundo o Financial Times, russos foram impedidos de acessar o WhatsApp na tarde dessa quarta-feira (11/02), após meses de pressão. Até então, o aplicativo da Meta somava ao menos 100 milhões de usuários no país.

A ação só foi possível porque a Rússia centralizou o tráfego de internet dentro de seu território, roteando conexões por servidores controlados pelo Estado. Isso permite ao regulador local, o Roskomnadzor, remover serviços inteiros do que equivale a um diretório nacional da internet, tornando-os inacessíveis para a população.

Por que o governo russo bloqueou os mensageiros?

A justificativa oficial gira em torno de soberania digital e segurança nacional. Contudo, o Financial Times menciona que o “mensageiro oficial” do governo foi criado para fins de vigilância. Diferentemente do WhatsApp e do Telegram, que usam criptografia de ponta a ponta, o Max não oferece esse tipo de proteção.

O 9to5Mac afirma que todas as mensagens trocadas no aplicativo estatal podem ser lidas pelas autoridades. O projeto é descrito como um clone do WeChat, plataforma chinesa conhecida pela forte integração com sistemas de monitoramento governamental.

Além dos mensageiros, a Rússia também bloqueou Facebook e Instagram e classificou a Meta como “uma organização extremista”, o que reforça o afastamento de serviços ocidentais. A restrição ao Telegram vinha sendo implementada gradualmente nas últimas semanas, até que o acesso foi praticamente inviabilizado.

Governo de Putin impediu acesso a WhatsApp e Telegram (foto: reprodução/Kremlin de Moscou)

Bloqueio afeta até apoiadores do Kremlin

A decisão, no entanto, provocou reações inesperadas dentro do próprio país. O Telegram é amplamente utilizado por militares russos envolvidos na guerra na Ucrânia, tanto para comunicação pessoal quanto para alertas sobre ataques de drones e mísseis.

Relatos indicam que até apoiadores do presidente Vladimir Putin demonstraram irritação com o bloqueio, justamente por dependerem do aplicativo para informações rápidas e comunicação em áreas sensíveis.

Rússia bloqueia WhatsApp e Telegram; só o app oficial funciona

Rússia bloqueia WhatsApp e Telegram; só o app oficial funciona
Fonte: Tecnoblog

WhatsApp pago? Meta quer cobrar por algumas funções

WhatsApp pago? Meta quer cobrar por algumas funções

WhatsApp pago? Meta quer cobrar por algumas funções (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Meta planeja lançar planos de assinatura (pagos) para WhatsApp, Facebook e Instagram, mantendo os recursos principais gratuitos;
Recursos pagos incluirão funções de inteligência artificial, como geração de vídeos via Vibes e agentes de IA da Manus;
WhatsApp pode ainda ter versão paga sem anúncios por 4 euros mensais.

Um dos serviços de mensagens instantâneas mais populares do mundo deve ganhar uma modalidade paga nos próximos meses. A Meta revelou que está se preparando para testar planos de assinatura no WhatsApp. Novos recursos pagos também devem chegar ao Facebook e ao Instagram.

Em todos esses serviços, os recursos principais continuarão gratuitos. Apenas funções extras ou complementares farão parte dos planos pagos. Isso significa que WhatsApp, Facebook e Instagram não se tornarão obrigatoriamente pagos, mas oferecerão recursos premium a quem estiver disposto a pagar por eles.

Pagar quanto? Bom, estimativas de preços ainda não foram dadas pela Meta.

Quais serão os recursos pagos do WhatsApp?

Talvez nem a própria Meta saiba ao certo. A companhia informou ao TechCrunch que testará recursos pagos nos mencionados serviços, mas deu poucos detalhes sobre eles.

Sabe-se, contudo, que recursos de inteligência artificial deverão fazer parte do pacote. Nesse sentido, a Meta considera oferecer uma opção de geração de vídeos via Vibes, ferramenta anunciada em 2025 que usa IA para produzir filmes curtos. Esse recurso deverá ser interessante principalmente para quem gosta de publicar Reels no Instagram ou vídeos nos Status do WhatsApp.

Ainda no campo da inteligência artificial, está nos planos colocar entre os recursos pagos os agentes de IA da Manus, startup adquirida pela Meta no fim de 2025 por cerca de US$ 2 bilhões.

Tratando especificamente do WhatsApp, o WABetaInfo reportou recentemente que o mensageiro poderá ter uma versão paga que não exibe anúncios publicitários.

Plano pago no WhatsApp que não exibe anúncios, recurso ainda não oficial (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Neste ponto, convém destacar que alguns usuários já se deparam com anúncios nos Status do WhatsApp ou sob a forma de canais promovidos na área Atualizações do serviço.

O WABetaInfo divulgou capturas de tela que mostram a ativação do recurso que inibe anúncios no WhatsApp mediante o pagamento de 4 euros (R$ 25, na conversão direta) por mês. Isso sugere que essa opção, quando for lançada, será oferecida à parte em relação aos planos pagos que terão funções de IA.

De igual forma, o Meta Verified, que adiciona selo de verificação e recursos para criadores de conteúdo ou organizações nos serviços da companhia, deverá continuar sendo oferecido como uma assinatura mensal à parte.

É claro que tudo isso pode mudar quando a Meta lançar os tais planos pagos. Fiquemos de olho.
WhatsApp pago? Meta quer cobrar por algumas funções

WhatsApp pago? Meta quer cobrar por algumas funções
Fonte: Tecnoblog

Como ocultar sua lista de seguidores e “seguindo” no Instagram

Como ocultar sua lista de seguidores e “seguindo” no Instagram

Conheça os truques para ocultar a lista de seguidores e seguindo (imagem: Lupa Charleaux)

O Instagram não oferece um recurso nativo para ocultar a lista de seguidores e “seguindo”, mas existem alguns truques para restringir o acesso de estranhos aos seus dados. Uma das opções é transformar o perfil em uma conta privada para que apenas seguidores aprovados vejam suas informações.

Outra estratégia para esconder os seguidores do Instagram é remover usuários específicos da conta privada ou, em casos mais drásticos, utilizar o bloqueio direito. Essas medidas garantem que perfis indesejados não vejam quem você acompanha e interage na rede social.

A seguir, entenda como funcionam os truques para ocultar seguidores e seguindo no Instagram.

Índice1. Deixe seu Instagram privado2. Remova o seguidor da sua conta do Instagram3. Bloqueie um seguidor do InstagramPor que não consigo ocultar meus seguidores no Instagram?Posso esconder minha lista de seguidores de todas as pessoas do Instagram?Tem como ocultar a lista de seguidores sem deixar o Instagram privado?

1. Deixe seu Instagram privado

Ao privar a conta do Instagram, a rede social oculta a lista de seguidores e “seguindo” para usuários externos. Essa restrição impede que estranhos monitorem suas conexões, preservando sua privacidade e aumentando a segurança digital.

Para deixar o Instagram privado, é necessário ir ao menu “Configurações e privacidade” e abrir a opção “Privacidade da conta”. Em seguida, basta acionar a chave “Conta privada” para impedir que outras pessoas vejam seu perfil e ocultar os seguidores e seguindo.

Tornar a conta do Instagram privada é um dos meios de limitar quem vê a lista de seguidores e “seguindo” (imagem: Lupa Charleaux)

2. Remova o seguidor da sua conta do Instagram

Quando você remove um seguidor do Instagram em uma conta privada, você revoga o acesso dessa pessoa às suas postagens e Stories permanentemente. Essa ação também oculta suas atividades e lista de contatos apenas para o usuário específico excluído.

Para remover um seguidor do Instagram, abra seu perfil e toque em “Seguidores”. Após localizar o usuário, toque no botão “Remover” ou “X” para excluí-lo da lista e depois confirme a ação.

Importante: essa estratégia só funciona completamente se seu perfil estiver definido como privado nas opções de privacidade do Instagram. Em contas públicas, qualquer pessoa ainda poderá visualizar quem você segue, independentemente de estar ou não na sua lista.

A conta privada do Instagran permite remover os usuários que você não deseja compartilhar as atividades (imagem: Lupa Charleaux)

3. Bloqueie um seguidor do Instagram

O bloqueio de um seguidor do Instagram impede totalmente que ele visualize suas listas de seguidores e seguindo. Essa medida drástica é definitiva, removendo qualquer acesso da pessoa bloqueada ao seu perfil, publicações ou interações anteriores.

Para bloquear uma pessoa no Instagram, acesse o perfil dela e toque no ícone de três pontos no canto superior direito da tela. Selecione “Bloquear”, escolha se deseja restringir contas vinculadas e confirme a ação para aplicar a restrição imediatamente.

É possível bloquear um usuário pelo perfil dele no Instagram (imagem: Lupa Charleaux)

Por que não consigo ocultar meus seguidores no Instagram?

O Instagram não tem um recurso nativo para esconder seguidores, vinculando essa privacidade ao status da conta. A lista é acessível a qualquer usuário em perfis públicos, enquanto apenas seguidores aprovados podem visualizá-la em contas privadas.

Como não há controles para ocultar as informações de usuários específicos, ativar a conta privada é um dos meios de limitar quem vê suas conexões. Assim, dá para impedir que uma pessoa veja a lista removendo-a dos seguidores ou bloqueando-a individualmente.

Posso esconder minha lista de seguidores de todas as pessoas do Instagram?

Não, o Instagram não permite ocultar nativamente sua lista de seguidores para todos os usuários da rede social. Mesmo em contas privadas, os seguidores aprovados sempre manterão a visibilidade total da lista, sendo impossível restringir o acesso de forma geral.

Tem como ocultar a lista de seguidores sem deixar o Instagram privado?

Não é possível ocultar a lista de seguidores no Instagram sem tornar a conta privada, pois essa visibilidade está vinculada ao status da conta. Caso queira restringir usuários sem fechar o perfil, a única alternativa é bloqueá-los manualmente.
Como ocultar sua lista de seguidores e “seguindo” no Instagram

Como ocultar sua lista de seguidores e “seguindo” no Instagram
Fonte: Tecnoblog

É fake: telefone fixo da Vivo continua funcionando após 31 de dezembro

É fake: telefone fixo da Vivo continua funcionando após 31 de dezembro

Vivo prevê investimentos de R$ 4,5 bilhões (imagem via IA: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

O telefone fixo da Vivo continuará funcionando após 31 de dezembro de 2025, apesar dos boatos.
A Vivo migra do regime de concessão para o modelo de autorização, eliminando certas obrigações e investindo R$ 4,5 bilhões em infraestrutura.
A infraestrutura de cobre será desativada gradualmente, mas o serviço de voz fixa continuará em regiões sem concorrência até, pelo menos, 2028.

Diversas páginas no Instagram dedicaram as últimas semanas a noticiar falsamente que o telefone fixo da Vivo acaba neste dia 31 de dezembro. De acordo com os boatos, a empresa focaria apenas em telefonia móvel e banda larga por fibra óptica a partir de 2026. Tudo não passa, porém, de um grande mal-entendido sobre as novas regras do setor.

Na verdade, a Vivo (assim como outras prestadoras de telefonia) está passando por uma mudança do ponto de vista regulatório. Em 11 de abril de 2025, a operadora e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) assinaram um acordo oficializando a migração do regime de concessão para o modelo de autorização. A medida impacta diretamente o Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) no estado de São Paulo.

Como será o regime de autorização?

Na prática, a mudança significa maior flexibilidade no fornecimento de um serviço que tem caído em desuso. O modelo de autorização remove obrigações pesadas que existiam desde a privatização, em 1998. A migração extingue a necessidade de manter e expandir a infraestrutura de orelhões (Telefones de Uso Público) e a obrigação de universalização, que exigia a instalação de linhas fixas em qualquer localidade, independentemente da viabilidade econômica ou demanda.

Por outro lado, a Vivo assumiu compromissos bilionários para efetivar essa transição. A empresa deverá investir cerca de R$ 4,5 bilhões em obrigações de interesse público. Esse montante será destinado à construção de redes de transporte de alta capacidade (backbone) em regiões desatendidas, além da expansão da cobertura móvel com tecnologia 4G ou superior em rodovias e localidades sem conectividade.

Slide detalha fim de regime de concessão na Vivo (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Ainda durante a apresentação dos resultados financeiros do primeiro trimestre, a companhia detalhou os próximos passos da mudança em São Paulo:

Migração de clientes de voz fixa da rede de cobre para tecnologias modernas, permitindo uma melhoria na qualidade do serviço e a liberação de ativos imobiliários e de infraestrutura.

Investimento em projetos nos próximos cinco a dez anos, focados na expansão da cobertura móvel e rede de fibra.

Manutenção do serviço de voz fixa em lugares onde a empresa é a operadora de “último recurso” até, pelo menos, 2028.

Qual o impacto para o consumidor final?

Apesar de pouca coisa mudar neste último dia de 2025, é importante notar que a Vivo poderá, no futuro, desligar o serviço de telefonia fixa nas localidades em que houver concorrência ampla. O compromisso assinado com a Anatel prevê a manutenção deste serviço somente nas regiões em que há apenas a Vivo, sem nenhuma outra opção de telefonia cabeada ou competitividade local.

Para o usuário residencial comum, o telefone fixo continua funcionando normalmente via fibra óptica ou rede móvel (WLL), mas a infraestrutura baseada nos antigos fios de cobre será progressivamente desativada. O objetivo é converter o custo de manutenção de uma rede obsoleta em investimentos para o 5G e fibra.
É fake: telefone fixo da Vivo continua funcionando após 31 de dezembro

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Fonte: Tecnoblog