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Como colocar senha no Instagram para proteger suas DMs

Como colocar senha no Instagram para proteger suas DMs

Você pode bloquear o Instagram com senha ou biometria para evitar que alguém com seu celular veja suas DMs (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Você pode colocar senha no Instagram em celulares Samsung ou Motorola ao adicionar o aplicativo da rede social à Pasta Segura.

Em smartphones Xiaomi, o bloqueio do Instagram com senha é feito nas configurações de apps do sistema operacional. Já em iPhones, você precisará ativar o recurso “Exigir Face ID” no app do Instagram.

Não há como proteger somente as Direct Messages (DMs). Por isso, a saída é adicionar senha ou biometria ao aplicativo completo do Instagram.

A seguir, saiba como colocar senha no Instagram em celulares Samsung, iPhone, Xiaomi ou Motorola.

ÍndiceComo colocar senha no Instagram pelo celular Samsung1. Acesse as configurações de segurança e privacidade2. Entre nas opções extras de segurança e vá em “Pasta Segura”3. Adicione o app do Instagram à Pasta Segura da SamsungComo colocar senha no Instagram pelo iPhone1. Toque e segure o ícone do Instagram e selecione “Exigir Face ID”2. Confirme sua identidade e escolha “Exigir Face ID” no pop-upComo colocar senha no Instagram pelo celular Xiaomi1. Acesse as configurações do celular e entre em “Apps”2. Vá em “Bloqueio de apps” e marque a chave do InstagramComo colocar senha no Instagram pelo celular Motorola1. Abra o app “Moto Secure” e selecione “Pasta segura”2. Configure sua Pasta Segura no celular Motorola3. Vá em “Adicionar apps” e marque o app do InstagramComo acessar o app do Instagram protegido com senhaTambém consigo colocar senha no Instagram pelo PC?Posso usar apps de terceiros para bloquear o Instagram com senha?Posso colocar senha nas conversas do Instagram?Consigo proteger as DMs do Instagram com criptografia?É possível tirar a senha de bloqueio do Instagram?

Como colocar senha no Instagram pelo celular Samsung

Atenção
O passo a passo abaixo mostra como proteger o Instagram com senha em uma Pasta Segura já criada. Caso precise de ajude, acesse nosso artigo sobre como acessar, criar ou desativar a Pasta Segura no smartphone Samsung.

1. Acesse as configurações de segurança e privacidade

No celular Samsung, acesse “Configurações”. Em seguida, entre na seção “Segurança e privacidade”.

Acessando as configurações de segurança e privacidade da Samsung (Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Entre nas opções extras de segurança e vá em “Pasta Segura”

Na tela “Segurança e privacidade”, selecione a opção “Mais configurações de segurança”. Depois, escolha “Pasta Segura”.

Obs.: caso seja seu primeiro acesso, você terá de configurar a Pasta Segura e escolher o tipo de bloqueio (PIN, senha, padrão ou biometria).

Entrando na Pasta Segura da Samsung (Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Adicione o app do Instagram à Pasta Segura da Samsung

Toque no símbolo “+”, selecione o app do Instagram, e vá em “Adicionar” para proteger o Instagram com senha ou biometria dentro da Pasta Segura.

Adicionando o Instagram à Pasta Segura da Samsung (Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como colocar senha no Instagram pelo iPhone

Atenção
O tutorial abaixo é válido para iPhones com iOS 18 ou versões posteriores. Caso esteja usando uma versão do iOS mais antiga, vale atualizar o sistema ou usar a automação via Atalhos, mencionada em nosso artigo para colocar senha em apps de iPhone.

1. Toque e segure o ícone do Instagram e selecione “Exigir Face ID”

Na tela inicial do seu iPhone, toque e segure no ícone do Instagram e selecione a opção “Exigir Face ID”.

Ativando o recurso Exigir Face ID no app do Instagram (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

2. Confirme sua identidade e escolha “Exigir Face ID” no pop-up

Confirme sua identidade para prosseguir, e selecione “Exigir Face ID” no pop-up que abrir para colocar biometria no Instagram.

Protegendo o Instagram com biometria ou senha no iPhone (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Como colocar senha no Instagram pelo celular Xiaomi

1. Acesse as configurações do celular e entre em “Apps”

Acesse as configurações do celular Xiaomi. Depois, role a tela e entre na seção “Apps”.

Acessando as configurações do celular Xiaomi (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

2. Vá em “Bloqueio de apps” e marque a chave do Instagram

Acesse a guia “Bloqueio de apps”, e ative a chave localizada ao lado do app do Instagram para botar senha no Instagram.

Bloqueando o app do Instagram com senha no celular Xiaomi (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Como colocar senha no Instagram pelo celular Motorola

1. Abra o app “Moto Secure” e selecione “Pasta segura”

Em seu celular Motorola, abra o aplicativo “Moto Secure”. Em seguida, acesse “Pasta Segura”, localizada dentro da seção “Segurança de dados”.

Acessando a Pasta Segura do Moto Secure (Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

2. Configure sua Pasta Segura no celular Motorola

Toque em “Continuar” e escolha o tipo de bloqueio, caso esteja acessando a Pasta Segura pela primeira vez. Se já tiver configurado a Pasta Segura anteriormente, basta pular para o próximo passo.

Configurando o tipo de bloqueio da Pasta Segura (Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

3. Vá em “Adicionar apps” e marque o app do Instagram

Toque no símbolo “+” (localizado no canto inferior direito) e selecione “Adicionar apps”. Na tela seguinte, marque o app do Instagram e toque no ícone de “check” para finalizar o processo.

Adicionando o app do Instagram à Pasta Segura do Moto Secure (Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Como acessar o app do Instagram protegido com senha

No iPhone e em celulares Xiaomi, você poderá acessar o Instagram protegido com senha ou biometria bastando abrir o aplicativo da rede social, que se mantém localizado na página inicial ou gaveta de apps.

Já em celulares Samsung ou Motorola, será necessário iniciar o app do Instagram pela Pasta Segura para fazer o desbloqueio com senha.

Também consigo colocar senha no Instagram pelo PC?

Sim. Pelo computador, você pode colocar senha no Instagram para ninguém mexer por meios de extensões de navegador, como o Bloquear site para Google Chrome.

A ferramenta em questão permite que você configure uma senha para desbloquear a URL do Instagram ou qualquer outro site adicionado à lista de bloqueio.

Posso usar apps de terceiros para bloquear o Instagram com senha?

Sim. Você pode bloquear aplicativos no Android com AppLock ou com serviços como LOCKit, que funcionam com o Instagram e outras ferramentas.

Mas vale destacar que aplicativos para colocar senha em apps, jogos e pastas são restritos a celulares Android, já que o iPhone não permite que serviços de terceiros façam alterações no dispositivo — como bloquear apps, por exemplo.

Posso colocar senha nas conversas do Instagram?

Não. O Instagram ainda não oferece uma funcionalidade para proteger as DMs com senha. Por conta disso, bloquear o aplicativo da rede social com senha ou biometria é a única forma de adicionar uma camada extra de proteção às suas mensagens.

Consigo proteger as DMs do Instagram com criptografia?

Não. No passado, o Instagram oferecia criptografia de ponta a ponta nas conversas como recurso opcional. Contudo, a rede social descontinuou a função em maio de 2026, sob alegações de que poucos usuários utilizavam o recurso.

É possível tirar a senha de bloqueio do Instagram?

Sim, mas os processos variam porque cada marca de celular utiliza um processo diferente. Confira abaixo como tirar a senha para o Instagram em diferentes smartphones.

Celulares Samsung: entre na Pasta Segura da Samsung, toque e segure no ícone do app do Instagram, e escolha “Desinstalar”.

iPhones: vá para a página inicial do iPhone, toque e segure no ícone de aplicativo do Instagram, selecione “Não Exigir Face ID” e confirme sua identidade.

Celulares Xiaomi: entre em “Configurações”, vá em “Apps”, abra a guia “Bloqueio de apps”, e desmarque a chave ao lado do aplicativo do Instagram.

Celulares Motorola: abra a Pasta Segura do Motorola, toque e segure no ícone do Instagram, e escolha “Remover app”.

Como colocar senha no Instagram para proteger suas DMs

Como colocar senha no Instagram para proteger suas DMs
Fonte: Tecnoblog

IA da Meta ajudou golpistas a roubarem perfis

IA da Meta ajudou golpistas a roubarem perfis

IA de suporte forneceu códigos de verificação e alterou e-mails para golpistas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Hackers aproveitaram uma falha de segurança do chatbot de suporte com IA da Meta e conseguiram invadir contas no Instagram. 
Criminosos usaram o assistente de suporte para alterar o e-mail cadastrado e receberam códigos de verificação para redefinir senhas dos perfis.
A Meta informou que corrigiu a falha que permitia esse acesso, mas nega que seus sistemas tenham sido invadidos. 

Hackers conseguiram invadir contas no Instagram após manipular o assistente de suporte com inteligência artificial da Meta. Os ataques foram registrados ao menos desde o último fim de semana e atingiram perfis comerciais e contas de figuras públicas, com grande número de seguidores.

Segundo relatos nas redes sociais, os criminosos exploravam uma falha no chatbot de suporte para alterar o e-mail cadastrado nas contas das vítimas. Depois disso, conseguiam receber códigos de verificação, redefinir senhas e assumir o controle dos perfis, mesmo em casos protegidos por autenticação de dois fatores.

Os invasores miraram principalmente contas raras — aquelas em que o usuário conseguiu registrar um termo popular ou apenas o primeiro nome — e perfis oficiais. As contas invadidas estariam sendo vendidas através do Telegram.

A Meta alega ter corrigido uma falha que permitia a terceiros solicitar e-mails de redefinição de senha, mas nega que seus sistemas tenham sido invadidos. Em resposta a uma publicação na rede social X, o porta-voz da empresa, Andy Stone, também negou que perfis de autoridades mundiais tenham sido afetados.

Para analistas de segurança do site The Cybersec Guru, porém, a invasão direta dos bancos de dados nunca foi o ponto, já que os perfis foram sequestrados por uma falha no fluxo de suporte.

Como aconteceu?

De acordo com vídeos e capturas de tela compartilhados em grupos de segurança no Telegram, os golpistas começavam usando uma VPN ou proxy residencial para simular uma localização próxima à do alvo. Em seguida, abriam um chat com assistente de suporte da Meta AI e pediam a troca do e-mail vinculado ao perfil.

O invasor dizia o nome de usuário da vítima, informava um novo endereço de e-mail controlado por ele e prometia enviar o código de confirmação. Segundo os relatos, o assistente aceitava o pedido até mesmo sem uma checagem paralela com o verdadeiro dono da conta.

Instagram had an exploit that allowed you to use Meta AI to reset passwords to accounts with no MFA on them. The exploit was patched a short time ago.pic.twitter.com/PEUwLvmllj— Dark Web Informer (@DarkWebInformer) June 1, 2026

O código de oito dígitos era enviado ao e-mail do invasor e, depois de ser inserido no chat, o sistema liberava a redefinição da senha. Nota-se, aliás, que o caso sequer pode ser considerado uma injeção de prompt, já que os hackers não precisavam fazer com que a IA contrariasse barreiras de segurança — elas, aparentemente, nem existiam.

Os posts também indicam que, em alguns casos, o sistema de verificação de identidade acionava uma checagem biométrica. Nessas situações, os criminosos teriam usado vídeos gerados por IA com base em fotos das vítimas.

Risco de autonomia à IA

Meta apostou na IA para solucionar problemas diretamente com usuários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

De acordo com o site 404 Media, a falha ocorre poucos meses após a Meta expandir o suporte com IA para contas do Facebook e Instagram.

A Meta apresentou o chatbot como uma forma de agilizar processos de recuperação e reforçar a segurança, após ser alvo frequente de críticas pelo suporte limitado em casos de invasão e perda de contas, em que muitas vezes não há sequer a possibilidade de falar com um atendente humano.

O problema, no entanto, é que conceder tantas permissões a um sistema automatizado faz com que qualquer falha de validação tenha potencial para causar danos significativos. Como lembra o Cybersec Guru, o Projeto Aberto de Segurança em Aplicações Web (OWASP) recomenda desde 2023 que sistemas de IA não executem ações sensíveis sem supervisão ou validação humana.

IA da Meta ajudou golpistas a roubarem perfis

IA da Meta ajudou golpistas a roubarem perfis
Fonte: Tecnoblog

WhatsApp prepara mudança para dar mais destaque a status

WhatsApp prepara mudança para dar mais destaque a status

Meta aposta em status para deixar WhatsApp com cara de rede social (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O WhatsApp está preparando uma mudança para dar mais destaque aos status, com publicações temporárias aparecendo no topo da lista de conversas.
A nova localização do recurso começou a aparecer na versão beta para iOS e já está sendo distribuída no programa de testes para Android.
Os status ficarão visíveis ao “puxar” a lista de conversas para baixo, permitindo acessar as publicações.

O WhatsApp pretende colocar os status no topo da lista de conversas. A nova localização do recurso começou a aparecer na versão beta do aplicativo para iOS e já vem há algum tempo sendo distribuída no programa de testes para Android.

Os status são publicações temporárias, que ficam no ar por um prazo de apenas 24 horas, semelhantes aos stories do Instagram. Atualmente, eles fazem parte da aba Atualizações do aplicativo, que também lista os canais nos quais o usuário está inscrito.

Status terão lugar de destaque no app (imagem: reprodução/WABetaInfo)

Com a mudança da interface, a aba Conversas terá pequenos círculos no topo, substituindo o título, com as imagens de perfil dos usuários que publicaram status.

Ao “puxar” a lista de conversas para baixo, os círculos se expandem, permitindo visualizar as publicações. Também é possível deslizar para os lados para ver status de mais pessoas. Ao rolar a lista para cima, os círculos são minimizados novamente.

Esse funcionamento não é inédito: o Telegram adota o mesmo esquema e o mesmo visual para seus stories.

WhatsApp investe em status

Nos últimos anos, a Meta acrescentou vários recursos aos status do WhatsApp para deixá-los com mais cara de stories de Instagram ou Facebook.

A última grande atualização foi há quase um ano, em junho de 2025. Na ocasião, o app ganhou uma ferramenta de layout, para publicar fotos lado a lado; opção para adicionar músicas; figurinhas de fotos, para colocar imagens extras; e o recurso “Sua vez”, para criar e seguir trends, como já acontece no Instagram.

Essa aposta tem seus motivos: também em junho de 2025, a Meta anunciou que passaria a incluir propagandas entre os status. Colocá-los na tela de conversas, a mais usada do aplicativo, é uma forma de aumentar a popularidade do recurso. Quanto mais gente usando, mais espaço para incluir anúncios e mais audiência para a publicidade.

Com informações do WABetaInfo
WhatsApp prepara mudança para dar mais destaque a status

WhatsApp prepara mudança para dar mais destaque a status
Fonte: Tecnoblog

Android 17 terá recurso para combater vício em redes sociais

Android 17 terá recurso para combater vício em redes sociais

Novo função do Android 17 quer frear a rolagem infinita nas redes sociais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Android 17 terá um recurso para ajudar a combater o vício em redes sociais.
O Pause Point vai exigir uma espera de 10 segundos antes de abrir aplicativos considerados “viciantes”, como Instagram e TikTok.
Durante a espera, o Android deve sugerir atividades mais construtivas e permitir visualizar fotos pessoais.

O Google revelou um novo recurso que chegará nativamente com o Android 17 para ajudar a combater o doomscrolling — hábito de ficar rolando a tela do celular de forma viciosa. Chamada Pause Point, a função cria uma trava de segurança: em vez de só alertar o usuário sobre o tempo excessivo de uso, agora o sistema exige uma espera obrigatória antes de abrir apps classificados como distrações.

A novidade deve congelar a inicialização de um app por 10 segundos, caso ele seja marcado pelo usuário como “viciante”. A tela, no entanto, não ficará apagada durante esse intervalo: o Android vai aproveitar esse tempo para sugerir atividades mais construtivas.

O recurso vai exibir desde atalhos para um exercício rápido de respiração até recomendações de aplicativos úteis instalados no celular. Há ainda a opção de visualizar um carrossel com fotos pessoais, funcionando como um estímulo visual para o usuário sair um pouco da tela.

Aplicativos de terceiros focados em controle de tempo, como Finch ou Focus Friend, já têm seu público fiel. O grande trunfo do Pause Point, no entanto, é rodar de forma nativa, o que deve tornar a trava mais difícil de ser ignorada.

Recurso nativo deve ajudar mais o usuário

Recurso aproveita o intervalo obrigatório para sugerir um respiro (imagem: reprodução/Google)

A principal diferença está no momento em que a intervenção acontece. Os limites de tempo tradicionais do Android, lançados em 2018, costumam falhar porque dependem da força de vontade do usuário. A pessoa estoura a cota de uso, recebe um alerta na tela e, na maioria das vezes, o ignora para continuar navegando.

O 9to5Google destaca que, ao bloquear a abertura do aplicativo logo no primeiro toque, a nova função corta a descarga imediata de dopamina gerada pelo carregamento do feed. O usuário é forçado a parar e decidir se realmente quer gastar tempo naquela plataforma ou se o clique foi apenas um movimento no “piloto automático”.

Se, após os 10 segundos, a pessoa confirmar que deseja abrir a rede social, o Android permite até configurar um cronômetro para aquela sessão específica.

Vale mencionar que, para desativar completamente o recurso, será necessário reiniciar o smartphone — uma camada extra criada para dificultar o desligamento da função por impulso. A versão estável do Android 17, que incluirá a novidade, está prevista para junho.

Resposta contra os algoritmos

A aplicação dessa ferramenta mais agressiva não acontece por acaso. O Google apresentou o Pause Point no momento em que governos do mundo todo elaboram planos para restringir ou até proibir o uso de redes sociais por menores de idade.

Ao integrar essa barreira de uso ao sistema móvel mais popular do mundo, o Google se posiciona como parte da solução. O diretor de operações de produto da divisão de Plataformas e Ecossistemas do Google, Dieter Bohn, pontuou durante coletiva de imprensa que a empresa reconhece o problema.

“O Android está mais poderoso do que nunca, mas também queremos oferecer as ferramentas para você se desconectar quando precisar”, afirmou. “Acho que todos nós já pegamos o celular, abrimos algum aplicativo e ficamos no piloto automático, e uma hora se passou.”

O Google já confirmou que mais recursos focados em combater o tempo de tela abusivo serão lançados nos próximos meses.
Android 17 terá recurso para combater vício em redes sociais

Android 17 terá recurso para combater vício em redes sociais
Fonte: Tecnoblog

Instagram encerra hoje suporte a mensagens criptografadas

Instagram encerra hoje suporte a mensagens criptografadas

Instagram encerra hoje suporte a mensagens criptografadas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Instagram encerrou suporte à criptografia de ponta a ponta (E2EE) nas DMs neste 8 de maio de 2026;

Meta justificou a remoção citando baixa adesão dos usuários, mas há suspeita de que pressões de autoridades tenham impulsionado a decisão;

mudança não afeta o WhatsApp, que mantém o recurso ativo, nem o Facebook Messenger, onde a função permanece opcional.

Houve uma época em que era “moda” aplicar criptografia de ponta a ponta (E2EE, na sigla em inglês) em serviços de mensagens. Com as DMs do Instagram não foi diferente. Mas, agora, a Meta deu um passo para trás: desde esta sexta-feira (08/05) que as mensagens do Instagram não suportam mais E2EE.

A criptografia de ponta a ponta é um mecanismo de segurança importante porque permite que apenas o remetente e o destinatário visualizem a mensagem.

Se, no meio do caminho, a mensagem for interceptada por um hacker ou um malware, por exemplo, seu conteúdo estará criptografado, impedindo a sua leitura (a não ser em caso de quebra da criptografia, o que é incomum).

Apesar disso, o recurso nunca foi ativado por padrão no Instagram. Cabia ao usuário habilitar a criptografia de ponta a ponta nas DMs (mensagens diretas do serviço). Mas, com a mudança, não é mais possível fazer isso, como informa esta página de ajuda do Instagram:

Não ofereceremos mais suporte para as mensagens criptografadas de ponta a ponta no Instagram após 8 de maio de 2026.

Se você tiver conversas afetadas por essa alteração, verá instruções sobre como baixar quaisquer mídias ou mensagens que você queira manter.

Se você estiver em uma versão antiga do Instagram, também poderá precisar atualizá-lo antes de baixar as conversas afetadas.

Mensagens do Instagram (imagem: reprodução/Meta)

Por que a Meta desativou a criptografia de ponta a ponta do Instagram?

Em março, a Meta explicou ao jornal The Guardian que a tecnologia de E2EE seria removida do Instagram porque poucos usuários a ativavam nas mensagens (eu mesmo não conheço ninguém que usava essa proteção).

Mas parece haver outras razões por trás da decisão. Como relata a BBC, a Meta vinha sendo pressionada sobre o mecanismo por parte de autoridades ou grupos de proteção à infância. Isso porque a criptografia das mensagens dificultava a investigação de crimes relacionados ao aliciamento de menores de idade, por exemplo. Parece que a Meta cedeu à pressão.

Por outro lado, há quem suspeite que, com esse movimento, a Meta passe a ter mais facilidade para alterar as suas políticas de privacidade de modo a permitir que algoritmos acessem as mensagens trocadas via Instagram para gerar publicidade direcionada ou treinar algoritmos de inteligência artificial.

É válido deixar claro que a criptografia de ponta a ponta continua funcionando no WhatsApp e no Facebook Messenger, neste último, de modo opcional.
Instagram encerra hoje suporte a mensagens criptografadas

Instagram encerra hoje suporte a mensagens criptografadas
Fonte: Tecnoblog

Meta e Google tentam reverter decisão histórica sobre vício em redes sociais

Meta e Google tentam reverter decisão histórica sobre vício em redes sociais

Veredito pode servir como base para milhares de processos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Meta e Google pediram a anulação da condenação de US$ 6 milhões por danos à saúde mental de uma jovem nos EUA.
Segundo a Justiça, as empresas criaram aplicativos “para viciar os usuários”.
Ambas as companhias alegam isenção de responsabilidade pelo conteúdo publicado em suas plataformas e solicitam um novo julgamento.

A Meta e a Alphabet (empresa-mãe do Google) entraram com um pedido formal na Justiça de Los Angeles, na Califórnia (EUA), para tentar anular o veredito histórico que condenou as empresas a pagarem US$ 6 milhões (cerca de R$ 31,4 milhões) por danos à saúde mental de uma jovem.

Segundo a agência Reuters, o recurso busca reverter a decisão de março, que classificou os aplicativos das companhias como “produtos desenvolvidos para viciar os usuários”. Caso o juiz recuse o pedido de anulação, as empresas exigem a realização de um novo julgamento.

A multa milionária foi dividida entre as big techs. A Meta ficou responsável por 70% do valor (US$ 4,2 milhões), enquanto o YouTube deverá arcar com os 30% restantes (US$ 1,8 milhão). O TikTok e o Snapchat também eram alvos da ação original, mas fecharam acordos com a autora antes do início das audiências.

A condenação marcou uma derrota de peso para as empresas, validando a tese de que elas não alertam o público sobre os perigos atrelados ao uso prolongado de seus serviços.

Big techs buscam suporte em lei de 1996

Decisão estipulou multa de US$ 6 milhões às empresas (imagem: Robin Worrall/Unsplash)

Para tentar derrubar a sentença, as plataformas se apoiam na Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações (Communications Decency Act), uma legislação federal norte-americana de 1996.

Essa norma funciona como um escudo legal, isentando as empresas de responsabilidade pelo conteúdo publicado por terceiros. Na petição enviada à corte, a Meta argumenta que as evidências mostradas durante o julgamento conectaram os problemas da autora aos vídeos que ela consumia, e não aos recursos dos aplicativos.

Se um caso idêntico fosse julgado na Justiça brasileira, por exemplo, a disputa seguiria um roteiro parecido, esbarrando no Marco Civil da Internet — que também blinda as redes sociais de responsabilização direta pelo que os usuários postam.

Contudo, como o foco da ação é o design da plataforma, o processo cairia no escopo do Código de Defesa do Consumidor (CDC) e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ao argumentar que a interface do aplicativo é um “produto defeituoso” e perigoso para menores, a Justiça do Brasil poderia condenar as big techs por falha na prestação do serviço, desviando da proteção do Marco Civil.

Ação desvia da lei que isenta redes sociais por conteúdo de terceiros (imagem: Jeremy Zero/Unsplash)

Foi exatamente essa a estratégia que a equipe de acusação utilizou nos Estados Unidos para contornar a lei local. Os advogados da jovem de 20 anos, identificada no processo como Kaley GM, tiraram o foco das postagens e miraram na arquitetura das plataformas.

Com isso, eles conseguiram provar aos jurados que as empresas implementaram propositalmente ferramentas como rolagem infinita, reprodução automática de vídeos, notificações ininterruptas e filtros de beleza.

Essa combinação de recursos, segundo a acusação, cria um ecossistema comparável a um cassino digital para forçar o engajamento e o uso compulsivo. Nos autos do processo, a autora relata que começou a consumir o YouTube aos seis anos de idade e criou seu Instagram aos onze. O tempo excessivo de tela induzido por essas mecânicas teria provocado depressão e pensamentos suicidas.

Desfecho do caso pode ser histórico

O júri que avaliou o caso concluiu que os executivos das redes sociais não apenas conheciam os riscos associados aos seus produtos, mas falharam na adoção de medidas para proteger o público infantojuvenil. O resultado desse embate não afeta apenas o Google e a Meta, mas serve como um termômetro jurídico que guiará as negociações e sentenças de mais de 2 mil ações parecidas só no estado da Califórnia.

Em entrevista à CNBC, Joseph VanZandt, co-líder dos advogados de acusação, resumiu o peso da decisão e o recado dado às empresas: “é um referendo para toda uma indústria de que a responsabilização chegou”.
Meta e Google tentam reverter decisão histórica sobre vício em redes sociais

Meta e Google tentam reverter decisão histórica sobre vício em redes sociais
Fonte: Tecnoblog

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA

Tinder ganha nova camada de segurança, mas serviço é proibido no Brasil (imagem: Unsplash/Good Faces Agency)

Resumo

Tinder anuncia reconhecimento de íris para combater perfis falsos com IA.
O reconhecimento de íris ocorre via World ID, parceria com a Tools for Humanity, empresa cofundada por Sam Altman, CEO da Open AI.
A novidade foi testada no Japão e chega em outras partes do mundo em breve, com bônus e selo de verificação para usuários que fizerem a checagem.
No Brasil, o World ID foi proibido em janeiro de 2025 pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

O Tinder anunciou uma nova ferramenta para combater casos de catfish utilizando inteligência artificial na plataforma: o reconhecimento de íris via World ID. A novidade fica disponível a partir do serviço World graças a uma parceria com a Tools for Humanity, empresa cofundada por Sam Altman, CEO da Open AI.

Nos países em que estará disponível, o reconhecimento de íris do Tinder será no próprio app, com direito a bônus para usados os usuários que fizerem a checagem. Eles ganharão selo de verificado. Não há informações sobre banimento de contas sem essa confirmação.

O recurso foi testado no Japão e chega em outras partes do mundo “em breve”. Essa tecnologia, vale lembrar, está proibida no Brasil, após decisão da ANPD. Ou seja: nada de World ID no Tinder BR, pelo menos por enquanto.

Dispositivo da World é uma das opções para criar World ID, disponível também via app (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

IA em golpes de namoro

O reconhecimento de íris é um “passo natural” da plataforma, de acordo com o Match Group, dono do Tinder. Vale lembrar que o app de namoro já exige um vídeo de verificação de humanidade para seus usuários, e o World ID vem como uma camada extra de combate a golpes.

Segundo a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, usuários de apps de namoro perderam US$ 1 bilhões em fraudes somente em 2025, o que dá cerca de R$ 5 bilhões. Além disso, trazendo para a realidade brasileira, a Meta processou duas empresas e duas pessoas por produzirem deepfakes do médico Drauzio Varella para vender medicamentos falsos na internet.

Deepfakes com IA levam empresas a buscarem novas soluções de segurança (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo a BBC, uma usuária do Tinder no Reino Unido afirmou que 30% das contas visualizadas ao navegar pelo app são de bots, com descrições, melhorias e até mesmo chat com IA. Um levantamento da Norton divulgado em janeiro também reforça esse relato, apontando que mais da metade dos usuários de aplicativos de namoro nos EUA já se encontraram em situações do tipo.

Por que o World ID foi proibido no Brasil?

No Brasil, o serviço que oferece a criação da World ID não está disponível desde o início de 2025, por decisão da ANPD. Isso porque a proposta do então Worldcoin era oferecer dinheiro aos participantes do projeto que fizessem a leitura de íris. A Coordenação-Geral de Fiscalização CGF) da autarquia federal entendeu que essa oferta “interfere na livre manifestação da vontade do indivíduo” e pode influenciar pessoas em posição de vulnerabilidade.

Por aqui, continua valendo o Face Check, verificação facial anunciada em dezembro de 2025. A ferramenta funciona de forma semelhante ao reconhecimento feito em apps de banco, e promete reforçar a segurança contra perfis falsos, deepfakes e entrada de menores de idade.

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA

Tinder terá polêmica verificação por íris para combater perfis de IA
Fonte: Tecnoblog

Virou TikTok? Instagram muda interface e coloca feed de reels na home

Virou TikTok? Instagram muda interface e coloca feed de reels na home

Instagram está liberando nova home gradualmente (imagem: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

Resumo

O Instagram está testando uma nova interface com o feed de reels como página inicial, acessível por convite para alguns usuários do iOS.
A nova página inicial exibe vídeos curtos, fotos e carrosséis em tela cheia, com conteúdo baseado em recomendações do algoritmo.
A barra inferior agora inclui a seção “Seus feeds”, com opções como “Seguindo” e “Amigos”, permitindo uma experiência sem recomendações do algoritmo.

O Instagram está liberando acesso antecipado a uma nova interface. A principal mudança é que o feed de reels se torna a página inicial nessa nova configuração. O experimento apareceu para alguns usuários e parece estar restrito ao iOS por enquanto — não vimos imagens da novidade no Android até o momento.

O convite para o novo feed aparece como um ícone de crachá no topo da tela, à direita, ao lado das notificações. Ao tocar nele, o usuário pode optar por, nas palavras da Meta, “uma página inicial mais divertida”, com interesses e pessoas favoritas.

Como é a nova página inicial do Instagram?

Fotos, carrosséis e vídeos aparecem em tela cheia na nova home (imagem: Thiago Mobilon/Tecnoblog)

A página inicial traz um feed de reels muito parecido com o atual, com rolagem vertical infinita e botões para curtir, comentar, republicar e compartilhar. Além de vídeos curtos, ele exibe fotos e carrosséis, tudo em tela cheia. O conteúdo é baseado em recomendações do algoritmo. Resumindo, é bem parecido com o TikTok.

Os stories continuam na página inicial, com comportamento semelhante ao atual. Ao rolar os reels para cima, os stories ficam escondidos. Para vê-los novamente, é necessário rolar no sentido contrário até chegar no topo ou tocar no ícone da casinha na barra inferior.

Feeds lembram Instagram de antigamente

Feeds atuais vão para outra parte do app e usarão menos recomendações do algoritmo (imagem: Lucas Lima/Tecnoblog)

Por falar em barra inferior, ela ganhou um ícone para outra seção do app, chamada “Seus feeds”. Dá para dizer que é a experiência tradicional do Instagram, sem conteúdo em tela cheia e com mais espaço para legendas e comentários.

A principal mudança é que agora há diversas opções de feeds, como “Seguindo”, “Amigos”, “Mais recentes”, “Somente posts” e “Sugestões”. O usuário pode adicionar ou remover os que deseja.

Dá para notar que há uma ênfase nas opções sem recomendações do algoritmo, o que sugere que a ideia é tornar esse espaço um lugar para quem sente falta de uma experiência mais parecida com a do Instagram de uma década atrás.

Instagram está fazendo mais testes

Vale dizer que esse acesso antecipado não é o único que o Instagram está liberando. Um de nossos colegas aqui no Tecnoblog recebeu um convite parecido, mas a atualização trouxe apenas um visual adaptado ao Liquid Glass da Apple.

Instagram também está testando Liquid Glass (imagem: João Vitor Cruz/Tecnoblog)

Já outro colega também visualizou o crachá para a nova home, mas foi colocado em uma fila de espera. O acesso é antecipado, mas nem tanto.

Acesso antecipado já tem lista de espera (imagem: Caio Hansen/Tecnoblog)
Virou TikTok? Instagram muda interface e coloca feed de reels na home

Virou TikTok? Instagram muda interface e coloca feed de reels na home
Fonte: Tecnoblog

Instagram e TikTok afetam mais a saúde mental que o WhatsApp, diz estudo

Instagram e TikTok afetam mais a saúde mental que o WhatsApp, diz estudo

Estudo indica que impacto varia por região e cultura (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Um estudo do World Happiness Report indica que Instagram e TikTok têm impacto mais negativo na saúde mental do que o WhatsApp.
Segundo a pesquisa, a América Latina é exceção e o uso de aplicativos de mensagens está associado a maior satisfação com a vida.
Levantamento também sugere que uso moderado das redes é mais positivo.

Plataformas baseadas em feeds controlados por algoritmos — como Instagram e TikTok — podem ser mais prejudiciais à saúde mental do que apps focados em conversas diretas, como WhatsApp, e em socialização, como o Facebook.

A conclusão é da edição de 2026 do World Happiness Report, relatório anual que indica os países “mais felizes” do mundo, desenvolvido na Universidade de Oxford em parceria com a empresa de análise Gallup e a rede de soluções de desenvolvimento sustentável da ONU.

O levantamento aponta que o uso excessivo de redes sociais torna os jovens mais infelizes globalmente, com impacto mais severo em países de língua inglesa e na Europa Ocidental. Ao analisar diferentes regiões, porém, os pesquisadores perceberam que o impacto na saúde mental depende do formato da plataforma e de fatores culturais.

América Latina é exceção

Essa diferença fica clara nos dados de 17 países da América Latina. Na região, o uso frequente de aplicativos de mensagens está diretamente associado a maior satisfação com a vida. Já navegar por plataformas dominadas por influenciadores levou a índices mais baixos de felicidade e a problemas de saúde mental.

O relatório classifica esse contraste como uma “Exceção Latino-Americana” e traça uma divisão entre dois tipos de plataforma:

Plataformas de Conexão Social (SC): focadas na comunicação direta e no fortalecimento de laços existentes, como WhatsApp e Facebook. O uso frequente está associado a afetos positivos e bem-estar.

Plataformas de Conteúdo Algorítmico (AC): baseadas no consumo passivo de feeds curados por algoritmos, como Instagram, TikTok e X. Estão ligadas a maiores níveis de ansiedade e impacto negativo na saúde mental.

Os autores atribuem isso ao papel central do convívio social e familiar na cultura da região. Por aqui, as redes sociais tendem a funcionar como suporte para reforçar laços que já são fortes — o que ajuda a explicar por que os aplicativos de mensagem não “puxam” a felicidade para baixo da mesma forma que ocorre no hemisfério norte.

Banimentos generalizados

ECA Digital limitou acesso de crianças e adolescentes às redes (imagem ilustrativa: Thomas Park/Unsplash)

Os resultados chegam em um momento em que vários governos no mundo, incluindo o Brasil, debatem restrições de acesso de menores às plataformas. Em declaração ao The Guardian, o diretor do Wellbeing Research Centre, Jan-Emmanuel De Neve, defendeu que os dados apontam para uma necessidade de repensar o formato das redes, não necessariamente bani-las.

“Isso sugere que precisamos colocar o ‘social’ de volta nas mídias sociais, e incentivar tanto os provedores dessas plataformas quanto os usuários a alavancar essas ferramentas para fins sociais e para se conectar com pessoas reais”, afirmou.

O pesquisador também destacou que o estudo encontrou maiores índices de satisfação entre jovens que usam as redes por menos de uma hora diária, em comparação com aqueles sem acesso nenhum. Um exemplo para De Neve é a aplicação da lei australiana, que bane redes sociais para menores de 16 anos, mas mantém aplicativos de mensagens.

Instagram e TikTok afetam mais a saúde mental que o WhatsApp, diz estudo

Instagram e TikTok afetam mais a saúde mental que o WhatsApp, diz estudo
Fonte: Tecnoblog

Rússia bloqueia WhatsApp e Telegram; só o app oficial funciona

Rússia bloqueia WhatsApp e Telegram; só o app oficial funciona

Rússia bloqueia WhatsApp e Telegram oficialmente (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O governo da Rússia bloqueou WhatsApp, Telegram, Facebook e Instagram, afetando milhões de usuários no país.
O aplicativo estatal Max substitui os mensageiros bloqueados, mas não oferece criptografia de ponta a ponta, permitindo vigilância governamental.
A medida gerou reações negativas, inclusive entre apoiadores do Kremlin, devido à dependência do Telegram para comunicação militar.

O governo da Rússia bloqueou o acesso ao WhatsApp e ao Telegram no país, ampliando uma estratégia de restrição a plataformas estrangeiras de comunicação. A medida também atinge Facebook e Instagram, oferecendo como alternativa o aplicativo estatal conhecido como Max, descrito por autoridades como um “mensageiro nacional”.

Há meses, o governo russo vem endurecendo as regras contra mensageiros de outros países. No entanto, o bloqueio ocorreu de forma abrupta e afetou milhões de usuários. Segundo o Financial Times, russos foram impedidos de acessar o WhatsApp na tarde dessa quarta-feira (11/02), após meses de pressão. Até então, o aplicativo da Meta somava ao menos 100 milhões de usuários no país.

A ação só foi possível porque a Rússia centralizou o tráfego de internet dentro de seu território, roteando conexões por servidores controlados pelo Estado. Isso permite ao regulador local, o Roskomnadzor, remover serviços inteiros do que equivale a um diretório nacional da internet, tornando-os inacessíveis para a população.

Por que o governo russo bloqueou os mensageiros?

A justificativa oficial gira em torno de soberania digital e segurança nacional. Contudo, o Financial Times menciona que o “mensageiro oficial” do governo foi criado para fins de vigilância. Diferentemente do WhatsApp e do Telegram, que usam criptografia de ponta a ponta, o Max não oferece esse tipo de proteção.

O 9to5Mac afirma que todas as mensagens trocadas no aplicativo estatal podem ser lidas pelas autoridades. O projeto é descrito como um clone do WeChat, plataforma chinesa conhecida pela forte integração com sistemas de monitoramento governamental.

Além dos mensageiros, a Rússia também bloqueou Facebook e Instagram e classificou a Meta como “uma organização extremista”, o que reforça o afastamento de serviços ocidentais. A restrição ao Telegram vinha sendo implementada gradualmente nas últimas semanas, até que o acesso foi praticamente inviabilizado.

Governo de Putin impediu acesso a WhatsApp e Telegram (foto: reprodução/Kremlin de Moscou)

Bloqueio afeta até apoiadores do Kremlin

A decisão, no entanto, provocou reações inesperadas dentro do próprio país. O Telegram é amplamente utilizado por militares russos envolvidos na guerra na Ucrânia, tanto para comunicação pessoal quanto para alertas sobre ataques de drones e mísseis.

Relatos indicam que até apoiadores do presidente Vladimir Putin demonstraram irritação com o bloqueio, justamente por dependerem do aplicativo para informações rápidas e comunicação em áreas sensíveis.

Rússia bloqueia WhatsApp e Telegram; só o app oficial funciona

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Fonte: Tecnoblog