Category: Hardware e Componentes

Seagate também vendeu todo o estoque de HDs do ano

Seagate também vendeu todo o estoque de HDs do ano

Seagate também vendeu todo o estoque de HDs do ano (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Resumo

Seagate e a Western Digital venderam todo o estoque de HDs para 2026, e demanda pode continuar alta até 2028;
Demanda por HDs é impulsionada pela necessidade de infraestrutura para aplicações de IA, afetando principalmente o mercado corporativo;
Aumento da demanda por HDs e SSDs devido à IA eleva preços para consumidores finais e empresas, mesmo que indiretamente.

Já não resta dúvida de que a demanda de componentes para infraestrutura de IA também afeta o segmento de discos rígidos: a Seagate confirmou, recentemente, que toda a sua produção de HDs para 2026 já foi comercializada e que pedidos para o primeiro semestre de 2027 já são esperados.

Não é uma situação isolada. Também recentemente, a Western Digital revelou já ter vendido praticamente todo o seu estoque de HDs para 2026. É possível que a Toshiba esteja em situação semelhante, afinal, as três companhias são os principais nomes do segmento de discos rígidos.

A Seagate prevê ainda que a demanda aumentada durará pelo menos até 2028:

Nossa capacidade de produção nearline [HDs para servidores] está totalmente alocada durante o ano de 2026, e esperamos começar a aceitar pedidos para o primeiro semestre de 2027 nos próximos meses.

(…) Além disso, vários clientes de nuvem estão discutindo suas projeções de crescimento da demanda para 2028, o que reforça a importância da garantia de fornecimento [para 2028].

William Mosley, CEO da Seagate

Quais as implicações para o consumidor final?

Notebooks, desktops e afins dificilmente saem de fábrica equipados com HDs atualmente. Quando isso ocorre, ou o computador é de baixo custo ou o disco rígido é usado como uma unidade secundária de armazenamento de dados.

Tanto no caso da Western Digital quanto no da Seagate, os estoques comprometidos dizem respeito a aplicações corporativas, que respondem por mais de 90% das vendas de HDs por essas companhias.

Um HD da linha Seagate Exos para uso corporativo (imagem: reprodução/Seagate)

Os estoques comprometidos devem afetar a oferta de discos rígidos principalmente para organizações, tanto no aspecto das quantidades disponíveis, quanto no fator preço.

Apesar disso, consumidores também podem ser impactados, pois unidades destinadas ao mercado doméstico tendem a ser redirecionadas a aplicações corporativas, principalmente de pequeno porte, levando a um aumento de preços também no varejo.

Por que a demanda por componentes aumentou tanto?

Basicamente, por causa da implementação acelerada de aplicações de IA, que requer infraestruturas computacionais avançadas. Esse cenário tem feito empresas do setor investirem na ampliação ou construção de data centers de tal forma a demanda por módulos de RAM, SSDs e até HDs aumentou enormemente.

Sobre discos rígidos, unidades do tipo têm desempenho inferior em relação aos SSDs, mas ainda dão conta de determinadas aplicações corporativas. Como a demanda aumentada fez os custos dos SSDs serem até 16 vezes superiores, HDs têm sido procurados como alternativas, o que contribui para os estoques comprometidos em fabricantes como Western Digital e Seagate.
Seagate também vendeu todo o estoque de HDs do ano

Seagate também vendeu todo o estoque de HDs do ano
Fonte: Tecnoblog

Apple deixa vazar MacBook de baixo custo e novos monitores

Apple deixa vazar MacBook de baixo custo e novos monitores

Novo MacBook de entrada deve manter design de alumínio, similar ao Air (imagem: Divulgação/Apple)

Resumo

O macOS 26.3 revelou três novos produtos da Apple: um MacBook de baixo custo (codinome J700) e duas variantes do Studio Display 2 (codinomes J427 e J527).
O MacBook J700 utilizará o chip A18 Pro, similar ao do iPhone 16 Pro, e deve custar entre US$ 599 e US$ 799 nos EUA, com preço estimado no Brasil entre R$ 6.499 e R$ 8.999.
O Studio Display 2 incluirá tecnologias como ProMotion e HDR, com taxa de atualização de 120 Hz e um chip A19 para suportar recursos avançados.

Faltando duas semanas para o evento especial de 4 de março, a própria Apple acabou deixando escapar detalhes sobre o que está por vir. A versão final do macOS 26.3, liberada para o público no dia 11 de fevereiro, trouxe no código-fonte referências diretas a três novos produtos.

Conforme revelado pela Macworld, a descoberta aconteceu por extensões de kernel (kexts) que identificam os dispositivos pelos codinomes J700, J427 e J527. Os registros confirmam rumores de que a empresa planeja uma investida agressiva no setor de entrada com um MacBook inédito, além de uma atualização aguardada para a linha de monitores Studio Display.

O que sabemos sobre o MacBook de entrada?

O dispositivo identificado pelo codinome J700 deve ser um MacBook focado em custo-benefício, inaugurando uma categoria abaixo do MacBook Air. O modelo também pode representar uma quebra de paradigma: será o primeiro computador da marca a utilizar um chip da linha “A”, geralmente reservada aos iPhones, em vez da linha “M”.

O processador escolhido seria o A18 Pro, o mesmo do iPhone 16 Pro. Embora possa parecer um “downgrade” para quem está acostumado com os chips M2 ou M3, testes de benchmark indicam que o A18 Pro tem desempenho superior ao do chip M1. Para o público-alvo deste laptop — estudantes e usuários domésticos que priorizam navegação, edição de textos e consumo de mídia —, o poder de fogo é mais do que suficiente.

Mark Gurman, da Bloomberg, antecipou que o design não deve sofrer cortes drásticos. O laptop deve manter o chassi em alumínio e uma tela de aproximadamente 13 polegadas, sem perder o aspecto premium da Apple.

Qual deve ser o preço no Brasil?

Nos Estados Unidos, as projeções variam entre US$ 599 e US$ 799. Fazendo a conversão direta para a cotação atual, teríamos valores entre R$ 3.264 e R$ 4.354. No entanto, o histórico da Apple no Brasil exige incluir na conta custos de importação, impostos e margem de lucro.

Atualmente, o MacBook Air M2 é vendido nos EUA por US$ 999 e chegou ao Brasil oficialmente por R$ 10.999. Seguindo essa proporção de aproximadamente 11 para 1, podemos estimar os seguintes valores para o mercado nacional:

Versão de US$ 599: entre R$ 6.499 e R$ 6.999

Versão de US$ 799: entre R$ 8.499 e R$ 8.999.

Se o valor inicial for confirmado, este se tornaria o Mac mais acessível do catálogo brasileiro em anos, competindo diretamente com notebooks Windows de alto desempenho.

Studio Display 2 deve trazer ProMotion e HDR

Studio Display finalmente deve ganhar sucessores com de 120 Hz e suporte a HDR (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Além do novo laptop, o macOS 26.3 detalhou os drivers para os modelos J427 e J527, variantes da segunda geração do Studio Display. O monitor atual da Apple já completa quatro anos de mercado e carece de tecnologias que se tornaram fundamentais, como o ProMotion.

O novo monitor deve vir com taxa de atualização de 120 Hz, garantindo mais fluidez em animações e edição de vídeo. Outra adição esperada é o suporte ao HDR (High Dynamic Range), melhorando o contraste e o brilho máximo do painel.

Para dar conta desses recursos e de funções inteligentes como o Áudio Espacial, o periférico deve ser equipado com um chip A19. A presença de dois codinomes diferentes levanta a possibilidade de a Apple lançar uma versão com tela maior ou, quem sabe, uma opção com acabamento de vidro nanotexture como padrão em um dos modelos.

Onde estão os chips M5?

Um detalhe que chama a atenção no vazamento é a ausência de menções aos chips M5. Rumores indicavam novos MacBook Pro e uma atualização do Mac Studio em desenvolvimento com o novo chip. É provável que a Apple reserve as novidades para o segundo semestre de 2026.
Apple deixa vazar MacBook de baixo custo e novos monitores

Apple deixa vazar MacBook de baixo custo e novos monitores
Fonte: Tecnoblog

O que é firmware? Entenda a função dessa classe específica de software

O que é firmware? Entenda a função dessa classe específica de software

Saiba como o firmware é importante para o funcionamento de diversos dispositivos presentes no nosso dia a dia (imagem: Reprodução/Rawpixel)
O firmware é o software essencial embutido no hardware para coordenar as funções vitais de um dispositivo. Ele atua como uma ponte, traduzindo comandos complexos em ações físicas para os componentes dos eletrônicos.Sua função é inicializar sistemas e garantir que todas as partes do equipamento estejam prontas para operar. Além de realizar testes de integridade, ele gerencia o fluxo de dados e o controle de periféricos de forma automatizada.Existem tipos variados de firmware, como BIOS e UEFI, que residem em memórias ROM ou Flash, permitindo atualizações de segurança cruciais. Esses códigos são fundamentais tanto em microcontroladores simples quanto em placas de vídeo e servidores de alto desempenho. A seguir, entenda o conceito de firmware, como ele funciona e se pode ser atualizado. Também saiba os eletrônicos de consumo do nosso dia a dia que trazem esse software embutido.ÍndiceO que é firmware?O que significa firmware?Para que serve um firmware?Como funciona um firmwarePosso atualizar um firmware?Posso apagar um firmware?Quais são os tipos de firmware?Quais são exemplos de firmware?Quais dispositivos eletrônicos têm firmware?Qual é a diferença entre firmware e software?Qual é a diferença entre firmware e hardware?Qual é a diferença entre firmware e sistema operacional?O que é firmware?Firmware é o código de baixo nível armazenado permanentemente no hardware para gerenciar suas funções físicas vitais e a inicialização básica. Ele atua como uma ponte que traduz comando de software em ações de hardware, permitindo a comunicação entre componentes e o sistema operacional.O que significa firmware?O termo “firmware” surge da união das palavras “firm” (firme) e “software” (programa de computador). Ele se refere às instruções lógicas gravadas diretamente em chips de memória para controlar o hardware.Usado pela primeira vez por Ascher Opler em um artigo em 1967, o conceito define o conteúdo de memórias de controle entre os componentes físicos e as aplicações. Diferente do software comum, sua estrutura é otimizada para ser permanente ou raramente alterada, garantindo a integridade operacional do dispositivo. Componentes de hardware, como a placa-mãe de um PC, costumam ter o próprio firmware para iniciar os sistemas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Para que serve um firmware?O firmware atua como o código essencial em chips de memória, traduzindo comandos lógicos em ações físicas para o hardware operar. Ele estabelece a ponte de comunicação entre os componentes eletrônicos e as camadas superiores de software, garantindo a integridade do ecossistema digital.A execução inicial do firmware valida a integridade dos circuitos e coordena o boot para o sistema operacional. Por meio de atualizações, ele corrige vulnerabilidades de segurança, otimiza o consumo de energia e expande a compatibilidade do dispositivo com novas tecnologias e protocolos.Como funciona um firmwareO firmware executa instruções gravadas no chip de memória ROM ou Flash para inicializar e gerenciar os componentes eletrônicos de um dispositivo. Ele atua como um conversor de comandos lógicos em sinais elétricos interpretáveis pelo hardware, estabelecendo a base para a operação estável.Na hora da ativação, o código executa a verificação da integridade da CPU e memória antes de carregar o sistema operacional. Durante o funcionamento, ele pode regular o fluxo de dados entre periféricos e otimizar o consumo energético, operando de forma independente do usuário.As atualizações são realizadas via “flashing”, processo que grava novas informações no chip para corrigir vulnerabilidades, otimizar o desempenho ou adicionar novas funções. Esta manutenção permite que o dispositivo receba melhorias sem trocas de peças, prolongando a vida útil e garantindo compatibilidade com novas tecnologias.Os dados de atualizações de firmware ficam em partições redundantes, permitindo reverter para uma versão estável caso ocorra uma falha. Assim, a integridade do sistema permanece protegida contra corrupção de dados, garantindo que o hardware sempre encontre um caminho seguro para a inicialização. Ao ligar um dispositivo, o firmware é responsável por ativar os outros componentes físicos e inicializar o sistema operacional (imagem: Reprodução/AVG)Posso atualizar um firmware?Sim, a maioria dos dispositivos permite a atualização de firmware via download de arquivos oficiais nos sites dos fabricantes. O procedimento requer ferramentas específicas e compatibilidade exata entre a versão do firmware e o modelo do dispositivo.É essencial manter o dispositivo conectado a uma fonte de energia estável durante a gravação dos dados na memória para evitar a inutilização. O usuário também deve seguir rigorosamente as instruções do instalador, garantindo que o sistema não seja reiniciado ou desconectado.As correções eliminam vulnerabilidades críticas de segurança, resolvem bugs de estabilidade e podem até desbloquear novas funcionalidades. Manter o firmware em dia protege o hardware contra invasões cibernéticas e otimiza o desempenho geral do dispositivo.Posso apagar um firmware?Sim, o firmware pode ser removido ou alterado ao usar softwares específicos do fabricante para acessar o código gravado na memória não volátil. Esse processo ocorre em atualizações críticas ou formatações de baixo nível para restaurar componentes.No entanto, apagar esses dados sem o backup imediato pode inutilizar permanentemente o aparelho devido à ausência da lógica de inicialização. Sem o código básico, o hardware não consegue carregar o sistema operacional ou gerenciar os periféricos.Além disso, falhas durante a exclusão do firmware podem corromper trilhas de segurança e invalidar a garantia do produto. Procedimentos não oficiais frequentemente ativam travas de hardware que impedem a recuperação, exigindo a troca física do componente de memória. Problemas durante a atualização ou exclusão firmware pode inutilizar o dispositivo (imagem: Reprodução/AVG)Quais são os tipos de firmware?Os firmwares são divididos em diferentes categorias, com características e usos específicos:Baixo nível (Low-Level): armazenado em memórias do tipo ROM, contém as instruções intrínsecas e imutáveis que definem a identidade básica do componente. Por ser gravado fisicamente na fabricação, é considerado uma parte integrante do hardware e raramente sofre atualizações;Alto nível (High-Level): localizado em memórias Flash, permite atualizações complexas e costuma ter uma interface mais elaborada que o baixo nível. Atua como uma camada intermediária que traduz instruções de software para o hardware, facilitando correções e integração de novas funções;Subsistema: gerencia componentes periféricos independentes em um sistema maior, como o controlador de um SSD ou de uma placa de vídeo. Opera de forma autônoma para otimizar o desempenho de peças específicas sem sobrecarregar a CPU principal;Inicialização (Bootloader): responsável por realizar o Power-On Self-Test (POST) e preparar o ambiente para o sistema operacional ser carregado. Gerencia a transição do hardware “bruto” para o software;Embarcado: projetado para microcontroladores em dispositivos de função única, como itens de Internet das Coisas (IoT) e eletrodomésticos. Sua principal característica é a execução de tarefas em tempo real com consumo mínimo de recursos e alta confiabilidade;Dispositivo de rede: focado exclusivamente no controle de tráfego de dados e protocolos de comunicação em roteadores, switches e modems. Dita como os pacotes de informação são roteados, priorizados e protegidos contra intrusões externas na camada de rede.Quais são exemplos de firmware?Estes são alguns exemplos de firmware que fazem parte do dia a dia de diversos usuários:BIOS: sigla para Basic Input/Output System, é o firmware legado que realiza o teste de hardware e localiza o sistema operacional durante a inicialização de PCs antigos;UEFI: sucessor moderno do BIOS, que oferece inicializações mais rápidas, suporte a discos de armazenamento maiores e recursos de segurança avançados;Firmware de roteador: atua como o sistema operacional do dispositivo de rede, gerenciando protocolos de comunicação, tabelas de roteamento e as regras de criptografia do Wi-Fi;Firmware de HDD/SSD: coordena o braço mecânico em HDDs ou o mapeamento de células de memória em SSDs, além de aplicar algoritmos de correção de erros para evitar perdas de dados;VBIOS (Placa de vídeo): gerencia os parâmetros de energia e frequência da unidade de processamento de vídeo, garantindo que a GPU forneça o sinal para o monitor antes mesmo do sistema operacional carregar;Firmware de smartphone (Baseband): opera em um processador dedicado para gerenciar as funções de rádio, controlando a alternância entre torres de celular e a estabilidade da conexão 4G/5G;Firmware de periféricos: instruções presentes em teclados, mouses e fones de ouvido que traduzir comandos físicos em sinais digitais e gerenciam funções como iluminação RGB e macros;Sistemas embarcados (IoT): controla o funcionamento de eletrodomésticos inteligentes e termostatos, processando dados de sensores e executando comandos de automação residencial;Firmware de impressora: converte arquivos digitais em movimentos mecânicos precisos dos cabeçotes de impressão e monitora constantemente os sensores de papel e níveis de suprimentos;Controle embarcado (EC): firmware presente em notebooks, responsável por funções críticas de hardware, como o controle das ventoinhas, retroiluminação do teclado e gestão de bateria. A BIOS é um exemplo de firmware usado em computadores antigos (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Quais dispositivos eletrônicos têm firmware?Quase todos os eletrônicos de consumo e sistemas industriais com hardware programável dependem de firmware para operações básicas. Alguns exemplos são:Computadores e componentes: a BIOS ou UEFI em placas-mãe, SSDs e placas de vídeo coordenam a inicialização do hardware e a comunicação com o sistema operacional;Periféricos de entrada e saída: impressoras, scanners e teclados processam comandos de entrada e gerenciam funções mecânicas;Equipamentos de rede: roteadores, modems e switches utilizam firmware para direcionar o tráfego de dados, gerenciar o Wi-Fi e manter protocolos de segurança ativos;Dispositivos móveis e vestíveis: smartphones, tablets e smartwatches têm camadas que controlam diretamente a calibração da tela, sensores biométricos e o consumo de bateria;Eletrônicos de consumo: smart TVs, câmeras digitais e sistemas de som dependem desse software para processar imagens, áudio e manter interfaces de usuários fluidas;Sistemas automotivos: veículos modernos usam unidades de controle eletrônico (ECUs) para monitorar a injeção de combustível, freios ABS e sistemas de entretenimento de bordo;Consoles de videogame: hardwares como o Sony PlayStation e Microsoft Xbox usam firmware para gerenciar o acesso ao disco, a saída de vídeo em alta definição e os serviços online;Eletrodomésticos inteligentes: máquinas de lavar, micro-ondas e geladeiras modernas automatizam ciclos de funcionamento e interpretam comandos via painéis digitais ou sensores;Dispositivos de casa inteligente (IoT): lâmpadas Wi-Fi, fechaduras eletrônicas e termostatos usam firmware para se conectarem à rede e executarem automações programadas;Equipamentos médicos: marcapassos, bombas de insulina e monitores hospitalares dependem de códigos extremamente estáveis para garantir precisão de leituras e a segurança do paciente. Os firmwares estão presentes em praticamente todos os tipos de eletrônicos de consumo (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Qual é a diferença entre firmware e software?Firmware é o código gravado em chips de memória não volátil que fornece instruções básicas para inicialização e o controle dos componentes físicos. Ele atua como o alicerce essencial que permite ao dispositivo ligar e comunicar-se com o hardware antes de carregar o sistema.Software é a camada lógica composta por programas e dados mutáveis que operam sobre o sistema operacional para realizar tarefas para o usuário final. Ele fica no armazenamento volátil, permitindo ser instalado, removido ou atualizado conforme a necessidade da aplicação.Qual é a diferença entre firmware e hardware?Firmware é o software de baixo nível armazenado em chips de memória que fornece instruções para controlar e inicializar as funções essenciais de um dispositivo. Ele dita como o dispositivo deve se comportar logo ao ser ligado, antes mesmo do tema operacional assumir o controle.Hardware é um conjunto de elementos físicos, circuitos e periféricos que constituem a estrutura material e a capacidade de processamento de um sistema. Sem as diretrizes lógicas do firmware, esses componentes são incapazes de executar qualquer operação lógica e comunicação por conta própria.Qual é a diferença entre firmware e sistema operacional?O firmware é o código de baixo nível gravado em memórias, responsável por inicializar o hardware e fornecer instruções básicas de operação. Ele tem a função de preparar o ambiente físico para o carregamento do kernel. O sistema operacional é o software de alto nível que gerencia os recursos do dispositivo, fornecendo a interface e os serviços necessários para a execução de aplicativos e arquivos. Ele usa o kernel para orquestrar o uso da CPU, memória e periféricos eficientemente.O que é firmware? Entenda a função dessa classe específica de software

O que é firmware? Entenda a função dessa classe específica de software
Fonte: Tecnoblog

Primeiro SSD com PCIe 6.0 alcança 28.000 MB/s na leitura de dados

Primeiro SSD com PCIe 6.0 alcança 28.000 MB/s na leitura de dados

Linha de SSDs Micron 9650 (imagem: reprodução/Micron)

Resumo

SSD Micron 9650 é o primeiro produzido em larga escala a usar PCIe 6.0, alcançando 28.000 MB/s em leitura e 14.000 MB/s em gravação sequencial;
Linha Micron 9650 oferece melhorias de desempenho em relação ao PCIe 5.0: 100% em leitura sequencial, 40% em gravação sequencial, 67% em leitura aleatória e 22% em gravação aleatória;
Disponível nos formatos E1.S e E3.S, linha Micron 9650 é voltada a data centers, com capacidades de até 30,72 TB na versão Pro e 25,6 TB na versão Max.

Toda nova versão da tecnologia PCI Express traz uma pontada de frustração: os primeiros dispositivos compatíveis com a versão anunciada demoram a ser lançados. Mas, cedo ou tarde, isso ocorre, como prova o Micron 9650, primeiro SSD com PCIe 6.0 fabricado em larga escala.

Aqui, desempenho é coisa séria: a linha Micron 9650 pode atingir 28.000 MB/s (megabytes por segundo) na leitura sequencial de dados, o dobro da taxa que é alcançada quando o PCI Express 5.0 é usado.

Já a taxa de gravação sequencial de dados chega a 14.000 MB/s, contra até 10.000 MB/s com o PCIe 5.0.

Taxas tão expressivas não chegam a ser surpresa, afinal, cada nova versão do PCI Express dobra a largura de banda máxima em relação à geração anterior da tecnologia.

Em linhas gerais, a Micron destaca que, na comparação com unidades baseadas em PCIe 5.0, a nova linha de SSDs é até:

100% mais rápida em leitura sequencial;

40% mais rápida em gravação sequencial;

67% mais rápida em leitura aleatória;

22% mais rápida em gravação aleatória.

Mas os números generosos não terminam aí. A linha também pode alcançar 5.500.000 IOPS de desempenho aleatório de leitura, e até 900.000 IOPS na escrita.

Já o consumo de energia dos SSDs Micron 9650 chega a 25 watts, o que não chega a ser um nível discrepante, pelo menos em relação a SSDs de uso corporativo (é o caso aqui). De todo modo, a linha foi preparada para suportar tanto refrigeração a ar quanto líquida, dependendo do modelo do SSD.

É óbvio que as capacidades de armazenamento também chamam a atenção. Até o momento, a linha é dividida em duas variações: Pro e Max. Cada uma oferece capacidades diferentes:

Micron 9650 Pro: 7,68 TB, 15,36 TB e 30,72 TB

Micron 9650 Max: 6,4 TB, 12,8 TB e 25,6 TB

Linha de SSDs Micron 9650 (imagem: reprodução/Micron)

Disponibilidade dos SSDs Micron 9650

Anunciados em julho de 2025, mas lançados somente agora, os SSDs Micron 9650 já estão disponíveis para venda. Há versões nos padrões E1.S e E3.S (ambos são formatos físicos de SSD para servidores), sendo que somente o primeiro suporta refrigeração líquida.

Como as capacidades de armazenamento sugerem, a linha é direcionada a data centers, razão pela qual os preços de cada unidade não foram divulgados publicamente (até porque o valor pode variar de acordo com a quantidade de unidades comprada).

Não duvido que chegará o momento em que SSDs direcionados a computadores domésticos suportarão o PCIe 6.0, mas, por ora, o foco da tecnologia está mesmo em aplicações profissionais (quer apostar quanto que, dadas as circunstâncias atuais, aplicações de IA serão as mais beneficiadas?).

Em tempo: a tecnologia PCI Express 6.0 foi anunciada em 2022. A versão mais atual é o PCI Express 8.0, cujo anúncio oficial foi feito em agosto de 2025.
Primeiro SSD com PCIe 6.0 alcança 28.000 MB/s na leitura de dados

Primeiro SSD com PCIe 6.0 alcança 28.000 MB/s na leitura de dados
Fonte: Tecnoblog

Valve adia Steam Machine por causa da crise de memória RAM

Valve adia Steam Machine por causa da crise de memória RAM

Steam Machine (canto superior direito) com novo controle e headset de realidade virtual (imagem: divulgação/Valve)

Resumo

Valve adiou lançamento da Steam Machine devido à escassez global de memória RAM e SSDs;
Lançamento oficial estava previsto originalmente para este início de ano (2026);
Apesar de tudo, Valve planeja lançar Steam Machine, Steam Controller e Steam Frame ainda no primeiro semestre de 2026.

Quem não via a hora de botar as mãos em uma nova Steam Machine vai ter que exercer a paciência: a linha deveria ser lançada oficialmente neste início de 2026, mas vai atrasar por conta do atual cenário de escassez de memória RAM e de chips de armazenamento de dados.

O hardware padrão da nova Steam Machine inclui uma CPU AMD com arquitetura Zen 4, uma GPU AMD com arquitetura RDNA 3, 16 GB de memória DDR5 e SSD com armazenamento de 512 GB ou 2 TB.

A nova Steam Machine foi anunciada em novembro de 2025 ao lado do joystick Steam Controller e do headset de realidade virtual Steam Frame. Os preços e as datas oficiais de lançamento deveriam ser informados agora, neste começo de ano, mas a própria Valve admitiu que a crise das memórias RAM forçou uma mudança de planos:

Quando anunciamos esses produtos em novembro, o nosso plano era de anunciar os preços e datas de lançamento no início de 2026 (ou seja, agora). Mas a escassez de memória e armazenamento que está afetando todo o setor, sobre a qual você já deve ter ouvido falar, se intensificou rapidamente desde então.

A disponibilidade limitada e os preços cada vez maiores desses componentes essenciais nos levaram a rever os nossos planos de preços e lançamento (especialmente os da Steam Machine e do Steam Frame).

Há uma nova previsão de lançamento da Steam Machine?

Mais ou menos. A escassez de memórias RAM e de chips de armazenamento tem causado aumentos expressivos nos custos desses componentes. Para piorar a situação, a tendência de aumento de preços ainda não passou. É por essa razão, provavelmente, que a Valve ainda não definiu uma data de lançamento.

Contudo, a companhia informou que ainda tem planos de lançar a nova Steam Machine no primeiro semestre de 2026, o mesmo valendo para o Steam Controller e o Steam Frame.

Nova Steam Machine (imagem: reprodução/Valve)

Por que memórias RAM estão tão caras?

Por causa da demanda maior do que a oferta. A implementação acelerada de aplicações de IA tem feito empresas do setor investirem na ampliação ou construção de data centers de tal forma que começou a faltar módulos de RAM no mercado. Como a Valve deixou claro, o problema também atinge o fornecimento de SSDs.

A Valve está longe de ser a única companhia a lidar com essa situação. Só para dar um exemplo, a linha Raspberry Pi teve um aumento expressivo de preços justamente por conta da crise do segmento de memória RAM.
Valve adia Steam Machine por causa da crise de memória RAM

Valve adia Steam Machine por causa da crise de memória RAM
Fonte: Tecnoblog

Preços do Raspberry Pi disparam por causa da crise de memória RAM

Preços do Raspberry Pi disparam por causa da crise de memória RAM

Raspberry Pi 5 (imagem: divulgação/Raspberry Pi)

Resumo

Escassez de memória RAM elevou preços das linhas Raspberry Pi 4 e 5 dois meses após último reajuste;
Raspberry Pi 5 de 16 GB foi o mais impactado com um aumento de US$ 60, custando US$ 205 em fevereiro de 2026;
Raspberry Pi 5 de 1 GB, Raspberry Pi 4 de 1 GB e Raspberry Pi 400 escaparam dos reajustes.

As placas Raspberry Pi são aclamadas, entre outras razões, por seu custo relativamente baixo. Mas esse benefício perdeu um pouco de força recentemente: o atual cenário de escassez de memória RAM fez os preços das linhas Raspberry Pi 4 e Raspberry Pi 5 aumentarem consideravelmente.

O que é mais desalentador é o fato de ambas as linhas terem ficado mais caras no início de dezembro de 2025, ocasião em que o Raspberry Pi 5 com 1 GB de RAM foi lançado oficialmente. Um novo reajuste foi aplicado apenas dois meses depois do anterior, portanto.

Em todos os casos, a explicação para o aumento de preços é uma só: o atual cenário de disparada de custos de memória RAM, situação causada pela demanda acentuada de infraestrutura para aplicações de inteligência artificial.

Quais os novos preços das linhas Raspberry Pi 4 e 5?

Infelizmente, os reajustes não são inexpressivos. No Raspberry Pi 5 de 16 GB de RAM, versão lançada em janeiro de 2025, o aumento de preço chega a US$ 60. Esta é a tabela com os novos valores:

MemóriaPreço em 2025Preço em 12/2025Preço em 02/2026Raspberry Pi 44 GBUS$ 55US$ 60US$ 75Raspberry Pi 48 GBUS$ 75US$ 85US$ 115Raspberry Pi 51 GB—US$ 45US$ 45Raspberry Pi 52 GBUS$ 50US$ 55US$ 65Raspberry Pi 54 GBUS$ 60US$ 70US$ 85Raspberry Pi 58 GBUS$ 80US$ 95US$ 125Raspberry Pi 516 GBUS$ 120US$ 145US$ 205

Observe que somente o Raspberry Pi 5 de 1 GB escapou do reajuste. Aqui, é possível que a Raspberry Pi tenha absorvido o custo com a memória RAM para manter pelo menos um modelo da linha abaixo da faixa de US$ 50, mas essa é só uma suposição minha.

Raspberry Pi 4 (imagem: divulgação/Raspberry Pi)

Apesar de não aparecer na tabela acima, o Raspberry Pi 4 de 1 GB também escapou do reajuste (US$ 35), o mesmo valendo para o Raspberry Pi 400 (US$ 60).

Em contrapartida, o Raspberry Pi 500 e o Raspberry Pi 500+ também estão com novos preços: US$ 119 e US$ 259, respectivamente.

Essa situação não agrada a Raspberry Pi. No anúncio sobre os reajustes, a organização deixou claro que os preços serão revisados para baixo quando a crise da memória RAM passar. A notícia ruim é que isso não deve ocorrer tão cedo.
Preços do Raspberry Pi disparam por causa da crise de memória RAM

Preços do Raspberry Pi disparam por causa da crise de memória RAM
Fonte: Tecnoblog

Samsung derrota rivais e se torna maior fabricante de chips de memória do planeta

Samsung derrota rivais e se torna maior fabricante de chips de memória do planeta

Samsung lidera mercado de chips de memória (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A Samsung se tornou a maior fabricante de chips de memória, com receita de US$ 26 bilhões no 4º trimestre de 2025, superando a SK Hynix.
O aumento na receita da Samsung foi impulsionado por vendas de chips HBM e DRAM para servidores, além de um aumento nos preços do mercado de DRAM convencional.
A alta demanda por memórias HBM, impulsionada pela implementação da IA, está elevando os preços e pode encarecer dispositivos eletrônicos, especialmente smartphones.

A Samsung voltou ao topo do mercado de chips de memória no último trimestre de 2025. A empresa registrou receita de US$ 26 bilhões no período (cerca de R$ 135 bilhões), segundo a Counterpoint Research, e ultrapassou a rival sul-coreana SK Hynix no ranking mundial de fornecedores.

A SK Hynix vinha com vantagem inicial sobre a Samsung, especialmente no segmento de memórias de alta largura de banda (HBM), um dos mais lucrativos do setor. Ainda assim, a empresa manteve desempenho forte e estabeleceu um recorde da indústria, com margem de lucro operacional de 58%.

O que explica a virada da Samsung?

O desempenho da Samsung foi puxado pela venda de produtos de maior valor agregado. Os chips HBM e as memórias DRAM para servidores lideraram o crescimento da receita no trimestre.

A companhia também atua no mercado de DRAM convencional, onde o aumento de preços ao longo do ano contribuiu para elevar os números. A alta nos valores reflete um movimento mais amplo do setor, impulsionado pela demanda crescente por componentes de memória.

Preços devem continuar subindo

As margens de lucro das fabricantes de chips de memória, incluindo a Samsung, têm previsão de alta neste ano. A alta procura por memórias HBM segue acelerada, em especial devido à implementação da IA, o que tem gerado restrições de fornecimento em toda a cadeia produtiva e pressionado os preços para cima.

Para o consumidor, isso significa dispositivos eletrônicos mais caros. O impacto deve ser sentido principalmente nos smartphones, onde a memória RAM e o armazenamento interno representam uma fatia considerável do custo de produção.

A alta nos preços já chegou ao varejo de forma concreta. Nos Estados Unidos, lojas da rede Costco passaram a remover módulos de RAM de computadores expostos nas prateleiras para evitar furtos. Os componentes são guardados separadamente e só são instalados quando o cliente finaliza a compra.

PCs em loja da Costco sem módulos de RAM (imagem: Reddit/accent2012)

A medida drástica reflete o momento do mercado. Com módulos de memória valendo mais, casos de furto desses componentes se tornaram mais frequentes. Algumas unidades da rede também removem placas de vídeo dos PCs de mostruário, prática que começou durante a escassez de chips em 2020.

A tendência é que os fabricantes de eletrônicos repassem os aumentos para os preços finais, especialmente em modelos com mais memória. Aparelhos já ficaram mais caros nos últimos meses, e a expectativa é que essa pressão continue ao longo do ano.

Samsung derrota rivais e se torna maior fabricante de chips de memória do planeta

Samsung derrota rivais e se torna maior fabricante de chips de memória do planeta
Fonte: Tecnoblog

Data centers de IA vão consumir 70% dos chips de memória

Data centers de IA vão consumir 70% dos chips de memória

Data centers de IA vão consumir 70% dos chips de memória (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Resumo

Data centers de IA devem demandar 70% dos chips de memória produzidos em 2026, gerando escassez;
Problema da escassez afeta memórias RAM, SSDs e até discos rígidos, impactando produção de eletrônicos e elevando custos;
Micron prevê que crise no mercado de memórias durará até 2028.

A demanda por memórias realmente está maior do que a oferta, cenário que resulta em dificuldade de aquisição desse tipo de componente e, principalmente, em preços elevados. Alimentando essa situação de escassez estão as aplicações de IA, que exigirão até 70% da produção de chips de memória em 2026.

É o que aponta o Wall Street Journal. Trata-se de uma estimativa que preocupa, mas, a essa altura, já não surpreende: o número de aplicações de inteligência artificial cresce em um ritmo tão acelerado que as empresas do setor estão investindo cada vez mais na construção de data centers para executá-las.

O efeito disso é a escassez não só de memórias RAM, mas também de chips de SSDs e até de discos rígidos.

Mas, sim, a situação é mais crítica no segmento de memória RAM. Esse tipo de componente não equipa somente computadores e celulares. TVs, dispositivos vestíveis, alto-falantes inteligentes e sistemas automotivos, por exemplo, também demandam esse tipo de componente. Logo, todo o setor de eletroeletrônicos pode ser impactado por preços mais altos.

Não é só uma questão de repassar os custos com memórias RAM para os consumidores. A escassez de chips também atrasa a produção de equipamentos eletrônicos, aumentando o risco de determinados produtos também ficarem escassos nas prateleiras. Quando isso acontece, não raramente, esses produtos ficam mais caros.

Tem mais. É comum que equipamentos eletrônicos utilizem tecnologias de memória mais antigas, que tendem a ser mais baratas. O problema é que os fabricantes priorizam a produção de memórias mais modernas, como DDR5 e HBM, que oferecem margens de lucro maiores, movimento que também contribui para a crise.

Novamente, não há surpresa aqui: aplicações de IA demandam tanto desempenho que a infraestrutura destinada a elas requer justamente tecnologias de memória RAM mais sofisticadas.

Escassez de memória deve aumentar preços de eletrônicos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Wall Street Journal não exagera, portanto, ao sinalizar que estamos diante de um cenário cuja gravidade pode ser comparada aos atrasos de produção no período da pandemia de covid-19.

Consequência: o mercado viu os preços de memórias dispararem 50% somente no último trimestre do ano passado. O setor de semicondutores fechou 2025 com lucro recorde. A Counterpoint Research estima que haverá um aumento adicional entre 40% e 50% nos preços até o fim do primeiro trimestre de 2026.

Micron prevê que crise da memória durará até 2028

Três companhias respondem por mais de 90% da produção atual de chips de memória RAM: SK Hynix, Samsung e Micron. Esta última revelou, recentemente, que os preços das memórias não devem melhorar antes de 2028.

A solução para o problema passa pelo aumento de produção. Para tanto, Micron e outras empresas do setor estão investindo em novas fábricas de memórias. Mas aí vem um novo problema: leva tempo para essas unidades serem construídas e entrarem em operação.
Data centers de IA vão consumir 70% dos chips de memória

Data centers de IA vão consumir 70% dos chips de memória
Fonte: Tecnoblog

Samsung revela o chip Exynos 2600, agora com 2 nm

Samsung revela o chip Exynos 2600, agora com 2 nm

A inteligência artificial é um dos focos centrais do Exynos 2600 (imagem: reprodução/Samsung)

Resumo

A Samsung anunciou oficialmente o Exynos 2600, seu novo chipset topo de linha para smartphones, que deve equipar ao menos parte da linha Galaxy S26. Mais do que uma atualização anual, o componente representa um passo importante para a indústria por ser o primeiro SoC móvel produzido em processo de 2 nanômetros com arquitetura GAA (Gate-All-Around).

Segundo a empresa, a transição para 2 nm permite avanços expressivos de performance, consumo energético e controle térmico — um ponto sensível em gerações anteriores do Exynos, frequentemente atrás de chips da Qualcomm, MediaTek e Apple. O Exynos 2600 já está em produção em massa.

O novo chip traz uma CPU de dez núcleos baseada na arquitetura Arm v9.3, com uma mudança relevante na estratégia da Samsung: não há mais núcleos pequenos, de baixíssimo consumo. Em vez disso, o processador combina um núcleo principal de alto desempenho com núcleos intermediários e de eficiência, todos da linha C1.

O que muda na CPU e na GPU?

A ficha técnica cita um núcleo C1-Ultra operando a até 3,8 GHz, três núcleos C1-Pro de alto desempenho a 3,25 GHz e outros seis C1-Pro focados em eficiência, com clocks de até 2,75 GHz. De acordo com a Samsung, esse conjunto entrega até 39% mais desempenho em CPU em comparação com o Exynos 2500. O suporte às instruções SME2 da Arm também deve reduzir latência e acelerar tarefas de aprendizado de máquina diretamente no dispositivo.

Na parte gráfica, o Exynos 2600 estreia a GPU Xclipse 960. A fabricante afirma que o novo componente dobra a capacidade de processamento em relação à geração anterior e melhora em até 50% o desempenho em ray tracing. Outra novidade é o Exynos Neural Super Sampling (ENSS), tecnologia que usa IA para upscale e geração de quadros, buscando melhorar a fluidez em jogos sem elevar drasticamente o consumo de energia.

O novo chip tem suporte a UFS 4.1 e memória LPDDR5X

Samsung ainda não confirmou oficialmente todos os aparelhos que irão utilizar o novo chip (imagem: reprodução/Gizmochina)

IA, câmeras e o desafio do aquecimento

A inteligência artificial é um dos focos centrais do novo chip. A NPU teve, segundo a Samsung, um salto de 113% em desempenho, permitindo rodar modelos generativos maiores no próprio aparelho e reforçar a proteção de dados sensíveis sem depender da nuvem.

O ISP integrado suporta sensores de até 320 MP, captura sem atraso em fotos de 108 MP e gravação em 8K a 30 fps ou 4K a até 120 fps com HDR. Há ainda melhorias em redução de ruído por aprendizado profundo e um sistema de percepção visual capaz de identificar detalhes sutis em tempo real.

Para lidar com calor e estabilidade, o Exynos 2600 adota a tecnologia Heat Path Block, que usa novos materiais para reduzir a resistência térmica em até 16%. A promessa é sustentar alto desempenho por mais tempo, enfrentando um dos principais problemas históricos da linha Exynos.
Samsung revela o chip Exynos 2600, agora com 2 nm

Samsung revela o chip Exynos 2600, agora com 2 nm
Fonte: Tecnoblog

Dell e Lenovo preparam aumento de preços devido à alta da memória RAM; veja datas

Dell e Lenovo preparam aumento de preços devido à alta da memória RAM; veja datas

Aumento nos valores da cadeia de produção devem impactar preços a partir deste mês (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

Dell e Lenovo devem aumentar os preços devido à escassez de componentes e alta demanda de memórias RAM por servidores de IA.
HP, LG e Samsung também revisarão preços de tablets e PCs com IA devido ao impacto nos custos de memória.
Dell prevê aumento de 15% a 20% nos preços a partir de dezembro, enquanto Lenovo deve ajustar preços em 1º de janeiro de 2026.

Grandes fabricantes de computadores estão se preparando para elevar os preços dos produtos devido ao aumento nos custos de componentes de memória. Os primeiros reajustes já devem impactar o mercado entre o final deste ano e o início de 2026.

Segundo fontes da indústria, ouvidas pelo portal especializado em pesquisa de mercado Trend Force, Dell e Lenovo já começaram a notificar clientes sobre as mudanças.

O aumento de preços é atribuído à escassez de suprimentos e à demanda por servidores de inteligência artificial, que consomem grandes quantidades de memória DRAM de alto desempenho.

Com a prioridade das fabricantes de chips voltada para o setor, o segmento de PCs convencionais e notebooks enfrenta um “aperto” no fornecimento e, consequentemente, custos mais altos. O valor de componentes, como memórias DDR5, saltou cerca de 70% em relação ao ano passado.

Quando os aumentos na Dell e Lenovo chegam?

Dell pode subir valores já em dezembro (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

De acordo com as fontes, a Dell emitiu um alerta de aumento de preços e a expectativa é que os valores subam entre 15% e 20%, com a possibilidade das novas tabelas entrarem em vigor já neste mês.

O movimento corrobora declarações recentes de executivos da empresa. Em novembro, o COO da Dell, Jeff Clarke, afirmou à Bloomberg que “nunca viu os custos de chips de memória subirem tão rápido”, destacando que as despesas estavam escalando em todas as linhas de produtos da marca.

Lenovo mudará preços a partir da virada do ano (foto: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A Lenovo, por sua vez, adotou um cronograma ligeiramente diferente, mas com o mesmo objetivo. A fabricante chinesa começou a informar seus parceiros comerciais que todas as cotações e preços atuais expirarão em 1º de janeiro de 2026.

Em comunicado, obtido pelos analistas através de fontes do setor, a empresa citou dois fatores principais para a decisão: a intensificação da escassez de memória e a rápida integração de tecnologias de IA, que exigem hardware mais robusto.

A recomendação da Lenovo aos clientes é antecipar os pedidos para garantir os valores atuais e evitar custos adicionais no próximo ano.

PCs com IA devem sofrer grande reajuste

PCs com IA serão particularmente afetados (imagem: divulgação/Microsoft)

Os preços elevados do componente devem impactar mais empresas, como HP, LG e Samsung. As três companhias também já estariam revisando os preços dos produtos para o próximo ano, incluindo tablets e PCs com IA.

Esses dispositivos focados em IA, relembra o jornal sul-coreano Chosun, devem ser ainda mais afetados pelos preços das memórias. Isso porque a configuração mínima de RAM de PCs focados em inteligência artificial é 16 GB e prioriza-se o uso de SSDs de alto desempenho.

O efeito cascata é tanto que prejudicará até mesmo fornecedoras de processadores, como Intel, AMD e Qualcomm. As empresas pretendiam expandir o fornecimento de CPUs para AI PCs, mas devem desacelerar a produção de chips com a queda na quantidade de produtos.
Dell e Lenovo preparam aumento de preços devido à alta da memória RAM; veja datas

Dell e Lenovo preparam aumento de preços devido à alta da memória RAM; veja datas
Fonte: Tecnoblog