Category: Google Search

Google tira time de segurança de IA do DeepMind

Google tira time de segurança de IA do DeepMind

Google terá mudanças em segurança de IA no DeepMind (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

O Google transferiu cerca de 90 funcionários do setor de segurança de IA do DeepMind para o setor de Assuntos Globais, informou o The Wall Street Journal.
Esses especialistas eram responsáveis por identificar riscos biológicos, químicos, radiológicos e nucleares em novos modelos de IA, segundo o Google.
A mudança ocorre após a saída do CEO do DeepMind, Demis Hassabis, que agora é presidente do conselho e cientista-chefe da Alphabet.

O Google DeepMind, setor de desenvolvimento em inteligência artificial da empresa, não conta mais com funcionários responsáveis por assuntos de segurança em IA. A companhia americana decidiu realocar cerca de 90 pesquisadores para o setor de Assuntos Globais, onde devem cuidar de políticas gerais relacionadas aos serviços do Google.

Esses especialistas são responsáveis por checar possíveis riscos biológicos, químicos, radiológicos e nucleares envolvendo modelos de IA. A presença de um time de segurança de IA é importante para encontrar falhas nas respostas dos sistemas, pois podem se aprofundar muito num determinado assunto para testar possíveis usos maliciosos.

A novidade foi divulgada pelo The Wall Street Journal, que teve acesso a e-mails internos do Google apontando as mudanças no time de segurança de IA. A movimentação vem pouco tempo depois da saída de Demis Hassabis do cargo de CEO do DeepMind – agora, presidente do conselho e cientista-chefe da Alphabet.

Segurança de IA e o momento atual da tecnologia

Os avanços recentes no mercado de tecnologia acendem um alerta para a necessidade de especialistas em ciências gerais na hora de lidar com o desenvolvimento de inteligência artificial. As concorrente OpenAI e Anthropic apontaram uma grande preocupação com os avanços de seus modelos e a capacidade de aprofundar temas científicos. Elas prometem travas de segurança ao tratar desses assuntos.

Claude Fable 5 e GPT-5.6 prometem travas de segurança para assuntos científicos mais específicos (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Segundo o Google, a migração desses profissionais aproxima suas atividades da área de produtos, incluindo a busca, por exemplo. Mas, entre os funcionários, há uma preocupação de que a mudança limite seus acessos no processo de desenvolvimento de novas versões do Gemini, dificultando a identificação de possíveis falhas.

No e-mail enviado aos funcionários, a vice-presidente do DeepMind responsável por segurança de IA, Helen King, garante que o time seguirá com acesso liberado às novidades.

Nova leva de mudanças no Google DeepMind

A migração deve começar no início de setembro, e é mais uma modificação feita pelo Google no setor de desenvolvimento de inteligência artificial. No início de agosto, a troca de comando no DeepMind tirou Demis Hassabis da cadeira de CEO, passando para o cargo de cientista-chefe no lugar de Jeff Dean, enquanto Koray Kavukcuoglu assumiu como novo CEO. O projeto Alphafold, que rendeu a Hassabis o Nobel de Química, também foi encerrado.

Demis Hassabis saiu do cargo de CEO do DeepMind no início de agosto (foto: John Sears/Wikimedia)

Além de Dean, que já tinha 27 anos de Google e fez parte de todo o processo de desenvolvimento de IA, mais especialistas de longa data saíram da empresa para fundar novas startups ou trabalhar em outras equipes de pesquisa em IA. Foi o caso de Noam Shazeer e John Jumper, que foram trabalhar com OpenAI e Anthropic, respectivamente. Ainda segundo o WSJ, há um receio de que a mudança no DeepMind possa levar mais funcionários a mudanças parecidas.
Google tira time de segurança de IA do DeepMind

Google tira time de segurança de IA do DeepMind
Fonte: Tecnoblog

Google quer contratar pessoas para checar respostas da IA no buscador

Google quer contratar pessoas para checar respostas da IA no buscador

Nos últimos meses, o Google passou a direcionar mais usuários para o AI Mode (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Google está buscando profissionais para verificar e aprimorar respostas geradas por inteligência artificial em seu principal produto: a busca. Um anúncio recente de vaga sugere que a empresa reconhece limites importantes nas respostas automáticas exibidas ao usuário, especialmente no recurso de Visão Geral fornecido por IA.

A movimentação ocorre em meio à reformulação da experiência de busca, que vem incorporando cada vez mais respostas diretas geradas por IA. Embora o Google não admita falhas de forma explícita, a criação de um time dedicado à qualidade dessas respostas indica preocupação com erros, contradições e informações inventadas — um problema recorrente em sistemas baseados em modelos generativos.

O que diz a vaga aberta pelo Google?

O cargo de engenheiro é voltado para a equipe de Search e fica dentro de AI Answers Quality. Segundo a descrição, os profissionais contratados terão como missão melhorar a qualidade das respostas apresentadas pelo Google, com foco direto nos AI Overviews, que aparecem no topo da página de resultados.

“Na Busca do Google, estamos reinventando o significado de buscar informações – de qualquer forma e em qualquer lugar. Para isso, precisamos resolver desafios complexos de engenharia e expandir nossa infraestrutura, mantendo uma experiência universalmente acessível e útil na qual pessoas do mundo todo confiam”, afirma o Google na descrição da vaga.

Descrição de posição no Google (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Em outro trecho, a empresa explica que o objetivo do time é “ajudar a equipe de Qualidade de Respostas de IA a fornecer Visões Gerais de IA para consultas complexas e difíceis dos usuários no SRP e no Modo IA”. A linguagem sugere que o trabalho não será apenas técnico, mas também analítico, avaliando se as respostas fazem sentido e correspondem às fontes citadas.

Por que o Google precisa revisar respostas da IA?

Inteligência artificial generativa chegou à busca do Google (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A iniciativa surge em um momento sensível. Nos últimos meses, o Google passou a direcionar mais usuários para o Modo IA, além de integrar resumos automáticos ao Discover e até reescrever manchetes de veículos jornalísticos com IA. O problema é que essas respostas nem sempre são confiáveis.

Há registros de situações em que a IA apresenta valores financeiros inexistentes, dados conflitantes para a mesma pergunta formulada de formas diferentes e cita fontes que não confirmam a informação exibida. Reportagens recentes também apontaram respostas equivocadas envolvendo temas de saúde, um dos campos mais sensíveis para esse tipo de tecnologia.
Google quer contratar pessoas para checar respostas da IA no buscador

Google quer contratar pessoas para checar respostas da IA no buscador
Fonte: Tecnoblog

Policiais da Pensilvânia poderão acessar histórico do Google mesmo sem mandado

Policiais da Pensilvânia poderão acessar histórico do Google mesmo sem mandado

Polícia pode acessar histórico do Google sem mandado na Pensilvânia (foto: Nathana Rebouças/Unsplash)

Resumo

A Suprema Corte da Pensilvânia decidiu que a polícia pode acessar o histórico de pesquisas no Google sem mandado.
A decisão baseia-se na ideia de que usuários não têm expectativa de privacidade sobre dados compartilhados com provedores.
A decisão se aplica apenas à Pensilvânia e distingue buscas na internet de dados de localização, que exigem mandado.

A Suprema Corte do estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, decidiu nesta terça-feira (16/12) que a polícia não precisa de um mandado judicial para obter o histórico de pesquisas de um suspeito no Google. A justificativa é de que os internautas não possuem uma “expectativa razoável de privacidade” sobre esses dados, uma vez que eles são voluntariamente compartilhados com provedores de serviço e aplicativos.

O caso, detalhado pelo portal The Record, envolveu a investigação de um estupro, na qual as autoridades procuraram por termos de busca feitos pelo acusado para incriminá-lo. Com a decisão, os magistrados estabeleceram que o rastro digital deixado em mecanismos de pesquisa não possuem as mesmas proteções constitucionais que outro dados.

A decisão vale apenas para o estado da Pensilvânia até que, eventualmente, a Suprema Corte dos Estados Unidos decida unificar o entendimento sobre o tema.

Qual o argumento da corte?

A corte argumentou que “é de conhecimento comum que sites, aplicativos baseados na internet e provedores de serviços coletam e, em seguida, vendem dados de usuários”.

Para os juízes, como o Google informa expressamente em seus termos de uso que monitora a atividade para fins comerciais e que não se deve esperar privacidade total, a polícia não estaria violando um direito fundamental ao requisitar essas informações sem a crivo prévio de um juiz.

A decisão distingue o histórico de buscas de outros dados, como a localização de celulares. Tribunais superiores dos EUA já haviam decidido anteriormente que o rastreamento de localização exige mandado, pois é um dado gerado involuntariamente apenas por carregar o aparelho.

Corte entende que termosdo Google não garantem privacidade dos dados (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

No entanto, no caso das pesquisas, a corte da Pensilvânia entendeu que o ato é ativo e consciente. “A trilha de dados criada pelo uso da internet não é involuntária da mesma maneira que a trilha criada pelo porte de um telefone celular”, diz o texto da decisão.

O tribunal também sugeriu que os usuários têm a opção de não expor seus dados se utilizarem métodos diferentes ou ferramentas de navegação anônima, o que validaria a tese de que o uso do Google padrão é uma escolha de “não-privacidade”.

Preocupação com privacidade

A sentença gerou reações imediatas de especialistas em direitos digitais e juristas. Eles alertam que o acesso irrestrito a esse tipo de dado é perigoso, já que as pessoas costumam fazer perguntas ao Google que não fariam, necessariamente, a uma outra pessoa na vida real.

Para especialistas ouvidos pelo The Record, a existência de um precedente em um estado pode encorajar departamentos de polícia em outras jurisdições a adotarem práticas semelhantes, normalizando a coleta de históricos de navegação sem a necessidade de justificar a “causa provável” a um juiz.
Policiais da Pensilvânia poderão acessar histórico do Google mesmo sem mandado

Policiais da Pensilvânia poderão acessar histórico do Google mesmo sem mandado
Fonte: Tecnoblog

Google expande Nano Banana para busca, NotebookLM e mais produtos

Google expande Nano Banana para busca, NotebookLM e mais produtos

Nano Banana já ultrapassou 5 bilhões de imagens criadas (imagem: divulgação/Google)

Resumo

O Google integrou o modelo Nano Banana ao Google Search e NotebookLM, com previsão de chegada ao Google Fotos.
No Google Search, o Nano Banana funciona via Lens, permitindo transformar imagens com inteligência artificial.
No NotebookLM, o Nano Banana oferece novos estilos visuais e formatos de vídeo, como Explainer e Brief.

O Google está ampliando a presença do Nano Banana, modelo de geração de imagens baseado no Gemini 2.5 Flash. Ele foi lançado em agosto e rapidamente ganhou popularidade devido aos resultados impressionantes e convincentes. O sistema ultrapassou a marca de 5 bilhões de imagens criadas e agora passa a ser incorporado à busca e ao NotebookLM.

Com a novidade, usuários poderão utilizar os recursos visuais do Nano Banana diretamente em plataformas que já fazem parte do cotidiano digital. Segundo o Google, o objetivo é tornar a criação e a compreensão de conteúdos visuais mais simples e intuitivas, aproximando as funções de geração de imagem das atividades diárias de busca, aprendizado e criação.

Como o Nano Banana será usado no Google Search e NotebookLM?

A integração à busca ocorre por meio do Lens, recurso disponível no aplicativo do Google para Android e iPhone. A nova função, chamada Create, permitirá que o usuário tire uma foto — ou selecione uma imagem da galeria — e a transforme instantaneamente com ajuda da inteligência artificial. A ferramenta promete resultados rápidos e interativos, voltados para quem quer personalizar ou reinterpretar imagens em poucos cliques.

Já no NotebookLM, o Nano Banana atua nos bastidores da ferramenta de Video Overviews, que transforma anotações e documentos em vídeos narrados. Agora, o recurso ganhou seis novos estilos visuais — aquarela, papel artesanal, anime, quadro branco, impressão retrô e tradicional —, além da capacidade de criar ilustrações contextuais com base nas fontes enviadas pelo usuário.

IA do Google transforma textos e anotações em vídeos narrados (imagem: divulgação/Google)

Novo formato de vídeos e expansão para o Google Fotos

O NotebookLM agora oferece, além de diferentes estilos visuais, dois formatos de vídeo: o Explainer, voltado para resumos detalhados e estruturados de documentos, e o Brief, pensado para apresentações curtas que destacam apenas os principais pontos de um texto.

O usuário pode personalizar os vídeos escolhendo formato, estilo visual e até instruções específicas, como focar apenas na análise de custos ou converter receitas em vídeos fáceis de seguir. A atualização será liberada gradualmente, chegando primeiro aos assinantes do NotebookLM Pro e, nas próximas semanas, a todos os usuários.

O Google também confirmou que o Nano Banana chegará em breve ao Google Fotos, mas ainda não divulgou a data exata de lançamento. A expectativa é que o modelo seja incorporado aos recursos de edição de imagem do aplicativo, permitindo transformar fotos pessoais com os mesmos efeitos visuais disponíveis em outras plataformas.
Google expande Nano Banana para busca, NotebookLM e mais produtos

Google expande Nano Banana para busca, NotebookLM e mais produtos
Fonte: Tecnoblog